Começa a festa !

Dando início às comemorações de 60 anos, a Mauricio de Sousa Produções abre as portas para o público. Os bastidores do estúdio brasileiro de maior prestígio poderão ser desbravados pelos fãs do Brasil e do mundo, a partir do dia 7 de agosto.

Divulgação-001-1

Imagine conhecer os bastidores do universo criado por Mauricio de Sousa, onde nascem as histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes, livros, design de produtos, espetáculos musicais, eventos temáticos interativos, aplicativos, games, web séries, encontros com personagens, parques de diversões e até um balão!

Agora isso é possível, para a alegria de milhares de fãs.

A Mauricio de Sousa Produções (MSP), abrindo as comemorações dos seus 60 anos, está pronta para receber o público. A visita guiada proporcionará uma viagem pela linha do tempo deste que é um dos maiores estúdios do mundo, além de passagem pela área de live experience do grupo, pelos setores de criação e design, projetos temáticos e editorial. E ainda proporciona a oportunidade de conhecer de perto os processos de criação de uma história em quadrinhos.

As visitas à sede da MSP, que ocupa mais de 3.000 m² de um moderno complexo empresarial localizado no bairro da Lapa, em São Paulo, será sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 10h00 às 11h30 e das 14h30 às 16h00, e poderão ser agendadas a partir do dia 7 de agosto. O novo destino turístico de São Paulo é voltado às famílias, estudantes, fãs em geral e excursões para grupos.

Cada visitação terá 90 minutos de duração e capacidade para receber simultaneamente 40 pessoas. Os ingressos custam a partir de R$ 75,00 (meia-entrada), R$ 150,00 (inteira) e há ainda a opção de combo desconto para famílias ou grupos.  Desconto de 30% para pagamento com o Cartão Porto Seguro.

Os mais de 400 personagens da Turma da Mônica habitam o universo de todas as crianças. Com esse enorme sucesso, é natural que fãs de todas as partes tenham interesse em conhecer tudo o que acontece nos bastidores. Por isso, estamos honrados em abrir as portas da nossa casa para o público. Um sonho que era de todo mundo, agora é possível para o mundo inteiro”, comemora Mauricio de Sousa.

O projeto conta com a operação da Forma Conhecer, empresa especializada no ramo de viagens de estudo e trabalhos de campo, e tem como parceria institucional a Porto Seguro Cartões (Meio de pagamento preferencial) e a realização da Mauricio de Sousa Produções.

C_Conhecer_Turma-da-Monica_18-07-2018_6d_XUAO-470_bx - Cópia

A grandeza do MSP

Ao chegar aos Estúdios, os visitantes terão em vídeo um breve resumo do que é a Mauricio de Sousa Produções e das áreas que compõem a empresa. A Mauricio de Sousa Produções foi criada em 1959 e é um dos maiores estúdios de Histórias em Quadrinhos do Mundo. Somos líderes com cerca de 80% do mercado de quadrinhos no Brasil. São mais de 400 funcionários produzindo conteúdo de alto valor, atingindo um público qualificado e formador de opinião. Uma marca sem rejeição, independentemente de gênero, faixa etária, renda ou região. Uma marca que fala de A a Z.Uma Empresa que mantém inovação e criação em seu DNA. Nossa tradição traz confiança na marca, agregada a valores como Amizade e Respeito. E nossa constante inovação garante a proximidade com crianças e famílias de todas as gerações”, comenta Mauro Sousa.

Durante o vídeo, algumas informações importantes serão reveladas a todos, como:

Atualmente, 29 editoras publicam livros da MSP para crianças, jovens e adultos;

Foram 400 livros publicados nos últimos 5 anos;

Somente em 2017, 2,3 milhões de exemplares de livros foram vendidos;

Mauricio de Sousa é um dos três autores mais lidos do Brasil;

Mais de 1.500 páginas de histórias em quadrinhos são produzidas por mês.

São 8 revistas mensais (Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem e Chico Moço), 5 Almanaques Bimestrais, 3 Almanaques Trimestrais e mais Almanacão, Saiba Mais, Um Tema Só e Clássicos do Cinema.

Cerca de 30 milhões de exemplares de revistas especiais com temas voltados à cidadania e direitos humanos já foram distribuídos gratuitamente nos últimos 10 anos;

No digital, a MSP vem somando números bastante expressivos e algumas lideranças, como o Youtube, por exemplo:

– Facebook Turma da Mônica: 659.322 seguidores

Turma da Mônica Jovem: 649.557 seguidores

Mauricio de Sousa Produções: 157.603 seguidores

-YouTube Turma da Mônica TV: + de 8 milhões de inscritos

– Youtube Mónica y sus Amigos (Espanhol): + de 420 mil inscritos

-Youtube Mônica Toy Official (inglês, com opção para japonês): + de 415

mil inscritos

(Em 5 anos, o canal no Youtube já somou mais de 8,7 bilhões de visualizações)

– Instagram: 190 mil seguidores

No estúdio de som são criadas trilhas, músicas e efeitos para as séries Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Turma do Chico Bento, Neymar Jr, filmes, comerciais, shows e espetáculos musicais;

As experiências Ao Vivo trazem desde Parques de Diversões – Parque da Mônica – o maior Parque coberto da América Latina, espetáculos musicais, espaços temáticos interativos, eventos gastronômicos, esportivos e corporativos, encontros com personagens, decorações de Natal, áreas temáticas em hotéis & resorts e restaurante temático;

São mais de 3.000 de produtos licenciados por mais de 150 empresas;

Exposições pelo mundo: a primeira foi em 1970. Estados Unidos, Portugal, Coreia do Sul e Itália fazem parte constante do itinerário que soma mais de 200 exposições. Uma delas, “Histórias em Quadrões”, já somou mais de 1 milhão de visitantes.

C_Conhecer_Turma-da-Monica_18-07-2018_6d_XUAO-971_bx - Cópia

O passo a passo da visita

Exposição: O grupo será conduzido ao auditório, passando pela exposição Linha do Tempo de Mauricio de Sousa e da Mauricio de Sousa Produções, que mostrará aos visitantes um pouco da história da Turma da Mônica, por meio de objetos históricos.

Auditório: Depois da exibição de um vídeo de boas-vindas do criador deste universo, o grupo conhecerá processos de produção de HQs, livros, desenho animado, design de produtos, eventos temáticos, além de entender como são feitas as dublagens e músicas.

Estúdio: A terceira parada é no Estúdio de Arte, o coração da Mauricio de Sousa Produções.

Pracinha: A quarta e última parada do trajeto é um espaço temático com atrações interativas.

