Histórias contadas em Ouro Preto

A escritora Adélia Prado e o editor Alexandre Machado durante o Fórum das Letrinhas

31/5/2013 – 22:51h

Neste sábado, o Fórum das Letrinhas 2013 chega ao fim. Em sua nona edição, o evento trilhou por uma programação rica e, mais uma vez, presenteou o leitor com o que há de melhor na literatura infantil. Além disso, brindou  alunos de Ouro Preto _ cidade onde o Fórum é realizado _ Mariana e região com uma seleção de livros infantis, alguns deles, apresentados nas escolas pelos próprios autores.

O destaque foi para a homenageada deste ano, Adélia Prado, e seu livro infantil “Carmela vai à escola”. No dia da apresentação da escritora, cuja participação foi conduzida pelo editor e diretor da Miguilim, Alexandre Machado, aproximadamente 250 crianças estiveram presentes e fizeram muitas perguntas para Adélia Prado.

Curiosidade da criança é grande, sabemos, por isso “elas queriam saber detalhes a respeito do livro” _ conta Alexandre: quanto tempo demorou para escrever, o que precisa para publicar um livro, quem fez as ilustrações etc, além de outras indagações sobre a vida pessoal da escritora e poetisa, que respondeu a todas as perguntas.

“Adélia Prado foi um presente”, afirmou Alexandre no encerramento deste Encontro com a Autora, que foi no dia 29 de maio. “Ela é muito mineira assim como eu”, concluiu.

A escritora, por sua vez, resumiu a homenagem do Fórum das Letrinhas da seguinte forma: “Ser homenageado é ouvir uma ficção de si mesmo, as pessoas criam um perfil de você em que você não se reconhece”.

Abaixo, apresentamos a relação dos livros e autores selecionados para o evento deste ano. As histórias que encantaram quase 2 mil crianças desta rica terra de Minas, que é histórica e culturalmente muito especial:

A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga

A menina da fita – Ana Gabriela Souza Lemos

A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel – Fábio Sombra

Carmela vai à escola – Adélia Prado

Clássificados Poéticos – Roseana Murray

Conto com você – Cora Coralina e vários autores

Conversa de Corpo – Priscila Freire

Entre encontros e encantos – Antônio Torres

Filosofia brincante – Marcia Tiburi

Histórias tão pequenas de nós dois – João Marcos

Mensagem para você – Ana Maria Machado

Meu pai é uma figura – Autora: Rosana Mont`Alverne – Ilustrador: Maurizio Manzo

O pingo d’água – Eliana Sant’Anna

Saga de um Mundo Despedaçado “Continente Perdido – Ricardo Maciel dos Anjos

Uma Viagem ao Mundo de Cordel – Fábio Sombra

Adélia Prado no Fórum das Letrinhas

Livro Carmela Vai à Escola, texto de Adélia Prado e ilustrações de Elizabeth Teixeira, Ed. Galerinha Record

29/05/2013 – 19:40h

Até o dia 1° de junho, muitos eventos e encontros interessantes ainda vão acontecer no Fórum das Letrinhas, em Ouro Preto, que está desenvolvendo uma rica programação com leitura de livros e narração de histórias, jogos literários e debates com autores dedicados à literatura infantil desde o dia 14 de maio. Neste período, calcula-se que as ações do evento, que estão concentradas na Estação Ferroviária, na Tenda Cultura Trem da Vale, atingiu 1.500 alunos de 26 instituições da rede estadual, municipal e privada de ensino de Ouro Preto, Mariana e adjacências.

Hoje foi uma tarde especial para dezenas de crianças que lotaram a tenda para ver e ouvir a escritora mineira Adélia Prado, que se apresentou no Fórum das Letrinhas acompanhada de Alexandre Machado, editor e diretor da Editora Miguilim. Depois de uma sucessão de obras consagradas, em 2006 Adélia lançou seu primeiro livro infantil “Quando eu era pequena” e em 2011 “Carmela vai à escola”, que foi o destaque na programação de hoje no Fórum das Letrinhas. À noite, foi a vez da escritora participar da abertura oficial do Fórum das Letras, com apresentação do tema “Literatura de Origem”, no Cine Vila Rica.

Alexandre Machado, além de conduzir o bate-papo dos estudantes com Adélia Prado em Conversa com a Autora, também leva para o Fórum das Letrinhas a experiência da Editora Miguilim com vários livros de seu catálogo incluídos na programação do evento. Este ano, “A menina da fita”, de Ana Gabriela Souza Lemos, e “Pingo d´Água”, de Eliana Sant´Anna serão apresentados dia 1° em mais uma Conversa com a Autora, no encerramento do Fórum das Letrinhas. Antes, porém, dia 30 de maio, à tarde, outra mineira, Angela Lago também se apresenta para falar para os estudantes sobre sua experiência como escritora e suas obras consagradas na literatura infantil.

