Livro registra histórias da infância

15/10/2013 – 19:44h

Existem histórias que ficam guardadas para sempre na nossa memória. “Histórias que o tempo não levou” fazem parte delas.

As autoras Sandra Bittencourt e Denise Martins trouxeram de sua infância as histórias com rima e ritmo, que certamente embalarão o leitor em gostosa cadência, deixando-lhe com o gostinho de “quero mais”. Afinal de contas, “todo mundo tem um pouquinho de história e toda história tem um pouquinho da gente”, afirma Sandra.

“Histórias que o tempo não levou” poderão ser ouvidas no espetáculo lítero-musical com a escritora e narradora Sandra Bittencourt e convidados. Um passeio poético pelo universo dos contos. Leitura e emoção. Tudo em um só lugar! Após o espetáculo sessão de autógrafos. Vai ser dia 19, às 10:00h no teatro da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, com retirada de ingressos meia hora antes.

Feira mudou imagem do Brasil no exterior

13/10/2013 – 20:54h

Em meio a polêmicas envolvendo Paulo Coelho e Luiz Ruffato, programação literária e cultural da Feira de Frankfurt ajudou a quebrar clichês e aumentar o interesse pelo país. Pavilhão do Brasil recebeu cerca de 60 mil visitantes. Domingo, 13/10, último dia do maior evento literário do mundo.

Espaço do pavilhão brasileiro foi todo construído em papel numa homenagem aos livros impressos

“Vocês podem ter muito orgulho de seu país”, declarou o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Jürgen Boos, no sábado (12/10). Em coletiva de balanço sobre a participação do Brasil como convidado de honra do maior evento literário do mundo, Boos e membros da organização brasileira consideraram que o país se mostrou mais contemporâneo e pronto para vender direitos autorais.

Além da programação literária na feira, envolvendo 70 autores brasileiros, Boos elogiou os eventos culturais paralelos à feira em Frankfurt, iniciados em 23 de agosto e que continuam até janeiro do ano que vem. “Pela primeira vez, um convidado de honra está presente em todas as instituições culturais da cidade.”

Ao todo, o Brasil realizará 651 eventos literários e culturais, 226 deles promovidos diretamente pelo país, por meio dos Ministérios da Cultura e Relações Exteriores, Funarte, Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Fundação Biblioteca Nacional (BN). Antes do Brasil, o maior número de eventos havia sido o da China, com 494 em 2009. “Tenho certeza que Frankfurt tem agora uma boa noção do que é o país”, diz Renato Lessa, presidente da BN.

Dos quase 19 milhões de reais investidos no Projeto Frankfurt 2013, a maior parte foi destinada à programação cultural, seguida do pavilhão brasileiro na feira do livro. O espaço de 2.500 metros quadrados construído quase todo em papel, em homenagem aos livros impressos, custou 4,9 milhões de reais. O investimento parece ter valido a pena: estima-se que cerca de 60 mil pessoas tenham passado pelo pavilhão.

“Ele representa uma síntese do Brasil moderno, porque é claro, aberto e traz diversos aspectos da literatura, da criatividade, do pensamento brasileiro. Se juntarmos o pavilhão ao discurso do Ruffato, tem-se um quadro do Brasil de hoje”, diz Judith Schleyer, responsável por literatura e eventos no Centro Cultural Brasileiro em Frankfurt.

Direitos autorais

Cada alemão compra em média dez livros por ano. “Se esses livros são lidos é outra questão”, brinca Boos. Enquanto isso, cada brasileiro lê, em média, quatro livros por ano. Mas além de não ser um país tradicionalmente leitor, o Brasil também é visto como comprador e não vendedor de direitos autorais. E mudar essa imagem é um dos efeitos esperados da homenagem na Feira de Frankfurt.

Karine Pansa, presidente da CBL, aposta em bons resultados para 2013, seguindo a tendência dos anos anteriores. Em 2010, as vendas de direitos autorais brasileiros somaram 495 mil dólares em 2010 e saltaram para 880 mil dólares, em 2011, e 1,2 milhão de dólares em 2012.

