Aprendizado e diversão

Gislene Naxara *


São muitos os motivos para envolver os filhos em atividades extracurriculares: elas favorecem o desenvolvimento e habilidades complementares que vão bem além do mínimo exigido por um currículo escolar. De quebra, ajudam a organizar a agenda de toda a família, sobretudo, quando os pais trabalham fora e não contam com um auxílio doméstico para supervisionar as crianças. Mas mesmo para aqueles que estejam em escolas de período integral, podem ter atividades apropriadas para sua fase de desenvolvimento e em equilíbrio com o tempo livre.

É interessante que ao menos parte das atividades extracurriculares não sejam conteudistas e que abram espaço para o lazer e o desenvolvimento de outras habilidades e valores, como convivência social, desenvolvimento motor, sensibilização artística e mesmo diversão pura: o lúdico, o aprender a brincar e se divertir também são importantes na formação de um ser humano emocionalmente pleno, saudável e responsável.

Para os menores, até os seis anos, o fator lúdico deve ser preponderante. Seja em esportes, cursos de idiomas, musicalização infantil, dança e outras atividades, não é hora ainda de submeter os pequenos a regras complexas e competitividade. É o momento de expandir repertório, fortalecer o autoconhecimento do corpo e desenvolver habilidades básicas. Atividades mais livres e flexíveis, que deixem espaço para a experimentação, são ricas e agradáveis. Tempo de recreação precisa ocupar uma boa parte da agenda nessa fase.

Em outras faixas etárias as atividades extracurriculares podem ser mais direcionadas, coordenando variáveis como o interesse das crianças, o cardápio de cursos e atividades disponíveis e a possibilidade de formar uma agenda razoável, que não deixe essa segunda jornada excessivamente desgastante. Mesclar algo que se afaste do currículo, como oficinas de culinária, marcenaria ou arte, desde que dentro do campo de interesses, pode ser uma forma de relaxar de exercícios de performance mais mensurável. Os especialistas em educação recomendam atividades no máximo três vezes por semana – caso a própria criança queira, peça e esteja confortável, um aumento na frequência é possível.

A inserção de atividades recreativas não deve ser deixada de lado: são aquelas que promovem bem estar e satisfação pessoal, flexibilidade e aliviam o estresse. Os pais devem estar atentos em um equilíbrio entre apresentar novas possibilidades e respeitar gostos e escolhas pessoais dos filhos, já que talentos e pendores naturais começam a se tornar evidentes, assim como a tendência de preferir atividades que possam ser feitas junto com os colegas de classe.

É importante tratar o tempo livre como um elemento tão importante e digno de atenção na agenda quanto o conteúdo curricular e extracurricular. É o momento de descansar, de aprender a lidar com o ócio, de processar internamente todas as informações das atividades semanais e de buscar outras não programadas.

As atividades extracurriculares são importantes e prazerosas para as crianças e, dada a rotina profissional atribulada dos pais, tornam-se uma necessidade para muitas famílias. No entanto, não se pode sobrecarregar a criança com excesso de compromissos, tornando sua agenda semelhante à de um executivo. Pais e filhos podem trabalhar juntos para construir uma rotina funcional para todos, mas que não deixe de incluir uma boa dose de tempo livre, sem atividades dirigidas.

Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha (SP), Gislene Maria Magnossão Naxara atua na área de educação há 32 anos. Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Mackenzie, cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias na Rede Salesiana. Atualmente realiza mestrado na PUC-SP na área de Educação e Currículo.

“Menina palavra”

Lançamento da Paulus Editora explora uma das coisas mais marcantes da infância, que é a descoberta das palavras.

 

a-menina-231x300Descobrir a magia das palavras  é uma vitória para a criança que começa sua vida estudantil. O fascínio pela escola é importante para o seu desenvolvimento e o incentivo nessa fase é fundamental para seu sucesso.

O livro “Menina Palavra” conta a história de uma menina que começa frequentar a escola e acha tudo muito grande _ o espaço, a professora, a sala de aula _ em comparação a ela que é tão pequenina. Mas a menina vai, aos poucos, se acostumando e percebe o quanto é bom descobrir e aprender coisas novas.

