Preço do livro continua caindo

12/7/2012 – 19:35h

O novo levantamento “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro” com dados de 2011 _ divulgado dia 11/7 _ revela outros dados importantes: o preço médio do livro, computados todos os gêneros, recuou 6,11% nas vendas das editoras ao mercado numa queda acumulada de 21,8% desde 2004. Descontada a inflação, significa decréscimo real no preço médio do livro de 44,9% no período 2004-2011.

Em 2010, o preço médio do livro nas vendas ao mercado era R$ 12,94 e, no ano passado, caiu para R$ 12,15. A desoneração do PIS e da Cofins para os livros, medida que vigora desde 2004, somada a economia de escala alcançada com o aumento do número de livros produzidos e a política cambial, bem como a concorrência acirrada do mercado, permitiram a permanência da tendência de redução no preço médio do livro.

Realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE/USP), sob encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a pesquisa apura dados nos segmentos básicos que sustentam a cadeia produtiva do livro: o mercado (livrarias e outros pontos de venda) e o governo (que compra das editoras por meio de programas como Plano Nacional do Livro Didático-PNLD). O preço médio do livro, portanto, não corresponde ao que é pago pelo consumidor e sim às vendas das editoras ao mercado e ao governo.

Quando considerados os dois segmentos da pesquisa, a conta do preço médio do livro expressou aumento de 0,1% — porque o mercado respondeu pelo declínio de 6,11%, enquanto o governo alcançou porcentagem semelhante, mas em direção oposta. O preço médio total (mercado + governo) foi R$ 10,30 em 2011 e, em 2010, R$ 10,29.

De qualquer modo, segundo a pesquisa, houve crescimento no número total de exemplares vendidos, que foi de 438 milhões de exemplares em 2010 para 469,5 milhões de exemplares em 2011, uma variação de 7,2%. Este é um dos motivos para os pesquisadores concluírem que os brasileiros continuam a ler mais.

E-books

Incluídos pela primeira vez na pesquisa do setor editorial, os títulos digitais ainda não têm influência significativa na elevação ou queda do preço médio do livro, mas já fazem boa presença no panorama editorial com mais de 5.200 títulos lançados em 2011. O número equivale a aproximadamente 9% dos mais de 58 mil títulos lançados em 2011. Em relação às vendas, o total correspondente a um faturamento próximo de R$ 870 mil.

Brasil consumiu quase 470 milhões de livros

11/7/2012 – 15:10h

As editoras brasileiras comercializaram aproximadamente 469,5 milhões de livros em 2011, estabelecendo um novo recorde de vendas para o setor. O número é 7,2% superior ao registrado em 2010, quando cerca de 438 milhões de exemplares foram comercializados. Do ponto de vista do faturamento, o resultado também foi positivo, e atingiu a casa dos R$ 4,837 bilhões – um crescimento de 7,36% sobre o ano anterior, o que, se descontada a inflação de 6,5% pelo IPCA do período, corresponde a um aumento real de 0,81%.

Essas são algumas das informações contidas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2011. A pesquisa é realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O resultado foi anunciado nesta quarta-feira, 11 de julho, na sede da CBL, em São Paulo.

A pesquisa detectou que o número de exemplares vendidos cresceu de 437.945.286, em 2010, para 469.468.841, em 2011. No ano passado, foram publicados 58.192 títulos, que representaram um aumento de 6,28% em relação a 2010. Do total de títulos editados em 2011, 20.405 foram de lançamentos, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Já o número de exemplares produzidos teve um desempenho mais tímido em 2011, indo de 492.579.094 em 2010, para 499.796.286 em 2011, uma variação de 1,47%.

Chama a atenção também na pesquisa a retomada no crescimento das vendas às livrarias, que vinham perdendo espaço nos últimos anos. Se, em 2011, as livrarias correspondiam a 40,51% das vendas ao mercado, em 2012 elas saltaram para 44,9%. Por outro lado, as vendas ao canal porta-a-porta recuaram dos 21,66% de participação em 2010 para 9,07% em 2011. Além das livrarias, as vendas das editoras para Igrejas e Templos (de 1,26% em 2010, para 4,03% em 2011), supermercados (de 1,47%, para 2,4%) e bancas de jornal (de 0,36%, para 2,21%) também ganharam espaço no período.