Informações e vendas de ingressos no site: www.visitamauriciodesousa.com.br ou www.turmadamonica.com.br/visitamsp.

Política de Leitura agora é lei

37025566_1752190688233107_9192937439033819136_o

O jornalista Galeno Amorim, editor do blog “Por um Brasil que lê mais”, acompanhou de perto o passo a passo de um projeto que, este mês, formalizou um documento amplamente esperado pelos setores da educação e cultura. “O projeto de lei de autoria da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), agora é a Lei 13.696, publicada no Diário Oficial da União, 13/07, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). A nova legislação estabelece estratégias para contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas. Não houve nenhum veto. Segundo a lei agora aprovada, o Estado brasileiro se compromete, a cada dez anos, criar um novo Plano traçando e estabelecendo metas e ações para o livro, leitura, literatura e bibliotecas no País. A Lei tem ainda em seu bojo o objetivo de fortalecer o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, promovendo as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, entre outros objetivos.

O primeiro passo rumo à institucionalidade foi em 2006, com uma portaria interministerial do Ministério da Cultura e MEC, assinadas pelos então ministros Gilberto Gil e Fernando Haddad. Já em 2011, a presidente Dilma Rousseff ampliou essa institucionalidade, ao assinar o decreto que instituiu o PNLL como estratégia permanente de planejamento, apoio, articulação e referência para a execução de ações voltadas para o fomento da leitura no Brasil. O Plano estabelece quatro eixos estratégicos: (1) Democratização do acesso, (2) Fomento à leitura e à formação de mediadores; (3) Valorização institucional da leitura e do seu valor simbólico e (4) Fomento à cadeia criativa e à cadeia produtiva do livro”.

Para maior entendimento do leitor a respeito dessa importante questão, divulgamos aqui um artigo de Fernanda Garcia, diretora executiva da Câmara Brasileira do Livro, que analisa a nova política e responde: PNLE, afinal de contas, o que virou lei?

fernanda garcia“O setor do livro muito comemorou na semana passada. É que no dia 12 de julho foi sancionada a Lei 13.696/2018 que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita, originada por um projeto de lei de autoria da Senadora Fátima Bezerra que tramitou cerca de dois anos no Congresso Nacional. Considerando os últimos anos, em que foram formuladas poucas políticas públicas para o Livro e a Leitura e que a aquisição de livros pelas esferas governamentais diminuíram drasticamente, de fato, há muitas razões para comemorar. Há mais de 12 anos iniciou-se o processo de discussão de PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) que foi bastante amplo e envolveu diversos segmentos do Setor Público e da Sociedade Civil.

Quantos de nós não escutamos o professor José Castilho (a quem tem sido atribuído o nome da lei: “Lei Castilho”) defender a necessidade de uma política de estado para o Livro e para a Leitura?  Mas afinal de contas, o que significa isso em termos práticos? Significa que ao ser instituído na forma de Decreto que é ato do Poder Executivo, o Plano ficaria sujeito à decisão de cada governo sobre sua implantação ou não, sem a obrigação normativa por parte do Estado. Com a sanção da lei, a elaboração e execução deste Plano torna-se uma imposição legal ao Poder Executivo.

Outro ponto a ser comentado é o seguinte: o PNLE e o PNLL são a mesma coisa? Vamos lá: São disposições intimamente relacionadas, mas são instrumentos diferentes. O PNLL foi um documento elaborado detalhadamente para estabelecer eixos, metas e pormenores para a implantação das políticas de livro e leitura no país.  Já o PNLE, lei sancionada que tanto comemoramos na semana passada, tem um texto mais simples, mas dispõe de instrumento que permite à sociedade cobrar do Poder Executivo a elaboração de um plano com o objetivo de instituir políticas claras e efetivas para o livro e a leitura.

Trocando em miúdos, a Lei 13.696/2008, fixa a regra para que o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação elaborem em colaboração o Plano Nacional do Livro e Leitura com os objetivos previstos em seu texto, devendo ser ouvidos o Conselho Nacional de Educação (CNE), o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, a sociedade civil e o setor privado. Nos primeiros seis meses do mandato do Presidente, estes ministérios deverão elaborar o plano que permanecerá válido para os próximos 10 (dez) anos, período este em que deverá ser implantado e executado.

Há, portanto, muitos motivos para comemorar, mas, há ainda mais motivos para que o setor do livro e da leitura se organize, participe e exija uma política séria e ações eficazes. O trabalho é árduo e demanda muita articulação. O momento é de engajamento e mobilização para exigir o cumprimento da regra colocada. Nos próximos dias já começam os debates sobre o assunto durante a FLIP (Festa Literária de Paraty, de 25 a 29/7), em uma mesa promovida pela LIBRE, e na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 3 a 12/8, no Espaço Papo de Mercado, onde ouviremos e discutiremos a experiência do Chile e do México na mesa Sucessos e Desafios nos Planos Nacionais de Leitura, no dia 4 de agosto às 11h30”.

clube-leitura-galeno-1O jornalista Galeno Amorim destacou os pontos mais relevantes da Lei, que divulgamos a seguir:

Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.

Implementação | A Política Nacional de Leitura e Escrita será implementada pela União, por intermédio do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e com a participação da sociedade civil e de instituições privadas.

Regulamentação | Ato conjunto do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação regulamentará o disposto nesta Lei.

Plano Nacional |  Para a consecução dos objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita, será elaborado, a cada decênio, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que estabelecerá metas e ações, nos termos de regulamento.

  • Prazo:Será elaborado nos 6 primeiros meses de mandato do chefe do Poder Executivo, com vigência para o decênio seguinte.
  • Competência:Será elaborado em conjunto pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação de forma participativa, assegurada a manifestação do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e de representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, da sociedade civil e do setor privado.
  • Acessibilidade:Deverá viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto em acordos, convenções e tratados internacionais que visem a facilitar o acesso de pessoas com deficiência a obras literárias.

Planos estruturantes | A Política Nacional de Leitura e Escrita observará, no que couber, princípios e diretrizes de planos nacionais estruturantes, especialmente do:

  • Plano Nacional de Educação (PNE);
  • Plano Nacional de Cultura (PNC);
  • Plano Plurianual da União (PPA).

