Em julho, a vez da Flipinha

27/6/2013 – 20:15h

A Festa Literária Internacional de Paraty, em seu projeto dirigido para as crianças e conhecido como Flipinha, já distribuiu 2 mil livros infantis para escolas e bibliotecas da cidade para preparar os estudantes para o contato com os autores convidados para o evento e suas obras, de 3 a 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Marca registrada da Flipinha, os pés de livros, já difundiram 5 mil histórias infantis - Foto: Divulgação

Todos os anos, a Casa Azul, instituição que promove a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip e Flipinha), realiza doação de livros infantis para as escolas e bibliotecas da cidade. Este ano, algumas mudanças foram elaboradas para intensificar ainda mais a relação dos alunos com a literatura.

Até o ano passado os livros eram escolhidos pela equipe da Flipinha e doados pelas editoras parceiras. Chegando em Paraty eram entregues para as escolas, que os mantinham em seu acervo, disponibilizando-os para os alunos. A dificuldade é que, desse modo, as crianças não podiam mergulhar na obra em outros momentos de seu dia, em casa, com suas famílias, por exemplo.

Pensando nisso a Operação Flipinha deste ano foi realizada de forma diferente: para envolver os professores, foi solicitado a eles que fizessem um pequeno projeto mostrando qual livro gostariam de trabalhar com seus alunos. Na etapa final, a Casa Azul fez o pedido dos livros solicitados – todos de autores convidados da Flipinha 2013 – e doou quase 2 mil livros diretamente para as crianças.

O objetivo é que, dessa maneira, os alunos sejam capazes de criar uma intimidade ainda maior com as obras literárias. Poderão consultar as histórias quantas vezes quiserem, de forma que a ação de fato contribuirá para o incentivo à leitura e para uma participação mais integrada das crianças durante a Flipinha, que acontecerá na cidade de 3 a 7 de julho.

Alguns dos autores e ilustradores, dedicados à literatura infantil, que foram convidados para a Flipinha 2013: André Neves, Bia Hetzel, Cris Eich, Jean-Claude Alphen, Karen Acioly, Luiz Raul Machado, Mariana Massarani, Meton Joffily, Mirna Pinsky, Ninfa Parreiras, Olívio Jekupé, Regina Machado, Sônia Rosa, entre outros.

Entre as quatro linhas

25/6/2013 – 20:56h

Livros infantis com histórias sobre o futebol foram produzidos pelas editoras brasileiras para serem lançados durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Não há como negar que as crianças brasileiras gostam muito do futebol e o tema motiva a leitura. “As Quatro Linhas: a hora da virada”, publicado pela Editora Biruta em 2010, acompanha uma turma de meninos que não entendia nada de futebol e nunca era chamada para fazer parte dos times do colégio. Até que o professor de educação física, Matias, organiza um torneio de futebol, e Júnior e seus amigos resolvem mostrar do que são capazes.

De maneira divertida e muito envolvente, o autor Denis Winston Brum, de Porto Alegre, fala de futebol da primeira à última linha do livro. Júnior, Comédia, Dado, Tanque, Cláudio e os demais jogadores do time são treinados por Nico e Aranha Arruda, veteranos do futebol gaúcho, que despertam neles o sentido de amizade e união, essencial para o sucesso do grupo.  As ilustrações são de Daniel Argento. A linguagem ágil lembra a narração de uma partida, e o projeto gráfico da Editora Biruta, sempre ousado, faz menção a um campo de futebol. Fica aqui o convite da equipe Mico-Preto para sua partida de estreia! Será que eles serão capazes de vencer Hique, o capitão do melhor time da escola?

Outros temas

Além do relançamento sobre futebol, a Editora Biruta está colocando no mercado editorial brasileiro “Vagalumice”, o terceiro livro da sua coleção Que bicho sou eu? Assim como nos outros títulos da série, “Aranha por um fio” e “Sapo a passo”, o autor Laurent Cardon se utiliza de um conteúdo exclusivo de imagens para contar a história de bichinhos que terão que descobrir – ou reinventar – uma forma de crescer e interagir com o seu grupo. São ilustrações muito coloridas, que ganham força com a ausência de palavras. O autor proporciona uma leitura que exige concentração e uma boa dose de criatividade, já que a história dá margem à uma infinidade de possibilidades de diálogos.