“Menina Palavra”, a personagem, viveu intensamente as descobertas que a escola lhe deu até que chegou o momento de seguir outros caminhos. Mas ela continuou aprendendo e levou as palavras pelo mundo, escritas ou faladas, para quem quisesse ouvir.

A autora, Lúcia Fidalgo, acertou no conteúdo e na forma de contar a história. A linguagem alegre acompanha a ilustração que além de muito colorida é imaginativa, fantasiosa e criativa, do jeito que criança gosta. O livro faz parte da coleção Arteletra, que conta ainda com outros títulos que colaboram com o desenvolvimento do público infantojuvenil.

Lúcia Fidalgo é escritora, contadora de histórias do Grupo Morandubetá, bibliotecária, mestra em educação, professora da Universidade Santa Úrsula e pesquisadora do Aleph-UFF. Nasceu no Rio de Janeiro e desde pequena gosta de ler, contar e ouvir histórias e mais histórias que hoje ela compartilha com seus leitores. Lúcia foi autora revelação no ano de 1997, com o livro Menino Bom, prêmio recebido da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

“Menina Palavra” foi ilustrado por Elma, tem 24 páginas, custa R$ 33,00 e pode ser adquirido no site da editora https://www.paulus.com.br/loja/menina-palavra_p_1525.html

Aplicativo para assistir vídeos na Apple TV

207950_432310-Apple-TVHoje, eu vou informar sobre um tema diferente da literatura infantil, mas que pode, sim, oferecer uma oportunidade do usuário ter contato com clássicos literários: um serviço de streaming chamado Looke, que é mais uma possibilidade de acessar conteúdos digitais pela TV. Vou explicar: streaming significa ouvir música ou assistir a um vídeo em ‘tempo real’ em vez de baixar um arquivo e vê-lo mais tarde.

Lokke é uma plataforma de distribuição de conteúdo digital de vídeos por streaming. A novidade é que essa plataforma está lançando seu aplicativo para a Apple TV. Com esse app, usuários poderão pesquisar filmes e séries do streaming no dispositivo e assistir aos títulos pela televisão. Também está disponível na Apple TV o aplicativo Looke Kids, espaço de streaming para vídeos infantis.

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Nesta última semana, Looke,  serviço brasileiro de streaming de vídeos sob demanda, lançou o seu aplicativo para os dispositivos da Apple TV. Agora, o usuário poderá assistir aos filmes e séries do Looke também pelo app. É só pesquisar por “Looke” na App Store dessa plataforma.

A novidade está disponível somente para reprodução de títulos. As transações, compras e assinaturas devem ser feitas através do site, aplicativos Android ou iOS, e TVs conectadas.

Segundo Luiz Bannitz, diretor de Conteúdo e Novos Negócios do Looke, “a entrada do Looke na Apple TV consolida nosso objetivo de garantir maior acessibilidade ao nosso usuário assim como, aos usuários de serviços de streaming na Apple TV, que contam com mais um serviço disponível”.

ViewImage.aspxDentro da Apple TV, o Looke conta ainda com o aplicativo do Looke Kids, que é um espaço de streaming de vídeos direcionado para o público infantil totalmente seguro e exclusivo para assinantes.

A plataforma Looke conta com mais de 14 mil vídeos em seu catálogo. Entre os destaques mais recentes, encontram-se filmes recém-saídos do cinema e que concorrem ao Oscar, como “Nasce Uma Estrela”, “Bohemian Rhapsody”, “O Primeiro Homem”, “Os Incríveis 2”, “Ilha dos Cachorros”, “Jogador Número 1” e “Han Solo – Uma História Star Wars”, além de outros sucessos de bilheteria como “Venom”, “Podres de Ricos”, “Pé Pequeno” e “A Freira”.

O Looke, serviço de streaming de vídeos on demand, é a forma mais simples de assistir a filmes e séries de TV sem sair de casa. A plataforma permite compra, locação ou assinatura e apresenta mais de 13.000 títulos de todos os gêneros à sua escolha, incluindo produções recém-saídas dos cinemas, clássicos, documentários, lançamentos, animações e até shows musicais.

Mais informações consulte o link  https://www.looke.com.br/kids

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Jean-Claude Alphen: livros ajudam a criança empreender sua jornada particular pela vida

Jean-Claude Alphen: “livros para a infância podem ser literatura com um grande L!”