Objetivos | São objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita:

  • Ampliação de acervos físicos e digitais: Democratizar o acesso ao livro e aos diversos suportes à leitura por meio de bibliotecas de acesso público, entre outros espaços de incentivo à leitura, de forma a ampliar os acervos físicos e digitais e as condições de acessibilidade;
  • Formação continuada:Fomentar a formação de mediadores de leitura e fortalecer ações de estímulo à leitura, por meio da formação continuada em práticas de leitura para professores, bibliotecários e agentes de leitura, entre outros agentes educativos, culturais e sociais;
  • Campanhas:Valorizar a leitura e o incremento de seu valor simbólico e institucional por meio de campanhas, premiações e eventos de difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das bibliotecas;
  • Aquisição de acervos, feiras e eventos: Desenvolver a economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao fortalecimento da economia nacional, por meio de ações de incentivo ao mercado editorial e livreiro, às feiras de livros, aos eventos literários e à aquisição de acervos físicos e digitais para bibliotecas de acesso público;
  • Pesquisa e Intercâmbio: Promover a literatura, as humanidades e o fomento aos processos de criação, formação, pesquisa, difusão e intercâmbio literário e acadêmico em território nacional e no exterior, para autores e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas, entre outros mecanismos;
  • Qualificação das bibliotecas:Fortalecer institucionalmente as bibliotecas de acesso público, com qualificação de espaços, acervos, mobiliários, equipamentos, programação cultural, atividades pedagógicas, extensão comunitária, incentivo à leitura, capacitação de pessoal, digitalização de acervos, empréstimos digitais, entre outras ações;
  • Indicadores e estatísticas:Incentivar pesquisas, estudos e o estabelecimento de indicadores relativos ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas, com vistas a fomentar a produção de conhecimento e de estatísticas como instrumentos de avaliação e qualificação das políticas públicas do setor;
  • Capacitação: Promover a formação profissional no âmbito das cadeias criativa e produtiva do livro e mediadora da leitura, por meio de ações de qualificação e capacitação sistemáticas e contínuas;
  • Planos Locais:Incentivar a criação e a implantação de planos estaduais, distrital e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao SNC; e
  • Ações educativas: Incentivar a expansão das capacidades de criação cultural e de compreensão leitora, por meio do fortalecimento de ações educativas e culturais focadas no desenvolvimento das competências de produção e interpretação de textos.

Diretrizes | São diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita:

  • A universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas;
  • O reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a todos, inclusive por meio de políticas de estímulo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa;
  • O fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC);
  • A articulação com as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei nº 10.753/03;
  • O reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da economia criativa.

Prêmio | Cria também o Prêmio Viva Leitura, que será concedido no âmbito da Política Nacional de Leitura e Escrita com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas, nos termos de regulamento.

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação (13/7)

“Contos de amor dos cinco continentes”

O autor Rogério Andrade Barbosa sempre nos surpreende e, dessa vez, mais ainda com este lançamento primoroso da Editora do Brasil. Cinco contos mostram para os jovens leitores a força do amor por meio de histórias folclóricas tradicionais da Oceania (Austrália), África (Burkina Faso), Ásia (Tailândia), Europa (Suécia) e América do Norte (Estados Unidos) cada uma ilustrada por um profissional do país de origem da trama.

Aqui estão várias imagens do livro: contra-capa e capa (alto,esq), seguidas das páginas de abertura de cada conto, além de fotos e referências do autor e ilustradores (dir)

Aqui estão várias imagens do livro: contra-capa e capa (alto,esq), seguidas das páginas de abertura de cada conto, além de fotos e referências do autor e ilustradores (dir)

Além de enaltecer o amor, o livro “Contos de amor dos cinco continentes” conduz o leitor para um passeio pelo folclore e mitos dos cinco continentes do planeta. Mostra a força do amor dos casais enamorados, que buscam superar os obstáculos da natureza, do tempo, da morte, das diferenças sociais e do preconceito para ficarem juntos.

Para cada conto foi escolhido um ilustrador do país da história, o que confere o livro uma diversidade artística. Para criar a capa e alguns elementos ao longo do livro, foi escolhido um ilustrador brasileiro: Mauricio Negro.

“Nerida e Birwain”,conto da Austrália, do continente Oceania , é o primeiro conto. É uma narrativa do povo Wiradjuri, uma das nações dos aborígenes, que ocupava a ilha antes da chegada dos europeus e narrava várias histórias da existência de um monstro, Wahwee, um anfíbio assustador com corpo de serpente e cabeça de sapo. O conto fala do amor entre Nerida e Birwain, o casal que desafiou a força Wahwee, morreu abençoado e se transformou nos lírios e juncos dos lagos da Austrália. Este conto foi ilustrado por Daniel Gray-Barnett.

“Yennenga, a mulher soldado”, conto de Burkina Faso, do continente África, é o segundo conto do livro que trata da cultura do povo Mossi, na região de Burkina Faso, a terra altaneira, colonizada por franceses. Yennenga, a mulher guerreira, tornou-se conhecida não só por suas vitórias, mas também por sua luta em busca do amor. Depois de ser expulsa de casa, ela encontra o parceiro ideal, Riale, e se casa com ele com a missão de ser o casal ancestral de todo o povo Mossi. O ilustrador deste conto africano é de Gana e se chama Setor Fiadzigbey.

imagemNa sequência do livro, é a vez de “Os pássaros do arroz e a flor de lótus”, da Tailândia, continente Ásia. Num país, onde quase a totalidade dos habitantes é budista, o conto trata da reencarnação e revela a ideia de que os pássaros poderiam renascer em seres humanos e, então, recuperar o amor perdido na vida passada. Assim é o conto da princesa e do colhedor de arroz, que voltam a se encontrar em outra vida depois de terem sido separados na vez da encarnação de pássaros. O ilustrador é Suntur e ele é de Bangkok.

O quarto conto “Flor de Salgueiro e Nuvem Branca” vem do povo Tewa, indígenas do continente americano. Mais uma vez, o autor destaca o amor de um casal separado pela morte. A mulher deveria partir para sempre, mas o homem luta para trazê-la de volta, desrespeitando os costumes do seu povo. Mesmo assim, um xamã decide ajudá-los, porém, enviando os dois aos Céus para que pudessem se encontrar e viver para sempre, pelo menos, no plano espiritual. Nas noites de muitas estrelas, os nativos olham para duas delas, que estão próximas, reconhecendo ser Flor de Salgueiro e Nuvem Branca. Quem ilustrou este conto foi Brooke Smart, de Salt Lake City, Estados Unidos.

Para encerrar, o conto da Suécia, continente Europa, “Os pinheiros de Ugerup”, ilustrado por Elisabet Ericsson, de Estocolmo. Ugerup é o marido de Thale, que para mostrar o seu amor para a esposa, planta sementes de pinheiros por toda a região de Skane. Thale e Ugerup foram separados pela condenação do homem à prisão. Ele tenta enganar o rei com uma esperteza para viver com a amada. A história pertence aos tradicionais contos escandinavos, herdeiros da tradição nórdica ou germânica, de cuja mitologia vem os deuses Odin, Thor, Loki e outros venerados vikings.

