Narrativa em vez de games

Na opinião de Susan Greenfield, os danos dos games são "uma constatação irrefutável" - Foto: Internet

24/1/2013 – 20:04h

Susan Greenfield, cientista especializada em doenças degenerativas do cérebro, em entrevista à Revista Veja (9/1/2013) apresentou as razões de estar sempre alertando sobre o perigo dos videogames na infância. Segundo ela, o hábito da jogatina está produzindo adultos “sem ética e atrofiados emocionalmente”.

Interessante foi a forma que esta polêmica pesquisadora encontrou para defender sua tese:

“Pense na fábula da princesa presa na torre. Existe uma enorme diferença entre a experiência de ler sobre Rapunzel em um livro e a de participar de um game em que o objetivo é resgatá-la. O livro apresenta à criança a narração plena da história da princesa. A vida dela faz parte de um contexto. Já no game, a princesa é apenas um objetivo, não importa nem como ela chegou a ser aprisionada na torre, não se constrói em nenhum momento um vínculo emocional com a personagem, tampouco se discutem as razões éticas de aprisionar alguém ou as virtudes de caráter ou de coração do ato de salvá-la. A única coisa que importa é ganhar o jogo. Parece-me evidente que são duas vias bem distintas”.

Outra afirmação de Susan Greenfield, que foi a primeira mulher a presidir o Royal Institute (o mais antigo centro de pesquisa independente do mundo):

“O ser humano é produto de histórias, da preservação de memórias, enfim, da narrativa”.