Festival para crianças

30/4/2013 – 17:25h

Evento dirigido ao público infantil vai agitar o Expominas no dia 19 de maio com atrações artísticas, narração de histórias, espaços temáticos de recreação, além de uma infraestrutura completa para toda a família.

A contadora de histórias Rúbia e os palhaços Patati Patatá são atrações do festival - Foto: Divulgação

Um dia inteiro dedicado ao riso, às brincadeiras e ao aprendizado. Assim será o Kids Festival, que será realizado pela Plural e pela Recreart, em Belo Horizonte, e que pretende tornar-se fixo no calendário cultural da cidade. “Queremos preencher uma lacuna ao realizar um evento de grande porte para crianças, não apenas nas férias ou no Dia das Crianças. Há boas ofertas de shows e espetáculos, mas são avulsas. Essa é uma iniciativa de peso, com diversas atrações”, explica Tina Vasconcelos, sócia-proprietária da Plural que idealizou, entre outros, o Pop Rock Brasil.

O Kids Festival acontece entre 9h e 20h, no Expominas. Serão dois palcos com atrações intercaladas. Em cena estarão a dupla Patati e Patatá, a contadora de histórias Rúbia, Danny Pink e os Ursinhos Quadrados, Turma da Mônica, a atriz Larissa Manoela (a Maria Joaquina da novela “Carrossel”), o circo Universo Casuo e Palavra Cantada.

Nos dois pavilhões do espaço estarão arenas temáticas que vão agradar desde os pimpolhos, com área de infláveis, castelo de princesas e oficinas lúdicas aos mais crescidinhos, com games e local para a prática de esportes radicais.  As arenas têm a assinatura da empresa criada por Rajão, a Recreart, referência em qualidade no Estado.

Duas praças de alimentação, banheiros, fraldário, ambulatório e amplo estacionamento completam a diversão. Haverá, ainda, um esquema especial de segurança. “Ao entrar no Kids Festival, as crianças serão identificados com uma pulseira que trará os dados de seu responsável, como nome e telefone. Além de todo o cuidado em contratar profissionais especializados, queremos oferecer diferenciais para ser um dia realmente especial para todos”, pontua Tina Vasconcelos.

Os ingressos para o Kids Festival estão à venda na Central dos Eventos (https://www.centraldoseventos.com.br/), Rua Fernandes Tourinho, 470, Funcionários, (31) 3221-0860 e no Minas I e Minas II. Serão três lotes. No primeiro, o valor para crianças é de R$80 e o dos adultos é de R$100.  O segundo custa R$100 (crianças) e R$120 (adultos). E, finalmente, o terceiro lote será vendido a R$120 (crianças) e R$140 (adultos). Outras informações pelo telefone: 3209-0505.

A boneca de Mariazinha

29/4/2013 – 20:50h

A Editora Lê está comemorando os 75 anos de “A Bonequinha Preta” e vai lançar este ano mais uma edição do livro da mineira Alaíde Lisboa, que já ultrapassou a um milhão de exemplares vendidos. A primeira versão é de 1938; outra versão aconteceu em 1981 e a terceira em 2001. Muitos adultos ainda se lembram desta história, que começa assim:

“Mariazinha tem uma boneca.

A boneca de Mariazinha é preta como carvão.

A boneca de Mariazinha é muito bonita!

Ela tem duas trancinhas, tem a boca vermelha e os olhos bem redondos.

Mariazinha gosta tanto da bonequinha preta!”

A Bonequinha Preta, no entanto, não é nada obediente e, por isso, acaba caindo do muro e ficando perdida. Este clássico da literatura infantil trata da desobediência, do amor, do egoísmo e da diversidade _ um conteúdo que já ajudou a formar muitas crianças, continua atual e sendo muito empregado nas salas de aula. Viva a bonequinha preta e a genial Alaíde Lisboa.

Dicas para criar uma história cativante

28/4/2013 – 19:47h

Para contar uma boa história e passar a mensagem que quiser (não importa se na publicidade, cinema ou literatura), você precisa criar um bom argumento, desenvolvê-lo e torná-lo interessante para o seu público. Essa é uma tarefa difícil, mas tem muita gente que sabe fazer isso de uma forma impecável. Quem nunca se encantou com pelo menos uma animação da Pixar? Emma Coats é uma das pessoas que ajudam a criar as histórias contadas pelo estúdio de animação. Recentemente ela postou, em seu perfil no Twitter, 22 regras para criar uma história assim como a Pixar cria.

