Dica de livro

28/2/2013 – 19:50h

Está chegando livro novo na praça e Leo Cunha é quem descreve a obra:

“O rato e o ator serão iguais? Basta mudar uma letra de lugar. Basta mudar o olhar. Neste livro belo e surpreendente, Humberto Borém faz uma ode ao rato e ao ator. Um livro que é teatro, com o palco, o cenário e a iluminação, a plateia, as surpresas e a magia. Um livro que é também cinema, quando a imagem dá um zoom e nos leva junto, do plano geral ao primeiríssimo plano. Palmas para o artista – escritor e ilustrador – que nos oferece esse inesperado ‘Teatro de Rato.”

A Editoria Miguilim está anunciando o lançamento deste livro, “Teatro de Rato”, para o dia 23 de março, a partir das 13h, na Livraria Leitura do BH Shopping. Até lá, a editora conduz uma promoção através do Facebook para sorteio de exemplares da obra. Para participar faça o seguinte: curta a página da editora em www.facebook.com/EditoraMiguilim;  acesse a aba Promoções e clique em Quero participar; compartilhe o sorteio na sua página. E fique na torcida, pois o sorteio será dia 9 de março.

Seleção de livros infantis

27/2/2013 – 18:55h

É com muita ansiedade que autores, ilustradores e editoras aguardam anualmente pelo Catálogo de Bolonha, uma peça cuidadosamente divulgada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Entre outros, consta do catálogo uma relação de livros nacionais selecionados pela instituição para ser apresentada, primeiro, no estande da FNLIJ na Feira de Bolonha, a maior feira de livros para crianças, e depois doada à Biblioteca Internacional da Juventude de Munique.

O catálogo de 2013 já está circulando e fazendo muita gente comemorar o fato de ter sua obra indicada. E não é para menos: consta que a fundação recebeu 910 livros para serem analisados e apenas 181 foram escolhidos. Parabéns e muito sucesso para os eleitos.

A bela capa da peça traz ilustração de Angela Lago. Hoje, ela postou na rede social sobre esta ilustração: um livro meu feito faz alguns anos, para pensar a questão do consumo, que se traz alguma felicidade é bem mais rasa do que a de “Juan Felizario Contento” (Fondo Econômico de Cultura). Publicado aqui pela Cosac Naify com o título “João Felizardo, o rei dos negócios”.

Quem quiser conhecer o catálogo, é só clicar no link www.fnlij.org.br/imagens/primeira%20pagina/bolonha/Bolonha%202013.pdf

“Abrapalavra” e a literatura infantil

25/2/2013 – 18:52h

“Queremos associar a descoberta da literatura a uma experiência estética e lúdica que passe a fazer parte da vida das crianças e professores. Na leitura de bons livros sempre haverá a possibilidade de uma festa: dos sentidos, da convivência com os personagens, das infinitas possibilidades e descobertas que os livros nos oferecem”, diz Rosana Mont’Alverne, editora responsável pelo seminário “Abrapalavra”.

Até quarta-feira, dia 28, as inscrições para o seminário de literatura infantil “Abrapalavra” estarão abertas e poderão ser feitas pelo email aletria@aletria.com.br ou pelo telefone (31) 3296-7903. A data de realização é sábado, 2 de março, em Belo Horizonte, no auditório PUC Minas Barreiro,  Av. Afonso Vaz de Melo, 1.200, Barreiro de Baixo.

Hoje, o blog publica a programação do seminário, que pretende reunir educadores e profissionais de literatura infantil.

9h: Abertura

9h15 – Palestra de abertura – “Políticas públicas do livro e da leitura no Brasil”

Maria Antonieta Cunha (Fundação Biblioteca Nacional-FBN) – Diretora do Livro, Leitura e Literatura, órgão responsável pelas políticas públicas do Ministério da Cultura para esta área e que integra a estrutura da Fundação Biblioteca Nacional. Professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela já foi Secretária Municipal de Cultura e Presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Considerada uma das mais conceituadas especialistas em leitura do país, ela está à frente do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).

