“Diário de uma garota nada popular” vol 12

SmartSelectImage_2018-03-10-08-59-57-e1530322837642 - Cópia

 

O mais recente lançamento da série trata de “Histórias de um crush nem um pouco secreto”.

 

 

Os expressivos 13 milhões de livros vendidos fazem da série “Diário de uma garota nada popular”, de Rachel Reneé Russell, fenômeno mundial e referência na literatura juvenil. As aventuras bem humoradas protagonizadas por Nikki, uma menina bem longe dos holofotes do colégio, já tiveram seus direitos cinematográficos vendidos para a Lionsgate’s Summit Entertainment e, no Brasil, alcançaram a marca de 1,2 milhão de exemplares vendidos.

133317781SZ gg

O sucesso é tão grande que a série chegou ao seu décimo segundo volume, lançamento recente da Verus Editora, do grupo editorial Record. Ao longo dos livros, os leitores acompanharam Nikki em diversas situações. Desde a mudança de colégio, passando pelos embates com sua arquiinimiga MacKenzie, até a conquista do seu intercâmbio estudantil.

Agora, a menina está em contagem regressiva para o fim do ano letivo, enquanto lida com grandes questões sobre como vai passar as férias de verão. Ela também enfrenta uma situação inesperada: há um novo (e lindo) garoto interessado nela, mas a última coisa que ela quer é magoar Brandon, aquele por quem Nikki sempre foi apaixonada.

Neste livro, ela precisa lidar com um drama inédito em sua vida e acertar as coisas com seus dois crushes antes que isso se torne uma catástrofe.

A autora Rachel Renée Russell é advogada, mas prefere escrever livros a processos. Ela vive no norte da Virgínia, Estados Unidos, e mantém um blog sobre a coleção: www.dorkdiaries.com . “Diário de uma garota nada popular” já teve os direitos vendidos para mais de 35 países.

O livro foi traduzido por Carolina Caires Coelho e ilustrado por Karin Paprocki. Tem 272 páginas e custa R$ 39,90.

Exposição para pais e filhos curtirem juntos

Brinquedos dos anos 80 e 90 ganham versão gigante em exposição interativa de férias do DiamondMall.  A mostra gratuita “Brinquedoteka – Brincar de ser criança” ficará no shopping de 16 de julho a 12 de agosto.

 

Aquaplay, Cai-Não-Cai, Futebol de Dedo, Genius, Pula-Pirata e totens com consoles dos videogames Atari, Super Nintendo e Mega-Drive fizeram a alegria de muitas crianças nos anos 80 e 90. Os brinquedos que foram febre estarão no DiamondMall, em exposição interativa, para divertir crianças e adultos nas férias de julho.

A mostra “Brinquedoteka”, da empresa Smart Mix, que ficará no shopping de 16 de julho a 12 de agosto, traz réplicas de brinquedos em tamanho gigante, com cerca de dois metros de altura, mas funcionamento idêntico aos originais.

Também fazem parte da exposição dois grandes módulos com os quatro videogames que marcaram época: Atari, Mega-Drive, Super Nintendo e Master System _ todos prontos para serem jogados. Os visitantes poderão voltar no tempo ou até mesmo conhecer os jogos consagrados, como Pacman, Sonic e Super Mario Bros.

Para a gerente de Marketing do DiamondMall, Flávia Louzada, a programação de férias conquistará os clientes de todas as idades. “As crianças e jovens terão oportunidade de conhecer e brincar com as peças que fizeram parte da infância dos pais. Já os adultos, poderão reviver momentos de nostalgia e diversão”, comenta.

Os brinquedos

imagem_release_1346505

GENIUS

O desafio é pensar rápido e repetir as sequências de luzes e sons produzidas pelo Genius. O brinquedo busca estimular a memorização de cores e sons. Com um formato semelhante a um OVNI, possui botões coloridos que emitem sons harmônicos e se iluminavam em sequência. Cabe aos jogadores repetir sem errar as sequências, que vão aumentando o grau de dificuldade a cada passo.

Na Brinquedoteka: um Mega-Genius com 2 metros de diâmetro para ser jogado em equipes de 4 pessoas por vez.

imagem_release_1346511

AQUAPLAY

O objetivo deste jogo é fazer cestas com a pequena bola de basquete, que fica dentro de um ambiente coberto com água, usando apenas os botões frontais. Ele consiste de um pequeno recipiente, em plástico transparente, enchido com água e vedado. Um botão (ou dois, de acordo com o modelo) na base acionava um mecanismo, a fim de fazer a tarefa do jogo. As tarefas variavam de acordo com o modelo. Por exemplo: um golfinho que deveria encaixar todas as argolas em um espeto, ou ainda, uma bola de basquetebol que deveria passar dentro da cesta.

Na Brinquedoteka: um Mega Aquaplay com 2 metros de altura: o objetivo é acertar a bola da cesta.

imagem_release_1346513

FUTEBOL DE PINOS

Futebol de pino (ou de pregos) era, na versão original, um jogo que retratava um campo de futebol e os jogadores, com pinos ou pregos. A bola, às vezes, era uma moeda ou um pedaço de papel, substituindo a bolinha. Para movê-la e fazer com que o jogo aconteça, os participantes utilizavam os dedos para simular os chutes. O objetivo era marcar o maior número de gols possíveis.

Na Brinquedoteka: um Mega Futebol de Pinos, no qual os jogadores se colocam dentro do campo e usam os pés para lançar uma bola de verdade na direção do gol adversário. O futebol de pino pode ser jogado em duplas.

imagem_release_1346514

CAI – NÃO – CAI

O objetivo deste jogo é remover as varetas do cilindro sem derrubar as bolas. Quem derrubar menos bolas ganha. O jogo é composto por um cilindro de acrílico, no meio do tubo há diversos furos, onde são colocadas as varetas. Por cima das varetas são colocadas as bolas. Os jogadores vão retirando as varetas uma de cada vez, tentando evitar que as bolinhas caiam no fundo do tubo. Quem derrubar uma bolinha fica com ela até o final do jogo. O objetivo do jogo é retirar todas as varetas do tubo, derrubando o menor número de bolinhas.