Alguns dos personagens e histórias mais populares criados pela Pixar - Divulgação

1. Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.

2. É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte do público e não pensar no que é divertido fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.

3. A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história quando chegar ao fim dela. Então reescreva.

4. Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, __________. Por causa disso__________. Até que finalmente_______.

5. Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal. Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.

6. No que os seus personagens são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com essas situações?

7. Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.

8. Termine a sua história e deixe-a mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.

9. Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história. Muitas vezes, é assim que surge a ideia de como continuar ela.

10. Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você. É preciso identificar essas características, antes de usá-las.

11. Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a ideia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.

12. Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta… Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.

13. Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.

14. Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro dela e do qual ela se alimenta? Esse é o coração da história.

15. Se você fosse o seu personagem e estivesse na mesma situação como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.

16. O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar? Coloque as probabilidades contra o sucesso.

17. Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.

18. Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.

19. Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.

20. Exercício: divida em pedaços um filme que você não gosta e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.

21. Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens e não escrevê-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?

22. O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la? Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.

(Fonte: Pixar)

Histórias ajudam a construir sonhos

25/4/2013 – 23:30h

Livro “Esta é nossa história” resgata a trajetória de vida de 29 bebês, crianças e adolescentes que vivem ou viveram em abrigos em todo o Brasil. O lançamento será dia 2 de maio, às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

Willian Jonathan é um garoto sonhador, com alma de artista. Acolhido em instituições desde pequeno, passou por idas e vindas, altos e baixos – desde ter sido devolvido por uma família adotiva até ser acolhido por uma instituição que cuidava de 150 crianças. Nesse percurso, desenvolveu um gosto especial pelo teatro e a certeza de que é ele mesmo quem está escrevendo os próximos capítulos de sua história.

Experiências de vida como a de Willian, trabalhadas ao longo dos oito anos de atuação do Instituto Fazendo História, serão, agora, divididas com toda a sociedade por meio do livro “Esta é nossa história”. A ideia é compartilhar toda a riqueza e profundidade dos percursos daqueles que, desde muito cedo, tiveram seus vínculos familiares rompidos pela violência, pelo abandono ou pela negligência. “A publicação partiu também do nosso genuíno amor às histórias, do amor ao livro e do nosso compromisso com as crianças e adolescentes”, conta a psicóloga Fernanda Ferraz, organizadora do projeto.

São 29 bebês, crianças e adolescentes que, corajosamente, compartilham nesta obra um capítulo de suas vidas. A publicação inclui ainda 70 autores – distribuídos entre colaboradores, psicólogos, pais biológicos e adotivos, familiares, educadores dos abrigos, amigos – que mostram, por meio de seus depoimentos, diferentes experiências e por que são essenciais no percurso de cada um. São histórias marcadas por encontros humanos significativos e trajetórias permeadas não somente por separação, dor e violência, mas também por afeto, compreensão e crescimento.

Todo o processo de criação de “Esta é nossa história” – aprovação do projeto, coleta dos depoimentos e aprovação das crianças, dos adolescentes e dos responsáveis – durou um ano. “O trabalho partiu da escuta particular de todos os autores e nos levou a um rico mergulho em sentimentos desconhecidos, equilíbrios instáveis, certezas provisórias e, sobretudo, a fortes vínculos, que inspiram a trajetória de todos nós”, completa a psicóloga Mônica Vidiz, uma das organizadoras do livro.

O objetivo é olhar para essas experiências e, a partir de seu entendimento e aceitação, ajudar essas pessoas a não repetir a vivência de abandono e violência nas famílias quando se tornarem adultos e responsáveis pelos seus atos e escolhas futuras.

Segundo a psicóloga Claudia Vidigal, presidente do Instituto, sabe-se muito pouco sobre esse público e muitos são os mitos que o cercam. “Compartilhar sucessos de reintegração familiar, adoções tardias e adoções múltiplas nos pareceu um importante movimento para fortalecer boas práticas na área”, explica.

“Esta é nossa história” foi financiado e a aprovado pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (Proac). Após seu lançamento, o livro será distribuído a bibliotecas e instituições de ensino e pesquisa e terá 40% de sua tiragem enviada a abrigos de todo o Brasil.

