Flagrantes das feiras estrangeiras

31/3/2013 – 20:45h

Março foi um mês de muitos eventos literários de abrangência mundial como a Feira de Leipzig, na Alemanha, o Salão do Livro de Paris, na França, e a Feira de Livro Infantil de Bolonha, na Itália. A liderança mais forte dos brasileiros nestes eventos é da Câmara Brasileira do Livro (CBL) que produziu ricas fotos destes eventos. Selecionamos algumas delas para reproduzir:

Alemães têm o hábito de se fantasiarem de seus personagens preferidos para visitarem as feiras de livros como a de Leipzig

Interesse do público da Feira de Leipzig, Alemanha, pela literatura brasileira

A prestigiada coletiva de imprensa do Brasil, na Feira de Leipzig, como país homenageado na próxima Feira do Livro de Frankfurt, que será realizada em outubro

Estande do Brasil no Salão do Livro de Paris

Livros de literatura infantojuvenil de escritores brasileiros expostos no Salão do Livro de Paris 2013

A importância das ilustrações de obras infantis: painéis destacam trabalhos de desenhistas na Feira do Livro Infantil de Bolonha 2013

O estande brasileiro em Bolonha abrigou inúmeras editoras brasileiras

Prêmio para a argentina Isol

Marisol Misenta vai receber o mais rico prêmio da categoria - Foto: Internet

30/3/2013 – 21:04h

A ilustradora, cartunista, designer, escritora, compositora e cantora argentina Isol (nome artístico de Marisol Misenta) venceu o cobiçado prêmio sueco de literatura infantil “Astrid Lindgren Memorial” de 2013. O prêmio é concedido todo ano pelo governo sueco e garante ao vencedor cerca de US$ 750 mil.

A argentina foi escolhida por um júri de 12 experts internacionais em literatura infantil, que elogiou a sua criação de “livros feitos pelo olhar da criança”. O prêmio honrou o conjunto de sua obra, desde “Vida de Perros”, de 1997, ao mais recente “El Globo”. Isol escreveu e ilustrou 10 livros próprios, além de vários livros de outros escritores. O júri destacou ainda sua capacidade de expor os absurdos do mundo adulto para as crianças.

Em 2002, a Suécia criou este prêmio para homenagear autores infantis como uma referência à escritora sueca de literatura infantil mais respeitada no país: Astrid Lindgren, falecida em 2002, ano de criação da láurea. Os livros de Lindgren foram traduzidos em 85 idiomas e circulam em 100 países, inclusive o Brasil, onde se pode encontrar alguns títulos com o selo da Companhia das Letrinhas: “Pippi Meia Longa” (2001), “Pippi a bordo” (2002) e “Pippi nos mares do Sul” (2003).

A vez do Brasil

29/3/2013 – 21:29h

Maior encontro editorial do mundo, este ano, a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, reunirá 7 mil expositores, 300 mil visitantes e, em especial, 70 autores brasileiros no ano em que o Brasil e a sua literatura são os homenageados do evento. Em 2014, o País volta a viver a experiência de honra na Feira de Livros Infantis de Bolonha e em 2015 no Salão do Livro de Paris.

A literatura brasileira está experimentando o crescente interesse dos estrangeiros pelo Brasil. As grandes feiras colocaram o Brasil como ponto central da literatura que expõem para o mundo. Ontem, por exemplo, terminou a Feira de Livros Infantis de Bolonha, na Itália, com significativa participação de escritores e editoras brasileiras, além dos principais dirigentes das instituições que atuam no âmbito do livro. A presença de um grupo tão representativo já foi uma preparação para 2014, ano em que o Brasil será o país homenageado na Feira de Bolonha.

Antes de Bolonha, aconteceu o evento francês, o Salão do Livro de Paris, de 22 a 25 de março deste ano. O interesse pelo Brasil foi percebido em vários momentos do salão. Afinal, nosso País será homenageado pelos franceses em 2015 com o devido destaque na programação. Em abril deste, ano a literatura brasileira também marcará presença em mais dois eventos internacionais: a Feira do Livro de Londres, agendada para o período de 15 a 17 de abril, e a Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que vai acontecer de 25 de abril a 13 de maio.

