“O perigo atual vem da censura”

A afirmação é de Alexandre de Castro Gomes, autor e presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), em entrevista ao blog. Ainda segundo ele, até os desafios de ordem econômica, que já balançaram fortemente o mercado editorial, tendem a passar. O fantasma da censura, no entanto, continua a rondar editoras, escritores, ilustradores e outros.

É muito bom ter à disposição livros de qualidade promovendo o interesse de crianças pela leitura, mas é preciso saber que por trás de um belo e bom livro existe uma engrenagem de profissionais e instituições para lutar e garantir a melhor literatura infantil e juvenil. Alexandre de Castro Gomes ou simplesmente Alex Gomes é um deles seja como escritor ou presidente da associação de escritores e ilustradores.

Leia a entrevista, conheça mais de perto essa importante associação e pode fazer um “Control C Control V”, depois “Copiar”, da relação de alguns dos mais de 30 livros de autoria de Alex Gomes cita na entrevista para ter como sugestão de leitura altamente recomendada para as crianças.

 

Alex Gomes: “Periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval” - Fotos: Divulgação

Alex Gomes: “Periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval” – Fotos: Divulgação

 

Rosa Maria: Fale sobre o papel da AEILIJ, a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, e a que público está destinada.

Alex Gomes: A AEILIJ é a mais importante entidade de representação de autores de literatura infantil e juvenil do país. Temos coordenações regionais em vários estados e, em junho de 2019, completaremos 20 anos de atividades. Entre elas:

  • Produzimos antologias literárias e anuários com os trabalhos dos associados;
  • Criamos um prêmio de alcance nacional;
  • Realizamos trabalhos solidários em escolas públicas e em bibliotecas;
  • Todos os anos mantemos um estande no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens;
  • Montamos mesas de debates sobre literatura em eventos literários;
  • Fomos, diversas vezes, à Brasília para defender os interesses dos autores de literatura infantil e juvenil;
  • Formamos parcerias com outras entidades ligadas ao livro;
  • Passamos dicas a novos autores;
  • Redigimos documentos em defesa de programas de leitura;
  • Montamos exposições de ilustradores;
  • Produzimos seminários;
  • Criamos campanhas em defesa da LIJ;
  • Apoiamos eventos com a presença de autores de LIJ;
  • No ano passado conversamos com a FNLIJ e com a CBL para valorizar a LIJ no Prêmio Jabuti;
  • Mantemos site/blog/página e grupo no Facebook/canal no Youtube/lista de discussões em e-mails.

São três os objetivos primordiais da AEILIJ:

1) Defender os interesses dos associados e da categoria.

2) Gerar e participar de campanhas e ações pelo incentivo à leitura, e, com isso, ampliar o alcance e a divulgação do livro de literatura infantil e juvenil.

3) Acolhimento de novos autores, mantendo canais de comunicação para trocas de ideias.

RM: Por que a criação dessa instituição?

AG: Quando a AEILIJ foi criada em 1999, não havia, no Brasil, redes sociais virtuais como o Facebook ou os grupos de Whatsapp. Para se ter uma ideia, o popular Orkut nasceu somente em 2004. Sendo assim, os autores só se comunicavam quando se encontravam em eventos. Alguns trocavam e-mails, mas nem todos participavam das conversas. Muitos colegas que residiam em cidades de pequeno e médio porte não conseguiam acompanhar as notícias do mercado. Um grupo de escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil, a partir de conversas informais, constatou que, apesar de sermos uma das forças mais importantes do mercado editorial, não tínhamos uma Associação que servisse como nossa porta-voz, um espaço onde pudéssemos dialogar e debater. Vieram as reuniões preliminares em quatro estados, trocaram e-mails com autores que estavam mais “isolados” e elegeram o Rogério Andrade Barbosa como seu primeiro presidente. Logo surgiu o primeiro boletim impresso e os primeiros e-mails de grupo.

RM: Quais são os principais projetos da AEILIJ para este ano?

AG: Esse é um ano de eleições para a diretoria. Minha gestão se encerra no dia 30 de junho e não sei o que a nova diretoria irá criar para a gente. Mas posso garantir que ainda teremos o anúncio dos vencedores do Prêmio AEILIJ, a criação de uma nova Expo Cores e Formas e a assembleia de passagem de bastão. Provavelmente outra edição do Discussões AEILIJ também, além do apoio institucional, com exibição da exposição de ilustrações, ao evento Conversa Literária Edição Especial do próximo dia 18 de abril, na Biblioteca Parque do Rio de Janeiro.

RM: Quais são as condições exigidas para filiação?