Neste lançamento, papai e mamãe vaga-lume levam seu filhote para a escola, onde o professor tem uma missão: ensinar os pequenos a utilizarem a sua famosa luz como meio de comunicação. Mas quem disse que o filhote vaga-lume quer brilhar igual aos outros de seu grupo? Ele pisca mais forte que os demais, o que lhe causa alguns probleminhas – até que o médico vaga-lume dá um jeito para que o pequeno vaga-lume possa brilhar à vontade.

A árvore mágica

Os animais da savana estão famintos e o clima está quente como nunca. Bem de longe eles avistam uma árvore com frutos vermelhos, que parecem ser extremamente suculentos. Mas, para a decepção deles, há no tronco cascudo uma gigantesca serpente píton. Ela lança um desafio: os bichos só poderão se deliciar com os frutos se souberem o nome da árvore. A tartaruga dá a dica e diz que só o rei da selva sabe como se chama, e que, por isso, alguém terá de ir visitá-lo para descobrir o que tanto precisam. Os animais se organizam, e, então, um por um, vão atrás do leão. Será que eles conseguem?

Em ”Bojabi – A árvore mágica”, outro lançamento da Editora Biruta, a proposta da autora Dianne Hofmeyr, da África do Sul, é utilizar elementos repetitivos para criar uma jornada – baseada em um conto tradicional africano – que envolve os animais trabalhando em conjunto para conseguirem as frutas que tanto desejam. Com a ajuda das ricas ilustrações de Piet Grobler e de uma sonoridade ritmada, a autora considera as particularidades de cada animal numa narrativa divertida, e, assim, propõe a valorização das qualidades individuais dos pequenos leitores.

Dia dos Smurfs

24/6/2013 – 23:20h

O dia 25 de junho é considerado o Dia Mundial dos Smurfs, devido ao nascimento do criador dos personagens, Pierre Culliford, mais conhecido como Peyo.

Para comemorar a data e começar a divulgação do lançamento do filme Os Smurfs 2 – previsto para estrear nas telas do cinema no início de agosto – a Columbia Pictures e a Sony Pictures Animation estão organizando diversos eventos pelo mundo. No Brasil, as ações vão acontecer no próprio dia 25, no Pão de Açúcar, Rio de Janeiro. A Editora Vale das Letras está presente com exposição em showroom dos livros das histórias das criaturinhas azuis mais famosas do universo infantil licenciados pela editora.

Durante o dia de hoje, os primeiros dois mil visitantes do Pão de Açúcar não pagarão ingresso e conhecerão o ponto turístico carioca de um jeito especial, pois ele foi todo tematizado com os Smurfs. As crianças e famílias poderão tirar fotos com os personagens e participar de atividades recreativas. Nas ações mundiais, 40 embaixadores escolhidos para representar os fãs estarão fotografando e postando no Instagram e Twitter com a hastag #GlobalSmurfs. As fotos também irão para o site oficial Global Smurfs Day (www.DiaMundialdosSmurfs.com.br).

Novos livros com as histórias dos Smurfs estão previstos para serem lançados pela editora ainda no mês de julho. A Vale das Letras já possui os livros oficiais do primeiro filme: Os Smurfs – Livro do filme; Os Smurfs – O poderoso Gargamel; Os Smurfs – A grande aventura dos Smurfs; Os Smurfs – Aventura em Nova Iorque (livro de atividades); Os Smurfs – Tudo azul (livro de atividades).

A Editora Vale das Letras, de Blumenau, possui licenciados como Transformers, My Little Pony, Hello Kitty, Star Wars, Garfield, Bob Esponja, Pica-Pau, Hotel Transilvânia, entre outras coleções próprias. Além do mercado convencional de livrarias, atua fortemente no segmento porta-a-porta.

Sete atitudes que formam leitores

23/6/2013 – 22:27h

Incentivar a leitura é um dever do governo e das escolas. Mas nós, leitores, podemos ajudar.