Como eu gostaria de ver um final feliz para todas as histórias. Afinal, o amor merece. O livro “Contos de amor dos cinco continentes” tem 56 páginas e custa R$ 54,80.

“O nascimento de Benjamin”

Livro.

A idealizadora do projeto Santa Leitura, que há dez anos reúne pessoas em torno do livro nas comunidades de Belo Horizonte, Estella Cruzmel anuncia o lançamento do infantil “O nascimento de Benjamin”, dia 22 de julho, das 10h às 13h, na Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários), incluindo a contação de histórias por Mercês Simões, que estará acompanhada do músico Agnaldo Sousa.

A autora decidiu apresentar a sua escrita para as crianças contando a história do nascimento do neto em seu primeiro livro. “Nasci em uma fazenda no interior de Mariana, em Minas, e só conheci um livro aos 10 anos de idade. Porém, em 2010, quando iniciei o “Santa Leitura”, nasceu uma grande paixão e nunca mais consegui ficar longe desse mundo maravilhoso da literatura. Espero que o livro agrade ao público e que colabore com o incentivo à leitura para as crianças”, comenta Estella.

A história conta o corre-corre da chegada de um bebê ao mundo e a movimentação das famílias de várias partes do Brasil que viajaram para os Estados Unidos, onde moram os pais do bebê. Todos da família muito ansiosos  com a chegada de Benjamin, o primeiro neto das duas famílias.

Embora o livro seja para a faixa etária de quatro a sete anos, a história remete, inconscientemente, à obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. A mãe de Benjamin foi fazer um intercâmbio de seis meses nos Estados Unidos, vendo a possibilidade de uma vida melhor, mas acabou não voltando para o Brasil.  “A história nos mostra que “Vidas Secas” continua sendo um livro bem atual. Os pais de Benjamim vivem longe d0 Brasil, ou seja, em cada família tem um Fabiano, se deslocando  em busca de melhores oportunidades”, descreve Estella.

Para a realização dessa obra, Estella Cruzmel contou com a colaboração de várias pessoas como Rochelle Haase Alves, que criou toda a ilustração do livro. Já a capa e contracapa ficaram a cargo de Lília Araujo Cruz, mãe do protagonista do livro, Benjamin Pádua Cruz,  e  do padre Márcio Ribeiro de Souza. A revisão foi feita pela educadora Márcia Luzia da Silva e cuidadosamente editado pela Páginas Editora.

O livro será vendido no dia do evento e em livrarias como Leitura, Quixote e Ouvidor. Parte da venda do livro será revertida ao Lar das Idosas, localizado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. “O nascimento de Benjamin” também estará na Festa Literária Internacional de Paraty 2018 (FLIP 2018), no Rio de Janeiro. Posteriormente, o livro também será lançado na Comunidade Sagrada Família, bairro Novo Taquaril, em Belo Horizonte, no dia 12 de agosto; na cidade de Mariana, durante a 7ª Semana de Arte Aldravista, e na cidade de Myrtle Beach, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em dezembro.

“Diário de uma garota nada popular” vol 12

SmartSelectImage_2018-03-10-08-59-57-e1530322837642 - Cópia

 

O mais recente lançamento da série trata de “Histórias de um crush nem um pouco secreto”.

 

 

Os expressivos 13 milhões de livros vendidos fazem da série “Diário de uma garota nada popular”, de Rachel Reneé Russell, fenômeno mundial e referência na literatura juvenil. As aventuras bem humoradas protagonizadas por Nikki, uma menina bem longe dos holofotes do colégio, já tiveram seus direitos cinematográficos vendidos para a Lionsgate’s Summit Entertainment e, no Brasil, alcançaram a marca de 1,2 milhão de exemplares vendidos.

133317781SZ gg

O sucesso é tão grande que a série chegou ao seu décimo segundo volume, lançamento recente da Verus Editora, do grupo editorial Record. Ao longo dos livros, os leitores acompanharam Nikki em diversas situações. Desde a mudança de colégio, passando pelos embates com sua arquiinimiga MacKenzie, até a conquista do seu intercâmbio estudantil.

Agora, a menina está em contagem regressiva para o fim do ano letivo, enquanto lida com grandes questões sobre como vai passar as férias de verão. Ela também enfrenta uma situação inesperada: há um novo (e lindo) garoto interessado nela, mas a última coisa que ela quer é magoar Brandon, aquele por quem Nikki sempre foi apaixonada.

Neste livro, ela precisa lidar com um drama inédito em sua vida e acertar as coisas com seus dois crushes antes que isso se torne uma catástrofe.

A autora Rachel Renée Russell é advogada, mas prefere escrever livros a processos. Ela vive no norte da Virgínia, Estados Unidos, e mantém um blog sobre a coleção: www.dorkdiaries.com . “Diário de uma garota nada popular” já teve os direitos vendidos para mais de 35 países.

O livro foi traduzido por Carolina Caires Coelho e ilustrado por Karin Paprocki. Tem 272 páginas e custa R$ 39,90.

Exposição para pais e filhos curtirem juntos

Brinquedos dos anos 80 e 90 ganham versão gigante em exposição interativa de férias do DiamondMall.  A mostra gratuita “Brinquedoteka – Brincar de ser criança” ficará no shopping de 16 de julho a 12 de agosto.

 

Aquaplay, Cai-Não-Cai, Futebol de Dedo, Genius, Pula-Pirata e totens com consoles dos videogames Atari, Super Nintendo e Mega-Drive fizeram a alegria de muitas crianças nos anos 80 e 90. Os brinquedos que foram febre estarão no DiamondMall, em exposição interativa, para divertir crianças e adultos nas férias de julho.

A mostra “Brinquedoteka”, da empresa Smart Mix, que ficará no shopping de 16 de julho a 12 de agosto, traz réplicas de brinquedos em tamanho gigante, com cerca de dois metros de altura, mas funcionamento idêntico aos originais.

Também fazem parte da exposição dois grandes módulos com os quatro videogames que marcaram época: Atari, Mega-Drive, Super Nintendo e Master System _ todos prontos para serem jogados. Os visitantes poderão voltar no tempo ou até mesmo conhecer os jogos consagrados, como Pacman, Sonic e Super Mario Bros.

