Bate-papo no Fórum das Letrinhas

A história do livro “VoVó inVenta palaVras” é um incentivo para que as famílias se preparem para cuidar dos seus idosos

A história do livro “VoVó inVenta palaVras” é um incentivo para que as famílias se preparem para cuidar dos seus idosos

Vovós e vovôs serão o tema de um bate-papo entre eu, autora do livro “Vovó inVenta palaVras” (Editora Páginas), e Mônica de Ávila, autora de “A menina e suas 3 avós” (Editora Scortecci) e “O alfabeto, os nomes e o tempo” (Editora AAAtchin), que foi idealizado pela curadora Tereza Gabarra para o Fórum das Letrinhas, evento que compreende a programação de literatura infantil do Fórum das Letras.

O bate-papo será em Ouro Preto, nesta sexta-feira, dia 24/11, de 14:00 às 16:00 horas, na Fiemg, Praça Tiradentes, e dele podem participar as vovós e vovôs, estudantes, educadores e pessoas interessadas no tema. A programação do Fórum das Letrinhas é gratuita.

Atualmente, a convivência com os idosos têm pedido muitas atenções e a leitura é o caminho mais eficiente para orientar as famílias. Pretendo basear minha apresentação em fatos reais para demonstrar como a população de idosos vem crescendo e a importância de todos aprenderem a conviver com essa realidade.

capa - CópiaA história do meu livro “VoVó inVenta palaVras”, que foi ilustrado por Maurizio Manzo, é um incentivo para que as famílias se preparem para cuidar dos seus idosos e ainda mostra o quanto é bom poder desfrutar da experiência deles mesmo quando estão acamados e enfrentando dificuldades.

Outras atividades

Ainda nesta sexta-feira, de 9:00 às 10:30 horas, também na Fiemg, será apresentado o livro da Editora Crivinho “O sabiá e a menina”, da autoria de Beth Timponi e ilustrado por Maurizio Manzo. À tarde, de 14:00 às 17:00 horas, no Setor Educativo do Museu da Inconfidência, o ilustrador realiza oficina com o seu livro pela Editora Miguilim “Exercício da Imaginação”.

O Fórum das Letrinhas está sendo realizado desde o dia 13/11 e sua programação se encerra no sábado, 25/11. A programação completa você encontra no link http://www.forumdasletras.com.br/forum-das-letrinhas

 

‘A vida é dura para as crianças também’

O blog publica matéria do jornal O Estado de São Paulo, de 15 de outubro, assinada por Bia Reis e Cristiane Rogério, com a fundadora da Editora Pulo do Gato, Márcia Leite. É sempre bom conferir a opinião dessa experiente profissional da literatura infantil.

Márcia Leite foi professora, escreve para crianças e jovens, publicou mais de 40 livros e fundou a Editora Pulo do Gato – Foto: Divulgação

Márcia Leite foi professora, escreve para crianças e jovens, publicou mais de 40 livros e fundou a Editora Pulo do Gato – Foto: Divulgação

Educadora há 35 anos, Márcia Leite foi professora dos ensinos fundamental e médio. Escreve para crianças e jovens desde 1986 e publicou mais de 40 livros. Em 2011, com Leonardo Chianca, ela criou a Editora Pulo do Gato. Em entrevista ao Estado, Márcia fala sobre a necessidade de levar às crianças livros que facilitem o diálogo sobre temas sobre os quais elas têm curiosidade ou necessidade de diálogo _ mesmo quando esses temas são tristes ou controversos. Leia abaixo trechos da entrevista.

P: Quando vemos o catálogo da Editora Pulo do Gato, impressionam a coragem de tocar em temas tristes e também a maneira como eles são tratados. Abordar esses temas com as crianças e, de certa forma, com os adultos, é uma missão?

R: Acho que a palavra vocação talvez seja mais apropriada que missão. A Pulo tem um DNA muito particular, por ser uma editora independente criada e tocada por dois educadores, autores e editores. Nosso catálogo revela os temas que importam e habitam a pessoa do editor. Pensando assim, o fato de termos livros que falam de direitos humanos, da criança em situações de vulnerabilidade, da guerra e do refúgio vista pelo foco da infância, entre outros, não deve ter sido coincidência e sim consciência da necessidade e importância de obras como essas. Crianças precisam de livros que permitam interlocuções sobre temas que as rondam direta ou indiretamente e sobre os quais têm curiosidade ou necessidade de diálogo. Se alguns temas são tristes, duros, controversos, comoventes, bem, a vida é assim também para as crianças.

P: Ao tratar desses temas, os livros podem tocar os envolvidos de maneira diferente? Acredita que eles repercutem nas famílias e na sociedade como um todo?