A leitura é, por natureza, um ato solitário. Podemos estar no meio de uma multidão: basta abrir um livro e, no meio do primeiro parágrafo, a realidade à nossa volta dá lugar ao universo do autor. É um grande prazer, mas também um pequeno risco. Como contagiar outras pessoas com o hábito da leitura, num país em que atividades coletivas são uma tradição, se o próprio ato de ler nos impulsiona para o isolamento?

Mesmo na solidão da leitura, cada leitor é parte de um só grupo. Seus interesses são tão múltiplos quanto a variedade de livros a seu dispor, mas todos têm em comum o prazer da leitura. Nessa multidão desunida e heterogênea, há pouca ação e muito pessimismo. Muitos dos que espalham a frase feita que diz que “o brasileiro não lê” são leitores. Em seu isolamento, não percebem que isso começou a mudar – e que eles estão deixando de cumprir um papel importante. Popularizar a leitura é uma obrigação do governo e das escolas, mas também deveria ser um esforço pessoal de cada leitor.

Um país com mais leitores é um país mais educado, com livros mais acessíveis e uma produção literária mais rica. Entre um livro e outro, com atitudes simples, qualquer leitor pode dar sua pequena contribuição para que isso se torne realidade.

1) Seja um (bom) leitor

Num mundo repleto de distrações, não faltam incentivos e desculpas para fazer qualquer outra coisa em vez de ler um livro. Sucumbir a algumas delas é inevitável. Podemos perder algumas batalhas, mas não a guerra. De distração em distração, já vi aficionados pela leitura entrarem, sem aviso, no grupo dos 50% de brasileiros que não leram um livro nos últimos três meses. Algumas pessoas estão nesse grupo porque não sabem ler, ou porque não têm acesso a livros. Porém, há os que engrossam as estatísticas por pura preguiça. Não basta ir à livraria, sucumbir às tentações do consumo e deixar os livros acumulando poeira na estante. É preciso dar um bom exemplo. O primeiro passo para formar mais leitores é formar-se leitor.

2) Converse sobre livros

Por que assistimos a tantos filmes, novelas e séries de televisão? Se dependêssemos apenas de nossa vontade e interesse, seriam poucos os espectadores fiéis. Mas recebemos recomendações de amigos, ouvimos comentários de desconhecidos, lemos sobre o assunto nas redes sociais e isso nos anima a voltar ao cinema, a sentar diante da televisão e a assistir a mais um episódio. Os fãs de filmes, novelas e séries não economizam oportunidades para demonstrar sua paixão. Dezenas de amigos me recomendaram Breaking bad antes que eu me tornasse viciado na série (que, aliás, é ótima). Sei que muitos dos meus amigos são leitores, mas poucos me recomendam os livros que acabaram de ler. Por ver a leitura como um hábito solitário, sentem-se mais à vontade para falar sobre outros assuntos – e deixam de compartilhar suas descobertas. Conversar sobre livros não é algo só para intelectuais. Não há nada de errado em ser fã de um autor e se comportar como tal. Se você acha que todos seus amigos deveriam ler o livro que você acabou de ler, diga isso. Talvez todos leiam.

3) Busque aliados

A internet é um inferno de distrações quando queremos nos concentrar e ler um livro, mas um paraíso para encontrar outros leitores. Há redes sociais dedicadas exclusivamente a isso, como a brasileira Skoob e a americana Goodreads. Também não faltam blogs e sites dedicados ao tema. No Facebook, há dezenas de grupos dedicados a amantes dos livros. Entrar num deles é uma forma de reforçar o hábito de ler, trocar recomendações e manter-se atualizado. Quanto maiores os grupos, maior a chance de atrair e manter novos leitores. Longe de ser uma inimiga da leitura, a internet pode ser uma importante aliada.

4) Presenteie

Lembro-me muito pouco das roupas, brinquedos e outras bobagens que eu ganhava de presente na minha infância. Mas não me esqueço do dia em que meu padrinho me levou a uma livraria e me presenteou com um exemplar de 20 mil léguas submarinas – o primeiro livro que eu li por vontade própria, e o primeiro a me tirar da frente da televisão e dos games. Dar livros de presente é uma bela maneira de espalhar e reforçar o hábito da leitura, não importa a idade de quem é presenteado. Preste atenção nos desejos e curiosidades das pessoas ao seu redor, e pense em livros que podem agradá-las. Quem conhece bem seus amigos e parentes saberá escolher um título adequado para animar mesmo quem não está acostumado a ler. O livro certo, na hora certa, pode ser um presente inesquecível.

