Bom para a mente e o intelecto

31/1/2013 – 20:40h

Especialista explica que os jovens estão lendo mais atualmente, no entanto, a qualidade da leitura diminuiu. Os clássicos, por exemplo, estão de fora do interesse juvenil.

Segundo a professora Júlia Gorla, best-sellers como a saga Crepúsculo e os volumes de Harry Potter são devorados pelos leitores jovens - Imagem Harry Potter/Divulgação


Na sociedade, ler significa ampliar o conhecimento e o vocabulário. A professora de Língua Portuguesa do Centro Universitário de Araraquara (Uniara), Julia Gorla, conta que a prática vai muito além. “As pessoas se esquecem de que a leitura nos ajuda a pensar. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois a leitura nos proporciona a capacidade de interpretar o que está além de nossos próprios limites de espaço e cultura”, comenta.

Julia explica que, em geral, “o conhecimento do mundo precede o conhecimento da palavra, mas é pela escrita que se dá a ampliação do reconhecimento do que somos e do que se encontra ao nosso redor: é o uso da ‘palavramundo’, de Paulo Freire, que nos torna completos”.

Julia comenta que, apesar de os jovens estarem lendo mais atualmente, a qualidade da leitura feita, no entanto, diminuiu. “Ao contrário do que muita gente pensa, os mais novos têm lido até mais do que a geração anterior. Há muitos best-sellers que são devorados por eles, como, por exemplo, a saga Crepúsculo e todos os volumes de Harry Potter. Porém, a leitura dos clássicos não faz mais parte da leitura prazerosa e as causas são várias: a escola tradicional não a estimula adequadamente como fator de aquisição de conhecimento, mas sim de obrigação e, às vezes, até de punição”, conta.

“Lembro-me de que em várias situações presenciei crianças que ficavam na biblioteca da escola como castigo por conduta inadequada. As associações negativas estabelecidas nesses momentos fazem com que a criança, aos poucos, passe a encarar os livros como algo entediante e, com o tempo, ela se torna um jovem com aversão aos livros. Outra causa é a vida que ficou rápida demais. O controle remoto, a internet, as mensagens instantâneas dos celulares nos tornaram ‘imediatistas’, assim, a leitura é vista como algo lento e chato”, completa.

Para ela, a única forma de fazer com que essa prática aumente novamente é estimular a leitura. “Investimentos em bibliotecas, professores capacitados, adequação do conteúdo das aulas de literatura são elementos que podem incentivar os jovens a terem maior contato com as palavras”, explica.
Ela diz que também é papel dos pais estimular a prática. “Pais que não leem dificilmente poderão ensinar aos filhos os benefícios da leitura de informação e entretenimento”, comenta.

Outra dica da docente é a preferência dos jovens por livros digitais. “Eles dominam a tecnologia e, assim como o de papel, esse livro é facilmente manuseado e transportado. A diferença é que ele pode ser até mais interativo e atraente para os jovens. A forma como a leitura chega até eles é o que menos importa. O que vale é se ela os alcança, pois se isso ocorre, a perspectiva sobre si, sobre o outro e sobre o mundo que os cerca se transforma e eles se tornam pessoas mais completas e aptas a fazerem a diferença em seu ambiente”, finaliza.

(Fonte: Agência de Notícias Brasil que lê – Portal Araraquara.com)

Livro para crianças de 5 anos

29/1/2013 – 20:56h

Sete patinhos distraídos brincam na lagoa. Um jacaré faminto ronda os irmãos, pronto para dar o bote. Quando o réptil tem fome, o que fazer? Com versos sonoros e recheado de jogos de palavras, o escritor gaúcho Caio Riter demonstra isto no seu  novo livro “Sete patinhos na lagoa”, pela Editora Biruta.

O autor mais uma vez se apresenta no campo da prosa poética, narrando a história dos patinhos de maneira divertida. Toda essa obra é complementada com ilustrações do francês Laurent Cardon, que consegue dar aos seus desenhos movimento e ação. Não há sobreposição de texto e imagens; pelo contrário, um complementa o outro.