R: Se eu não acreditasse não seria educadora. Trabalhei 30 anos em escola, então não dá para ser educadora só de vez em quando, nem editor. Um catálogo é fruto de um percurso de escolhas coerentes. De tentativas, erros e acertos, assim como a educação. O projeto editorial da Pulo tenta dialogar com nossa visão de mundo, que é nunca reduzir e nunca dizer nunca para um tema.

P: O diálogo entre texto e imagem no livro ilustrado pode ampliar a busca poética como forma de abordar assuntos difíceis como Mariana ou refugiados?

R: Um livro ilustrado é um jogo sem regras em que a busca dos sentidos pode acontecer pelas mais improváveis e inusitadas combinações entre as linguagens visuais e verbais, incluindo o projeto gráfico. Quanto mais possibilidades de desvios de rotas, de fuga da obviedade, a mais possibilidades interpretativas o leitor será exposto. A ausência da poética faz com que o tema grite em torno de um discurso unívoco. Num bom livro ilustrado, tudo é pensado para a pluralidade.

P: E por que vale a pena publicá-los?

R: Livros podem fazer diferença na vida das crianças. Elas não têm qualquer dificuldade com temas considerados delicados, controversos ou difíceis. Difíceis são os adultos que precisam ser convencidos de que as crianças não vivem uma realidade paralela à deles. E que têm direito de conhecer e compreender o mundo pelas lentes cuidadosas da linguagem simbólica, na literatura e no livro ilustrado.

Plano Estadual do Livro chega à reta final

Fórum Semeando Letras chega à etapa final com os debates a serem realizados em Belo Horizonte, essa semana. O objetivo é construir o Plano Estadual do Livro de modo participativo, com metas para democratizar acesso a bibliotecas. Inscrições abertas para participação até o dia 21/11.

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Quase a metade da população brasileira (44%) não tem o costume de ler. É o que aponta a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, de 2015, realizada pelo Instituto Pró-Livro. Esse percentual deixou o País na 27ª posição do ranking mundial de leitura, formado por 30 países e liderado pela Índia, conforme comparativo realizado pela empresa norte-americana de consultoria NOP World.

Esse desafio para o País, que começou a estruturar a escolarização apenas no início dos anos 1960, também se reflete em Minas Gerais. Contribuir para o enfrentamento dessa situação é um dos objetivos do Fórum Técnico Semeando Letras – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, que chega a sua etapa final entre os próximos dias 22 e 24 de novembro.

O evento, uma parceria entre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e as Secretarias de Estado de Cultura (SEC) e de Educação (SEE), tem o objetivo de avaliar propostas do Governo de Minas e apresentar contribuições da sociedade civil para a elaboração do Plano Estadual do Livro. Essa ferramenta vai estabelecer metas e diretrizes para o governo nos próximos dez anos, a fim de valorizar o livro e democratizar o acesso às bibliotecas.

A etapa final será realizada no Auditório José Alencar Gomes da Silva. Serão várias discussões em painéis e grupos de trabalho, além da plenária final para a aprovação de sugestões sobre o assunto que constarão em um documento final.

Ampliar o número de leitores

Um dos painéis, no primeiro dia do evento, vai abordar a democratização do acesso e o valor simbólico do livro. A professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ana Elisa Ribeiro, é uma das participantes.

Em sua opinião, quando o assunto é o acesso ao livro, há a necessidade de autores e um circuito de produção eficiente. Ela vai além: “É preciso ter biblioteca, escola, professor bem formado, famílias de leitores e mediação. É preciso chegar às pessoas, sem distinção. Para isso, podem ajudar o livro barato, o abastecimento constante das bibliotecas, a existência de livrarias em todo canto, a boa distribuição, a sobrevivência de editoras e a garantia da bibliodiversidade”, afirmou.

O presidente da Câmara Brasileira do Livro e do Instituto Pró-Livro (IPL), Luís Antônio Torelli, que participa de outro painel do evento, salientou que direcionar ações a pais e professores irá contribuir para ampliar o hábito da leitura. “É preciso capacitar o professor para que ele seja leitor. Dessa forma, vai incentivar alunos”, exemplificou, destacando que o costume da leitura passa obrigatoriamente pela mediação.

Luís Torelli se disse otimista com a elaboração do Plano Estadual do Livro. “É preciso trabalhar a questão nos estados e municípios. Minas lidera a iniciativa”, reforçou.

Ana Elisa Ribeiro comentou que, a médio e longo prazos, o plano poderá organizar melhor as ações da rede do livro em Minas. “Sem uma política clara, as coisas são feitas isolada e aleatoriamente, o que pode privilegiar sempre os mesmos ou simplesmente apagar iniciativas que caberiam em um panorama mais evidente”, disse.

Para o deputado Bosco (Avante), que preside a Comissão de Cultura da ALMG, Minas Gerais avança nas práticas de cultura e educação com o Plano Estadual. “Acredito que esse plano vai nortear as ações para o Estado e, assim, poderemos investir mais em políticas públicas nesta área. A leitura e a escrita são elementos fundamentais para a construção de sociedades democráticas. Por isso, precisamos debater o assunto de forma profunda”, ressaltou.