5) Tenha calma

Antes de recomendar um livro, emprestá-lo ou dá-lo de presente, pense se ele é a escolha mais adequada. Para um leitor em formação, poucas coisas são mais frustrantes do que ler o livro certo na hora errada. Isso vale principalmente para crianças e adolescentes. Quantos estudantes não abandonaram o hábito da leitura após serem golpeados na cabeça, prematuramente, com livros difíceis demais? Alguns clássicos da literatura são acessíveis a qualquer um; outros, mais complexos exigem reflexão e paciência do leitor. Comece pelos mais fáceis. Há tempo suficiente para galgar, degrau a degrau, o caminho que leva a obras literárias complexas. Antes de se tornar um hábito, a leitura precisa ser um prazer.

6) Leia antes de votar

Num país em que 20% dos habitantes entre 15 e 49 anos são analfabetos funcionais, e 75% jamais pisou numa biblioteca, o esforço para popularizar a leitura passa, necessariamente, por políticas públicas. Há quanto tempo o incentivo à leitura não é abordado num debate entre candidatos a um cargo executivo? No Legislativo, há frentes parlamentares dedicadas ao tema, mas sua atuação é discreta. Entre os municípios, a maioria ainda trata a política cultural como uma política de espetáculos. Gastar milhões para reunir multidões em shows financiados pela prefeitura pode render manchetes de jornais, mas tem pouco impacto na formação cultural de cada cidadão. Organizar eventos literários para incentivar a leitura não é uma solução definitiva, mas já é um passo na direção certa. Investir na criação e manutenção de bibliotecas com uma programação cultural constante é ainda menos espetacular, mas pode ser transformador. Antes de escolher um candidato, descubra o que ele pensa a respeito disso.

7) Espalhe boas ideias

Transformar bicicletas em bibliotecas itinerantes. Arrecadar doações de livros no Natal. Distribuir livros gratuitamente em estações do metrô, ou colocá-los à venda e deixar que o comprador escolha o quanto quer pagar. Todas essas propostas são criações recentes de leitores apaixonados. Elas têm potencial para transformar a maneira como os brasileiros se relacionam com os livros, mas precisam se tornar mais conhecidas. Cabe a cada leitor a tarefa de ajudar a divulgar essas iniciativas, contribuir para seu sucesso e, quem sabe, pensar em outras boas ideias para incentivar a leitura. Abrir um livro no meio de uma multidão e se perder em suas páginas é um exercício solitário e prazeroso. Mas seria ainda melhor se fizéssemos isso no meio de uma multidão de leitores.

Danilo Venticinque – Editor de livros de Época

Domingo: dia de histórias

22/6/2013 – 10:56h

Amanhã, em Belo Horizonte, é dia de nossas crianças brincarem de ouvir histórias.

Quem ainda não conhece os contos “Umas Formigas”, de Roseane Castro (RS), “A Festa Encrencada”, de Sonia Junqueira (MG), “Uma festa no céu”, da tradição oral, e um conto surpresa “Porque festa sem surpresa não é festa” tem a oportunidade de ver a apresentação de Beatriz Myrrha, domingo, 23/6, às 11:00h, no Museu das Minas e do Metal (MMM), na Praça da Liberdade, prédio rosa. A narradora ainda vai incentivar a participação do público para tocar e cantar canções de grandes autores.

Este evento, que tem um nome muito criativo e gostoso _ “Contos infestados de bolos confeitados” _ é especial, por que comemora o terceiro ano consecutivo de narração de histórias no MMM. Em junho de 2010, o museu abria suas portas para receber o público e integrar o Circuito Cultural Praça da Liberdade. Após três anos de abertura, o Museu atinge a marca de 200 mil visitantes.

Para encerrar a festa de domingo, a Orquestra Jovem V&M do Brasil também vai se apresentar com repertório clássico e regência do maestro Rogério Vieira.