As polêmicas

Apesar do saldo geral positivo, a presença do Brasil em Frankfurt foi marcada por polêmicas. A primeira delas veio antes do evento, quando o autor Paulo Coelho disse que não viria a Frankfurt em boicote à lista de 70 autores brasileiros convidados à feira, da qual ele fazia parte e considerou resultado de nepotismo.

Lessa lamenta a ausência do escritor. “Ele é o maior sucesso da literatura comercial brasileira e qualquer amostra da literatura brasileira deve incluir autores que tenham sucesso comercial.” Para Boos, o boicote foi uma sacada de marketing, já que o autor ganhou destaque na mídia com isso. Segundo o presidente da Feira de Frankfurt, Coelho virá ao evento no ano que vem.

Depois, foi a vez do discurso de abertura de Luiz Ruffato chamar a atenção – entre os participantes da feira, nas redes sociais e na mídia brasileira e alemã. “O discurso de Ruffato não foi discutido abertamente na feira. Não houve protestos por parte dos autores”, disse um artigo da emissora alemã ARD, em um site especial dedicado à feira. Para Lessa, o discurso de Ruffato é coerente com a literatura do autor e deve ser entendido com uma intervenção literária. “E se numa feira literária, uma intervenção literária é percebida como algo perturbador, é porque há algo de errado. Podemos ter opiniões diferentes, mas o importante é que todas as falas sejam contempladas num evento como esse e possam nos provocar.”

Para Boos, Ruffato não foi escolhido por acaso como orador do Brasil. “Ele queria mostrar como o Brasil é e conseguiu descrever muito bem o país e sua sociedade.” Boos ressalta que o discurso não atrapalhou o clima da feira, que não deve ser vista como uma festa. “Há muito mais razões para estarmos aqui.” Após toda a polêmica em torno do discurso, o próprio Ruffato elogiou a programação literária durante a feira e os eventos culturais na cidade. “O Brasil fez a sua parte, e o saldo da feira é positivo.” Daqui para frente, o autor acredita que o interesse internacional pela literatura brasileira vai depender de políticas públicas e de o Brasil se manter em destaque no cenário político-econômico mundial.

A participação do Brasil como convidado de honra na Feira do Livro chegou ao fim ontem, com a passagem do bastão para o próximo país homenageado, a Finlândia.

Fonte: Notícias DW

12/10 é também Dia da Leitura

12/10/2013 – 23:55h

12 de outubro já passou e comemoramos mais um Dia das Crianças, inclusive, com muita sugestão de leitura. Mas o que não pode passar sem comentário é o fato de que, neste mesmo dia, comemoramos também o Dia Nacional da Leitura, de acordo com a Lei 11.899 de 2009. O autor do projeto que deu origem à lei é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Segundo ele, a iniciativa estimulará a convivência da sociedade com a produção literária do país. Além de marcar a festividade já consagrada do Dia da Criança, esse dia abrigará, também, o Dia Nacional da Leitura e a Semana da Leitura, com a intenção de enfatizar junto à sociedade brasileira a importância do cultivo do amor aos livros desde a infância.

Dados importantes mostram a importância da data:
– Apenas 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos conseguem ler e entender um livro, de acordo com as conclusões do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional.

– De acordo com dados do Ministério da Educação, apenas 19,4% das escolas do ensino fundamental têm biblioteca e as que possuem, em sua maioria, reservaram uma sala pequena e sem atrativos para construir ali o espaço que deveria servir de incentivo à leitura.

– Com o Dia Nacional da Leitura, o calendário brasileiro passou a ter cinco momentos de celebração na área:

2 de abril: Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil

18 de abril: Dia Nacional do Livro Infantil

23 de abril: Dia Mundial do Livro

12 de outubro: Dia da Leitura

29 de outubro: Dia Nacional do Livro.