As sete pequenas aves estão na lagoa, aproveitando mais um dia de sol. Barnabé, o jacaré, está faminto e vê nos pequeninos a oportunidade perfeita para tirar a barriga da miséria. Depois de comer um, dois, três (!) patinhos, Barnabé é obrigado a ter ideias ardilosas – e estilosas – para poder complementar o seu jantar.

O livro tem 40 páginas e é indicado para crianças a partir de 5 anos de idade.

Outro lançamento recente da Editora Biruta é “O Segredo de Rigoberta”, de Raquel M. Barthe. Este livro conta a história de vovó Rigoberta e seu segredo, além de explorar o convívio do idoso no universo familiar.

Projetos de BH para incentivar a leitura

28/1/2013 – 20:54h

A assessoria de imprensa informa sobre as ações da Prefeitura de Belo Horizonte, que visam incentivar a leitura na cidade, e dos prêmios para promover o trabalho de escritores, ilustradores e editoras. Vale lembrar a recente pesquisa da Ibope que aponta Belo Horizonte como a cidade onde os moradores mais leem livros: 41% dos entrevistados disseram ter lido pelo menos um livro nos últimos 30 dias.

Imagem: Divulgação Portal PBH

Um dos programas é feito por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), que desenvolve o Belo Horizonte, Cidade Leitora, que democratiza o acesso à leitura na cidade e forma leitores por meio de bibliotecas públicas e projetos de valorização e estímulo à leitura. A FMC investe na renovação dos acervos bibliográficos, na formação continuada dos seus profissionais por meio de cursos com especialistas e escritores de todo o país, na participação em eventos externos como seminários e congressos e na melhoria de sua infraestrutura física e tecnológica.

Além de atuar nas 19 bibliotecas públicas (15 situadas em centros culturais, três em regionais e a Biblioteca Infanto-Juvenil), o programa Belo Horizonte, Cidade Leitora apoia também a ação da sociedade civil, com a aquisição e a distribuição de livros novos, criteriosamente selecionados, para as bibliotecas comunitárias, que são implantadas, mantidas e geridas pela sociedade civil da capital. Além disso, são promovidos cursos de formação específica na área, estendidos para os voluntários e profissionais que lidam com leitura e concepção de leitores na cidade.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, propõe diversos programas de incentivo à leitura. De acordo com a coordenadora do programa de bibliotecas da PBH, Carolina Teixeira de Paula, essas ações agregam diversos valores aos alunos da Rede Municipal de Educação. “As ações contribuem para desenvolver a reflexão e o espírito crítico dos alunos, tornando-se verdadeiras ferramentas de inclusão social. A partir dessas ações, os educandos têm a possibilidade de se constituírem como sujeitos que compreendem melhor a si e ao mundo”, disse.

Prêmios servem como incentivo

Além de investir na formação de leitores, a Prefeitura de Belo Horizonte fomenta também a criação literária por meio dos prêmios João de Barro e Cidade de Belo Horizonte. O edital para o Prêmio Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte está aberto e recebe inscrições até o dia 22 de março deste ano. O concurso irá premiar com R$ 50 mil obras inéditas, de autores brasileiros, nas categorias Conto, Dramaturgia, Poesia e Romance. Os interessados podem acessar o edital no link www.pbh.gov.br/cultura.

Programas de destaque em BH

– Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Educação tem como objetivo levar o aluno ao diálogo com o conhecimento, além de estimular e propor novas questões que poderiam ser objeto de pesquisa. Atualmente, 186 escolas municipais com bibliotecas que possuem verba própria para aquisição de acervo. O programa conta, ainda, com a atuação de 41 bibliotecários e cerca de 430 auxiliares de biblioteca, além de professores que desenvolvem vários trabalhos de incentivo à leitura.

– Kit Literário: a Prefeitura oferece livros literários no kit de material escolar distribuído gratuitamente aos alunos das escolas municipais, das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e creches conveniadas. Além do material escolar específico para cada faixa etária, os alunos levam para suas casas títulos das literaturas brasileira e universal. Os livros que compõem esses kits abrangem diversos gêneros literários, que são escolhidos em função da adequação temática à faixa etária, de sua qualidade literária e da qualidade do projeto gráfico-editorial.