Na Brinquedoteka: um Mega Cai-Não-Cai com 2 metros de altura e varetas com 2m de comprimento cada.

imagem_release_1346515

PULA PIRATA

O jogo é composto de uma espécie de barril com furos nas laterais e com um orifício na parte superior, onde é colocado uma miniatura de pirata, e de espadas de plástico. Os furos das laterais são utilizados pelos jogadores que colocam as espadas. O objetivo é não deixar o pirata pular para fora do barril. Um dos furos aciona um mecanismo que “expulsa” o pirata do barril.  Caso o jogador, ao colocar a espada no furo, causar o salto do pirata, o mesmo será eliminado do jogo e a rodada é reiniciada.

Na Brinquedoteka: um Mega Pula Pirata com um barril em medidas reais e espadas.

imagem_release_1346516

TOTEM GAMES

Quatro videogames, que marcaram época e gerações: Atari, Mega-Drive, Super Nintendo, Master System. O público poderá se divertir com jogos consagrados, como Pacman, Sonic e Super Mario Bros.

Literatura e teatro nas férias

“Aladin”, “A Lebre e a Tartaruga”, “O Mágico de Oz”  são os clássicos da literatura interpretados nos espetáculos oferecidos este mês no Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, além de outros espetáculos e oficinas.

12

Na temporada de férias de julho deste ano do Pátio Savassi, a criançada vai contar com uma série de peças teatrais infantis, entre os dias 6 e 29 de julho. Ao todo, serão 26 apresentações de clássicos infantis como: “Aladin”, “A Lebre e a Tartaruga”, “O Mágico de Oz” e “Liga da Justiça X Coringa”.

“Nosso foco é oferecer experiências marcantes sempre trazendo entretenimento que consiga conciliar cultura e lazer”, destaca o gerente de marketing do Pátio, Marcelo Portela. Promovida pela companhia Cyntilante Produções, as peças são participantes do “Festival BH de Artes Cênicas”. Cada apresentação terá entre 30 e 50 minutos.

Além da programação especial, a meninada ainda pode se divertir bastante com a exposição “Mundo Jurássico”, que o Pátio está recebendo até o dia 15 de julho. A mostra traz réplicas dinossauros com até 6 metros de altura.

O espaço Tangolangomango é outra opção para a meninada e, por isso, preparou uma programação especial com oficinas, intervenções cênicas e apresentações artísticas diariamente de 16 a 29 de julho. Nos dias de semana dessa temporada, o atendimento do shopping será estendido em 2 horas e passará a receber visitantes a partir das 12h.

Férias TangoLangoMango

Data: 16 a 29 de julho de 2018

Horário: De segunda a sexta-feira, das 12h às 21h. Sábados, das 10h às 21h. Domingos, das 12h às 20h. Oficinas durante a semana às 15h. Apresentações aos fins de semana às 16h.

Valor: R$30,00 a permanência até 30 minutos. Frações subsequentes de 15 minutos a R$10,00 cada. Bebês até 12 meses são isentos de tarifação.

Programação

16/7- 15h – Brincadeiras Tradicionais com Grupo Ua Tá Tá

17/7- 15h – Contação de Histórias com Júlia Mendes

18/7- 15h – Oficina de Dança com Lorrany Valeriano

19/7- 15h – Oficina de Circo com Mariana Azevedo

20/7- 15h – Contação de História com Mariana Azevedo

21/7- 16h – Coração Palpita

22/7- 16h – Casa de Lua

23/7- 15h – Brincadeiras Tradicionais com Grupo Ua Tá Tá

24/7- 15h – Contação de Histórias com Júlia Mendes

25/7- 15h – Oficina de Dança com Lorrany Valeriano

26/7- 15h – Oficina de Teatro com Mariana Azevedo

27/7- 15h – Ateliê de Artes com Prisca Paes e Danilo Filho

28/7- 16h – Ciranda de Roda

29/7- 16h – BrinCanto

12 2

Programação teatral

Preço dos ingressos: R$ 22 inteira e R$ 11 meia entrada. Vendas de ingressos pelo site www.sinparc.com.br.

Datas e horários

Peça Datas Horários
A Lebre e a Tartaruga 7, 8, 14 e 15 de julho Duas apresentações em cada dia: às 15 e às 17h
Aladin De 16 a 20 de julho Às 16h
Liga da Justiça X Coringa 21, 22, 28 e 29 de julho Duas apresentações em cada dia: às 15 e às 17h
O Mágico de Oz De 23 a 27 de julho Às 16h

A criançada não fica de fora

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana 2018 oferece muitas atividades para as crianças e adolescentes até o dia 22 de julho. Tem música, espetáculos circenses, teatro e oficinas, selecionados pela curadoria infantojuvenil. Em julho, está mais do que na hora de curtir Ouro Preto e a rica programação do Festival de Inverno.

Foto Tainara Torres

Foto/Divulgação: Tainara Torres

Um circo chega a Ouro Preto nesta quinta-feira, 12/7, às 16h, no adro da Igreja de São Francisco de Assis, com Los Circo Los e o espetáculo Versão Brasileira, que será apresentado também no dia 13/7, às 10h, no ICSA, em Mariana. Nos dias 13, 14 e 15/7, às 17h, é a vez do espetáculo Tamanho Família, com a mostra do Projeto Circo da Gente – OCA/Ufop, na estação ferroviária de Ouro Preto. Ainda no dia 14/7, Beatriz Myrrha traz o espetáculo Histórias de Felicidades, às 19h, no Centro de Convenções da Ufop (ingressos a R$10,00). Em 11/7, a Cia. Circunstância leva ao ICSA, em Mariana, o espetáculo De Mala às Artes, às 10h. No distrito de Lavras Novas, a Cia Curta Companhia apresenta o espetáculo O nariz que conta história, às 15h.