AG: Isso pode ser encontrado em nosso site (www.aeilij.org.br), mas posso adiantar que é preciso ter um livro publicado em editora comercial (não vale antologia), além do pagamento de uma anuidade que se mantém em 25% do salário mínimo do ano anterior à entrada na associação. Entendemos como editora comercial aquela que tem selo próprio, publica o livro com ISBN e cuida da edição, divulgação e venda dos livros. A condição serve tanto para escritores quanto para ilustradores.

 

“Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida, mas uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual”

“Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida, mas uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual”

 

RM: Gostaria que comentasse a respeito dos principais desafios atuais para o ilustrador de LIJ.

AG: Bem, não sou ilustrador, mas sou casado com uma e aproveitei para perguntar.
Segundo a Cris Alhadeff, alguns desafios são: valorizar a narrativa visual; lutar contra a censura; sempre estudar novas técnicas e aperfeiçoar as que já tem; apresentar a ilustração como um trabalho intelectual e não como serviço; negociar contratos e remuneração justos, afinal não é um hobby; explicar a toda hora que, em literatura infantil, todo livro tem dois autores: o escritor e o ilustrador.

RM: Existe alguma regulamentação para essa atividade? Qual órgão é responsável?

AG: Não existe regulamentação, uma vez que a profissão não é reconhecida. Nem o MEI a considera. O que existe é uma lei que reconhece o trabalho do ilustrador como uma atividade intelectual. E por incrível que pareça, a lei dos direitos autorais (9610/98) ainda precisa ser defendida e explicada pelos próprios ilustradores.

RM: Fale sobre seu trabalho.

AG: Eu só escrevo. Ainda. Mas pretendo ilustrar em breve. Aguardem novidades!

Lancei meu primeiro livro em 2008 e de lá pra cá já são 30 obras, algumas publicadas na Espanha, na China e na América Latina. Tive livros selecionados para programas de compras de governos e ganhei alguns prêmios.

Organizei alguns livros de autoria coletiva, entre eles a obra “Filhos de Peixe”, com contos e ilustrações de dez filhos e netos de autores de literatura infantil e juvenil.

Participei, como convidado palestrante, das maiores feiras de livros do país (FLIP, Jornada Literária de Passo Fundo, FLIPORTO, Feira do Livro de Porto Alegre, Bienal do Livro de São Paulo, Salão FNLIJ, FLUPP, LER, Feira do Livro de Caxias do Sul e outros), viajo o Brasil com as oficinas literárias “Quero Ser Autor”, dou palestras em escolas e em eventos literários e administro

site (www.alexandredecastrogomes.com),

blog (http://alexandredecastrogomes.blogspot.com),

Instagram (www.instagram.com/alexandre_de_castro_gomes) e

página no Facebook (www.facebook.com/alexandredecastrogomes).

Sou o atual presidente da AEILIJ,Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, eleito e reeleito para os períodos 2015-2017 e 2017-2019. Através da Associação, entre outras coisas, idealizei e fui curador do Prêmio AEILIJ, fui o editor dos cinco primeiros Anuários AEILIJ, idealizei e organizei a Blitz Literária, atividade que levou 30 autores de LIJ para escolas públicas municipais do Rio, e organizei por volta de 10 mesas de discussões sobre temas relacionados ao mercado literário.

 

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RM: Poderia citar alguns de seus livros?

AG: “O livro que lê gente” foi ilustrado pela Cris Alhadeff e publicado pela Editora Cortez. Ele conta a história de um livro que é colocado na prateleira mais alta de uma biblioteca, longe do alcance das crianças, e de lá ele inverte os papéis e aprende a ler os frequentadores do local. Essa obra ganhou o Selo de Distinção Cátedra 10, da Cátedra da UNESCO/PUC-Rio, como um dos 10 melhores livros de 2016, e foi vendida para editoras da Espanha e da China.

“Quem matou o Saci?”, ilustrado pela Cris Alhadeff e publicado pela Escarlate, narra a investigação em torno do assassinato do Saci Perereira, tendo como suspeitos outros seres do folclore brasileiro. O livro foi selecionado para o PNLD Literário 2018 e também recebeu um selo da Cátedra da UNESCO/PUC-Rio, desta vez em 2017.

“A bola ou a menina?” ou “La pelota o la niña?”, ilustrado pelo Sergio Magno e publicado pela Melhoramentos, reserva uma surpresa para o leitor. A história pode ser lida de trás para frente ou vice-versa. Cada sequência de leitura reserva um final diferente. O livro foi uma das quatro obras nacionais recomendadas pelo Catálogo do Prêmio Fundación Cuatrogatos 2017.