Jean-Claude Alphen: “Livros para a infância podem ser literatura com um grande L!”

 

O entrevistado de hoje, Jean-Claude Alphen, já ilustrou mais de 100 livros e é autor de 30. Ele é brasileiro, carioca, mas foi criado na França, onde viveu até os 11 anos de idade. Voltou para o Brasil, formou-se em Publicidade e Marketing pela ESPM e também em Artes Plásticas na FAAP, trabalhou como ilustrador no Marco Zero e no Jornal da Tarde até se tornar ilustrador de literatura infantil, primeiro, dos principais autores brasileiros e mais tarde de seus próprios livros infantis. Atualmente, ele está no Canadá, preparando o lançamento de quatro de seus livros e onde começa a trabalhar para as editoras locais em 2020. De imediato, lança a versão canadense de “Adélie”, um dos seus livros preferidos, pela Editora D’eux. Jean-Claude foi laureado por nove vezes, como autor, com o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional de Literatura Infantil e Juvenil.  Recebeu também o prêmio da Revista Crescer, o Prêmio literário Glória Pondé da Fundação Biblioteca Nacional e foi por cinco vezes o finalista do Prêmio Jabuti e vencedor em 2017 com “Adélia”.

 

 "Pinóquia", livro do PNLD literário, escrito e ilustrado por Jean-Claude, lançamento da Melhoramentos Editora

Página de “Pinóquia”, livro do PNLD literário (Programa Nacional do Livro e Material Didático), escrito e ilustrado por Jean-Claude, lançamento da Melhoramentos Editora

 

Rosa Maria: Desde quando escreve e ilustra livros de literatura infantil?

Jean-Claude: Ilustro há 30 anos e escrevo há mais de 15. Mas publicar mesmo meus próprios livros para a infância só mesmo a partir de 2007.

 

RM: Como a literatura infantil entrou na sua vida?

JC: Eu comecei a ilustrar livros escolares e via que era bem legal ilustrar livros de literatura. Era o caminho natural. Ilustrei mais de 100 livros de todos os autores… Quase todos. E pensei que poderia também me arriscar como autor.

 

RM: Comente um pouco sobre a sua formação em literatura infantil.

JC: Sou autodidata. Nunca fiz curso de desenho nem de escrita. Gosto de pensar (mesmo que possa estar errado), que isso não me engessou. Eu ilustrava mãos de quatro dedos e me corrigiam nas editoras de livros didáticos. Isso faz um bom tempo. Aprendi muito com isso, mas também me engessou no meu traço. Hoje, faço mãos com 3, 4 dedos e ninguém percebe. O que vale mesmo é a narrativa visual casada com o texto. O resto é secundário.

 

RM: Vamos falar de números? Quantos livros já escreveu? Quantos livros já ilustrou? Quantos personagens já criou e quais são eles?

JC: Já ilustrei mais de 100 e escrevi 30 livros. Não dá pra falar de todos eles, mas gosto muito do “Otávio não é um porco-espinho” e de “Adélia”. São meus preferidos. Mas todos são meus filhos e gosto de cada um deles do jeito que são.

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RM: Quais são seus livros só de imagem e como analisa esse tipo de obra para crianças?

JC: Tenho alguns. É muito complicado publicar livros assim no Brasil. Normalmente naufragam. Tem que ter texto pra dar certo. Fiz um livro chamado “Escondida”, Edições SM, do qual gosto muito. Os animais estão na mira da extinção agora e era minha homenagem ao risco que correm. Fiz girafas, elefantes, guepardos… etc. Mas estão todos desenhados de forma acadêmica, bem realistas. E é um livro-imagem do qual me orgulho muito.

 

RM: Sua obra tem algum alinhamento político ou filosófico?

JC: Tem. Sou defensor ferrenho da ecologia e dos animais. Ilustro o que posso de natureza e de bichos. Se isso faltar, não estaremos mais num planeta habitável. Gosto também de abordar temas de psicologia nos meus livros. Tudo baseado na necessidade da criança empreender a sua jornada particular pela vida. Gosto de abordar, sobretudo, a questão da identidade, da fabricação da identidade na criança que vai influenciar e moldar o futuro adulto que ela será. Gosto de tocar no assunto da transformação, dessa metamorfose de criança em algo a mais. Não acredito que a criança suma. Num livro meu antigo eu dizia “adultos são crianças que cresceram pra cima…”e que muitos fazem de conta que não são mais crianças.”

