Personagens humanos são preferidos

A lebre e a tartaruga? O patinho feio? Nada disso! Segundo uma nova pesquisa, contos com protagonistas humanos transmitem melhor valores morais aos pequenos.

Imagem extraída do livro A menina e o segredo da fadinha - Toninho Hashitomi/Rosa Maria Miguel Fontes

Imagens extraídas do livro “A menina e o segredo da fadinha” – Toninho Hashitomi/Rosa Maria Miguel Fontes

Estudos da Universidade de Toronto, no Canadá, compararam como cerca de cem crianças se comportavam após ouvirem a lenda de uma raposa que aprendia a importância de dividir ou a mesma narrativa só que com humanos no lugar dos animais.

Para ter certeza de que a moral da história faria diferença, um terceiro grupo leu um livro sobre sementes. Ao fim da leitura, os voluntários, com idades entre 4 e 6 anos, receberam 10 adesivos como recompensa e foram comunicados que os outros participantes não ganhariam nenhum adesivo. Depois, se quisessem, poderiam doar o que receberam às outras crianças sem que o pesquisador estivesse olhando.

Como resultado, quem tinha escutado a versão humana foi mais generoso do que quem ouviu a fábula com animais. “No geral, as crianças agiram mais de acordo com a moral da história com pessoas”, comentou Patricia Ganea, professora de desenvolvimento cognitivo da instituição canadense e autora do estudo, em comunicado para a imprensa.

Menina rosto - CópiaA ideia do grupo de cientistas é chamar a atenção dos autores de livros infantis para o tema para que desenvolvam contos mais realistas, o que melhoraria a capacidade de absorção das crianças.

O papel da ficção

Por volta dos 2 anos, a criança começa a construir seu próprio mundo de faz-de-conta, processo importante para o desenvolvimento cognitivo do pequeno. E, mesmo antes desse período, os pais podem já começar a ler para os bebês, pois o fato da imaginação ganhar asas tem grande valor para a criação dos baixinhos.

“Histórias são lúdicas e apresentam conceitos em uma linguagem acessível para eles, que é a do imaginário”, comenta Deborah Moss, neuropsicóloga e mestre em desenvolvimento infantil pela Universidade de São Paulo.

Na hora de escolher os títulos que serão apresentados, não precisa fugir dos contos com animais, apesar do achado do novo trabalho. “A criança tem capacidade de projetar situações e entender o simbolismo até mais do que o adulto, o importante é que os pais expliquem o que está acontecendo e transmita a história aos filhos”, completa a neuropsicóloga.

A dica é oferecer um cardápio variado de contos aos pequenos sem se esquecer de ressaltar as características humanas e os sentimentos dos personagens, sejam eles animais, objetos ou pessoas.

Fonte: Chloé Pinheiro – bebe.com.br

Livraria da Rua

Belo Horizonte ganhou mais uma livraria. Mas não é simplesmente uma livraria. É a “Livraria da Rua”, que fica na Savassi, Rua Antônio de Albuquerque, 913. O empreendimento criado e dirigido por Alexandre Machado funciona dentro de um novo conceito: como galeria de arte e espaço de convivência e de realização de eventos.

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Se literatura é arte, se livro é arte, por que livraria até agora não funcionava no estado da arte?

A Livraria da Rua foi criada para levar o leitor para dentro de um espaço bonito, confortável e sofisticado. Para permitir o leitor um encontro com o livro e não apenas a compra de um título. Ao entrar pela porta dessa livraria, o visitante vai encontrar uma variedade de livros de qualidade  e um ambiente diferente e muito artístico.

No lugar das tradicionais prateleiras, os livros estão espalhados sobre as mesas e bem ao alcance do público. Quando alguém encontrar o livro que procura ou sentir vontade de conhecer outro título, não precisa realizar a compra e ir embora. Pode ficar mais, se ajeitar e até começar a leitura. A livraria possui mesas e cadeiras para o leitor apreciar o livro lá mesmo.

21741258_129816211089557_7869712093368516864_o

Tudo foi planejado para funcionar como um espaço de convivência e reunir pessoas em torno dos livros. Decorada com painéis e imagens artísticas, a livraria favorece a contemplação, além da leitura propriamente dita. Se quiser conversar ou trocar ideias, a livraria também oferece uma cafeteria e venda de cafés especiais.

No local também podem ser realizados lançamentos de livros, palestras, oficinas e outros eventos. Ou seja, a Livraria da Rua chegou para romper com a maneira como estamos acostumados a conviver com as tradicionais livrarias e para se tornar um centro de referência cultural em Belo Horizonte.

21369221_1252562784849111_4739589067980081943_n

“Livros são objetos de arte. Devem ficar em ambientes artísticos”, afirma Alexandre Machado. Foi ele quem idealizou a livraria a partir de sua extensa experiência com o livros, pois ele também é editor da Miguilim Editora.

Outra iniciativa de Alexandre Machado foi com a curadoria da Livraria da Rua. A venda de livros é previamente estudada e os títulos são selecionados em busca de alta qualidade literária. “Temos uma curadoria de qualidade para todos os públicos e fora do circuito comercial. Estamos trabalhando para valorizar a Livraria da Rua como ponto cultural e de mediação da leitura”, esclarece Alexandre.

Está na hora de curtir a nova livraria, que coloca Belo Horizonte em outro patamar cultural: Rua Antônio de Albuquerque, 913 – Savassi.

21433249_1252671291504927_9022281273122961766_n

“Enrolados outra vez” estreia neste domingo

Amanhã, 17/9, o Disney Channel exibe um especial que antecede a estreia da série, no dia 1º/10. Rapunzel volta com novas aventuras e muito cabelo em “Enrolados Outra Vez”.
819px-Rapunzel-tangled-15576129-1500-1227
Chegou o momento que os fãs de Enrolados tanto aguardavam. Rapunzel e seu cabelo mágico chegam com novas aventuras no dia 17 de setembro às 20h30 no Disney Channel e simultaneamente no Disney Junior. O especial, chamado Enrolados Outra Vez, traz os dois primeiros episódios desta tão aguardada animação.

Já no dia 1º de outubro, às 17h30, o Disney Channel apresenta um grande evento de lançamento que inclui a reexibição do especial e mais 5 episódios inéditos. Ao todo serão mais de 3 horas de diversão que “enrolarão” a família toda. As novas histórias, que começam a ser transmitidas a partir de outubro de 2017, se passam entre os acontecimentos do longa metragem Enrolados (2010) e do curta Enrolados para Sempre (2012).