A trilogia “Condomínio dos Monstros”, “O porteiro do Condomínio dos Monstros” e “Tem visita no Condomínio dos Monstros”, os três ilustrados pela Cris Alhadeff e publicados pela RHJ/Baobá, fazem muito sucesso entre as crianças e nas escolas, especialmente por volta do Dia das Bruxas. Imaginem um prédio aonde moram a Bruxa, o Drácula, o Frankenstein, o Fantasma, o Lobisomem, o Saci, a Mula sem Cabeça, o Bicho-Papão, o Esqueleto e a Múmia. Só podia dar confusão, não é? Pois é. O primeiro foi selecionado para o PNBE 2012, o PNAIC 2013 e pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo para compor o Kit literário 2010 do Programa Minha Biblioteca. O terceiro foi selecionado para o PNLD Literário 2018.

“Folclore de Chuteiras”, ilustrado pelo Visca e publicado pela Peirópolis, apresenta a narração de uma partida de futebol entre o time nacional do folclore contra um combinado de monstros do resto do mundo. Os gols e lances “monstruosos” são espetacularmente descritos pelo locutor Carlos Cosme.

“Os 12 trabalhos de Severino”, ilustrado pela Camila Fudissaku e publicado pelo SESI-SP, é uma adaptação dos 12 trabalhos de Hércules. Ao invés dos monstros da mitologia grega, Severino precisa lidar com monstros do folclore nacional. A obra ganhou o terceiro lugar na categoria juvenil dos Prêmios Literários da Biblioteca Nacional (Prêmio Glória Pondé).

“O menino que coleciona guarda-chuvas”, ilustrado pela Bruna Assis Brasil e publicado pela Globo Livros, conta a história de Chico, um menino com uma imaginação incrível que tem o guarda-chuva como o seu brinquedo favorito. Contado em versos, o livro foi um dos oito títulos selecionados para o programa “Minha Primeira Biblioteca” (2014) da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“O julgamento do Chocolate”, ilustrado pela Conceição Bicalho e publicado pela RHJ, foi o meu primeiro livro publicado. Nele, o Chocolate é o réu em um tribunal, acusado pela frutas verduras e legumes de fazer mal às crianças. Entre outras seleções, o livro foi comprado pela FDE, através do Programa Ler e Escrever 2008, do Governo do Estado de SP. Essa obra foi transformada em peça de teatro por diversas escolas no país inteiro, fazendo com que eu a reescrevesse em forma de teatro, sob o título “Em cena: O julgamento do Chocolate”.

“Motim das Letras”, ilustrado pelo Luiz Maia e publicado pela Globinho, conta a história do navio pirata Alfabeto Romano, e de seu capitão “C”, traído por “K”, o líder de um motim em alto mar. O livro foi selecionado para o PNLD Literário 2018.

“Eu sou uma lagartixa!, ilustrado por Cris Alhadeff e publicado pela Editora do Brasil, apresenta um mistério para crianças pequenas. Por que a lagartixa não consegue subir pela parede?

RM: Como você analista o cenário da LIJ, Literatura Infantil e Juvenil?

AG: O cenário só não é o pior dos últimos 10 anos, talvez mais, porque o PNLD Literário 2018 dará algum fôlego para as editoras que tiveram livros selecionados. Agora, quando esse dinheiro será pago, é outra história.

O mercado de livros está na pior desde que as compras de governo foram interrompidas em 2014. De lá pra cá, editoras faliram, muita gente foi mandada embora, livrarias fecharam, feiras literárias foram canceladas, alguns autores desistiram de escrever e de ilustrar, a produção despencou e o mercado só não foi pro beleléu por causa de modismos como os livros de colorir e os livros de youtubers. Mas até essas modas passam.

O perigo atual vem da censura. Recentemente um clube de leitura colocou em seu edital que não aceitaria livros com bruxas, fadas e duendes para não ofender a religião de determinadas famílias. Uma colega autora já me disse que lhe pediram um livro de saci sem cachimbo. Aliás, muitas editoras estão evitando publicar livros que contem histórias sobre seres mágicos, por alguns considerados demoníacos. Nem sacis, nem fantasmas, nem unicórnios, nem obras que tragam crenças africanas, nem seres do folclore. E pensam que é só religião? No ano passado, um grupo de pais reclamou de um livro adotado no Colégio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro. “Meninos sem pátria”, de Luiz Puntel, conta a história de uma família de exilados da ditadura militar. O tema incomodou algumas famílias que exigiram que ele fosse retirado da relação de livros a serem lidos. A escola acatou o pedido, mas, por sorte, alunos do próprio colégio defenderam a obra em uma manifestação no meio da rua, e a instituição voltou atrás. Em dezembro do ano passado, pais de alunos de uma escola de Brasília pediram a retirada do livro “A semente do Nicolau: Um conto de Natal” das leituras recomendadas, porque o autor é um professor e político filiado ao PSOL.