Jabuti 2013: inscrições até 15/6

28/5/2013 – 19:08h

Editores, autores, ilustradores, tradutores, capistas e designers de todo o país têm até o dia 15 de junho para se inscrever no mais tradicional prêmio editorial do país.

Em 2013, em função do ano Brasil na Alemanha e da homenagem que o país receberá na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, foi criada, especialmente, a categoria Melhor Tradução de Obra de Ficção Alemão-Português. Com apoio do Instituto Goethe, o vencedor ganhará estadia de quatro semanas na Alemanha, com hospedagem na casa onde funciona o Colóquio Literário de Berlim (http://www.lbc.de) e a participação na Academia de Verão de Tradutores marcada para agosto de 2014, com promoção da LCB – Literarisches Colloquium Berlin), além da estatueta do consagrado Prêmio Jabuti e do valor de R$ 3,5 mil. Serão aceitas obras inéditas que foram editadas no Brasil, entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012, inscritas no ISBN e que apresentem ficha catalográfica. Até mesmo as antologias deverão ser compostas por textos integralmente inéditos para concorrer.

Os laureados em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o Troféu Jabuti e o valor de R$ 3,5 mil. Os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não Ficção serão contemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada.
Além do júri, um conselho composto por notáveis das áreas de ciências e especialistas em livro e leitura, ficará responsável pelo acompanhamento e pelo julgamento de todas as etapas do prêmio, bem como pela decisão dos casos não contemplados pelo Regulamento. São eles: José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos de Moraes Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos de Menezes e Márcia Lígia Guidin.

Autores já contemplados, destacam que, além do inquestionável reconhecimento que o Jabuti proporciona a todos aqueles que trabalham com o livro, o prêmio dá aos vencedores o respeito da comunidade intelectual brasileira. As inscrições e regulamento para o 55º Prêmio Jabuti devem ser feitas pelo site www.premiojabuti.com.br.

Livro infantil aborda as diferenças

26/5/2013 – 19:45h

Animais antropomorfizados, em ilustrações supercoloridas e alegres, são os personagens divertidos da história de “Hipopô”, um hipopótamo que se sentia diferente de todo mundo: sempre se achou grandão demais, pesado demais, atrapalhado demais. Em “Hipopô”, lançamento da Autêntica Editora, o paulista Weberson Santiago aborda temas complexos de maneira divertida, singela e inteligível para crianças.

Questões como identidade, diferenças, respeito, amizade, inclusão, rejeição, obesidade, isolamento e autoestima não são simples de abordar, especialmente com crianças no início do Ensino Fundamental. E é justamente a esse público que Weberson Santiago se dirige.

O personagem principal, Hipopô, é inseguro e sofre por ser diferente. Isola-se de todos, ficando cada vez mais solitário. No dia do seu aniversário, resolve não ir à escola, pois teme as brincadeiras dos colegas de turma. Mas os pais de Hipopô avisam o professor sobre os motivos de sua ausência. Então, o professor Corujão começa a aula falando sobre diferenças e sobre o quanto elas tornam a vida mais interessante. E, nesse dia, o tímido hipopótamo terá uma grande surpresa e vai descobrir algo muito importante sobre a amizade…

A própria diversidade dos personagens – rato, porco, cachorro, coelho, girafa, passarinho, bezerro e outros – mostra às crianças que cada um tem características e personalidades diferentes. E isso não é defeito: é justamente essa a beleza da vida.  “Hipopô” se configura, portanto, como uma oportunidade para pais e professores discutirem com as crianças, em casa ou na escola, questões éticas e valores humanos e cidadãos.

O livro tem 28 páginas e foi ilustrado pelo próprio autor, que é paulista e, desde criança, fazia seus próprios livros com pedaços de papel que encontrava em casa. Weberson gostava – e ainda gosta muito – de ler, de ouvir e de contar histórias. Atualmente, trabalha como ilustrador para livros, revistas e jornais. É também professor da Universidade de Mogi das Cruzes e da Quanta Academia de Artes.

Fonte: Pluricom Comunicação Integrada

Domingo de histórias na Pracinha

24/5/2013 – 22:20h

Se não chover (e há previsões de que o domingo vai ser de Sol), dia 26, às 11:30, as crianças vão poder curtir um programa com muita leitura, música e narração de histórias, na Praça JK, Av. Bandeirante, Sion.