As oficinas selecionadas pela curadoria Infantojuvenil oferecem atividades especiais para esse público. Com Alice Giffoni, Bruna Melo, César Pereira, Dâmaris Fonseca, Pedro Mageste e Poliana Àvila, a oficina O que você quer saber sobre o corpo humano? acontece nos dias 11 e 12/7 na Escola Estadual Izaura Mendes, com foco nos porquês das crianças e no incentivo às descobertas. Tábatta Iori traz a oficina Criando com sombras, no dia 8/7, na Sala 35 da Escola de Minas (Praça Tiradentes), com iniciação ao teatro de sombras e a construção de enredos e cenários. Já Violeta Vaz Penna oferece a oficina Uma dança para você, de 9 a 11/7, na Tenda da Ufop, na estação ferroviária, com foco na dança para o público jovem. Em Ludi-cidade: o lúdico no espaço urbano, Carla Gontijo busca o diálogo entre a dança e a cidade, de 16 a 18/7, na Sala 35 da Escola de Minas, Praça Tiradentes, (inscrições a R$10,00). O Setor Educativo do Museu da Inconfidência oferece a oficina Ouro Preto – Paisagens psicodélicas, de 16 a 20/7, na Escola Estadual Dom Veloso, para crianças e adolescentes, com discussão sobre o movimento tropicalista e percepção visual do espaço de Ouro Preto.

Para conhecer e apreciar a exuberante natureza que cerca a histórica Ouro Preto, o Circuito Natureza oferece caminhadas nos dois principais parques da cidade. Crianças da rede pública de ensino visitam o Parque do Itacolomy nos dias 9 e 10/7, às 9h30; e o Parque Municipal das Andorinhas, nos dias 11 e 12/7, também às 9h30. As inscrições para as oficinas e para o Circuito Natureza são realizadas no site www.festivaldeinverno.ufop.br.

O espetáculo do grupo "PopLeko" fez o local ser contagiado por muita cor, música, alegria e brilho no dia da comemoração dos 307 anos de Ouro Preto, no último domingo - Foto/Divulgação: Marcelo Cardoso

O espetáculo do grupo “PopLeko” fez o local ser contagiado por muita cor, música e alegria no dia da comemoração dos 307 anos de Ouro Preto, no último domingo – Foto/Divulgação: Marcelo Cardoso

Para o 6º Encontro de Arte/Educação de Ouro Preto, nos dias 12 e 13/7, no Centro de Convenções da Ufop, são oferecidas 150 vagas, destinadas a profissionais da área e ao público interessado. O objetivo é discutir e analisar práticas da Arte/Educação dentro e fora do ambiente escolar, por meio de palestras, debates e comunicações.

Programação

12 de julho

14h – O Festival de Inverno e o Encontro de Arte/Educação – Persistência e Resistência – Emerson de Paula e César Teixeira

14h30 – Teatro (Educação): (Contra guerrilhas poéticas) – Acevesmoreno Flores Piegaz e Flávio Gonçalves

16h – A Criatividade da Criança – Tiago Cruvinel e Jeanne Botelho

17h – Lançamento de livros

 

13 de julho

9h – Corpos Negros e infâncias: o teatro como resistência à invisibilização – Winny Rocha e Letícia Afonso

10h30 – Apresentação dos inscritos nos Grupos Temáticos

  1. Corpo, Som e Educação: Experimentos e Propostas
  2. Arte/Educação e Espaços Não formais – Mediação Flávio Gonçalves

14h – A Música em Cena: O Rap e o Funk na socialização da Juventude – Juarez Dayrell e Letícia Afonso

15h30 – Arte Indígena na Escola: da Opressão à Cosmopolítica – Tales Bedeschi e Christine Ferreira Azzi

17h – Lançamento de livros

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2018 são uma realização da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em parceria com a Fundação Educativa Ouro Preto (Feop) e as Prefeituras de Ouro Preto e João Monlevade.  Mais informações estarão disponíveis nos sites www.ufop.br e www.festivaldeinverno.ufop.br.

Outro espetáculo, "O nariz que canta história",  agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Outro espetáculo, "O nariz que canta história",  agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Patricia Milagres

Outro espetáculo, “O nariz que canta história”, agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto – Foto/Divulgação: Patricia Milagres

 “O nariz que canta história”

Puxa um pouco aqui e um tantinho mais acolá. Depois de alongamentos e muita concentração, a mágica acontece. Aos poucos, os artistas Hayslan Rodrigues e Tábatta Iori se transformam no Palhaço Custelinha e na Palhaça Giramunda, da Curta Companhia. Com muito humor e disposição, os palhaços apresentaram o espetáculo “O nariz que canta história”, que agitou crianças e adultos no Centro Cultural Bairro Piedade, em Ouro Preto.

Durante a apresentação, eles contaram a lenda marianense “Procissão do Miserere” que é “uma lenda regional que faz parte de uma memória coletiva. O palhaço dá uma nova perspectiva para esta história, traz algo mais cômico para o terror”, afirmam os artistas. O projeto, nascido em 2016, em Mariana e Ouro Preto, surgiu do desejo de Hayslan e Tábatta de trabalhar e estudar a arte da palhaçaria e a cultura popular com elementos como teatro e canto.