Página do livro "Talvez eu seja um elefante", Editora Melhoramentos

Página do livro “Talvez eu seja um elefante”, Editora Melhoramentos

RM: Como tem sido o seu “diálogo” com as crianças?

JC: Vou para as escolas não tantas vezes como eu deveria, porque isso na verdade tem que ser feito a conta-gotas. Mas adoro ter este contato direto. Me transformo em um deles. Mas claro que tenho minha responsabilidade de autor adulto. Que sou. A criançada é toda igual: crianças de favelas ou dos bairros mais privilegiados. Depois, aí não é mais minha faixa etária. Trabalho livros para crianças até no máximo 10 anos. Já vi fotos de turmas de crianças de 10 anos que já se formaram e que disseram que lembram até hoje do dia em que fui à escola delas. Então, deve ter sido bom pra elas também, né?

 

RM: Certamente foi muito bom para elas, sim, Jean.  Como avalia o progresso da literatura infantil no Brasil?

JC: Não me sinto apto para avaliar o trabalho de outros colegas. Isso quem tem que fazer são os críticos.

 

RM: Quais são seus planos para 2019?

JC: Em 2019, estou meio que partindo pra um voo mais longe. Estou trabalhando para o Canadá. Vou ilustrar livros para uma editora de lá. E vendi livros da minha autoria também. Aqui está complicado publicar mais. O mercado está ruim e temo pelo futuro dos livros para a infância. Temo que possamos perder a liberdade essencial de falar, de expressar com liberdade o que queremos que as crianças leiam. Por isso, acho bom começar a publicar fora também. É uma consequência natural tentar ser reconhecido também fora do seu país. Obrigado pela oportunidade de falar com quem se interessa por literatura. Porque livros para a infância podem ser literatura com um grande L!

Coleção Salamandra assinada por Jean-Claude com a série "A outra história de"

Coleção Salamandra assinada e ilustrada por Jean-Claude com a série “A outra história de” e outros livros de sua autoria

Senhoras e senhores pulem num pé só

Lauro Schvarcz *

Cantigas, contos e parlendas infantis sempre me fascinaram: de riquíssimo conteúdo, podem e devem ser lidos em mais de um nível, para além da superfície da literalidade; ostentam belas formas, com rimas, parágrafos curtos e densos, musicalidade. São horizontes sempre abertos a diferentes interpretações, das mais fugazes às mais patológicas. São (ou eram) o contato primevo das crianças com as mazelas da vida, com o enfrentamento hipotético das adversidades, com o reconhecimento das diferentes possibilidades de caráter e de conduta dos seres humanos.

Desde tenra idade, a literatura infantil nos revela o complexo fenômeno da vida visto de diversos ângulos. O motivo pelo qual ela nos chega tão modificada de seus originais permanece, para mim, incerto, e desconheço a justificativa intelectualóide contemporânea para a omissão de trechos “frios e desumanos”.

Outrora abandonados pelos pais, hoje se diz que João e Maria se perderam no bosque. A vovozinha de Chapeuzinho Vermelho, despedaçada a dentadas pelo lobo, foi reencontrada viva e inteira na barriga do animal. Ou pior: o Ministério da Educação e da Cultura vem distribuindo o tosco livreto de Chico Buarque em que a Chapeuzinho agora Amarelo não mais precisa ter medo do Lobo, que acaba virando um Bolo. Rapunzel havia sido dada à feiticeira por seu próprio pai por um punhado de rabanetes e o príncipe termina a história cego ao cair da torre: hoje, a bruxa rouba Rapunzel e o príncipe é um idiota dublado por outro idiota…

O fantástico mundo de chocolate do cinema americano tem lançado mão desses clássicos modificados, em que meninos e meninas surgem como soldados especialistas em artes marciais e detentores de poderes especiais. E, nesse saco de gato, a literatura infantil vai se confundindo com filmes de super-heróis e de automóveis-robôs que chegam às salas de cinema e que têm, por público-alvo (acreditem!), adultos!