O Encontro na Pracinha deste fim de semana foi preparado para celebrar a Semana Mundial do Brincar e tem apoio de profissionais e empresas que atuam com a arte musical, a arte literária e a arte de interpretar, respectivamente, Allegretto Educação Musical, Editora Miguilim e O Quintal de Guegué.

A Semana Mundial do Brincar teve início dia 19 e vários países aderiram à iniciativa da Aliança pela Infância. O objetivo da promoção é mobilizar adultos e crianças. Aos pequenos, são dedicadas atividades lúdicas, artísticas e muita alegria. Aos adultos, a oportunidade de relembrar a importância das brincadeiras durante a infância.

Em Belo Horizonte, o blog Na Pracinha também abraçou a causa e organizou mais um fim de semana de convivência familiar ao redor de livros e histórias.

Fórum das Letrinhas já começou

Maurizio Manzo estará presente no Fórum: criatividade e arte nas ilustrações dos livros infantis da Editora Miguilim

22/5/2013 – 21:07h

Começou, hoje, no final da tarde, um dos principais eventos literários do país: o Fórum das Letrinhas, braço infantojuvenil do Fórum das Letras. O evento foi oficialmente aberto às 18h, na Tenda Cultural do Trem da Vale, Estação Ferroviária.

Teatro, música e poesia fizeram parte do encontro de hoje, que contou com a participação da Trupe Maria Farinha, responsável pelo espetáculo “A vida e obra do Poetinha Camarada”, em homenagem a Vinícius de Moraes, um dos maiores nomes da cultura brasileira.

O Fórum das Letrinhas é gratuito e aberto ao público. O evento literário segue com todo o gás até o dia 1º de junho. Até lá, diversos autores participarão de projetos como “Um Autor na Minha Escola”, “Poesia nos Trilhos”, “Varal Literário”, entre muitos outros.

Adélia Prado, Fábio Sombra, Ricardo Maciel dos Anjos, Daniel Munduruku e Antônio Torres são alguns dos autores que estarão presentes, ao lado dos ilustradores João Marcos, da Turma da Mônica, e Maurizio Manzo, da Editora Miguilim. Acesse a programação completa do Fórum das Letrinhas: www.forumdasletras.ufop.br/letrinhas.php?programacao.

João Marcos, criador da dupla Telúria e Mendelévio e ilustrador da Turma da Mônica, também é presença confirmada

O selo Altamente Recomendável

21/5/2013 – 19:53h

É muito importante para as editoras e autores a condição das suas obras serem consagradas com o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Por isso, a Edições SM tem motivos para comemorar, pois teve 15 livros contemplados nas categorias “criança”, “tradução” e “informativos”.

Para o leitor, acredito, também é muito importante conhecer as obras outorgadas com o selo, pois a indicação confirma se tratar de um livro de conteúdo recomendado e reconhecido. Os livros selecionados ainda concorrem ao Prêmio FNLIJ 2013, em suas respectivas categorias.

A seleção, que destacou os 15 títulos da Edições SM refere-se à produção infantojuvenil de 2012, identificando os melhores títulos editados e estimulando o trabalho de ilustradores, tradutores e editores. Para Claudia Ribeiro Mesquita, gerente de literatura da SM, “além da qualidade, o selo Altamente Recomendável atesta também a coerência e a diversidade do nosso catálogo. Dos 35 títulos lançados em 2012, tivemos 15 indicações, mais de 40% de aprovação, o que nos enche de alegria”.

A FNLIJ, principal entidade brasileira de promoção da leitura e formação do leitor, é o braço nacional do IBBY (International Board on Books for Young People), instituição não governamental sediada na Suíça, que concede o maior prêmio mundial da literatura infantojuvenil: o Hans Christian Andersen.

Os livros contemplados são:

Categoria criança

A máquina do poeta, de Nelson Cruz

Categoria informativo

Bumba-boi e Festa da Taquara, de Fabiana Ferreira Lopes

Categoria tradução/adaptação criança

Aisja, de Peter van Oudheusden e tradução de Cristiano Zwiesele do Amaral. Ilustrações de Stefanie de Graef

A coisa perdida de  Shaun Tan e tradução de Sérgio Marinho

Dunas de água, de Javier Sobrino e tradução de Joana Autuori. Ilustrações de Alfonso Ruano

À esquerda, à direita, de Jimmy Liao e tradução de Lin Jun e Cong Tangtang

Categoria tradução/adaptação informativo

O dom da infância: memórias de um garoto africano, de Baba Wagué Diakité e tradução de Marcos Bagno