O melhor momento do Brasil para 2013, no entanto, será na Alemanha, como país homenageado da Feira do Livro de Frankfurt para onde estão concentrados atualmente todos os esforços das lideranças brasileiras. A começar pela Feira do Livro de Leipzig, que foi realizada entre os dias 14 e 17 de março, no estado da Saxônia, Alemanha, e funcionou como uma prévia do evento de Frankfurt para os brasileiros. A começar pela coletiva de imprensa do Brasil, que atraiu jornalistas do mundo inteiro, além do visível interesse do público pelos livros brasileiros expostos na feira.

Frankfurt vem aí

A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mercado editorial em todo o mundo, será realizada em outubro, entre os dias 9 e 13. Já foi divulgada uma lista de 70 escritores brasileiros que vão representar o País no evento (veja no site da Fundação Biblioteca Nacional em www.bn.br/portal/). O número expressivo justifica-se pelo fato de o Brasil ser o país homenageado deste ano.

Segundo informações da Agência e Notícias “O Brasil que lê”, a seleção foi feita por meio de uma curadoria compartilhada entre o crítico literário Manuel da Costa Pinto, Antônio Martinelli, representando o Sesc, e Antonieta Cunha, diretora de Livro, Leitura e Literatura da Fundação Biblioteca Nacional.

Segundo eles, os critérios escolhidos para a formação da lista foram a diversidade e a pluralidade, o equilíbrio entre escritores consagrados e a nova geração, a variedade de gêneros (prosa, poesia, ensaio, biografia e crítica literária, literatura infantojuvenil e obras técnicas e científicas) e a qualidade estética. Além disso, privilegiou-se o convite a autores publicados ou em vias de publicação na Alemanha e em outros idiomas estrangeiros, bem como os principais premiados de literatura do Brasil, de 1994 até hoje.

Representantes culturais

O noticiário da Agência “O Brasil que Lê” diz que, além dos autores, o Brasil contará ainda com uma intensa programação cultural, que ocupará importantes espaços de Frankfurt, de agosto a outubro. Outros escritores foram convidados, mas não puderam acertar como Lygia Fagundes Telles, que justificou ainda estar em recuperação de uma fratura na bacia.

“Mesmo assim, temos representantes da cultura indígena, afro, europeia, bem como temáticas de imigração e migração, além de representantes da literatura marginal e de diferentes estratos sociais e estéticas que marcam a obra plural desses autores”, explica Galeno Amorim, presidente do Comitê Organizador.

De fato, a composição da lista mostra que há 33 autores de prosa, 11 de infantojuvenil, 8 de poesia, outros 8 de conhecimentos que incluem saberes e biografias, 6 dedicados à crítica e 4 representantes de quadrinhos e graphic novel; 22 mulheres e 48 homens. Entre os escritores de infantojuvenil estão Ziraldo, Ruth Rocha, Maurício de Souza, Marina Colasanti, Angela Lago, Ana Maria Machado, que vão se reunir no Pavilhão Brasil durante os dias de feira.

Segundo Manuel da Costa Pinto, a formação atende às necessidades pedidas pela organização da feira para o país homenageado. Assim, é possível não apenas apresentar um instantâneo de sua variedade literária, estética e ensaística, mas também reunir escritores que sintetizam suas transições culturais mais recentes, segundo o crítico literário.

Para a abertura oficial da feira, no dia 9 de outubro, é esperada a presença da presidente Dilma Rousseff. O pavilhão do país homenageado será criado pelos cenógrafos e diretores Daniela Thomas e Felipe Tassara. Em junho, será divulgada toda a programação cultural brasileira na Alemanha e, entre agosto e outubro, 15 espaços culturais em Frankfurt (como museus, teatros, galerias e cinemas) oferecerão com destaque a programação nacional.

Galeno deixa a Biblioteca Nacional

Galeno Amorim concluiu projeto para recuperação da Fundação Biblioteca Nacional - Foto: Divulgação

28/3/2013 – 17:17h

Após dois anos à frente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim acertou sua saída do cargo em reunião com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, na noite da última terça-feira, em Brasília. Na oportunidade, Amorim apresentou à ministra o projeto finalizado de recuperação e revitalização da Biblioteca Nacional. Ele convidou Maristela Rangel para substituí-lo: “trouxe ela e outras pessoas para imprimir um perfil de gestão mais forte para os desafios da BN, com obras nesse e nos próximos anos. É um excelente quadro”.

