Contadores fazem história no Rio

A atriz e narradora Bia Bedran foi homenageada pela curadora do evento, Benita Prieto, e recebeu de Júlio Diniz o Troféu Sinhá Olímpia - Foto: Divulgação FB

8/2/2014 – 21:02h

O 12º Simpósio Internacional de Contadores de História, com sucesso, encerra, neste domingo, sua programação de quatro dias de atividades (6 a 9/2), no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, Rio de Janeiro. O objetivo do evento, que vem sendo realizado anualmente, é o de disseminar a tradição de contar histórias, formar plateias e incentivar a leitura. A partir de 2014 passa a incorporar o nome Histórias sem Fronteiras. Segundo a idealizadora do evento, criado em 2002, Benita Prieto, o simpósio promoveu mesas-redondas, oficinas e apresentações para o público, em geral, além de dar formação continuada a professores da rede municipal, além da troca de experiência para os contadores de história.

“O movimento de contação de histórias está bastante desenvolvido pelo Brasil – muitas coisas vem acontecendo, muitas redes estão se formando, está tudo correndo bem. A atividade está ligada a bibliotecas e universidades. Existem instituições, mas também coisas de governo, ações que se desenvolvem dentro das escolas, muita coisa acontecendo”, detalhou.

A  profissionalização do setor aumentou nas últimas décadas, diz a atriz e contadora de história Alicce Oliveira. “Contador de história sempre existiu, mas, nessa categoria profissional, o contador de história, o narrador de história profissional, que trabalha somente com a questão da mediação de leitura, com o incentivo à leitura, que participa de discussões, de políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura, trabalha com a área de educação, e isso vem, a cada dia, dando força para a categoria.”

Ela destaca que professores, pais e mães e até mesmo crianças são contadores. A categoria da nova narração oral vem se firmando no Brasil de uns 20 anos para cá, principalmente na área da educação, ressaltou a atriz. “A contação de histórias vem se tornando um hábito dentro de sala de aula – é um recurso lúdico de motivação à leitura, uma forma diferenciada de trabalhar a leitura e o livro dentro de sala de aula.”

Além de brasileiros, participaram do evento contadores de história da Argentina, da Colômbia, de Cuba, de Portugal e da Espanha.

De acordo com Benita Prieto, que também é curadora do simpósio, este ano a homenageada com o troféu Sinhá Olímpia foi a escritora, cantora, compositora e contadora de histórias Bia Bedran. Benita diz que compartilha com a homenageada o entendimento de que os contadores de história também são promotores da leitura. Na abertura, Bia Bedran apresentará  o espetáculoA Roda de Samba do Caraminguá e Outras Histórias Mais”.

O Histórias sem Fronteiras começou com o lançamento do livro digital “Mínimos Contos”, e-book que traz os 30 vencedores do concurso que propôs a criação de histórias de suspense com até 140 caracteres. Durante a programação foram realizadas oficinas e debates. No fim de semana, 40 grupos se revezaram na Maratona de Contos, com 24 horas de atividades ininterruptas, das 18h de sábado (8) às 18h de domingo (9).

Fonte: Agência Brasil

A formação do contador de histórias foi o tema da conversa entre Celso Sisto (dir.), Ana Griott (ao centro) e Rosana Mont'Alverne (esq.). O bate papo teve a mediação de Júlio Diniz - Foto: Divulgação FB

Mais uma pesquisa incentiva a leitura

7/2/2014 – 21:33h

Seis minutos. Esta é a média de tempo que cada brasileiro dedica-se à leitura por dia. O dado é de um estudo piloto feito no ano passado pelo IBGE, no qual foram ouvidas mais de 5 mil pessoas. A conclusão ainda é mais preocupante se comparada ao período diário que o brasileiro passa em frente à TV: duas horas e trinta e cinco minutos. De acordo com uma pesquisa do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos, a dedicação diária à leitura por lá ocupa 31 minutos nos dias de semana. O caminho dos brasileiros ainda é longo para atingir esta estatística. E com o intuito de encurtá-lo, uma aluna de Pedagogia da Estácio Zona Norte realizou um estudo sobre como incentivar esse hábito desde cedo.

Intitulado “Literatura infantil: contribuições para o desenvolvimento da criança na educação infantil”, o trabalho da pedagoga Eliane Reis ressalta a importância da literatura para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças na Educação Infantil, período escolar compreendido normalmente entre zero e seis anos de idade. Para a realização do estudo, a aluna fez uma extensa pesquisa bibliográfica a partir de conceituados autores da literatura infanto-juvenil, como Nelly Novaes Coelho e Marisa Lajolo. O trabalho também tomou por base o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI), documento elaborado MEC.

