Galeno deixa a Biblioteca Nacional

Galeno Amorim concluiu projeto para recuperação da Fundação Biblioteca Nacional - Foto: Divulgação

28/3/2013 – 17:17h

Após dois anos à frente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim acertou sua saída do cargo em reunião com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, na noite da última terça-feira, em Brasília. Na oportunidade, Amorim apresentou à ministra o projeto finalizado de recuperação e revitalização da Biblioteca Nacional. Ele convidou Maristela Rangel para substituí-lo: “trouxe ela e outras pessoas para imprimir um perfil de gestão mais forte para os desafios da BN, com obras nesse e nos próximos anos. É um excelente quadro”.

Galeno também explicou os motivos da sua saída: “cumpri um ciclo na FBN. Fui convidado pela ministra Ana de Hollanda e era natural, com a chegada de uma nova ministra e a consequente reorganização da equipe, que ocorressem mudanças em cargos chaves. A saída deveria, inclusive, ter ocorrido antes, mas acertarmos de permanecer um tempo mais para concluir o projeto BN+200, que entreguei à ministra no meu último dia e será o momento mais importante da história da BN desde a construção do seu prédio sede. Nesse tempo, articulei os apoios necessários, inclusive com a contratação de uma ampla equipe de especialistas mobilizada pela FGV, e iniciei a reestruturação da equipe”.

Sobre sua gestão, ele assim avaliou: “foi amplamente positiva, dentro de um quadro de grandes desafios e dificuldades. A BN passou a abrir nos finais de semana e feriados e aumentou o número de visitantes para 0,7 milhão por ano. A digitalização aumentou de um para nove milhões de páginas, tendo a Hemeroteca Digital como destaque com 900 títulos na internet. Criamos o Centro Internacional do Livro, que colocou os livros e a literatura do Brasil no mundo. Demos um passo importante, ao reorganizar os programas do livro, leitura, literatura e bibliotecas num só lugar, para a criação de uma instituição exclusiva para cuidar dessas políticas. O mais importante, porém, foi entregar pronto para a ministra o projeto BN+200, um conjunto de intervenções no prédio-sede e a implantação do novo prédio da BN na zona portuária, que preparará a Biblioteca Nacional para mais 200 anos. E o mais importante: projetos executivos sendo finalizados para as licitações e recursos viabilizados (R$ 76 milhões, com uma parcela disso, do BNDES, já em caixa)”.

Fonte: Brasil que Lê – 27/03/13