A tão aguardada estreia da série Enrolados Outra Vez também terá uma forte presença nas plataformas digitais. Os fãs poderão assistir a vídeos, ver imagens, brincar com jogos e muito mais em http://disney.com.br/. Além disso, todos estão convidados a usar a hashtag #EnroladosOutraVez para compartilhar suas expectativas e impressões do regresso da Rapunzel.

Com uma equipe do lendário compositor vencedor do Oscar®, Alan Menken, e o letrista Glenn Slater, Enrolados Outra Vez  retoma a brilhante narrativa e a música memorável do filme original que conquistou espectadores em todo o mundo. A série segue Rapunzel em suas aventuras, ao se familiarizar com seus pais, seu reino de Corona e seu povo. Seu espírito inconcebível e sua curiosidade natural a levaram a perceber que ela tem muito a aprender sobre o mundo antes de assumir seu papel como Princesa da Coroa.

Imagem-Destaque3

Nesse contexto, os personagens do filme acompanham Rapunzel em suas andanças, incluindo seu parceiro de vida, José, seu mascote fiel o camaleão Pascal e seu cavalo diligente, Maximus. Além disso, a série apresenta Cassandra, uma nova personagem que se torna grande amiga e confidente de Rapunzel. Produzido pela Disney Television Animation, Enrolados Outra Vez já é um sucesso de público nos Estados Unidos, onde recentemente anunciou a produção de uma segunda temporada.

Lançado em 2010, Enrolados foi o 50º filme de animação dos Walt Disney Animation Studios e apresentou o mundo a Rapunzel, uma adolescente bonita e vivaz com um cabelo dourado de 21 metros de comprimento, além do charmoso bandido José Bezerra. Juntos, eles embarcaram em uma viagem cheia de ação com um cavalo superpolicial, um camaleão superprotetor e uma gangue áspera de bandidos. Ela foi nomeada aos Golden Globes® e Critics Choice Awards® para Melhor Filme de Animação e para a música “I See the Light”, que por sua vez ganhou o Prêmio Grammy®. O termo Rapunzel é uma das marcas Disney mais vendidas do mundo e os produtos Rapunzel estão entre os produtos Disney Princess mais populares.

C-gdfaYUMAAaHXq

Disney Channel  América Latina

O Disney Channel faz parte da The Walt Disney Company América Latina e apresenta uma programação variada para crianças de 6 a 12 anos e suas famílias. O canal é transmitido 24 horas por dia, em espanhol e em português, e chega a mais de 65,0 milhões de lares em 19 países da região, via cabo e satélite, dos quais 11,9 milhões correspondem ao sinal em HD. O canal apresenta produções originais latino-americanas como Sou Luna e Pijama Party e segmentos de novidades como Disney Planet.

Além de exibe séries comoO Mundo de Riley, Que talento!, Liv e Maddie, Agente K.C., Não Fui Eu, Jessie, Austin & Ally, e Stan, o Cão Blogueiro, Acampados, Amigas a Qualquer Hora, e Hank Zipzer; e séries de animação como: Os 7A, Phineas e Ferb, Gravity Falls: Um Verão de Mistérios, Acampamento Lakebottom, Heidi e Zip Zip. Filmes Disney Channel, como: Minha Irmã Invisível, Descendentes, Bad Hair Day, Como Criar o Garoto Perfeito, Cloud 9, Teen Beach Movie, Teen Beach 2, Aminimigos e Zapped, além de filmes da Walt Disney Animation Studios como Frozen – Uma Aventura Congelante; incluindo os principais títulos da Disney-Pixar, como a saga de Toy Story e Monstros; além de outros clássicos da Disney

O canal também conta com dois websites: www.disneylatino.com/disneychannel (espanhol) e www.disney.com.br/disneychannel (português).

#YouTube: YouTube.com/BRDisneyChannell
#Facebook: Facebook.com/DisneyChannelBrasil
#Twitter: @DisneyBRNews

Novidades do mercado editorial

Livro de Carina Rissi no formato de áudio

imagem_release_980147Os usuários do Ubook, maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina, agora poderão ouvir a continuação de uma história de amor intenso que ultrapassa as barreiras do tempo. Em ‘Encontrada: à espera do felizes para sempre’, a autora best-seller brasileira Carina Rissi traz de volta o mundo apaixonante de Ian e Sofia, permitindo-nos mergulhar mais uma vez nesta maluca e envolvente história de amor. Quem também retorna ao Ubook no segundo livro da série Perdida, é a narradora e atriz Cristina Flores, que já tem fãs de seu trabalho entre os assinantes do Ubook, e volta para contar as peripécias de Sofia e Ian.

O sucesso da série, que já tem quatro volumes publicados e um quinto a caminho, é tão grande que os direitos foram adquiridos para transformá-la em filme e a história deverá estrear nas telonas num futuro próximo.  Enquanto a obra não é retratada pela sétima arte, Carina celebra a oportunidade de ampliar seu público por meio de uma das vertentes que mais tem crescido no mercado editorial: o audiolivro.

“É muito emocionante perceber que as nossas palavras ganham voz, por isso, a experiência de passar esta história para o audiolivro foi muito especial para mim”, avalia a autora. “Sem contar que esta é também uma forma de fazer com que esta história possa chegar a muitas outras pessoas, e também para os deficientes visuais, um público muito cativo dos audiolivros, e que sempre me perguntavam quando eles também teriam a oportunidade de conhecer minhas histórias, fato que o Ubook me auxiliou a poder proporcionar não apenas para este público, mas para uma nova geração que encontra nos aplicativos uma forma de consumir cultura, entretenimento e informação”, complementa.

Literatura Fantástica

novoAlex Godoi, autor independente, nos convida para conhecer seu livro “Os lendários heróis de Green Wood”, uma literatura fantástica nacional cheia de aventura, mistérios e muito mais.

Vocês poderão ter uma noção melhor do livro, conferindo em primeiríssima mão, o trailer do book da obra que será disponibilizado para divulgação a partir de outubro nas feiras literárias. Acesse o link abaixo para conferir, pois o vídeo está muito bom mesmo!

https://www.youtube.com/watch?v=-o3OVXXtab8

A 1ª edição desta obra foi lançada em 2016 pela Scortecci. Recentemente, devido o retorno que o autor teve dos leitores, ele resolveu lançar a segunda edição revisada do livro, já disponível em eBook pelo Amazon.  https://www.amazon.com/-/e/B074R8462N?ref_=pe_1724030_132998070

Quem desejar conhecer mais, acesse outros links

www.portalgreenwood.blogspot.com

https://www.facebook.com/oslendariosheroisdegreenwood/

Em nome da paz, compreensão e união

A Editora Brasil nos lembra que 17/9  é comemorado como o Dia da Compreensão Mundial e sugere dois livros infantojuvenis para marcar a data: “Poesias para a paz” e “Vento forte, de sul e de norte”. São opções de leitura para pais, jovens e educadores refletirem sobre as diferenças e a necessidade de cultivar a paz.

