Homenagens à Bonequinha Preta

14/8/2013 – 21:01h

Há 75 anos, nascia uma boneca preta com duas trancinhas, boca vermelha e olhos bem redondos, que seria capaz de entrar no imaginário das crianças e se perpetuar por gerações, se tornando o maior clássico mineiro da literatura infantil. A Bonequinha Preta, da autora mineira Alaíde Lisboa está recebendo várias homenagens no 2º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais.

A Editora Lê lançou a publicação fac-símile da primeira edição, de 1938, desse clássico da literatura infantil. Em capa dura, formato e ilustrações originais,  a publicação resgata a memória que encantou inúmeros leitores e que até hoje aflora emoções. O lançamento teve a participação da família da autora Alaíde, da curadora do Salão do Livro, Sandra Bittencourt e  do grupo Cantarolê.

Destinada à realização de atividades de leitura para crianças e jovens, a Biblioteca da Bonequinha Preta é um espaço do Salão para os visitantes de escolas e famílias poderem se entregar à leitura. O seu acervo foi  formado por títulos infanto-juvenis doados pelos expositores e, após o evento, será  destinado à ala infantil do Hospital da Baleia após o evento. Esta é uma forma do Salão cumprir uma de suas propostas que é difundir e promover o acesso à leitura. Outro espaço é a Arena Mundo da Bonequinha Preta, onde diariamente são realizadas várias atividades da programação do evento.

Vale contar que Alaíde Lisboa de Oliveira nasceu em 22 de abril de 1904, em Lambari (MG), e faleceu em Belo Horizonte, em 2006. Viveu a maior parte da sua longa vida na capital mineira, onde atuou em diversas frentes: exerceu carreira política, acadêmica e artística. Como escritora, publicou cerca de trinta livros, entre ensaios da área de educação, didáticos e literários. Entre seus títulos mais conhecidos, encontra-se “A bonequinha Preta”, que se tornou um clássico da literatura infantil brasileira com mais de um milhão de exemplares vendidos. Alaíde Lisboa foi membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, da Academia Feminina Mineira de Letras e da Academia Mineira de Letras. Além disso, foi a primeira vereadora de Belo Horizonte, entre 1949 e 1952.

Interior de MG lê mais que BH

13/8/2013 – 19:59h

No dia 13 de agosto, o 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil, realizado na Serraria Souza Pinto, divulga pesquisa inédita sobre os índices de leitura no interior de Minas Gerais. No estudo, foram entrevistadas 1.100 pessoas, no período de 10 de março a 20 de junho de 2013, em oito cidades polo do interior do estado (Teófilo Otoni, Poços de Caldas,  Juiz de Fora, Uberlândia, Divinópolis, Governador Valadares, Patos de Minas e Montes Claros), sobre hábitos de leitura, materiais e equipamentos culturais utilizados e frequência de leitura.

Os índices revelam que a média de livros – ou partes de livros – lidos, nos últimos doze meses, nas referidas cidades mineiras, são praticamente o dobro dos índices de leitura do Brasil e do restante do estado de Minas, no mesmo período: nos municípios pesquisados, a média é de 6,55 livros lidos nos últimos 12 meses, contra 3,6 no país. Nos últimos três meses, o número foi de 2,38 contra 2,67 e no último mês de 1,12 contra 0,9. A pesquisa foi realizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura e Câmara Mineira do Livro.

Para o presidente da Câmara Mineira do Livro, Zulmar Wernke, ao realizar a pesquisa no interior do estado, torna-se possível mensurar o desenvolvimento do índice de leitura e seu potencial. “Inédita, a pesquisa busca mostrar que, mesmo nos centros com menos infraestrutura cultural, existe potencial de leitura. O incentivo, portanto, deve sempre ser feito. Contudo, esse potencial não tem sido aproveitado nem mesmo pelas livrarias. Cerca de 30% delas estão localizadas na capital, enquanto, no interior, os leitores continuam buscando outras formas de adquirir livros”, comenta.

