Livros sobre história afro-brasileira

31/3/2014 – 19:40h

O Ministério da Educação lançou os livros “Síntese da coleção História Geral da África e História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil”. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC com a Unesco no Brasil no âmbito da lei nº 10.639 de 2003, que determina a inclusão de conteúdos sobre a história da cultura afro-brasileira e africana na educação básica nos sistemas de ensino.

Durante as comemorações do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em 21 de março, o ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que é preciso investir mais em ações concretas na luta contra o preconceito. Segundo ele, o lançamento desses dois volumes pedagógicos representa um grande legado para o país. Serão distribuídos inicialmente 86 mil livros para as escolas da rede pública. A intenção é que esse material sirva de subsídio para os professores em sala de aula. O MEC ainda estuda ampliar a oferta de livros para o ensino fundamental e médio.

Incentivo à cultura

A segunda edição do Festival Curta Histórias é outra iniciativa lançada pelo Ministério. Esta é uma premiação voltada aos alunos matriculados na educação básica da rede pública de ensino de todo o país. O tema deste ano é personalidades negras. Cada escola poderá inscrever apenas um vídeo, produzido por uma equipe formada por um professor ou educador responsável e até cinco alunos.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Macaé Evaristo, reforçou a necessidade de ações que ajudem a engajar os jovens brasileiros. “Queremos dar voz à juventude, porque temos certeza que eles têm muito a dizer”, afirmou. Esta iniciativa visa incentivar novos talentos e estimular o desenvolvimento das atividades pedagógicas e audiovisuais de cunho cultural e educativo em escolas públicas brasileiras.

Download – História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil: http://goo.gl/lqTo7U

Fonte: Ascom Mec

Muitos jeitos de contar histórias

27/3/2014 – 21:17h

Editora Miguilim apresenta o segundo livro infantojuvenil da escritora Mônica de Aquino. Ilustrado por Nelson Tunes, “Muitos jeitos de contar uma história” será lançado no sábado, a partir das 11h, na Livraria Quixote, na Savassi.

Mônica de Aquino e Nelson Tunes contam a história de um passarinho

A Editora Miguilim promove o lançamento do livro “Muitos jeitos de contar uma história”, da escritora e poeta Mônica de Aquino, com ilustrações de Nelson Tunes. O livro – o segundo da autora voltado para o público infantojuvenil, após Fio da Memória (2012) – conta a história de um passarinho que, a partir de suas experiências com o ambiente, objetos, instrumentos musicais e outros bichos, constrói seu próprio jeito de cantar e ser feliz. O evento acontece no dia 29 de março, sábado, a partir das 11h, na Livraria Quixote, na Savassi, Rua Fernandes Tourinho, 274, em Belo Horizonte, com entrada franca.

Como o próprio nome do livro sugere, o processo de criação da obra aconteceu de maneira incomum: Mônica criou o texto a partir das mais de 40 ilustrações feitas por Nelson. “No lugar de me debruçar sobre os desenhos e forçar a escrita, procurei conviver com eles, espalhei na cama, olhava, mudava a sequência, ia fazer outras coisas… foi um processo, essencialmente, poético. Além disso, foi minha primeira experiência literária em que o narrador está mais presente, talvez, por esse convívio, que me fez ir conhecendo o personagem. Escrever por encomenda é um exercício importante, porque nos leva a contar histórias além das nossas referências. Com certeza, a história do Passarinho não apareceria se o processo criativo não tivesse sido construído dessa forma”, destaca ela.

Sobre os desenhos de pássaros, Nelson Tunes conta que, ao longo de sua vida, sempre esteve rodeado de natureza e animais. Além disso, o traço do artista – que desta vez desenhou com lápis de cor, já que vem sendo reconhecido pelas ilustrações feitas com vinil pintado à mão – revelou a influência da arquitetura nos desenhos encomendados pela Editora Miguilim, especialmente dos estilos barroco, neoclássico e eclético.

Nascido numa família de artistas de ascendência portuguesa, Nelson Tunes é um artista plástico e ilustrador belo-horizontino reconhecido pelos trabalhos em vinil pintado à mão, como nos livros Pingo D’Água (2011), de Eliana Sant’ana, e O abraço das cores (2013), de Rosa Maria Miguel Fontes, ambos editados pela Miguilim. A editora, através do diretor Alexandre Machado, foi responsável por apresentar ao artista o universo dos desenhos na literatura infantojuvenil. As ilustrações a lápis de cor presentes no livro foram resgatadas das lembranças do seu pai, quem ele frequentemente observava desenhar.