Poesias-para-a-paz-32ahc127f0zfvdzgm4yscqPoesias para a paz

A paz, um tema caro à humanidade, virou poesia nas mãos criativas dos escritores César Obeid e Jonas Ribeiro. Com ritmo e rimas, a dupla fez poemas para que as crianças se divertissem e pudessem refletir sobre respeito, solidariedade e diálogo; frutos cotidianos da paz. Esta é a terceira produção conjunta destes autores, que já lançaram pela Editora do Brasil os títulos “A escada transparente” e “O menino de muitas caras”. As ilustrações da argentina Vanina Starkoff, complementam o texto, trazendo muitas cores, leveza e detalhes que transmitem uma sensação de paz verdadeira.

 

554734_vento-forte-de-sul-e-norte-707506_l1_635814544693074000Vento forte, de sul e de norte

Desde criança, em alguns momentos da vida, Luísa teve de enfrentar três situações de preconceito: o fato de ser negra, adotada e ter pais gays. Quando chamou Henrique para sua casa a fim de ajudá-lo com as aulas de matemática, jamais pensou que ele agiria como tantas outras pessoas. Mas e aquela repentina aproximação de Gabriel? Será que ele realmente era um idiota como seu amigo Henrique? Uma história envolvente que lida com assuntos como homofobia, racismo e preconceito, mas na qual a amizade e o amor farão Luísa, protagonista deste sensível texto, se tornar forte para aguentar os ventos do sul e do norte.

Beagá abraça a literatura

Após a realização de dois importantes eventos literários nos últimos dias, como o Salão do Livro Infantil e Juvenil e o Livro na Rua, esta semana, a cidade embarca no Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, o FLI-BH. Serão realizadas 16 oficinas e mais de 200 atrações nesta segunda edição do festival.

FLI-Pagina-Inicial-Banner-1200x600

O Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH) chega a sua segunda edição e acontece entre os dias 14 e 17 de setembro, no Centro de Referência da Juventude, na Praça da Estação. Neste ano serão oferecidas 16 oficinas voltadas para escritores, narradores de histórias, ilustradores, bibliotecários, educadores e leitores da cidade.

Com programação diversa e atividades gratuitas de valorização da literatura e fomento à leitura, o FLI-BH é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com a terceira edição da Primavera Literária, da Liga Brasileira de Editoras Independentes (LIBRE). O evento conta ainda com a parceria cultural do Sesc Minas Gerais e do BDMG Cultural.

Com o tema “Vozes de Todos os Cantos”, a segunda edição do FLI-BH propõe trazer à cena a diversidade que a literatura expressa reunindo grupos que movimentam a cena literária na cidade e em diferentes partes do mundo. A ideia é romper com as divisões entre centro e periferia, entre guetos, grupos e classes sociais, entre o tradicional e o novo, e apossar da força que vem de diferentes territórios, com a variedade de culturas, de gêneros, de opções de expressão. O festival homenageia a escritora mineira Laís Corrêa de Araújo, personalidade influente no meio literário, que se configura como uma grande intelectual brasileira, pesquisadora, ficcionista, tradutora e ensaísta.

Estão previstas mais de 200 atrações e toda a programação é gratuita. Abaixo, segue a relação das oficinas a serem realizadas.

Foto: ©thaina nogueira/Divulgação

Foto: ©thaina nogueira/Divulgação

MPB CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA, com Marina Viana (BH)

14 de setembro, quinta-feira, de 10 às 13h

A partir das metodologias tortas utilizadas no processo de criação do texto MPB: Peça Manifesto em três estrofes e um refrão, como criação e coleta de playlists, diálogos feitos com recorte de músicas, paródias, bem como as ideias de plagicombinação e teatro fanzine que acompanham a atriz/dramaturga, a oficina se dá a partir da investigação de escritas e ações na estrutura de canção, manifesto, número de cabaré, mutilando, reconstruindo e remontando letras de música, textos literários, filmes, criando diálogos e discursos novos a partir destes recortes para dramaturgia.

Marina Viana é atriz, dramaturga e diretora teatral graduada no curso de Artes Cênicas da UFMG. É integrante dos grupos Mayombe Grupo de Teatro, Teatro 171, Cia Primeira Campainha e é colaboradora de outros coletivos de Belo Horizonte. Tem uma banda, já publicou zines, realiza prêmios e faz cabaré.

 

COMO COMEÇAR UM SARAU? com Camila Félix (BH)

14 de setembro, quinta-feira, de 14 às 17h

A oficina pretende mostrar os porquês e os caminhos em que começam e seguem os saraus já existentes, incentivando a promoção de novos saraus em escolas, bairros, grupos de amigos e lugares possíveis.

Camila Félix é poeta, militante da poesia e dos saraus e graduada em arquitetura. Participa de performances e de vários saraus e eventos de Belo Horizonte, provocando ocupações do espaço público e uma cidade mais acessível e justa. É autora da pesquisa “Atlas dos saraus: mapeamento dos saraus de poesia da região metropolitana de Belo Horizonte”, defendida na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Ateliê de Criação Literária ESCREVENDO O FUTURO, com Luiz Bras (Cobra Norato – Terra Brasilis)

14 e 15 de setembro, quinta e sexta-feira, de 10 às 13h

Nos últimos cem anos, a ciência e a tecnologia começaram a modificar a biosfera e o ser humano de maneira assustadora. Mas esse processo, apesar de muito debatido por filósofos, sociólogos historiadores e cientistas, raramente aparece na literatura brasileira contemporânea. A proposta é que os atelienses expressem em prosa ou verso nossa inquietação presente com o futuro pós-humano que se aproxima, está chegando, já está aqui.

Luiz Bras nasceu em Cobra Norato, MS. É escritor e coordenador de ateliês de criação literária. Já publicou diversos livros, entre eles Distrito federal (rapsódia), Não chore (novela) e MáquinaMacunaíma (contos). Também organizou os três volumes da coletânea de poemas Hiperconexões: realidade expandida, sobre nosso futuro pós-humano.