A realidade brasileira

Existem no Brasil mais de 36 mil crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, que vivem em abrigos. Desse total, 80% possuem família, mas foram afastados do convívio com ela por motivos diversos, como pobreza, vivência de rua, violência doméstica, responsável dependente químico ou alcoólatra etc. De acordo com o último levantamento nacional, realizado em 2011 pela Secretaria Nacional de Assistência Social, ligada ao Ministério do Desenvolvimento de Combate à Fome, há cerca 2.279 instituições de assistência no País.

O Instituto Fazendo História é uma OSCIP – organização da sociedade civil de interesse público. Fundada em 2005, tem como missão colaborar para o desenvolvimento de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento, a fim de fortalecê-los para que se apropriem e transformem a própria história. Para isso, desenvolve programas que atuam nas diferentes necessidades e demandas das instituições. Entre seus projetos destacam-se: Programa Fazendo Minha História, Com Tato, Palavra de Bebê, Grupo nÓs, Formação Profissional e Acolhimento em Rede. Site: www.fazendohistoria.org.br

Lançamento de livro

22/4/2013 – 19:29h

Premiado autor português estreia na editora Quatro Cantos com obra infantojuvenil delicada e emocionante

Pedro Veludo nasceu em Portugal e foi ainda criança para Moçambique, onde cresceu e se formou em Engenharia de Telecomunicações, fez teatro e teve um conjunto musical. De lá veio para o Brasil, onde reside atualmente. Cursou Formação de Ator na UNI-RIO e, em 1986, abandonou a engenharia para se dedicar a escrever. Tem textos de teatro premiados pelo INACEN e teve peças montadas no Brasil, México, Portugal e EUA. É autor de vários livros infantojuvenis e, com Viagens de Raoni, foi contemplado com o Prêmio FNLIJ — O Melhor para Criança, em 1990 na categoria Criança.

Em Bruno e Amanda: histórias misturadas, o autor conduz o leitor por uma narrativa metalinguística que conta a história de dois livros que se encontram numa mesma estante, separados apenas por um Dicionário de Português — Os mapas de Bruno e O mistério do sumiço do sorriso da princesa Amanda —, e como os protagonistas de cada uma das histórias vão acabar interagindo e mudando assim os seus destinos. O objeto livro é visto por uma perspectiva diferente: a perspectiva dos seus personagens. As histórias do curioso e aventureiro Bruno e a da triste princesa Amanda fundem-se em um mundo literário repleto de encantamento. Além de elementos típicos de contos de fada, tão adorados pelas crianças, a obra traz também uma reflexão sobre o significado e a importância das palavras e sobre como são construídas as histórias. A nova edição traz poéticas ilustrações de Henrique Koblitz.

Com Bruna e Amanda: histórias misturadas, em 48 páginas, Pedro Veludo conduz os pequenos leitores, por meio de narrativa cheia de aventuras e mistérios, a uma linda viagem no universo dos livros e, ao mesmo tempo, abre o horizonte da imaginação para a proposição de outros finais e outras histórias, dividindo com eles a fagulha da criação literária.

O livro, que está sendo lançado este mês, marca o início do catálogo infantojuvenil da Editora Quatro Cantos, que contará com belos textos em edições caprichadas. O próximo título, a ser lançado até final de maio, é uma fábula inédita de Pedro Veludo.

A Editora Quatro Cantos é um passo natural de seu fundador, Renato Potenza Rodrigues, formado em Editoração pela Universidade de São Paulo, que trabalha há quase 20 anos com produção de livros e há 11 dirige uma agência editorial que presta serviços a grandes editoras. A experiência com o mercado editorial foi fundamental para lançar um selo próprio. A linha editorial da Quatro Canto pretende revelar talentos literários, além de focar em autores nacionais e internacionais de ficção (romance e novela), poesia e infantojuvenil.


Livro, leitura, meio digital

21/4/2013 – 22:37h

“O livro não morreu, porque não há razão para sua morte. E se morrer, que mal tem, se o que importa de fato é a leitura”.