Desse modo histriônico, as antigas histórias infantis vêm perdendo sua forma e tendo seu conteúdo interpretativo reduzido, achatado à superfície lisa do texto literal e submetido à imagem desencantadora dos efeitos computacionais. Ícones infantis e lixo cultural adulto estão se confundindo numa trama diabólica, em que parlendas são substituídas por letras de funk, princesas lutam por independência financeira e príncipes fazem parte do núcleo cômico da história. Quais arquétipos estamos tentando, com toda gana e ranger de dentes, destruir? Não seria mais honesto deixar isso às claras? Seria o beijo que acorda Aurora de seu sono de cem anos um beijo icônico, objeto de leitura alegórica, ou um mero caso de assédio e questão de consentimento sexual?

Abóboras se acomodando e vaca indo pro brejo, muito me surpreende que ainda seja lícito às crianças recitar cantigas e parlendas com letras assustadoras, descriminatórias e violentas, como no claro caso de machismo heteronormativo em “Um homem bateu em minha porta e eu abri” ou na incitação ao crime em “Lá em cima do piano tinha um copo de veneno, quem tomou morreu, o azar foi seu”…

 

* Lauro Schvarcz é médico Internista e Pneumologista do Hospital Universitário de Santa Maria (RGS), pai e ‘homeschooler’

“A menina que amava os bichos”

Em Beagá, hoje tem lançamento de livro infantil com narração da história de uma criança que defende a importância da preservação da natureza.

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Com uma caminhada de quase dez anos levando o seu projeto de incentivo à leitura a praças e comunidades de Belo Horizonte, através do “Santa Leitura: uma biblioteca a céu aberto”, Estella Cruzmel está preparada para lançar pela Páginas Editora o seu segundo livro infantil: “A menina que amava os bichos”. O evento de lançamento é hoje,6 de fevereiro, das 19h às 22h, no Café Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia 2244 – Piso 5) e contará com a presença dos personagens do livro e da autora. O livro custa R$ 32,00.

Na oportunidade, o escritor e contador de histórias Pierre André, voluntário e parceiro do projeto “Santa Leitura” desde outubro de 2013, irá narrar a história do livro, dando destaque ao amor, aos cuidados com os animais e com toda a natureza.

“A menina que amava os bichos” é um livro infantil que conta a história de Daya, uma criança apaixonada pela natureza, que deixava os pais de cabelo em pé ao querer levar para casa todos os animais que encontrava pela rua. Hoje, aos trinta e sete anos, casada e mãe de uma garotinha, continua preocupada e comprometida com a vida no planeta.

A ideia do livro nasceu através de um pedido de uma das seguidoras e apoiadoras do “Santa Leitura”. “Foi com grande emoção que recebi o pedido da participante do projeto para escrever um livro em homenagem a sua neta Daya e para chamar a atenção aos abusos contra a natureza”, comenta Estella. “O livro levará a criança e o adulto a uma grande reflexão sobre o amor com que se deve tratar o planeta”, completa.

O livro traz também o trabalho da ilustradora Mariana Tavares e tem na contracapa a marca registrada de mais um parceiro do projeto “Santa Leitura”, o padre Márcio Ribeiro de Souza. Cabe a ele a escolha das mensagens do papa Francisco, de acordo com o contexto de cada obra escrita pela autora. Assim como o “O nascimento de Benjamin”, primeiro livro infantil escrito por Estella, lançado em 2018, a obra “A menina que amava os bichos” foi cuidadosamente confeccionada pela Páginas Editora.

Além de idealizadora e coordenadora do projeto “Santa Leitura”, que leva entretenimento, literatura e diversão a diversos pontos de Belo Horizonte, Estella Cruzmel é membro da diretoria da Associação de Jornalistas e Escritores em Minas Gerais, da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, da Academia Mineira de Belas Artes e da Confraria de Poetas de Belo Horizonte.

Um novo livro já está no forno e Estella Cruzmel já está escrevendo uma nova obra. Dessa vez, o cenário é uma aldeia de pescadores e, através de contos, a autora pretende dar voz a esses trabalhadores que têm tantas histórias para contar! Com a ajuda do Chita, presidente da Colônia dos Pescadores de Búzios, Estella já está colhendo depoimentos que serão a base do livro.

