Literatura infantil nos primeiros anos escolares – Parte 1

Cíntia Maria Basso *

Ouvir e ler histórias é entrar em um mundo encantador, cheio ou não de mistérios e surpresas, mas sempre muito interessante, curioso, que diverte e ensina. É na relação lúdica e prazerosa da criança com a obra literária que temos uma das possibilidades de formarmos o leitor. É na exploração da fantasia e da imaginação que instiga-se a criatividade e se fortalece a interação entre texto e leitor. Quem de nós não lembra com saudades das histórias lidas e ouvidas quando crianças? Daquela historinha contada por nossos pais ao pé da cama antes de dormir? Ou daquela contada e interpretada pela professora nas primeiras séries do ensino fundamental?

Na interação da criança com a obra literária está a riqueza dos aspectos formativos nela apresentados de maneira fantástica, lúdica e simbólica. A intensificação dessa interação, através de procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a uma maior compreensão do texto e a uma compreensão mais abrangente do contexto. Uma obra literária é aquela que mostra a realidade de forma nova e criativa, deixando espaços para que o leitor descubra o que está nas entrelinhas do texto.

A literatura infantil, portanto, não pode ser utilizada apenas como um “pretexto” para o ensino da leitura e para o incentivo à formação do hábito de ler. Para que a obra literária seja utilizada como um objeto mediador de conhecimento, ela necessita estabelecer relações entre teoria e prática, possibilitando ao professor atingir determinadas finalidades educativas. Para tanto, uma metodologia baseada em um ensino por projetos é uma das possibilidades que tem evidenciado bons resultados no ensino de língua materna.

Um pouco de história

A literatura infantil divide-se em dois momentos: a escrita e a lendária. A lendária nasceu da necessidade que tinham as mães de se comunicar com seus filhos, de contar coisas que os rodeavam, sendo estas apenas contadas, não sendo registradas por escrito. Os primeiros livros infantis surgiram no século XVII, quando da escrita das histórias contadas oralmente. Foram obras de fundo satírico, concebidas por intelectuais que lutavam contra a opressão para estigmatizar e condenar usos, costumes e personagens que oprimiam o povo. Os autores, para não serem atingidos pela força do despotismo, foram obrigados a esconder suas intenções sob um manto fantasioso (Cademartori, 1994).

O início da literatura infantil pode ser marcado com Perrault, entre os anos de 1628 e 1703, com os livros “Mãe Gansa”, “O Barba Azul”, “Cinderela”, “A Gata Borralheira”, “O Gato de Botas” e outros. Depois disso, apareceram os seguintes escritores: Andersen, Collodi, Irmãos Grimm, Lewis Carrol, Bush. No Brasil, a literatura infantil pode ser marcada com o livro de Andersen “O Patinho Feio”, no século XX. Após surgiu Monteiro Lobato, com seu primeiro livro “Narizinho Arrebitado” e, mais adiante, muitos outros que até hoje cativam milhares de crianças, despertando o gosto e o prazer de ler (Cademartori, 1994).

Um mundo de imaginação

A criança que desde muito cedo entra em contato com a obra literária escrita para ela terá uma compreensão maior de si e do outro. Terá a oportunidade de desenvolver seu potencial criativo e ampliar os horizontes da cultura e do conhecimento, percebendo o mundo e a realidade que a cerca.

Poucas crianças têm o hábito de ler em nosso país. A maioria tem o primeiro contato com a literatura apenas quando chega à escola. E a partir daí, vira obrigação, pois infelizmente muitos de nossos professores não gostam de trabalhar com a literatura infantil e talvez desconheçam técnicas que ajudem a “dar vida às histórias” e que, conseqüentemente, produzam conhecimentos. Muitos não levam em conta o gosto e a faixa etária em que a criança se encontra, sendo que muitas vezes o livro indicado ou lido pelo professor está além das possibilidades de compreensão dela em termos de linguagem.

Uma história traz consigo inúmeras possibilidades de aprendizagem. Entre elas estão os valores apontados no texto, os quais poderão ser objeto de diálogo com as crianças, possibilitando a troca de opiniões e o desenvolvimento de sua capacidade de expressão. O estabelecimento de relações entre os comportamentos dos personagens da história e os comportamentos das próprias crianças em nossa sociedade possibilita ao professor desenvolver os múltiplos aspectos educativos da literatura infantil.

Experiências felizes com a literatura infantil em sala de aula são aquelas em que a criança interage com os diversos textos trabalhados de tal forma que possibilite o entendimento do mundo em que vivem e que construam, aos poucos, seu próprio conhecimento. Para alcançarmos um ensino de qualidade, se faz necessário que o professor descubra critérios e que saiba selecionar as obras literárias a serem trabalhadas com as crianças. Ele precisa desenvolver recursos pedagógicos capazes de intensificar a relação da criança com o livro e com seus próprios colegas.

Ao trazer a literatura infantil para a sala de aula, o professor estabelece uma relação dialógica com o aluno, o livro, sua cultura e a própria realidade. Além de contar ou ler a história, ele cria condições em que a criança trabalhe com a história a partir de seu ponto de vista, trocando opiniões sobre ela, assumindo posições frente aos fatos narrados, defendendo atitudes e personagens, criando novas situações através das quais as próprias crianças vão construindo uma nova história. Uma história que retratará alguma vivência da criança, ou seja, sua própria história.

Portanto, a conquista do pequeno leitor se dá através da relação prazerosa com o livro infantil, onde sonho, fantasia e imaginação se misturam numa realidade única, e o levam a vivenciar as emoções em parceria com os personagens da história, introduzindo assim situações da realidade.