Fonte: Site do Senador Cristovam Buarque

Dicas de presentes para crianças

11/10/2013 – 21:01h

“O abraço das cores” – Editora Miguilim

Esta é a história da menina Camila, (foto) que adora colorir. Certo dia, ela decide ignorar o Vermelho e sua atitude tem repercussão no arco das cores: a cor acorda irritada e acaba importunando as demais. O Laranja tenta acalmar o Vermelho, mas não consegue. O Amarelo também e é humilhado. O Violeta pede tolerância e é mais uma cor que fracassa. Chega o momento de o Verde entrar em ação, porém, ele acaba brigando com o Azul e o Anil. A discórdia se generaliza dentro do arco das cores.

Uma forte tempestade interrompe a briga entre as cores. Assustadas com o vento forte, raios e trovões, as cores decidem se abraçar e, neste momento, relembram como era bom viverem unidas. Em seguida, o tempo muda e elas são banhadas pelos raios de Sol. A luz do astro-rei revela para as cores que juntas formam o admirado arco-íris e que todas elas são belas e importantes.

Autora: Rosa Maria Miguel Fontes – Ilustrador: Nelson Tunes

“E se você fosse uma árvore”? – Editora Gaivota

Crianças são curiosas por natureza. Mas será que alguma delas já parou para pensar como seria a sua vida se fosse uma árvore? A autora, quando criança, pensou. Pensou e guardou essas ideias maluquinhas, que hoje foram transformadas neste livro. De forma delicada, o leitor é transformado em uma árvore robusta, que se enche de flores na primavera e no inverno fica nua. Que transforma as folhas secas em um macio tapete para os amigos e cujos frutos inspiram artistas a criar. É assim que esse narrador imagina a sua vida como árvore – e sem dúvida, vale a pena deixar de ser gente um pouquinho e conhecer a maravilha de ser o pouso de passarinhos.

Autora e ilustradora Talita Nozomi

“Hikôki e a mensageira do Sol – Editora Miguilim”

Já imaginou como seria a vida se o dia fosse permanente e a luz do Sol brilhasse ininterruptamente? Seria o Reino do Sol e, talvez, a vida das pessoas fosse bem diferente…

O livro infantil “Hikôki e a mensageira do Sol” conta a história de um pássaro (tão veloz quanto um avião), que voa alto e para muito longe da Terra. Ele sempre visita um lugar mágico habitado por um velho sábio que deseja contar uma novidade para todo mundo: o Sol nunca mais vai embora. Este sábio, no entanto, não sabe como falar para as pessoas sobre o Reino do Sol.

Hikôki conta para este sábio sobre uma menina, Ana Laura, (foto) que ama os raios da luz do dia e que, por isso, pode ajudá-lo. O pássaro, então, convida a menina para conhecer o sábio e o lugar mágico. Curiosa, a menina aceita e descobre a alegria de viver num lugar constantemente iluminado e capaz de transformar as pessoas.

Autora: Rosa Maria Miguel Fontes – Ilustrador: Maurizio Manzo


Mais presentes para a meninada

10/10/2013 – 19:34h

Mais livros estão chegando às livrarias para as comemorações do Dia das Crianças. As histórias contidas nos novos livros são contadas para fazerem a alegria da meninada. Mas para esta alegria ser mais duradoura, o livro pode se transformar no presente ideal para marcar esta data especial.

Hoje, vamos apresentar três sugestões de livros lançados pela Editora Biruta:

“Formigossauros X Superferas”

Na história deste livro, um meteoro mudou de vez a vida dos animais do circo. Ninguém sabe como, mas depois da sua queda os animais ganharam superpoderes. O time dessas superferas é composto por Leone, o leão que ganhou superforça; Doçura, a crocodilo que é capaz de ficar invisível e se teletransportar; Ágata, a leopardo que é superveloz; Tonel, o elefante que move objetos com a força da mente; e Hip e Hop, uma dupla de macacos superflexíveis.

Mas a radiação afetou também um formigueiro próximo ao circo e formigas gigantes saíram de suas crateras. E elas têm um plano para dominar o mundo…

Esse é o enredo de “Formigossauros” escrito por Joaquin Londáiz e ilustrado por Escletxa. A história traz uma aventura cheia de mistérios e um pouquinho de confusão. Donos de personalidades marcantes e bem-humoradas, as superferas se unem para deter os formigossauros. Não vai ser nada fácil, mas eles contam com a ajuda de Toni, um menino que trabalha no circo. Uma verdadeira amizade nasce entre todos, à medida que eles aprendem a superar as suas diferenças. Vamos mergulhar nessa aventura e conhecer as superferas?