Texto de Ronaldo Silva (Blog Há Biblioteconomia)

Abri o livro impresso “Diários de bicicleta”, de David Byrne, e li dez páginas. Acessei no tablet o arquivo do livro digital (extensão epub) “Diários de bicicleta”, de David Byrne, e li as mesmas dez páginas. Sentei em frente ao computador, abri o arquivo do livro digital (extensão pdf) “Diários de bicicleta”, de David Byrne, e li novamente as mesmas dez páginas. O conteúdo era o mesmo, ainda que um ou outro detalhe tenha me escapado em cada uma das leituras. Eu poderia ainda abrir o arquivo do audiolivro (extensão mp3) “Diários de bicicleta”, de David Byrne, e ouvir as mesmas “dez páginas”. Mas não o fiz. Seria um tipo diferente de leitura, mas ainda assim seria uma leitura.

O que é mais importante: o livro ou a leitura? O suporte ou seu conteúdo? O objeto – que pode ser enfeite, ferramenta e até arma – ou a mensagem nele contida? E aqui cabe outra pergunta: qual o objeto de trabalho do bibliotecário? O livro ou a mensagem? A informação dirão todos. A mensagem, eu digo. Pois há diferença entre informação e mensagem. Vou recorrer a Capurro: mensagem é oferta de sentido e informação é seleção de sentido. Então informação está do outro lado, no domínio do usuário. Mas esse não é o tema aqui. O tema principal é o livro e a leitura. Afinal, livros existem para serem lidos!

O livro é um objeto fascinante. Por isso sua circulação é controlada em regimes totalitários. Mas na verdade o objeto é censurado por causa da mensagem que ele carrega. Nos milênios que nos separam da invenção da escrita, o livro foi utilizado como ferramenta de poder e controle. Porque por muito tempo a escrita e a leitura fizeram parte do mundo dos que estavam no poder. Mas o livro é tão perigoso assim para os poderes constituídos? Como já dissemos o livro não é perigoso, mas a mensagem que ele carrega sim; e a leitura que se faz dele também. Estamos vendo o poder da leitura nas recentes tentativas de controle que a internet, especialmente as redes sociais, vem sofrendo, mesmo em países democráticos. A informação nasce da leitura e a sociedade informada ganha mais poder para questionar seus governos e isso, mesmo nas sociedades democráticas ocidentais, não é bem visto pelos que detêm o poder.

Ah, mas não é esse o meu tema também. Eu quero mesmo falar é da morte do livro, a morte que não aconteceu. Foi alardeada com o surgimento do eletrônico. O papel estava fadado a acabar. E com ele seus produtos derivados. Acredito que desde os primórdios da evolução humana os avanços tecnológicos são vistos com desconfiança. Assim foi com a tecnologia dos livros. Do papel para o digital, o que mudou? A experiência sensorial da leitura, com certeza, mas o que mais?

“O livro não morreu, porque não há razão para sua morte. E se morrer, que mal tem, se o que importa de fato é a leitura”.

Nova edição de clássicos infantis

20/4/2013 – 20:52h

A escritora, educadora e jornalista mineira Alaíde Lisboa (1904 – 2006) está sendo homenageada pela Editora Peirópolis com o relançamento de dois livros de sua autoria: “Ulisses” e “O Avião de Alexandre”, ilustrados respectivamente por Juliana Bollini e Anna Cunha, além da peça de teatro “Quando o segredo se espalha” _ projeto de Fabrício Marques _ produzida a partir do pensamento de Alaíde Lisboa a respeito de literatura e educação, que vem encantando gerações de crianças com suas histórias, entre as mais populares, “A bonequinha preta” e “O bonequinho doce”.

Livro infantil é um mundo de fantasias

17/4/2013 – 20:18h

18 de abril é o Dia Nacional do Livro infantil numa homenagem a Monteiro Lobato, que nasceu nesta data há 131 anos em Taubaté, São Paulo.

Brasília – Era uma vez… É assim que tudo começa. São três palavras simples, mas quando estão juntas abrem as portas para um mundo novo, imprevisível. O primeiro “era uma vez” de uma criança normalmente é seguido de outros tantos. É uma viagem sem volta. E realmente desse mundo fantástico ninguém quer voltar.

O contato com livros infantis não tem idade mínima nem contraindicação. Estimula a criatividade e mostra um infinito de possibilidades, não só na imaginação. “Os livros de hoje incluem textura, relevo e o livro trabalha essa questão sensorial. Hoje, as crianças têm muito mais oportunidades de serem estimuladas. Em um livro você trabalha visão, tato e noção de profundidade em crianças muito pequenas”, explica o neuropediatra Christian Müller.