Foto: ©netun lima - Divulgação

Foto: ©netun lima – Divulgação

ESCRITA EXPERIMENTAL DA LITERATURA BRASILEIRA, com Isadora Krieger (SP)

14 e 15 de setembro, quinta e sexta-feira, de 14 às 18h

A oficina aborda o processo criativo, sobretudo pelo viés do mistério. Tem como principal objetivo provocar o inconsciente e estimular a criatividade. Serão apresentados pontos essenciais da escrita ficcional, tais como a relação com os personagens; a entrega do autor; a imagem poética; os tipos de narradores; as construções de diálogos; densidade, forma e precisão. Também serão colocados em prática exercícios que proporcionarão uma maior compreensão e assimilação da parte teórica.

Isadora Krieger é poeta e escritora. Publicou os livros “Memória da Bananeira”, “O gosto da cabeça” e “Caráter anal”. Foi idealizadora e produtora do CabaretRevoltaire, espaço aberto a experimentações artísticas em diversas linguagens.

 

CARA OU COROA: A CRIAÇÃO DE PERSONAGENS com Rosinha (Olinda – PE)

14 e 15 de setembro, quinta e sexta-feira, de 14 às 18h

Nada é feito sem o personagem. Ele é o elemento principal de uma história. Neste laboratório será trabalhada a teoria dos contrastes, que visa a quebra de estereótipos e a busca de imagens autorais, com a experimentação de algumas ferramentas para a criação de personagens, na busca de poses, gestos, expressões e novas morfologias capazes de revelar emoções e atitudes que resultem em personagens únicos.

Rosinha é escritora e ilustradora. Tem muitos livros publicados, dentre eles O mar de Cecília (Editora do Brasil), E você? (Editora Jujuba), Chapeuzinho Vermelho (Editora Callis), A história da princesa do Reino da Pedra Fina (Editora Projeto). Recebeu importantes prêmios literários, como White Ravens, Altamente Recomendável FNLIJ, Jabuti e Açorianos. Criou, junto com Anabella Lopez, a Escola Usina de Imagens de formação de ilustradores, em Recife.

fli_ilustra_2017_baixa1-226x300METÁFORAS VISUAIS: A LEITURA DO LIVRO ILUSTRADO, com Marilda Castanha (Santa Luzia – MG)

15 de setembro, sexta-feira, de 9 às 13h e de 14 às 18h

O que poderíamos chamar de metáforas visuais? O que é um livro ilustrado? O que seria uma narrativa de imagens? Somos leitores de imagens? Essas perguntas nortearão a oficina, que tem como convite a compreensão das imagens nos livros ilustrados. Esta oficina integra o projeto Ler em família: leitura e literatura na primeira infância, viabilizado pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Marilda Castanha é escritora e ilustradora. Publicou muitos livros, dentre eles Sem fim (Positivo), Fases da lua e outros segredos (Peirópolis), Ops (Cosac Naify), Mil e uma estrelas (SM) e Em asas de algodão (SM). Recebeu importantes prêmios: Runner-Up (Japão), Prix GraphiqueOctogone (França), Jabuti, FNLIJ e, o mais recente, Nami Concours (Coréia do Sul).

 

PalavrAÇÃO, com Rogério Coelho (BH)

16 de setembro, sexta-feira, de 10 às 13h e de 14 às 17h

A oficina busca explorar a palavra falada, a poesia oral, a escrita criativa e outros processos da palavra em ação. Jogos, experimentos da escrita, autorrepresentação pela poesia, duelos dialéticos, escritas performáticas, intervenções urbanas, entre outras habilidades farão parte da oficina, numa provocação que requer dos/as participantes o (re)encontro da palavra “Ação” em seus cotidianos, em suas vivências, em suas histórias.

Rogério Coelho é poeta, ator e pesquisador da poesia marginal. Foi um dos fundadores, em 2008, do Coletivoz, um dos mais antigos coletivos de saraus de Belo Horizonte, e um dos pioneiros na organização de batalhas de Slam na capital e região metropolitana. É autor de pesquisa de mestrado intitulada PalavrAÇÃO: Coletivoz e Slam Clube da Luta sobre o movimento poético-performático desses coletivos, defendida da Escola de Belas Artes da UFMG.

 

CONTOS E CANTOS DE NINAR, com Aline Cântia e Chicó do Céu (BH)

15 de setembro, sexta-feira, de 14 às 18h

Contar histórias, ler e cantar enquanto o sono não chega é uma das tradições mais antigas do mundo, e pode ser o primeiro contato da criança com a literatura e a música. A oficina pretende trazer o universo dos contos e acalantos, a partir do despertar da memória coletiva de pais e educadores. Esta oficina integra o projeto Ler, brincar e aprender em família: um olhar para a primeira infância, viabilizado pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente / Itaú Social.

Aline Cântia é narradora de histórias, pesquisadora da cultura oral, mestre em Estudos Literários e doutoranda em Educação. Fundadora do Instituto Cultural Abrapalavra, já se apresentou em diversas partes do Brasil e do mundo. Chicó do Céu é músico, compositor, pesquisador do universo da canção e da literatura. Também é fundador do Instituto Cultural Abrapalavra, com quem já viajou o mundo e recebeu diversos prêmios na área cultural e da educação.

 

NO LUGAR DA LEITURA, A BIBLIOTECA, com Luiz Percival Leme Britto (Santarém – PA)

15 e 16 de setembro, sexta-feira e sábado, de 8h30 às 13h30

O curso tem como objetivo contribuir para a formação continuada dos profissionais que atuam na área de formação de leitores, discutindo a importância da biblioteca como instituição para o acesso permanente ao conhecimento registrado pela escrita. Para isso, propõe uma reflexão sobre a relevância social da escrita, a singularidade da leitura literária e as condições para a participação de todas as pessoas, com olhar específico para as com deficiência.

Luiz Percival Leme Britto é doutor em Linguística, pesquisador e professor da Universidade Federal do Oeste do Pará. Tem vasta experiência na formação de professores na área de Educação e Linguagem, coordena o LELIT – Grupo de Pesquisa e Intervenção em Leitura, Escrita e Escola e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC / Oeste do Pará. É membro do Movimento por um Brasil Literário e autor dos livros À sombra do caos: ensino de língua x tradição gramatical (Mercado de Letras), Contra o consenso – cultura escrita, educação e participação (Mercado de Letras), Inquietudes e desacordos: a leitura além do óbvio (Mercado de Letras) e Ao revés do avesso: leitura e formação (Pulo do Gato).

