Camila e o Vermelho

A vivência da desenhista Camila inspirou a criação da história “O abraço das cores” – Fotos: Eliana

30/9/2013 – 20:04h

O que será que passa pela cabeça de uma criança no momento em que ela está desenhando e colorindo suas histórias e personagens? Sabemos que a criança manifesta muitas emoções em sua arte cotidiana. Seus riscos, formas e cores são a forma de expressar o mundo em que vive.

Este momento especial da infância deu origem à história “O abraço das cores”, que eu escrevi depois de ouvir minha sobrinha Camila Fontes Fialho desafiar a cor vermelha numa manhã dedicada ao seu principal passatempo: colorir.

Na época, Camila tinha 5 anos de idade e já demonstrava uma grande intimidade com os lápis de cor. Dispunha deles com segurança e demonstrava preferências por um ou outro. A rusga entre ela e o Vermelho me inspirou para criar a história, mais tarde, ilustrada por Nelson Tunes, editada por Alexandre Machado e lançada neste semestre pela Miguilim.

Camila é aluna da Escola Lúcia Casasanta, que funciona à Rua Rio Verde, 379, no bairro Sion. Além do desenho, felizmente, ela gosta muito de ler por incentivo dos professores e escola, dos pais e família. “O abraço das cores” tornou-se o seu livro de cabeceira, o que espero que venha a acontecer com muitas outras crianças e desenhistas que puderem ler o livro e conhecer a história de Camila.

O livro pode ser adquirido nas livrarias de Belo Horizonte e na Editora Miguilim.

No desenho da menina, a síntese do livro: a discórdia entre as cores só termina, quando elas se abraçam e descobrem que vivem num arco-íris

Um segredo bem guardado…

30/9/2013 – 18:15h

Dia 2 de outubro, a partir das 19 horas, na Biblioteca Pública, vai ter o lançamento do livro “A árvore de Julinha” com a presença dos autores Jacques Montblanc e Nina Flores para uma sessão de autógrafos. Este livro guarda um segredo. Vamos lá para descobrir.

Primavera na Pracinha

A bibliotecária Cleide Fernandes divulga os livros infantis da Editora Miguilim que vão compor o espaço de leitura do encontro de domingo Na Pracinha

28/9/2013 – 20:53h

Amanhã, domingo, a festa dos livros com muita narração de histórias vai ser no Parque Renato Azeredo, no bairro Palmares, à Rua Antônio Peregrino Nascimento, s/n, de 9:30h às 11:30h. O 7° Na Pracinha vai ter espaço para leitura com a Editora Miguilim, oficinas com a Ora Bolinhas, contação de histórias com a Cia Arreleque e Paulo Fernandes, além das brincadeiras cantadas com O Quintal da Guegué. Um lazer orientado para o entretenimento de fim de semana das crianças.

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29/9/2013

Ei, gente! Por causa da chuva o Encontro na Pracinha deste domingo foi adiado. Brevemente, divulgaremos a nova data.

Primavera de Museus

28/9/2013 – 20:28h

Na programação da 7ª Primavera de Museus, dia 29 de setembro, domingo, no Museu das Minas e do Metal de Belo Horizonte, vai ter contação de histórias. A escritora, musicista e narradora Beatriz Myrrha vai comandar o espetáculo “Sob o céu de um baobá” com muitos contos e cantos afro-brasileiros. Junto com ela, Evandro Passos vai atuar com instrumentos e dança. Vai ser às 11:00 horas com entrada franca, mas é preciso chegar às 10:30h para retirar a senha.

A 7ª Primavera Nacional dos Museus é um evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura, que busca mobilizar os museus a desenvolverem programações especiais a respeito de temas específicos para intensificar suas relações com a sociedade. Este ano, no período de 23 a 29 de setembro, serão 2,6 mil atividades programadas nas 884 instituições inscritas no evento. O tema de 2013 é “Museus, Memória e Cultura Afro-brasileira” .