10h – Cofee Break

10h30 – Mesa – “O contador de histórias na escola” – Com Celso Sisto (RS) e Sandra Lane (MG). Mediação: Rosana Mont’Alverne (MG)

Celso Sisto (RS) – Escritor, ilustrador, contador de histórias do grupo Morandubetá (RJ), ator, arte-educador, especialista em literatura infantil e juvenil, pela UFRJ, Mestre em Literatura Brasileira pela UFSC, Doutor em Teoria da Literatura pela PUC-RS e responsável pela formação de inúmeros grupos de contadores de histórias espalhados pelo país. Tem mais de 60 livros publicados para crianças e jovens e já recebeu vários prêmios pela qualidade de sua obra, dentre eles, os prêmios de autor e Ilustrador revelação em 1994 e 1999, respectivamente – ambos concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), e dois prêmios Açorianos. Também é professor na PUC-RS e na Faculdades Integradas de Taquara (RS).

Sandra Lane (MG) – Especialista em Arte-educação da Palavra Oral à Escrita, Gestão Cultural e Alfabetização. Pesquisadora da Cultura Popular, Escritora, Atriz, Vice Presidente da ONG Escultórias, Educadora da Rede Municipal de Belo Horizonte, Membro da RIC- Rede Internacional de Cuentacuentos. Entre outros prêmios, recebeu por suas Atividades Sociais e Como Contadora de Histórias, o Grande Colar do Mérito Legislativo-Conferido pela Câmara Municipal de Belo Horizonte/MG ; Prêmio BH Em Defesa da Vida – Conferido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte /MG ; 1º Lugar na Categoria de Contação de Histórias da Tradição Oral-Promoção Secretária Municipal da Cultura e Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte/MG e em 2009 foi finalista do IX Prêmio Arte na Escola Cidadã.

12h – Intervalo

14h – Palestra – “Poesia: com açúcar e com afeto – para pequenos, médios e grandes”

Neusa Sorrenti (MG) – Bacharel em Letras e em Ciência da Informação pela UFMG; pós-graduada em Literatura Infantil e Juvenil e mestra em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC/Minas; autora de 30 livros para crianças e jovens e do teórico A poesia vai à escola: reflexões, comentários e dicas de atividades (pela Autêntica Editora). Também é professora da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Graduação (PUC/Minas) e Pós-graduação (UNIPAC/Betim); além de Palestrante nas áreas da Leitura e da Literatura a convite de Secretarias de Educação, PROLER, Salões e Feiras do Livro, Instituições de Ensino e Conexa Eventos.

15h00 – Cofee Break

15h30 – Mesa – “Letramento literário: da teoria à prática” – Com Rildo Cossson (FaE/UFMG) e Zélia Versiani (FaE/UFMG) – Mediação: Flávia Alcântara (FaE/UFMG)

Debatedores:

Rildo Cosson (FAE/UFMG) – Doutor em Letras pela UFRS e Pós-doutor em Educação pela UFMG. Foi professor das Universidades Federais do Acre, Pelotas e Minas Gerais atuando na graduação e pós-graduação em Letras e Educação. É autor de 5 livros, entre eles Letramento literário: teoria e prática (2006). Tem organizado livros, publicado artigos e participado em congressos nacionais e internacionais sobre letramento político e letramento literário. Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) da Câmara dos Deputados e pesquisador do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da UFMG.

Zélia Versiani (FAE/UFMG) – Maria Zélia Versiani Machado é professora da área das linguagens da FaE/UFMG. Integra o Grupo de Pesquisas do Letramento Literário, no qual coordena subprojeto sobre gêneros da literatura infantil e juvenil. Atualmente dirige o CEALE – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – órgão complementar da Faculdade de Educação da UFMG. Publicou vários textos e organizou livros sobre a leitura literária para crianças e jovens no Brasil. Integra o comitê editorial da Educação em Revista, do Programa de Pós-graduação da FaE/UFMG.