Para a gerente de Marketing do DiamondMall, Flávia Louzada, a programação de férias conquistará os clientes de todas as idades. “As crianças e jovens terão oportunidade de conhecer e brincar com as peças que fizeram parte da infância dos pais. Já os adultos, poderão reviver momentos de nostalgia e diversão”, comenta.

Os brinquedos

imagem_release_1346505

GENIUS

O desafio é pensar rápido e repetir as sequências de luzes e sons produzidas pelo Genius. O brinquedo busca estimular a memorização de cores e sons. Com um formato semelhante a um OVNI, possui botões coloridos que emitem sons harmônicos e se iluminavam em sequência. Cabe aos jogadores repetir sem errar as sequências, que vão aumentando o grau de dificuldade a cada passo.

Na Brinquedoteka: um Mega-Genius com 2 metros de diâmetro para ser jogado em equipes de 4 pessoas por vez.

imagem_release_1346511

AQUAPLAY

O objetivo deste jogo é fazer cestas com a pequena bola de basquete, que fica dentro de um ambiente coberto com água, usando apenas os botões frontais. Ele consiste de um pequeno recipiente, em plástico transparente, enchido com água e vedado. Um botão (ou dois, de acordo com o modelo) na base acionava um mecanismo, a fim de fazer a tarefa do jogo. As tarefas variavam de acordo com o modelo. Por exemplo: um golfinho que deveria encaixar todas as argolas em um espeto, ou ainda, uma bola de basquetebol que deveria passar dentro da cesta.

Na Brinquedoteka: um Mega Aquaplay com 2 metros de altura: o objetivo é acertar a bola da cesta.

imagem_release_1346513

FUTEBOL DE PINOS

Futebol de pino (ou de pregos) era, na versão original, um jogo que retratava um campo de futebol e os jogadores, com pinos ou pregos. A bola, às vezes, era uma moeda ou um pedaço de papel, substituindo a bolinha. Para movê-la e fazer com que o jogo aconteça, os participantes utilizavam os dedos para simular os chutes. O objetivo era marcar o maior número de gols possíveis.

Na Brinquedoteka: um Mega Futebol de Pinos, no qual os jogadores se colocam dentro do campo e usam os pés para lançar uma bola de verdade na direção do gol adversário. O futebol de pino pode ser jogado em duplas.

imagem_release_1346514

CAI – NÃO – CAI

O objetivo deste jogo é remover as varetas do cilindro sem derrubar as bolas. Quem derrubar menos bolas ganha. O jogo é composto por um cilindro de acrílico, no meio do tubo há diversos furos, onde são colocadas as varetas. Por cima das varetas são colocadas as bolas. Os jogadores vão retirando as varetas uma de cada vez, tentando evitar que as bolinhas caiam no fundo do tubo. Quem derrubar uma bolinha fica com ela até o final do jogo. O objetivo do jogo é retirar todas as varetas do tubo, derrubando o menor número de bolinhas.

Na Brinquedoteka: um Mega Cai-Não-Cai com 2 metros de altura e varetas com 2m de comprimento cada.

imagem_release_1346515

PULA PIRATA

O jogo é composto de uma espécie de barril com furos nas laterais e com um orifício na parte superior, onde é colocado uma miniatura de pirata, e de espadas de plástico. Os furos das laterais são utilizados pelos jogadores que colocam as espadas. O objetivo é não deixar o pirata pular para fora do barril. Um dos furos aciona um mecanismo que “expulsa” o pirata do barril.  Caso o jogador, ao colocar a espada no furo, causar o salto do pirata, o mesmo será eliminado do jogo e a rodada é reiniciada.

Na Brinquedoteka: um Mega Pula Pirata com um barril em medidas reais e espadas.

imagem_release_1346516

TOTEM GAMES

Quatro videogames, que marcaram época e gerações: Atari, Mega-Drive, Super Nintendo, Master System. O público poderá se divertir com jogos consagrados, como Pacman, Sonic e Super Mario Bros.

Literatura e teatro nas férias

“Aladin”, “A Lebre e a Tartaruga”, “O Mágico de Oz”  são os clássicos da literatura interpretados nos espetáculos oferecidos este mês no Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, além de outros espetáculos e oficinas.

12

Na temporada de férias de julho deste ano do Pátio Savassi, a criançada vai contar com uma série de peças teatrais infantis, entre os dias 6 e 29 de julho. Ao todo, serão 26 apresentações de clássicos infantis como: “Aladin”, “A Lebre e a Tartaruga”, “O Mágico de Oz” e “Liga da Justiça X Coringa”.

“Nosso foco é oferecer experiências marcantes sempre trazendo entretenimento que consiga conciliar cultura e lazer”, destaca o gerente de marketing do Pátio, Marcelo Portela. Promovida pela companhia Cyntilante Produções, as peças são participantes do “Festival BH de Artes Cênicas”. Cada apresentação terá entre 30 e 50 minutos.

Além da programação especial, a meninada ainda pode se divertir bastante com a exposição “Mundo Jurássico”, que o Pátio está recebendo até o dia 15 de julho. A mostra traz réplicas dinossauros com até 6 metros de altura.

O espaço Tangolangomango é outra opção para a meninada e, por isso, preparou uma programação especial com oficinas, intervenções cênicas e apresentações artísticas diariamente de 16 a 29 de julho. Nos dias de semana dessa temporada, o atendimento do shopping será estendido em 2 horas e passará a receber visitantes a partir das 12h.

Férias TangoLangoMango

Data: 16 a 29 de julho de 2018

Horário: De segunda a sexta-feira, das 12h às 21h. Sábados, das 10h às 21h. Domingos, das 12h às 20h. Oficinas durante a semana às 15h. Apresentações aos fins de semana às 16h.

Valor: R$30,00 a permanência até 30 minutos. Frações subsequentes de 15 minutos a R$10,00 cada. Bebês até 12 meses são isentos de tarifação.

Programação

16/7- 15h – Brincadeiras Tradicionais com Grupo Ua Tá Tá

17/7- 15h – Contação de Histórias com Júlia Mendes

18/7- 15h – Oficina de Dança com Lorrany Valeriano

19/7- 15h – Oficina de Circo com Mariana Azevedo

20/7- 15h – Contação de História com Mariana Azevedo

21/7- 16h – Coração Palpita

22/7- 16h – Casa de Lua

23/7- 15h – Brincadeiras Tradicionais com Grupo Ua Tá Tá

24/7- 15h – Contação de Histórias com Júlia Mendes

25/7- 15h – Oficina de Dança com Lorrany Valeriano

26/7- 15h – Oficina de Teatro com Mariana Azevedo

27/7- 15h – Ateliê de Artes com Prisca Paes e Danilo Filho

28/7- 16h – Ciranda de Roda

29/7- 16h – BrinCanto

12 2

Programação teatral

Preço dos ingressos: R$ 22 inteira e R$ 11 meia entrada. Vendas de ingressos pelo site www.sinparc.com.br.

