A guardiã do portal mágico

29/11/2013 – 23:20h

Imagine completar dez anos de idade e ver sua vida mudar ao se tornar a nova guardiã de um portal mágico e misterioso? Pois é o que acontece com a personagem Sofia no primeiro livro da série “Sofia e o Bosque das Sombras” chamado “O Duende Rei”. A coleção, lançada em 2011, na Inglaterra, pela editora HarperCollins (conhecida pelos direitos de livros de sucesso, como a saga infanto-juvenil “Desventuras em Série”) já foi traduzida para diversos idiomas e chega ao Brasil em licença exclusiva da Editora Vale das Letras.

A série, repleta de aventura, diversão, amizade e mistério, é destinada ao público infanto-juvenil, entre os 9 e 13 anos. São seis livros com textos claros e de fácil entendimento, além de muitas ilustrações: “O Duende Rei”, “Os Seres do Pântano”, “Os Gnomos Aranha”, “Os Seres da Névoa”, “As Criaturas do Gelo” e “Os Gnomos Morcego”. Os dois primeiros volumes são os novos lançamentos da Vale das Letras, simultaneamente, e estão previstos para venda nas principais livrarias do país a partir de novembro.

Os autores de “Sofia e o Bosque das Sombras – O Duende Rei”, 144 páginas, são Linda Chapman e Lee Weatherly. A ilustradora é Katie Wood e a tradutora Lenita Esteves. Em seu décimo aniversário, a vida de Sofia muda para sempre. Agora ela é a nova guardiã de mágico portal no misterioso Bosque das Sombras. Sua missão é impedir que as criaturas perversas que vivem lá venham para nosso mundo. Mas o desastre começa quando o Duende Rei rouba a chave do portal!

O outro volume da série “Os Seres do Pântano” tem a mesma ficha técnica (autores, ilustradora e tradutora) e o mesmo número de páginas. Neste volume, Sofia é a guardiã de um portal mágico no misterioso Bosque das Sombras. A missão dela é impedir que as criaturas horríveis que vivem do outro lado do portal invadam nosso mundo. Mas seus poderes especiais não parecem funcionar contra os Seres do Pântano! Sofia ainda poderá vencê-los e salvar o mundo?

O garoto e a floresta mágica

27/11/2013 – 21:15h

Criador de cenários para games em celulares e tablets, Marcel Nilo, de 24 anos, sai do digital e passa para o papel ao escrever e ilustrar seu primeiro livro.

Julian era um garoto muito pobre que nunca conheceu o pai, não tinha irmãos e vivia com a mãe, sempre ocupada. Sem ter ninguém para brincar, aquele garoto passava muito tempo sozinho em casa sem TV nem videogame. Mas, apesar de humilde, sua casa tinha um quintal muito grande e ele um poder enorme para um garoto de sua idade: uma imaginação transbordante. Um dia, sua pipa arrebenta no céu e aquele garoto vai parar numa aventura dentro da misteriosa Floresta Mágica.

Ao iniciar a jornada, um homenzinho aparece montado em um bode e aquele garoto percebe algo inusitado. Quem falava com Julian não era o homenzinho, mas o bode. Esse é apenas o começo da aventura narrada em 80 páginas. Em “Aquele garoto e os segredos da Floresta Mágica”, Marcel Nilo convida o leitor a acompanhar Julian, enquanto enfrenta perigos nesse lugar encantado e repleto de surpresas para recuperar sua pipa perdida. Aquele garoto encontra no caminho duendes invejosos, feitiços assustadores, anões valorosos e até participa de uma corrida contra o tempo para impedir um terrível mal.

O jovem autor de 24 anos, que também é ilustrador, modelador e artista 3D, sempre gostou de contar histórias de mundos fantásticos e sonha em criar um universo mágico que ficará como legado para as futuras gerações. “Para escrever e ilustrar meu primeiro livro, busquei inspiração em grandes mestres como J. R. Tolkien e Walt Disney, que são meus ídolos desde criancinha”, revela Nilo.

Atenta aos novos talentos do segmento infanto-juvenil, a Editora Terceiro Nome resolveu apostar nesse jovem e criativo autor. “Seu envolvimento com a produção de games e aplicativos para celulares aproxima Marcel Nilo dessa geração de leitores conectados à internet 24 horas por dia”, conta Mary Lou Paris, diretora da Terceiro Nome.