Índices municipais

As cidades que apresentam os melhores índices de leitura são Poços de Caldas, com 9,78 livros ao ano, e Juiz de Fora, com 8,14. O último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Poços de Caldas ficou na faixa de 0,779. A cidade investe em educação, tendo 94 escolas públicas e particulares das quais 52 possuem bibliotecas. Além disso, conta com três bibliotecas municipais, três universidades públicas e cerca de seis particulares. Em Juiz de Fora (IDH de 0,778), o setor de educação também é bem estruturado. São 372 escolas públicas e particulares, contabilizando 268 bibliotecas escolares. O município conta, ainda, com diversas faculdades privadas (onde há bibliotecas) e com a Universidade Federal de Juiz de Fora.

Divinópolis (304ª posição no ranking de IDH das cidades brasileiras, com índice de 0,770) teve média de 7,34 livros lidos nos últimos doze meses.

Montes Claros (227° no IDH), tem média de 6,42 livros.

Teófilo Otoni (1866° posto no IDH), teve 6,17 livros lidos por pessoa.

Uberlândia, que ocupa posição privilegiada no IDH brasileiro (71ª), conquistou média de 5,03 livros.

Os índices mais baixos foram os de Patos de Minas – 20ª posição no IDH, com 0,765 – apresenta média de 4,71 livros. Por fim, Governador Valadares, com 4,78 livros e IDH de 0,727, revela alto índice de leitores de jornais, com 66,67% dos entrevistados. Ainda assim, ambas as cidades possuem média mais alta do que a brasileira.

Temas e materiais

Quanto à natureza das demandas para leitura, destacam-se a Bíblia, obras de literatura, livros esotéricos e religiosos, didáticos e universitários, seguidos por histórias em quadrinhos e títulos de poesia. Os assuntos com menos procura referem-se a viagens, artes, assuntos técnicos e biografias. Os livros infantis são lidos por 35% dos entrevistados, enquanto os juvenis, por cerca de 45%.

Quanto aos materiais usados para leitura, é alto o percentual de leitores de livros, da Bíblia, de revistas, de internet e de jornais, hábito de mais da metade da população entrevistada. Outro indicador interessante refere-se à leitura de textos escolares, prática realizada por 47,83% da população. Por fim, 15% dizem ler em formato eletrônico.

Dois dias com Chico dos Bonecos

12/8/2013 – 18:09h

Por trás da mala, o arte-educador Chico dos Bonecos

Na terça e quarta-feira do 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, dias 13 e 14/8, o famoso Chico dos Bonecos terá duas apresentações: a primeira para crianças e a outra para os adultos.

“Como a literatura entra na brincadeira” vai acontecer em dois horários, no auditório Sylvia Orthof, às 9:30 e às 15:00 horas. O autor começa contando uma história que envolve uma canção e um jogo de palavras. Em seguida, as palavras se envolvem com alguns brinquedos milenares e planetários. Assim, esse espetáculo, dirigido às crianças e seus adultos, articula a leitura, a escrita e a literatura com o universo dos brinquedos e das brincadeiras.

No dia seguinte, a apresentação de Chico dos Bonecos será às 19:00 horas sobre “Quando o segredo se espalha”. É uma homenagem do poeta e arte-educador Chico à obra da escritora mineira Alaíde Lisboa falecida aos 102 anos em 2006. Voltado para educadores, este livro é escrito em formato de peça radiofônica e apresenta as principais ideias de Alaíde, que foi a criadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No formato de uma entrevista imaginária, a professora Alaíde Lisboa de Oliveira revela, de maneira simples e sólida, o caminho que conduz a poesia para a sala de aula do ensino fundamental: a arte de declamar, a arte de ler em voz alta e a arte de selecionar poemas. Tudo isso articulado com preciosas reflexões sobre a vida da escola e a escola da vida.

Francisco Marques, conhecido como Chico dos Bonecos, trabalha desde o início da década de 80 com o resgate de brinquedos e brincadeiras antigas, incluídas nessa categoria os “brinquedos invisíveis”, como histórias, contos, lendas e fábulas provenientes da literatura oral. Sua matéria-prima de trabalho parece ser a impalpável riqueza da oralidade brasileira, mesclada com o humor e o resgate da vontade de brincar.