Galeno também explicou os motivos da sua saída: “cumpri um ciclo na FBN. Fui convidado pela ministra Ana de Hollanda e era natural, com a chegada de uma nova ministra e a consequente reorganização da equipe, que ocorressem mudanças em cargos chaves. A saída deveria, inclusive, ter ocorrido antes, mas acertarmos de permanecer um tempo mais para concluir o projeto BN+200, que entreguei à ministra no meu último dia e será o momento mais importante da história da BN desde a construção do seu prédio sede. Nesse tempo, articulei os apoios necessários, inclusive com a contratação de uma ampla equipe de especialistas mobilizada pela FGV, e iniciei a reestruturação da equipe”.

Sobre sua gestão, ele assim avaliou: “foi amplamente positiva, dentro de um quadro de grandes desafios e dificuldades. A BN passou a abrir nos finais de semana e feriados e aumentou o número de visitantes para 0,7 milhão por ano. A digitalização aumentou de um para nove milhões de páginas, tendo a Hemeroteca Digital como destaque com 900 títulos na internet. Criamos o Centro Internacional do Livro, que colocou os livros e a literatura do Brasil no mundo. Demos um passo importante, ao reorganizar os programas do livro, leitura, literatura e bibliotecas num só lugar, para a criação de uma instituição exclusiva para cuidar dessas políticas. O mais importante, porém, foi entregar pronto para a ministra o projeto BN+200, um conjunto de intervenções no prédio-sede e a implantação do novo prédio da BN na zona portuária, que preparará a Biblioteca Nacional para mais 200 anos. E o mais importante: projetos executivos sendo finalizados para as licitações e recursos viabilizados (R$ 76 milhões, com uma parcela disso, do BNDES, já em caixa)”.

Fonte: Brasil que Lê – 27/03/13

A maior feira de livros infantis

Foto de entrada da Feira de Livros Infantis de Bolonha, na Itália - Reprodução da CBL

27/3/2013 – 19:44h

Na cidade italiana de Bolonha, a maior feira do livro internacional, dedicada à literatura infantil e juvenil, encerra-se dia 28 de março. A Feira de Bolonha completou este ano o seu 50º aniversário e reuniu 1.200 expositores de 66 países. A Suécia está sendo o país homenageado, mas 2014 será o ano do Brasil.

Logo na sua terceira edição, em 1966, a Feira de Bolonha instituiu o prêmio Ragazzi Award que elege a melhor obra em termos de design gráfico e editorial – já ganharam Maurice Sendak, Bruno Munari, Milton Glaser, entre outros. Em comemoração aos 50 anos, a feira premiará também este ano a melhor editora infantil e juvenil de cada região do planeta, ou seja, Europa, América do Norte e do Sul, América Central, África, Ásia e Oceania. Do Brasil concorre apenas a editora Cosac Naify, que venceu o BOP Bologna Prize na categoria América Central e Latina.

E não é a única comemoração da Cosac em Bolonha. A Internationale Jugendbibliothek, a maior biblioteca internacional de literatura infantil e juvenil, localizada em Munique, Alemanha, todo ano lança seu catálogo, o White Ravens, na feira de Bolonha. O catálogo se tornou referência mundial na indicação das melhores obras publicadas no ano. E cinco editoras brasileiras tiveram títulos incluídos no White Ravens de 2013: Callis, Cosac Naify, Galera Record, Iluminuras e Scipione.

Os títulos são: Psssssssssssssiu! (Callis) de Silvana Tavano com ilustrações de Daniel Kondo; Aquela água toda (Cosac Naify) de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Leya Mira Brander; As 17 cores do branco (Galera Record) de Luiz Raul Machado com ilustrações de Ana Freitas; A fome do lobo (Iluminuras) de Cláudia Maria de Vasconcellos com Odilon Moraes e Caçada (Scipione) com texto e ilustração de Fernando Vilela.