Vale a pena conhecer

25/11/2013 – 18:16h

Vou apresentar dois lançamentos recentes da Editora Quatro Cantos para este fim de ano: o livro de poemas “A menina que media as palavras”, de autoria de Luis Dolhnikoff e ilustrações de Guilherme Zamoner, e a história de “Ralf & Demi” escrita por Felipe Schuery e ilustrada por Clara Gavilan. Leia abaixo uma sinopse dos livros e corra para adquiri-los numa livraria ou, se preferir, na loja virtual da editora.

Uma história de almas gêmeas

Em “Ralf & Demi: uma história de duas metades”, Felipe Schuery constrói uma deliciosa interação entre o menino Ralf, que só é capaz de fazer metade das coisas, e Demi, uma garota que só consegue fazer a outra metade. O que pode acontecer se essas duas “caras–metades” se encontrarem? Será que juntos poderiam ficar completos? Afinal, somos mesmo todos assim, ninguém é bom em tudo. E será que se fôssemos, a vida seria assim tão interessante?

É isso que os pequenos leitores poderão descobrir nessa deliciosa e bem-humorada obra, delicadamente ilustrada com as lindas aquarelas de Clara Gavilan. Ótima leitura para crianças em início de alfabetização e pré-escolares, em leitura compartilhada com os adultos, que certamente também vão se identificar e se apaixonar por essa simpática duplinha de almas gêmeas.

A linguagem poética de Elvira

Em “A menina que media as palavras”, o poeta Luis Dolhnikoff constrói com poemas-diálogos uma cativante conversa entre a menina Elvira e seu amigo “coloridão, bonachão e grandalhão”.

Com grande beleza sonora e instigantes jogos de sentido, leva os pequenos leitores a descobrir a razão do nome das coisas, partindo da discrepância entre o tamanho delas e o tamanho das palavras que as designam – além de apresentar um olhar peculiar sobre os aspectos biológicos da turminha que habita este livro singular.

Para as ilustrações, contou com o extraordinário trabalho do premiado ilustrador Guilherme Zamoner, que materializa Elvira e seu amigo, além de todo um mundo habitado por seres e coisas que são, ao mesmo tempo, conhecidas e inusitadas. Para isso, abusa de detalhes e constrói cenas divertidas e curiosíssimas, repletas de intrincadas traquitanas. “A menina que media as palavras” proporciona às crianças um contato maravilhoso – e verdadeiramente raro – com a linguagem poética.

Anabela, Bela e Clarabela

24/11/2013 – 21:46h

Este é o nome de mais um livro lançado este ano pela Editora Aletria. De Walther Moreira Santos com ilustrações de Thiago Laurentino e Walther Moreira Santos, traz a história de um menino, Pedrinho, muito amado por suas três tias: Anabela, Bela e Clarabela. Tia Anabela adora tocar violoncelo; tia Bela gosta de costurar e bordar e, na cozinha, é tia Clarabela que é fera.

Essas adoráveis tias estão sempre alegres. Mas, um dia, algo as deixa muito tristes. O que será? Uma história divertida, contada em 44 páginas, com um final surpreendente.

O tema do relacionamento de parentes velhinhos com a criança é tratado com graça e leveza por Walther Moreira dos Santos. Uma história sobre o que é essencial na vida de todos nós.

Um jovem está reinventando a leitura

22/11/2013 – 18:32h

Esta semana, The Wall Street Journal trouxe matéria que coloca um jovem do outro lado dos movimentos literários: ele deixa de ser o adolescente para o qual se dirigem os incentivos de leitura para ser o criador de um aplicativo que pode reformular a forma como todos estão acostumados a ler. Conheça a matéria escrita por Seth Stevenson.

Nick D'Aloisio tem 17 anos e movimenta empresas globais interessadas no aplicativo Summly que criou para comprimir textos longos em frases representativas – Fotos: Internet

Depois de ouvir falar que, em março, um garoto britânico de 17 anos vendeu um software para o Yahoo! por US$ 30 milhões, alguém poderia ter noções preconcebidas de que tipo de rapaz ele seria. Um nerd, que só pensa em códigos de programação. Um sujeito tímido, que fala baixinho e tem aversão ao olho no olho.