Etapa encerra processo participativo

O encontro que vai ocorrer na Assembleia finaliza um processo de ampla participação da sociedade em torno da temática dos livros e bibliotecas que incluiu sete encontros regionais, além de uma consulta pública.

Esses encontros percorreram os municípios de Varginha (Sul de Minas), Juiz de Fora (Zona da Mata), Montes Claros (Norte de Minas), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Uberlândia (Triângulo Mineiro), Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e Belo Horizonte.

De acordo com o superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário da Secretaria de Estado de Cultura e coordenador geral do Plano Estadual do Livro, Lucas Guimaraens, os debates nesses locais levantaram diversas demandas. Entre elas, a ampliação do orçamento para investimentos em acervos de bibliotecas públicas, o incremento em tecnologias para novos suportes de leitura como tablets e a previsão de atividades culturais nesses espaços.

“O conceito de bibliotecas não tem relação com um repositório de livros. São, sim, espaços que guardam a memória literária e cultural de um povo por meio da escrita. Mas, precisam alcançar outro significado, o de um espaço de convívio que torna mais afetuosa a relação com a comunidade”, salientou.

Lucas Guimaraens acrescentou que o aperfeiçoamento das propostas do governo irá culminar em um projeto de lei que vai tramitar na ALMG.

Diagnóstico pauta discussões

Um diagnóstico da área em Minas, encabeçado pelas duas secretarias de Estado envolvidas na elaboração do plano, foi consolidado antes de o fórum técnico ter início. O texto também inclui um plano de ação para a melhoria da situação encontrada, embasando todas as discussões do evento. Foram identificados nesse diagnóstico alguns problemas, como a existência de municípios de Minas que não possuem bibliotecas públicas e o baixo número de livrarias no interior do Estado.

O documento “Construindo uma Minas Leitura: retrato das Bibliotecas Públicas de Minas Gerais 2011”, do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais do Estado, elaborado a partir do retorno de 754 municípios mineiros, dos 853, mostra que 726 contam com esses espaços. Sobre a equipe, apenas 14% das bibliotecas públicas cadastradas contam com a presença do profissional bibliotecário. Já pesquisa da Câmara Mineira do Livro, de 2015, citada no diagnóstico, evidencia a concentração de livrarias na região Centro-Sul do Estado, mostrando que o acesso ao livro está ligado ao acesso ao desenvolvimento econômico.

O Plano Estadual do Livro de Minas Gerais estrutura-se em conformidade com o Plano Nacional do Livro e Leitura, que foi criado pelos Ministérios da Educação e da Cultura em conjunto com a sociedade civil organizada em 2006 e instituído em setembro de 2011 por decreto. Nele, há a previsão de que o Plano Nacional seja implementado em regime de cooperação entre a União, estados, Distrito Federal e municípios.

São quatro os eixos norteadores do plano: Democratização do acesso ao livro; Formação de mediadores para o incentivo à leitura; Valorização institucional da leitura e o incremento de seu valor simbólico; e Desenvolvimento da economia do livro.

Esse conteúdo também foi abarcado pelo Projeto de Lei 7.752/17, de autoria do Senado Federal, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita e, agora, aguarda a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

Ouro Preto e Mariana unidas pela literatura

Os ares de Ouro Preto já transmitem poesia com a realização do Fórum das Letras e Fórum das Letrinhas. A programação do primeiro, que enaltece a “poesia como antídoto”, será realizada a partir deste domingo, dia 19/11, até o dia 26/11. Mas a programação infantil do Fórum das Letrinhas já começou e segue até o dia 25/11.

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No ano em que se completam 115 anos de nascimento e três décadas da morte de Carlos Drummond de Andrade, o Fórum das Letras se volta para a obra deste que é um dos maiores poetas brasileiros. Autor, entre muitas outras, de pérolas como “Estampas de Vila Rica” e “Morte das Casas de Ouro Preto”, presentes em Claro Enigma, que evocam sua passagem pela cidade, e do livro “Sentimento do Mundo”, tema desta edição.

“Esse livro tem uma atualidade impressionante nos tempos que correm, no Brasil e no mundo. O que é o ‘sentimento do mundo”, na visão do poeta? Penso que é a dor provocada por uma certa impotência diante das mazelas da humanidade. Contudo, os homens podem se unir para reinventar o futuro, a poesia pode ser o antídoto contra a descrença, o individualismo, a ganância e o ódio. É essa esperança que rege o Fórum das Letras”, afirma Guiomar de Grammont, coordenadora e curadora do evento.Drummond é o grande homenageado do evento.