Suas oficinas e performances para o público infantil são conhecidas nos quatro cantos do país. Chico anda pelas cidades brasileiras carregando duas maletas-baús, daquelas de caixeiro viajante, repletas de peças e objetos insólitos, como chapeuzinho de papelão, funil, chuveiro, parafuso de tampa de privada, fazendo a mágica de despertar a imaginação de plateias às vezes anestesiadas pelo cotidiano. Além disso, ele desenvolve também uma elaboração em torno da cultura da infância voltada para os educadores.

Vamos conhecer mais nosso idioma

11/8/2013 – 21:48h

“De onde vem a língua que a gente fala”? Num encontro muito especial programado para o 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, a resposta logo vai estar na ponta da língua de quem participar do espetáculo de segunda, dia 12/8, às 9:00 e às 14:00 horas, no auditório Sylvia Othof, Serraria Souza Pinto.

Quem vai ensinar é Anna Ly, através das músicas que ela mesma compõe e canta, e de uma personagem, a Lu, que ela também criou para contar a história do nosso idioma num livro lançado pela Editora Autêntica, “Desenrolando a língua”. Fácil, fácil entender com as mágicas de Anna Ly, que ficam por conta de seu espetáculo musical e de seu talento especial para contar histórias.

Uma oficina para o Cordel

Alfredo Olegário, um dos mais conhecidos autores de literatura de Cordel de Minas, realiza oficina no Salão do Livro – Foto: Aletria/Internet

11/8/2013 – 20:58h

O mineiro de Teófilo Otoni, Alfredo Olegário ou Mestre Gaio, um dos mais conhecidos autores de literatura de Cordel de Minas, leva toda a sua experiência para a oficina “Cordel como cultura popular”, que está programada para o 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, segunda-feira, dia 12/8, às 9:00h, no Espaço Bartolomeu Campos de Queirós. A obra de Alfredo Olegário é extensa e chega a 100 títulos publicados, sendo 81 deles exclusivamente na linguagem do Cordel.

Cordel é um tipo de poema popular, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome Portugal. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado, porém os folhetos brasileiros poderiam ou não estar exposto em barbantes. Poemas de cordel são escritos em forma de rima e alguns são ilustrados. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

No Brasil, a literatura de cordel é encontrada no Nordeste, principalmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se encontra em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, e são vendidos em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas. Cordel também é a divulgação da arte, das tradições populares e dos autores locais e é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro.

O escritor lê para seus leitores

10/8/2013 – 23:05h

No 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, o domingo começa com uma atividade que as crianças curtem muito: ouvir o próprio autor do livro contando a história para elas.

Este ano, o evento introduziu “O escritor lê para mim” e, neste domingo, às 10:15h, o Trem do Cem _ quer dizer, do Clube das Editoras Mineiras formado por nove editoras _ entre elas, a Fino Trato, que convida o autor Maurilio Andreas para ler para os visitantes o livro “João Ganhão”, que é lançado no evento, na Arena Mundo da Bonequinha Preta.

A programação segue com o Trem do Cem, desta vez, com um lançamento preparado pela Editora RHJ: “Ora pipocas”, escrito por Alciene Ribeiro Leite e ilustrado por Ferruccio. O livro conta a história de uma espiga de pipoca que nasce junto com espigas de milho em uma plantação. A espiga de milho, toda orgulhosa, critica a espiga de pipoca por ela ser pequena e miúda. Com rima, a autora trabalha questões como discriminação e vaidade. O lançamento está programado para às 10:30, no estande temático do Trem do Cem.

À tarde, às 16:15, outra editora integrante do Trem do Cem, Dubolsinho, oferece a leitura dramática do livro “Orquestra Bichofônica” com o autor Antônio Barreto, o que também acontecerá no espaço da Bonequinha Preta.

Lançamentos, autógrafos e histórias

10/8/2013 – 0:05h

Veja os convites preparados pelas editoras e programe a visita da família ao Salão do Livro neste sábado.

Editora Autêntica promove manhã de autógrafos com Paula Pimenta

A programação de sábado, 10/8, no 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, na Serraria Souza Pinto, está repleta de lançamentos e tem a presença de muitos autores, entre eles, Paula Pimenta que vai autografar, a partir das 11:00 horas, na Arena Mundo da Bonequinha Preta.

Rúbia Mesquita é mais uma das atrações deste sábado

De 11:00 até as 15:30 horas, será realizado um grande show de brincadeiras e narrações de histórias com Rúbia Mesquita.