Por onde passa a biblioteca móvel

24/2/2013 – 22:38h

Para começar a semana, o blog avisa: a partir de amanhã, dia 26 de fevereiro, o serviço de extensão Carro-Biblioteca atenderá ao bairro Nova Pampulha. O ponto de parada será o estacionamento da Igreja Católica Imaculada Conceição (Avenida A, nº 300) entre 9h30 e 12h30, em terças-feiras alternadas.
Confira a escala de atendimento do Carro-Biblioteca no bairro Nova Pampulha em 2013: 26/02; 12 e 26/03; 9 e 23/04; 7 e 21/05; 4 e 18/06; 2, 16 e 30/07; 13 e 27/08; 10 e 24/09; 8 e 22/10; 5 e 19/11; 3 e 17/12.

O serviço

Para quem não conhece, o Carro Biblioteca é uma biblioteca itinerante, adaptada em um caminhão baú, que tem como objetivos levar informação e cultura aos bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte que não possuem bibliotecas ou equipamentos culturais e valorizar a leitura como direito do cidadão. A biblioteca móvel permite o acondicionamento de um acervo aproximado de 3.500 livros, dos mais variados assuntos, entre auto-ajuda, religião, filosofia, biografias, enciclopédias, dicionários, periódicos (jornais e revistas), entre outros, com ênfase em obras de literatura para adultos, jovens e crianças.
O Carro-Biblioteca oferece as seguintes formas de atendimento: empréstimo domiciliar (3 livros e 2 revistas por um período de 14 dias); auxílio à pesquisa (orientação quanto ao uso de enciclopédias, dicionários, almanaques e obras informativas); consulta local ao acervo (livros, jornais, revistas, enciclopédias).

Bairros atendidos

O Carro Biblioteca atende de segunda a sexta-feira a seis bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte:

– Segunda-feira: Capitão Eduardo (Praça Rosa Mística, 13 – em frente à Igreja Católica)
– Terça-feira (alternada): Diamante (Rua Maria Marcolina de Sousa, 40 – em frente ao Centro de Saúde) e Nova Pampulha (estacionamento da Igreja Católica Imaculada Conceição – Avenida A, nº 300)
– Quarta-feira: Vale do Jatobá (Av. Perimetral Dois – em frente ao Centro Esportivo) – novo ponto de parada
– Quinta-feira: Conjunto Ribeiro de Abreu (R. Serra dos Órgãos, esquina com R. Serra do Cipó – próximo ao Centro de Saúde)
– Sexta-feira: Minas Caixa (R. Walfrido Teixeira Simões, 200 – em frente à E.E. Cel. Manoel Soares do Couto).

Este serviço permanece em cada bairro por um período máximo de cinco anos. O acervo do Carro-Biblioteca é de uso exclusivo dos leitores cadastrados nos bairros atendidos pelo serviço. Para se tornar um leitor do Carro Biblioteca é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de endereço recente. Os leitores menores de 16 anos devem se inscrever acompanhados pelos responsáveis ou apresentar autorização destes por escrito.

BH debate literatura infantil

21/2/2013 – 20:16h

Evento para educadores terá palestras e mesas-redondas com nomes como Celso Sisto, Maria Antonieta Cunha, Neusa Sorrenti e Rildo Cosson

Maria Antonieta Cunha, nome consagrado na literatura infantojuvenil, vai falar sobre as políticas públicas para o livro

A literatura infantil vai ter um dia especial em Belo Horizonte com o seminário “Abrapalavra” que a Editora Aletria vai realizar no dia 2 de março, de 9h às 17h, no auditório da PUC Minas do Barreiro. O evento é gratuito e aberto ao público, uma grande oportunidade para educadores, escritores, editores e outros interessados debaterem sobre a arte de escrever para crianças. O seminário vem pontuar outra promoção da Aletria, que está em curso desde setembro do ano passado, o projeto “Festa no Céu”, que já levou a 10 escolas e mais de mil alunos da região do Barreiro uma extensa programação com atividades de arte-educação com o propósito de formar novos leitores.