A homenagem ao poeta contará com a presença do cenógrafo Pedro Drummond, neto do poeta. Ele participará do debate “Vem, Carlos, ser gauche na vida!”, com o escritor Humberto Werneck, que vem se dedicando à biografia do mineiro, a ser lançada em 2018, mediado por Edmilson Caminha. Este também será o nome da exposição montada a partir da parceria cultural com o Sesc, que prepara ainda outras novidades para este ano. Já a trajetória do poeta será lembrada no debate “Sentimento do Mundo – A obra de Carlos Drummond de Andrade”, com a presença do poeta brasileiro Antonio Carlos Secchin, do português Arnaldo Saraiva e do ensaísta Murilo Marcondes de Moura.

O Fórum das Letras acontece entre os dias 19 e 26 de novembro e, pela primeira vez, se estenderá para a vizinha Mariana. A programação do evento está neste link http://www.forumdasletras.com.br/programacao

O Fórum das Letrinhas coordenado pela curadora Tereza Gabarra.

O Fórum das Letrinhas é coordenado pela curadora Tereza Gabarra

As Letrinhas

Essa semana começou o Fórum das Letrinhas coordenado pela curadora Tereza Gabarra. A iniciativa voltada para o público infantojuvenil está beneficiando 1.200 alunos de 22 escolas da rede pública de ensino, com idade a partir de seis anos, além da participação de 350 educadores da comunidade.

“A realização deste encontro foi possível pela união de forças e objetivos entre o Fórum das Letras – Fórum das Letrinhas, a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), a Secretaria Municipal de Educação de Ouro Preto (SME) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)”, explica a co-curadora, Tereza Gabarra.

A programação do Fórum das Letrinhas incluirá ainda atividades voltadas para as crianças e adolescentes. As ações serão realizadas de 21 a 25 de novembro e, na próxima semana, falaremos mais a respeito dela. A programação completa está no link http://forumdasletras.com.br/forum-das-letrinhas

O livro de CS Lewis dedicado a Tolkien

Conheça mais sobre a obra “Cartas de um diabo a seu aprendiz”. Essa é uma leitura indispensável para os fãs de Tolkien, autor de “O senhor dos anéis”; Lewis, de “As crônicas de Nárnia”, e os estudiosos da religião cristã.

view.aspxÉ de conhecimento de todos os admiradores de Tolkien, que o autor tinha uma forte amizade com o companheiro e também mentor C.S. Lewis. O próprio Tolkien o adjetiva como um “grande amigo”, um “fã fiel”, um “admirador”, “infatigável homem”, e um “velho amigo”.

Além dessa amizade, Jack (o apelido de Lewis) foi uma das poucas pessoas que tiveram acesso aos manuscritos de “Silmarillion” e tomou conhecimento de “O Senhor dos Anéis” durante seu processo de escrita. Ambos frequentavam o mesmo grupo de amigos, conhecidos como Inklings, que se reuniam com frequência em Oxford. Além disso, Tolkien teve participação ativa na conversão de Lewis ao cristianismo e seu mundo de fantasia influenciou a criação de “As crônicas de Nárnia”.

Em um texto muito polêmico para a época, C.S. Lewis dedicou o livro “Cartas de um diabo a seu aprendiz” para o companheiro. Tolkien, por acaso, ficou sabendo que o livro era dedicado a ele pelos jornais. Entre muitas pesquisas feitas por biógrafos, há uma concordância de que o tema do livro “Cartas de um diabo a seu aprendiz” não tenha agradado Tolkien.

Em especial, o aspecto religioso da obra, na qual muitos historiadores e estudiosos do autor apontam que o descontentamento foi o fato de Lewis ter utilizado de questões religiosas sérias, ante a visão do autor de O Hobbit, que indicou que assuntos sérios assim não deveriam ser feitos de piada. Mais tarde, Lewis enviou um exemplar a Tolkien, com o seguinte escrito: “Em pagamento simbólico de uma grande dívida”. (Informações retiradas do site Tolkienbrasil.com).

Irônica, astuta, irreverente. Assim pode ser descrita esta obra-prima de C.S. Lewis dedicada a seu amigo J.R.R. Tolkien. Um clássico da literatura cristã, este retrato satírico da vida humana, feito pelo ponto de vista do diabo, tem divertido milhões de leitores desde sua primeira publicação, na década de 1940; agora com novo projeto gráfico, tradução atual e capa dura.

“Cartas de um diabo a seu aprendiz” é a correspondência ao mesmo tempo cômica, séria e original entre um diabo e seu sobrinho aprendiz. Revelando uma personalidade mais espirituosa, Lewis apresenta nesta obra a mais envolvente narrativa já escrita sobre tentações — e a superação delas.

Lançamento: Thomas Nelson Brasil, 224 páginas, R$ 34,90.

