As atrações de HQ

11/11/2013 – 22:29h

Mais uma vez, Belo Horizonte vai ser a capital mundial de HQ, ao sediar o 8º Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ). Vai ser uma semana de intensa programação, totalmente gratuita, com 85 convidados e participação de renomados quadrinistas. De 13 a 17 de novembro, na Serraria Sousa Pinto.

O livro infantil “Cosmonauta Cosmo!”, 112 páginas, HQ de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, da Editora Miguilim, vai ter sessão de autógrafos, no dia 13, na programação do FIQ. Quem fala sobre a obra é Marcelo Naranjo, do Universo HQ:

“É uma história em quadrinhos sobre o dia em que o garoto Cosmo embarca numa aventura intergaláctica em busca de um alienígena com quem possa dividir um beliche e ensinar a saltar arcos flamejantes. O universo testemunha os desafios, surpresas e encontros extraordinários nos quais Cosmo e sua nave se embrenham enquanto o garoto procura, avidamente, por um melhor amigo. Curiosidade: toda a arte do álbum foi desenvolvida em software livre e a obra encontra-se sob uma licença Creative Commons.

Os quadrinhistas mineiros, autores do livro, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho são responsáveis pelo site Quadrinhos Rasos, que apresenta HQs feitas a partir de trechos de músicas, e também autores do álbum em quadrinhos “Achados e Perdidos”, lançado em 2011, e relançado pela Editora Miguilim, no ano passado. A segunda edição também consta da programação do FIQ 2013.

O livro conta a história do garoto Dev, que um dia, acorda com um buraco-negro na barriga, e, através disso, explora a vida e as relações entre os adolescentes. O álbum vem acompanhado de um CD com oito músicas compostas por Bruno Ito, para cada capítulo da história. A obra de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho chegou a ser indicada em cinco categorias no troféu HQMIX.

O festival

O traço como arte e ferramenta de comunicação de impacto imediato e sedutor. Conhecidos como a nona arte, os quadrinhos são celebrados em mais uma edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, evento promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, entre os dias 13 e 17 de novembro, na Serraria Souza Pinto.

Mais do que um evento, o FIQ se reafirma como uma grande celebração do gênero, trazendo para Belo Horizonte exposições, artistas de estilos bem distintos, debates, oficinas e estandes que dimensionam a diversidade que os quadrinhos alcançaram e o alto patamar que ocupam na cultura brasileira e internacional. A edição deste ano conta com o patrocínio da Oi.

Ao todo, 85 convidados da cena local e também de várias partes do Brasil e do mundo vão se reunir nesses cinco dias, atraindo para Belo Horizonte leitores, artistas e editores nacionais e internacionais. Sediado num espaço central e com fácil acesso por meio de transportes públicos, o FIQ tem programação integralmente gratuita, com entrada e saída livres.

Criado em 1999 e realizado a cada dois anos, o FIQ tem sido uma peça fundamental no processo de valorização e crescimento dos quadrinhos no Brasil. Como o maior evento do gênero no país, o festival é referência obrigatória para os quadrinistas e público, uma vez que apresenta um painel da produção contemporânea de quadrinhos no mundo e propicia o intercâmbio entre artistas e editores nacionais e internacionais.

“Belo Horizonte se orgulha de ser sede de um festival dessa envergadura sobre um tema tão envolvente como os quadrinhos. Nosso compromisso é melhorá-lo a cada edição. A tentativa da Fundação Municipal de Cultura para este ano é superar ainda mais o público da edição anterior, que ficou na casa de 150 mil pessoas. Para isso, o festival está sendo tratado com todo o zelo que merece. Será um belo evento”, avalia Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura.

As trocas e encontros que acontecem em função do festival também são motivo de orgulho para a organização. “O FIQ hoje, além de ser o maior festival do país em número de convidados e atrações, e também em longevidade, tem uma importância muito grande por ser um ponto referencial dos quadrinhos, aquele momento para o qual artistas e editores se mobilizam, preparam novas publicações e trocam ideias. Existe uma mobilização da cena que começa a acontecer muito tempo antes do festival”, destaca Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da Fundação Municipal de Cultura, que assina a curadoria geral do evento ao lado de Daniel Werneck.

Homenagem

Nesta sua 8ª edição, o FIQ traz no cerne de suas atividades a homenagem ao quadrinista Laerte Coutinho, figura de inegável importância na cena cultural e na produção de quadrinhos. “Já é uma tradição do festival homenagear um quadrinista brasileiro que tenha uma contribuição relevante para os quadrinhos no país. Fizemos o convite a ele no início de 2012 e anunciamos oficialmente a homenagem em maio do mesmo ano. Laerte é um quadrinista versátil, que vem produzindo desde os anos 1970, já publicou em revistas, jornais, livros e criou diversas histórias e personagens. Tem uma técnica admirável e mais do que isso, ele mostra que se reinventa o tempo todo como quadrinista e também como pessoa”, acrescenta Andrade.

Laerte vem a Belo Horizonte para o festival e vai participar de um bate-papo sobre seu trabalho, no dia 17 de novembro (domingo). Outra vertente da homenagem é a exposição sob curadoria de seu filho, o também quadrinista Rafael Coutinho.

Conheça a programação no site www.fiqbh.com.br