Resumindo, periga perdermos várias conquistas dos últimos anos por causa de uma perseguição ideológica medieval.

Quem quiser entrar em contato pode me acessar através do meu site www.alexandredecastrogomes.com ou pelo Facebook em www.facebook.com/alexandredecastrogomes.

Fim de semana de muitas histórias

Neste sábado e domingo, Belo Horizonte vai viver o 2° Encontrão de Contadores de Histórias com 148 apresentações gratuitas, que vão oferecer para as crianças e adultos o melhor da literatura infantil.

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O 2° Encontrão de Contadores de Histórias será realizado nos dias 16 e 17 de março, neste sábado e domingo, das 9h às 21h, no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420), em Belo Horizonte, com entrada franca.

Vai ser uma maratona de apresentações de 148 contadores de histórias que se dedicam a esta atividade e realizam o evento em homenagem ao Dia Internacional dos Contadores de Histórias, comemorado a cada dia 20 de março.

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A  programação é muito variada e você pode conferir na página do 2° Encontrão de Contadores de Histórias que vai lhe informar sobre cada um dos contadores e as respectivas histórias que eles vão interpretar.

O link é esse: https://www.facebook.com/pg/Encontr%C3%A3o-de-Contadores-de-Hist%C3%B3rias-de-BH-2198339520494941/photos/?tab=album&album_id=2231648770497349

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“Para gostar de ler”

vzZjtr7a_400x400Leiturinha lança e-book gratuito, que ensina como incentivar a leitura entre crianças de até 10 anos. Material escrito pela equipe de curadoria do clube auxilia pais, mães e educadores sobre como criar o hábito de ler entre as crianças, de acordo com cada idade, até mesmo numa rotina corrida.

 

A leitura é um dos passos mais importantes para o desenvolvimento infantil, pois estimula a interpretação de texto, a criatividade, melhora a escrita e aumenta o vocabulário. O hábito também incentiva o pensamento crítico nas crianças e a maior percepção do mundo ao seu redor. Mas qual a melhor forma de fazer isso? A Leiturinha, maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil, acaba de lançar um e-book gratuito com dicas para os familiares e educadores incentivarem os pequenos a criar este hábito.

O conteúdo foi montado pela Equipe de Curadoria da Leiturinha, formada por mães, psicólogas e pedagogas que analisam os melhores conteúdos de acordo com a faixa etária. O Guia, chamado “#ParaGostarDeLer”, mostra o passo a passo da introdução à leitura e dicas para fazer com que as crianças gostem da prática.

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Uma das dicas do material é deitar junto ao pequeno que está iniciando sua jornada na leitura e deixar com que ele veja o livro e o que está sendo lido, enquanto muda a entonação da voz para diferenciar os personagens da história. “É importante que este momento seja visto como uma brincadeira pela criança e mostrar as imagens, a fim de aguçar a imaginação. Isso é essencial para que os adultos desenvolvam desde cedo os pequenos, o que facilitará o gosto deles pela leitura”, ressalta Cynthia Spaggiari, Coordenadora de Curadoria da Leiturinha.

O e-book é dividido em faixas etárias, de acordo com cada etapa do desenvolvimento infantil dos 0 aos 10 anos, para captar as principais particularidades de cada fase e utilizá-las como oportunidade de ganhar a atenção e o interesse dos pequenos.

Para baixar este conteúdo grátis, acesse: http://leiturinha.com.br/ebook

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Peça de teatro “Peter Pan”

Festival de Teatro Infantil Minas Shopping apresenta espetáculos infantis de clássicos literários até 13 de abril.

Foto/Divulgação: Guto Muniz

Fotos/Divulgação: Guto Muniz

A fábula do menino que se recusava a crescer, “Peter Pan”, tornou-se referência na literatura, no cinema e também no teatro, e neste sábado, 16 de março, o Minas Shopping, em Belo Horizonte, recebe a versão musical do conto infantil. A peça será apresentada na sala de cinema 1 do Cineart, a partir das 10h30. Os ingressos, que custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), podem ser adquiridos pelo Sympla.

O espetáculo montado pela Cyntilante Produções integra o 1º Festival de Teatro Infantil Minas Shopping. O público vai se divertir e se emocionar com essa releitura em que os personagens saem dos livros para interpretam lindas canções ao vivo. “A peça oferece uma maneira inovadora de revitalizar os clássicos da literatura infantil e garantir o entretenimento das crianças”, destaca Fernando Bustamante, produtor da companhia e diretor da peça.

