A respeito do espírito da palavra

1/6/2012 – 22:49h

Meishu-Sama *

Na Bíblia está escrito: “No princípio era o Verbo. Todas as coisas foram feitas por ele”.

Isso se refere à ação do espírito da palavra. Começarei explicando o significado fundamental dessa expressão.

A palavra, naturalmente, é constituída e emitida pela ação da voz, da língua, dos lábios e do maxilar, mas a origem dessa emissão, não resta dúvida, é o pensamento que se manifesta em forma de palavras. O pensamento é a manifestação da vontade.

Suponhamos que surja no homem alguma vontade. Para manifestá-la através de palavras, o pensamento entra em ação. Naturalmente, na ação do pensamento ocorre o discernimento do correto e do incorreto, do bem e do mal, do sucesso e do insucesso etc. O conjunto disso é a inteligência e sua manifestação é o espírito da palavra. A manifestação do espírito da palavra é a ação.

Baseados nesse princípio, não estaremos equivocados se dissermos que existem três níveis: pensamento, espírito da palavra e ação. Assim, o pensamento está ligado ao mundo espiritual; o espírito da palavra, ao mundo do espírito da palavra; a ação, ao mundo material. Isto é, o espírito da palavra fica entre o oculto e o manifesto. Pode-se dizer que ele é mediador entre o pensamento e a ação. Através disso, poderão compreender quão importante é o seu papel.

O espírito da palavra é semelhante a uma marionete: a manifestação da alma ou do espírito fica à sua mercê. Irritar as pessoas ou fazê-las rir, preocupá-las ou tranquilizá-las, entristecê-las ou alegrá-las, provocar conflitos ou paz, obter sucesso ou insucesso, tudo depende do espírito da palavra. Usá-lo de forma leviana é muito perigoso.

Por outro lado, apenas manejar habilmente o espírito da palavra, não passaria de uma simples técnica. A pessoa se assemelharia a um humorista, comediante ou comentarista. Se na base do espírito da palavra não houver força para a manifestação de um grande poder, não há qualquer sentido.

Mas, tratando-se de força, existe a benigna e a maligna. Ou seja. O espírito das palavras malignas constitui pecado e o espírito das palavras benignas constitui virtude. Assim, o homem deve se esforçar para usar o espírito das palavras benignas. Nestas, evidentemente, o fundamental é o “makoto”, que se origina de Deus.

Portanto, não há outro recurso senão reconhecer a existência de Deus. Se a pessoa não for religiosa, não conseguirá manifestar o verdadeiro “makoto” e, por isso, não se manifestará a força benigna do espírito da palavra.

* Meishu-Sama é fundador da Igreja Messiânica