Opinião dos pais: livros impressos são melhores

25/11/2011 – 21:22h
Matt Richtell e Julio Bosman *

Os livros impressos podem estar sob ameaça diante do crescimento dos e-books, mas eles encontram um ponto de resistência num grupo de pessoas: as crianças. Seus pais insistem em que os filhos passem os primeiros anos de vida curtindo os “antiquados” livros impressos.

Isso acontece até mesmo com os pais que leem muitos e-books, mesmo reconhecendo a duplicidade de comportamento. Eles dizem querer que os seus filhos sejam cercados por livros impressos para ter a experiência de virar uma página fisicamente, enquanto aprendem sobre formas, cores e animais.

Enquanto os livros adultos se tornam digitais mais rápido do que os editores previam, as vendas de e-books para crianças abaixo dos 8 anos de idade representa menos de 5% do total das vendas anuais, segundo estimativas de várias editoras.

Os livros infantis também são um grande alento para as livrarias físicas. Um estudo encomendado pela HarperCollins em 2010 identificou que 38% dos livros para crianças entre 3 e 7 anos tiveram sua compra decidida pelos pais ao encontrarem tais livros nas livrarias.

* Jornal The New York Times – 22/11/2011

“O mundo dos adultos é muito sem graça”

Cláudio Martins prefere o mundo das crianças - Foto: Cláudio Martins / Divulgação

24/11/2011 – 20:58h

Cláudio Francisco Martins Teixeira, o famoso Cláudio Martins, autor de 45 livros infantis, é mineiro, de Juiz de Fora. Mas ele não só inventa e escreve suas histórias… Também cria os personagens e desenha um por um, página por página de seus livros e de outros autores.

Sua obra é criativa e bem-humorada. Ele ilustrou aproximadamente 300 livros entre infantis e didáticos, além de 1000 capas para várias editoras nacionais.

Mas seu trabalho não começou assim.

Cláudio Martins conta que, primeiro, estudou desenho industrial e durante muitos anos trabalhou em projetos de tecnologia, meio ambiente e cultura, além de rodar por jornais e revistas.

“Mas o mundo dos adultos é muito sem graça, imaginação, sem fantasia” _ afirma o autor.

Ao constatar isto, ele decidiu mudar sua trajetória profissional. “Um dia, resolvi cair de sola, de cara e coração na literatura infantil. Desenhei uma porção de histórias, uma montoeira de personagens, tudo o mais alegre e divertido que pude. Ganhei prêmios internacionais, nacionais e até alguns municipais, o que me divertiu mais ainda” _ explica Cláudio Martins.

Aos 63 anos de idade, ele é um autor consagrado e sua obra reconhecida em Minas, no Brasil e no exterior. Já participou de feiras de livros na Catalunha, Frankfurt, Bolonha, Gotemburgo, Quito, Bratislava, entre outros, e conquistou prêmios importantes:

Selecionado para o Prêmio Catalunha de Ilustração – Espanha

Participação na Lista de Honra do IBBY (Internacional Board on Books for Young Peoples), Suíça, que a cada dois anos seleciona, dentre todos os seus países membros, os cem melhores ilustradores, tradutores e autores

Prêmio “Octogone” – Literatura de Transgressão – França

1991 – Prêmio Jabuti – Ilustração – Câmara Brasileira do Livro

1992 – Prêmio Jabuti – Ilustração – Câmara Brasileira do Livro

Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte)

Prêmio Autor Revelação e

Prêmio Melhor Livro para Crianças: “Eu e Minha Luneta” – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil

Prêmio Adolfo Aizem – Ilustração – União Brasileira de Escritores

O site de Cláudio Martins é http://www.claudiomartins.com.br

“Ser criança é muito mais do que um estado de espírito; é um estado de inteligência” – Cláudio Martins

Na hora de ler uma história

20/11/2011 – 21:47h

1- Leia de forma simples: não se preocupe muito com a entonação ou com grandes interpretações.
2- A leitura deve ser agradável também para você.
3- Leia em voz alta e confie na imaginação das crianças.
4- História não é só na hora de dormir, por isso leia sempre que possível: pela manhã, à tarde ou à noite.
5- Leia em qualquer lugar: no parque, na praça, na praia, na sala de sua casa, na escola.
6- Sinta-se bem com a atividade: se você estiver confortável e feliz por estar lendo, a criança vai se sentir bem em estar ali ouvindo. E vai receber a leitura como um gesto de amor de sua parte.
7- Valorize o texto e as ilustrações: mostre o livro e suas figuras. É uma forma de facilitar a compreensão, estimular o senso estético e fixar o conteúdo da história.
8- Deixe a criança tocar nos livros: como se ela estivesse descobrindo novos brinquedos.
9- Ás vezes, você está lendo uma história e está brincando com outro livro. Mas não se preocupe, por que ela está atenta à sua leitura. Crianças têm essa capacidade.
10- Leia quantas vezes a criança pedir: cada vez que você lê a mesma história, a criança descobre novos detalhes e outros significados. Ou talvez ela só queira ter certeza de que o final continuará o mesmo.
E mais: leia e releia se for um pedido da criança.