*  Mestre em educação pela Universidade Federal de Santa Maria

**  O artigo foi editado

*** A segunda parte do artigo vai abordar a Pedagogia de Projetos aplicada à literatura

Clube Leitura com a Turma da Mônica

Assinantes deste clube, que pertence à rede de livrarias Leitura, em Belo Horizonte, poderão optar pelo recebimento de edições especiais, como adaptações de clássicos da literatura mundial e do folclore brasileiro, protagonizadas pelos personagens mais conhecidos do Brasil.

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Uma parceria inédita está movimentando o mercado editorial. Por meio de um acordo com a Maurício de Sousa Produções e a Editora Girassol, o Clube Leitura entregará edições premium de literatura com personagens da Turma da Mônica e também fará o pré-lançamento exclusivo de algumas novas edições previstas para 2018.

Os volumes, em capa dura, trazem histórias como clássicos da literatura mundial e do folclore brasileiro, protagonizados pela turminha mais querida do Brasil. Os títulos surpresa chegarão para os assinantes junto com brindes especiais e, no caso dos pré-lançamentos, antes mesmo das lojas, marcando um momento importante para o Clube Leitura.

banner 1 “A diversidade de títulos e gêneros literários é uma marca do Clube Leitura. Ao desenvolvê-lo, apostamos em um modelo amplo, que contemplasse diferentes faixas etárias, fazendo com que a leitura se torne um hábito compartilhado entre toda a família. Nesse sentido, nada mais representativo do que escolher a Turma da Mônica para a nossa primeira categoria. Os personagens criados por Maurício de Sousa encantam gerações há quase 60 anos e queremos, com esta iniciativa, que conquiste um número ainda maior de leitores”, afirma o gerente do Clube Leitura, Igor Mendes.

Karine Pansa, diretora da Editora Girassol, destaca a importância da parceria. “A Girassol tem a missão de levar a crianças e jovens leitores, livros que incentivem o interesse pela leitura e proporcionem momentos de aprendizado. Junto com o Clube Leitura estaremos ampliando esse momento e essa experiência.”

O Clube Leitura, lançado este ano pela rede de livrarias Leitura, conta também com outras opções de assinatura para o público infantojuvenil. No plano Clube Leitura Kids & Teens, as indicações são feitas pelas consultoras literárias Ana Maria Machado e Paula Pimenta. As sugestões das escritoras também integram o Clube Leitura Família, que conta, ainda, com indicações de Leila Ferreira e Menalton Braff para o público adulto. Os planos anuais contam com o primeiro mês grátis (apenas nos cartões de crédito e débito) e o frete é fixo em 10 reais para qualquer lugar do Brasil.

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O Clube Leitura

A Leitura, uma das principais redes de livraria brasileiras, com 70 lojas espalhadas em todo o país, lançou, há seis meses, o Clube Leitura – o primeiro clube de assinaturas criado por uma empresa do varejo em território nacional. O projeto, que marca o retorno do grupo ao universo digital, alia a tradição da marca mineira à inovação, ao oferecer opções de livros para todas as faixas etárias, estimulando, assim, o hábito da leitura em toda a família.

O Clube Leitura oferece as seguintes modalidades de assinatura: Clube Leitura Adulto, com obras indicadas pelos consultores Leila Ferreira e Menalton Braff; Clube Leitura Kids & Teens, com indicações de livros infantojuvenis de Ana Maria Machado e Paula Pimenta; Clube Leitura Família, que reúne as indicações dos quatro consultores, a partir de uma única assinatura – modelo pioneiro em todo o Brasil; e o Clube Leitura Turma da Mônica.

untitled 2O público pode escolher entre sete possibilidades de combinação, entre um ou mais livros ou diferentes faixas etárias. As assinaturas custam a partir de R$ 34,90 (mais frete) no Clube Leitura Kids & Teens (no caso de um livro mensal) e podem chegar a R$ 99,90 (mais frete), no caso da modalidade Clube Leitura Família, na opção completa, que compreende dois livros adultos e um livro infantil. Um mimo especial é enviado mensalmente, independentemente da modalidade escolhida.

Quem já é assinante, poderá ampliar o plano com a nova categoria Clube Leitura Turma da Mônica por um preço diferenciado: R$ 39,90/mês. Para novos assinantes, a assinatura custará 44,90/mês. As assinaturas podem ser feitas pelo site www.clubeleitura.com.br e em todas as lojas físicas da rede, em todo o Brasil, sendo que, na Livraria Leitura do Shopping Cidade, em Belo Horizonte, o primeiro kit está disponível para retirada imediata.

“O que é um homem?”

Aristóteles ao alcance das crianças. Sucesso na França, o livro infantojuvenil “O que é um homem?” integra a coleção “Chouette! Penser”, que estimula primeiros contatos com a filosofia.

 

imagemDepois de inúmeras tentativas de escrever um texto sobre a diferença entre os homens e os animais, um filósofo desabafa em voz alta: “Adoraria saber o que um cachorro, um gato ou um elefante diriam se tivessem de explicar por que os homens são superiores”. Eis que então surge na porta de sua casa um cão que fala e começa assim um divertido diálogo sobre filosofia no livro “O que é um homem?”, lançamento da Editora Galera Junior.

O filósofo está certo de que o homem é superior por ser o único capaz de falar e raciocinar. O cachorro, que se chama Léo, não se dá por vencido e rebate vários argumentos. Eles falam sobre a vida em sociedade, divisão do trabalho, aspectos da cultura e da natureza e sobre liberdade. Os capítulos também são preenchidos por  ilustrações, balões informativos e  frases de importantes pensadores como Aristóteles, Descartes, Epicuro e Hegel.