Por isso, conhecer Nick D’Aloisio é um choque. Imagine um alto executivo do Vale do Silício dotado de temperamento fácil e talento nato para a mídia. Imagine um cara capaz de conversar com segurança (e olhando no seu olho) sobre temas variados como as teorias de Noam Chomsky, a ciência das redes neurais e o conceito budista de “jñana”.

O aplicativo inventado por D’Aloisio, o Summly, comprime textos longos em algumas frases representativas. Especialistas em tecnologia perceberam que um aplicativo capaz de gerar resumos sucintos e precisos seria extremamente valioso num mundo em que estamos o tempo todo lendo coisas em nossos telefones.

Em 2011, aos 15 anos, D’Aloisio recebeu um financiamento inicial do bilionário de Li Ka-shing de Hong Kong, o homem mais rico da Ásia. A venda para o Yahoo! fechou um ciclo notável para alguém que ainda nem terminou o ensino médio. Mas não é só o conhecimento tecnológico que distingue D’Aloisio. Muito antes de poder fazer a barba, ele já era movido por uma curiosidade intensa e um enorme desejo de deixar uma marca no mundo da tecnologia. Não apenas criar, mas construir algo, e, é claro, ganhar dinheiro no processo.

Ele recentemente passou a se reunir com gente como Marissa Mayer, diretora-presidente do Yahoo!, e Rupert Murdoch, presidente da News Corp., a dona do The Wall Street Journal. À sua maneira, ele é tão formidável quanto os relativamente “velhos” David Karp, 27 anos, fundador do Tumblr, ou Mark Zuckerberg, 29, o prodígio do Facebook. “Ele cativa a atenção das pessoas”, diz Joshua Kushner, fundador da Thrive Capital, uma das primeiras a financiar o Summly. “Ele é incrivelmente autoconsciente para a idade.”

D’Aloisio começou a programar aplicativos para o iPhone em 2008, quando tinha 12 anos e trabalhava em seu quarto, num computador Mac. Não teve aulas formais de computação e nenhum de seus pais entendia de tecnologia. Aprendeu a programar praticamente sozinho.

Estudou línguas diversas como latim e mandarim, e ficou fascinado por conceitos como estruturas gramaticais e análise morfêmica (morfema é a menor unidade linguística com um significado).

D’ Aloisio chegou à conclusão de que era crucial encontrar uma maneira de determinar melhor o que vale a pena ser lido. Imaginou uma ferramenta sintetizadora que usasse teoria linguística para fazer uma sinopse significativa em menos de 400 caracteres.

“Há dois jeitos de fazer processamento de linguagem natural: o estatístico e o semântico”, diz D’Aloisio. O sistema semântico tenta descobrir o significado de um texto e traduzi-lo de forma sucinta. O sistema estatístico — do tipo usado por D’Aloisio no Summly — não se preocupa com isso. Ele mantém as sentenças intactas e descobre como selecionar umas poucas que melhor captem a mensagem do texto todo.

Uma versão inicial do Summly, chamada Trimit, foi destaque na loja de aplicativos da Apple em 2011. Lá, o app chamou a atenção do TechCrunch, um blog influente do Vale do Silício, e logo atraiu um grupo de investimento liderado por Li Ka-shing, o Horizons Ventures.

“Pensei que ia vender o aplicativo por uma ou duas libras esterlinas cada um na loja da Apple e aí usar o dinheiro para comprar um computador novo”, diz D’Aloisio. “Nunca havia tido contato com um investidor antes.” Ele foi à reunião com representantes do Horizons Ventures acompanhado dos pais. O encontro terminou com D’Aloisio recebendo um investimento inicial de US$ 300.000.

Ele foi levado a conferências de tecnologia em todo o mundo e apresentado a outros potenciais investidores. “Ele tem uma maturidade assustadora”, diz Andrew Hall, diretor da King’s College School, a escola que D’Aloisio frequenta desde os 11 anos.

D’Aloisio atraiu também um grande grupo de financiadores para o Summly, incluindo famosos como Ashton Kutcher, Yoko Ono e Stephen Fry.