Datas e horários

Peça Datas Horários
A Lebre e a Tartaruga 7, 8, 14 e 15 de julho Duas apresentações em cada dia: às 15 e às 17h
Aladin De 16 a 20 de julho Às 16h
Liga da Justiça X Coringa 21, 22, 28 e 29 de julho Duas apresentações em cada dia: às 15 e às 17h
O Mágico de Oz De 23 a 27 de julho Às 16h

A criançada não fica de fora

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana 2018 oferece muitas atividades para as crianças e adolescentes até o dia 22 de julho. Tem música, espetáculos circenses, teatro e oficinas, selecionados pela curadoria infantojuvenil. Em julho, está mais do que na hora de curtir Ouro Preto e a rica programação do Festival de Inverno.

Foto Tainara Torres

Foto/Divulgação: Tainara Torres

Um circo chega a Ouro Preto nesta quinta-feira, 12/7, às 16h, no adro da Igreja de São Francisco de Assis, com Los Circo Los e o espetáculo Versão Brasileira, que será apresentado também no dia 13/7, às 10h, no ICSA, em Mariana. Nos dias 13, 14 e 15/7, às 17h, é a vez do espetáculo Tamanho Família, com a mostra do Projeto Circo da Gente – OCA/Ufop, na estação ferroviária de Ouro Preto. Ainda no dia 14/7, Beatriz Myrrha traz o espetáculo Histórias de Felicidades, às 19h, no Centro de Convenções da Ufop (ingressos a R$10,00). Em 11/7, a Cia. Circunstância leva ao ICSA, em Mariana, o espetáculo De Mala às Artes, às 10h. No distrito de Lavras Novas, a Cia Curta Companhia apresenta o espetáculo O nariz que conta história, às 15h.

As oficinas selecionadas pela curadoria Infantojuvenil oferecem atividades especiais para esse público. Com Alice Giffoni, Bruna Melo, César Pereira, Dâmaris Fonseca, Pedro Mageste e Poliana Àvila, a oficina O que você quer saber sobre o corpo humano? acontece nos dias 11 e 12/7 na Escola Estadual Izaura Mendes, com foco nos porquês das crianças e no incentivo às descobertas. Tábatta Iori traz a oficina Criando com sombras, no dia 8/7, na Sala 35 da Escola de Minas (Praça Tiradentes), com iniciação ao teatro de sombras e a construção de enredos e cenários. Já Violeta Vaz Penna oferece a oficina Uma dança para você, de 9 a 11/7, na Tenda da Ufop, na estação ferroviária, com foco na dança para o público jovem. Em Ludi-cidade: o lúdico no espaço urbano, Carla Gontijo busca o diálogo entre a dança e a cidade, de 16 a 18/7, na Sala 35 da Escola de Minas, Praça Tiradentes, (inscrições a R$10,00). O Setor Educativo do Museu da Inconfidência oferece a oficina Ouro Preto – Paisagens psicodélicas, de 16 a 20/7, na Escola Estadual Dom Veloso, para crianças e adolescentes, com discussão sobre o movimento tropicalista e percepção visual do espaço de Ouro Preto.

Para conhecer e apreciar a exuberante natureza que cerca a histórica Ouro Preto, o Circuito Natureza oferece caminhadas nos dois principais parques da cidade. Crianças da rede pública de ensino visitam o Parque do Itacolomy nos dias 9 e 10/7, às 9h30; e o Parque Municipal das Andorinhas, nos dias 11 e 12/7, também às 9h30. As inscrições para as oficinas e para o Circuito Natureza são realizadas no site www.festivaldeinverno.ufop.br.

O espetáculo do grupo "PopLeko" fez o local ser contagiado por muita cor, música, alegria e brilho no dia da comemoração dos 307 anos de Ouro Preto, no último domingo - Foto/Divulgação: Marcelo Cardoso

O espetáculo do grupo “PopLeko” fez o local ser contagiado por muita cor, música e alegria no dia da comemoração dos 307 anos de Ouro Preto, no último domingo – Foto/Divulgação: Marcelo Cardoso

Para o 6º Encontro de Arte/Educação de Ouro Preto, nos dias 12 e 13/7, no Centro de Convenções da Ufop, são oferecidas 150 vagas, destinadas a profissionais da área e ao público interessado. O objetivo é discutir e analisar práticas da Arte/Educação dentro e fora do ambiente escolar, por meio de palestras, debates e comunicações.

Programação

12 de julho

14h – O Festival de Inverno e o Encontro de Arte/Educação – Persistência e Resistência – Emerson de Paula e César Teixeira

14h30 – Teatro (Educação): (Contra guerrilhas poéticas) – Acevesmoreno Flores Piegaz e Flávio Gonçalves

16h – A Criatividade da Criança – Tiago Cruvinel e Jeanne Botelho

17h – Lançamento de livros

 

13 de julho

9h – Corpos Negros e infâncias: o teatro como resistência à invisibilização – Winny Rocha e Letícia Afonso

10h30 – Apresentação dos inscritos nos Grupos Temáticos

  1. Corpo, Som e Educação: Experimentos e Propostas
  2. Arte/Educação e Espaços Não formais – Mediação Flávio Gonçalves

14h – A Música em Cena: O Rap e o Funk na socialização da Juventude – Juarez Dayrell e Letícia Afonso

15h30 – Arte Indígena na Escola: da Opressão à Cosmopolítica – Tales Bedeschi e Christine Ferreira Azzi

17h – Lançamento de livros

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2018 são uma realização da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em parceria com a Fundação Educativa Ouro Preto (Feop) e as Prefeituras de Ouro Preto e João Monlevade.  Mais informações estarão disponíveis nos sites www.ufop.br e www.festivaldeinverno.ufop.br.

Outro espetáculo, "O nariz que canta história",  agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Outro espetáculo, "O nariz que canta história",  agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Patricia Milagres

Outro espetáculo, “O nariz que canta história”, agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Patricia Milagres

 “O nariz que canta história”

Puxa um pouco aqui e um tantinho mais acolá. Depois de alongamentos e muita concentração, a mágica acontece. Aos poucos, os artistas Hayslan Rodrigues e Tábatta Iori se transformam no Palhaço Custelinha e na Palhaça Giramunda, da Curta Companhia. Com muito humor e disposição, os palhaços apresentaram o espetáculo “O nariz que canta história”, que agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto.