Aos poucos, durante a conversa entre os dois, Léo vai nos mostrar que a filosofia não é privilégio dos especialistas e sequer dos adultos. O livro faz parte da Coleção Chouette! Penser, da Editora francesa Gallimard. A coleção, idealizada pela filósofa Myriam Revault d’Allonnes, reúne pensadores, filósofos, escritores em torno de um projeto de fazer filosofia com crianças.

Cécile Robelin é autora de diversos artigos sobre história da literatura e didática; Jean Robelin publicou vários livros de filosofia política e social; o ilustrador Lionel Koechlin publicou cerca de quarenta obras ilustradas desde 1973.

No site da Saraiva, o livro é anunciado por R$ 29,90.

Ler é um processo muito difícil

Cenário da seca e luta do nordestino motivam projeto de leitura. Professora conta como desenvolveu projeto para incentivar o interesse dos alunos pela leitura e ainda debater questões locais do Ceará. Leia abaixo, o artigo dela.

 

Francisca Márcia dos Santos – Porvir *

 

Ler é um processo muito difícil. Encontramos em nossas escolas muitos estudantes resistentes que não acham graça na leitura. Oriundos de famílias não leitoras e fascinados pela internet, a maioria deles considera que a leitura é coisa de pessoas antigas, do século passado. Como educadora me vi diante desse desafio: ensinar a ler a quem já sabe ler.

Este foi o meu objetivo quando, diante de um grupo de alunos adolescentes que desconheciam a leitura como hábito ou até mesmo como uma forma de buscar novos conhecimentos, uma aluna me questionou por que há tantos preconceitos em relação ao nordestino em nosso país. Foi aí que tive a ideia de trabalhar com a turma a obra “O quinze”, da autora Rachel de Queiroz.

Em uma visita à sala de leitura da nossa escola, apresentei-lhes o livro, que de imediato chamou a atenção dos alunos. Resolvemos que toda semana tiraríamos um tempo de nossas aulas para conhecê-lo melhor. Assim teve início o círculo de leitura, que era baseado na necessidade de conhecer e valorizar os nossos antepassados, estudar a vida do cearense sofrido que não se deixou esmorecer pela seca, mas diante dela saiu à procura de sobrevivência para si e para sua família.

A obra “O quinze” veio para mim como um desafio. Além de incentivar o interesse pela leitura, eu queria mostrar para os alunos que era preciso conhecer a realidade histórica para entendermos o processo social, político e econômico que vivenciamos atualmente. Nossas aulas, a partir de então, tiveram como cenário a seca e a luta constante do nordestino.

As aulas se tornaram momentos de discussão e exposição de ideias sobre esse episódio que marcou nossa região. Para estabelecer uma relação com a obra, apresentei aos alunos um filme que leva o mesmo nome do livro. Quando indagados acerca do que viram e leram, eles apresentavam ideias mais elaboradas sobre os assuntos elencados. A imagem produz um efeito de sentido mais notável nos estudantes, sendo esta, aliada na hora de perceber se foi significativo nosso estudo sobre o tema proposto.

A partir desse estudo, desafiei os alunos a produzirem um álbum sobre a história, não só relatando o que liam ou assistiam, mas também deixando um comentário opinativo sobre o desenrolar dos fatos. Esta atividade foi uma produção coletiva que contou com a participação de quatro equipes, divididas nos seguintes tópicos: produção da biografia da autora, problemas sociais enfatizados na obra, contexto social em que se deram os acontecimentos e entrevistas com pessoas de nossa comunidade que tem algum grau de parentesco com os sobreviventes da seca de 1915.

É importante ressaltar que, em nossas observações para realizar esse trabalho, encontramos pessoas que nos relataram sobre outras secas e como suas famílias chegaram a nossa cidade fugindo delas. Outras também contaram como saíram daqui em busca de condições de vida no Amazonas, como bem retrata o personagem Chico Bento.

Alegro-me ao perceber que quando os estudantes estão engajados em desenvolver atividades como essas, que lhes oferecem oportunidades de buscar conhecimentos fora do ambiente escolar, eles se sentem mais ativos junto à comunidade. É notável a melhora na comunicação e na expressão de ideias. Eles puderam perceber que há uma certa ligação entre nós, cearenses globalizados, e aqueles flagelados pela seca tão bem retratado por Rachel de Queiroz. A diferença, às vezes camuflada, é que o preconceito só mudou de status.

Ver os alunos motivados em aprender mais sobre este momento histórico tão marcante me fez refletir sobre nossas escolhas como educadores. Muitas vezes, preocupados com o futuro e com os avanços tecnológicos, esquecemos de ensiná-los coisas simples de nossa gente.

 

*  O site Porvir é uma iniciativa de comunicação e mobilização social que mapeia, produz, difunde e compartilha referências sobre inovações educacionais para inspirar melhorias na qualidade da educação brasileira e incentivar a mídia e a sociedade a compreender e demandar inovações educacionais.

“Leia para uma criança”

Está na hora de você pedir os seus livros e ler novas histórias para as crianças.

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Este ano, a 7ª campanha do Itaú Social vai entregar gratuitamente para os brasileiros 1,8 milhão de coleções com duas edições exclusivas dos livros “Quero colo!” de Stela Barbieri e Fernando Vilela pela Edições SM e “Pedro vira porco-espinho” de Janaina Tokitaka pela Jujuba Editora. Os promotores providenciaram ainda edições acessíveis em braile e para outras deficiências.
Pela primeira vez, este ano, ambos os livros foram selecionados através de concurso. Quem desejar recebê-los deve ir até o site https://www.itau.com.br/crianca/pratique/ para preencher um rápido cadastro e aguardar alguns dias para receber a doação no endereço recomendado.
Sucesso absoluto desde 2010, a campanha “Leia para uma criança” vem despertando as famílias brasileiras para a importância da leitura. Nestes anos, o Itaú já distribuiu 51 mihões de livros.