Os pais de D’Aloisio migraram da Austrália para a Inglaterra. O pai, Lou, trabalhou na área de commodities da BP e do Morgan Stanley, e a mãe, Diana, é advogada especializada em direito empresarial e representa o filho nos contratos. Eles sempre souberam que D’Aloisio era uma criança extremamente curiosa. “Mas ele é nosso primeiro filho e, por isso, não achamos que fosse nada fora do comum”, diz Diana. (O irmão de D’Aloisio, Matthew, tem 14 anos.) Eles enfatizam o fato de que D’Aloisio continua a ser um garoto normal. “Ele ainda sai nos fins de semana, vai a festas, namora”, diz Diana. E, embora tenha parado de frequentar a escola, ainda tem que fazer lição de casa e se encontra com seus professores regularmente.

Por enquanto, D’Aloisio não tocou no dinheiro. “Sou muito novo para apreciar o valor desse dinheiro”, diz. Ele não tem autorização para comentar o preço de venda do Summly, noticiado como US$ 30 milhões.

Talvez a pergunta mais interessante seja por que o Yahoo! gastou tanto dinheiro num único aplicativo. É que a capacidade de resumo do Summly se encaixa perfeitamente ao novo foco do Yahoo! em serviços para dispositivos móveis. A empresa americana de internet está decidida a obter espaço na disputada telinha do smartphone e atrair os jovens.

Não há dúvida que a aquisição é uma dessas em que a pessoa sendo adquirida é tão importante quanto o produto. D’Aloisio está agora trabalhando em tempo integral no escritório do Yahoo! em Londres. Mayer, a diretora-presidente, elogia seu “compromisso com a excelência em design e a simplicidade”. D’Aloisio passa 80% do tempo no escritório melhorando o Summly (que já foi integrado aos apps para iPhone do Yahoo!) e os restantes 20% planejando novos desafios. Ele prevê que haverá programas para sumarizar para vídeo fazendo o equivalente ao que o Summly faz para texto.

D’Aloisio está pensando em cursar uma faculdade na Inglaterra, ou talvez nos Estados Unidos, para ficar mais perto do Vale do Silício. Ou talvez nem faça faculdade. “Com certeza quero abrir outra empresa”, diz ele. “Empreendedores ficam viciados nisso.”

Aos 13 anos de idade, D´Aloisio já era apaixonado por códigos de programação

Mais um livro para Garota Garoto

19/11/2013 – 19:34h

Se você já leu algum livro da série “Garota Garoto” com certeza a personagem Donna chamou sua atenção. Assim como Ashley, sua amiga inseparável, ela é animada, divertida e está sempre pronta para uma festa.

Neste quarto volume, acompanhamos o último ano da escola desse grupo de amigos através dos olhos dela — e descobrimos que por trás dessa personalidade desencanada existe uma garota que nunca teve sorte no amor. Para piorar, ela está indo super mal nas aulas e nenhuma faculdade de teatro irá aceitá-la se ela não tirar notas boas em inglês.

Mas tudo isso está prestes a mudar: com a ajuda de Will, um professor particular super fofo e atencioso (além de lindo!), ela finalmente começa a entender a obra Shakespeare e logo o clima de romance não ficará só nas páginas de Romeu e Julieta. Será que Donna finalmente vai viver sua história de amor?

“Lições de amor” fará você suspirar, se emocionar e torcer para que Donna consiga seu final feliz. Se você ainda não conhece a série, mas gosta de um bom romance, esse livro é uma boa pedida. Os volumes não precisam ser lidos em ordem e tenho certeza de que você vai adorar conhecer a Donna.

Ah! E para todos que estavam ansiosos por um ponto de vista masculino na série, já adianto: o quinto volume será narrado pelo Ollie e está previsto para o primeiro semestre do ano que vem. Fiquem ligados!

Volumes anteriores da série: “Nada é para sempre”, “Dizem por aí” e “Três é demais”.

Resenha de Nathália Dimambro – Editora Seguinte

Oficina de contos

17/11/2013 – 21:18h

A Escola do Escritor, em São Paulo, preparou para o dia 23 de novembro, um curso que abrangerá contos, minicontos e tuiteratura. Segundo o professor, Ricardo Ramos Filho, que também é escritor, “a dinâmica do mundo moderno valoriza os contistas. As pessoas buscam cada vez mais textos ágeis, histórias curtas, há que se dizer muito com pouco. Infelizmente já não existe tanto tempo para leitura. Tal condição faz com que se destaquem os contos, minicontos, microcontos e até mesmo a tuiteratura”.