O Livro das Princesas

27/9/2013 – 21:57h

“O Livro das Princesas” _ estamos falando de Bella, Cinderela, Bela Adormecida e Rapunzel _ tornaram estas quatro celebridades muito modernas. Com muita criatividade, as escritoras Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza criaram contos de fadas para o século 21. Para apresentar este lançamento da Editora Galera Record, publicamos a resenha de Carla, blog Histórias sem fim.

“Da mesa da Princesa Mia Thermopolis: Olá, amigos, fãs e companheiros admiradores de princesas (ou eu deveria dizer simpatizantes de princesas?)! Eu mal pude acreditar quando alguém do Brasil permitiu que EU desse uma olhadinha neste livro. Mas acho que faz sentido, já que, além de ser uma princesa, também tenho verdadeira paixão por histórias românticas!

Acreditem no que eu digo, este livro tem essas duas coisas de sobra! Mas são releituras contemporâneas, com reviravoltas que farão você dizer owwwwnnnnnn… Uma Cinderela DJ? Rapunzel popstar? Bela é uma supermodelo? E unicórnios em A Bela Adormecida?! Sim, por favor! Mais, mais. POR FAVOR. Não se preocupem, tem mais. Muito mais. Eu amei, e vocês também vão! (Sim, você também vai amar, Tina Hakim Baba. Pode pegar meu exemplar emprestado quando eu terminar de ler. Não, melhor: compre o seu. Assim você vai poder ler de novo e de novo, como eu pretendo fazer.)

Sinceramente, Sua Alteza Real, Princesa Mia Thermopolis”.

Através da sinopse assinada por Mia Thermopolis (personagem criada pela Meg Cabot), podemos notar um pouco do que encontraremos no livro. “O Livro das Princesas” reúne quatro contos de fadas modernos. Na voz de Meg, Paula, Lauren e Patrícia (olha a intimidade, chamando todas pelo primeiro nome), acompanhamos a história de princesas conhecidas por todos nós: Bella, Cinderela, Bela Adormecida e Rapunzel.

Mas antes de começar a falar sobre os contos, preciso dizer algo:

1º – Meg Cabot sabe escrever histórias de princesas modernas;

2º – Definitivamente, eu não gosto das histórias da Lauren Kate;

3º – Paula Pimenta e Patrícia Barboza – como eu ainda não li nenhum dos livros?!

Após a constatação de alguns fatos importantes, vamos falar sobre os contos.

O primeiro conto com o título de “A Modelo e o Monstro” foi escrito por Meg Cabot e conta a história de Belle Morris, uma jovem modelo que começou a carreira para saldar as dívidas da família. Belle não se sente a vontade na frente das câmeras e apenas continua com o trabalho para eliminar as dívidas adquiridas através do tratamento de saúde da mãe. Não tem como, em poucas páginas, não se apaixonar pelos dois jovens que personificam a Bella e a Fera. O único ponto que não gostei da história é que ela é curta demais! Por favor, tia Meg, faça um livro só para esse enredo (risos).

O segundo conto com o título “Princesa Pop” escrito por Paula Pimenta, é o melhor conto de todo o livro! Sim, eu fiquei emocionada, com raiva da bruxa e das bruxinhas, adorei o romance e ainda quero mais páginas dessa história!  O enredo traz a história moderna da Cinderela, ou Cíntia, uma jovem apaixonada por música, que nas horas vagas trabalha em festas e é conhecida como DJ Cinderela.

O terceiro conto com o título de “Eclipse do Unicórnio” escrito por Lauren Kate, é o único conto que não gostei. É por causa dele que o livro perdeu uma estrelinha na pontuação e confesso que fiquei entediada logos nas primeiras páginas. Ainda bem que o conto é bem curtinho.

O quarto conto com o título “Do Alto da Torre” escrito por Patrícia Barboza, fecha com chave de ouro o livro. Através de uma adaptação moderna da Rapunzel, conhecemos a jovem Camila Soares, que após uma grave doença se viu cumprindo uma promessa de não cortar os cabelos até os quinze anos. A adaptação é perfeita, e alguns detalhes da história original foram de suma importância para o enredo.