O musical é uma adaptação da peça de J. M. Barrie, de 1904, que originou um livro homônimo para crianças publicado sete anos depois, e que teve várias adaptações para o cinema. Sucesso de público e crítica, a apresentação de 55 minutos encena a clássica história do pequeno rapaz que se recusa a crescer e se diverte em aventuras mágicas na “Terra do Nunca”.

O “Festival de Teatro Infantil Minas Shopping vai apresentar espetáculos baseados em clássicos infantis, até 13 de abril. As montagens acontecem aos sábados, sempre às 10h30. Todas as peças contarão com intérpretes de Libras. Os ingressos que restarem após a venda online são vendidos na bilheteria do Cineart no dia do evento.

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Programação do festival de teatro

23 de março – “Pequeno Príncipe”

30 de março – “Bela Adormecida”

6 de abril – “Aladim”

13 de abril – “Os Saltimbancos”

 Espetáculo “Peter Pan”

Ficha técnica

Texto: J. M. Barrie

Adaptação, Direção e Iluminação: Fernando Bustamante

Elenco: Alex Alves, Rafael Ventura, Raquel Carneiro, Ricardo Sabino, Sheyla Barroso

Stad-by: Tiago Colombini

Cenário: Cynthia Dias

Figurino: Ricca Costumes

“O que eu quero pode acontecer”

Novo livro de Pedro Bandeira traz poesias sob o ponto de vista das crianças. Obra é publicada pela Editora Moderna e conta com ilustrações de Attilio.

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Se o mundo girasse ao contrário, como seria?

É possível um sorvete em vez de um castigo?

E o que existe em cima das coisas onde não se consegue enxergar por ainda ser muito pequeno?

Estas perguntas estão no novo livro de poesias de Pedro Bandeira, um dos escritores infantojuvenis mais consagrados do Brasil e que já vendeu mais de 25 milhões de livros durante a sua carreira. A obra “O que eu quero pode acontecer”, publicada pela Editora Moderna, traz breves poesias que expressam muitos dos sentimentos das crianças. O livro conta com ilustrações de Attilio.

São 20 pequenos poemas, nos quais Pedro traduz com concisão muitos dilemas, pensamentos, medos e reflexões que fazem parte da vida de meninos e meninas, que se fazem perguntas sobre o mundo, pessoas e regras numa realidade que muitas vezes pode parecer bastante difícil de se compreender.

img24.phpNo fim, o autor convida seu pequeno leitor a aproveitar a vida enquanto é tempo, pois ela passa rápido. Os versos são escritos em redondilha maior e menor, com rimas alternadas. Há também poesias com versos dodecassílabos.

No poema “Não vai embora, Vovô!” a jovem menina tenta lidar com o fato de que seu avô ter lhe dito que um dia irá morrer. “Quem vai me contar histórias, quem vive a me consolar, quando eu fico muito triste, com vontade de chorar?”

Já em outro, intitulado “A cara pintada da tia”, o pequeno garoto se indaga por que a sua tia vive cuidando da aparência. “Mas o que eu não entendo é pra que tanto se estica, pois se é pra ficar bonita, por que ela não fica?”

A ideia do autor é mostrar que todos esses sonhos, vontades e dúvidas são compartilhados por todo mundo. E, com o esforço, tudo o que se quer pode, sim, acontecer. Basta desejar com força.

Pedro Bandeira nasceu em Santos, em 1942. Trabalhou em teatro profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e ator de comerciais de televisão. A partir de 1983 tornou-se exclusivamente escritor. Sua obra, direcionada a crianças e jovens, tem ganhado diversos prêmios, como Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Já vendeu mais de 20 milhões de exemplares de seus livros.

As novidades da Disney

O poder da Minnie

Novos episódios da série “Mickey: Aventuras sobre Rodas” serão exibidos às segundas-feiras, 19:30h, no Disney Junior.

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No mês da mulher, a Disney resolveu homenagear ninguém menos que Minnie, um dos personagens favoritos dos fãs de Mickey: Aventuras sobre Rodas. Com alegria, simpatia e muito entusiasmo, Minnie mostra ter habilidade e talento para fazer qualquer coisa.

Ela está sempre pronta a ajudar.

Na nova temporada da série, Minnie e Margarida continuam com seu negócio, o “SOS Amigos”, que se dedica a ajudar as pessoas que precisam resolver algum problema. Seja na cidade onde moram (Morro Legal) ou em qualquer lugar distante do mundo, as meninas põem mãos à obra e trabalham com afinco para encontrar a melhor solução. Não há limites para o que elas podem fazer quando se trata de ajudar.

