Bebês também podem ser leitores

30/1/2014 – 20:19h

A especialista Denise Guilherme, do site Leitura em Rede, indica alguns livros para serem lidos para os bebês. Segundo ela, quando uma família aguarda a chegada de um bebê todos se preparam de várias formas, mas…

“E os livros? Que lugar ocupam nessa espera? Que canções iremos cantar-lhes? Com que parlendas brincaremos com eles? Que histórias povoarão os seus sonhos? Que poemas os farão apreciar a sonoridade das palavras?
Os primeiros livros dos bebês são o corpo, o rosto e a voz de seus pais. Os gestos, a intencionalidade da ação e a musicalidade da língua com a qual seus familiares comunicam suas atividades diárias e as canções que aprenderam na infância, são as “palavras” que serão lidas, desde cedo, pelos pequenos.
 Receber uma nova vida também trata-se disso: regá-la com a ternura e o carinho que há na linguagem escrita e falada para que possa chegar ao nosso mundo com segurança e alegria.
Além do leite materno e preciso nutrir nossas crianças com palavras! E, assim como nos preocupamos em oferecer-lhes os melhores alimentos para que cresçam fortes e saudáveis, é importante que estejamos atentos também às obras lhes apresentam o mundo das palavras escritas. Daí a importância de sermos, de fato, presentes quando estamos juntos, de falarmos e cantarmos enquanto os tocamos e os acariciamos. Estas são as primeiras formas de aproximação das crianças com a leitura. Se juntarmos a isso o pretexto de ficarmos juntos para lermos bons livros, certamente, não estaremos formando apenas leitores, mas seres humanos melhores”.

Confira uma seleção de livros testados e aprovados por pais e bebês ouvidos pela equipe do site Leitura em Rede:

O livro Bruxa, bruxa venha à minha festa (Brinque-Book), de Arden Druce, tornou a autora conhecida no Brasil por ser adorado por leitores de todas as idades. Com uma longa experiência como bibliotecária para crianças, Arden criou essa história interativa e cíclica (o final nos remete ao começo novamente), que favorece a memorização e o reconto por leitores iniciantes. O texto repete um convite a vários personagens assustadores para uma festa e é nas ilustrações que o leitor pode dar asas à sua imaginação. Pat Ludlow conseguiu expressar nas imagens, que ocupam toda a página e são ricas em detalhes, personagens monstruosos do mundo das histórias que, surpreendentemente, encantam as crianças pequenas.

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Salada, saladinha (Moderna) é um livro que mistura parlendas, adivinhas e trava-línguas nesta coleção da Editora Moderna chamada “Na Panela do Mingau”. Se para o leitor adulto que já conhece esses textos é uma alegria poder revisitá-los, imaginem para o leitor iniciante que adentra numa atmosfera toda lúdica e estimulante. As letras em caixa alta e as páginas de um colorido muito vivo combinam desenhos que prezam pela simplicidade à brincadeira sonora, incitando à imaginação e ao erro como instrumento de prazer e aprendizado. Evidentemente, trata-se de uma leitura muito dinâmica e, por isso, combina com um ambiente em que a leitura seja dividida: ser alegre e rir junto com o outro é mais divertido do que sozinho! É um livro ideal para leitura em família, aproximando pais e filhos em um jogo que remete às brincadeiras sonoras que povoaram a infância de muitos de nós.

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Guido Van Genechten faz uma deliciosa brincadeira de descoberta nessa coleção dedicada aos pequenos. Por meio de um delicioso jogo de imagens, os leitores são desafiados a descobrir qual é o animal apresentado em cada uma das páginas. Ao desdobrar a cartolina, o animal da capa vai se transformando em quatro outros muito diferentes. O último tem 70 cm.
Por ter um formato divertido e apresentar imagens intrigantes e atraentes, a obra pode tornar-se um divertido brinquedo nas mãos daqueles que estão começando a descobrir o mundo. Do mesmo autor, a coleção ainda tem os livros É um gato?, É um ratinho? e  É um caracol? (Ed.Global).