Não posso deixar de comentar sobre a capa do livro que é totalmente feminina, alegre e uma graça! No início de cada conto, contamos com uma ilustração da jovem que encontraremos no texto. Eu fiquei encantada com a edição!

Um livro para todas as jovens e também para as mulheres que não deixaram de lado a emoção dos contos de fadas, O Livro das Princesas traz contos para encantar e emocionar. É uma pena que seja tão curtinho…pois quero mais dos três melhores contos do livro (risos).

Os dez finalistas do Prêmio Jabuti

26/9/2013 – 18:48h

O prêmio de literatura mais disputado no Brasil, o Jabuti, está na sua 55ª edição. Este ano, houve 2.107 inscrições em 27 categorias. Semana passada, foram divulgados os 10 finalistas de cada categoria e, agora, um júri especializado começa a escolher os vencedores que serão conhecidos em novembro. O blog divulga em seguida os finalistas nas categorias de literatura infantil e juvenil.

Ilustração de Livro Infantil e Juvenil

1º – Simbá, o marujo – Fernando Vilela –  Editora Cosac NaifY

2º – Tom – André Neves – Editora Projeto

3º – Cine Bijou – Caco Galhardo – Edições Sesc SP

4º – A máquina do poeta – Nelson Cruz – Edições SM

5º – Bocejo – Renato Moriconi – Companhia das Letras

6º – Ziiim – Ilka F Mourão – Leya

6º – O sonho do Abaporu – Marcelo Cipis – Editora Saraiva

6º – Candinho – e o projeto Guerra e Paz – Antônia Zulma Diniz, Ângela, Demóstenes, Marilu, Martha e Sávia Dumont – Companhia das Letras

6º – Os Meninos de Marte – Ziraldo – Melhoramentos

6º – Visita à Baleia – Nelson Cruz – Editora Positivo

7º – Felizes quase sempre – Laerte – Editora 34

8º – Quando Maria encontrou João – Rui de Oliveira – Editora Nova Fronteira

9º – O Jornal – Patricia Auerbach – Brinque-Book

10º – Betina fica sozinha – Bruna Assis Brasil – Editora Record

10º – A bruxinha e o dragão – Jean-Claude R Alphen – Companhia das Letras

Livro Infantil

1º – Felizes quase sempre – Antonio Prata – Editora 34

2º – Os 33 Porquinhos – Jose Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta – Editora Objetiva

3º – Ela tem olhos de céu – Socorro Acioli e Mateus Rios – Editora Gaivota

4º – A Pedra na Praça – Ana Sofia Mariz e Tatiana Mariz – Editora Rovelle

5º – Era uma vez duas linhas – Alonso Alvarez – Editora Iluminuras

5º – Contos da terra do gelo – Rogério Andrade Barbosa – Editora do Brasil

5º – Caixinha de Guardar o Tempo – Alessandra Roscoe – Editora Gaivota

5º – Os Meninos de Marte – Ziraldo – Editora Melhoramentos

5º – A ilha do crocodilo – Contos e lendas do Timor-Leste – Geraldo Costa – Editora FTD