Durante a apresentação, eles contaram a lenda marianense “Procissão do Miserere” que é “uma lenda regional que faz parte de uma memória coletiva. O palhaço dá uma nova perspectiva para esta história, traz algo mais cômico para o terror”, afirmam os artistas. O projeto, nascido em 2016, em Mariana e Ouro Preto, surgiu do desejo de Hayslan e Tábatta de trabalhar e estudar a arte da palhaçaria e a cultura popular com elementos como teatro e canto.

A história conta que uma senhora chamada Maricota passava os dias a vigiar a vida alheia pela janela de sua casa, na cidade de Mariana. Em uma noite de Sexta-Feira Santa, viu uma procissão se aproximar repleta de pessoas que escondiam seus rostos dentro de grandes capuzes. De repente, um dos integrantes foi até ela e pediu para que guardasse uma vela, que ele voltaria para buscar. Quando a procissão voltou, Maricota foi buscar a vela para devolver à figura misteriosa e levou um grande susto ao constatar que havia se transformado em osso humano. Com a surpresa, a senhora morreu de susto.

O estudante de 11 anos, João Vitor Sena Noé, assistiu à apresentação e a avaliou positivamente. “Foi muito legal e hilário. Acredito que a lenda possa ter sido real”. João, que faz aulas de teatro, conta que o espetáculo e os artistas são motivadores. “Antes, meus pais duvidaram do meu potencial para atuar. O projeto de teatro me inspirou e eventos como o Festival de Inverno são importantes e podem ser um incentivo para a minha família acreditar em mim”, declara.

Neste ano, o Festival de Inverno intensificou ações artísticas descentralizadas, com o objetivo de levar a programação a bairros mais periféricos das cidades. O artista marianense Hayslan Rodrigues vê nesses espaços distantes do centro a oportunidade de aprender e compartilhar experiências por meio da arte. “Percebo tudo isso como uma troca e não com o olhar colonizador de que ‘levamos arte a este lugar’. O que a gente traz em nosso trabalho é a cultura popular, que pertence à comunidade. A cultura popular é e sempre foi periférica”, destaca.

A artista Tábatta Iori vê o festival como oportunidade para a pesquisa e a experimentação da arte e reforça o papel das ações extensionistas. “Essa descentralização é muito importante e deve continuar nas próximas edições do festival. Também é necessário que  as comunidades tenham espaço para se manifestar artisticamente no evento. Os morros de Ouro Preto são muito ricos em cultura”, defende.

A moradora Vanessa Ferreira da Silva, do bairro Piedade, relata que intervenções artísticas raramente ocorrem no local e ressalta a necessidade de mais atividades. “Muito importante o artista ir até o público e mostrar que a comunidade tem valor. As crianças gostam muito, mas não têm oportunidade de prestigiar, pois muitas vezes as ações não chegam aqui”, conclui.

A incrível arte de ilustrar

O nome dele é Robson Araújo. Conhecendo o seu portfólio em robsonaraujoalvez.blogspot.com.br a gente descobre ser incontável o número de trabalhos já produzidos seja na literatura, nos livros didáticos ou nas inúmeras modalidades que ele também assina. Assim como parece ser difícil de explicar toda a beleza e criatividade de seus desenhos e ilustrações. Aliás, esse ilustrador que o blog apresenta hoje, numa entrevista muito especial, se define assim: “Me descrevo através do lápis; me defino através das cores”. Com vocês, Robson Araújo.

14570233_10205679120932246_3476059726150262697_n

Rosa Maria: Há quanto tempo você ilustra livros infantis?

Robson Araújo: Sou carioca e vim morar em Belo Horizonte, no final dos anos 80. No início dos anos 90, tive meu primeiro contato com o mundo editorial, comecei a ilustrar livros infantis e não parei mais.

 

RM: Para quais editoras já trabalhou?

RA: Muitas… Ática, Moderna, Paulus, Saraiva, Lê, Dimensão,Editorial do Brasil,Formato, Cortêz, Caligrafia, Rede Salesiana de Escolas, Escala Educacional, Multifoco, Positivo, Richmond, FTD… Tem mais, mas não lembro.

576981_Capa_Gdiario-de-bordo-do-almirante-negro_1RM: Quais dos seus trabalhos você destaca? Comente sobre eles.

RA: Muitos, mas entre eles tenho uma predileção pelo primeiro livro que ilustrei na vida, “Policarpo, o inseto desqualificado”, da Editora Formato, de autoria de Robinson Damasceno. Mas tem outro especial também e mais atual, “Diário de Bordo” com a história do “almirante negro”. Este livro conta a vida heróica do João Cândido, o almirante negro, eternizado na bela melodia de João Bosco.

RM: Que técnicas utiliza?

RA: A minha predileta é aquarela com acabamento em lápis aquarelado. Como eu trabalho também com didáticos, acabo finalizando em digital. São qualidades diferentes. Aprendi que artista que se preze, trabalha com qualquer técnica, como colagem e outras coisas. Eu não acho que o artista tenha que se prender a qualquer técnica. Já fiz trabalhos maravilhosos em papel ofício… rsrs…somos livres para isso.

 

RM: Como se sente diante do desafio da literatura infantil?

RA: Adoro desafios e quanto mais o autor é “chato”, mais me dedico a superar suas expectativas e pior  (ou melhor) é que sempre dá certo. Entro na cabeça do autor e sou sempre elogiado por isso.

Pags 6-77

RM: Quais os cuidados que um ilustrador deve ter ao trabalhar com uma história para crianças?

RA: Criança não é boba e, sendo assim, não se deve dar mole pra crianças. Elas são espertas e nos observam, nos copiam e nos tomam como exemplos. Não é diferente desenhar para elas. Pelo menos para mim é muito simples: é só você desenhar com a cabeça de uma criança.

DançadoCôco

RM: O que é mais exigido no seu trabalho?

RA: Prazos, sempre eles. Um livro é feito com vários profissionais e já briguei muito por causa disso, por que sempre pressionam o pobre do ilustrador que sempre acaba compensando o tempo dos que atrasam. Daí vem a pressão. Mas pressão é conosco mesmo!

PAG 10 E 11 cor

RM: E a principal recompensa?

RA: Sem pieguices, é na hora que a editora te manda o seu exemplar para a gente guardar no nosso portfólio. E saber que esse mesmo livrinho está sendo distribuído para milhares de crianças e elas estão curtindo a história e as ilustrações. Quem sabe, um dia, sai um artista daí? Outra recompensa: ser bem pago também me faz feliz.