“Pesquisas e estudiosos comprovam que a criança que não desenvolve o hábito de ler ainda cedo possivelmente será um adolescente com dificuldades na aprendizagem e essas dificuldades serão levadas para sua vida adulta”, comenta a pedagoga. Ela afirma que os livros infantis são um importante recurso para que as crianças comecem a ter interesse pelos estudos desde muito cedo. “São ferramentas que contribuirão de forma positiva para o processo de aprendizagem, bem como ao desenvolvimento do seu vocabulário, raciocínio lógico, imaginação e criatividade”, explica a autora do trabalho.

Para a aluna da Estácio Zona Norte, além da escola, os pais têm um papel fundamental para que os pequenos desenvolvam o gosto pela leitura. “Ler para os filhos, apresentar bons livros, com gravuras e cores para que a criança possa fazer sua própria leitura, além de se divertir, são meios que certamente contribuem para a formação do futuro leitor”, esclarece. Segundo a pedagoga, o importante não é somente optar por uma obra consagrada, mas que seja divertida e ao mesmo tempo instrua a criança de alguma forma.

“É bom também que o adulto estimule a imaginação dos pequenos, fazendo-os contar ou recontar a história de acordo com a sua imaginação” completa. Durante a elaboração do trabalho acadêmico, a então estudante de Pedagogia teve a oportunidade de colocar em prática suas conclusões e constatar os resultados positivos, através de oficinas de alfabetização e literatura voltadas para crianças com dificuldades de aprendizagem na Escola Municipal Primeiro de Maio, localizada em Igapó.

No trabalho prático realizado junto ao Projeto “Mais Educação”, do Governo Federal, durante oficinas desenvolvidas no período da manhã e tarde, várias atividades relacionadas à leitura foram desenvolvidas com as crianças. Entre elas, contação de histórias em rodas, trabalhos com fantoches e encenações que permitiam um trabalho de alfabetizar divertindo. “A escola contava com um acervo de livros de diferentes gêneros que possibilitavam o envolvimento das crianças no mundo literário, além do suporte e incentivo dos gestores. Através do projeto, foi observado (por meio de acompanhamento e análise do corpo docente) um rendimento maior dos alunos e avanço em relação à leitura e escrita”, completa Eliane Reis.

Fonte: Jornal Tribuna do Norte

Cães auxiliam projeto de leitura

5/2/2014 – 19:59h

A famosa cidade portuguesa de Silves está experimentando um projeto de incentivo à leitura, no mínimo, inovadora. O projeto chama-se «L.E.R. Cãofiante» e pretende ajudar um grupo controlado de estudantes de uma turma de 3.º ano a superar suas dificuldades ao nível das competências leitoras com a ajuda de ouvintes atentos e facilitadores do processo terapêutico: os cães.

Tudo foi inspirado no programa «R.E.A.D.» que já foi adotado em inúmeras escolas dos Estados Unidos, Canadá e em alguns países europeus com algum grau de sucesso.

Neste caso, os «amigos caninos» funcionam como um estímulo multissensorial, que fomenta a atenção, a concentração e a cooperação das crianças nas tarefas propostas, contribuindo para elevar a expectativa das crianças relativamente à sua capacidade para superar dificuldades e aumentar a sua autoestima.

Mais tarde será lançada a segunda fase do projeto chamada «L.E.R. Livros em Roda».  Vai ser criada uma biblioteca de turma, que servirá de base à implementação diária de dinâmicas de leitura em sala de aula, dinamizadas pela professora, junto com atividades de leitura para casa, que serão coordenadas com as famílias das crianças.

Novidades do Adobe Digital Edition

Versão 3.0 suporta as plataformas Windows e OsX

4/2/2014 – 20:31h

Foi lançada a versão 3.0 do Adobe Digital Edition (ADE), o mais difuso e conhecido software leitor de ePub. Você pode baixar a nova versão aqui tanto para Windows quanto para OsX. Mesmo sendo o mais conhecido e usado é um dos mais lentos na evolução.  De fato as mudanças na versão foram poucas, mas significativas.

Novo DRM, mais seguro

Não sei sinceramente se estávamos precisando disso. Mas, enfim, o sistema DRM da Adobe é o mais usado (e um dos mais falhos). A Adobe está trabalhando para tentar melhorar este cenário e a nova versão do DRM visa deixar a proteção contra cópia mais robusta.

Melhor suporte para layout vertical

Está aí uma funcionalidade do ADE bem pouco conhecida pelos ocidentais, enquanto permite a visualização de eBooks em língua japonesa ou chinesa que precisam de uma disposição vertical do texto.

Melhor suporte ao CSS 2.1

Para os mais leigos, pode parecer uma afirmação estranha, mas se isto for verdade é um passo muito importante na evolução do suporte às funcionalidades do ePub e do ePub3, pois permite um design mais preciso e um melhor controle do nosso texto usando as características da especificação CSS 2.1.

Vamos ver o que podemos fazer agora com o ADE

– Suporte à propriedade “position”

Esta é uma boa novidade,e pois abre as portas ao formato Layout Fixo. Com esta propriedade podemos posicionar um determinado objeto, box ou texto em um posição precisa usando valores fixos em pixel. É um recurso usado para a criação de eBooks com Layout Fixo. Nos eBooks normais é algo a ser usado com muita cautela!