“Jerônimo Totes e suas estranhas mascotes”

Neste livro de M.P. Robertson, conhecemos Jerônimo, um menino comum. A não ser,é claro, pelas estranhíssimas mascotes que ele tem em seu jardim. Alguém já ouviu falar de Glube, o Babopótamo, uma lesma enorme que baba sem parar? De Chiante, o pássaro gigante, que é o bicho mais barulhento que já se viu? E de Dragonento, o rinocerossapo com dentes de sabre, que é muito, muito guloso?

Com certeza não. Mas Jerônimo não só os conhece e cuida muito bem de todos, como ainda diz conhecer alguém que baba mais que Glube, é mais barulhento que Chiante e mais guloso que Dragonento. Ficaram curiosos para saber quem é?

Essa é uma história que traz misturas bem estranhas de animais, despertando a imaginação dos pequenos leitores. De maneira bem-humorada e com ilustrações coloridas e inventivas, o livro convida as crianças a criarem suas próprias mascotes. E a Editora Biruta, o Babopótamo, o Chiante e o Droganento convidam o leitor a conhecer esse mundo fantástico do Jerônimo!

“Você sabe tudo sobre cachorros?”

Por que existem cachorros mais obedientes do que outros? E, afinal, por que os cachorros latem? Essas são algumas perguntas que Lila Prap procura responder em ”Você sabe tudo sobre cachorros?”, seu novo livro lançado pela Editora Biruta. Lila consegue explorar diversas questões que podem passar pela cabeça dos pequenos leitores. As primeiras hipóteses que surgem em destaque nas páginas provêm de gatinhos muito divertidos, que arriscam respostas ousadas. Ora, os cachorros latem porque eles não sabem miar, por que não?

A autora dá espaço para a imaginação dos leitores e ainda consegue explicar as questões caninas de maneira lúdica. Cada pergunta vem associada a uma determinada raça de cachorros, o que causa fácil identificação do leitor com o livro. As ilustrações são divertidas e também propõem brincadeiras ao apresentar misturas inesperadas para novas raças de cães. Já pensou o que seria um “coqueruaua”? O projeto gráfico ousado, característico da Editora Biruta, explora a criatividade das crianças, que descobrem, página a página, mais respostas.

Agora se, mesmo após a leitura, o leitor não encontrar respostas para suas perguntas, o jeito é seguir o conselho que a própria Lila deixa aos leitores: pergunte ao seu cachorro!

Crianças gostam de histórias

9/10/2013 – 20:41h

Para o Dia das Crianças, a Aletria Editora preparou quatro lançamentos, que já chegaram às livrarias: “Nícolas”, de Agnès Laroche com ilustrações de Stéphanie Augusseau; “Zélia”, que também foi ilustrado por Stéphanie Augusseau e de autoria de Christelle Vallat; “Abracadatchum”, de Gabrielle Paquete e com ilustrações de Sébastien Chebret e “O Último Conto”, escrito por Rodolfo Castro e ilustrado por Enrique Torralba.

Foto: Divulgação

Hoje, vamos apresentar um destes lançamentos da Aletria: “Abracadatchum”, 36 páginas, 1ª edição. Uma história ao mesmo tempo divertida e comovente sobre um mágico e seu parceiro, que vão alegrar as crianças e emocioná-las com o valor de uma amizade. Quer saber mais? Vamos lá: quem nos apresenta com detalhes este livro é Benita Prieto, contadora de histórias, escritora, especialista em literatura infantil e juvenil e em temas relacionados à área de livro e leitura.

“Não é fácil ser um mágico! E o que fazer quando o seu coelho lhe dá alergia provocando um enorme Abracadatchummmmmmmm? Mas esse não é o tema do livro. Tem muito mais… É uma história de amizade entre um falso coelho e um desastrado artista.