 

19989533_10207596401743068_90324974893883394_nRM: Descreva sua trajetória profissional.

RA: Sou autodidata. Nunca estudei nada de especial, mal um cursinho técnico de desenho, daqueles bem questionáveis. Pra ganhar alguma grana na minha adolescência me submeti ao mundo da exploração artística e, muitas vezes, trabalhei a troco de umas camisas que eu criava as estampas. O cara ganhava uma grana boa, comprava carro e casa e me dava umas camisetas em troca, imagina. Mas depois a coisa foi mudando e finalmente tive a minha sonhada independência artística: trabalhei como auxiliar de arte-finalista (limpando os pinceis do artista, buscando um cafezinho, atendendo telefones…) Depois, revoltado com a exploração, fui pintar muros de jardins de infância, faixas de rua, até aprendi silk-screen. Mais tarde, através de uma grande amiga, que praticamente me adotou, consegui o meu primeiro contato profissional “artístico” e fui trabalhar na extinta “Páginas Amarelas”, como arte-finalista. Alguns anos depois, pedi demissão e saí do Rio para Beagá, onde tive a oportunidade de trabalhar na redação do jornal “Estado de Minas”. Assim, com meu trabalho publicado todos os dias, as portas foram se abrindo, entre elas, o mundo editorial, onde estou até hoje.

Amo desenhar. Desde que me alfabetizei, toda a minha vida foi baseada nas artes. Não é conversa quando se diz que um”artista vê o mundo de outra maneira. A arte é um vício e, quando acontece, não sai mais de dentro da gente. Me sinto orgulhoso de viver dela, de ter criado uma filha com dignidade apenas com minha arte. Todas as profissões são maravilhosas e tem seus valores, mas a arte é única. Houve uma época em que só os artistas perdiam para os imperadores em influência…

Terras do Rei

“O Diário de Myriam”

A Guerra da Síria, que sacudiu o mundo pelo sofrimento causado a tantas crianças, é descrita por uma delas. O que sentiu a menina Myriam no meio de tanto horror?

Myriam Rawick e seu diário sobre o que viveu na cidade de Aleppo - Foto: Thomas

            Myriam Rawick e seu diário sobre o que viveu na cidade de Aleppo – Foto: Thomas

Meninas, as pequenas escritoras, têm deixado importantes registros na literatura.

Há 70 anos, a menina judia Anne Frank passou anos escondida no Anexo Secreto tentando sobreviver à guerra de Hitler e lá escreveu “O diário de Anne Frank”, livro que emocionou leitores de todos os cantos do mundo.

Ainda é possível relembrar a Segunda Guerra Mundial pelos relatos registrados pelos olhos da pequena Ada em “A guerra que salvou a minha vida” e “A guerra que me ensinou a viver”.

Agora, é hora de conhecer “O Diário de Myriam”, outro lançamento da linha Crânio da DarkSide Books: uma garota síria, que sonha ser astrônoma, vê seu mundo girar após a eclosão de um conflito que ela nem mesmo compreende.

ViewImage.aspx 3 “Meu nome é Myriam, eu tenho 13 anos. Cresci em Jabal Saydé, o bairro de Aleppo onde nasci. Um bairro que não existe mais”.

“O Diário de Myriam” é um registro comovente e verdadeiro sobre a guerra civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina.

“O Diário de Myriam” apresenta a perspectiva de uma menina que teve sua infância roubada ao crescer rodeada pelo sofrimento provocado pela guerra da Síria. Myriam começou a registrar seu cotidiano após sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo que viveu para, um dia, poder se lembrar de tudo o que aconteceu.

O diário alterna as doces memórias do passado na cidade de Aleppo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na TV, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o sequestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.

“O Diário de Myriam”, vencedor do Prêmio L’Express-BFMTV 2017 na categoria Ensaios, em votação feita pelos leitores, é aquele livro que fica mais próximo do coração de cada um, pois foi escrito de forma simples e verdadeira. Como os outros títulos da linha Crânio, o testemunho de Myriam faz um convite à reflexão do agora e estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo — além de ser um exercício de empatia pela dor do outro.

A guerra da Síria deixou mais de 400 mil mortos e transformou 5 milhões de pessoas em refugiadas ao longo dos últimos sete anos, impulsionando o maior deslocamento de pessoas no mundo após a Segunda Guerra Mundial. Myriam é apenas uma entre milhões de vozes que sofrem diariamente, mas suas palavras conseguem falar por muitas elas.

A menina e o colaborador

Myriam Rawick começou a escrever em seu diário aos oito anos de idade. Seus registros sobre a Guerra da Síria compreendem o período entre novembro de 2011 e dezembro de 2016. Refugiada em sua própria cidade, Myriam viu seu lar ser devastado e conta como Aleppo, uma das cidades mais antigas do mundo, foi destruída num piscar de olhos. Desde o fim das hostilidades em sua cidade natal, Myriam voltou para lá apenas uma vez. Ainda assim, algumas coisas continuam iguais: ela segue escrevendo sobre sua vida em seu diário.

Philippe Lobjois, o repórter de guerra francês, que ajudou a menina síria a editar seu livro

Philippe Lobjois, o repórter de guerra francês, que ajudou a menina síria a editar seu livro

Philippe Lobjois é um repórter de guerra francês e autor de diversos livros. Estudou ciências políticas em Paris e já cobriu o Conflito Karen, a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão. Quando a Guerra da Síria eclodiu, ele decidiu ir até a cidade de Alepo, onde descobriu a história de Myriam. Após um mês vendo de perto o caos provocado pela guerra, ele conseguiu localizá-la e, juntos, trabalharam para revelar sua história ao mundo.

Crânio, a nova linha editorial de não ficção da DarkSide Books, estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo. Após desenterrar clássicos inesquecíveis e revelar novos fenômenos da literatura ‘dark’, a primeira editora brasileira inteiramente dedicada ao terror e à fantasia amplia seus horizontes. O objetivo é trilhar novos caminhos, mostrando que ciência, inovação, história e filosofia podem ser tão surpreendentes quanto a mais criativa obra de ficção. Aqui tudo é real. E ainda assim, fantástico e muitas vezes assustador.

Assuntos delicados e surpreendentes são tratados com o respeito que merecem, com uma linguagem que aproxima o leitor. Devorar um título da série Crânio é aceitar um convite à reflexão do agora. O compromisso da linha editorial Crânio é publicar material minuciosamente selecionado. Livros assinados por especialistas, acadêmicos e pensadores em diversas áreas, dispostos a dividir experiências e pontos de vista transformadores que nos ajudem a entender melhor esse estranho e admirável mundo novo.