Formas e padrões na natureza, de Laure Maj (organização) e tradução de Fabio Weintraub

Vincent van Gogh e as cores do vento, de Chiara Lossani e tradução de Mauricio Santana Dias. Ilustrações de Octavia Monaco

Categoria tradução/adaptação jovem

Onde as árvores cantam, de Laura Gallego García e tradução de Paloma Vidal

Sem fôlego, de Brian Selznick e tradução de Claudio Figueiredo

Categoria tradução/adaptação reconto

A sagrada folha da bananeira: conto de esperteza do folclore indonésioMangas e bananas: conto de esperteza do folclore indonésio, de Nathan Kumar Scott e tradução de Sérgio Marinho. Ilustrações de Radhashyam Raut e T. Balaji

O misterioso chá das nuvens, de Mal Peet, Elspeth Graham e tradução de Luciano Vieira Machado. Ilustrações de Juan Wijngaard.

E-books impulsionam o mercado

19/5/2013 – 21:35h

Embora entre os brasileiros não seja comum o hábito de ler, uma nova forma de leitura deixa de ser promessa para virar realidade: os e-books. A chegada de grandes grupos do setor virtual mostra que o campo editorial brasileiro é um dos mais promissores para a venda de livros digitais. Em português, já existem 11 mil publicações eletrônicas disponíveis, o que coloca o Brasil em 10º lugar entre os maiores catálogos de livros digitais do mundo. As 30 editoras que mais oferecem as versões digitais respondem por metade dos títulos.

Para o diretor-presidente da Web Consult, Leonardo Bortoletto, um ponto importante para o avanço dos livros digitais é o crescimento e a popularização dos tablets e dos smartphones. “Pesquisa realizada pela GfK Custom Research Brasil, entre janeiro e agosto de 2012, mostrou que a comercialização de tablets aumentou 267% e a venda de smartphones subiu 55% em relação ao mesmo período de 2011. Sendo otimista, esse aumento talvez indique que as pessoas desenvolvam o hábito de ler cada vez mais. O estímulo à leitura é importante para nosso desenvolvimento e formação”, ressalta Bortoletto.

Além desses dispositivos, os e-readers começam a ganhar espaço. O leitor digital, como pode ser chamado, foi desenvolvido para proporcionar o máximo de semelhança com o papel. “A tecnologia do e-reader reflete a luz como na folha, fazendo com que a leitura se torne mais agradável aos olhos, diferentemente do tablet ou computador. Além disso, a média de preço da versão virtual é, em média, 30% mais baixa que o livro convencional e é possível armazenar vários títulos no e-reader, sem pesar a bolsa ou a mochila, e ler em qualquer lugar e momento”, explica Bortoletto.

O mercado de educação investe cada dia mais em ferramentas que favoreçam o aprendizado. Nesta perspectiva, a rede de franquias Number One tem apostado em ferramentas interativas para tornar o conhecimento mais dinâmico e completo, como é o caso do e-Reader, aplicativo desenvolvido em parceria com a editora da Oxford University, com mais de 60 títulos da literatura internacional em inglês, abrangendo diferentes níveis de leitura. De acordo com a gerente de pesquisa e desenvolvimento do Number One, Ana Regina Fonseca de Araújo, todas as obras seguem os padrões internacionais de proficiência. “A proposta é incentivar a leitura e o estudo de obras em inglês. Essa atividade proporciona expansão de vocabulário, melhora a fixação de estruturas da língua e amplia a capacidade de compreensão auditiva e pronúncia em inglês”, afirma.

A biblioteca virtual só pode ser acessada pelo sistema exclusivo de relacionamento do Number One com seus alunos, o “My Place”, através de login e senha. A ferramenta ainda permite que sejam feitas marcações de palavras, anotações e, se o aluno quiser, também está disponível o áudio do texto, para que possa treinar a compreensão auditiva, fluência, pronúncia e entonação. “É tudo muito simples. Hoje em dia, com o crescimento da internet móvel, os alunos podem acessar o e-Reader de qualquer lugar, sem precisar estar preso ao computador da sua casa”, justifica Ana Regina.

Fonte: Blogmídia8

Projeto motiva crianças a ler

17/5/2013 – 19:34h

São Paulo – Há oito anos, quando lecionava na Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Padre Antônio Vieira, na zona leste da cidade, a professora Maria Sueli Fonseca Gonçalves criou uma atividade para tentar cultivar em seus alunos o hábito da leitura. Surgiu então a Academia Estudantil de Letras (AEL), inspirada na tradicional Academia Brasileira de Letras.