5º – Visita à Baleia – Paulo Venturelli – Editora Positivo

6º – Psssssssssssssiu! – Silvana Tavano e Daniel Kondo – Editora Callis

7º – Primeira palavra – Tino Freitas – Abacatte Editorial

8º – Com afeto e alfabeto – Dilan Camargo – Edelbra Editora

8º – Tom – André Neves – Editora Projeto

9º – Estrelas de São João – Graziela Bozano Hetzel – Manati Produções Editoriais

10º – Cultura – Arnaldo Antunes – Editora Iluminuras

Livro Juvenil

1º – Namíbia, Não! – Aldri Anunciação – EdUFBA

2º – Os Anjos Contam Histórias – Luiz Antonio Aguiar – Melhoramentos

3º – Meio Circulante – Edison Rodrigues Filho – Editora Melhoramentos

4º – Decifrando Ângelo – Luís Dill – Editora Scipione

5º – Ouro dentro da cabeça – Maria Valéria Rezende – Autêntica Editora

6º – Edgar Allan Poe: O Mago do Terror – Jeanette Rozsas – Editora Melhoramentos

7º – Vicente em Palabras – Caio Riter – Editora Lê

7º – Sequestro no cibermundo – Marco Túlio Costa – Editora FTD

8º – Shui Entre os Vermes da Superfície – Paulo Garfunkel – Sesi SP Editora

9º – Tá falando grego? – Ricardo Hofstetter – Editora Rocco

10º – O Homem que Sabia a hora de morrer – Adelice Souza – Editora Escrituras

Projeto Gráfico

Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos (1812-1815) – Edição limitada – Flávia Castenheira – Cosac Naif

A Bienal dos jovens

15/9/2013 – 20:03h

A Bienal do Livro do Rio de 2013 encerrou com um saldo diferente do que normalmente é revelado nos eventos literários: os títulos dirigidos aos jovens foram os mais vendidos, entre eles, A Culpa É das Estrelas e Cidades de Papel, de John Green, além dos também juvenis Extraordinário, de R.J. Palacio; O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick; O Ladrão de Raios, o primeiro livro da saga de Percy Jackson, escrita por Rick Riordan.
Matéria da Revista Veja, de 12/9, aponta os livros mais procurados: os infantojuvenis foram de fato dominantes nesta Bienal. Fenômeno do ramo, Paula Pimenta, puxou o crescimento de sua editora, a Gutenberg, do grupo Autêntica, que quadruplicou seu faturamento. A editora não revela números de receita ou de exemplares comercializados, mas afirma que os livros de Paula, como a série Fazendo Meu Filme, foram responsáveis por 40% das vendas do estande.
Dos trinta títulos mais comercializados pelo grupo Record, que possui um selo voltado só para o público jovem, o Galera Record, 25 eram juvenis, entre eles os das séries Instrumentos Mortais e Assassin’s Creed. Dos brasileiros, os títulos mais vendidos foram A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, e Perdida e Procura-se um Marido, ambos de Carina Rissi. Puxado pela procura do leitor jovem, o faturamento da Record nesta Bienal foi 40% maior do que em 2011.

O que dizem os autores

O escritor e jornalista Zuenir Ventura disse que já procurou entender, mas não chegou a uma conclusão sobre o crescimento do interesse dos jovens pela leitura, mas a explicação pode estar na evolução da literatura de entretenimento, por onde os adolescentes começam a se interessar pela literatura. “As escolas, no meu tempo, não entendiam assim e transformavam a leitura em um dever. Aí ficava uma coisa chata. Quando se revela para a criança e o jovem que a leitura é um prazer, um gozo, uma coisa gostosa de fazer, eles não têm como resistir. É botar na cabeça dos professores e dos pais que a leitura tem que ser um prazer e não um dever”, comentou à Agência Brasil.
O escritor não concorda com afirmações de que o uso da internet provocará o fim dos livros. Ele não tem esta visão apocalíptica. “Reclamava-se tanto que os jovens não leem e aí se descobre que os jovens estão lendo. Achava-se que a internet ia acabar com a leitura, ao contrário, acho que nunca se leu tanto e se escreveu tanto quanto agora”, analisou. Também destacou o trabalho do amigo Ziraldo. “Ele tem uma responsabilidade incrível nisso, porque prepara leitores. As crianças começam a ler por meio do Ziraldo e depois vão embora, porque quando se descobre o prazer da leitura não se abandona mais”, defendeu.
A escritora Thalita Rebouças, autora de 15 livros e que faz sucesso entre os adolescentes, explicou que os jovens estão lendo cada vez mais e a situação agora se inverteu, porque quem não lê é que não está na moda. “Quando eu comecei, há 13 anos, quem lia tinha vergonha de admitir. Hoje, graças a Deus, quem tem vergonha de admitir é o pessoal que não gosta de ler. O mico é não gostar de ler “, disse em entrevista à Agência Brasil. Thalita lembrou que para um autor é muito importante saber que o livro dele vai fazer parte da vida do adolescente. “É muito gratificante saber que você escreve na solidão do seu escritório e de repente aquilo sai da sua cabeça, vai para o seu computador e atinge muita gente. Mexe com muita gente, com as emoções de tanta gente. O adolescente passa por uma fase complicada com espinhas, questões, amores platônicos. Então, saber que os meus livros fazem companhia a eles é maravilhoso”.
A autora destacou que como escreve sobre o cotidiano, sempre quer que os adolescentes se identifiquem com o que vão ler. “A minha preocupação é não passar lição de moral. É fazer com que eles pensem e a partir do que leem, tirem suas próprias conclusões. E tudo com muito humor. É o que eu gosto de fazer. Fazer rir”, acrescentou.