A história conta que uma senhora chamada Maricota passava os dias a vigiar a vida alheia pela janela de sua casa, na cidade de Mariana. Em uma noite de Sexta-Feira Santa, viu uma procissão se aproximar repleta de pessoas que escondiam seus rostos dentro de grandes capuzes. De repente, um dos integrantes foi até ela e pediu para que guardasse uma vela, que ele voltaria para buscar. Quando a procissão voltou, Maricota foi buscar a vela para devolver à figura misteriosa e levou um grande susto ao constatar que havia se transformado em osso humano. Com a surpresa, a senhora morreu de susto.

O estudante de 11 anos, João Vitor Sena Noé, assistiu à apresentação e a avaliou positivamente. “Foi muito legal e hilário. Acredito que a lenda possa ter sido real”. João, que faz aulas de teatro, conta que o espetáculo e os artistas são motivadores. “Antes, meus pais duvidaram do meu potencial para atuar. O projeto de teatro me inspirou e eventos como o Festival de Inverno são importantes e podem ser um incentivo para a minha família acreditar em mim”, declara.

Neste ano, o Festival de Inverno intensificou ações artísticas descentralizadas, com o objetivo de levar a programação a bairros mais periféricos das cidades. O artista marianense Hayslan Rodrigues vê nesses espaços distantes do centro a oportunidade de aprender e compartilhar experiências por meio da arte. “Percebo tudo isso como uma troca e não com o olhar colonizador de que ‘levamos arte a este lugar’. O que a gente traz em nosso trabalho é a cultura popular, que pertence à comunidade. A cultura popular é e sempre foi periférica”, destaca.

A artista Tábatta Iori vê o festival como oportunidade para a pesquisa e a experimentação da arte e reforça o papel das ações extensionistas. “Essa descentralização é muito importante e deve continuar nas próximas edições do festival. Também é necessário que  as comunidades tenham espaço para se manifestar artisticamente no evento. Os morros de Ouro Preto são muito ricos em cultura”, defende.

A moradora Vanessa Ferreira da Silva, do bairro Piedade, relata que intervenções artísticas raramente ocorrem no local e ressalta a necessidade de mais atividades. “Muito importante o artista ir até o público e mostrar que a comunidade tem valor. As crianças gostam muito, mas não têm oportunidade de prestigiar, pois muitas vezes as ações não chegam aqui”, conclui.

A incrível arte de ilustrar

O nome dele é Robson Araújo. Conhecendo o seu portfólio em robsonaraujoalvez.blogspot.com.br a gente descobre ser incontável o número de trabalhos já produzidos seja na literatura, nos livros didáticos ou nas inúmeras modalidades que ele também assina. Assim como parece ser difícil de explicar toda a beleza e criatividade de seus desenhos e ilustrações. Aliás, esse ilustrador que o blog apresenta hoje, numa entrevista muito especial, se define assim: “Me descrevo através do lápis; me defino através das cores”. Com vocês, Robson Araújo.

14570233_10205679120932246_3476059726150262697_n

Rosa Maria: Há quanto tempo você ilustra livros infantis?

Robson Araújo: Sou carioca e vim morar em Belo Horizonte, no final dos anos 80. No início dos anos 90, tive meu primeiro contato com o mundo editorial, comecei a ilustrar livros infantis e não parei mais.

 

RM: Para quais editoras já trabalhou?

RA: Muitas… Ática, Moderna, Paulus, Saraiva, Lê, Dimensão,Editorial do Brasil,Formato, Cortêz, Caligrafia, Rede Salesiana de Escolas, Escala Educacional, Multifoco, Positivo, Richmond, FTD… Tem mais, mas não lembro.

576981_Capa_Gdiario-de-bordo-do-almirante-negro_1RM: Quais dos seus trabalhos você destaca? Comente sobre eles.

RA: Muitos, mas entre eles tenho uma predileção pelo primeiro livro que ilustrei na vida, “Policarpo, o inseto desqualificado”, da Editora Formato, de autoria de Robinson Damasceno. Mas tem outro especial também e mais atual, “Diário de Bordo” com a história do “almirante negro”. Este livro conta a vida heróica do João Cândido, o almirante negro, eternizado na bela melodia de João Bosco.

RM: Que técnicas utiliza?

RA: A minha predileta é aquarela com acabamento em lápis aquarelado. Como eu trabalho também com didáticos, acabo finalizando em digital. São qualidades diferentes. Aprendi que artista que se preze, trabalha com qualquer técnica, como colagem e outras coisas. Eu não acho que o artista tenha que se prender a qualquer técnica. Já fiz trabalhos maravilhosos em papel ofício… rsrs…somos livres para isso.

 

RM: Como se sente diante do desafio da literatura infantil?

RA: Adoro desafios e quanto mais o autor é “chato”, mais me dedico a superar suas expectativas e pior  (ou melhor) é que sempre dá certo. Entro na cabeça do autor e sou sempre elogiado por isso.

Pags 6-77

RM: Quais os cuidados que um ilustrador deve ter ao trabalhar com uma história para crianças?

RA: Criança não é boba e, sendo assim, não se deve dar mole pra crianças. Elas são espertas e nos observam, nos copiam e nos tomam como exemplos. Não é diferente desenhar para elas. Pelo menos para mim é muito simples: é só você desenhar com a cabeça de uma criança.

DançadoCôco

RM: O que é mais exigido no seu trabalho?

RA: Prazos, sempre eles. Um livro é feito com vários profissionais e já briguei muito por causa disso, por que sempre pressionam o pobre do ilustrador que sempre acaba compensando o tempo dos que atrasam. Daí vem a pressão. Mas pressão é conosco mesmo!

PAG 10 E 11 cor

RM: E a principal recompensa?