Sobre os lançamentos de livros, seguem posts dos convites preparados pelas editoras.

Dia de inclusão e poesia

Elizete Lisboa leva para o Salão sua experiência como pessoa, professora e escritora: o livro na inclusão - Foto: Internet souminasuai

9/8/2013 – 9:56h

Está começando agora o 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais. Durante todo o dia, de hoje até 18/8, na Serraria Souza Pinto, serão realizadas 120 atividades na programação oficial preparada para ampliar as oportunidades de acesso ao livro e despertar o interesse pela literatura.

O primeiro dia está sendo dedicado à inclusão e para isso conta com a participação da professora de português e escritora de livros infantis Elizete Lisboa e o intérprete de libras Neylar Fernandes num bate-papo sobre “O livro na inclusão: palavra, sons e imagem”, às 10:00 e 15:00 horas, no auditório Sylvia Orthof. Junto com o bate-papo, será lançado o livro “Meu irmão não anda, mas pode voar”, de Angel Barcelos.

Elizete é mineira, aprendeu a ler em braile e, como professora, luta por uma escola inclusiva. Seu trabalho como escritora também é guiado por este propósito: “Felizmente meus livros de literatura infantil com duas escritas têm hoje grande aceitação em todo o país. São bem recebidos pelo público infantil. “A bruxa mais velha do mundo” e “Que será que a bruxa está lavando”? (Editora Paulinas) tiveram edição esgotada logo nos primeiros meses, após seu lançamento. Sou muito zelosa com meus livros. As ilustrações têm que ser lindas. E faço questão de que meu texto seja literatura. Livro árido, de história inventada apenas para ensinar e para doutrinar, isso não é de modo algum literatura, e então não é o que eu quero fazer. Eu própria gosto de ler livros que me emocionam, que me surpreendem, que me fazem rir (ou sorrir), que me deixam com saudade, com vontade de reler, de ficar pensando… São livros assim, e com duas escritas, que eu quero publicar, para divertir a meninada”. Ela também é autora de “Rosa e o gato” e “Quero brincar”.

Abertura

A atriz Elisa Lucinda é movida à poesia e vai mostrar como o gênero pode ser aplicado para o bem estar da sociedade

A abertura do Salão está marcada para às 18:00 horas, na Arena Mundo da Bonequinha Preta, com show da Orquestra Jovem V&M do Brasil e Orquestra Infantojuvenil da Escola Estadual Padre João Botelho, do Barreiro. Em seguida, a poesia passa a ser o tema de destaque. A atriz, cantora, poetisa e jornalista capixaba, Elisa Lucinda, vai comandar uma aula no auditório Sylvia Orthof: “Da utilidade da poesia”.

Elisa é idealizadora e fundadora da Casa-Poema, uma instituição sócioeducativa que prepara vários profissionais da poesia para a sua expressão e formação cidadã. A poetisa, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho tem desenvolvido o projeto “Palavra de Polícia, outras armas” para ensinar poesia falada a esses profissionais de segurança, alinhando-os aos princípios dos direitos humanos, removendo e transformando antigos modos operacionais em relação ao gênero e a raça da população que está polícia cuida. Elisa é considerada a artista de sua geração que mais populariza poesia.

Um espetáculo para conquistar o leitor

7/8/2013 – 20:56h

O 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais começa na sexta-feira, dia 9, e vai até o dia 18, na Serraria Souza Pinto, em Beagá. O evento contará com lançamentos, palestras, debates, narrações de histórias, teatro, shows e cinema _ um conjunto de 120 atividades que coloca a “palavra em movimento”, ou seja, o que as crianças e jovens encontram nas páginas dos livros se transforma em espetáculo para aproximá-los cada vez mais da literatura.

O Salão do Livro está preparado para receber 90 mil visitantes e destes 30 mil são alunos da rede particular e pública - Foto: Divulgação

Números de um evento que busca a inclusão:

40 expositores numa área de 900 metros quadrados: editoras, distribuidoras e livrarias que representam cerca de 200 editoras;

70% dos livros são do segmento infantil e/ou juvenil;

9 editoras  e 1.400 obras publicadas serão representadas pelo Clube de Editoras Mineiras (CEM);

24 autores independentes terão espaço especial;

Vale-livro no valor de R$ 20,00 será distribuído para professores;

30 mil alunos das redes pública e particular são esperados no evento;

R$ 20 milhões é o valor da projeção de negócios para o Salão do Livro.