Thalita Rebouças: "É muito gratificante saber que você escreve na solidão do seu escritório e de repente aquilo sai da sua cabeça, vai para o seu computador e atinge muita gente"

Literatura na Virada Cultural BH

13/9/2013 – 21:07h

A Virada Cultura de BH vai movimentar a cidade neste fim de semana com 400 atrações. Serão 24 horas de atividades culturais, que serão realizadas em diferentes palcos (Praça da Estação, Praça da Liberdade, embaixo do viaduto de Santa Teresa, Praça Afonso Arinos, Sesc Palladium, Praça da Savassi), mas para quem quiser curtir literatura, o endereço é o Parque Municipal.

Além dos espaços urbanos, a maratona acontece também em teatros, centros culturais e espaços alternativos onde ocorrem espetáculos, shows, performances, cortejos, exposições, projeções, exibições de filmes, atrações multimídias, literárias, oficinas, artesanato e gastronomia.

A Libre (Liga Brasileira de Editoras), que reúne mais de 100 editoras de todo o país, traz para a Virada Cultural de Belo Horizonte a Feira Literária de 24 horas de duração, atividade já realizada há três anos com sucesso dentro da Virada Cultural de São Paulo. Na Feira, os livros a serão vendidos com 20% de desconto.

Na intenção de promover a leitura e o contato entre leitor e autor, a Libre realiza o lançamento coletivo com oito autores. Além de autografar as obras, os autores irão falar um pouco sobre sua carreira e a obra lançada. A atividade será no domingo, 15/9, às 15h, no Coreto do Parque Municipal.

Além desta atividade coletiva, as editoras C/Arte e Aletria foram selecionadas pela curadoria da Virada para realizar outras duas atividades. C/Arte vai promover uma oficina com a autora Vera Casanova, onde ela vai apresentar poemas a partir da leitura e interpretação e propor entre os participantes a construção de um poema expandido.

A editora Aletria vai abrir a programação literária da Virada Cultural com o espetáculo: “Aletria conta e canta a literatura infantil mineira”. As artistas Alessandra Visentin, Beatriz Myrrha, Cristina Barbosa e Rosana de Mont’Alverne apresentarão um apanhado do que há de melhor na produção literária contemporânea mineira para o público infantil.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira salienta que Virada Cultural de Belo Horizonte possui uma característica bem singular, pois tem como fundamento a valorização do priorizar o artista local. “É uma diretriz da Fundação Municipal de Cultura pactuada com a cidade que centra o fomento as às diversas manifestações da capital. Está desenhada de forma a contemplar também o público mais diverso, bem como a diversidade das manifestações”, explica. Segundo ele, a Virada Cultural será o primeiro dos grandes festivais que acontecerão nos próximos meses, como o Festival de Arte Negra – FAN (FAN), o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua (FIT-BH). Esse último com data marcada para maio de 2014.

Programação literária

Feira de Livros 24hrs
De sábado, 14/09, às 17h, até domingo, 15/09, às 17h.