A objetividade e a síntese são celebradas como valores a serem perseguidas no ato de escrever. Neste cenário a poética de José Paulo Paes faz cada vez mais sentido: “conciso? com siso/ prolixo? pro lixo”. O presente curso desenvolverá uma conversação em três partes mesclando informação, debate e orientação. A busca da concisão, “o que é conto?”, os tipos de conto, os melhores autores, a importância do autor iniciante.

O curso custa R$ 190,00. Quem se interessar, deve fazer contato pela internet: escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
www.escoladoescritor.com.br.

Sobre o professor Ricardo, ele nasceu no Rio de Janeiro, filho e neto de escritores. Cedo se mudou com a família para São Paulo, criando sólidas raízes no bairro de Pinheiros. Ainda muito novo, incentivado e orientado pelos pais, adquiriu o hábito de ler. Esse prazer incorporou-se em sua rotina e não mais o abandonou. A leitura é companheira amiga, escrever foi consequência. Os textos infantis surgiram aos poucos, consolidando-se como especialidade. Nesse gênero pode voltar a ser menino, viver aventuras que remetem a uma infância feliz e deixar a imaginação correr solta.

Ao seu livro de estreia Computador sentimental (1992), ganhador do prêmio Adolfo Aizen/1993 de melhor livro juvenil, seguiram-se: Sonho entre amigos (1995), O pequenino grão de areia (1998), A nave de Noé (2000), O livrinho sem figuras (2002), Olívia (2003), Um, dois, três… Cada um tem sua vez (2007), Sobre o telhado das árvores (2008) e Vovô é um cometa (2008). Ricardo Filho, em 2011, foi o ganhador do Prêmio da Prefeitura do Estado de São Paulo com o roteiro do curta Paisagem Muda, em coautoria com Daniel Obeid.

Livro para desvendar a história

14/11/2013 – 19:51h

O livro “Uma noite espetacular”, que acaba de ser lançado pela Editora Positivo, traz uma história contada toda por imagens feitas por AnnaLaura Cantone. Criada a partir do roteiro do escritor Adriano Messias, a obra foi composta em 24 páginas para instigar a imaginação das crianças.

A capa criativa — que abre de baixo para cima – convida a desvendar a história por trás das ilustrações coloridas: vários bichos subindo pelo tronco de uma enorme árvore para se reunir em sua copa e viver uma noite para lá de especial.

Natural de Alexandria, no Egito, AnnaLaura Cantone estudou no Instituto Europeu de Desing em Milão, Itália, e logo começou a colaborar com suas ilustrações em editorias de revistas e livros. Desde 2008, trabalha com a criação de personagens e direção de arte de uma série de desenhos animados que é exibida na televisão italiana RAI.

Fundada em 1979, a Editora Positivo é especializada no segmento educacional e desenvolve livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários, com destaque para o Aurélio, o mais importante dicionário da língua portuguesa. Na internet: www.editorapositivo.com.br

As atrações de HQ

11/11/2013 – 22:29h

Mais uma vez, Belo Horizonte vai ser a capital mundial de HQ, ao sediar o 8º Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ). Vai ser uma semana de intensa programação, totalmente gratuita, com 85 convidados e participação de renomados quadrinistas. De 13 a 17 de novembro, na Serraria Sousa Pinto.

O livro infantil “Cosmonauta Cosmo!”, 112 páginas, HQ de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, da Editora Miguilim, vai ter sessão de autógrafos, no dia 13, na programação do FIQ. Quem fala sobre a obra é Marcelo Naranjo, do Universo HQ:

“É uma história em quadrinhos sobre o dia em que o garoto Cosmo embarca numa aventura intergaláctica em busca de um alienígena com quem possa dividir um beliche e ensinar a saltar arcos flamejantes. O universo testemunha os desafios, surpresas e encontros extraordinários nos quais Cosmo e sua nave se embrenham enquanto o garoto procura, avidamente, por um melhor amigo. Curiosidade: toda a arte do álbum foi desenvolvida em software livre e a obra encontra-se sob uma licença Creative Commons.