RA: Sem pieguices, é na hora que a editora te manda o seu exemplar para a gente guardar no nosso portfólio. E saber que esse mesmo livrinho está sendo distribuído para milhares de crianças e elas estão curtindo a história e as ilustrações. Quem sabe, um dia, sai um artista daí? Outra recompensa: ser bem pago também me faz feliz.

 

19989533_10207596401743068_90324974893883394_nRM: Descreva sua trajetória profissional.

RA: Sou autodidata. Nunca estudei nada de especial, mal um cursinho técnico de desenho, daqueles bem questionáveis. Pra ganhar alguma grana na minha adolescência me submeti ao mundo da exploração artística e, muitas vezes, trabalhei a troco de umas camisas que eu criava as estampas. O cara ganhava uma grana boa, comprava carro e casa e me dava umas camisetas em troca, imagina. Mas depois a coisa foi mudando e finalmente tive a minha sonhada independência artística: trabalhei como auxiliar de arte-finalista (limpando os pinceis do artista, buscando um cafezinho, atendendo telefones…) Depois, revoltado com a exploração, fui pintar muros de jardins de infância, faixas de rua, até aprendi silk-screen. Mais tarde, através de uma grande amiga, que praticamente me adotou, consegui o meu primeiro contato profissional “artístico” e fui trabalhar na extinta “Páginas Amarelas”, como arte-finalista. Alguns anos depois, pedi demissão e saí do Rio para Beagá, onde tive a oportunidade de trabalhar na redação do jornal “Estado de Minas”. Assim, com meu trabalho publicado todos os dias, as portas foram se abrindo, entre elas, o mundo editorial, onde estou até hoje.

Amo desenhar. Desde que me alfabetizei, toda a minha vida foi baseada nas artes. Não é conversa quando se diz que um”artista vê o mundo de outra maneira. A arte é um vício e, quando acontece, não sai mais de dentro da gente. Me sinto orgulhoso de viver dela, de ter criado uma filha com dignidade apenas com minha arte. Todas as profissões são maravilhosas e tem seus valores, mas a arte é única. Houve uma época em que só os artistas perdiam para os imperadores em influência…

Terras do Rei

“O Diário de Myriam”

A Guerra da Síria, que sacudiu o mundo pelo sofrimento causado a tantas crianças, é descrita por uma delas. O que sentiu a menina Myriam no meio de tanto horror?

Myriam Rawick e seu diário sobre o que viveu na cidade de Aleppo - Foto: Thomas

            Myriam Rawick e seu diário sobre o que viveu na cidade de Aleppo – Foto: Thomas

Meninas, as pequenas escritoras, têm deixado importantes registros na literatura.

Há 70 anos, a menina judia Anne Frank passou anos escondida no Anexo Secreto tentando sobreviver à guerra de Hitler e lá escreveu “O diário de Anne Frank”, livro que emocionou leitores de todos os cantos do mundo.

Ainda é possível relembrar a Segunda Guerra Mundial pelos relatos registrados pelos olhos da pequena Ada em “A guerra que salvou a minha vida” e “A guerra que me ensinou a viver”.

Agora, é hora de conhecer “O Diário de Myriam”, outro lançamento da linha Crânio da DarkSide Books: uma garota síria, que sonha ser astrônoma, vê seu mundo girar após a eclosão de um conflito que ela nem mesmo compreende.

ViewImage.aspx 3 “Meu nome é Myriam, eu tenho 13 anos. Cresci em Jabal Saydé, o bairro de Aleppo onde nasci. Um bairro que não existe mais”.

“O Diário de Myriam” é um registro comovente e verdadeiro sobre a guerra civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina.

“O Diário de Myriam” apresenta a perspectiva de uma menina que teve sua infância roubada ao crescer rodeada pelo sofrimento provocado pela guerra da Síria. Myriam começou a registrar seu cotidiano após sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo que viveu para, um dia, poder se lembrar de tudo o que aconteceu.

O diário alterna as doces memórias do passado na cidade de Aleppo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na TV, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o sequestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.

“O Diário de Myriam”, vencedor do Prêmio L’Express-BFMTV 2017 na categoria Ensaios, em votação feita pelos leitores, é aquele livro que fica mais próximo do coração de cada um, pois foi escrito de forma simples e verdadeira. Como os outros títulos da linha Crânio, o testemunho de Myriam faz um convite à reflexão do agora e estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo — além de ser um exercício de empatia pela dor do outro.

A guerra da Síria deixou mais de 400 mil mortos e transformou 5 milhões de pessoas em refugiadas ao longo dos últimos sete anos, impulsionando o maior deslocamento de pessoas no mundo após a Segunda Guerra Mundial. Myriam é apenas uma entre milhões de vozes que sofrem diariamente, mas suas palavras conseguem falar por muitas elas.

A menina e o colaborador

Myriam Rawick começou a escrever em seu diário aos oito anos de idade. Seus registros sobre a Guerra da Síria compreendem o período entre novembro de 2011 e dezembro de 2016. Refugiada em sua própria cidade, Myriam viu seu lar ser devastado e conta como Aleppo, uma das cidades mais antigas do mundo, foi destruída num piscar de olhos. Desde o fim das hostilidades em sua cidade natal, Myriam voltou para lá apenas uma vez. Ainda assim, algumas coisas continuam iguais: ela segue escrevendo sobre sua vida em seu diário.

Philippe Lobjois, o repórter de guerra francês, que ajudou a menina síria a editar seu livro

Philippe Lobjois, o repórter de guerra francês, que ajudou a menina síria a editar seu livro

Philippe Lobjois é um repórter de guerra francês e autor de diversos livros. Estudou ciências políticas em Paris e já cobriu o Conflito Karen, a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão. Quando a Guerra da Síria eclodiu, ele decidiu ir até a cidade de Alepo, onde descobriu a história de Myriam. Após um mês vendo de perto o caos provocado pela guerra, ele conseguiu localizá-la e, juntos, trabalharam para revelar sua história ao mundo.