Mas o livro não é apenas para crianças que já sabem ler. Essa relação pode começar muito antes, com benefícios que vão muito além da história. “A construção de interpretação textual, utilizada na escola, começa na imaginação. E a imaginação é despertada com os livros que os pais leem para suas crianças. Importante também é o vínculo, que é estreitado quando os pais leem histórias para seus filhos”, diz Müller.

Abril é o mês do livro infantil: dia 2 comemoramos o Dia internacional do Livro Infantil, para lembrar que, há 208 anos, nasceu o dinamarquês Hans Christian Andersen. Muitos não conhecem esse nome, mas certamente não se esquecem de suas obras: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia e A Polegarzinha. A origem humilde do escritor não impediu que criasse histórias que encantaram gerações por todo o mundo. Na verdade, o contato com diferentes níveis sociais o ajudou a construir o contraste percebido em várias de suas narrativas.

O Brasil também tem seu “Hans Andersen”: José Bento Renato Monteiro Lobato. O dia de seu nascimento, 18 de abril, foi adotado no país como o Dia Nacional do Livro Infantil. Grande parte das histórias infantis de Monteiro Lobato é ambientada no Sítio do Picapau Amarelo. O sítio transporta o leitor para um Brasil rural, simples e inocente. Seus personagens, muitos deles crianças como os próprios leitores, estimulam a fantasia e a imaginação em suas aventuras. “De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo”, teria dito o escritor.

Nós adultos, tão aborrecidos e anestesiados pelos afazeres que desabam sobre nossas costas, muitas vezes esquecemos da época em que fomos piratas dos sete mares, vivíamos em reinos encantados e conversávamos com astutos animais. Pobre é a criança que tem pressa de crescer, porque muitos adultos dariam fortunas para ser como ela por um dia que fosse.

Fonte: Marcelo Brandão – Agência Brasil

Feira do Livro de Londres

16/4/2013 – 23:13h

Brasil escreve em Londres mais um  capítulo da promoção e intercâmbio internacional do livro. Editoras do Reino Unido, Europa e de todo o mundo, presentes à Feira do Livro de Londres, de 14 a 19 de abril, poderão conhecer melhor obras brasileiras em diversas áreas.

Representantes da Câmara Brasileira do Livro, inclusive a presidente Karine Pansa, e de editoras brasileiras reunidos no estande do Brasil no primeiro dia da The London Book Fair Fotos: Divulgação/CBL

A presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, salienta que uma das prioridades da entidade é a internacionalização do livro, que vem apresentando resultados promissores. “No caso específico da Feira de Londres, a participação brasileira na edição de 2012 gerou grande procura de informações sobre a produção editorial de nosso país. Isso resultou na vinda, em junho do ano passado, de uma comitiva de editores ingleses a São Paulo e Rio de Janeiro em busca da aquisição de direitos para publicação de nossos livros em seu país”.

Na edição deste ano da London Book Fair, um dos eventos do gênero mais importantes da Europa e do mundo, a expectativa é de que haja acentuada visitação ao estande brasileiro. O espaço é organizado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a embaixada do Brasil em Londres. “A CBL, por meio da missão em parceria com a Apex-Brasil, da divulgação permanente do livro brasileiro e da intensificação dos contatos com instituições de outros países que vêm sendo feita, espera contribuir para que se repita em Londres o sucesso que a participação brasileira tem obtido em todos os eventos internacionais do setor”, enfatiza Karine Pansa.

A primeira atividade da missão de editores brasileiros em Londres foi no dia 14, quando participou de evento da Pearson, uma das maiores editoras do mundo, com destaque nos segmentos técnico, científico e profissional (CTP). Dona de títulos como o jornal Financial Times, a revista The Economist e dos selos editoriais Longman, Penguin, Prentice Hall e Addison Wesley, tem significativo potencial como compradora de direitos autorais.

Ontem, dia 15 de abril, Eduardo Blucher, da Editora Blucher, integrante da missão brasileira, fez apresentação sobre o mercado nacional no segmento CTP, na sala Marlborough, um dos espaços da Feira de Londres. Em seguida, Emma House, diretora da britânica The Publishers Association, fez a mesma apresentação sobre o mercado inglês. Hoje, os editores brasileiros cumpriram suas agendas de contatos e reuniões de prospecção. Foram recebidos no Victoria and Albert Museum pelo British Council, The Publishers Association e organizadores da Feira do Livro de Londres.