Semana do Festival Literário de Araxá

Focado no tema: “Língua, Leitura e Utopia”, o Festival traz para o circuito mineiro de literatura, de 15 a 19/11, em Araxá, vários autores de renome nacional e internacional, inclusive escritores da literatura lusófona, para discutir leitura, literatura e educação. Para 2017, o Fliaraxá mantém o objetivo de contemplar uma programação que espelhe a vocação cultural e artística dos araxaenses, despertando em crianças e jovens o interesse pelos livros e o prazer pela leitura. O evento conta com oficinas, lançamento de livros, sessão de autógrafos, teatro, painéis, saraus, contação de histórias, música, exposição e a grande novidade: o “Diálogos em Espiral”, que pretende desconstruir o velho modelo de debates e mesas, onde o público interage com os autores com mais dinamismo.

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Uma mistura de linguagens, arte e conhecimento irá movimentar Araxá entre os dias 15 e 19 de novembro, palco da sexta edição do Fliaraxá (Festival Literário de Araxá). Com programação variada, que inclui oficinas, lançamento de livros, sessão de autógrafos, teatro, painéis, saraus, contação de histórias, música, exposição e a grande novidade: o “Diálogos em Espiral”, que pretende desconstruir o velho modelo de debates e mesas, onde o público interage com os autores com mais dinamismo. O tema, “Língua, Leitura e Utopia” será o grande eixo de conteúdo onde “a utopia entra como reflexo das possibilidade de transformação social e cultural que o País e o mundo necessitam”, afirma o curador e criador do Festival, Afonso Borges. Pela primeira vez, o evento vai acontecer no Tauá Grande Hotel de Araxá.

O VI Fliaraxá contará com a presença de nomes importantes da literatura lusófona, entre eles, Mia Couto, José Luís Peixoto e Ondjaki.

Nessa edição, o autor homenageado será o moçambicano Mia Couto, que terá uma noite especial no sábado (18/11) debatendo o tema: “Língua, Literatura e Utopia” ao lado da atriz Bruna Lombardi. O patrono será o português José Saramago (In Memorian), Prêmio Nobel de Literatura, em 1998, permissão concedida pela primeira vez em festivais literários pelo mundo. “Teremos uma exposição do livro “O Lagarto”, de Saramago, que foi ilustrado pelo mais importante gravurista e cordelista vivo, o pernambucano J. Borges. Ela faz parte da mostra “Saramago Criança”, um projeto educativo inédito que está sendo produzido pela comunidade estudantil de Araxá.

“O VI Fliaraxá irá consolidar a importância do evento no cenário literário e cultural do Brasil. A proposta é transformar a cidade, durante estes cinco dias, na capital da lusofonia, onde serão acolhidos escritores, atores, músicos e estudiosos da nossa língua. Tudo isso, numa grande sinergia com autores brasileiros que também estarão na programação tanto adulta, quanto infantil”, explica Afonso Borges.

Afonso Borges, o grande 'maestro' do Fliaraxá

Afonso Borges, o grande ‘maestro’ do Fliaraxá

Entre os nomes nacionais presentes estarão: Zuenir Ventura, J. Borges, Bruna Lombardi, Carlos Herculano Lopes, Luiz Ruffato, Ana Maria Gonçalves, Ana Paula Maia, Andrea Zamorano, Carlos Marcelo, Cristovão Tezza, Isabela Noronha, Lucrecia Zappi, Daniella Zupo, Marcia Tiburi, Paulo Scott, Roberto Lima, Pedro Muriel, Jose Luis Goldfarb, Claudia Giannetti, Sergio Abranches, Sergio Rodrigues e José Santos. No festival, o público também vai conferir os “Delírios Utópicos” de Cláudio Prado.

Além deles, o público infanto-juvenil contará com uma programação exclusiva, com a presença dos mascotes do Fliaraxá: Tamanduel e Lobato, e dos autores Alexandre de Sousa (português), Beto Junqueyra, Bianca Santana, Carlos Seabra (luso-brasileiro), Fernanda Takai, Eloar Guazzelli, Jô Oliveira, José Santos, Leo Cunha, Lucrécia Leite, Marco Haurélio, Marlette Menezes, Paula Pimenta, Salatiel Silva, Selma Maria, Silvio Costta e Tiago de Melo Andrade.

Outra novidade desta edição é o “Espaço Araxá Terra das Letras”, que terá como patrono o escritor Dirceu Ferreira. Nele, haverá uma programação especial com autores e intelectuais da cidade, como Luiz Humberto França, Canarinho, Leila Ferreira, Rafael Nolli, Cassio Amaral, Mara Senna, Heleno Alvares, Rodrigo Feres, Dirceu Ferreira, Marlette Menezes, Wagner Matias, Joubert Amaral, Liria Porto, Paulo Henrique Bragança, Lucas Matheus de Souza, César Campos, Vinicius Silva, Glaura Teixeira Nogueira Lima, Annette Akel, Bruno Riffel, João Batista Sena da Costa, José Otávio Lemos e seu filho Pedro, Grupo Fratelo, Fernanda de Oliveira, Augusto Rodrigues, Pedro Gontijo, Fernando Braga, Eduardo Maia, Glayer França Jordão e Armando de Angelis. Além disso, nesse ano, o Fliaraxá terá um espaço de gastronomia.