Ainda em comemoração ao aniversário, os organizadores da Feira de Bolonha lançam um livro contando a história dos 50 anos da feira que, apesar der ser um marco de tradição, não deixa de estar aberta a inovações, sediando o Tools of Change Bolonha e criando um prêmio para obras digitais, o Digital Ragazzi, este ano em sua 2ª edição.

Para o Brasil, o clima é de preparação para o ano que vem, quando será país homenageado pela segunda vez. Seis autores brasileiros estão presentes na Feira italiana este ano: Ana Maria Machado, Anielizabeth Cruz, Maurício de Sousa, Anna Claudia Ramos, Roger Mello e Sandra Pina. O estande de 128 m2 deve, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL) “antecipar o que será visto em 2014, quando levará cerca de 30 autores para participar de leituras públicas, palestras e atividades, tanto na feira como em livrarias, universidades, museus e bibliotecas da cidade italiana”.

Fonte: PublishNews – Iona Teixeira Stevens



De volta à Terra de Oz

21/3/2013 – 19:42h

Aproveitando o recente lançamento do filme “Oz, Mágico e Poderoso”, dos estúdios Disney, a Editora Biruta lança o segundo volume da série de 14 volumes sobre as aventuras na terra mágica de Oz. Nessa segunda obra, Baum apresenta a história do garoto Tip, um órfão cheio de ideias criativas, além de trazer de volta personagens cativantes como O Espantalho e o Lenhador de Lata.

Difícil encontrar por aí alguém que não esteja familiarizado com a famosa estrada de tijolos amarelos, que conduz Dorothy e seus amigos à esplendorosa Cidade das Esmeraldas. Foi em 1900 que L. Frank Baum lançou aquele livro que seria o seu maior sucesso – O Mágico de Oz.

A magia do Lenhador de Lata, do Leão Covarde, do Espantalho e da terra fantástica de Oz foi levada aos palcos da Broadway e fascinou crianças e adultos. Posteriormente, a história foi imortalizada na versão cinematográfica de 1939, produzida pelo estúdio hollywoodiano MGM.

Para muitos, o encanto da terra de Oz parou por aí. Mas a verdade é que ele foi muito mais além. Depois de receber centenas de cartas de crianças pedindo por mais histórias, L. Frank Baum se rendeu à sua criação e produziu, nos anos que se seguiram, mais treze livros sobre a terra mágica e seus extraordinários personagens.

A Maravilhosa Terra de Oz, o segundo deles, ganhou uma publicação da Editora Biruta. Com tradução e posfácio de Luiz Antonio Aguiar, o Lenhador de Lata e o Espantalho se juntam a Tip e seus amigos em uma incrível jornada para salvar a Cidade das Esmeraldas das agulhas de tricô do Exército Rebelde e desvendar o mistério por trás do sumiço da princesa Ozma. Para isso, é claro, contarão com a ajuda de Glinda, a Bondosa.

Desta vez os leitores não precisarão de sapatinhos mágicos ou de um ciclone para serem transportados para a Terra de Oz – é só abrir o livro para a aventura começar.

Sobre o autor
L. Frank Baum nasceu em 1856, em Chittenango, nos EUA. Trabalhou grande parte de sua vida como jornalista e ator e, em 1897, publicou seu primeiro livro infantil. Com o sucesso de suas primeiras obras, seguiu escrevendo, até que, em 1900, publicou o seu maior sucesso – O Mágico de Oz. Escreveu então mais treze livros sobre a terra mágica e vários outros livros para crianças.

Sobre o tradutor

Luiz Antonio Aguiar é um premiado autor infantojuvenil. Ele já recebeu o prêmio Jabuti, White Ravens, a indicação de Altamente Recomendável da FNLIJ, entre outros. É mestre em Literatura Brasileira e palestrante dedicado a temas como leitura na cultura contemporânea, Literatura e Clássicos. Já publicou diversos livros pela Editora Biruta.