– Jornada Literária: projeto criado para viabilizar alternativas práticas que contribuem para efetivar qualitativamente o processo de formação escolar com o público adolescente. O programa de bibliotecas participa conjuntamente da Jornada Literária, cujo resultado final foi a confecção de um livro literário de autoria de alunos de cada escola envolvida no processo.

Livro digital nas escolas públicas

Foto: Portal Brasil - Divulgação Governo de São Paulo

25/1/2013 – 20:24h

Brasília – O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) abriu o período para inscrições de obras destinadas a alunos e professores do ensino médio da rede pública para o ano letivo de 2015. A partir de agora, as editoras também poderão inscrever livros digitais – cujo acesso pode ser feito em computadores ou em tablets.

A versão digital deve vir acompanhada do livro impresso, ter o mesmo conteúdo e incluir conteúdos educacionais digitais como vídeos, animações, simuladores, imagens e jogos para auxiliar na aprendizagem. Continua permitida a apresentação de obras somente na versão impressa para viabilizar a participação das editoras que ainda não dominam as novas tecnologias.

A outra novidade é a aquisição de livros de arte para os alunos do ensino médio da rede pública. Os demais livros a serem comprados pelo governo são os de português, matemática, geografia, história, física, química, biologia, inglês, espanhol, filosofia e sociologia.

Os títulos inscritos pelas editoras são avaliados pelo Ministério da Educação que elabora o Guia do Livro Didático com resenhas de cada obra aprovada. Esse guia é disponibilizado às escolas que aderiram ao PNLD do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Cada escola escolhe, então, os livros que deseja utilizar.

De acordo com o Ministério da Educação, a previsão inicial de aquisição para 2015 é de aproximadamente 80 milhões de exemplares para atender mais de 7 milhões de alunos.

O período de inscrição de obras pelo Programa Nacional do Livro Didático vai até 21 de maio. De 3 a 7 de junho, estará aberto o período de entrega de livros impressos e da documentação. De 5 a 9 de agosto, o de entrega de obras digitais e respectivos documentos.

(Fonte: Agência Brasil)

Narrativa em vez de games

Na opinião de Susan Greenfield, os danos dos games são "uma constatação irrefutável" - Foto: Internet

24/1/2013 – 20:04h

Susan Greenfield, cientista especializada em doenças degenerativas do cérebro, em entrevista à Revista Veja (9/1/2013) apresentou as razões de estar sempre alertando sobre o perigo dos videogames na infância. Segundo ela, o hábito da jogatina está produzindo adultos “sem ética e atrofiados emocionalmente”.

Interessante foi a forma que esta polêmica pesquisadora encontrou para defender sua tese:

“Pense na fábula da princesa presa na torre. Existe uma enorme diferença entre a experiência de ler sobre Rapunzel em um livro e a de participar de um game em que o objetivo é resgatá-la. O livro apresenta à criança a narração plena da história da princesa. A vida dela faz parte de um contexto. Já no game, a princesa é apenas um objetivo, não importa nem como ela chegou a ser aprisionada na torre, não se constrói em nenhum momento um vínculo emocional com a personagem, tampouco se discutem as razões éticas de aprisionar alguém ou as virtudes de caráter ou de coração do ato de salvá-la. A única coisa que importa é ganhar o jogo. Parece-me evidente que são duas vias bem distintas”.

Outra afirmação de Susan Greenfield, que foi a primeira mulher a presidir o Royal Institute (o mais antigo centro de pesquisa independente do mundo):

“O ser humano é produto de histórias, da preservação de memórias, enfim, da narrativa”.

Biblioteca exclusiva de livro digital

23/1/2013 – 19:57h

Tal como nas bibliotecas tradicionais, os cidadãos poderão consultar e requisitar centenas de exemplares, porém, eletrônicos. Este espaço foi idealizado nos Estados Unidos com previsão de ser inaugurado ainda este ano.

Imagem: site da IBM

Com a migração da leitura para as plataformas digitais, os livros em papel tendem a perder cada vez mais adeptos, o que não significa que as pessoas deixem de frequentar bibliotecas. Com esta ideia em mente, um americano criou a BiblioTech, a primeira biblioteca pública dos Estados Unidos sem um único livro em papel.