 

Muita festa em Beagá para a meninada

Dia das Crianças tem programação de sexta até segunda-feira em shoppings, ruas, praças, museus e teatros. Boa parte dessa programação é gratuita.

 

Museu dos Brinquedos promove exposição, oficinas, brincadeiras e shows 

Foto: Divulgação

Fotos: Divulgação

O Dia das Crianças, esse ano celebrado numa sexta-feira, ganhou fôlego redobrado pela proximidade com o fim de semana e o Museu dos Brinquedos (Avenida Afonso Pena, 2564 – Funcionários) não ficou de fora das diversas comemorações que ocorrerão em Belo Horizonte nesse feriado. Nos dias 12, 13 e 15 de outubro, o espaço estará de portas abertas das 10h às 17h, com uma programação especialmente preparada para todas as crianças e seus familiares.

Dia 12 de outubro, sexta-feira, oficialmente o Dia das Crianças, o Museu vai receber o mestre das brincadeiras Rodrigo Libanio Christo e o músico Marcos Maia no show “Brinquedos e Barbantes Cantarolantes” (na foto abaixo). Reconhecido nacionalmente, Rodrigo é compositor e, há mais de 40 anos, canta e conta histórias com figuras de barbante, lenços e outros brinquedos cantarolantes. Em suas apresentações, o artista encanta o público com sua flauta e, ao formar uma grande roda, tudo se desenrola no estilo “uma brincadeira puxa outra”.

Foto: Bob Rudis

Foto: Bob Rudis

Já no sábado, 13 de outubro, o contador de histórias Paulo Fernandes vai comandar o espetáculo “Abrindo meu baú de histórias”. Paulo vai convidar o público a embarcar numa viagem ao mundo das histórias orais, passadas de geração para geração, que trabalham valores, exploram diversidade cultural e homenageiam a infância, a ludicidade e o brincar.

Na segunda-feira, 15 de outubro, quando a maioria das escolas vai estar em recesso pelo dia dos professores, a atração ficará por conta do grupo Cantarolê, em “Cantarolê brinca com você”. A dupla de artistas Isabel e José Alves propõe um momento de interação com o público por meio de canções autorais, cantigas de rodas de domínio popular e histórias com temas atuais do dia a dia. Uma mistura de fantasia e realidade, numa gostosa brincadeira de faz de conta para adultos e crianças se divertirem juntos.

Deixando a programação ainda mais especial, a oficina “Criança e a Cidade”, estimula as crianças a ‘construir’ uma cidade a partir da confecção de casas, prédios, espaços públicos e outras instalações, usando materiais simples, como papelão, caixas, tampinhas, plásticos e materiais reciclados.

Em todos os dias os visitantes também poderão conhecer a nova exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar” e aproveitar toda a estrutura do espaço, incluindo o pátio de brinquedos e brincadeiras e a brinquedoteca. Mais informações: (31) 3261-3992.

 

Foto: Cris Noli

Foto: Cris Noli

Projeto “Se essa rua fosse minha…” leva diversão para praças públicas

Os moradores e visitantes de Belo Horizonte vão contar com uma programação divertida e gratuita para fazer a festa neste feriado do Dia das Crianças. O Museu dos Brinquedos também vai promover duas edições do projeto “Se essa rua fosse minha…”, que integram a programação do Circuito Instituto Unimed-BH. No dia 12 de outubro, sexta-feira, das 15h às 18h, as atividades serão realizadas na Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia. Já no dia 14, domingo, 9h às 12h, o projeto ocupa a Praça da Saúde, no bairro Grajaú.

Serão três horas de diversão para toda a família, incluindo oficinas de construções de brinquedos, canto do brinquedo com perna-de-pau, perna-de-lata, pula-corda, bambolê, corrida-de-saco, vai-e-vem, elástico, amarelinha e ainda brincadeiras coletivas, como dança da laranja, corrida do saco, corrida do ovo, futebol de pano (foto acima) e, para fechar a programação, uma atração especial para cada evento: na sexta, o espetáculo Cabaré Ambulante, com a Cia Picadeiro Ambulante. No domingo, o espetáculo Osquilibum, da Cia Matraca, encerra as atividades.

O objetivo do projeto “Se essa rua fosse minha…” é, além de levar a democratização do acesso à cultura, também incentivar a ocupação dos espaços públicos, promovendo a reflexão a respeito da cidade enquanto patrimônio da sociedade, da importância de preservação dos espaços urbanos e do incentivo à valorização da nossa cidade pelas crianças.

Projeto “Santa Leitura” estará nas praças com mais de mil livros infantis

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

No sábado, dia 13 de outubro, a partir de 10h, o projeto “Santa Leitura” estará na Praça Comendador Negrão de Lima, no bairro Floresta. Em comemoração à semana da criança o projeto contará com uma mágica biblioteca a céu aberto, somente com livros de literatura Infantil. Serão mais de mil títulos diferentes espalhados, à disposição do público.

Já no domingo, dia 14 de outubro, o projeto estará na Comunidade Sagrada Família (Estrada Velha de Nova Lima, 365), no bairro Novo Taquaril, a partir das 10h, com centenas de livros, lanches, histórias, poesias e muitas brincadeiras.

Quem deseja doar livros de literatura infantil, pode entrar em contato através do email projetoleituranapraca@gmail.com.

Galinha Pintadinha invade o Shopping Cidade com uma programação especial 

DIAS DAS CRIANÇAS 2018

A criançada que é fã da Galinha Pintadinha tem motivos de sobra para visitar o Shopping Cidade em outubro: a personagem, que é sucesso desde 2006 entre o público infantil, estará no mall até  21/10 para celebrar o Mês das Crianças com várias atividades recreativas.