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Belo Horizonte sedia pela segunda vez, entre os dias 9 e 18 de agosto, um dos principais eventos literários nacionais que promove a democratização do acesso de crianças e adolescentes ao universo do livro: o 2° Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais. Uma programação variada formada por lançamentos, palestras, debates, narração de histórias, teatros, shows, cinema entre tantas outras atividades promete atrair grande público para a Serraria Souza Pinto, palco da magia literária.

Com o objetivo de reforçar a importância da literatura infantil e incentivar a formação do hábito de leitura nesta idade, o evento pretende alcançar cada vez mais o público de crianças e jovens com interesse pela leitura. A ideia é também promover uma discussão a cerca do assunto abordando aspectos da leitura sob o foco da literatura para este público. Na oportunidade, memórias, polêmicas e os diálogos literários serão trazidos em diversas formas, desde palestras a espetáculos teatrais.

O 2º Salão do Livro Infantil oferecerá uma programação cultural/literária vasta para todos os públicos. Crianças e educadores terão a chance de participar diariamente de oficinas com competentes profissionais do mercado. Os educadores também terão acesso às palestras e mesas de debate sobre temas de grande interesse, relacionados à promoção do livro e da leitura. As crianças ainda vão se divertir e conhecer melhor o mundo das histórias por meio de espetáculos de artes cênicas. Serão mais de cinco apresentações diárias ao longo de 10 dias.

Diante deste conceito e seguindo os mesmos caminhos de sucesso da 1ª edição, realizada em 2011, que a Câmara Mineira do Livro, em parceria com a Minasplan, busca ultrapassar a marca de 90 mil visitantes registrados anteriormente.

De acordo com Zulmar Wernke, Presidente da CML, esse ano a feira oferecerá ainda mais cultura e entretenimento a todos: “Vamos transformar BH em um centro de discussões sobre a literatura para crianças e jovens e atrair o maior número possível de pessoas. Queremos, de forma lúdica, aproximar os jovens leitores do mundo mágico da literatura e contribuir para a evolução dos índices de leitura”.

Segundo pesquisa do IBOPE, realizada em 2011 e 2012, Minas Gerais é o estado brasileiro com maior índice de leitura. 41% dos mais de 20 mil entrevistados disseram ter lido pelo menos um livro nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Outro dado também importante é o fato de Minas possuir o maior número de escolas estaduais com bibliotecas. Cerca de 90% das escolas estaduais estão contempladas.

Esses dados dizem bastante sobre o potencial da força leitora em nosso estado, o que torna o mercado editorial infanto-juvenil mineiro muito atraente para editoras deste segmento. Este ano, mais de 20 editoras já se inscreveram para integrar o elenco do Salão com seus títulos: Autêntica, Miguilim, Dimensão, Compor e Martins Fontes são algumas delas que dividirão o espaço com autores consagrados e iniciantes da nossa literatura infanto-juvenil.

O evento é produzido pela Plataforma e conta com apoio da Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Hospital Mater Dei e TV Globo.

Super-herói nos livros

5/8/2013 – 20:56h

Um dos super-heróis mais famosos das histórias em quadrinhos é a nova licença da Editora Vale das Letras: Batman, que fez gerações se aventurarem em séries, desenhos animados e filmes com recordes de bilheteria nos cinemas. A parceria entre Vale das Letras e Warner Bros Entertainment/DC Comics já tem definido o primeiro lançamento exclusivo com o personagem: uma maleta com oito livros e um CD interativo.

Os livros trazem as aventuras do Cavaleiro das Trevas em Gotham City e atividades para que as crianças demonstrem tudo o que sabem sobre o super-herói e os vilões que ele enfrenta. No CD, com conteúdo para DVD e computador, há jogos, histórias narradas e papéis de parede com ilustrações.
Além da maleta, estão programados para o próximo semestre de 2013 os lançamentos de outros livros com o super-herói de protagonista, como “Batman, Livro em Ação” e “Batman, Meu primeiro livro de quebra-cabeças”.