Na hora do conto

20/3/2013 – 10:19h

José Antonio Xavier *

Muitos educadores reclamam de não conseguirem manter a atenção das crianças durante uma contação de história, gerando assim uma frustração para eles e, por consequência, um desânimo para se atreverem a uma nova contação. Todos que trabalhamos ou convivemos com crianças sabemos desta inquietude natural de todas elas que estão sempre buscando encontrar ações que supram as necessidades cognitivas, suas curiosidades e as façam se deleitar em aprender e conhecer melhor o objeto, a ação, “o novo”.

Isso também ocorre com os adultos com a diferença que, durante os anos, vamos aprendendo, muitas vezes contra a vontade, a ficar parados e prestar atenção em um fato que está ocorrendo ou na observação de um objeto que seja novo para o nosso intelecto.

Para aqueles que se proponham a contar histórias para as crianças pequenas, procurem observar o seguinte:
Quanto menor a criança, menos poder de concentração terá;
Para crianças bem pequenas a ilustração, gesticulação, colorido, sonorização são os fatores que conseguem prender a atenção;
Crianças maiores seguem o ritmo da narrativa e a interação com a história ajuda muito manter a atenção das mesmas;
Os adolescentes valorizam mais os conteúdos principalmente se estes estiverem ligados diretamente a sua realidade. Histórias de aventura, romances, ficção ou até mesmo o drama e a comédia são bem aceitos.
Sendo assim cabe aos “contadores de história” buscar adequar a sua história ao seu público ouvinte. Na hora de preparar uma contação para bebês, por exemplo, leve materiais coloridos, com texturas diferentes que eles possam tocar, sentir; leve objetos ou livros que produzam sons.

Atente para não cometer exageros na hora da contação com gesticulações excessivas, evitando assustar os bebês. Vá contando e testando a aceitação dos mesmos.

Histórias curtas faladas, lidas ou cantadas encantam os pequeninos e vão criando o hábito de ouvir e interagir na hora do conto. Crianças habituadas a ouvir histórias, desenvolvem mais a capacidade de atenção do que as outras.

À medida que o seu publico vai tendo mais idade, você pode ir abrindo mão dos recursos visuais (gradativamente) e trabalhando mais com voz, corpo, como se estivesse em cena sem, contudo, esquecer que a ação proposta é uma contação de história.

A Arte-educadora Ana Wou, falando do seu projeto Dramacontação, diz que o contador de histórias precisa conhecer técnicas teatrais para poder dar mais credibilidade ao seu “evento” e assim interagir com seus ouvintes.
Caso você tenha um publico misto, procure adequar o seu evento para atingir a todos de forma satisfatória. Uma dica é inserir músicas, objetos coloridos , dramatização, durante a sua contação, e buscar ações que interaja com o público. Assim você ganhará minutos de atenção. Meia hora a quarenta minutos, acredito, é um bom tempo para uma apresentação de histórias. Mais que isso se torna cansativo e improdutivo.

Para terminar algumas dicas:
Procure sempre mostrar o livro e citar o autor da história que será ou foi contada. As crianças, sobretudo as pequeninas, precisam saber que as histórias estão no conhecimento popular, mas também dentro dos livros e, assim, aprender a valorizá-los como fonte de sonhos e encantamentos;

Não subestime as crianças e evite explicar as histórias. Deixe que a imaginação de cada uma leve-as a embarcar no sonho que cada história propõe;
A história será melhor contada, quando o contador gostar da história que está narrando, por isso escolha boas histórias. Antes de contá-las, leia, releia, traga-as para dentro de si para que assim você possa vivenciá-las no momento da contação.

* Os fios dourados das histórias – Página do Facebook de comunidade de contadores de histórias

Uma turma admirável

Imagem: Internet

20/3/2013 – 10:17h

Hoje, eu quero homenagear aos contadores de histórias. 20 de março é o dia desta turma que dá vida às histórias, que é a alma da literatura e ensina às crianças e aos adultos a gostarem de ler. São profissionais sensíveis, atores carismáticos e gente que gera emoção, alegria, diversão.

O Dia Mundial do Contador de Histórias gera eventos dentro e fora do Brasil como o que hoje, à tarde, será realizado em Belo Horizonte (leia abaixo o post “Contadores celebram o seu dia”).