Espetáculo: Aletria conta e canta a literatura infantil mineira
Sábado, 14/09, às 17h30
Local: Coreto do Parque Municipal

Oficina de poesia com Vera Casanova
Domingo, 15/09, às 14h
Local: Coreto do Parque Municipal

Lançamento coletivo de autores da LIBRE
Domingo, 15/09, às 15h
Local: Coreto do Parque Municipal

Autores que participarão do lançamento coletivo:

– Luis Maffei  – “Signo de Camões”  – Oficina Raquel – RJ

–  Regina Mota – “Gira, Gira – recortando ideias” – Uni Duni – BH
– Claudia Ferreira –  “TDAH na infância” e “Lili Beija-Flor” – Uni Duni – BH

– Anchieta Rocha – “Dias de vinho e de chumbo” – Jaguatirica Digital  – BH

– Ilton Chaves Jr. – “Lugar do eterno – crônicas para ensolarar o cotidiano” – Jaguatirica Digital – BH

– Regina Belisário – “Não há entre nós um paralelo” – Alis – BH

– Marcos Ramos – “O guarda-chuva, um mágico protetor contra a depressão” – Alis – BH

– Marta Rodrigues – “Gabriela, a Princesa do Daomé” – Mazza Edições – BH

– Flavia Bastos – “Me liga” – Evoluir Cultural – SP

Festa Literária de Uberaba

11/9/2013 – 22:47h

Começou a 3ª edição do principal evento de literário da cidade com programação gratuita e exposição ‘Mônica 50 anos’.

Até o dia 14 de setembro, acontece a Festa Literária de Uberaba (FLU), com o intuito de resgatar e estimular o prazer pela leitura, celebrar a literatura e aproximar o público dos autores e livros de maneira lúdica e festiva. A FLU, segundo os seus organizadores, é uma festa democrática, pois sempre traz convidados que possam atingir o maior público possível: crianças, jovens, adultos e idosos, além de todas suas atividades serem oferecidas gratuitamente e sem nenhuma forma de restrição. Dessa maneira, vem premiando visitantes com um momento que integra lazer, cultura e diversão.

Escritores convidados

São 10 escritores convidados, de renome nacional e internacional. Todos eles participam de bate-papos e ministram oficinas gratuitas: José Eduardo Agualusa, Breno Lerner, Rosana Rios, Alessandra Pontes Roscoe, Luiz Antonio Aguiar, Roseana Murray, Guga Murray, Leo Cunha, Anna Claudia Ramos e Mauricio de Sousa. Uma das palestras de amanhã,  dia 13, às 15:30h, será a de Ana Claudia Ramos que vai explicar para o público o processo de “nascimento” de um livro.

Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, estará em Uberaba pela primeira vez e é um dos convidados mais aguardados do evento literário. Ele encerra a festa, no dia 14, com um bate-papo com o público, sessão de autógrafos e fotos com seus personagens, no Teatro Sesi. Para esta atividade, é preciso retirar o ingresso na secretaria do teatro no dia anterior, das 8h às 17h, e no dia 14, a partir das 13h, na bilheteria do teatro.

Serão autografados somente os livros da Turma da Mônica e da Turma da Mônica Jovem, Editora Melhoramentos, comprados no dia do evento no estande da Alternativa Cultural. Disponibilidade de 150 senhas, a serem retiradas no ato da compra, sendo permitida uma senha por pessoa.

A programação com a presença do cartunista não para por aí. Até do dia 15, tem a exposição “Mônica 50 anos” na galeria do teatro. A mostra retrata de forma lúdica o cinquentenário da personagem Mônica criada há exatos 50 anos. Por meio de painéis, os visitantes vão conhecer, década a década, a história da baixinha dentuça mais famosa dos quadrinhos nacionais. Desde 1963, ano de sua primeira aparição, Mônica conquistou o Brasil e foi destaque internacional no mundo dos quadrinhos.
Da década de 1960 até a atualizada, fazem parte da mostra: o original da primeira tirinha da Mônica; um dos coelhos de pelúcia pertencente à Mônica Sousa (filha de Mauricio de Sousa e musa inspiradora da personagem); as diversas bonecas da Mônica que marcaram época; os filmes de grande sucesso da década de 1980; os games da década de 1990; além de muitas outras surpresas. Uma exposição interativa e divertida para adultos e crianças.
“É emocionante ver, em retrospectiva, a presença da Mônica em cada década, desde a sua criação. Fica notória a importância da personagem para a cultura de cada período e é surpreendente ver como ela sempre foi amada pelos brasileiros, dos anos 1960 até hoje”, apontou Mauricio de Sousa.