Durante o festival, o público também poderá participar das oficinas. No escopo estão: Oficina de Prosa, conduzida por Isabela Noronha; Oficina de Brinquedos, organizada pelo Museu dos Brinquedos; e a Oficina Desenhanças – desenho e histórias em quadrinhos, realizada por Eloar Guazzelli. Além delas, terá, ainda, oficina de Micronarrativas (Haicais e microcontos), ministrada por Carlos Seabra; Oficina de Escrita Criativa, conduzida por Marcia Tiburi e Oficina de Criação, ensinada por Paulo Scott.

Na programação também tem espetáculo teatral. A grande atração é “Uma Ilíada”, com atuação e direção de Bruce Gomlevsky. Sozinho em cena, ele revive a tradição dos antigos contadores de histórias em texto que narra a Guerra de Tróia. A montagem é uma adaptação do texto AnIliad, da diretora e do ator americanos Lisa Peterson e Denis O’Hare. O texto original é considerado uma das mais importantes obras literárias mundiais e a “obra fundadora” da literatura ocidental. O espetáculo acontece no Cine Teatro Tiradentes, em Araxá, no dia 17 de novembro. A entrada é gratuita e a retirada de ingressos deve ser feita no credenciamento interno do Fliaraxá, próximo à Sala Minas Gerais, um hora antes da sessão. A classificação é 12 anos.

Nessa edição, o autor homenageado será o moçambicano Mia Couto

Nessa edição, o autor homenageado será o moçambicano Mia Couto

O VI Fliaraxá dará continuidade às linhas traçadas com sucesso em sua quinta edição: forte presença nas escolas, professores e pais, com interlocução junto ao poder público, na área de educação; uma grande livraria que venderá livros a preços reduzidos; o concurso que nesta edição passa a se chamar Prêmio de Redação Maria Amália Dumont “Literatura Nas Escolas”; programação específica e dirigida às crianças e adolescentes para explicar a importância da Lusofonia; e exposição sobre o livro “O Lagarto”, ilustrado pelo gravurista pernambucano J. Borges.

O Fliaraxá é apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito CBMM de Cultura. Todas as atividades têm acesso livre graças à Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com o apoio cultural do Itaú e da Fundação Roberto Marinho. A realização é da Associação Cultural Sempre Um Papo.

Anos anteriores

O Fliaraxá é realizado no município mineiro, desde 2012. A primeira edição teve como tema “Juventude e Experiência” com a presença de 25 autores, reunindo 6 mil pessoas. Em 2013, com o tema “A Viagem na Literatura”, a segunda edição recebeu 44 autores e público de 8 mil pessoas. O terceiro evento, em 2014, com o tema “Leitura para um Mundo Melhor” somou 11 mil pessoas e presença de 39 autores. Em 2015, em sua quarta edição, o tema foi “Imagina o Livro. Imagina a Cidade”, contou com 60 autores e 15 mil expectadores. E, ano passado, na quinta edição, 16.732 mil pessoas participaram do festival, além de 70 convidados. Mais de 100 mil livros foram comercializados na livraria do Fliaraxá, durante os dias do evento, nestas cinco edições. Desde a primeira edição, é realizado um concurso que premia, em dinheiro, as cinco melhores redações de alunos das escolas da cidade, denominado Prêmio de Redação Maria Amália Dumont.

VI Festival Literário de Araxá – Fliaraxá

Data: 15 a 19 de novembro – quarta-feira a domingo – ENTRADA GRATUITA

Local: Tauá Grande Hotel de Araxá – Barreiro – Araxá/MG

Informações: www.fliaraxa.com.br

Redes sociais: Facebook, Instagram e Twitter em /fliaraxá

Como incentivar uma criança a ler?

Christine Castilho Fontelles *

 

Do útero da mãe para o útero da palavra!

É bom lembrar que saber ler não é uma opção na nossa espécie. Ler é uma condição para fazer parte da vida em sociedade.

Saber ler não é instinto. Curiosidade é, em qualquer espécie animal. Movidos pela curiosidade podemos ser levados a ler. E escrever para narrar nossas descobertas.

E para o que não há receita, a “receita” é: ler para crianças desde sempre, por afeto e por direito.

Isto porque, no caso da nossa espécie, mundos inteirinhos são narrados ou inventados pela palavra, sendo que desde o dia em que há uns 6 mil anos atrás os sumérios organizaram tudinho na chamada escrita cuneiforme, nos tornamos a única espécie viva na Terra a seguir pensando, imaginando e escrevendo, e lendo, e pensando, e escrevendo num ciclo sem fim. De histórias de ninar à teoria das espécies passando por romances, nanotecnologia e bibliografias históricas, seja para tratar de revoluções, criar e partilhar utopias nós escrevemos e, para saber o que está escrito, lemos.