 

PARA DESPERTAR O OLHAR: LER, VER E TOCAR OS LIVROS COM AS CRIANÇAS com Lúcia Hiratsuka (SP)

15 e 16 de setembro, sexta-feira e sábado, de 14 às 18h

A oficina tem como proposta a observação e a percepção do espaço e das sensações dentro de um livro ilustrado, a partir de haicais clássicos e sumiês dos grandes mestres. Os participantes experimentarão a arte do sumiê, com exercícios inspirados em haicais, buscando o essencial e a simplicidade.

Lúcia Hiratsuka é escritora e ilustradora. Publicou, dentre muitos outros, os livros Orie (Pequena Zahar), Tantos cantos (DCL), IssumBoshi – o pequeno samurai (Abacatte) e Antes da chuva (Global). Recebeu importantes prêmios, como o Jabuti O Melhor para a Criança FNLIJ e vários selos Altamente Recomendável.

PEQUENO LABORATÓRIO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS com Rodolfo Castro (Lisboa, Portugal)

16 de setembro, sábado, de 9h30 às 12h30

A oficina apresenta uma proposta lúdica e fundamentada sobre os processos criativos da narração de histórias contemporânea. Propõe, ainda, a dinâmica de experimentação e improvisação, com o objetivo de experimentar com os participantes a importância de conhecer a técnica para poder esquecer-se dela.

Rodolfo Castro (Portugal) – Nascido na Argentina e criado entre Buenos Aires e Montevidéu, Rodolfo Castro se define como um narrador de histórias urbano, logo, escravo do livro. Seu estilo não é resgatar a tradição oral da comunidade e sim contar literatura. Até os 30 anos foi professor do ensino fundamental na Argentina e fazia excursão com as crianças onde aproveitava para contar-lhes histórias. Depois se mudou para o México, onde passou três anos percorrendo escolas e contando histórias para sobreviver. Atualmente vive em Lisboa. Autor de livros de contos e de teoria do conto, Rodolfo vem pela primeira vez a Belo Horizonte e lança seu segundo livro pela editora Aletria: Contos da meia-noite do mundo.

 

LEITURA UNIVERSAL, INTERPRETAÇÕES SINGULARES: A LEITURA COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA com Mariana Rosa (BH)

16 de setembro, sábado, de 9 às 13h

A oficina tem como objetivo contribuir para a inclusão das crianças com deficiência nas bibliotecas e espaços de leitura de Belo Horizonte. Para isso, os participantes serão convidados a refletir sobre o conceito da deficiência, um breve histórico do tema no mundo, os diversos significados assumidos no convívio em sociedade, as barreiras, os tabus e as possibilidades de inclusão, do respeito e da valorização das diferenças por meio da leitura. Esta oficina integra o projeto Ler em família: leitura e literatura na primeira infância, viabilizado pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

Mariana Rosa é jornalista, autora do blog e do livro Diário da mãe da Alice, no qual registra suas descobertas, experiências e sentimentos como mãe de uma criança com deficiência. É também embaixadora mineira da ONG Prematuridade e articuladora de grupos de apoio a mães e familiares de crianças com necessidades especiais de saúde.

 

LIVRO DE ARTISTA, com César Maurício Alberto

16 de setembro, sábado, de 10 às 13h

Nas artes contemporâneas, o livro de artista é encarado como uma obra de arte, um objeto tanto único quanto singular dentro dos domínios do artista. Em geral, mistura várias áreas das artes, como a escrita, o desenho, a pintura, colagem, gravura, fotografia, numa verdadeira bricolagem. Assim, o produto deste processo é, ao mesmo tempo, um objeto, um livro, um diário de viagem e uma obra de arte. A oficina buscará fazer uma ponte dessa ferramenta de registro pessoal que é o livro de artista – supostamente identificado com uma arte erudita ou inacessível para a grande maioria da população -, com a arte e a cultura feita por moradores das comunidades ou mesmo pelo cidadão comum.

César Maurício Alberto é diretor artístico da ONG Favela é Isso Aí e desenvolve pesquisa de doutoramento em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra (Portugal), com o estudo “Autorrepresentação, do modernismo ao contemporâneo: o Corpo como objeto na Arte”.

 

LIVRO EXPERIMENTO, com Santiago Régis (BH)

16 de setembro, sábado, de 14 às 17h

Compreendendo o livro como espaço criativo, a oficina pretende apresentar aos participantes alguns processos de produção independente de um livro, percebendo os limites e as possibilidades de uma autopublicação e algumas técnicas e modelos de encadernação.

Santiago Régis é ilustrador, graduado em Belas Artes pela Universidade Federal de Goiás. Tem trabalhos de ilustração em galerias de arte, estampas e cartazes, mas sua principal atuação artística é na produção editorial. Publicou, dentre outros, os livros Chico Moleque, um sonho de liberdade e Contos Cedrinos, com textos de Maria Luiza Bretas (Cânone Editorial), Asas de pirilampo, com texto de Maria Helena Bazzo (Editora Passarinho), João tinha medo, com texto de Sônia Menezes (Editora RHJ).

 

ÁUDIOVÍDEOPOESIA, com Zi Reis (BH)

16 e 17 de setembro, sábado e domingo, de 14 às 17h

A oficina propõe a compreensão de técnicas para a captação e edição de áudio&voz&música&vídeo com o objetivo de experimentações sonoras e visuais, buscando apreciação estética e escrita criativa colaborativa em grupo.

Zi Reis é multiartista, graduada em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Tem formação técnica em Vídeo, Direção e Produção Audiovisual pela Escola de Arte e Tecnologia Oi Kabum! BH. Seu trabalho transita por diversas áreas, especialmente pela performance, a fotografia, o cinema, a pintura e a literatura. Integra o Sarau Vira Lata, buscando a ocupação de diversos espaços da cidade com intervenções poéticas.

 

PALAVREANDO, com Eduardo DW (BH)

17 de setembro, domingo, de 14 às 17h

A oficina trabalha com gatilhos criativos, pensando na produção da escrita poética a partir das produções musicais do poeta e MC Eduardo Dw. Neste encontro, o gatilho criativo será o samba Com que roupa, de Noel Rosa.

Eduardo DW é poeta e MC.

“Para gostar de ler”

Documentário produzido pelo Itaú em parceria com a Prodigo Filmes e a agência DPZ&T, em diferentes regiões do país, reforça importância dos livros na primeira infância.