Em episódios anteriores, elas já cuidaram de animais de estimação por um dia, embarcaram em missões pelo espaço e se transformaram em detetives bem rudes para ajudar quem precisava delas. Alegre e solidária, Minnie sabe que quando se trabalha em equipe há sempre uma forma de encontrar a solução.

Minnie é muito criativa.

Quando não está com Margarida em alguma parte do mundo resolvendo problemas, Minnie demonstra todo o seu talento artístico na Estética Automotiva, a oficina de design, pintura e decoração de carros. Lá podemos ver a face criativa de Minnie. Ela sempre encontra a inspiração certa.

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A rainha da pista

Minnie também tem tempo para correr a toda velocidade. A bordo de seu carro, o Trovão Rosa, cujo design foi inspirado no inconfundível laço que já é sua marca registrada, Minnie se destaca ao volante: dirige em ziguezague pela competição e deixa para trás todos os outros corredores.

Seja trabalhando na oficina, conduzindo seus negócios ou na pista de corrida, Minnie ensina aos pequenos espectadores que não há impedimentos quando se trata de fazer o que gostamos.

Mês das Princesas

Estreia de “Moana, um mar de aventuras” e especial de “Frozen, uma aventura congelante”.

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Em março, o canal Disney Junior celebra o Mês das Princesas com histórias emocionantes protagonizadas pelas princesas favoritas de todas as gerações. A comemoração começou no sábado (9) com a estreia de “Moana, um mar de aventuras” e prossegue no dia 16/3, com o especial “Frozen, uma aventura congelante” seguida dos curtas metragens com o personagem Frozen, além de maratonas dos melhores filmes de princesas ao longo do mês.

Em todos os sábados de março, às 10:00h, o público poderá curtir os melhores filmes de princesas:

Aladdin, o retorno de Jafar

Aladdin e os 40 ladrões

A princesa e o sapo

A bela adormecida

Enrolados

Frozen, uma aventura descongelante

A pequena sereia 2: o retorno para o mar

A pequena sereia: como tudo começou

Elena de Avalor: o canto das sereias

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“Chiclete – Dormindo com os tubarões”

A 9ª obra da coleção “Judy Moody” conta a história do garoto James  (Chiclete) que supera seus medos durante uma incrível noite no aquário.

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A Editora Salamandra apresenta o 9ª livro da série da autora americana Megan McDonald: “Chiclete, Dormindo com os Tubarões”. Com ilustrações de Peter H. Reynolds, a obra conta a história do garotinho Chiclete (James), de 7 anos, que ganha de seus pais entradas para passar uma divertida noite no aquário.

Nesse volume, Chiclete passa por inúmeras aventuras com sua família e seus amigos. Juntos, conhecem vários tipos de espécies marinhas, além dos tão admirados tubarões. Mesmo com a alegria de poder vê-los tão próximos, Chiclete se assusta ao perceber que terá de dormir no mesmo quarto que os grandes tubarões.

322b5f124c99066180ac792272fff17a - CópiaPara superar os desafios e as surpresas do local, Chiclete e seus amigos Webster, Sofia (a princesa dos Duendes), Judy Moody, sua irmã mais velha, Riley, uma colega de escola, e suas amigas (As Adanats) partem para um longo passeio com muitas situações desafiadoras e de aprendizagem, como a gincana promovida pela Guia do aquário, a Guia D.

O time chamado de Caça Tubarões, liderado por Chiclete, e a turma Ovos Podres, de Riley, descobrem curiosas espécies e diferentes mundos marinhos, como os pinguins que espirram água no Palácio de Gelo, o Planeta das águas-vivas, e o tanque de tubarões, com o tubarão-tigre.

O grupo ainda consegue desvendar histórias e lendas do aquário sobre a misteriosa lula-vampiro e também sobre a Maria Sangrenta. Mesmo driblando o medo e o sono, Chiclete e os amigos ainda passam por situações inusitadas, como a procura pelo bichinho de estimação de Sofia, o Cara Anguejo, que sumiu a noite inteira.

Ao acompanhar “Chiclete, Dormindo com os Tubarões”, o leitor vai se divertir com a história do garoto que conseguiu vencer seus medos, até mesmo quando eles nascem em sua imaginação.

322b5f124c99066180ac792272fff17a - Cópia (3)A autora Megan McDonald é  premiada com a Coleção Judy Moody. Ela conta que a maioria das histórias surge de casos que aconteceram com ela e com suas quatro irmãs, quando eram pequenas. Ela confessa: “Eu sou a Judy Moody. Igualzinha! Na minha família, todas nós somos famosas pelo exagero. Judy Moody sou eu, mas bem exagerada”. Megan McDonald mora com seu marido no norte do estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

O livro custa R$ 52,00, tem 200 páginas e pode ser comprado nas principais livrarias virtuais.