A entrada é franca e as senhas serão distribuídas com 30 minutos de antecedência na recepção do MMM.

Livro de graça na praça

21/6/2013 – 16:50h

Até o final de junho, ficam abertas inscrições para o concurso que irá selecionar três contos para serem publicados na edição 2013 da obra “Livro de graça na praça”. Os interessados devem efetivar a inscrição entregando os originais dos textos, junto aos dados pessoais, na Biblioteca Central do Sesc. Confira as informações completas do concurso literário e participe!

Oficina do Texto

O experiente escritor, jornalista e compositor Jorge Fernando dos Santos é o instrutor da Oficina do Texto

19/6/2013 – 19:35h

Tendo como roteiro o conteúdo do livro “Como escrever – literatura, jornalismo, teatro e cinema” (Editora Ciência Moderna), Jorge Fernando dos Santos realiza oficina sobre os diferentes gêneros da escrita. As aulas serão realizadas na Ret Treinamento Empresarial (rua Grão Mogol, 502, sala 327, Sion) entre 1º e 31 de julho, às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h.

Partindo de sua longa experiência como escritor, jornalista e compositor, ele discorre sobre o conto, o romance, a poesia e a letra da canção; a reportagem, a crônica e o artigo; o texto teatral e o roteiro cinematográfico. Informações: (31) 3789-8792 e 9675-8792.

Jorge Fernando tem 40 livros publicados, entre eles o romance “Palmeira Seca”, ganhador do Prêmio Guimarães Rosa, adaptado para teatro e minissérie da Rede Minas, tema de dissertação de mestrado na Itália, onde foi traduzido. Ele foi repórter, cronista, articulista e editor de jornal e revistas. Acaba de publicar a novela juvenil “Alguém tem que ficar no gol”, finalista do Prêmio Barco a Vapor pela Edições SM.

Novas soluções para o velho mercado

18/6/2013 – 19:22h

Eber Freitas – Revolução Ebook

Como competir com as jovens empresas de base tecnológica que estão invadindo o mercado de conteúdo? Juntando-se a elas. Essa é a tese defendida por Javier Celaya, fundador do portal cultural Dosdoce.com e consultor especialista em mercado editorial. Todas as empresas envolvidas na cadeia produtiva do livro digital – incluindo as livrarias digitais, que estão com os dias contados – podem utilizar o conhecimento gerado por pequenas empresas de base tecnológica para dar uma nova dinâmica ao negócio e se tornarem competitivas novamente.

“Para sobreviver na era digital, tudo o que as entidades da cadeia do livro devem compreender é que tecnologia irá se transformar no centro dos seus modelos de negócios. As pequenas e médias livrarias que não abraçarem a tecnologia irão desaparecer na próxima década”, afirma Celaya. Ele fez uma palestra sobre Desafios para as pequenas e médias livrarias num mundo digital, semana passada, durante o 4º Congresso Internacional do Livro Digital.

Para ele, abraçar a tecnologia vai além de simplesmente criar uma loja virtual. Significa desenvolver ferramentas tecnológicas de ponta para atender a todas as necessidades dos consumidores contemporâneos – incluindo mobile apps com funções sociais, dentre outras. “Não é fácil competir na internet, mas também não é impossível”, declara.

A falta de competitividade, segundo o consultor, deriva de uma distância que existe entre empresas da cadeia produtiva do livro e empresas de base tecnológica (startups) muitas das quais estão desenvolvendo a cada momento novos produtos e serviços que poderiam solucionar vários gargalos do mercado atualmente. O fato foi comprovado por um estudo publicado recentemente, mostra que apenas 9% dos editores mantêm uma relação “fluida” com startups.

“Se os conglomerados de mídia, telecomunicações, finanças e companhias hospitalares, dentre outros setores, estão trabalhando com startups relacionadas aos seus setores para, juntos, identificarem oportunidades de negócios, por que as companhias editoriais não poderiam fazer o mesmo?”, questiona. “Na era digital, os editores precisam criar serviços com valores agregados em torno do seu conteúdo, e tais serviços seriam fornecidos por startups”, conclui.