Os quadrinhistas mineiros, autores do livro, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho são responsáveis pelo site Quadrinhos Rasos, que apresenta HQs feitas a partir de trechos de músicas, e também autores do álbum em quadrinhos “Achados e Perdidos”, lançado em 2011, e relançado pela Editora Miguilim, no ano passado. A segunda edição também consta da programação do FIQ 2013.

O livro conta a história do garoto Dev, que um dia, acorda com um buraco-negro na barriga, e, através disso, explora a vida e as relações entre os adolescentes. O álbum vem acompanhado de um CD com oito músicas compostas por Bruno Ito, para cada capítulo da história. A obra de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho chegou a ser indicada em cinco categorias no troféu HQMIX.

O festival

O traço como arte e ferramenta de comunicação de impacto imediato e sedutor. Conhecidos como a nona arte, os quadrinhos são celebrados em mais uma edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, evento promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, entre os dias 13 e 17 de novembro, na Serraria Souza Pinto.

Mais do que um evento, o FIQ se reafirma como uma grande celebração do gênero, trazendo para Belo Horizonte exposições, artistas de estilos bem distintos, debates, oficinas e estandes que dimensionam a diversidade que os quadrinhos alcançaram e o alto patamar que ocupam na cultura brasileira e internacional. A edição deste ano conta com o patrocínio da Oi.

Ao todo, 85 convidados da cena local e também de várias partes do Brasil e do mundo vão se reunir nesses cinco dias, atraindo para Belo Horizonte leitores, artistas e editores nacionais e internacionais. Sediado num espaço central e com fácil acesso por meio de transportes públicos, o FIQ tem programação integralmente gratuita, com entrada e saída livres.

Criado em 1999 e realizado a cada dois anos, o FIQ tem sido uma peça fundamental no processo de valorização e crescimento dos quadrinhos no Brasil. Como o maior evento do gênero no país, o festival é referência obrigatória para os quadrinistas e público, uma vez que apresenta um painel da produção contemporânea de quadrinhos no mundo e propicia o intercâmbio entre artistas e editores nacionais e internacionais.

“Belo Horizonte se orgulha de ser sede de um festival dessa envergadura sobre um tema tão envolvente como os quadrinhos. Nosso compromisso é melhorá-lo a cada edição. A tentativa da Fundação Municipal de Cultura para este ano é superar ainda mais o público da edição anterior, que ficou na casa de 150 mil pessoas. Para isso, o festival está sendo tratado com todo o zelo que merece. Será um belo evento”, avalia Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura.

As trocas e encontros que acontecem em função do festival também são motivo de orgulho para a organização. “O FIQ hoje, além de ser o maior festival do país em número de convidados e atrações, e também em longevidade, tem uma importância muito grande por ser um ponto referencial dos quadrinhos, aquele momento para o qual artistas e editores se mobilizam, preparam novas publicações e trocam ideias. Existe uma mobilização da cena que começa a acontecer muito tempo antes do festival”, destaca Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da Fundação Municipal de Cultura, que assina a curadoria geral do evento ao lado de Daniel Werneck.

Homenagem

Nesta sua 8ª edição, o FIQ traz no cerne de suas atividades a homenagem ao quadrinista Laerte Coutinho, figura de inegável importância na cena cultural e na produção de quadrinhos. “Já é uma tradição do festival homenagear um quadrinista brasileiro que tenha uma contribuição relevante para os quadrinhos no país. Fizemos o convite a ele no início de 2012 e anunciamos oficialmente a homenagem em maio do mesmo ano. Laerte é um quadrinista versátil, que vem produzindo desde os anos 1970, já publicou em revistas, jornais, livros e criou diversas histórias e personagens. Tem uma técnica admirável e mais do que isso, ele mostra que se reinventa o tempo todo como quadrinista e também como pessoa”, acrescenta Andrade.

Laerte vem a Belo Horizonte para o festival e vai participar de um bate-papo sobre seu trabalho, no dia 17 de novembro (domingo). Outra vertente da homenagem é a exposição sob curadoria de seu filho, o também quadrinista Rafael Coutinho.

Conheça a programação no site www.fiqbh.com.br