Doodle_paragostardeler_05_09_17

Quando pensamos em mudar o mundo para melhor, um passo importante deveria ser ainda mais valorizado nessa jornada: a educação infantil. E um dos pontos fundamentais da discussão envolve a leitura para as crianças, incluindo o papel dos adultos como leitores e o impacto das histórias no desenvolvimento infantil. É o que conta o documentário “Para Gostar de Ler”, produzido pelo Itaú em parceria com a Prodigo Films, e co-produzido pela DPZ&T. O documentário está disponível nos canais digitais oficiais do Itaú.

Com direção de Eduardo Rajabally, “Para Gostar de Ler” acompanha cinco famílias de diferentes regiões do país e ilustra como a leitura influencia as vidas de pais e filhos, com destaque para os pontos de vista das próprias estrelas mirins do documentário. Em paralelo, os adultos comentam sobre o quanto os livros podem estimular as crianças em relação ao desenvolvimento da imaginação, a criatividade e o raciocínio. Há espaço ainda para demonstrar como as histórias e o poder da palavra são capazes de incentivar suas visões a respeito do mundo, com base na compreensão de que existem bons e maus momentos que levam à busca por soluções ou caminhos possíveis para diversas situações. Além da percepção sobre a importância da família, dos amigos, das brincadeiras e da cultura no dia a dia.

Como a leitura pode fazer a diferença nas vidas das crianças brasileiras, levando-se em consideração que estas vivem em um país no qual 60% de seus cidadãos nunca contaram com nenhum adulto lendo para eles durante sua infância? “Para Gostar de Ler” não teria como responder a essa pergunta, e retratar um cenário tão abrangente, deixando de fora opiniões e insights de renomados especialistas.

tudo_sobre_literatura_infantil_documentario_para_gostar_de_ler-e1504110860259--2045168315
Para isso, conta com participações de profissionais de diversas áreas, entre escritores, médicos, educadores, pedagogos, professores, neurocientistas, psicólogos. Ilan Brenman, Drauzio Varella, Leandro Karnal, Eva Furnari, Wellington Nogueira, entre outros, intercalam e complementam experiências reais narradas pelas famílias que protagonizam a produção, enfatizando como os livros representam uma alternativa para melhorar a relação entre pais e filhos. E, também, como podem estimular o aprendizado e a formação das crianças, uma vez que 85% do desenvolvimento cerebral de um ser humano acontece antes dele completar cinco anos de idade.

“Para Gostar de Ler” faz parte do Programa Itaú Criança, que a marca promove desde 2010, incentivando a transformação da sociedade a partir da leitura para crianças. Por meio dessa iniciativa o banco já distribuiu gratuitamente mais de 45 milhões de livros para todas as regiões do País.

“Estamos na sexta edição da campanha do Leia para uma Criança, que integra o Itaú Criança. Em 2017, procuramos trazer um conteúdo diferente, com argumentos e dados científicos a respeito da leitura para crianças na primeira infância e seus benefícios”, informa Eduardo Tracanella, superintendente de marketing do Itaú Unibanco. “‘Para Gostar de Ler’ representa esse nosso objetivo, assim como nosso apoio a causa da Educação”, completa.

“Quando levamos para o Itaú a ideia de produzir um documentário, queríamos retratar o impacto decisivo que as histórias têm no desenvolvimento infantil e mostrar como o momento da leitura fortalece o vínculo entre adultos e crianças. Para isso, o filme combina depoimentos de especialistas com histórias reais de famílias brasileiras que contam como a leitura para crianças faz parte de suas vidas”, comenta Rafael Urenha, Chief Creative Officer da DPZ&T.

“A leitura na primeira infância não é só vital como também a mais mágica de todas. Somos produtores audiovisuais e contadores de histórias e temos a obrigação e o prazer de promover a leitura sempre. Não apenas para as crianças, mas para todos”, diz Francesco Civita, produtor do filme e sócio da Prodigo Films. Este é o segundo documentário produzido pelo Itaú com foco no conteúdo ligado às causas apoiadas pelo banco, que são Educação, Cultura, Esporte e Mobilidade Urbana. O primeiro foi “Ciclos”, lançado em janeiro de 2017, que aborda a bicicleta como modal de transporte ativo nas grandes cidades.

curta-itau-para-gostar-de-ler-documentario-825x432
Realidades

O cenário de vulnerabilidade social é um dos temas abordados no documentário. É o caso da família de Teliciane, mãe de Enzo, Guilherme, Rafaela e Victor, com idades entre 3 e 12 anos e moradores de Alvorada (RS). Teliciane, que é doméstica, conta como passou a sentir prazer pela leitura e a comprar livros para seus filhos, incentivando-os a estudar. O documentário também cita a experiência de Luciana, de Belo Horizonte (MG), que recorreu à leitura para explicar a sua filha Beatriz, de 5 anos, sobre suas origens e o que significa adoção.

Em outra história, a literatura colaborou para melhorar a relação entre Martina e seu irmão Vicente, de 4 e 3 anos, respectivamente, e moradores de Porto Alegre (RS). Já o caso de Pietra, de Salvador (BA), e Lourenço, de São Paulo (SP), ambos de 5 anos, apresentam pontos em comum – ela gosta de unicórnios, enquanto o menino se interessa por zumbis, mas os pais das duas crianças acreditam ser importante manter a imaginação viva e que a leitura proporciona momentos únicos de magia. “Para Gostar de Ler” também mostra a história da professora Nanci Soueid, que desde pequena se tornou leitora por incentivo de sua avó, que lia para ela, por exemplo, a Bíblia e as cartas do pai.

O documentário destaca ainda a importância da inclusão e apresenta depoimentos de diversas crianças, entre elas o garoto Matheus, de 8 anos, que é deficiente visual.

Serviço
Título: Para Gostar de Ler (Brasil, 2017, 59 minutos)
Onde assistir: itau.com.br/paragostardeler

Fama ameaça as corujas

Matéria da Revista Galileu, de agosto, mostra que o número de corujas vendidas na Ásia aumentou por causa de Harry Potter.

hqdefault

A quantidade de corujas vendidas em alguns países aumentou muito nos últimos anos e acredita-se que um dos responsáveis pelo fenômeno seja a saga Harry Potter. Segundo o jornal The  Guardian, a procura por animais da mesma raça de Edwiges, a fiel escudeira do bruxinho, cresceu notavelmente.

Em 2001, ano do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, apenas algumas centenas de animais foram vendidos nos mercados da Indonésia. Em 2016, esse número chegou a marca de 13 mil aves, que custam entre US$ 10 e 30 (por volta de 31 e 95 reais).