Uma das atrações, realizadas em parceria exclusiva com a Ludi, é a Caça aos Ovos com a Galinha Pintadinha, que mescla a inovação dos aplicativos com a nostalgia dos álbuns de figurinha, tornando a brincadeira divertida para toda família.  A partir da tecnologia de realidade aumentada, pais e filhos poderão procurar ovinhos com figurinhas dos personagens Galinha Pintadinha, Borboletinha, Pintinho Amarelo, Baratinha e Galo Carijó, que estarão espalhados nas lojas e corredores do Shopping Cidade.

Podem participar da aventura crianças de 0 a 12 anos acompanhadas por um responsável maior de 18 anos. As primeiras 170 crianças que completarem os cinco álbuns serão premiadas com um vale-compras de R$ 50 da loja de brinquedos Estripulia, além de um vale-esfirra do Habibs. O brinde do restaurante, além de contemplar os 170 primeiros participantes que capturarem todos os personagens, também estará disponível para mais 2080 crianças que completarem o álbum.

Além da diversão na busca aos ovos da Galinha Pintadinha, as crianças poderão ainda conhecer a Galinha Pintadinha e o Pintinho Amarelinho. Os personagens estarão no Shopping Cidade nos finais de semana durante a campanha das crianças (dias  12, 13, 14, 19, 20 e 21 de outubro) para tirar fotografias com o público. As fotos serão registradas no celular ou câmera do cliente por um promotor do Shopping Cidade, gratuitamente. Para participar, basta retirar a senha 30 minutos antes das sessões, que acontecem a cada meia hora, no Piso GG, das 10h30 às 16h30.

Peças teatrais de clássicos da literatura infantil no Pátio Savassi

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Da Semana da Criança até o dia 21/10, o teatro do shopping (Piso L3: Avenida do Contorno, 6061, São Pedro) vai receber uma programação extensa de atrações, com os clássicos literários: “Alice no País das Maravilhas”, “João e Maria”, “Chapeuzinho Vermelho” e “A História dos Príncipes e Princesas” são as opções para as famílias se divertirem juntas. Todas as peças têm classificação livre.

12/10 – às 16h e 18h30 – A história dos príncipes e das princesas

Vendas: www.sympla.com.br

13 e 14/10 – 16h e 18h  – João e Maria

Vendas: www.centraldoseventos.com.br

20 e 21/10 – 16h e 17h30 – Chapeuzinho Vermelho

Vendas: www.vaaoteatro.com.br

“Contos partidos de amor”, musical inspirado na obra de Machado de Assis

Foto: Rai Júnior

Foto: Rai Júnior

 Para alegrar a semana do Dia das Crianças, o Centro Cultural Banco do Brasil (Belo Horizonte) preparou uma programação especial com uma série de atividades gratuitas para pais e filhos. Serão oferecidos algodão doce, pipoca, oficinas para as crianças e painel para desenho. Na sexta-feira, dia 12 de outubro, haverá ainda duas sessões gratuitas, às 16 e 19 horas, do espetáculo “Contos Partidos de Amor”, musical infantojuvenil inspirado na obra de Machado de Assis. Os ingressos (sujeito a lotação do teatro) deverão ser retirados presencialmente na bilheteria do CCBB, uma hora antes da peça.

Com direção de Duda Maia, dramaturgia de Eduardo Rios e trilha sonora original de Ricco Viana, o musical aborda os temas de amor e ciúme de forma poética e bem-humorada, com uma linguagem cheia de metáforas e ricas construções machadianas. O intuito é criar um jogo de cena que se aproxime de afetos presentes tanto no dia a dia das crianças como no dos adultos.

“Contos partidos de amor” fica em cartaz até 29 de outubro com sessões às segundas e sextas-feiras, às 19 horas e aos sábados e domingos, às 16 e 19 horas. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e estão à venda no site: www.eventim.com.br. Mais informações: www.bb.com.br/cultura.

Shopping DiamondMall realiza shows oficinas gratuitas de musicalização

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O Diamond (Av. Olegário Maciel, 1600, Lourdes) promove oficinas gratuitas de criação e customização de instrumentos feitos com sucatas e objetos do cotidiano, como colheres e copos. Promove também shows interativos com Diego – Musico Pai (@musicopai), profissional especializado em musicalização infantil.

Período: até 14 de outubro

Horário: 14h às 19h (1 hora de duração)

Público: Oficina de instrumentos – 3 a 12 anos | Oficina de musicalização – livre

Local: Piso L3 DiamondMall

Inscrições: Concierge (Piso L3) e/ou pelo telefone (31) 3330-8633

Programação

12/10 (Sexta-feira)

14h às 18h30 – Oficina de Tamborzinho | 19h às 20h – Oficina de Musicalização

13/10 (Sábado)

14h às 19h – Oficina de Pau de Chuva

14/10 (Domingo)

14h às 18h30 – Oficina de Chocalho | 19h às 20h – Oficina de Musicalização

 

 

“Circo Turma da Mônica”

Superprodução circense de Mauricio de Sousa, O Primeiro Circo do Novo Mundo, vai estreiar no Sesi, em Belo Horizonte, nesta Semana da Criança, e terá a presença do Trapalhão Dedé Santana.

O Trapalhão Dedé Santana é o mestre de cerimônias do circo - Fotos: Caio Gallucci

O Trapalhão Dedé Santana é o mestre de cerimônias do circo –  Fotos: Caio Gallucci

Maior espetáculo já produzido nos estúdios da Mauricio de Sousa Produções, “Circo da Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo” estreia na capital mineira: dias 12, 13 e 14 de outubro, no Sesi.  As vendas já estão abertas por meio dos sites www.circoturmadamonica.com.br e Uhuu e na bilheteria do teatro.