Nosso país possui milhares de contadores com uma participação ativa em todos os eventos de literatura. Eles também atuam na formação de novos profissionais, realizam os mais diversos eventos de narração, participam do dia a dia das escolas e ainda criam muitas histórias.

Para homenageá-los, vou publicar abaixo algumas observações de Celso Sisto apresentadas no seminário “Abrapalavra”, realizado no início deste mês, pelo Instituto Cultural Aletria. Sisto é um contador de histórias conhecido internacionalmente, além de ser também escritor, ilustrador, professor, Especialista em Literatura Infantil, Mestre em Literatura, Doutor em Teoria da Literatura e principalmente um apaixonado pelo que faz. Tem mais de 60 livros publicados e já recebeu os principais prêmios pela qualidade de sua obra.

Celso Sisto, em sua palestra no seminário, definiu bem a missão do contador de histórias:

Promove e veicula a literatura;

Está comprometido com obras de qualidade e com a própria literatura;

Tem compromisso com a educação-estética e com a emergência do sujeito-arte;

Não se descuida da diversidade de sujeitos;

Promove a ampliação do universo cultural;

Rompe com a cadeia de ter que contar história para levar a criança a fazer algo rotineiro;

Exerce com maestria seu papel de mediador da leitura;

Humaniza o espaço com relações de afeto;

Representa a poesia;

Professores são os grandes contadores de histórias nas escolas;

Ninguém se transforma em contador de histórias da noite para o dia: é preciso investir e mergulhar de cabeça.

Feliz  Dia dos Contadores de Histórias!

Leia também o artigo “Na hora do Conto”, clicando na categoria “Opinião” deste blog.

Maletas de histórias de robôs e pôneis

19/3/2013 – 19:12h

Desde o fim da década de 1980, os seriados, desenhos e filmes de Transformers são sucessos mundiais, assim como os desenhos animados de My Little Pony, que chegaram à televisão recentemente, em 2010, e já são reproduzidos em dezenas de países.

Agora, os robôs e pôneis saem das telas para conquistar a garotada com os livros. A editora catarinense Vale das Letras adquiriu a licença dos nomes e está lançando duas maletas de histórias com os personagens.

Os quatro livros da maleta “Transformers Prime” trazem muita aventura e diversão com as lutas dos robôs Autobots, Optimus Prime, Bumblebee e mais companheiros contra os terríveis Decepticons. Além dos livros de literatura, também acompanham a maleta quatro livros de atividades e um CD interativo, com quiz e sessão de fotos dos guerreiros da Cyberton.

Na maleta “My Little Pony”, as crianças vão de divertir e aprender sobre a importância da amizade com as histórias da pônei unicórnea Twilight Sparkle e suas amigas no mundo mágico de Equestria. A maleta é composta de quatro livros de literatura, quatro livros de atividades e um CD interativo com fotografias dos pôneis.

Os dois lançamentos são destinados para crianças a partir de 3 anos de idade.

Contadores celebram o seu dia

18/3/2013 – 20:00h

Dia 20 de março é o Dia Mundial do Contador de Histórias e os profissionais de Belo Horizonte vão comemorar a data com uma programação especial preparada pela Editora Lê, Instituto Cultural Aletria e Museu Inimá de Paula.

A Folia dos Contadores e Leitores de Histórias com cantigas populares será precedida de uma concentração na arena da Praça Rômulo Paes, à Rua da Bahia com Av. Álvares Cabral e, às 17:00 horas, um grupo expressivo de narradores vai se apresentar no auditório do Museu Inimá de Paula, que fica na Rua Bahia, 1201 e bem próximo da arena da concentração. Estes narradores vão fazer várias apresentações dedicadas às crianças e aos adultos. Entrada franca.
O Dia Mundial do Contador de Histórias foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. A arte de contar histórias é bem antiga. As histórias contadas por gerações foram importantes para a evolução da humanidade. Sem dúvida, todos nós temos um pouco de contadores através de um acontecimento, piada, um bate-papo ou até mesmo em uma conversa pela internet.

Os narradores de histórias são artistas que dão vida à literatura. É isto que, mais uma vez, eles vão fazer neste espetáculo que exalta esta importante atividade que transmite alegria, divertimento e aprendizado.

Um abraço para todos os contadores de histórias.