Informações: (31) 3412-5669

Escola de Magia e Bruxaria

Sucesso entre crianças e adultos, a famosa escola inspirada no mundo dos bruxos marca presença este mês no Rio de Janeiro.

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

A  magia vai tomar conta do Centro da Cidade Maravilhosa. A Escola de Magia e Bruxaria chega ao Bossa Nova Mall trazendo uma série de atrações. Até o dia 17 de fevereiro os fãs vão vivenciar uma verdadeira imersão em um mundo mágico da fantasia.

Instalada em um castelo de 6 mil m² em Campos do Jordão, a Escola de Magia e Bruxaria do Brasil terá seu cenário reproduzido no Bossa Noval Mall. Os visitantes vão encontrar no espaço atividades lúdicas e competição entre grupos, vivendo a experiência de serem alunos de uma escola mágica, com conteúdo original e participando de jogos e brincadeiras como Argobol, Qwizard e Cosplay.

Entre as atrações está um bate-papo com o youtuber Thiego Novais, do canal Observatório Potter. As atividades têm entrada gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto açúcar e sal) ou uma lata de leite em pó. As aulas e oficinas estão sujeitas a lotação e o agendamento é por ordem de chegada no local.

Veja a programação

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– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Jogo “Qual é o Bruxo?” (19h)

 

6/2

– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Realidade Virtual – VR (19h)

 

7/2

– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Qwizard – Jogo de perguntas e respostas sobre o universo mágico (19h)

 

8/2

– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Enigma – Jogo ao estilo Caça ao Tesouro (19h)

 

9/2

– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (10h às 22h)

– Duelo de Feitiços (10h às 22h – a cada 1h30)

– DIY – Oficina de imã de geladeira da maleta mágica (14h)

– Enigma – Jogo ao estilo Caça ao Tesouro (19h)

 

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– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (10h às 22h)

– Duelo de Feitiços (14h)

– Concurso Cosplay (16h)

– Qwizard – Jogo de perguntas e respostas sobre o universo mágico (18h)

 

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– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Realidade Virtual – VR (19h)

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13/2

– Exposição com loja e cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Jogo “Qual é o Bruxo?” (19h)

 

14/2

– Exposição com loja, cenários para fotos e xadrez bruxo (12h às 21h)

– Realidade Virtual – VR (19h)

 

15/2

– Exposição com loja, cenários para fotos e xadrez bruxo (10h às 22h)

– Duelo de feitiços (A cada duas horas entre 10h e 22h)

 

16/2

– Exposição com loja, cenários para fotos e xadrez bruxo (10h às 22h)

– Realidade Virtual – VR (11h)

– Jogo “Qual é o Bruxo?” (14h)

– Bate Papo com o Youtuber Thiego Novais, do canal Observatório Potter

– Qwizard – Jogo de perguntas e respostas sobre o universo mágico (19h)

 

17/2

– Exposição com loja, cenários para fotos e xadrez bruxo (10h às 22h)

– Duelo de feitiços (14h)

– Qual é o sabor do feijão? Gincana para descobrir o sabor da bala de todos os sabores da marca Jelly Belly (16h)

– Qwizard – Jogo de perguntas e respostas sobre o universo mágico (18h)

 

 

Vamos ouvir histórias?

Projeto de incentivo à leitura une magia dos livros e contação de histórias no Minas Shopping, de Belo Horizonte, neste domingo, 3 de fevereiro.

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Ouvir uma boa história é uma das atividades que mais desenvolve a imaginação e criatividade das crianças. Por isso, neste domingo, 3 de fevereiro, é dia de levar os pequenos para embarcarem no mundo da literatura com os contadores Aline Medeiros e Túlio Rocha, do projeto “Era Uma Vez – Oficina de Contação de Histórias”. A dupla narra histórias conhecidas e passadas de geração em geração.

