Vale a pena conhecer

25/11/2013 – 18:16h

Vou apresentar dois lançamentos recentes da Editora Quatro Cantos para este fim de ano: o livro de poemas “A menina que media as palavras”, de autoria de Luis Dolhnikoff e ilustrações de Guilherme Zamoner, e a história de “Ralf & Demi” escrita por Felipe Schuery e ilustrada por Clara Gavilan. Leia abaixo uma sinopse dos livros e corra para adquiri-los numa livraria ou, se preferir, na loja virtual da editora.

Uma história de almas gêmeas

Em “Ralf & Demi: uma história de duas metades”, Felipe Schuery constrói uma deliciosa interação entre o menino Ralf, que só é capaz de fazer metade das coisas, e Demi, uma garota que só consegue fazer a outra metade. O que pode acontecer se essas duas “caras–metades” se encontrarem? Será que juntos poderiam ficar completos? Afinal, somos mesmo todos assim, ninguém é bom em tudo. E será que se fôssemos, a vida seria assim tão interessante?

É isso que os pequenos leitores poderão descobrir nessa deliciosa e bem-humorada obra, delicadamente ilustrada com as lindas aquarelas de Clara Gavilan. Ótima leitura para crianças em início de alfabetização e pré-escolares, em leitura compartilhada com os adultos, que certamente também vão se identificar e se apaixonar por essa simpática duplinha de almas gêmeas.

A linguagem poética de Elvira

Em “A menina que media as palavras”, o poeta Luis Dolhnikoff constrói com poemas-diálogos uma cativante conversa entre a menina Elvira e seu amigo “coloridão, bonachão e grandalhão”.

Com grande beleza sonora e instigantes jogos de sentido, leva os pequenos leitores a descobrir a razão do nome das coisas, partindo da discrepância entre o tamanho delas e o tamanho das palavras que as designam – além de apresentar um olhar peculiar sobre os aspectos biológicos da turminha que habita este livro singular.

Para as ilustrações, contou com o extraordinário trabalho do premiado ilustrador Guilherme Zamoner, que materializa Elvira e seu amigo, além de todo um mundo habitado por seres e coisas que são, ao mesmo tempo, conhecidas e inusitadas. Para isso, abusa de detalhes e constrói cenas divertidas e curiosíssimas, repletas de intrincadas traquitanas. “A menina que media as palavras” proporciona às crianças um contato maravilhoso – e verdadeiramente raro – com a linguagem poética.