Toda noite temos no pequeno teatro uma atuação que arranca calorosos aplausos. São mágicas imprecisas feitas por Abracadatchum, que tem como companheiro de cena o coelho Pelúcio. E o público se diverte e se espanta, pois a cada espirro podem aparecer objetos inusitados: violão, dinossauro, xícara, medusa…

Mas uma noite acontece uma catástrofe: o coelho desaparece. O mágico, então, perde seus poderes e sua alergia. Então, passa a procurar por um substituto. Não encontrando um coelho à altura, o mágico empreende uma jornada em busca de Pelúcio.

A história tem todos os elementos que agradam as crianças e fazem sua imaginação fervilhar: cartolas, mágicas, coelhos, vilão e mocinho. Tudo isso temperado por uma estrutura narrativa bem delineada, com suspense, drama e poesia. Dá margem para ótimas conversas sobre o afeto, a trapaça e o erro, tão demonizado nos dias de hoje por uma sociedade que acredita ser obrigatória a perfeição.

O objeto-livro tem ilustrações que lembram ingênuos desenhos animados e filmes antigos, iluminadas pela cor amarela tão característica dos antigos teatros, criando assim cria um ambiente mágico que dialoga perfeitamente com o texto e ampliando sua leitura pelo jogo de claro e escuro de cada cena.

O autor Gabrielle Paquette diz que quando criança “sonhava em escrever para adultos, e adulto, escolheu escrever para crianças.” Já Sébastien Chebret entrou no mundo dos livros infantis em 2004 e suas ilustrações são feitas em guache, acrílico, por vezes incorporando colagens de papel coletadas em mercados de pulga. Dois artistas ainda inéditos no Brasil, mas que com certeza vão agradar ao público infantil. Temos um livro excelente, escolhido a dedo pela Aletria, que fez uma edição e tradução caprichadas.

Trata-se de uma história deliciosa que vai agradar leitores iniciantes, mas também pode ser contada de uma maneira divertida pelos pais. E mais não conto para não estragar as surpresas. Boa leitura”!

E-book para o Dia das Crianças

8/10/2013 – 19:27h

A Editora Biancovilli, uma editora jovem, de ebooks vitaminados para tablets, preparou um lançamento especial para o mês das crianças: “Ratinho Roqueiro” em formato APP. O e-bookl roda em iPads, tablets com Google Play e Kindle Touch da Amazon.

“O Ratinho Roqueiro” é destinado às crianças até 8 anos de idade. É uma história de corre-corre entre uma menina, um gato e um rato. A menina vê seu gatinho pulando a janela atrás de um rato e começa a confusão! No caminho, um tatu, um sapo, um galo e um pato vão ajudar a menina a encontrar seu animal de estimação. E, no final, todos vão curtir o rock do Ratinho Roqueiro. Este rock você pode ouvir no site da editora em www.biancovilli.com.

O livro está disponível nos idiomas português, inglês e espanhol e nos modos de leitura Eu quero ler e Leia para Mim. O e-book tem uma trilha sonora composta por quatro canções originais com voz e instrumentos, com o rock do “Ratinho Roqueiro”.

Primavera do livro brasileiro

6/10/2013 – 21:57h

Karine Pansa (*)

Mais de 70 autores, representando a literatura e a produção editorial brasileira, estarão presentes na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, maior do mundo no gênero. No evento, de 9 a 13 de outubro, o Brasil será o país homenageado deste ano, como já havia ocorrido na edição de 1994. Trata-se de excelente oportunidade para ampliar as exportações de nosso setor editorial e as vendas externas de direitos autorais, no âmbito do consistente projeto de internacionalização que vem sendo empreendido nos últimos anos.

Há avanços nesse sentido: as exportações de direitos autorais evoluíram de US$ 495 mil, em 2010, para US$ 880 mil, em 2011, e 1,2 milhão, em 2012. Em apenas dois anos, o crescimento foi de 143%. Nossa expectativa é que a Feira do Livro de Frankfurt gere muitas oportunidades de negócios para as editoras brasileiras, que terão alta visibilidade, considerando que o evento terá 8 mil expositores, de 111 países, e cerca de 300 mil visitantes. Tais perspectivas nos permitem projetar um crescimento de negócios de 3% a 7% nos próximos 12 meses.