A cada edição do projeto, que é uma parceria entre o Instituto Gil Nogueira (IGN) e o Minas Shopping, uma nova história é apresentada ao público, proporcionando uma divertida opção de lazer em família. A atividade terá início às 14h, no Piso 1 do Minas Shopping, em frente à loja Leitura. Toda a programação é gratuita, mas as vagas são limitadas. Outras informações no site www.minasshopping.com.br.

As histórias apresentam desfechos engraçados, com lições que se encaixam perfeitamente como aprendizado para toda a vida. “Não diga isso, Zeca” conta a história de um menino, que depois de ser corrigido pela mãe, se esforça para falar sempre a coisa certa, mas parece dizê-la sempre na hora errada. A mãe manda o Zeca comprar repolho. “Eca!”, ele responde. “Não diga isso, Zeca!”, ensina a mãe. Será que uma hora ele acerta?

No conto “Como Pipas no Céu”, as crianças vão embarcar em uma aventura com o personagem Carlinhos. Filho único, o menino adora brincar com seu videogame, mas sente-se sozinho, pois seus pais trabalham muito e não têm tempo para brincar com ele. Em uma viagem inesperada ao sítio de seu avô, Carlinhos vai descobrir o caminho para realizar seu maior sonho: voar. A história brinca com a imaginação das crianças e resgata a magia dos livros.

A atividade oferece um momento de diversão para que as crianças interajam com os contadores e compartilhem uma tarde agradável ao lado dos pais ou responsáveis.

“Narizinho arrebitado”

Mauricio de Sousa & A Turma da Mônica lançam o primeiro livro infantil adaptado do original de Monteiro Lobato.

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No ano em que a obra de Monteiro Lobato entra em domínio público, a turma mais amada pelas crianças e jovens do Brasil chega às livrarias para contar a primeira história infantil escrita pelo pai de todos os leitores: Monteiro Lobato.

Com ilustrações de Mauricio de Sousa, “Narizinho arrebitado”, agora publicado pela Girassol Brasil Edições, traz para o jovem leitor as primeiras peripécias da neta de Dona Benta, Lúcia, prima de Pedrinho, também conhecida por Narizinho. “Narizinho tem 7 anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer bolinhos de polvilho”.

Em “Narizinho arrebitado”, Monteiro Lobato apresenta o universo lúdico e fascinante do Sítio do Picapau Amarelo, onde fica a casa de sua avó, dona Benta, a partir das andanças de uma Narizinho mais do que simpática (nossa já conhecida Magali),sempre acompanhada de sua inseparável amiga, a tagarela boneca de pano Emília (aqui, vivida pela carismática Mônica).

Na beira do rio e no Reino das Águas Claras, Lúcia (ops, Narizinho) faz o que mais gosta: fica em contato e interage com a natureza, com os peixes e tudo que a cerca. É por ali que vive momentos lúdicos e inesquecíveis com o Doutor Caramujo – com o Príncipe Escamado, rei do Reino das Águas Claras – até ser chamada por Tia Anastácia para voltar para casa e reencontrar sua querida avó.

É uma aventura atrás da outra e a turma que Narizinho conhece não para por aí: a famosa barata, Dona Carochinha (e suas histórias que não terminam), o Maestro Tangará, o sapo Major Agarra, o Fura-Bolos e a renomada costureira francesa (Dona Aranha) trazem ao dia a dia de Narizinho momentos inesquecíveis e que criança alguma é capaz de se esquecer. No entanto, o maior desafio de todos estava por vir: salvar sua boneca e melhor amiga Emília, que ainda nem fala, de ficar cega….

O livro é uma adaptação de Regina Zilberman para o original de  Monteiro Lobato. Regina é licenciada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorada em Romanística pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Seus estágios de pós-doutorado foram realizados na University College (Inglaterra) e na Brown University (Estados Unidos). É professora adjunta do Instituto de Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e pesquisadora 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Autora de diversas obras, entre elas Como e por que ler a literatura infantil brasileira (2014) e Literatura infantil brasileira: uma nova outra história (2017), é uma das maiores especialistas brasileiras em Monteiro Lobato.

Fundada no ano 2000, a Editora Girassol Brasil nasceu com o objetivo de levar a crianças e jovens leitores livros com altíssima qualidade editorial e gráfica, que pudessem despertar o interesse pela leitura, além de também proporcionar momentos de diversão. Hoje, a editora tornou-se referência no mercado editorial. Com mais de três mil obras publicadas ao longo de sua história, a Girassol Brasil publica obras educativas e interativas, como contos de fadas, fábulas, literatura infantil e de estudo e pesquisa.