Para os especialistas Vincent Nijman e Anna Nekaris da Universidade Brooks de Oxford, na Inglaterra, o fato representa uma ameaça: “A popularidade das corujas como animais de estimação na Indonésia chegou a tal ponto que pode colocar em risco a conservação de algumas das espécies menos abundantes”.  A dupla defende que o país asiático deve colocar os animais na lista de “espécies de aves protegidas”, já que o encarceramento desses bichinhos pode resultar em muito estresse, levando as corujas rapidamente à morte.

Esse crescimento, entretanto, não se deu apenas na Indonésia. O deputado indiano Jairam Ramesh culpou os fãs do bruxinho pela diminuição do número de corujas selvagens no país. “Entre os seguidores de Harry Potter, parece que existe uma estranha fascinação, até nas classes médias urbanas, em presentear seus filhos com corujas”, observa.

untitledAinda não há provas da ligação direta entre a saga de livros e filmes com o aumento dessas aves e outros aspectos como tráfico de animais e utilização deles em rituais religiosos não podem ser ignorados. Mas fato é que alguns desses bichinhos estão sendo chamados de “pássaros de Harry Potter”.

Além disso, muitas corujas vendidas no sul da Ásia hoje tem nomes dos personagens dos livros, incluindo Edwiges. “Duas semanas atrás eu estava em Bangkok e vi duas corujas, chamadas Edwiges e Harry, e os visitantes podiam acariciá-las e tirar fotos com elas, vestidos como Harry ou Hermione”, relata o especialista Nijman.

Ainda no início do fenômeno, a escritora da série, J.K. Rowling, fez questão de falar que corujas não deveriam ser capturadas como animais de estimação: “Se alguém foi influenciado por meus livros e pensa que uma coruja seria mais feliz fechada em uma pequena gaiola e mantida em uma casa, gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer que ‘você está errado’. As corujas dos livros de Harry Potter nunca tiveram a pretensão de retratar o verdadeiro comportamento ou as preferências de corujas reais”.

Qual a melhor forma de usar a biblioteca?

A formação de leitores e a acessibilidade no âmbito das bibliotecas serão temas discutidos em curso dirigido a profissionais da área, em Belo Horizonte.

eessa

O projeto “No lugar da leitura, a biblioteca” promove este mês, em Belo Horizonte, um curso dirigido a profissionais que atuam na área de formação de leitores especialmente em bibliotecas. O curso vai discutir a importância desses espaços para acesso permanente ao conhecimento, abordando ainda práticas de leitura inclusiva.  As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas, e poderão ser feitas no blog do projeto https://nolugardaleitura.blogspot.com.br/ até o dia 8 de setembro.

O primeiro módulo será realizado nos dias 15 e 16 de setembro, apresentando temas como o acesso ao conhecimento e à cultura escrita; a leitura como valor simbólico, econômico e social; formação de leitores; especificidade da leitura literária;  formação dos profissionais e mediação da leitura nas bibliotecas. Integrando a programação do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH), este módulo será ministrado pelo professor Luiz Percival Leme Britto, da Universidade Federal do Oeste do Pará.

Nos dias 28 e 29 de setembro, o segundo módulo, que será apresentado pela coordenadora da ONG Mais Diferenças, Carla Mauch, vai tratar dos conceitos para pensar uma biblioteca para todos, debatendo os recursos de acessibilidade e formatos de livros; a biblioteca como espaço e tempo para a leitura e a formação de leitores; e mediações acessíveis e práticas de leitura inclusiva.

Cada participante do curso receberá um conjunto de livros, de gêneros distintos, refletindo e ampliando as discussões propostas. Nos dois módulos, haverá intérprete de Libras.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para a formação continuada dos profissionais da área, entre eles professores, bibliotecários, auxiliares de biblioteca, mediadores de leitura e agentes culturais.

De acordo com a coordenadora geral do projeto, Cleide Fernandes, o curso pretende discutir a importância da biblioteca como instituição para o acesso permanente ao conhecimento registrado pela escrita. “Para atingir esse objetivo, vamos propor uma reflexão sobre a relevância social da escrita, da singularidade da leitura literária e das condições para a participação de todas as pessoas, especialmente as com deficiência”, explica.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte – Fundação Municipal de Cultura.

Os professores

Luiz Percival é doutor em Linguística e professor da Universidade Federal do Oeste do Pará. Pesquisador, professor e formador de professores na área de Educação e Linguagem, coordena o Lelit (Grupo de pesquisa e intervenção em leitura, escrita e escola) e o Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa (PNAIC / Oeste do Pará). É membro do Movimento por um Brasil Literário e autor de várias publicações, entre elas “A sombra do caos – ensino de língua x tradição gramatical”, “Contra o consenso – cultura escrita, educação e participação”, “Inquietudes e desacordos: a leitura além do óbvio” e “Ao revés do avesso: leitura e formação”.

Carla Mauch é pedagoga, coordenadora geral da ONG Mais Diferenças, empreendedora social da Ashoka, líder da Rede de Inclusão Social do Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Benefício das Pessoas com Deficiência da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e membro do Conselho Consultivo da Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP). Está à frente do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Ministério da Cultura.

Curso “No lugar da leitura, a biblioteca”

Módulo 1 – 15 e 16 de setembro, de 8h30 às 13h30

Módulo 2 – 28 e 29 de setembro, de 13h30 às 18h30

Local: Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

Centro de Referência da Juventude (Praça da Estação, s/nº)

Inscrições: https://nolugardaleitura.blogspot.com.br

Informações: nolugardaleitura@gmail.com

Projeto itinerante de leitura

O Instituto Gil Nogueira lança o projeto de incentivo à leitura“Book Truck”.  Este mês, ele será apresentando num evento anual na Bahia.

Projeto Ler é Viver

O Instituto Gil Nogueira (IGN) vai apresentar, neste mês, uma novidade na área de incentivo à leitura: o “Book Truck”, que será lançado no evento anual que o Instituto promove em Comandatuba, na Bahia, entre os dias 5 e 10 de setembro, denominado Verdemar Beach Open – Troféu Gil Nogueira. O projeto de leitura itinerante, ou biblioteca móvel, foi elaborado para encurtar a distância entre os livros e as pessoas que não possuem acesso a uma leitura de qualidade. Para isso, um veículo adaptado levará livros de literatura para crianças, jovens e adultos em centros urbanos e rurais de Minas Gerais, com toda a estrutura necessária.