Para mostrar nossa cultura e nossos livros a esse imenso público, haverá exposição artística em um pavilhão de 2.500 metros quadrados. Teremos, ainda, um estande coletivo, de 700 metros quadrados, no qual 168 editoras irão expor seus livros. A participação brasileira é organizada pelos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Nacional de Artes (Funarte), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Alemães e visitantes de todo o mundo perceberão melhor por que o Brasil já é o nono mercado editorial do planeta, segundo estudo da respeitada IPA (International Publishers Association — Associação Internacional de Editores de Livros). O setor apresentou faturamento de R$ 4,98 bilhões em 2012, quando foram vendidos cerca de 435 milhões de exemplares.

A mobilização para mostrar nossa produção editorial ao mundo em Frankfurt soma-se a esforços permanentes voltados à ampliação das exportações de livros e direitos autorais. Esse processo de internacionalização tem seu ponto central no Projeto Brazilian Publishers, realizado há cinco anos pela CBL em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). São mais de 60 editoras associadas, dos segmentos Infantojuvenil, Científico, Técnico e Profissional, Religioso e Obras Gerais.

A partir dessa experiência bem-sucedida, desenvolveram-se especialmente para Frankfurt ações exclusivas de capacitação para editoras estreantes em eventos internacionais. Dentre elas, workshops com especialistas nacionais e estrangeiros para debater temas como a venda de direitos autorais e como alcançar os melhores resultados nos negócios. As 168 editoras brasileiras que estarão presentes em Frankfurt têm o apoio do Brazilian Publishers.

Desde agosto, a cidade alemã já está assistindo a uma programação cultural alusiva à homenagem ao nosso país, que terá seu clímax durante a feira. A intenção é dar grande destaque e potencializar ao máximo nossa participação no evento. Embora seja outono no Hemisfério Norte, vamos encantar o mundo com tropical primavera, a irresistível primavera do livro brasileiro!

*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL)

A criança precisa de um livro ilustrado

3/10/2013 – 21:25h

Especialistas explicam por que a ilustração é tão importante na narrativa e dão dicas de como escolher.

Fonte: Site Educar para Crescer – Texto Marion Frank

Pesquisa recente sobre ensino na França concluiu que os alunos de melhor desempenho não são aqueles que leram os clássicos. A informação causou alvoroço durante a palestra de Sophie van den Linden, crítica de literatura infantil de passagem por São Paulo em razão do lançamento de sua obra, “Para ler o livro ilustrado” (Cosac Naify). Alvoroço, porque ia de encontro a um dos dogmas mais bem fundamentados através dos tempos sobre leituras obrigatórias desde tenra idade. Foi quando Sophie apresentou a ideia que dá base ao seu trabalho: “O importante é permitir aos filhos o acesso aos mais variados estilos de leitura e o prazer de escolher o que desejam ler”, disse a especialista francesa. E acalmou a plateia.

O livro de Sophie van den Linden, aliás, é uma Bíblia sobre o livro ilustrado e causa, ele próprio, assombro ao destacar a riqueza e a singularidade da produção desse tipo de literatura ao redor do mundo. Desde o primeiro trabalho que associou texto e imagem para contar uma história (Rodolphe Töpffer, em litografia, 1835) ao editor (Hetzel) que se interessou de modo inédito em divulgar obras exclusivas para o leitor infantil (1860), muito já se inovou nesse universo literário. “Hoje, ler um livro ilustrado não significa ler texto e imagem, é isso e muito mais”, salientou Sophie. “É apreciar o formato, o uso de um enquadramento, a relação entre a capa e as guardas e os seus conteúdos, a articulação da poesia do texto com a poesia do desenho…”.

E por aí vai. A criança, que de boba não tem nada, dá atenção a tudo isso de modo espontâneo, ela que percebe o mundo ao redor a partir das imagens. “No dia a dia com as minhas filhas de 3 e 5 anos, eu tento ler uma história, mas não dá certo, elas querem de todo jeito acompanhar a narrativa com a ilustração que existe em cada página…”, revela Júlia Schwartz, editora da linha infanto-juvenil da Companhia das Letras.