– Suporte à propriedade z-index

Outra novidade que permite o controle do layout no ePub com Layout fixo. Com esta propriedade do CSS podemos definir a posição em primeiro plano ou segundo plano de um objeto. Lembram de quanto eu já disse que não era possível usar imagens de fundo e que era necessário evitar este recurso? Bem, continuem evitando o uso, mas se o código é bem feito é possível criar efeitos agradáveis!

Foto com legenda (texto com fundo branco) sobre a imagem, usando o recurso da posição fixa combinada com o z-index

– Melhorado o suporte à propriedade Float

Outra característica que irá ajudar a melhorar o design dos nossos eBooks.

Conclusão

Muitas coisas poderiam ter melhorado, eu sei. Atualmente o ADE pode abrir um arquivo no formato ePub3 e  suporta alguma características deste formato, ainda que de maneira muito limitada. Obviamente o que mais sentimos falta é a ausência do suporte à multimídia, vídeo e áudio, mas precisamos considerar que o número de eBook distribuídos com estas características é ainda muito limitado.
O ADE irá suportar estas características de multimídia quando atualizar o suporte ao ePub3 e acredito que seja esta a direção visto que o software principal da Adobe, o Indesign, já está fazendo passos grandes nesta direção.

Fonte: Eduardo Melo – Simplíssimo

McDondalds inicia campanha de doação

2/2/2014 – 20:36h

Este ano, a rede de fast foods vai distribuir 10 milhões de livros de autores brasileiros na América Latina.

O McDonalds quer se transformar, em 2014, na maior rede de livrarias do Brasil. Isso mesmo. Você não leu errado… Em fevereiro, a rede de fast foods vai dar livros infantis na compra do McLanche Feliz. A campanha, que acontece em toda a América Latina, promete distribuir 10 milhões de exemplares em 2014. De acordo com Hélio Muniz, diretor de comunicação para o Brasil, 50% disso ficará nas mais de 700 lojas do McDonalds espalhadas em 159 municípios de todos os estados da federação. “Estamos muito felizes em usar a nossa grande capilaridade para estimular o hábito de leitura entre as famílias”, comemora o diretor.

A edição ficou por conta da Planeta. “Procuramos uma editora que tivesse a capacidade de chegar em diversos países da América Latina e, nesse sentido, a Planeta foi a parceira mais adequada”, comentou Muniz.

A campanha será feita em dois rounds. O primeiro, marcado para começar em 25 de fevereiro, vai distribuir seis títulos de autores nacionais. Encabeçando o time, Ana Maria Machado, com o inédito “De noite no bosque”, que conta uma história que mistura vários clássicos infantis contados por dois irmãos. Dois poemas (“A Casa” e “O Pato”) de Vinícius de Morais musicados pelo Poetinha e por Toquinho no álbum Arca de Noé estão em outro título da coleção. Caio Ritter (com “Menino Qualquer”), Lalau (“Você pergunta, a poesia responde”), Márcio Vassallo (“A voz da minha mãe”), Leticia Wierzchowski e Marcelo Pires (“O farol e o vaga-lume”) completam a coleção.

Essa não é a primeira vez que o McDonalds dá livros a seus clientes. Em novembro de 2013, a uma campanha distribuiu livros nas áreas de ciências e física, mas que, de acordo com Isabela Almeida, gerente de marketing da empresa no Brasil, não teve o alcance que terá agora. “Essa é a primeira vez que fazemos essa campanha de livros exclusivamente com autores brasileiros. A gente entendeu que era hora de trazer uma nova edição com livros mais lúdicos, escritos por escritores que já têm a linguagem do universo infantil”, comentou Isabela. Além do texto, os exemplares trazem atividades e uma cartela de stickers que permite que os leitores recontem as histórias lidas no livro. Em novembro, será feita uma nova campanha.

Em nível mundial, essa onda de dar livros na compra de lanches do McDonalds começou na Europa, há dois anos. A ideia é que se torne uma campanha sazonal, mas permanente no Brasil. No período da campanha, o McDonalds estuda levar contadores de histórias e autores para sessões de autógrafos nas suas lojas. “Se a gente fizer que uma criança saia das nossas lojas com um livro e compartilhe com um amiguinho, teremos a nossa missão cumprida”, comentou Daniel Arantes, diretor de planejamento de marketing para América Latina da companhia. “Dizem que poesia não enche barriga, mas enche a alma… Nossos clientes vão poder sair dos nossos restaurantes com a barriga e alma cheias agora”, finalizou Arantes.

É política do McDonalds vender os brindes do McLanche Feliz, independente da compra do kit. Pais e crianças que quiserem adquirir um exemplar terão que desembolsar R$ 9,50.

Fonte: Publishnews