Foi na leitura de um livro em papel – a biografia de Steve Jobs – que Nelson Wolff, um juiz do condado de Bexar, na cidade de San Antonio, no Texas, encontrou inspiração para um projeto inovador: a BiblioTech. Mas Wolff, que é um amante assumido de livros e têm uma coleção invejável de primeiras edições, ainda assim, não quis passar à margem da nova tendência de leitura, os livros digitais.

Juntamente com outros dirigentes do condado, passou alguns meses a pensar no assunto e, no outono, os cidadãos de San Antonio já podem frequentar o novo protótipo da região, segundo o juiz, uma biblioteca desenhada – e não adaptada – para a idade digital.

Em vez de prateleiras repletas de livros, no espaço de cerca de 460 metros quadrados, encontrarão computadores onde poderão ler centenas de livros digitais. “Se quiser ter uma ideia de como será, vá até uma loja da Apple”, disse Wolff a um site local.

Segundo a ABCNews, a biblioteca começará a funcionar com cem livros electrónicos (e-books), que poderão ser requisitados, ou, neste caso, descarregados e que, passado o prazo de validade estipulado, deixam de poder ser consultados. Além destes exemplares, haverá 50 e-books para crianças, 50 estações de leitura, 25 computadores portáteis e 25 tablets à disposição dos utilizadores.

Serão, igualmente, estabelecidas parcerias com criadores de e-books para aumentar a coleção da nova biblioteca, que fixou como objetivo um total de dez mil livros. Por enquanto, o acesso a esta biblioteca será completamente gratuito e o único gasto que os utilizadores poderão ter será com a impressão de algum texto.

No entanto, Wolff adverte que a BiblioTech não pretende substituir o sistema de bibliotecas da cidade, mas melhorá-lo, uma vez que “as pessoas vão sempre querer livros, só  não vão poder fazer na nossa biblioteca”. Já em 2002, o sistema de bibliotecas do Arizona tinha aberto uma pequena biblioteca sem livros numa zona em que a maioria dos habitantes não tinha acesso à internet, mas, passados alguns meses, a pedido dos cidadãos, acabaram por ser introduzidos alguns livros em papel.

Na maioria das bibliotecas norte-americanas a par dos livros tradicionais, os usuários também podem descarregar livros eletrônicos, contudo, esta é a primeira proposta de um sistema público de bibliotecas sem um único livro em papel.

Segundo Wolff será preciso pelo menos 250 mil dólares (187 mil euros) para garantir o acesso aos primeiros dez mil livros digitais. Os custos de design e de construção ainda não estão definidos, mas o plano é utilizar um edifício do condado que esteja desocupado para poupar nas despesas. “Queremos uma forma low-cost e eficaz de trazer leitura e aprendizagem ao condado e que também esteja focada na mudança no mundo da tecnologia”, disse.

O objetivo é estender o conceito, criando várias bibliotecas sem livros pelo condado de Bexar e nos subúrbios e, no futuro, investir na vertente multimídia, disponibilizando não só livros, mas também música e filmes.

(Fonte: Marta Portocarrero – Site do jornal português Público)

Biblioterapia vai ser aplicada no SUS

21/1/2013 – 21:45h

Técnica humaniza o ambiente hospitalar e ameniza até 80% dos sintomas experimentados pelos pacientes.

Os livros autorizados terão um selo com a inscrição: “Recomendado pelo Ministério da Saúde” - Foto: Portal do Aprendiz / Fotolia

De acordo com a ‘Agência Câmara Notícias‘, esta casa está analisando proposta que estabelece o uso da biblioterapia, ou seja, a terapia por meio da leitura, nos hospitais públicos e naqueles contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista no Projeto de Lei 4186/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS).

O deputado explicou que esse tipo de terapia é usado desde a Idade Antiga e que pesquisadores já recomendam o uso da leitura em tratamentos médicos desde o início do século 19. “Hoje, vem sendo desenvolvida por equipes interdisciplinares com constante participação dos bibliotecários, psicólogos e médicos, sendo no Brasil as regiões Sul e Nordeste as que concentram os maiores índices de aplicabilidade”, afirmou.

De acordo com Cherini, esse tipo de técnica humaniza o ambiente hospitalar e ameniza até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes, a depender da doença.