As palestras programadas para o seminário abordam, por exemplo, sobre “Políticas públicas do livro e da leitura no Brasil”, com Maria Antonieta Cunha, da Fundação Biblioteca Nacional, e “Poesia: com açúcar e com afeto – para pequenos, médios e grandes”, com Neusa Sorrenti, mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC Minas e autora de 30 livros para crianças e jovens.

O seminário contará também com as mesas-redondas “O Contador de Histórias nas Escolas”, com os debatedores Celso Sisto e Sandra Lane, ambos premiados escritores infantis, e “Letramento literário: da teoria à prática”, com Rildo Cosson, pós-doutor em Educação pela UFMG, e Zélia Versiani, professora de linguagens da FAE/UFMG.

Os participantes poderão conferir ainda, no hall de entrada do auditório, a feira de livros do Clube das Editoras Mineiras (CEM) e as exposições Dobraduras e Literaturas e Histórias com Objetos, Trecos e Cacarecos, ambas com trabalhos das oficinas infantis ministradas durante o projeto “Festa no Céu”. As inscrições para o “Abrapalavra” são gratuitas e podem ser feitas pelo email aletria@aletria.com.br ou pelo telefone (31) 3296-7903, até o dia 28 de fevereiro.

Não existe só um mercado editorial

19/2/2013 – 20:01h

“O modelo mental compartilhado por nós, desta coisa que chamamos de mercado editorial, não é mais útil. A maioria de nós pensa que o mercado editorial produz ‘livros’. Livros impressos nunca foram o verdadeiro produto do mercado editorial. Sempre foram as histórias, ideias, e as informações contidas nos livros. Agora que há competição com ‘recipientes’ digitais, é obrigatório olharmos com franqueza para os diferentes mercados, que estavam escondidos de nossa vista, pelo modelo de um único mercado editorial.”

Assim começa o argumento de John Cavnar-Johnson, publicado alguns dias atrás no Digital Book World. Ele argumenta que não existe um mercado editorial único, uniforme, vivendo uma transição coesa para os vários formatos digitais. Seriam, isto sim, quatro mercados diferentes, experimentando transições em ritmos e condições diferentes. Os quatro mercados seriam banco de dados (dicionários, enciclopédias); narrativas (ficção e uma fatia considerável da não-ficção); conhecimento (didáticos); e ilustração.

Ele vê, por exemplo, que o primeiro mercado que começou a desaparecer do mundo impresso foi o dos bancos de dados, cujas edições populares e produtos especializados migraram para a internet, pelas vantagens técnicas do mundo digital. Vê o mercado de narrativas migrando velozmente para o digital, enquanto o mercado de conhecimento e ilustração seguem ritmos muito mais lentos.

Qualquer modelo tem suas falhas, como o autor reconhece, mas a descrição feita por ele está bastante correta e pode ser constatada em vários lugares, seja nos EUA, no Brasil ou em outros países.

Fonte: Revolução eBook

Executivos opinam sobre ebooks

Imagem: “Superpaquito”, tablet multi toque desenhado para crianças e lançado pela Imaginarium (Internet)

15/2/2013 – 20:06h

O site brasileiro mais atualizado e comprometido em disseminar a aceitação e o hábito da leitura eletrônica, “Revolução eBook”, está divulgando uma pesquisa realizada pela Forrester Research com 43 executivos norte-americanos que atuam no mercado editorial.

A pesquisa colheu opiniões deste grupo sobre ebooks e dispositivos, além de previsões para 2013:

Dispositivos:
23% acreditam que o ereader seja o dispositivo ideal para leitura;
45% disseram que os ereaders logo se tornarão irrelevantes;
60% preferem tablets como dispositivos de leitura;

Aplicativos:
85% publicaram pelo menos um app em 2012;
21% viram alguma receita em apps;

Previsões para 2013:
32% esperam declínio nas vendas de impressos;
21% esperam aumento na receita digital;
23% disseram que o digital já superou as vendas de impressos.