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A casa sonolenta (Ática) faz parte da coleção Abracadabra que inclui outras obras consagradas da autora americana Audrey Wood e de seu marido, o ilustrador Don Wood, como O rei bigodeira e sua banheira e Os dez porquinhos. O livro apresenta um enredo acumulativo que encanta as crianças, através de repetições que dão um tom sonolento à leitura. A cada página, novos personagens aparecem para dormir na cama, até que uma pulga saltitante pica o rato e começa a acordar todos os outros. As ilustrações merecem destaque, pois as cores utilizadas se modificam de acordo com a atividade na casa: mais sombrias para o sono dos personagens e mais vivas para quando eles estão acordados.

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A primeira edição de A arca de Noé (Companhia das Letrinhas), do poeta carioca Vinicius de Moraes, foi publicada em 1970 e muito elogiada pela crítica. De lá para cá, os poemas já foram imortalizados em canções compostas por Toquinho e fazem parte do imaginário infantil de muitas gerações – prova de que se trata de um clássico. Dos 32 poemas que compõem o livro, 23 são dedicados aos bichos, incluindo os famosos “O pato” e “A foca”. Apresentados sob diferentes formatos, os textos ora trazem uma divertida conversa entre os animais, ora descrevem suas características e peripécias. As leves ilustrações em preto e branco são de Laurabeatriz e ocupam pequeno espaço nas páginas, primando pelo humor e delicadeza. Por fazer parte do repertório de leitura de muitas gerações, a obra pode ser uma deliciosa porta de ligação entre as infâncias de pais e filhos.

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Quem tem medo de seres assustadores? E de um grande monstro verde? As crianças que lerem este livro, com certeza, irão se assustar… O monstro é formado a cada página e parece horripilante. Mas isso tem de parar: você pode dizer basta, pode dizer “Vai embora, grande monstro verde!”. Será que ele vai? Ed Emberley, artista-ilustrador, conseguiu tratar de um dos temas que mais assuta as crianças, o medo de monstros, de maneira criativa e bela.

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O sapo Bocarrão (Companhia das Letrinhas) faz parte da mesma coleção que tem O porco narigudo e A girafa que cocoricava. É um divertido livro que encanta as crianças pelas dobraduras que saltam aos olhos e nos fazem reagir de diferentes formas. O sapo come moscas com sua boca imensa e sai perguntando aos outros animais o que eles comem, até encontrar um crocodilo enorme dizendo que come sapos de boca bem grande. No mesmo instante, Bocarrão fecha sua boca e pula no lago. O leitor infantil poderá interagir com o livro e desfrutar de ilustrações coloridas e cheias de vida.

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E como não poderíamos deixar de indicar, é preciso sempre apresentar aos leitores de todas as idades o universo maravilhoso dos contos de fadas. As páginas de Meu primeiro livro de contos de fadas, ricamente ilustradas e coloridas por Julie Downing, ajudam o leitor a entrar no universo do mundo maravilhoso dos contos de fadas. Histórias europeias tradicionais e amplamente conhecidas, como “Cinderela”, “Rapunzel”, “A Bela e a Fera”, mesclam-se a contos menos conhecidos do público brasileiro, como “A mulher do pescador” e “Diamantes e Sapos”. Os recontos de Mary Hofmann não são de um único autor e, ao final, apresenta-se, além de uma pequena biografia de cada escritor, a respectiva autoria de cada texto.

Oficina gratuita para narradores

29/1/2014 – 22:31h

A Casa da Leitura, em Laranjeiras através do PROLER/Fundação Biblioteca Nacional, oferece gratuitamente a Oficina de Verão de Contadores de Histórias. As inscrições ocorrem de 3 a 12 de fevereiro disponíveis em dois turnos: manhã (10 às 13) e tarde (14 às 17), no período de 17 a 21 de fevereiro de 2014.

Os participantes da oficina aprenderão a ouvir, contar, ler e ver. As narrativas e as diferentes práticas leitoras. O texto, a oralidade, as imagens e as escrituras. A ação, reação e interação dos contadores de histórias e seus públicos. A leitura em voz alta. A relação espacial e o corpo/voz. Dinâmicas de ação dramáticas, ilustradas por filmes de animação.

Ministrada pelo acreano Francisco Gregório Filho, onde foi Secretário de Cultura do Estado, que há 20 anos vem desenvolvendo oficinas de formação de contadores de histórias por todo o país. Autor de livros tanto para o público infanto-juvenil quanto para adultos, também escreveu artigos em jornais e revistas sobre práticas leitoras e ação de contar histórias e foi o primeiro coordenador do PROLER (1992-1996) e contribuiu na gestão de programas e projetos com as diferentes linguagens artísticas e a formação de leitores.