Autorização
Pela proposta, os materiais de leitura com função terapêutica só poderão ser prescritos e vendidos após autorização específica do Ministério da Saúde. Os livros autorizados terão um selo com a inscrição: “Recomendado pelo Ministério da Saúde”.

Os familiares dos pacientes também poderão participar das atividades de biblioterapia, desde que após prescrição médica. O texto também autoriza a venda de obras biblioterápicas em farmácias, drogarias e livrarias.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Leitura deve começar com os bebês

Imagem: Internet

19/1/2013 – 22:29h

Para experimentar a máxima de que é possível aprender se divertindo, basta escolher a opção que melhor lhe convém. Ler é como abrir uma janela para o mundo, seja o real ou o da fantasia. Se a leitura é essencial na formação humana, entrar em contato com ela desde cedo também o é. Quanto antes os pais incentivarem esse hábito, melhor será.

“A leitura é importantíssima, porque traz diversos benefícios para o conhecimento da criança” _ é o que afirma o pedagogo e professor da Universidade Católica de Brasília, Edgard Ricardo Benício. Ler é como abrir uma caixinha de conhecimento, em que o contato com o seu conteúdo possibilita o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de várias habilidades, como a fala, a escrita, o raciocínio, a imaginação e a reflexão. A participação dos pais nesse processo pode trazer resultados ainda mais positivos.

Uma dica de Benício é que os responsáveis debatam as histórias com os filhos, perguntem o que eles acham sobre alguns fatos e personagens. Dentro disso, é interessante tirar lições sobre a história, sobre como certo acontecimento foi bom ou ruim e os porquês disso e tentar associá-los à vida da criança para que ela possa aprender com aquilo.

No caso das crianças muito pequenas, esses questionamentos precisam ser mais simples, referindo-se à cor de um determinado desenho ou ao que um personagem está fazendo na ilustração, por exemplo.

Além de ser positiva para o enriquecimento intelectual dos pequenos, a leitura também é benéfica porque fortalece os laços entre os pais e os filhos. Para isso é importante, no entanto, que os responsáveis não imponham esses momentos. Eles devem ocorrer de forma natural e divertida para que a criança desenvolva o gosto pela atividade. Outra indicação do especialista é que a leitura seja feita de acordo com a escrita da obra para que os pequenos se acostumem com os estilos de narrativa.

Para conhecer esse universo não há barreiras de idade, há apenas especificidades que facilitam o interesse dos pequenos. O ideal é que os pais comecem a ler para os filhos o mais cedo possível.

Para não alfabetizados, livros devem ser brinquedos

De acordo com o professor, nos primeiros anos de vida da criança, o mais importante é que os livros sejam apresentados como brinquedos. Nesse momento, os pais devem incentivar os pequenos a interagirem com o livro e a desenvolver o gosto por conhecer histórias.

O ideal é que os enredos sejam bastante simples e felizes e os livros tenham tamanho e peso reduzidos para que as crianças possam carregá-los. Já as opções em tecido e material plástico são boas, porque podem ser manuseadas à vontade e levadas para todos os cantos, às vezes, até mesmo para o banho.

Em geral, os pequenos se interessam mais por livros coloridos e repletos de ilustrações. Formas e texturas diferentes também são apreciadas. Há diversas opções no mercado, inclusive em forma de ou acoplados a bonecos e bichos de pelúcia ou que emitem sons.

Com o desenvolvimento da criança, os pais podem escolher opções mais complexas com temas mais desenvolvidos e que apresentam novos assuntos, como a matemática. O mais importante sempre é que os pequenos participem da escolha, para que a leitura ocorra da forma mais natural possível.

Na fase de alfabetização, prefira letras em tamanho grande

De início, a alfabetização é um processo visto como complicado pelas crianças. Os pequenos balbuciam até mesmo para ler palavras curtas, com três ou quatro letras. Com o tempo, a leitura se torna mais sofisticada, quando uma frase já flui sem hesitação. Seus livros devem seguir esse processo. É importante escolher obras com histórias e frases bastante simples.

Além disso, o ideal é que as letras do texto sejam grandes porque a criança ainda não está habituada com a leitura massiva. Obras sem ilustrações, que contêm só texto, não são indicados nesse momento.