Regras para uso do Vale-Cultura

10/9/2013 – 18:43h

Foi publicada no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n. 2 que estabelece normas e procedimentos para a gestão do Vale-Cultura criado pelo Programa de Cultura do Trabalhador. A Instrução dispõe sobre o cadastramento, habilitação, inscrição, gerenciamento e monitoramento das empresas beneficiárias, operadoras e recebedoras e dos usuários do Vale-Cultura.

Segundo dispõe a Instrução, poderão ser adquiridos com o Vale-Cultura: livros, CDs, DVDs, musicas, revistas, jornais, ingressos para cinema, espetáculos de circo, dança, teatro, musicais, exposições de arte e festas populares. Também podem ser adquiridos instrumentos musicais e artesanato, além de diversos cursos como Circo, Dança, Fotografia e Literatura. O Vale-Cultura será operado através de sistemas de cartões, devendo as empresas operadoras interessadas se inscrever nos termos da Portaria.

Para participar do Programa de Cultura do Trabalhador, as empresas beneficiárias (que pretendam fornecer o Vale-Cultura aos seus funcionários) deverão requerer sua inscrição junto à SEFIC, a partir do dia 7.10.2013, por meio do portal virtual www.cultura.gov.br.

Empresas tributadas no regime de lucro real – com receita bruta superior a R$48 milhões no ano anterior – podem optar por participar e contarão com desconto de 1% sobre o imposto devido. As empresas de lucro presumido ou que integram o Simples Nacional podem oferecer o Vale-Cultura sem dedução fiscal (medida incluída pela MP nº 620, que tem até o dia 09/10 para ser votada pelo Congresso Nacional).

Para vender os seus produtos com o Vale-Cultura as empresas deverão estar devidamente habilitadas junto às empresas operadoras. A Instrução Normativa n.02 entrou em vigor no dia 6. Para ler a íntegra do texto clique aqui.

Vale vai impulsionar o mercado editorial

São Paulo – A Câmara Brasileira do Livro (CBL) espera aumento de 5% na venda de publicações no país com a introdução do Vale-Cultura, benefício que será dado a trabalhadores celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT). No valor de R$ 50 mensais e preferencialmente destinado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o vale-cultura será usado no pagamento de atividades culturais.

O diretor executivo da CBL, Mansur Bassit, explicou que a expansão do consumo foi calculada com base no número de livros vendidos no Brasil no ano passado: 268,5 milhões, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP).

O Ministério da Cultura espera a adesão de um milhão de trabalhadores no primeiro ano do programa. Com isso, a CBL estima que cada pessoa que receba o cartão magnético do programa adquira pelo menos um livro por mês.

“Queremos ser otimistas. O importante é ele [trabalhador] consuma cultura: teatro, cinema, inclusive cursos de circo, dança, fotografia, música, artesanato. O livro é muito importante, e é claro que cada um vai querer brigar pelo seu mercado”, disse Bassit.

Quando o vale-cultura estiver totalmente  implantado, a expectativa do Ministério da Cultura é de atendimento a 17 milhões de trabalhadores. Assim, a CBL estima registrar aumento de 76% nas vendas, em relação às do ano passado. “O livro tem grande apelo e grande chance – basta ver as bienais do livro, a loucura que foi agora no Rio de Janeiro, e sempre é em São Paulo também”, ressaltou Bassit.

Para ele, o Vale-Cultura será importante também para incentivar o volume de livros lidos por pessoa no país. “O brasileiro lê quatro livros por ano. Isso é muito pouco, se comparado a qualquer país da América do Sul, sem falar  nos da Europa”, disse Bassit. “O programa vai abrir possibilidades, democratizar e fomentar a cultura, não só do livro, mas de tudo o que é produto cultural para essas pessoas que estão cada vez mais politizadas, capacitadas e querem ser incluídas no mercado cultural.”

Fernanda Cruz – Agência Brasil