Dicas para se tornar um leitor fluente

Imagem: Internet

12/2/2013 – 22:28h

Tenha o hábito de ler (ler jornais, ler antes de dormir, ler em momentos de lazer, ler para aprender, etc.) e estimule seus filhos a fazer o mesmo.

Leia para os filhos desde pequenos.

Mantenha livros, jornais, revistas e outros materiais de leitura disponíveis em casa.

Leve os filhos a bibliotecas ou a livrarias.

Visite feiras de livros.

Descubra o prazer de ler o quanto antes. Até mesmo pessoas que não tiveram o hábito desde cedo, podem descobrir isso quando adultos.

O segredo é encontrar o tipo de leitura que mais agrada e qual mais se adapta ao seu gosto.

Leia normalmente, em locais silenciosos e com conforto, um texto que desperte seu interesse e que seja adequado à sua idade.

A leitura não deve ser uma obrigação e muito menos um castigo.

Aproveite o advento da internet: pesquise e leia mais. Isso o fará se tornar um leitor cada vez mais exigente.

(Fonte: Fundação Municipal de Cultura)

10 livros com ilustrações incríveis

7/2/2013 – 22:52h

No momento de adquirir um livro infantil, a tendência é indagar primeiro sobre o texto e o autor. Só depois, grande parte dos adultos se interessa pelas imagens e o ilustrador. Notem que eu atribuí esta atitude aos adultos, por que as crianças costumam fazer o contrário e se interessarem pela história depois de serem envolvidas pelas imagens. Isto sem falar no grande número de livros que são publicados exclusivamente com ilustrações. Estas obras têm uma maneira própria de contar histórias.

Fiquei animada quando vi a pesquisa preparada pelo site “Educar para Crescer” sobre “10 livros com ilustrações incríveis”.  A matéria do site  mostra que nos livros ilustrados é o desenho que conduz a narrativa. “Que critérios são empregados para publicar este ou aquele livro ilustrado? Tanto Júlia Schwartz, da Cia. das Letrinhas, quanto Isabel Lopes Coelho, da Cosac Naify, asseguram que a escolha é determinada de modo subjetivo – gosto, a bem da verdade”.

“Fica claro que o desenho é a alma deste negócio, pois é ele que vai contar a narrativa, às vezes, com o auxílio da palavra escrita. A seguir, dê atenção à seleção de livros ilustrados das principais editoras do nosso mercado – todos eles recomendados para leitores a partir de 2 anos”.

1-      O sonho de Vitório, de Veridiana Scarpelli, Editora Cosac Naify

Com um desenho especialmente colorido, a jovem Veridiana Scarpelli faz sua estreia neste cenário literário com a narrativa surrealista de um porquinho que deseja se tornar um super-herói com poderes de voar ou explorar as águas do oceano. É quando ele encontra uma passagem secreta que o conduz para a festa onde os animais se fantasiam de outros bichos.

2-     Assim ou assado?, de Dobroslay, Cosac Naify

Foll, de nacionalidade tcheca, é conhecido por trabalhar com design gráfico, escultura e gravura. Nesta obra, ele criou a brincadeira de descobrir figuras escondidas no desenho com a ajuda de uma lâmina de acetato listrada. O efeito é surpreendente: além da relação entre as formas de contextos diferentes, o gesto de manipular o livro faz com que o leitor dê sentido à própria história.

3-     O outro lado, de Istyan  Banyai, Cosac Naify

O húngaro Istvan Banyai é cultuado pelo público adulto por suas capas da revista norte-americana The New Yorker. Entretanto, o artista dedica boa parte de sua produção visual aos livros ilustrados, que não são necessariamente voltados para as crianças. Mesmo assim, eles cativam os olhos infantis por sua criatividade – caso de “O outro lado”, que brinca com o que está dentro e fora, em cima e embaixo, quente e frio, perto e longe etc.