“O livro azul”

A cor azul conduz uma história que vai mexer muito com as crianças. Um livro com muita arte e beleza abre o diálogo com o leitor sobre muitas questões do cotidiano. Através da literatura, porém, chegam para ele de uma forma bem criativa e inquietante.

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Algumas indagações para o leitor refletir, enquanto lê ou ouve a história:

Já observou o azul de “como a tarde acorda”?

“No fundo do mar bem no fundo o azul é um azul de noite”?

E quando “amanhece o azul mais bonito é o azul do céu”?

E no avançado da hora?

Seria “o azul aquele azul onde a pipa amarela encontrou um anjo que passava

Um anjo mais azul que o firmamento”?

“O livro azul” escrito por Lilian Jacoto e ricamente ilustrado por Isabella Lotufo conta uma história que explica como tudo o que nos rodeia pode ser tocado pela beleza. Isto se deve ao trabalho amoroso dos “encarregados do azul” – anjos incumbidos de moldar as paisagens de sonhos e de afetos.

A autora rompe com a narrativa tradicional e conta uma história praticamente em versos. Há muita arte e poesia na sua proposta literária.

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“O semeadores alados eram os encarregados do azul.

Espalhavam conchas onde havia água e brasas sobre a terra

Pra que tudo [as plantas, as pedras e as gentes]

Tivesse brilho ao redor”.

thumbnail_O livro azul - capaA autora Lilian Jacoto concebeu um texto que remete à meditação e ao delírio. Isabella Lotufo recompõe o azul do fundo do mar, do céu do acordar pela manhã, dos anjos e dos momentos de alegria através de colagens que exibem uma textura visual e dialogam com a história contada.

 

Numa lógica associativa e livre, o propósito deste livro é despertar o olhar infantil para a beleza. Um olhar ‘azul’.

 

Lilian Jacoto é muito amiga de Frida e Rocco – os dois gatos que moram com ela. Ensina Literatura na Universidade de São Paulo e acredita que as boas histórias são para crianças de todas as idades.

Isabella Lotufo ama escrever e desenhar. É ilustradora e designer gráfica formada pela University of the Arts London, Istituto Europeo di Design de São Paulo e escritora formada em Letras pela Universidade de Ribeirao Preto (SP) e University of Toronto-CA (2018). Adorou ilustrar “O livro azul”, porque o mar é o seu lugar preferido.

O livro é um lançamento de Edições Sinete, em capa dura,  e pode ser comprado nas principais livrarias virtuais.

Livro impresso X ebook: experiências distintas

Eduardo Vilela *
 

Cada dia mais, a tecnologia tem se integrado aos hábitos diários, os cadernos são substituídos por tabletes, as locadoras de filmes em vídeo e DVD, os telefones fixos se tornaram raros nas residências, as chamadas na sala de aula passaram a ser online, o bloquinho do garçom foi parar no smartphone e as pessoas têm cada vez mais lido livros digitais (ou e-books) em seus aparelhos e-readers, tablets ou smartphones. Esses são só alguns exemplos de como essa revolução vem modificando o mercado. Mas será que os livros impressos vão resistir a essa mudança?

O livro impresso não vai deixar de existir. Diferente do que muita gente pensa, o livro digital é uma nova mídia que contribui para que o livro impresso seja cada vez mais lido. Na prática, várias pessoas que compraram, leram e gostaram do conteúdo de um ebook acabaram comprando também a versão impressa da mesma obra por diferentes razões.

Outro ponto que faz os livros impressos se manterem como preferência entre os leitores são seus aspectos sensoriais. Veja as principais diferenças entre o livro impresso X ebook.

Toque

O tato é um sentido muito fundamental que utilizamos, enquanto lemos uma obra. Quando estamos com uma obra em mãos, sentimos a textura das páginas, fazemos anotações e marcações nos trechos que sentimos mais conexão. No caso do ebook, muitas vezes, ele funciona mais como um arquivo estático, a exemplo de um texto em PDF: não conseguimos fazer edições, até é possível inserir anotações e marcar as páginas que nos chamam mais a atenção, mas a experiência difere daquela de um livro impresso. Nele, dobramos as páginas, anotamos em qualquer canto de uma página, podemos criar uma ilustração, um gráfico e destacamos trechos do texto com canetas e marca-textos de diversas cores.

