Projetos de BH para incentivar a leitura

28/1/2013 – 20:54h

A assessoria de imprensa informa sobre as ações da Prefeitura de Belo Horizonte, que visam incentivar a leitura na cidade, e dos prêmios para promover o trabalho de escritores, ilustradores e editoras. Vale lembrar a recente pesquisa da Ibope que aponta Belo Horizonte como a cidade onde os moradores mais leem livros: 41% dos entrevistados disseram ter lido pelo menos um livro nos últimos 30 dias.

Imagem: Divulgação Portal PBH

Um dos programas é feito por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), que desenvolve o Belo Horizonte, Cidade Leitora, que democratiza o acesso à leitura na cidade e forma leitores por meio de bibliotecas públicas e projetos de valorização e estímulo à leitura. A FMC investe na renovação dos acervos bibliográficos, na formação continuada dos seus profissionais por meio de cursos com especialistas e escritores de todo o país, na participação em eventos externos como seminários e congressos e na melhoria de sua infraestrutura física e tecnológica.

Além de atuar nas 19 bibliotecas públicas (15 situadas em centros culturais, três em regionais e a Biblioteca Infanto-Juvenil), o programa Belo Horizonte, Cidade Leitora apoia também a ação da sociedade civil, com a aquisição e a distribuição de livros novos, criteriosamente selecionados, para as bibliotecas comunitárias, que são implantadas, mantidas e geridas pela sociedade civil da capital. Além disso, são promovidos cursos de formação específica na área, estendidos para os voluntários e profissionais que lidam com leitura e concepção de leitores na cidade.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, propõe diversos programas de incentivo à leitura. De acordo com a coordenadora do programa de bibliotecas da PBH, Carolina Teixeira de Paula, essas ações agregam diversos valores aos alunos da Rede Municipal de Educação. “As ações contribuem para desenvolver a reflexão e o espírito crítico dos alunos, tornando-se verdadeiras ferramentas de inclusão social. A partir dessas ações, os educandos têm a possibilidade de se constituírem como sujeitos que compreendem melhor a si e ao mundo”, disse.

Prêmios servem como incentivo

Além de investir na formação de leitores, a Prefeitura de Belo Horizonte fomenta também a criação literária por meio dos prêmios João de Barro e Cidade de Belo Horizonte. O edital para o Prêmio Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte está aberto e recebe inscrições até o dia 22 de março deste ano. O concurso irá premiar com R$ 50 mil obras inéditas, de autores brasileiros, nas categorias Conto, Dramaturgia, Poesia e Romance. Os interessados podem acessar o edital no link www.pbh.gov.br/cultura.

Programas de destaque em BH

– Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Educação tem como objetivo levar o aluno ao diálogo com o conhecimento, além de estimular e propor novas questões que poderiam ser objeto de pesquisa. Atualmente, 186 escolas municipais com bibliotecas que possuem verba própria para aquisição de acervo. O programa conta, ainda, com a atuação de 41 bibliotecários e cerca de 430 auxiliares de biblioteca, além de professores que desenvolvem vários trabalhos de incentivo à leitura.

– Kit Literário: a Prefeitura oferece livros literários no kit de material escolar distribuído gratuitamente aos alunos das escolas municipais, das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e creches conveniadas. Além do material escolar específico para cada faixa etária, os alunos levam para suas casas títulos das literaturas brasileira e universal. Os livros que compõem esses kits abrangem diversos gêneros literários, que são escolhidos em função da adequação temática à faixa etária, de sua qualidade literária e da qualidade do projeto gráfico-editorial.

– Jornada Literária: projeto criado para viabilizar alternativas práticas que contribuem para efetivar qualitativamente o processo de formação escolar com o público adolescente. O programa de bibliotecas participa conjuntamente da Jornada Literária, cujo resultado final foi a confecção de um livro literário de autoria de alunos de cada escola envolvida no processo.