Casa da leitura – Rua Pereira as Silva, nº 86 – Laranjeiras – Rio de Janeiro

Fone (21) 2557-7437 e 2557-7458

Informações: casadaleitura.cursos@bn.br

Uma história comovente

27/1/2014 – 18:51h

O escritor Henrique Komatsu, nos envia a resenha da médica e psicoterapeuta, Cristiane Marino, autora do blog Mulheres em Círculo, sobre o seu livro digital “A menina que viu Deus”: é a história da menina Aletéia, que mora numa ilha com sua avó. Ela é uma menina muito esperta e imaginativa e começa a se perguntar se Deus existe. A avó vai lhe dando algumas respostas que não a satisfazem. Afinal, ela não consegue vê-lo… As duas então partem para uma aventura pela ilha para ver se O encontram.

A médica achou muito interessante o autor ter escolhido este nome para sua personagem, pois Aletéia em grego quer dizer Verdade… Segundo ela, a história é delicada, cheia de sutilezas, como a diferença quanto à passagem do tempo: a criança anseia chegar o mais rápido possível. Já a avó percorre o caminho sem pressa, apreciando ao máximo a paisagem. Nesse caminho, vão encontrando surpresas e respostas para as coisas realmente importantes da vida.

Cristiane Marino ainda destaca as ilustrações com cores vivas e traços fortes, como se fossem feitas pela própria Aletéia. “Um belo livro, com muitas mensagens… para ler e reler várias vezes”.

É preciso acrescentar uma informação: a história “A menina que viu Deus” foi adaptada para teatro por Márcio Miranda, fundador do grupo mineiro Terno de Teatro, e é encenada através de bonecos.

A versão digital e pode ser obtida gratuitamente aqui.

A maior feira de literatura infantil

23/1/2014 – 20:48h

A Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, Itália, que vai acontecer de 24 a 27/3, terá como país homenageado o Brasil, a exemplo da Feira de Frankfurt, que aconteceu em outubro do ano passado.

O projeto Brazilian Publishers, uma parceria da Câmara Brasileira do Livro e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), estará em Bolonha com 28 editoras associadas em um espaço coletivo de 192 m².  Será uma oportunidade para as editoras fortalecerem suas redes de contatos, fecharem novos negócios com a compra e venda de direitos autorais e conhecerem as tendências do setor.

As editoras participantes são: Elementar, Dedo de Prosa, Girassol, Companhia das Letras, Edições Escala Educacional  e Editora Lafonte, FTD, Pallas, Cosac Naify, Cortez, Dash Editora, Solisluna, Editora Original (Panda Books), Globo Livros, Jujuba Editora, Edições SM, Ática, Scipione, Positivo, Todo livro Distribuidora, Rideel, Callis, Melhoramentos, Autores Associados, Mar de Ideias, DSOP, Mauricio de Sousa, Fama e Editora Napoleão.

Ilustradores selecionados

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) responsável pelo incentivo à literatura brasileira no exterior, juntamente a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNJIL), Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores e Câmara Brasileira do Livro divulgam os nomes dos cinquenta e cinco ilustradores que vão representar o Brasil, o país homenageado, na Feira de Bolonha, na Brazil: Countless Threads, Countless Tales.

Vinculada ao MinC, a FBN desenvolve programas para incentivar a literatura brasileira no exterior, tal como, o incentivo a tradução de autores brasileiros, para ampliar a difusão da produção editorial verde-e-amarela no cenário intelectual internacional.

Os critérios de seleção que contemplou os ilustradores foram: originalidade da ilustração, qualidade estética, diversidade e pluralidade, premiações no Brasil, equilíbrio entre autores consagrados e a nova produção, variedade de gênero e adequação do tema à faixa etária do leitor, que estejam ativos no mercado editorial cuja qualidade da obra fora atestada pela qualidade e premiações.