“Como professora de língua portuguesa senti a necessidade de buscar um jeito diferente de ensinar literatura às crianças e aos jovens e que pudesse motivá-los para a leitura, de forma prazerosa, atraente, lúdica”, disse Sueli.

Em 2005, quando foi criada, a academia contava com 35 alunos: 12 deles frequentavam o último ano do ensino fundamental e ocupavam a titularidade das cadeiras de 12 autores da literatura; outros 12 passaram depois a ocupar as mesmas cadeiras dos estudantes que deixaram a escola e os demais, que estavam entre o quinto e sétimos anos, ficaram responsáveis por trazer para a academia novos autores escolhidos por eles próprios.

O projeto lúdico cresceu e se expandiu e hoje é adotado em 22 escolas municipais de São Paulo. Mas há também escolas de fora da capital, instaladas em Guarulhos (SP), Poá (SP), Ferraz de Vasconcelos (SP) e Apodi (RN), que se interessaram pelo modelo e começaram a fazer parte do projeto. “Constam ainda, na internet, registro da Academia Estudantil de Letras em Tijucas (SC) e Quixadá (CE)”, disse a idealizadora da academia em entrevista à Agência Brasil.

“É uma autêntica academia de letras. Os alunos escolhem autores da literatura para representar na AEL. São os seus amigos literários. Fazem pesquisas sobre eles, promovem seminários, participam de eventos culturais, relacionam-se com escritores e poetas, começam a produzir seus próprios textos e a participar de concursos literários”.

Nesse projeto, os alunos participam de encontros de literatura e de teatro em aulas fora do horário regular. As aulas de literatura são ministradas por professores da própria escola, tanto da primeira quanto da segunda etapa do ensino fundamental. Os professores são preparados em um curso ministrado por Sueli na Diretoria Regional de Educação Penha.

As aulas de teatro têm formato semelhante, mas são ministradas por professores habilitados em Artes Cênicas. Eles preparam os alunos para a Mostra Anual de Teatro da academia, na qual são apresentadas peças adaptadas de obras primas da literatura. Ninguém é obrigado a participar do projeto, mas segundo a professora, os alunos gostam de participar e não faltam. “É[um projeto muito importante, porque funciona. Alcançamos os objetivos traçados quase que espontaneamente”.

Segundo ela, toda a metodologia adotada é voltada para desenvolver o gosto pela leitura, “partindo da experiência e do gosto de cada um para, pouco a pouco, seduzi-los para o interesse pela literatura”. O projeto também desenvolve outros valores tais como o respeito, a convivência pacífica e harmoniosa, a solidariedade e a amizade.

Recentemente, o projeto foi apresentado no Fórum Social Mundial 2013, realizado na Tunísia. O projeto, segundo ela, também tem despertado interesse na Itália, que deseja compartilhar dessa experiência. “A leitura é essencial em todos os lugares do mundo e transmitir o gosto por essa atividade para crianças e jovens torna-se vital para o desenvolvimento de qualquer nação”, ressaltou Sueli.

Fonte: Elaine Patricia Cruz – Agência Brasil

“Diário de Classe” vira livro

A estudante Isadora Faber criou a página “Diário de Classe”, que teve grande repercussão social e, agora, conta esta experiência num livro

16/5/2013 – 20:55h

A criadora do “Diário de Classe”, Isadora Faber, vai escrever um livro sobre sua experiência de ativismo pelas redes sociais. O contrato foi fechado com a editora Gutenberg e o livro deve sair até o fim do ano. No livro, a garota contará toda a trajetória da experiência, começando pelos problemas na escola e a ideia de criar uma página no Facebook para denunciá-los até a fama e as conquistas na escola. O texto será escrito pela própria Isadora Faber, com o suporte da editora. O livro trará também depoimentos de personalidades sobre a experiência da menina no “Diário de Classe”.

O caso

Isadora Faber foi citada em uma lista de  “estrelas ascendentes” brasileiras do jornal inglês Financial Times. A lista de personalidades tem 25 nomes — Isadora está na categoria “social” junto com a escritora Thalita Rebouças — e foi divulgada no dia 22 de fevereiro. Os protestos de estudantes por melhorias nas escolas públicas ganharam força nas redes sociais com a iniciativa da menina catarinense. A garota deu o que falar: ganhou muitos elogios, fez palestras e concedeu várias entrevistas, mas também criou inimizades, principalmente na escola, teve a casa apedrejada e acabou tendo que ir depor na delegacia mais de uma vez. O último episódio que a envolveu foi uma ameaça de morte pelo Facebook, rede social que a tornou famosa.

Fonte: Blog da Autêntica Editora/Uol