Crânio, a nova linha editorial de não ficção da DarkSide Books, estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo. Após desenterrar clássicos inesquecíveis e revelar novos fenômenos da literatura ‘dark’, a primeira editora brasileira inteiramente dedicada ao terror e à fantasia amplia seus horizontes. O objetivo é trilhar novos caminhos, mostrando que ciência, inovação, história e filosofia podem ser tão surpreendentes quanto a mais criativa obra de ficção. Aqui tudo é real. E ainda assim, fantástico e muitas vezes assustador.

Assuntos delicados e surpreendentes são tratados com o respeito que merecem, com uma linguagem que aproxima o leitor. Devorar um título da série Crânio é aceitar um convite à reflexão do agora. O compromisso da linha editorial Crânio é publicar material minuciosamente selecionado. Livros assinados por especialistas, acadêmicos e pensadores em diversas áreas, dispostos a dividir experiências e pontos de vista transformadores que nos ajudem a entender melhor esse estranho e admirável mundo novo.

Como ensinar Judô para as crianças

Neste sábado, 7/7, em Belo Horizonte, os judocas Eduardo Nascimento e Elizabeth Oratina dos Santos Nascimento, ambos faixas pretas de Judô e profissionais de Educação Física, lançam “Proposta metodológica para o Judô infantil” pela Editora PUC Minas. A arte marcial japonesa cultiva valores nobres nas crianças, como o respeito ao próximo e a prática de gentilezas. A capa do livro é de autoria do artista plástico Rene Nascimento.

36542604_10215800791793287_7062465997579485184_n

Segundo o autor do livro, Eduardo Nascimento, a intenção primeira é a de apresentar uma proposta metodológica para o ensino do judô direcionado ao universo infantil.

2aaed8b63fMas os autores vão além ao sistematizar conhecimentos e explicitar saberes considerados fundamentais, organizando-os com a intenção de auxiliar os docentes no ensino do Judô em diferentes contextos educacionais. A base teórica é vasta e diferenciada, contemplando estudos sobre a História e ensino do Judô, aprendizagem e desenvolvimento motor, Psicologia e Psicologia do esporte, Educação infantil e Ludicidade, dentre outros campos do conhecimento, de forma a ampliar o diálogo entre essas áreas essenciais.

A professora e especialista em Educação, Eustáquia Salvadora de Souza, comenta a respeito da obra que, segundo ela, “preenche uma lacuna quanto aos processos pedagógicos percebidos no debate teórico afim a esse esporte. Entretanto, não se trata de uma proposta acabada, de um livro definitivo, mas sim de uma organização estruturada de sugestões para a ação e reflexão dos elementos essenciais de planejamento, desenvolvimento e avaliação do processo de ensino e aprendizagem do Judô”.

kimono-de-karate-dragao-kids-infantil-imgO Judô foi criado no Japão pelo mestre Jigoro Kano por volta de 1880. A palavra Judô significa caminho suave ou caminho da gentileza, sendo mais que uma arte de ataque e defesa: é um modo de vida. Criado inicialmente, como um método de Educação Física, a prática do Judô tem como objetivo final ensinar o respeito pelos princípios da eficiência máxima, do bem estar e benefício mútuo. Atualmente, o Judô é praticado no mundo inteiro sem discriminação de etnia, religião, sexo ou crença política. O Brasil encontra-se entre as potências desse esporte olímpico, com mais de 2,5 milhões de praticante, segundo dados da Confederação Brasileira de Judô.

O lançamento do livro será neste sábado, 7/7, a partir das 13:00 horas, em Belo Horizonte, no Minas Tênis Clube I, Rua da Bahia 2283, durante a 14ª Copa Minas de Judô. O preço do livro é R$ 40,00 no local de lançamento ou R$35,00 se comprado pelo site da editora www.editora.pucminas.br e ainda R$50,00 nas livrarias, após o lançamento.

Projetos sociais da ‘Turma da Mônica’

Instituto Mauricio de Sousa completa 21 anos e lança novo site. A página traz projetos, campanhas e ações sociais com os objetivos de estimular a inclusão social e a formação de cidadãos conscientes. Vale a pena conhecer e participar.

projeto-dodoi

O Instituto Mauricio de Sousa comemora 21 anos de atividades com o lançamento de um site totalmente renovado.  O anfitrião da página é o simpático dinossauro Horácio, personagem-símbolo do instituto, que ganhou nova logomarca. O novo site pode ser acessado no endereço: www.institutomauriciodesousa.org.br

Presidido pelo desenhista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, o Instituto Mauricio de Sousa tem como missão o desenvolvimento humano, com a diminuição dos níveis de exclusão e desigualdade social e a criação de condições e oportunidades para que as futuras gerações possam desenvolver plenamente seu potencial como pessoas e cidadãos. A atuação do Instituto Mauricio de Sousa se dá por meio de projetos, campanhas e ações sociais que estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o respeito entre as diferenças e a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.

campanhas-instituto-mauricio-de-sousa-2“Os personagens da Turma da Mônica fazem parte da vida dos brasileiros há quatro gerações e, durante todo esse tempo, têm participado de campanhas sociais com os objetivos de ampliar o respeito às diferenças e conscientizar a população sobre seus direitos e deveres como cidadãos. O Instituto é expressão do compromisso de responsabilidade social que sempre acreditei ser fundamental”, afirma Mauricio de Sousa.