Nascidos para ler

A construção da linguagem se inicia no útero materno, como comprovam vários estudos de neurociência. A leitura de literatura é aliada da infância e da trajetória do comportamento leitor, escritor, do ser pensante, crítico, criativo, generoso, humano.

O poeta disse: “saímos do útero materno para ingressar no útero da palavra”. Somos primeiro leitores de ouvir e pouco a pouco nos tornamos leitores de ler.

Logo, os pais devem começar a ler literatura para as crianças desde o dia em que suspeitam que estão “grávidos”. Ou seja: em todo pré-natal a literatura deveria ser recomendada como alimento nutricional da nossa humanidade comum.

A infância deve ser povoada de palavras melódicas e significativas, em grau e quantidade muito superiores às palavras funcionárias, do estilo senta, levanta, coma, durma, quieta!

Inserida na cultura escrita antes de entrar na escola com experiências positivas, lúdicas, interativas, com ofertas de leituras diversificadas para fantasiar, inventar e se expressar será seu “passaporte” no processo de inserção na cultura escrita: seu passaporte para qualquer lugar do mundo.

Então, “toda” é a resposta para a pergunta “qual a importância da leitura literária na formação da criança”.

Um bom caminho seria considerarmos o exemplo do Chile, onde a convicção a cerca da importância e da potência da leitura de literatura integra a política pública nacional de apoio integral à infância.

O programa Chile Crece Contigo preconiza e oferta de livros de literatura às crianças atendidas pela rede pública de saúde.

Como incentivar uma criança a ler? Lendo com e para elas, falando de leituras e criando rotinas prazerosas para esses momentos. Ter um ambiente familiar que incentive leituras será essencial para a formação de um leitor. Com o tempo, aprenderá a recorrer às leituras para dar conta das mais diversas demandas: aprofundar-se sobre um tema, deslocar-se do real, habitar um livro por prazer serão um costume natural.

Os pais que não são alfabetizados ou plenamente alfabetizados também podem incentivar o comportamento leitor dos filhos. Podem folhear juntos um livro ilustrado, podem levar os filhos às bibliotecas e às livrarias… Podem folhear os livros junto com seus filhos e se estes já souberem ler podem pedir que leiam em voz alta para eles…todas estas e outras formas de interação com leituras são fundamentais e enormemente valiosas para a formação leitora, e escritora, das crianças.

E para o que não há receita, a “receita” é: ler para crianças desde sempre, por afeto e por direito.

Fonte: Rede Peteca

* Christine Castilho Fontelles é cientista social formada pela PUC/SP com MBA em marketing pela FIA/FEA/USP. É conselheira do Movimento por um Brasil Literário e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), além de fundadora da Centhral do Brasil, consultoria de projetos de educação para a leitura e escrita. Coordena também a campanha Eu Quero Minha Biblioteca.

“Para Francisco”

imagemNa segunda-feira, dia 13/11, à noite, a publicitária Cris Guerra estará no DiamondMall, na Livraria Saraiva, para lançar uma edição ampliada do livro “Para Francisco”, que foi sucesso de vendas em 2008. A obra conta do recomeço da autora logo após perder o marido Guilherme, em janeiro de 2007, vítima de uma morte súbita. Na época, ela estava grávida de sete meses e decidiu escrever cartas para apresentar ao filho um pouco do pai que ele nunca pode conhecer.

As cartas foram reunidas no livro que ajudou Cris a celebrar o nascimento do filho em meio à morte do marido. “Eu era a mãe mais feliz. Eu era mulher mais triste – uma dor que parecia fadada a nunca mais terminar. Escrever foi minha máscara de oxigênio”, conta Cris.

A edição ampliada, pela Editora Arx, vem com novas cartas emocionantes e as curiosas “Francisquices”, momentos divertidos do seu filho de 10 anos. O livro é como uma máquina do tempo, que permite ao pequeno passar momentos com o pai que lhe falta fisicamente. Apesar da tristeza da perda, não é uma obra sem alegrias. É uma reflexão revigorante sobre a vida.

O êxito editorial foi, além do reinício da vida pessoal, uma porta de entrada de Cris Guerra no mundo da escrita e que já rendeu quatro livros, entre eles, o best-seller “Moda Intuitiva” – resultado do blog “Hoje Vou Assim”. O blog foi também uma forma de recomeçar a vida por meio do corpo, sendo pioneiro da febre do look do dia no Brasil e uma inspiração para centenas de blogs de moda. Agora, as palavras da talentosa mãe vão para as telas de cinema. “Para Francisco” vai virar um filme, com a atriz Débora Falabella fazendo o papel de Cris.