Sucesso de público e crítica após curtíssima temporada no Teatro Opus, em São Paulo, o espetáculo tem supervisão geral de Mauricio de Sousa e participação mais que especial do eterno trapalhão Dedé Santana, como mestre de cerimônia, além de Rodrigo Robleño, reconhecido internacionalmente por seu trabalho no espetáculo Varekai do Circo Du Soleil.

O “Circo da Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo” encantou e surpreendeu o público em São Paulo pela sua grandiosidade e interação com a plateia, que contou com a presença de celebridades como Ana Hickmann, Thais Ferzosa, Thais Pacholek, Giovanna Grigio, Mariana Godoy, Danny Pink, Marília Gabriela, Otavio Mesquita e o jornalista Thiago Scheuer.

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Quem está à frente como produtor e diretor geral é Mauro Sousa, que lidera a Mauricio de Sousa Ao Vivo, responsável por transformar as histórias em quadrinhos em experiências lúdicas, educativas e culturais.

“É uma honra e uma grande responsabilidade trocar experiências e dirigir pessoas como Dedé Santana e Rodrigo Robleño, além de um brilhante time de elenco e bailarinos. Recebemos na primeira temporada em São Paulo mais de 12 mil pessoas e isso significa que o espetáculo está cumprindo o seu papel de entreter e emocionar, que são características intrínsecas da Turma da Mônica”, afirma Mauro Sousa.

“Temos muito orgulho em apoiar essa produção genuinamente brasileira, que circulará por tantas cidades do país. O musical é um programa voltado a toda família, uma excelente oportunidade para os pais levarem os filhos para conhecer o resultado dessa parceria tão especial entre Mauricio de Sousa e Dedé Santana, que transcende gerações”, diz Ângela Beatriz de Assis, Diretora Comercial e de Marketing da Brasilprev, empresa patrocinadora do espetáculo.

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O “Circo Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo” é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev e tem como realização a Mauricio de Sousa AO VIVO e a Opus Promoções. Com duração de 1h20 e 15 minutos intervalo, a classificação é livre, recomendada para maiores de 3 anos.

Data e horários

12/10 – 18 horas

13/10 – 16 horas

14/10 – 11 horas

14/10 – 16 horas

A turminha com Mauricio de Sousa, Dedé Santana, Rodrigo Robleño e músicos do espetáculo - Foto: João Caldas Filho

A turminha com Mauricio de Sousa, Dedé Santana, Rodrigo Robleño e músicos do espetáculo – Foto: João Caldas Filho

Local: SESI BH

Endereço: Rua Álvares Maciel, 59 – Santa Efigênia – BH / MG

Site do teatro: https://www7.fiemg.com.br/sesi/centro-de-cultura/belo-horizonte

Realização: Mauricio de Sousa

Ingressos

Setor Valor  Meia-Entrada
1 Plateia Alta R$ 100,00  R$ 50,00
2 Plateia Alta Lateral R$ 75,00  R$ 37,50
Plateia Baixa R$ 120,00  R$ 60,00
Plateia Premium R$ 140,00  R$ 70,00

Hay-on-Wye, a cidade dos livros

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Fonte: Tricurioso – Rômulo Silva

Hay-on-Wye é uma pequena cidade que fica localizada às margens do rio Wye, no País de Gales. Muitas vezes chamada de “a cidade dos livros”, essa simpática comunidade atrai um grande número de amantes de livros em busca de boas ofertas e ótimos achados nas mais de 40 livrarias que existem por lá geralmente especializadas em livros de segunda mão. A cidade também abriga o Hay Literature Festival, que reúne no final de maio de cada ano cerca de 80 mil escritores, editores e fãs de literatura de todas as partes do mundo.

Tudo começou em 1961, quando um homem chamado Richard Booth abriu a primeira livraria de livros seminovos em Hay, num prédio onde antes funcionava a sede do antigo quartel de bombeiros. Ele contratou alguns funcionários e os levou para os Estados Unidos, onde as bibliotecas estavam se fechando rapidamente naquela época. Lá ele comprou livros usados por um preço bem atrativo e os enviou em contêineres para Hay-on-Wye.

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Com o tempo, outras bibliotecas aderiram à iniciativa e começaram a abrir lojas de livros usados em praticamente todos os cantos do lugar. Foi década de 1970, quando Hay-on-Wye tornou-se conhecida internacionalmente como “a cidade dos livros”. Hoje, a cidade recebe cerca de 500 mil turistas por ano. Entre as numerosas livrarias de Hay, as mais inusitadas são as chamadas “Honesty Bookshops”. Essas livrarias (às vezes nada mais do que uma simples prateleira na parede) não possuem funcionários. As pessoas simplesmente selecionam os livros e deixam o dinheiro em uma pequena caixa de correio.

A primeira imagem dessa matéria mostra uma das mais conhecidas Honesty Bookshops. Ela fica localizada nos muros do Hay Castle, uma fortaleza do século 12 encravada no coração da cidade dos livros. Esta livraria ao ar livre consiste em prateleiras de madeira, empilhadas contra as paredes e totalmente revestidas de livros. Os livros de bolso custam centavos e os de capa dura geralmente não passam de 2 libras.

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Desde 1988, Hay-on-Wye hospeda o “Hay Festival of Literature & Arts”, que ao longo dos anos já atraiu escritores como David Simon, Stephen Fry, Salman Rushdie e Simon Singh. Descrito por Bill Clinton em 2001 como “o Festival de Woodstock da mente”, esse evento se expandiu nos últimos anos e agora inclui apresentações musicais e até mesmo prévias de filmes.