Hoje, dia 17, acontece, também na London Book Fair, o Frankfurt Academy Business Breakfast, ocasião em que Karine Pansa, presidente da CBL, falará aos convidados sobre o mercado editorial brasileiro. “A presença da missão brasileira em Londres é mais um passo em nossa meta de ampliar os horizontes internacionais do livro brasileiro”, ressalta Karine Pansa, acrescentando: “Recentemente, estivemos na Feira do Livro Infantil de Bolonha e, agora, estamos criando possibilidades de negócios para o segmento CTP. Tudo isso é positivo e, tenho certeza, resultará brevemente em muitos benefícios, tanto para o mercado editorial brasileiro quanto para os nossos autores”.

Na agenda da internacionalização do mercado editorial brasileiro, o País será homenageado este ano na Feira do Livro de Frankfurt; em 2014, em Bolonha; em 2015, no Salão do Livro de Paris; em 2016, em Paris; em 2017, em Nova York; e de 2018 até 2020, nas Feiras do Livro de Guadalajara, Buenos Aires, Cape Town, Taipei, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Seul.

Entrada do pavilhão de exposição da Feira de Londres

Leitura: hábito para a vida inteira

Foto: internet

13/4/2013 – 20:50h

Brasília – Iniciativas de incentivo à leitura se espalham por todo o país. No Distrito Federal, a escritora Alessanda Roscoe defende o Aletramento Fraterno que consiste em ler para os filhos ainda durante a gravidez. O nome tem uma razão de ser: estimular o hábito da leitura em uma criança é uma tarefa que pode envolver toda a família.

Autora de 17 livros, a escritora conta que, desde a primeira gravidez, lê em voz alta para os filhos. Quando ficou grávida pela terceira vez, a parceria com o marido e os filhos se intensificou. “Aos poucos, meus filhos mais velhos e meu marido foram entrando no ritual e tivemos excelentes momentos lendo para a barriga”, diz.

Alessandra faz oficinas sobre o assunto e orienta “casais grávidos”. É dela também a ideia do clube de leituras para bebês, o Uni Duni Ler. “É maravilhoso ver como eles curtem, interagem e adquirem intimidade com as histórias e os livros”.

O clube surgiu em 2010 na creche da filha, Luiza. Cada um dos responsáveis pelas crianças comprou dois livros de uma lista de 30 para que o acervo fosse montado. Mesmo com a participação ativa dos pais, quem escolhe o que levar para casa são as crianças, nas cirandas literárias promovidas semanalmente. Alessandra esclarece que os bebês não leem, mas olham e folheiam os livros e até contam as histórias do seu jeito.

Atualmente, o clube tem 21 sócios efetivos e conta com os amigos do Uni Duni Ler, cerca de 200 pessoas. “O espaço do clube é restrito porque funciona em uma creche, mas promovemos encontros festivos, dos quais todos podem participar”. A escritora ressalta que nesses encontros, muitas vezes são trazidos convidados, no caso, os autores dos livros lidos no clube.

Segundo ela, é preciso respeitar o ritmo dos pequenos, que pedem para ler sempre as mesmas histórias. “Os estudos explicam que a repetição faz parte do desenvolvimento das crianças na primeira infância, elas pedem para ouvir a mesma história infinitas vezes por quererem ver se tudo será como da primeira vez, sentem-se seguras quando já conhecem o final”, ressalta.

A criança que é incentivada a ler desde cedo vai criar com o livro uma relação de afeto, diferente daquele que é obrigada a ler. Por isso, a escritora defende que a ideia do clube do livro seja replicada. “É fácil, basta apenas ter uma mala com livros”.

As histórias da escritora surgem de situações que vive com os filhos e com outras crianças. Entre as obras publicadas estão A Fada Emburrada; O Jacaré Bile; O Menino Que Virou Fantoche; A Caixinha de Guardar o Tempo e o Guia de Leitura para Bebês e Pré-Leitores Uni Duni Ler, que já foi distribuído em creches e escolas públicas no Rio Grande do Sul. Um dos livros de Alessandra, escrito com a filha Beatriz quando tinha 5 anos de idade, inspirou o curta-metragem de animação A Menina Que Pescava Estrelas, de 2008.

Fonte: Ana Lúcia Caldas – Agência Brasil