Os livros também são conhecidos pelo primoroso acabamento: pop-ups, com abas, som e cheiro, que encantam crianças e jovens. Com muita responsabilidade e dedicação, a editora busca constantemente se renovar e ter sempre em seu catálogo obras com as mais modernas tecnologias do mundo gráfico a favor do estímulo à leitura. São mais de 120 títulos ao longo de 11 anos de parceria entre a Girassol e a Mauricio de Sousa Produções.

Turma da Mônica – “Narizinho arrebitado”

Autor: Monteiro Lobato

Adaptação: Regina Zilberman; ilustrações: Maurício de Sousa

Apresentação na orelha: José Vicente – Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares

Girassol Brasil

64 páginas; preço: R$ 34,90

Na casa do livro habita a palavra

26230221_1777122492298621_7345037740990890289_nEsta semana, eu conheci um lindo texto, através da neuropsicopedagoga, amiga virtual Eliane Maria Fernandes Campos, que publico abaixo para os leitores do blog. Esse texto é de autoria da poeta e escritora de Santa Catarina, Nic Cardeal, (FOTO) que descreve as sensações e responsabilidades de se frequentar uma livraria. Quem já pensou nisso? Pois lendo as reflexões de Nic Cardeal, entendi muitas das experiências por mim vividas nas livrarias físicas. Livraria é um local mágico, de uma atmosfera que nos faz flutuar em meio às propostas e fantasias que parecem se soltarem de dentro dos livros e nos envolver.

 

“Frequentar uma livraria exige respeito. Carinho e cuidado. Muita paixão. Também é preciso indignação. Ternura. Coragem. Gratidão.

É preciso fazer-se nu perante o mundo. Despir a roupa da alma. Para depois preenchê-la. Com amor – às palavras. “Tem que ter paixão por palavras. E viajar por estados de dicionários. Mundos de dicionários” (*).

Na casa do livro habita a palavra. Por isso exige silêncios. Uma livraria é como um berçário. Livros adormecem (e meditam) em livrarias. Acordam nas prateleiras. Aguardando novos lares. Livros são como filhos. De diversos pais – e lugares.

Frequentar uma livraria pede disciplina. A um só tempo, boas doses de anarquia. Encantamentos. E brincadeiras. Porque “um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar” (**)…

É bom estar sóbrio em uma livraria. Bêbado de tanta vida sendo sorvida. “Tem que seguir a trilha dos mestres antigos. Aqueles caminhos cheios de mistérios por onde andaram Andersen, Lewis Carroll e os Irmãos Grimm. Qualquer passeio tem que durar Mil e Uma Noites” (***).

Não há como entrar em uma livraria e sair ileso. Sem ser contagiado pela paixão por palavras. No arado da linha a palavra trabalha. Carrega pedras. Faz esculturas. Abre sulcos profundos no fundo da terra. Descobre fontes de água. Pode ser doce, salobra, salgada. De chuva, de bica, de poço, de poça.

Pode estar longe, guardando saudades, na seca árida da falta. A palavra dorme, acorda. Sonha presenças na curva da estrada. Traz horizontes pra bem perto da gente. A palavra – poção mágica.

Anjo, bruxa, alegrias imensas ou miúdas. Dores intensas, moídas. Personagens passeiam nas prateleiras de uma livraria. Sentimentos ligeiros. Emoções escondidas entre gavetas. Olhares profundos. Gargalhadas inusitadas. Brincadeiras de crianças.

Gnomos travessos, fadas estudiosas, lamparinas preguiçosas. Tudo é possível, passível, impossível, imprevisível, imprescindível em uma livraria – a guardadora das palavras…

Sair de uma livraria exige cuidado. Jamais sairemos iguais. Sairemos maiores, mais vastos, outros – até a próxima virada de página do livro – da vida!”

(* e ***) Stella Maris Rezende, in: ‘Esses Livros Dentro da Gente’, Rio de Janeiro: Casa da Palavra: 2007).
(**) Rubem Alves, na internet.