À medida que o tempo passa, porém, os pequenos crescem e perdem essa comunicação direta com o mundo visual. “Em geral, somos estimulados a ler apenas o texto, a se concentrar nele… O livro ilustrado serve para desenvolver a nossa educação visual que é muito precária”, opina Isabel Lopes Coelho, diretora editorial do núcleo infanto-juvenil da Cosac Naify. Mais: ao transformar a ideia, o conceito, em algo concreto, o livro ilustrado alimenta a fantasia, realçando o seu papel de leitura obrigatória desde a infância. Por uma simples razão: “A imaginação é um componente da inteligência e da criatividade”, lembra Neide Barbosa Saisi, psicóloga e professora da Faculdade de Educação da PUC-SP.

Uma das qualidades do livro ilustrado (ou livro imagem) está, portanto, em treinar o olhar do leitor de modo a que ele compreenda todas as sutilezas artísticas do trabalho que tem em mãos. De uns seis anos para cá, inclusive, a produção desse tipo de obra é tão complexa que o seu criador deixou de ser reconhecido apenas como ilustrador, mas sim autor de uma obra completa (às vezes com texto, às vezes só com imagens) pelas principais editoras do País. Trata-se de um nicho de mercado que não para de crescer, a propósito. “É um tempo de grande experimentação, de aproximação com as artes plásticas na sua produção”, confirma Fernando Vilela, que, além de ilustrador, também é artista plástico e professor: ao lado de Odilon Moraes, outro nome de prestígio no cenário nacional do livro ilustrado, é responsável pelo curso “A imagem narrativa e a ilustração de livros”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Ou seja: misturando técnicas de desenho com pintura e colagem e usando o computador para finalizar as imagens, Fernando produz um trabalho bem próximo da obra de arte. “O livro ilustrado é uma oportunidade de levar para casa uma arte sofisticada que estimula a educação do olhar, algo importante não apenas para a criança, mas também para os pais dela”, afirma. Ter ou não texto, nesse tipo de livro, passa a ser um detalhe.

Livro ilustrado não tem idade. “Ele é universal, atraindo públicos do infantil ao adulto”, garante Júlia Schwartz. Ok, mas como saber que livro é adequado para a criança? Tão variada é a oferta que os pais perdem o foco, enchem as mãos de opções nas livrarias e voltam para casa, insatisfeitos com a escolha.

Livro aborda a cultura afro

2/10/2013 – 18:25h

No dia 5/10, a premiada contista e poeta mineira Jussara Santos vai lançar o seu novo livro “Crespim” (33 páginas ilustradas por Vivien Gonzaga) pela Editora Impressões de Minas, no setor infanto-juvenil da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, de 10:00 às 12:00 horas.

Constância Lima Duarte, professora de Literatura Brasileira da UFMG, fala sobre a obra:

“Anjo tem sexo? Sim, pode ter. O anjinho criado por Jussara Santos não só é um menino, como tem cor e é o cabelo crespo que sugere seu nome – Crespim. As demais personagens, como sua madrinha, a anja Carlota, e o casal de enamorados – Amélia e João – também trazem na pele a descendência afro. Mas não é isso que está no centro da narrativa. O novo livro de Jussara Santos explora o universo infantil com sensibilidade e lirismo, através de uma narrativa ágil, estilo coloquial e poético, bom humor e jogos de palavras”.

“A história, na verdade, fala de forma divertida do amor, da timidez, e de como as pessoas são diferentes. Livros como esse, que buscam a valorização da diversidade, são muito bem-vindos, pois celebram a cultura afro-brasileira no âmbito da formação da criança”.

Vários textos da Jussara foram selecionados pelo Projeto Leitura para Todos, da UFMG, e circulam nos ônibus e metrô da cidade de Belo Horizonte. Ela é idealizadora e realizadora, em parceria com Sérgio Souza, do Projeto Latema (Lata poema), que promove a circulação de poemas em latas personalizadas.