Visão

Presente tanto no livro impresso como no digital, esse sentido possibilita a leitura da obra observando todos os detalhes: desde as linhas, parágrafos, imagens, ilustrações até a diagramação e toda sua estrutura. Esse sentido faz toda diferença, quando estamos com um livro de culinária, viagem e turismo, artes, fotografia e HQs em mãos. Um livro impresso que possua imagens como um guia de viagem e turismo chama mais a atenção do leitor do que sua versão em e-book, além disso, ele pode fazer anotações durante o percurso. Por melhor que seja a resolução das imagens de um livro digital em uma tela, é mais agradável para nossa visão vê-la ao vivo e em cores no papel.

Cheirinho de livro novo

Quem nunca foi a uma livraria e abriu um livro só para sentir o cheirinho de novo? O olfato é um sentido que também acompanha nossa leitura. Nada melhor que cheirinho de livro novo. O cheiro gostoso do papel impresso é um encanto e traz memórias. A experiência de ler um livro pode acontecer em diversos lugares, em um parque, no caminho do trabalho, na fila do cinema, em um centro comercial, ela pode vir acompanhada do olfato, enquanto estamos lendo também sentimos cheiros que nos trazem lembranças e um contexto em sua volta.

Já o livro digital atualmente usa apenas dois sentidos: a visão e, se ele estiver integrado à mídia audiovisual trazendo um ou mais vídeos, a audição. É claro que você usa o tato ao segurar em suas mãos um e-reader, tablet ou smartphone para ler seu livro digital, mas não é a mesma coisa que tocar em uma página de livro. A experiência de toque com o livro impresso é outra.

Não há um melhor ou pior e o conteúdo oferecido nos dois modelos é realmente o mesmo. Atualmente, o simples ato de dedicar uma parte de seu tempo para ler um livro é uma conquista que precisa ser valorizada pelo próprio leitor, mas para quem se interessa em ter uma experiência sensorial completa e até emocional com seu livro, não há como negar: o livro impresso é a alternativa mais indicada.

*  Graduou-se em Relações Internacionais e cursou mestrado em administração, ambos na PUC-SP. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004, já lançou mais de 500 livros de variados temas, entre eles, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias e ficção infantojuvenil e adulta. Trabalhou como editor de aquisições de livros universitários e de negócios na Editora Saraiva, editor de livros de negócios na editora Campus-Elsevier, gerente editorial de todas as linhas de publicações na Editora Gente e copublisher e diretor comercial da Editora Évora.

“Mazzaropi – um jeca bem brasileiro”

Editora Paulus lança biografia do artista toda contada em versos como esses: “E pra quem não acredita, fica aqui a grande lição: saudade não mata o vivente, mas lhe apurrinha o coração”.

 

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“Vou lhes contar uma história que não é prosa passageira, nem conversa de pescador. Um pouco de causo, jeitão de anedota, um dedo de prosa de muito valor. Uma história aprumada, bem florida e animada, conversa de bom caipira, verdadeira “sim sinhô”.

É assim que a autora Dílvia Ludvichak inicia a obra “Mazzaropi, um jeca bem brasileiro”. Uma história contada em versos, exatamente como “Mazza” gostava de contar os seus causos.

Mazzaropi, um artista genuinamente brasileiro, foi criador de uma obra cinematográfica tão expressiva e popular que continua viva. No livro, Dílvia apresenta a família, a história e o talento desse artista: o seu nascimento, a relação com os pais e avós, a descoberta do circo “sua casa era o mundo, e o mundo era o seu quintal”, seus trabalhos com Monteiro Lobato, “a arte aproxima as pessoas”.

Com ilustrações de Luciano Tasso, a obra apresenta  em 32 páginas uma abordagem sobre o preconceito, saudades e o jeito simples de ser:

 “Sua alma era de Jeca e ser jeca seu ganha-pão. Com seu talento, passou a mensagem, e o fez sem embromação. Gente da roça é gente e carece de consideração”.

Dílvia fala sobre a importância da obra para o público infantil: “Escolhi as crianças, leitores em processo, não apenas do signo das letras, mas do mundo, para contar, brincando com a poesia, a vida de Amácio Mazzaropi, e foi de propósito. As crianças são as fiéis depositárias da história. A elas caberá o seu refazimento. Vivemos um momento conturbado de nossa história, nossos referenciais andam ofuscados e, em muitos momentos, somos tentados a esquecer de onde viemos e, por consequência, onde pretendemos, como sociedade, chegar”, finaliza.

O livro ainda traz algumas curiosidades sobre Mazzaropi e o seu personagem Jeca Tatu, criado por Monteiro Lobato. Nas últimas páginas, o leitor encontrará informações sobre os filmes em que participou e um pequeno dicionário “caipirês”.