No ritmo da Copa

14/6/2013 – 22:35h

Neste fim de semana, no Rio de Janeiro, o 15° Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens destaca quatro lançamentos dedicados ao futebol. Neste ritmo, o evento marca o início da Copa das Confederações no Brasil e, domingo, encerra a sua programação.  Mas os leitores terão todos os dias pela frente para comprarem os novos livros e curtirem suas belas histórias.

“Gabriel e a Copa do Mundo de 2014": as 12 cidades são visitadas por um menino que descobre rimas em cada uma delas

“Clara e a Olimpíada de 2016” é um passeio pelo mundo dos esportes

“Brasil x Todos” é a história de uma suposta partida final de Copa do Mundo entre o Brasil e uma seleção formada por diversos países

O convite de lançamento de “Alguém tem que ficar no gol”. História parte da derrota da seleção na Copa de 1950 e se encaminha para uma revanche

Roedores que não destroem livros

13/6/2013 – 23:11h

Brasília – A expressão “ratos de biblioteca” se aplica bem a duas iniciativas existentes no Distrito Federal. A primeira é a da dupla de professoras Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira, que criaram os personagens Racumim e Racutia, ratos que tornaram defensores dos livros. Eles fazem parte do Projeto Reinventando a Biblioteca. As duas professoras foram responsáveis por uma revolução quando transformaram um banheiro de servidores e um corredor, da Escola Classe 18 de Taguatinga, em uma biblioteca e levaram para o espaço os dois ratinhos. O “puxadinho” é um sucesso entre os alunos de 6 a 10 anos da instituição.

Segundo Raquel, responsável pela personagem Racutia, os dois ratos surgiram em 1999 da necessidade pedagógica de ter um espaço lúdico na biblioteca. “A intenção era formar leitores e retirar aquele ar sério, característico da biblioteca.” As crianças levam o livro que quiser para casa e só precisam devolvê-lo depois de terminar a leitura. A ideia é evitar que o hábito se torne algo obrigatório.

Raquel Gonçalves ressalta que “a função do adulto é incentivar a leitura o que Racutia e Racumim fazem de várias maneiras.” A dupla chama a atenção para o livro, que por si só consideram um instrumento fascinante. A concorrência com a tecnologia é grande, mas o esforço compensa. “Os livros que as crianças mais levam para casa são aqueles dos quais contamos as histórias”, explica.

Para ela, quanto mais cedo se despertar o interesse pela leitura, mais garantia de se formar um leitor. Maria Célia Madureira faz coro com Raquel. Ela incorpora o personagem Racumim, um ratinho filho de Racutia, que tinha como missão roer livros de bibliotecas, mas acabou descobrindo a leitura e ensinou a mãe também a gostar de ler.

Segundo Célia, “o fazer pedagógico fica a cargo do professor, mas brincar com o imaginário da criança, isso é com os livros na biblioteca.” Ela defende um investimento maior em bibliotecas na escola. “Um espaço de formação do leitor por alegria e não por obrigação, como era antigamente”, diz. As duas já lançaram três livros: Deu Rato na Biblioteca (2005); O Rato Adormecido (2007) e Os Amores de Racutia (2009).

Outra iniciativa é a Roedores de Livros, de Tino Freitas, Ana Paula Bernardes, Célio Calisto e Edna Freitas. O projeto foi criado em 2006, em uma biblioteca da Asa Norte, em Brasília e desde 2007 está na Ceilândia, região administrativa da capital. O objetivo é promover nas crianças o gosto pela leitura por meio de mediação de leitura, oficinas de artes e apresentações de música.

Segundo Ana Paula Bernardes, que coordena o projeto, as atividades ocorrem todos os sábados em um shopping popular da Ceilândia. No local existe uma pequena biblioteca de literatura infantojuvenil, onde as crianças da redondeza são recebidas para mediação de leitura. “Tem dado certo. Até crianças que não leem conseguem fazer uma leitura de imagem fantástica e conversar muito sobre os livros.” Os roedores têm atraído um grupo de até 30 crianças entre 5 e 10 anos.

O Projeto Roedores de Livros foi escolhido em 2011 como o melhor programa de incentivo à leitura de crianças e jovens do Brasil pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Fonte: Agência Brasil