Pesquisa mostra situação dos e-books no Brasil

17/2/2012 – 19:39h

Eduardo Melo

Desde que a venda comercial de e-books começou no Brasil, em fins de 2009, o número de livros digitais em português sempre foi escasso – nunca passando de alguns milhares. Ao que parece, a situação está mudando.
A Simplíssimo realizou uma pesquisa no mês de janeiro para apurar dados atuais sobre a oferta de e-books em português, a composição dos catálogos, os formatos disponibilizados, principais gêneros disponíveis, entre outras informações. Foram consultados os sites das principais livrarias que oferecem e-books em português (Gato Sabido, Saraiva, Cultura e Amazon), no dia 20 de janeiro, e relacionados os títulos efetivamente disponíveis aos consumidores. As informações são públicas e podem ser verificadas de forma independente por qualquer pessoa interessada.
Como contexto para esta pesquisa, convém recordar rapidamente a trajetória da venda de e-books no Brasil. Em dezembro de 2009, havia cerca de 300 e-books em português à venda na livraria Gato Sabido, à época da sua estreia. A Gato abriu as portas logo após o Kindle passar a ser vendido internacionalmente pela Amazon, em outubro de 2009. Logo depois, entre março e abril de 2010, Saraiva e Cultura aderiram à venda de e-books, mas as editoras não sentiram pressa em aderir aos livros digitais. O reflexo disso se verificou no ano seguinte, em abril de 2011, quando havia somente de dois e três mil e-books em português, segundo os números fornecidos pelas livrarias.
Passados agora dois anos da “chegada” do e-book ao Brasil, a situação mudou definitivamente. O volume de livros digitais em português mais que triplicou nos últimos meses.

Os dados obtidos mostram o cenário real sobre os e-books no Brasil. Em 20 de janeiro de 2012, a livraria brasileira com a maior oferta de e-books era a Gato Sabido, com 7.292 títulos em português. A Xeriph (distribuidora de e-books e empresa “irmã” da Gato Sabido) reúne mais títulos que a Saraiva, a maior rede de livrarias do país. O leitor irá notar que a Livraria Cultura não aparece no gráfico. Muitos títulos em português apareciam misturados aos estrangeiros e essa segmentação incorreta não permitiu contar com precisão a oferta em português.
É importante ressaltar que a maioria dos títulos disponíveis na Amazon não está disponível nas demais livrarias. Ao que parece, ainda são bem poucas as editoras que oferecem conteúdo na Amazon, e os títulos em geral são de domínio público ou publicados diretamente por autores.

Analisando a oferta de e-books pelas dez editoras que mais publicam em formato digital e comparando a distribuição entre as livrarias, salta aos olhos a discrepância. Os catálogos diferem, às vezes radicalmente, de livraria para livraria. Algumas editoras aparentam dar exclusividade a uma livraria, outras até estão presentes em todas, mas restringem a oferta de títulos nesta ou naquela.

Considerando que a Amazon possui um catálogo de e-books diferenciado das outras livrarias, e que as livrarias brasileiras não oferecem as mesmas obras entre si (haja visto os desvios na oferta de títulos das editoras em cada livraria), é possível afirmar que há pelo menos 11 mil e-books em português disponíveis. Talvez um pouco mais, mas seguramente 11 mil e-books.As dez maiores editoras brasileiras em oferta de e-books somam, juntas, 4.086 e-books. Representam, portanto, mais de 1/3 dos e-books em português disponíveis. Se ampliarmos o quadro e considerarmos as 30 editoras que mais oferecem e-books, elas respondem por metade dos títulos em português.

*Eduardo Melo é diretor do site Revolução Ebook e fundador da Simplíssimo Livros. Trabalha com e-books desde 2007, quando fundou a ONG Editora Plus. Também é graduado em História e mestre em Letras.
*O artigo foi extraído do site Publish News, onde foi publicado no dia 10 de fevereiro.

Uma guerreira a favor da inclusão

A escritora Cláudia Werneck é reconhecida mundialmente Foto/ Divulgação

4/2/2012 – 21:49h

Cláudia Werneck, autora de “Sonhos do Dia”, editora WMA, também é jornalista, palestrante e escritora com mais de 200 mil livros sobre inclusão, discriminação e diversidade vendidos no Brasil e exterior, além de 12 títulos publicados para crianças e adultos em português, inglês e espanhol, segundo dados divulgados pela editora.
Ela teve uma atuação pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos demais países da América Latina desde 1992. É autora de diversos capítulos de livros publicados em parceria com universidades, institutos, organizações da sociedade civil e governos.
No ano de 2000, tornou-se a primeira escritora brasileira a ter livros recomendados simultaneamente por Unesco e Unicef, reconhecimento tornado público por meio de uma logomarca especialmente criada e publicada na capa de seus livros. Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980) tem pós-graduação em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (1998).
Empreendedora social, integra desde o ano de 2003 as duas mais conhecidas redes de empreendedorismo social do mundo, a da Ashoka Empreendedores Sociais (Estados Unidos) e a da Fundação Avina (Suíça), que reúnem lideranças internacionais com vocação e experiência na criação de ideias inovadoras para influência em políticas públicas.
Os ideais de Cláudia Werneck promoveram muitas campanhas em favor dos deficientes e são reconhecidos em várias partes do mundo. Ela é constantemente convidada para fazer palestras, participar de eventos, receber prêmios, dar consultoria, entre outros, dentro e fora do Brasil.
No Brasil, já atuou como consultora de importantes instituições, inclusive, da Rede Globo, na concepção de roteiros, cenas e falas de diversos programas e novelas que envolviam o tema inclusão de pessoas com deficiência. Juntamente com Alberto Arguelhes, fundou a WVA Editora, a primeira editora especializada em inclusão no Brasil e pioneira da edição de livros acessíveis. Suas obras foram premiadas ou indicadas pelo Ministério da Cultura e Ministério da Educação.
Enquanto atuou como jornalista, Cláudia foi chefe de reportagem da revista “Pais & Filhos”, da Bloch Editores; debatedora do programa “Sem Censura”, na TV Educativa e escreveu para as revistas “Crescer” (editora O Globo), “Desfile”, “Manchete”, “Manchete Saúde”, “Mulher de Hoje”, “Carinho” e “Carinho Romance” (Bloch Editores); “Jornal da Família” e “Caderno de Turismo”, do jornal O Globo.