“Canteiro, músicas para brincar”

Combinação perfeita: livro e música.  A aprendizagem musical carrega a letra da canção, melodia, ritmo e ativa aspectos emocionais importantes. Cantar, dançar, tocar e brincar com a música são atividades ricas e com abordagens diferentes para o desenvolvimento do bebê.

Margareth Darezzo: cantar para a criança pequena torna-se uma atividade carregada de significado

Margareth Darezzo: cantar para a criança pequena torna-se uma atividade carregada de significado

Há 20 anos, o trabalho de Margareth Darezzo se desenvolve num ambiente cercado de bebês e mamães curiosas por suas histórias cantadas e interações divertidas. Em suas aulas, ela valoriza a linguagem musical e incentiva  que a criança desenvolva sua atenção ao escutar, passando a “conversar musicalmente” de diversas formas: cantando, tocando instrumentos, ouvindo músicas com ela… “O importante é que, ao longo do tempo, essa escuta vá se dando de maneira consciente, aperfeiçoando a escuta ativa dos bebês” , afirma Margareth.

O ideal é oferecer para o bebê oportunidades de escuta de sons variados pensando em uma integração sensorial. Vale lembrar que o ouvido do bebê é bem sensível, então o volume deve respeitar essa delicadeza. Os bebês não gostam de sons estranhos e fortes. Brincar com as propriedades do som:  altura (grave/agudo), duração (curto/longo), intensidade (forte/fraco) e timbres é muito adequado para graduar estímulos.

O som mais importante para um bebê é a voz da mãe, pai e/ou cuidado. Cantar para a criança pequena torna-se uma atividade carregada de significado. As músicas têm os passeios das notas na melodia se repetindo sempre em um mesmo ritmo, o que facilita para a criança memorizar e relacionar a um momento afetivo.

esse 1“Os bebês aprendem muito por estatística, repetição por preferências de quem cuida… o meio mais eficaz para levar sons, músicas, palavras e significados para a criança é pela presença do cuidador. Pesquisas mostram que áudio e vídeo não têm o mesmo impacto do que a troca humana, olhos nos olhos, toque e conversas”, afirma Margareth.

A importância disso para o desenvolvimento das crianças até os 3 anos de idade se dá pelas trocas ricas das conversas, do cantar e brincar tão essenciais nos primeiros anos de vida para a integração sensorial, que precede e viabiliza o desenvolvimento de aspectos afetivos, cognitivos e sociais.

Com vasta experiência e amor pelo que faz não poderia obter resultados diferentes, o CD Canteiro, recebeu o Prêmio Funarte de Música Brasileira no projeto de Formação para professores chamado “Semeando Jardineiros”. Esse CD deu origem ao livro “Canteiro, Músicas para brincar” que foi indicado ao prêmio Jabuti e recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

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Seu primeiro livro “Canteiro, músicas para brincar” (foto acima) foi publicado pela Ática em 2011 e foi feito para compartilhar as atividades que desenvolve com as canções, tanto em sala de aula como em grupos particulares. “Como o repertório do CD independente tem músicas para várias idades, para o livro selecionamos 9 faixas do Canteiro mais 6 faixas novas , tudo voltado para a criança de 6 a 8 anos ler, ou leitura acompanhada a partir dos 3 anos”.

Em 2015 lançou seu segundo livro com CD “Quem vem lá”? Música e brincadeira para o bebê  publicado pela Melhoramentos, este livro traz canções para os 3 primeiros anos de vida. São momentos especiais como o acordar, dormir, banho, troca de fralda, aquisição de fala e brincadeiras. Ela propõe uma boa conversa “Neste livro tenho uma conversa com os pais, cuidadores ou educadores, num convite ao convívio amoroso e orientações de estímulo”, afirma a escritora.

esseO livro tem página dupla para a conversa com os responsáveis pela criança, outra página dupla com ilustrações para brincar com a criança e no final do livro tem sugestões de atividades para grupos. “Minha vida é linda! Vivo cantando com crianças e suas famílias, com alunos e professores, e desejo que continue assim”, resume Margareth.

A importância de trabalhar os sons na primeira infância faz com que a criança vá construindo um repertório de sons que funciona como ponte entre escuta e a fala, o que ocorre ainda nos primeiros meses de vida. Conforme os estímulos aos quais a criança é exposta, o balbucio pode assumir significado musical intencional.

Nessas trocas musicais entre balbucio, som, música e palavra são criados vínculos afetivos entre criança e música, outras crianças e todos que estão ali envolvidos. “O vínculo criando nessa fase reflete em sua personalidade para a vida toda, tenho alunos adultos que trazem seus filhos para as aulas por entenderem o valor que a música trouxe para suas vidas”, conclui Margareth.

“Contos partidos de amor”

Musical inspirado na obra de Machado de Assis, estreia nesta sexta-feira em Belo Horizonte. Nova criação infantojuvenil da diretora Duda Maia estará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de 5 a 29 de outubro. 

Foto: Rai Júnior - Divulgação

Fotos: Rai Júnior – Divulgação

Conhecido como um dos maiores autores da literatura brasileira e dono de um vasto legado, Machado de Assis (1839-1908) ganha sentido particular no musical infantojuvenil “Contos partidos de amor”, que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, no dia 5 de outubro, ficando em cartaz até 29/10 com sessões às segundas e sextas-feiras, às 19 horas e aos sábados e domingos, às 16 e 19 horas.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e estarão à venda no site: www.eventim.com.br. No dia 12 de outubro, Dia das  Crianças, haverá duas sessões gratuitas: uma às 16 horas e a outra às 19 horas. Mais informações: www.bb.com.br/cultura.

Com direção de Duda Maia, dramaturgia de Eduardo Rios e trilha sonora original de Ricco Viana, o musical aborda os temas de amor e ciúme de forma poética e bem-humorada, com uma linguagem cheia de metáforas e ricas construções machadianas. O intuito é criar um jogo de cena que se aproxime de afetos presentes tanto no dia a dia das crianças como no dos adultos.