No novo website, uma linha do tempo interativa apresenta os projetos, campanhas e ações sociais do Instituto Mauricio de Sousa ao longo de mais de duas décadas, entre eles o programa ‘Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania’. Criado em 2008, em parceria com a CGU (Controladoria Geral da União), o programa pretende despertar o senso de cidadania, de ética, de união e de responsabilidade entre as crianças, educadores, educandos, família e comunidade. Por meio de parceria com o MEC, o programa será estendido a todos os alunos do ensino fundamental das escolas públicas brasileiras. A meta é alcançar mais de 100 mil escolas e cerca de 1,5 milhão de alunos ainda em 2018 e chegar aos 48,6 milhões estudantes matriculados no Ensino Fundamental.

“Por meio do site, cidadãos e entidades podem entrar em contato com a nossa equipe para se tornar parceiros ou apresentar projetos alinhados com nossa missão”, explica Amauri Sousa, diretor executivo do Instituto Mauricio de Sousa.

publicacoes-instituto-mauricio-de-sousa-2O internauta também pode encontrar no site informações sobre as publicações do Instituto Mauricio de Sousa, entre elas, Turma da Mônica em O Estatuto da Criança e do Adolescente, edição em quadrinhos do ECA, que já foi distribuída a 30 milhões de crianças; Turma da Mônica em Viva As Diferenças, que trata sobre a inclusão social de crianças com deficiência; e Turma da Mônica em Objetivos Globais, parte do projeto Impacta ODS, desenvolvido em parceria com a Aldeias Infantis, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Global Reporting Initiative, uma série de gibis da Turma da Mônica que retrata de forma lúdica o que são os objetivos do desenvolvimento sustentável, entre eles, a erradicação da pobreza e o acesso à educação de qualidade.

logo-instituto-mauricio-de-souzaFundado em 1997, o IMS vem aplicando projetos e ações sociais focados na construção de conteúdos que, através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.

Livros também salvam vidas

Há algum tempo, médicos pediatras já receitam livros para o auxiliar no tratamento das crianças doentes. Agora, assustados com o constante aumento de doenças mentais graves na infância e até mesmo dos casos de suicídios, os pais, educadores e médicos buscam alternativas para socorrerem crianças e adolescentes. Este mês, será realizado um evento gratuito sobre Biblioterapia, ou seja, como tratar através dos livros.

1

O médico pediatra Elzo Garcia Jr tem um blog e publicou uma matéria bastante objetiva, onde ela trata de “uma tragédia silenciosa em nossas casas”  http://elzogarciajunior.com.br/ha-uma-tragedia-silenciosa-em-nossas-casas/, afirmando que “nossos filhos estão em um estado emocional devastador. Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas”.

O médico apresenta as estatísticas:

1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;

aumento de 43% no TDAH foi observado (TDAH significa transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), um tipo de transtorno neurológico, que surge na infância;

aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;

aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

Segundo o pediatra, as crianças estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como: pais emocionalmente disponíveis, limites claramente definidos, responsabilidades, nutrição equilibrada e sono adequado, movimento em geral especialmente ao ar livre, jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.

Ainda segundo o pediatra, em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com: pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças ‘governarem o mundo’ e sem quem estabeleça as regras; o direito de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por obtê-lo, sono inadequado e nutrição desequilibrada, vida sedentária, estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

“Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível”, afirma o médico.

2

Onde entra o livro

Para entender o papel relevante da leitura no equilíbrio emocional das crianças, vamos pensar no seguinte: “alguma vez, ao terminar de ler um determinado livro, você chegou ao fim daquela leitura com uma sensação de que ler aquilo simplesmente salvou sua vida”? Ou “alguma vez, a fala de algum personagem ou certa situação de um livro ajudou você a assumir uma decisão ou, então, a lidar com um problema ou dificuldade que lhe preocupava”?

“Se a sua resposta foi SIM para qualquer uma das questões acima, você não está sozinho e faz parte dos dois terços de educadores formais e não-formais, bibliotecários, autores, gestores e agentes de projetos de leitura, que ao menos uma vez na vida se inspiraram ou se livraram de alguma grande enrascada, graças a um livro que leram e o fizeram pensar”.

untitled 2Tanto as perguntas acima como as explicações para a resposta afirmativa são do Galeno Amorim, fundador do Blog do Galeno, jornalista e escritor. Ele é presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, palestrante e consultor de políticas públicas do livro e leitura para organismos internacionais. Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional e o Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco) e foi o responsável pela criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Ministério da Educação e Ministério da Cultura. Até 2015, foi CEO da Árvore de Livros, startup digital, no Rio de Janeiro, do qual foi um dos fundadores. Galeno é autor de 17 livros, foi secretário de Cultura da cidade paulista de Ribeirão Preto e professor de Ética no Jornalismo (Universidade de Ribeirão Preto) e Políticas Públicas do Livro e Leitura (MBA na Fundação Getúlio Vargas/FGV e na Universidade Estadual Paulista/UNESP). Criou e dirigiu inúmeros programas e instituições ligadas à área, entre os quais o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Galeno Amorim também está preocupado com a incidência de problemas mentais nas crianças e com a onda de suicídios praticados por crianças e adolescentes. Segundo ele, 846 adolescentes tiraram a própria vida, em 2016, no Brasil, e o suicídio já é a segunda maior causa de morte nesta época da vida.

“Na década de 1980, um estudo nos Estados Unidos dizia que essas mortes poderiam ocorrer por imitação. Isso reforçou a ideia de que não se podia falar sobre o assunto. Mais de 30 anos depois, contudo, a Organização Mundial da Saúde vai na direção contrária e diz que, sim, precisamos conversar sobre o suicídio”, acrescenta Galeno Amorim.

biblioterapia-300x300“Não é proibido falar, só não podemos falar de forma errada”, alerta o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL). Segundo Galeno, a questão está presente em todos os estados brasileiros, em todas as classes sociais, na escola pública e na particular, em cidades pequenas e nas metrópoles. E tem tirado o sono de educadores, bibliotecários, agentes de projetos de leitura, enfim, com todo mundo que trabalha com adolescentes.