4-     Zoom, de Istyan Banyai, Editora Brinque Book

Outro trabalho provocante de Banyai – sem palavras, pode ser entendido de trás para frente, por exemplo. Suas ilustrações jogam com as noções de perspectiva: o leitor fica com a impressão, vez por outra, de estar se afastando da página.

5-     A toalha vermelha, de Fernando Vilela, Brinque Book

É ilustrado com técnica que usa fita crepe – textura que serve de moldura à viagem que se inicia na superfície da Terra e conduz, cada página servindo de lupa, ao fundo do mar. Detalhe: o autor transmite extensa informação sobre fauna e flora do planeta em sua narrativa visual.

6-     É o bicho!, de Jean-Claude R. Alphen, Editora Cia das Letrinhas

Livro ilustrado que se serve de formas geométricas e cores vivas para apresentar ao leitor infantil o nascimento de um desenho: em suma, como surge a ideia artística.

7-     Telefone sem fio, de Ilan Brenman e Renato Moricomi, Cia das Letrinhas

A ideia é de Brenman, que convidou o amigo Moriconi para ilustrar o jogo do “telefone sem fio” – sem palavras, só com imagens, o encadeamento de situações é divertido e bastante imaginativo. Os desenhos são resultado de pintura a óleo, tamanho gigante, causando impacto em cada página.

8-    Cantiga de trem, de Sandra Lopes, Editora Prumo

O tema em destaque é transportado a bordo de uma Maria-Fumaça que percorre o território das cantigas populares mais conhecidas do nosso folclore. O livro, que conta com ilustrações de Renato Moriconi, tem tamanho grande (30cm x 18cm)  serve de introdução ao público mirim de aspectos fundamentais da cultura brasileira.

9-     Raio de Sol, raio de Lua – de Celso Sisto, Prumo

Trata-se de um conto popular do Senegal adaptado para o público infantil por Celso Sisto com ilustrações de Mauricio Negro que, a propósito, utilizou areia, pigmentos e grafismos de etnias africanas para ressaltar o conteúdo narrativo.

10-  Não vou dormir, de Christiane Gribel, Global Editora

Desenho e história tratam dessa situação tão peculiar do cotidiano infantil. O livro ajuda papai e mamãe a refletirem sobre as razões de seu filho resistir ao sono, assim como o respeito aos limites da criança e àqueles impostos por eles próprios. Tudo apresentado de modo delicado, atraindo a identificação da criança (e dos pais) desde o primeiro contato.

Dica de livro: “A princesa Maribel”

5/2/2013 – 19:22h

De página em página, novas perguntas vão surgindo e moldando o enredo, basta adivinhar. É assim que Patacrúa, autora de “A princesa Maribel”, envolve seus pequenos leitores, proporcionando uma experiência rica e divertida a cada página.

“A princesa Maribel”, lançamento da Editora Positivo em parceria com a espanhola OQO, foi considerada pelo Estadinho, suplemento infantil do jornal O Estado de São Paulo, uma das melhores obras infantis de 2012, convida os leitores à interação, incentivando-os, por meio de perguntas, a explorar as imagens e a adivinhar o que vem a seguir e, assim, proporcionando uma rica e envolvente leitura.

Os versos curtos e ritmados, aliados à repetição, facilitam a compreensão e a memorização dos leitores iniciantes. Criadas a partir de material reciclado (garrafas, madeira, pedra, arame, etc.), as belas ilustrações de Javier Solchaga, que complementam o texto, mostram pontos de vista inusitados e contribuem para aguçar a curiosidade das crianças.

As 36 páginas do livro, que é indicado para crianças a partir de 3 anos de idade, foram traduzidas pelo escritor Leo Cunha.