A lista dos selecionados é esta: Alcy Linares, Ale Abreu, André Neves, Andrés Sandoval, Angela Lago, Cárcamo,  Caulos, Ciça Fitipaldi, Cláudio Martins, Daniel Bueno, Eduardo Albini, Eliardo França, Elizabeth Teixeira, Elma, Eva Furnari, Fernando Vilela, Geraldo Valério, Gilles Eduar, Graça Lima, Grupo Matizes Dumont, Guazzelli, Guto Lacaz, GutoLins, Helena Alexandrino, Ivan Zigg, Jean-Claude  Alphen, Jô Oliveira, Laura Beatriz, Laurent Cardon, Lelis, Luiz Maia, Manu Maltez, Marcelo Cipis, Marcelo Pimentel, Marcelo Xavier, Maria Eugênia, Mariana Massarani, Marilda Castanha, Maurício Negro, Nelson Cruz, Odilon Moraes, Regina Rennó, Renato Alarcão, Renato Moriconi, Ricardo Azevedo, Roger Mello, Rogério Borges, Rosinha, Rui de Oliveira, Salmo Dansa, Suppa, Taísa Borges, Walter Lara, Ziraldo.

Acompanhe a programação pelo site: http://www.bookfair.bolognafiere.it/home/878.html.

Prêmio de literatura

22/1/2014 – 20:48h

Estão abertas até o dia 3 de março, as inscrições para o 2º Prêmio Brasília de Literatura. A premiação faz parte do cronograma da II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que será realizada na Praça Três Poderes, no período de 12 a 21 de abril. O prêmio prevê distribuição de R$ 320 mil aos vencedores de oito categorias.

Nesta segunda edição do prêmio, serão contemplados os gêneros Biografia, Conto, Crônica, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance e Reportagem. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 30 mil e o troféu Prêmio Brasília de Literatura. O segundo lugar ficará com uma premiação de R$ 10 mil, além do troféu.

Podem concorrer apenas obras publicadas em 1ª edição no Brasil, entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2013, escritas originalmente em português.

As inscrições poderão ser feitas tanto por autores quanto por seus representantes legais.

Mais informações no Site da Bienal

“Horta em casa, vida saudável”

20/1/2014 – 19:43h

A Revista em formato de histórias em quadrinhos “Planeta Azul” elegeu um tema para 2014: “Horta em casa, vida saudável”. Todas as edições do ano vão ser criadas em cima da agricultura natural e os personagens vão ensinar às crianças o valor dos alimentos puros, produzidos sem agrotóxicos, e incentivá-las para praticarem a horta caseira.

A Revista Planeta Azul integra um projeto educacional e é publicada em oito edições correspondentes aos meses do ano letivo. Cada uma é produzida a partir de histórias verídicas vividas pelos alunos em sala de aula, em suas famílias ou na sociedade e adaptadas aos personagens da Turma do Planeta Azul.

As experiências vivenciadas pelos alunos chegam à redação da revista por meio de cartas enviadas para os personagens e através de acompanhamento e/ou visitas nas escolas. Aquelas que se encaixam dentro da proposta anual, são transformadas em roteiros, produzidas em novas histórias e assim publicadas nas respectivas edições.

Por essa razão _ explica o coordenador Miguel Angelo Lopes _ é importante que o professor fique atento à prática dos alunos e ainda, dentro do possível, os incentivem na elaboração do roteiro da história. Este exercício favorece estímulos cognitivos, o raciocínio lógico-operatório, a estrutura do pensamento, desenvolvendo o ensino-aprendizagem, auxiliando na linguagem oral e escrita, compreensão de texto, vocabulário, interesse pela leitura, entre outros.

A redação da revista fica em São Paulo e o telefone é (11) 5087-5098. Em Belo Horizonte, o escritório funciona na Rua Ouro Preto, 756. Fone: 3292-2036.

Na internet: www.planetaazul.com.br

A escolha de um bom livro

18/1/2014 – 20:22h

Divulgamos dicas que auxiliam a escolher e comprar um livro infantil. Ou simplesmente pegá-lo emprestado numa biblioteca pública. As dicas foram preparadas pelo site Educar para Crescer sobre “Como ensinar que ler é um prazer”.

Como escolher um livro para seu filho

Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão. “Para conquistar os pequenos leitores, é preciso recomendar livros pelos quais eles se interessem. Tomando o cuidado, claro, de escolher obras que proponham algum tipo de reflexão e que sejam bem escritas”, diz Ana Elvira Casadei Iorio, professora do Colégio São Luís, de São Paulo (SP).