“Nos apropriamos de alguns termos e contos de Machado de Assis, mas nos sentimos totalmente livres para modificar a história e contá-la do nosso jeito e voltada para os dias de hoje. É uma temática densa, mas tratada de uma maneira brincada e leve. A Duda usa como ponto de partida a corporeidade do ator sem se preocupar em criar figuras e personagens. Isso deixa a gente muito à vontade para construir uma linguagem escrita que também se baseia em perguntas e respostas e principalmente na brincadeira entre as palavras. Trabalhamos com um texto simples, mas com muita dinamicidade”, explica Eduardo.

Para a diretora Duda Maia, tratar de temas que façam parte do dia a dia das pessoas é uma forma de fazer com que o público se reconheça e o espetáculo não acabe na cadeira do teatro. “Na maioria das vezes o ciúme não traz boas lembranças, portanto, explorá-lo num contexto mais lúdico me pareceu um bom caminho para levantar discussões necessárias”, acrescenta.

Sobre trabalhar com o público infantil, Duda afirma: “Quando uma peça captura a criança, ela se entrega inteiramente e consequentemente os atores se jogam mais. Ver essa troca é maravilhoso. É bom ouvir os comentários das crianças e entender quando elas se distanciam. Eu percebo muito o ritmo do espetáculo pelo olhar delas, que me ensinam diariamente a dirigir. Junto com meu sócio e diretor de produção do espetáculo, Bruno Mariozz, tenho muitos projetos em mente destinados aos pequenos”.

“Contos partidos de amor” estreou no CCBB Rio de Janeiro e depois seguiu turnê pelas unidades de São Paulo e Brasília. Para a temporada em Belo Horizonte a expectativa da diretora é lotar o teatro em todas as apresentações. “Tenho um carinho especial pela cidade e pelas pessoas. Agradeço ao CCBB por mais essa oportunidade e torço para que nosso espetáculo traga boas histórias e ótimas reflexões para quem assistir. Garanto que é um trabalho divertido, de qualidade e para toda a família”, destaca a diretora.

thumbnail_Foto 6 - Contos Partidos de Amor - Crédito Rai Junior

Concepção

A ideia de montar um espetáculo infantojuvenil baseado na obra machadiana surgiu como uma continuidade à trilogia “Três histórias de amor para crianças”, iniciada em 2016, com a premiada montagem de “A Gaiola”, adaptação do livro homônimo de Adriana Falcão. “Queria levar adiante a discussão sobre a questão do afeto. Comecei a pesquisar e esbarrei na livraria com “Contos de amor e ciúme”. Gostei do título e só depois vi que eram contos de Machado de Assis. Fiquei muito entusiasmada e achei interessante criar uma peça para crianças sobre a temática, a partir do universo do escritor”.

Machado de Assis era um meticuloso observador dos sentimentos humanos. Apesar de terem sido escritos no século XIX, os temas abordados na peça são atemporais. A dramaturgia de Eduardo Rios (autor da adaptação de “A Gaiola”) foi construída tendo como principais inspirações o poema “Círculo Vicioso” e os contos “A história de uma fita azul” e “To be or not be”. Este último faz parte da coletânea “Contos de amor e ciúme” (Editora Rocco, organização de Gustavo Bernardo). “Preferi trabalhar com uma narrativa fragmentada, contar duas histórias separadamente e ligá-las com pequenas cenas e músicas, fazendo com que a continuidade seja o corpo e a música. Não é algo comum no teatro infantil, mas acredito que a criança tem capacidade de alinhavar e criatividade suficiente para fazer suas próprias costuras”, revela.

Elenco e trilha

O elenco é formado por quatro atores, cantores e músicos: Diego de Abreu, Isadora Medella, Luciana Balby e Tiago Herz. Durante o processo de criação da montagem, os atores participaram levando colaborações para as histórias de amor e ciúme que compõem a peça.

Assinada por Ricco Viana, a trilha sonora original permeia todo o espetáculo, ora com trilha instrumental, ora com músicas cantadas e tocadas ao vivo pelos próprios atores. Entre as canções, uma inspirada no poema “O Verme”, no qual Machado de Assis descreve o ciúme como “um verme asqueroso e feio”, publicado em 1870, no livro de poesias “Falenas”.

thumbnail_Foto 8 - Contos Partidos de Amor - Crédito Rai JuniorFicha técnica

Texto: Eduardo Rios

Direção e roteiro: Duda Maia

Diretora assistente: Leticia Medella

Intérpretes-criadores: Diego de Abreu, Isadora Medella, Luciana Balby e Tiago Herz

Trilha sonora original: Ricco Viana

Preparação vocal: Agnes Moço

Figurino: Kika Lopes

Cenário: Diogo Monteiro

Iluminação: Renato Machado

Identidade visual: Anna Cunha

Fotografia: Rai Junior

Direção de produção: Bruno Mariozz

Produção: Palavra Z produções culturais

Serviço

Temporada: de 5 a 29 de outubro

Local: CCBB BH | Praça da Liberdade, 450

Duração: 60min

Classificação indicativa: livre

Recomendação etária: 6 anos

Mais informações: (31)3431-9400 | www.bb.com.br/cultura

Dias e horários: segundas e sextas-feiras, às 19 horas e aos sábados e domingos às 16 e 19 horas . Em 12 de outubro (Dia das Crianças) haverá duas sessões gratuitas: uma às 16 e a outra às 19 horas .

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia para clientes e funcionários do BB, estudantes e maiores de 60 anos).

Bilheteria: de quarta a segunda – Vendas: www.eventim.com.br