A autora Cris Guerra com seu filho Francisco - Foto: Divulgação

A autora Cris Guerra com seu filho Francisco – Foto: Divulgação

A Incrível Máquina de Livros

Até o dia 10 desse mês, São Paulo recebe a Incrível Máquina de Livros com o objetivo de promover o incentivo à leitura em crianças, jovens e adultos.

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Em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) estão sendo realizadas várias atividades com a Incrível Máquina de Livros, desde ontem até o dia 10. Nestes dias, das 10h às 19h, quem levar um livro novo ou usado em boas condições, poderá trocar gratuitamente por outro exemplar, como um toque de mágica.

Promovida pela Infinito Cultural, a ação tem como objetivo incentivar a leitura em todos os públicos, clássicos da literatura, livros finalistas do prêmio Jabuti (doados pela CBL, parceira do projeto), livros infantis e adultos, dos mais diversos gêneros – serão mais de 5 mil livros inicialmente – estarão dentro da Incrível Máquina para serem trocados, de uma forma simples e lúdica.

Para se ter uma ideia, alguns títulos que estarão na Incrível Máquina: O pequeno Príncipe; O Diário de Anne Frank; Dom Casmurro; Amora; As mentiras que as mulheres contam; Marcelo, Marmelo, Martelo; Harry Potter; Origem; O mundo dos livros; A droga da obediência; Rita Lee: Uma Autobiografia; Onde está a Bruxa; Dragões do Mundo; A confraria do medo; O ensandecido; A Divina jogada; Poemas – Marios de Sá; Quem é ela; Pai não fui eu; O menino misterioso; Simbá o Marujo e Uma breve historia da Humanidade, entre muitos outros, divididos em conteúdos infantis e adultos (com um botão para cada um, respectivamente).

Após esta passagem, a Incrível Máquina de Livros segue para São Bernardo do Campo, Itu e Salto, com ações até 2 de dezembro.

Local de São Paulo: Praça Dom José Gaspar – R. Dr. Bráulio Gomes – República (atrás da Biblioteca Mario de Andrade)

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Carpinejar lança coleção de poemas em BH

O livro “Liberdade na vida é ter um amor para se prender” reúne 80 frases impressas, tal como foram concebidas, com a letra do poeta, em uma edição colorida com páginas descartáveis. Sessão de autógrafos será no dia 7/11, na Saraiva do Diamond Mall em Belo Horizonte.9788581743592 3D

A coleção de guardanapos do poeta Fabrício Carpinejar ganha as páginas de um livro pela primeira vez em “Liberdade na vida é ter um amor para se prender”, que lança pela editora Belas Letras no dia 7/11, a partir das 19h, na Saraiva do Shopping Diamond Mall em Belo Horizonte. A publicação reúne oitenta frases escritas à mão e impressas tal qual como foram concebidas em uma edição multicolorida, que não é apenas um livro, mas também um presente, com páginas destacáveis, que podem ser compartilhadas com outras pessoas, coladas na parede ou o que mais a criatividade do leitor permitir.

Juntas, as frases contam uma história, da turbulência e dos revezes dos relacionamentos à busca pela felicidade, com as cores e as palavras que só a caneta de Carpinejar é capaz de revelar.

Manto dos poetas e dos músicos – como define o autor, nas primeiras páginas do livro – o guardanapo é o papel mais apressado, mais à mão para anotar uma ideia ou memorizar uma rima.

Fabrício Carpinejar - Foto Rodrigo Rocha/Divulgação

Fabrício Carpinejar – Foto Rodrigo Rocha/Divulgação

“Em seu uso, existe uma transgressão, a própria negação de sua utilidade: serve para limpar a boca, só que é redirecionado para resgatar uma frase do alto teor alcoólico e dos riscos de esquecimento da ressaca. Há um paradoxo delicioso em mudar a sua necessidade, pois o guardanapo é destinado ao descarte e acaba servindo para imortalizar instantes imprecisos da língua e declarações ansiosas de paixão. Trata- se de uma trapaça intelectual: o que era para ser fugaz permanece. A eternidade é enganada. O que era para ser amassado e posto fora fica guardado como uma prova de que a noite não foi uma invenção, muito menos os amores”, escreve.

“Liberdade na vida é ter um amor para se prender”, 80 páginas, chega às principais livrarias do país ao preço de R$ 34,00. Também é possível adquirir pelo site da editora, na pré-venda: https://belasletras.com.br/produto/liberdade-na-vida-e-ter-um-amor-para-se-prender/.

Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista, cronista e um dos escritores brasileiros mais premiados de sua geração. Recebeu, entre outros, os prêmios Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Olavo Bilac e o Jabuti. Publicou mais de vinte livros, além de escrever para jornais e participar do programa de TV Encontro com Fátima Bernardes. Amor à moda antiga é seu primeiro livro pela Belas Letras.