Cuidado para não forçar a barra; nunca obrigue a leitura nem indique obras impróprias para a sua faixa etária. “Se começarmos exigindo que eles leiam livros mais sérios e pesados, podemos perder o leitor”, completa a professora. Compartilhar uma história já é uma forma de leitura. “O fato de a criança ainda não saber ler convencionalmente não significa que não possa presenciar das mais variadas situações de leitura”, explica Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP). Nesta situação, o adulto é um mediador entre a criança e o livro, ou seja, é ele quem lê para ela, de preferência com entonação e emoção. “Neste momento, o que interessa é o prazer pela leitura e o afeto que envolve o momento”, reforça Clélia Cortez.

Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros. “Desde pequenas, as crianças devem se sentir motivadas a ler. Elas precisam perceber a leitura como um desafio interessante e prazeroso”, completa Clélia Cortez.

É importante atentar para a adequação entre a idade da criança e a faixa etária indicada no próprio livro. Indicações de parentes, amigos e principalmente, educadores, ajudam e muito. É válido considerar também os temas que interessam mais aos pequenos leitores.

Outro aspecto fundamental é apresentar às crianças narrativas simples, porém ricas. Afinal os textos precisam ter vocabulário acessível, mas não podem subestimar o pequeno leitor.

“Embora possa ser menor, a narrativa tem uma riqueza na construção da linguagem, até porque as crianças dessa idade estão em processo de construção da oralidade e precisam ter boas referências. A linguagem está relacionada com o pensamento, por isso a importância de oferecer ricas narrativas”, diz Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).

Como escolher um livro para adolescentes

Para os mais velhos, vale a pluralidade de gêneros literários e finalidades – livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais eles se identifiquem. O principal é, de novo, que tragam boas referências. “É nessa fase que os alunos estão começando a produzir seus próprios textos”, diz a Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP).

Como diferenciar um livro bom de um ruim

Em tese, toda leitura é bem-vinda. Ter contato com obras de diferentes estilos é fundamental. “Livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais as crianças se identifiquem”, afirma Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP). Por isso, não há problemas em ler com interesse – compulsão, até – best-sellers como Crepúsculo ou Harry Potter. Mas os pais têm obrigação de intermediar o contato do filho com outras experiências literárias. “A orientação de um leitor mais experiente é muito importante”, diz Neusa Sallai, professora do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP).

Eu não tenho dinheiro para comprar livros. O que faço?

Para quem não compra livros porque são caros, é hora de abandonar a desculpa: a maioria dos brasileiros não precisa, necessariamente, gastar aos montes nas livrarias. Segundo dados do IBGE, 85% dos nossos municípios possuem bibliotecas públicas e bem equipadas. Acostume-se a frequentá-las com o seu filho e mostre quanta coisa interessante ele pode descobrir com os livros.

Como pais motivam crianças para leitura

17/1/2014 – 19:49h

As principais dúvidas dos pais e orientadores sobre o incentivo dos filhos para os livros e a leitura são respondidas neste tutorial “Como ensinar que ler é um prazer” elaborado pelo site Educar para Crescer. São dicas aplicadas às crianças que estão nas escolas e às que ainda não foram alfabetizadas.

Por que é importante que você leia para o seu filho

Antes de mais nada, porque isso vai estreitar o vínculo familiar… Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela. Quem não se lembra da cena do filme “ET – O Extraterrestre” em que a mãe lê “Peter Pan”, clássico de James M. Barrie, para a pequena Drew Barrymore: “Se você acredita em fadas, bata palmas!”. E as duas batem palmas animadamente. Só Spielberg para mostrar tão bem esse momento de intimidade e alegria em família.

Quanto tempo você deve ler para seu filho

Nos Estados Unidos, são muitas as campanhas pró-leitura. Uma delas, da Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation), que reúne instituições voltadas à disseminação da leitura, tem um slogan que diz muito em poucas palavras: “Leia com uma criança. São os 20 minutos mais importantes de seu dia”. Ou seja, não é preciso ler por muito tempo, mas é importante inserir a leitura na rotina da criança e da família.

Como deve ser a leitura para crianças pré-alfabéticas

Compartilhar uma história já é uma forma de leitura. “O fato de a criança ainda não saber ler convencionalmente não significa que não possa presenciar das mais variadas situações de leitura”, explica Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP). Nesta situação, o adulto é um mediador entre a criança e o livro, ou seja, é ele quem lê para ela, de preferência com entonação e emoção. “Neste momento, o que interessa é o prazer pela leitura e o afeto que envolve o momento”, reforça Clélia Cortez.

Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros. “Desde pequenas, as crianças devem se sentir motivadas a ler. Elas precisam perceber a leitura como um desafio interessante e prazeroso”, completa Clélia Cortez.

É importante que você mesmo leia

Sim, pois o hábito da leitura é contagiante. Se os pais, volta e meia, ficam quietinhos, mergulhados num bom livro, a criança com certeza receberá a mensagem: ler é gostoso. Por isso, dê o bom exemplo. A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, publicada pelo Instituto Pró-Livro em 2009, indica que, 55% dos entrevistados que não lêem nunca viram os pais lendo e 86% nunca foram presenteados com livros na infância. Precisamos mudar isso!

Quer que seu filho leia mais?

Então, faça o mesmo e comece a substituir alguns momentos em frente à TV pela leitura.

Sempre que estiver lendo um jornal, chame seu filho para ver algo interessante que você encontrou. Pode ser uma tirinha engraçada, uma imagem ou uma notícia do interesse dele.

Não sabe que programas fazer com as crianças? Frequente livrarias. Deixe seus filhos folhearem os livros, leia histórias para eles e, quando possível, leve algum para casa. E, mesmo que você possa, não compre muitos num só dia. Procure manter o hábito de voltar lá outras vezes e levar um por vez.

Quantos livros a criança deve ler por ano

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, que tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a média chega a cinco livros anuais. Que tal acompanhar o ritmo dos ingleses ou, até mesmo, superá-lo?

A leitura ajuda a aumentar o vocabulário

Sim, a leitura ajuda a aumentar o vocabulário, pois familiariza a criança com a palavra escrita e, de quebra, ajuda a fixar a grafia correta das palavras e a construção harmônica das frases. Textos com estrutura de repetição costumam ser muito apreciados pelas crianças. São fáceis de memorizar e ainda possibilitam a identificação das palavras repetidas, o que é importante para a alfabetização. “Ao acompanhar a leitura das palavras de um livro, a criança, mesmo que ainda não seja alfabetizada, vai sendo introduzida no mundo das letras”, afirma Célia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).

Ler é um prazer

15/1/2014 – 20:07h

O especial preparado pelo site Educar para Crescer “Como ensinar que ler é um prazer” visa orientar os pais a motivar seus filhos para a leitura. São sugestões simples, porém, com resultados surpreendentes.

1- Quando começar a ler para seu filho

O quanto antes. As pesquisas mostram que quem começa a ler cedo tem mais chances de se tornar um leitor assíduo. Mostram também que o contato com narrativas melhora o futuro desempenho da criança. Por isso, leia ou conte as histórias que você conhece para seu filho desde bebê. É importante usar a entonação e a emoção.

2-Como incentivar seu filho a ler

Pequenos passos, como deixar os livros ao alcance das mãos e ler pelo menos 20 minutos por dia fazem toda a diferença.
Dê o exemplo e leia você também. É bom para você e excelente para seu filho, que seguirá seu modelo naturalmente.

Deixe os livros à mão para ele folhear e inventar histórias. Livros têm de ser vividos, usados; não podem parecer objetos sagrados.

Reserve um horário para a leitura e transforme em um momento de prazer. Aconchegue-se com seu filho, leia para ele, mostrando as palavras. Quando ele crescer, ajude-o na leitura.

Frequente livrarias e bibliotecas. Dê livros, gibis ou revistas de presente.

Comente sempre o livro com ele. Incentive-o a falar da história e contá-la para outras pessoas.

Empreste livros para os amiguinhos dele. Estimule a troca e as conversas.

Estimule atividades que usem a leitura: jogos, receitas, mapas.

Como ensinar que ler é um prazer

14/1/2014- 19:26h

Aqui vão algumas dicas para os pais que desejam incentivar o filho a ler e, mais ainda, desabrochar o interesse pelos livros. Acompanhe este especial produzido pelo site Educar para Crescer.

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral.

“Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores”, diz Márcia Tim, professora de literatura.

Ler é um hábito poderoso que nos faz conhecer mundos e ideias. Descubra a importância da leitura para todas as idades.

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero?

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Então, o que está esperando? Veja as nossas dicas e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece. Hoje, vamos apresentar algumas referentes aos benefícios da leitura. Mas fique atento às próximas dicas, que serão apresentas no blog a partir desta semana.

Dica 1 – Quais são os benefícios da leitura

Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:

Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo.

Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.

Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.

Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos

Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias…

Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.

Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.

Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.