“Como eu percebo que há algo estranho?” “Quais os sinais aos quais tenho que ficar atento?” “Há algo que eu possa fazer para fazer para detectar, acolher e lidar com o problema?” “Como encaminhar e agir, de modo minimamente satisfatório, em cada caso?” Essas são algumas perguntas que os adultos, responsáveis por crianças e adolescentes mais se fazem.

Tendo em vista esta realidade, Galeno Amorim vai realizar um evento gratuito para mostrar como os livros e a leitura podem auxiliar educadores e as próprias crianças. A Jornada da Biblioterapia será realizada entre os dias 3 e 7 de julho, é totalmente online, com a participação de especialistas para orientarem como estão utilizando os livros para enfrentarem esse dilema e conseguindo alcançar resultados bastante satisfatórios. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no link http://biblioterapia.org.br/depoimento?d=92184567

A escola e a lógica do pódio

Aleluia Heringer Lisboa *

Pódio é, por natureza, um lugar solitário. São apenas três lugares, hierarquicamente estabelecidos por destaque, 1º, 2º e 3º; materialmente representados pelo ouro, prata e bronze, faixas ou coroas. Um dia, em algum lugar, começaram a chamar de sucesso esses primeiros lugares e metais e tudo mais que estivesse em seu entorno. Quem é o melhor, o maior, o mais bonito, o mais inteligente, o mais rápido? Para isso, todos se esforçaram muito. Não bastava ser alguma coisa, tinha que ser o melhor. O desejo de vencer, em todas as dimensões da vida, movimentou a ciência, a técnica, a especialização, métodos e estratégias. Chego a pensar que as guerras, a despeito de sua diversidade de propósitos, também se inspiraram nos pódios.

Infelizmente, a lógica do pódio invadiu o mundo da educação. Não havendo vaga para todo mundo, a escassez gera a competição, aflora a rivalidade, embota a cooperação e anula a solidariedade. Corrompe-se aquilo que a educação tem de mais elevado que é a formação humana. Como sociedade, estamos perdendo a oportunidade ímpar de formar uma geração que pense nos interesses coletivos e que atendam ao bem comum. Ao contrário, estamos cada vez mais nos ocupando com a pauta do “faça do seu filho o maior competidor do mercado”.

Escolas deveriam ter foro privilegiado e serem impedidas de operar nessa lógica. Esta é a primeira e única instância capaz de mudar o nosso registro de “salve-se quem puder”. A ameaça proveniente da lógica do pódio é que algumas práticas e disciplinas que mais favorecem a formação humana pouco ou nada valem. Tudo passa a ser maximizado e racionalizado. A pergunta reinante é: serve para quê? Vai cair no ENEM? Chegamos ao ponto de pais considerarem inútil o brincar na educação infantil, por tornar o ensino “fraco”.

Em grande parte do mundo, crianças e jovens vão à escola, seja debaixo de uma árvore ou em prédios suntuosos. Espera-se que a instituição escolar seja o locus onde as experiências e os conhecimentos mais diversos propiciem, naquele que por ela passe, uma ampliação do repertório social, científico, técnico, cultural e humano. Faz parte da educação chamada de básica a preparação do indivíduo para a vida em sociedade. Sabemos que não nascemos humanos, nós nos tornamos, e esse processo implica uma ação intencionada dos adultos na elaboração de estratégias pedagógicas que levem o estudante a buscar dentro de si o que há de melhor. Ensina-se sensibilidade social, solidariedade, cooperação, fazer perguntas, questionar, criar, inventar, apreciar. Isso leva tempo, contudo, esses ensinamentos são referenciais que irão nos guiar por toda a vida. Este, sim, é o nosso maior tesouro.

É por tudo isso que a educação escolar é básica, estrutura fundante que não pode ser eliminada e nem aligeirada. Ao ver, ouvir, sentir e se impactar, as crianças e jovens vão se inspirando, fazendo escolhas, definindo sua personalidade e o seu caráter. Nesse sentido, a escola tem papel crucial, pois tem a seu favor aquilo que tanto agrada às nossas crianças e jovens, que é a convivência coletiva.

ALELUIA HERINGER_diretora CSA_Contagem_Credito Patrick Bonnereau - CópiaNão podemos nos enganar. O caminho que leva ao pódio cobrará seu alto preço, pois acessá-lo implica em concordar com os seus princípios. A competitividade é um deles. Não aquela competição prazerosa do jogar com o outro, mas aquela que faz necessário derrubar o outro. Nesse percurso não há lugar para os excluídos, os fracos, os deficientes ou aqueles que não têm o “porte atlético”. A caminhada é individualizada desde a saída, durante o percurso e na chegada. Passa-se a olhar o colega como um concorrente e rival. Desfazem-se os vínculos de colaboração. Talvez seja essa uma das pistas para tentarmos entender a melancolia ativa que tem levado tantos jovens à depressão.

Sabemos já, como pessoas maduras e vividas que o mundo, os sonhos e a vida não se encaixam em um único trajeto.  Defendo um caminho mais alargado, que contemple a vida em sua totalidade. Ao invés do sucesso de poucos, por que não a ideia de que é possível irmos juntos, chegarmos juntos e chegarmos bem. Não importa a sedução do pódio e a sua alegria fugaz, pois, assim que dele desço, certifico-me de que estou esvaziado de humanidade. Se almejamos uma sociedade solidária, colaborativa e humana, com certeza, temos muito o que conversar.

* Doutora em Educação e Diretora do Colégio Santo Agostinho, Contagem, Belo Horizonte.