Não vale se limitar aos livros. Na hora da alfabetização, os pais devem incentivar os filhos a lerem o que lhes interessar, seja jornais ou panfletos de propaganda. Nessa fase, eles geralmente têm muita vontade de aprender e se interessam por interpretar todo o amontoado de letras que enxergarem pela frente. Isso é positivo e deve ser incentivado e elogiado pela família.

O desenrolar da aprendizagem da criança propicia, aos poucos, o interesse por obras mais complexas. Isso vai depender do amadurecimento e com a própria relação que o pequeno tiver com a leitura. Se ele já for acostumado desde cedo, é mais provável que queira conhecer novos livros. De acordo o professor, uma opção interessante para incentivar esse processo é criar metas de leitura, como uma obra por bimestre ou mês. O ideal é que a escolha seja do filho ou que o responsável conheça o enredo e comente como a história é legal e vai interessá-lo.

Segundo Benício, há diversas opções de livros infantis de qualidade no mercado. A própria literatura nacional é muito rica. Ele indica obras para crianças de autores como Ana Maria Machado, Vinicius de Moraes, Pedro Bandeira, Elias José, Maria Clara Machado e Ziraldo.

Fonte: Terra Brasil – 15/1/2013

“Internet: ferramenta para tornar obras publicáveis”

9/1/2013 – 21:17h

Entrevista

Henrique Yuichi Komatsu

Autor de livros digitais

Sites publicam os originais em formato digital e também em papel - Foto: Tarsila Pimentel

Rosa Maria: Quais os sites que publicam livros pela internet?

Henrique Komatsu: As duas melhores opções, em minha opinião, são o site “Smashwords” e o site “Issuu.com”. O primeiro porque coloca seu livro em formato digital para todos os e-readers do mercado e o segundo porque cria um livro virtual (dá para virar as páginas) para ser lido online… Funciona bem apenas para livros curtos.

RM: Como estes sites funcionam?

HK: No “Smashwords” você tem que formatar seu livro em documento do Word. O ideal é já formatar a página no tamanho da tela do Kindle (9 cm x 12 cm) e sem margens. No “Issuu.com” você tem que gerar o texto em PDF. Como o site gera um livro virtual, que vira as páginas, o ideal é formatar o livro com margens e com uma definição razoável (imaginando o livro como um livro físico realmente).

RM: O que esta descoberta significou para você?

HK: Com a descoberta desse novo meio, resolvi lançar meu primeiro livro infantil, intitulado “Gangorra”, para Kindle. Inclusive, fiz todas as ilustrações em preto e branco para que o livro pudesse ser lido sem problemas no e-reader da Amazon. A resposta foi muito interessante. A quantidade de downloads superou as expectativas. O fato de tê-lo lançado na versão em inglês e gratuitamente também contribuiu muito para o resultado.

Dessa primeira experiência, tive vários feedbacks no mesmo sentido: as pessoas querem livros infantis com cores. Além disso, querem livros infantis impressos. Neste ano de 2012, lancei meu segundo livro infantil “A Menina que viu Deus”. Evidentemente, com ilustrações coloridas. Mas a segunda demanda dos leitores _ livros impressos _  parecia ser uma realidade muito distante em razão dos custos de se imprimir um livro colorido.

RM: Neste caso, qual foi a solução?

HK: Descobri que a própria Amazon tem uma empresa que edita os livros e os vende em papel. O site chama-se “CreateSpace”. É um site bastante intuitivo. Você diagrama seu livro da maneira que desejar (dentro dos formatos ofertados pelo site, ou seja, o formato padrão é uma página de seis polegadas de largura por nove polegadas de altura). Depois, você tem que criar uma capa. O site também disponibiliza inúmeros templates para você gerar a capa que desejar. Algo digno de menção – especialmente para quem trabalha com livros infantis ilustrados – é a resolução mínima de 300 dpi das imagens.

Ao longo de todo o processo, o site dá retorno ao autor sobre o andamento e sobre eventuais problemas que precisam ser corrigidos. Os problemas apontados são sempre pertinentes e ajudam muito na qualidade do resultado final. Além disso, você pode acessar o suporte técnico gratuitamente que responde suas dúvidas sempre dentro de 24 horas… Isso é realmente impressionante. Todas as vezes que precisei de algum tipo de ajuda o suporte respondeu prontamente e resolveu o problema.