Uma contadora de histórias: Rosana Mont´Alverne

16/11/2011 – 19:25h

Na categoria Entrevistas deste blog, o leitor vai conhecer um pouco mais sobre a atividade de contador de histórias que, com emoção, encantamento e alegria, vem tocando os corações das crianças e fazendo elas se interessarem mais pelos livros. Estes profissionais que movimentam magicamente o setor da literatura infantil, estiveram reunidos no Rio de Janeiro, na semana passada, 9 a 13 de novembro, num dos principais eventos da classe: Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.
Minas Gerais teve vários representantes especialmente a Rosana Mont´Alverne Neto, a personagem da nossa entrevista que comenta a respeito do evento, do trabalho do contador de histórias e de sua carreira.
Rosana Mont´Alverne nos parece um ícone da classe em Belo Horizonte: ela é contadora, escritora de livros infantis, fundadora do Instituto Cultural Aletria, idealizadora e coordenadora dos projetos culturais desta editora, “Conto Sete em Ponto” e “Encantadores de Histórias”, entre outros. Rosana é graduada em direito pela UFMG, professora e pesquisadora. Pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas e em Arte-Educação pela PUC-MG. Também é Mestre em Educação pela UFMG.
Em sua entrevista, ela explica que “os contadores de histórias existem desde os primórdios da organização social. Está gravada no inconsciente coletivo da humanidade a imagem de nossos ancestrais sentados ao redor do fogo contando histórias”. E mais: segundo ela, “trata-se de um fenômeno que vem arrebatando estudiosos, artistas e simpatizantes e que demonstra sua importância como arte, como estímulo à leitura e como formador da identidade de povos e gerações”.

Uma manhã para brincar com Hikôki

9/11/2011 – 10:15h

A foto mostra desenho dos personagens Hikôki e Ana Laura feito por aluno do Algodão Doce Crédito: Eliana

No dia 27 de outubro, estive na Escola Infantil Algodão Doce, Rua Maranhão 181, em Belo Horizonte, para um encontro com três turmas: maternal 3, primeiro e segundo períodos.  O motivo: falar sobre “Hikôki e a mensageira do Sol” que escrevi pelo desejo de também poder contribuir para a formação das crianças.

A professora Daniele Falcão já tinha contado a história para sua turminha do maternal e, como o interesse pelo livro foi grande, então, fui convidada para explicar como a história foi criada e mais: como um livro é produzido. Deste encontro ainda participaram as professoras das outras turmas, a Luana Figueiredo e Simone Torres.

Achei que seria difícil explicar para crianças tão pequenas sobre as etapas de produção literária… Que nada! Os alunos se mostraram muito à vontade, quando falei sobre texto escrito no computador, ilustração, impressão, capa etc… E pediram o que mais queriam: que eu contasse a história novamente para eles.

Narrei as aventuras de “Hikôki e a mensageira do Sol” e eles ouviram, sorriram, brincaram e me encantaram. No final, ainda me presentearam com desenhos que fizeram dos trechos da história que mais gostaram. A grande maioria desenhou o pássaro Hikôki voando com a personagem Ana Laura acima da Terra… Eles gostam mesmo é de aventura.

Jornal Estado de Minas – Caderno Guri

9/11/2011 – 10:10h

“Guri” deu uma matéria sobre o lançamento do livro “Hikôki e a mensageira do Sol”, na edição de sábado, dia 22 de outubro de 2011, página 9, com o título: “Luz essencial para a vida”. O texto da matéria é transcrito abaixo.

“A criançada que acorda cedinho e adora sentir a luz do Sol quentinho tocando a pele não pode deixar de ler o lançamento da escritora Rosa Maria Miguel Fontes e da Editora Miguilim. O livro “Hikôki e a mensageira do Sol” conta a história dos dias que deveriam ser sempre brilhantes pela luz do nosso astro.

A luminosidade do dia e os raios de Sol encantam e alegram a todos, inclusive uma ave chamada Hikôki, que voa tão alto, que consegue ver a Terra e seus contornos lá de cima. Em seus voos, ela sempre visita um sábio que vive num reino mágico bem pertinho da Terra, chamado Reino do Sol. O sábio acredita que a luz emitida pelo astro deve ser para sempre e ele precisa de um súdito para ensinar tudo o que sabe para prosseguir sua jornada.

A ave, que já viajou por todos os cantos do planeta, conhece uma criança especial que poderia seguir os passos do mestre e difundir pela Terra o poder e a importância de a luz do dia ser contínua. A pequena e curiosa Ana Laura topou o desafio e se dispôs a ir até o Reino do Sol conhecer o mestre e o tal lugar mágico.

A criança se aventurou e foi voando, voando alto com Hikôki, até chegar ao reino e conhecer as ideias do mestre e o mundo mágico que havia sido prometido. A curiosidade não deixou Ana Laura se calar e ela perguntava tudo o que podia para poder tomar a decisão: se iria seguir os ensinamentos do sábio e divulgar o poder do Sol pelo planeta”.