O IGN criou, há 11 anos, o projeto “Ler é Viver”, que difunde a literatura entre alunos da rede pública de Belo Horizonte e algumas cidades do interior mineiro. No início de cada semestre letivo, cada sala de aula das escolas participantes recebe uma caixa contendo 50 livros de literatura infantil, que podem ser levados para casa ou lidos em sala de aula. As crianças são estimuladas a ler e a interpretar os livros, a partir de incentivos, como as oficinas semanais de “contação de histórias” e uma premiação semestral que contempla alunos com melhor desempenho na interpretação dos livros lidos, mensurado por meio de uma avaliação pedagógica. Assim, nos meses de junho e novembro, festas com atração cultural são promovidas nas escolas, para entrega de prêmios aos alunos e professores.

Em sintonia com o “Ler é Viver”, o IGN prepara para lançar o “Book Truck”, que tem como objetivos, além de encurtar a distância entre o livro e o leitor, promover o acesso a novos livros, circular obras literárias pela cidade, incentivar o gosto pela leitura e interagir com as comunidades. “Nossa expectativa é aproximar os livros das pessoas e tudo o que vem junto com o livro, como conhecimento, cultura, informação e o despertar da curiosidade, pois, quanto mais lemos, mais queremos saber. Queremos proporcionar mais educação, cultura e literatura às pessoas, pois acreditamos que é com isso que o Brasil vai melhorar”, destaca Patrícia Nogueira, presidente do Instituto Gil Nogueira. Ela ressalta que o projeto do “Book Truck” foi aprovado pela Lei Rouanet e, para a arrecadação dos livros, o Instituto Gil Nogueira vai desenvolver campanhas, fazer contatos e estabelecer parcerias estratégicas.

Patrícia explica que as comunidades beneficiadas serão informadas previamente da chegada do veículo. No dia determinado, os leitores poderão levar livros e trocá-los por um novo título disponível no acervo do Book Truck. “O novo projeto vai se somar ao ‘Ler é Viver’, ampliando nossa atuação para diversos novos lugares”, comenta a presidente do IGN.

Mais que doar livros, o “Book Truck” vai levar cultura para as comunidades, promovendo uma série de ações para os participantes de todas as idades: contação de histórias, teatro, bate-papo com autores e atrações culturais. Para atender aos leitores com eficiência, o veículo será adaptado para receber também TV, DVD, sistema de som e uma área para atendimento externo com toldo, mesas e cadeiras.

Projeto_ler_e_viver_-_41kb

Troféu

Em sua 11ª edição, o evento é realizado pelo Instituto Gil Nogueira e toda a renda é destinada ao projeto “Ler é Viver”, que beneficia cerca de 7 mil crianças de escolas públicas de Minas Gerais. O evento reúne amantes do tênis e suas famílias na ilha de Comandatuba (BA). Neste ano, o Verdemar Beach Open – Troféu Gil Nogueira será realizado, entre os dias 5 e 10 de setembro. A programação do evento será intensa, com torneio de duplas para os tenistas, eventos noturnos com boa gastronomia, música de qualidade, recreação com muitos prêmios e programação especial para as crianças.

Instituto

O Instituto Gil Nogueira é uma ONG qualificada pelo Ministério da Justiça como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Foi constituída, em 2006, com o objetivo de reduzir o analfabetismo funcional por meio da leitura, desenvolvendo ações junto à sociedade, como o projeto “Ler é Viver”, que já beneficiou mais de 50 mil crianças do ensino fundamental da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais. Ao longo dos seus 11 anos, cerca de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados em 50 escolas.

O livro vai pra rua

Em Belo Horizonte, na Rua Fernandes Tourinho, Savassi, o Festival do Livro na Rua (FLIR) coloca arte e literatura ao alcance da população. Durante três dias de FLIR, de 1º a 3 de setembro, a famosa “rua das livrarias” abrigará Mostra Literária, narração de histórias, mesas-redondas, exposições, shows e outras tantas atividades culturais.
21167976_270688523335519_3517913930441593959_o

Livrarias são extensões da casa de ávidos leitores, não é verdade? Em Belo Horizonte, tais pessoas têm o privilégio de frequentar uma via pública famosa justamente por acolher, em diversos estabelecimentos, a arte, a beleza e a magia dos livros. Trata-se da Rua Fernandes Tourinho, na Savassi, que nos dias 1º, 2 e 3 de setembro será palco do Festival Livro na Rua (FLIR), uma celebração à diversidade e à literatura, comandada pelos livreiros da região. Os dois quarteirões da rua, entre as avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas, abrigarão barracas com artistas, palco com shows, apresentações de contação de histórias e mostra literária. Toda a programação é gratuita.

Realizado em parceria com a Câmara Mineira do Livro e com o Sesc Minas Gerais, o Festival nasceu da ideia de promover as livrarias de rua, que se mantêm como espaço de convivência entre leitores e livros – objetos que, aliás, vão muito além de meros objetos de consumo:

“Livrarias são espaços sentimentais que vivem a literatura e têm grande importância na formação do leitor”, ressalta o vice-presidente da Câmara Mineira do Livro e um dos idealizadores do FLIR, Alencar Fráguas Perdigão.

“O papel da Câmara Mineira do Livro é representar editores, livreiros e distribuidores e agir criativamente na formulação de ações que promovam esses três segmentos da cadeia produtiva do livro. As livrarias de rua precisam ser protegidas e valorizadas não apenas como empresas que geram empregos e pagam impostos ou como importante espaço para as pequenas e médias editoras exporem sua produção, mas também como verdadeiros pontos de cultura, locais de formação de leitores e de encontros que celebram e fortalecem a cultura literária da cidade”, afirma Rosana Mont’Alverne, presidente da Câmara Mineira do Livro.

Segundo a pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, de 2017, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 52,73% dos livros são adquiridos em tais espaços. Os estabelecimentos de rua destacam-se por selecionar obras que valorizam a diversidade da produção editorial do país, além de conceder espaço a pequenas editoras e dar destaque, em vitrines e estantes, a gêneros menos populares e a novos autores.

Durante os três dias do FLIR, além da mostra literária, que reunirá as livrarias Quixote, Ouvidor, Scriptum, João Paulo II, Café com Letras, D’Plácido, A Savassi Livraria, Cia do Livro, Esquerda Literária, Leitura, Livro Arbítrio, Livraria Internacional de Belo Horizonte, Papel de Seda, Paulinas e Livraria de Rua, haverá exposição de artistas e artesãos locais, intervenções artísticas, shows, sessões de narração de histórias e mesas-redondas com inúmeros autores.

O FLIR é uma realização conjunta das livrarias da rua Fernandes Tourinho e da Câmara Mineira do Livro e conta com o apoio da Fundação Municipal de Cultura, parceria cultural do Sesc MG e patrocínio da Unimed BH via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.