Como o site é vinculado à Amazon, uma vez aprovada a diagramação, o livro é disponibilizado nas lojas virtuais da Amazon americana, britânica, alemã, francesa, espanhola e italiana… Além, é claro, de disponibilizar o livro no site do “CreateSpace”. O próprio site  cria um ISBN para a obra, gratuitamente.

RM: E como ficam os custos, preços dos livros e direitos autorais?

HK: O autor mesmo define o preço do livro e, de acordo com o preço estabelecido, o site informa quanto ele irá receber de royalties por livro vendido. Se quiser receber mais royalties, basta definir um preço maior por livro. Ou seja, não há custo para publicar seu livro. Para cada livro vendido, eles ficam com uma parte para bancar a impressão e outros custos e o autor fica com a sua parte, referente aos direitos autorais. O preço é razoável se você não considerar a taxa de entrega para o Brasil! Eu, por exemplo, consegui colocar um romance de 100 páginas, somente texto, por 4 dólares e pouco. O livro infantil saiu mais caro: 50 páginas coloridas por 7 dólares e pouco.

RM: Quais foram as dificuldades que encontrou nesta experiência de lançar livros pela internet?

HK: Uma dificuldade? O site “CreateSpace” é todo em inglês. No entanto, espero que com a chegada da Amazon no Brasil eles disponibilizem uma versão em português. Agora, o que realmente interessa aos autores apaixonados pelo próprio livro: o resultado é excelente. A impressão é de ótima qualidade, as cores saem fiéis à imagem que você envia e o papel também é muito bom.

Estou com meus livros nas mãos, livre dos cadáveres que se prendiam aos meus calcanhares. Alcanço mais leitores do que jamais poderia imaginar. São leitores que têm se mostrado fiéis apesar de inesperados, pois alcanço pessoas em cantos muito estranhos do mundo.

RM: Você continua escrevendo?

HK: Acho que minha vida tem sido uma tentativa de me manter escrevendo. Em especial, o “CreateSpace” parece ser a ferramenta mais eficaz para tornar as obras publicáveis.

Lançar livros digitais está mais fácil

Henrique Yuichi Komatsu aderiu à internet - Foto: Tarsila Pimentel

9/1/2013 – 21:11h

Estamos muito mais envolvidos pelos processos digitais do que podemos imaginar. Se autores, editores e leitores pensam que o formato de livro eletrônico se limita às ofertas dos arquivos convertidos pelas editoras para leitura em tablets, computadores ou smartphones, estão enganados. Existem empresas e profissionais, com ofertas alternativas, que estão ajudando a promover ainda mais o livro digital e a nossa capacidade de conviver com esta realidade.

Autores que se sentem preparados para explorarem o potencial da tecnologia estão buscando novos caminhos para colocarem seus textos no mercado. Se eles não tinham a oportunidade de verem seus livros publicados em papel por uma ou outra editora brasileira encontram nos recursos digitais a possibilidade de lançarem seus trabalhos. É o caso do paulista Henrique Yuichi Komatsu, que procurou o blog “Conta uma História” para contar a sua experiência no lançamento de livros infantis e romances através de sites especializados.

Komatsu é formado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná.  Ao longo do curso interessou-se pela literatura e no último ano da graduação, em 2004, lançou o seu primeiro romance, “A Igreja de Pedra”, de maneira independente e impresso. Em 2006, escreveu o livro de contos, “Cidade Dormitório” e mais um romance que ficaram aguardando a resposta das editoras, enquanto Komatsu começava a escrever para crianças. Em 2009, então, ele descobriu a possibilidade de publicar livros na internet.

A experiência bem-sucedida deste jovem você vai ler aqui. Clique à direita do blog, na categoria “Entrevistas”, para conhecer os sites que converteram os textos de Komatsu para padrão digital e compatível com todos os e-readers do mercado; sites que produzem livros com a mesma aparência dos impressos, porém, no formato virtual; site vinculado à Amazon que faz o contrário: publica os originais eletrônicos em papel.