Nesse processo invertido de construção da narrativa, Mônica de Aquino destaca o importante trabalho desempenhado pelo designer Maurizio Manzo, que promoveu uma terceira leitura da história a partir da junção entre texto e imagens. Reconhecida na poesia desde seu livro de estreia, Sístole – publicado pela editora carioca Bem-te-vi em 2005 – e ganhadora do Prêmio Cidade de Belo Horizonte na categoria poesia, edição 2013, a autora começa a se destacar, também, na literatura infantojuvenil. Seu primeiro livro voltado para esse público, Fio da Memória, publicado em 2012 também pela Miguilim, foi adotado pelo programa Livros na Sala de Aula do Estado de São Paulo.

Poeta e escritora, Mônica de Aquino já teve diversos textos publicados em coletâneas e antologias, como no volume Poetas da Década de 2000 da coleção Roteiro de Poesia Brasileira. Publicou, também, em importantes periódicos como o Suplemento Literário de Minas Gerais, a Revista Poesia Sempre da Biblioteca Nacional e a Revista Piauí. Além de Muitos jeitos de contar uma história, ela também lançará em 2014 outros dois livros que integram uma coleção de sete histórias de sua autoria. Outro lançamento previsto para este ano é Fundo Falso, segundo livro de poesia e que inclui os poemas vencedores do Prêmio Cidade de Belo Horizonte. Além desses trabalhos, Mônica está envolvida com dois projetos de livro envolvendo texto e imagem, um deles em parceria com a ceramista e professora Laila Kierulff.

Editora Miguilim

Com mais de 30 anos no mercado literário nacional, a Editora Miguilim foi pioneira na publicação de livros para jovens e crianças no Brasil e reuniu educadores como Antonieta Cunha, Bartolomeu Campos de Queirós e Terezinha Alvarenga. Lançamentos e reedições seguem a tradição da editora em apresentar projetos gráficos bem cuidados, valorizando a diversidade de temas e o trabalho de escritores e ilustradores mineiros. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Jabuti de literatura infantil e o João de Barro nacional.

Literatura para o mercado exterior

25/3/2014 – 20:19h

Brazilian Publishers, projeto da Câmara Brasileira do Livro, é o principal apoio das 39 editoras brasileiras participantes da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. Expectativa é de vender US$ 330 mil em livros e direitos autorais.

Capa do catálogo de livros brasileiros selecionados este ano pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil para a Feira de Bolonha

Editoras brasileiras de livros infantis e juvenis apostam na Feira Internacional de Bolonha, que está sendo realizada até o dia 27, na Itália, para expandir seus negócios. A expectativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) é que sejam vendidos US$ 330 mil em livros e direitos autorais. Em 2013, foram negociados na feira, pelo mercado brasileiro, US$ 273 mil. Em todo o país, o volume de exportações do setor aumentou 143% em três anos. Números da CBL, que consideram 66 editoras integrantes do projeto Brazilian Publishers (BP), da câmara, junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), mostram que as vendas saltaram de US$ 495 mil, em 2010, para US$ 1,2 milhão, em 2012. Tradicionalmente, as nações que mais importam a literatura brasileira são Portugal, o México e a Argentina.

Desde o início do projeto Brazilian Publishers, em 2008, os principais destinos dos livros brasileiros foram a Alemanha, Argentina, Angola, o México, a Colômbia, Portugal, o Japão, Peru e os Estados Unidos. Os países mais interessados no direito autoral brasileiro foram a Coreia do Sul, Itália, Argentina, o Reino Unido, os Estados Unidos, o México, Portugal, a Espanha e Colômbia. Para concorrer no mercado editorial mundial, os escritores precisam respeitar vários fatores, destaca Karine Pansa, presidenta da CBL. “O livro tem que ser internacional a ponto de não ter preconceitos locais ou regionalismos. Se quiser vender um livro, por exemplo, na Índia, tem que pensar que lá a vaca é sagrada. Você não pode colocá-la no meio de uma história, em uma festa de churrasco”, disse.

Karine explica que as editoras brasileiras estão presentes, anualmente, em feiras literárias como a de Frankfurt e a de Guadalajara. “Dependendo de como está o mercado, a gente vai se adaptando. No momento, o projeto está focado em vender nessas feiras”. O principal objetivo, acrescentou, é promover a profissionalização do setor. “Cada vez mais, você começa a ver produto nacional no mesmo patamar de qualidade [internacional]. Então, a gente aprendeu a negociar, aprendeu a vender. Um processo que se desenvolveu muito rapidamente”, disse ela. Esta é a sexta participação dos membros do Brazilian Publishers, com 39 editoras dividindo um estande, além das editoras que cresceram e conseguiram montar estande próprio. Em 2013, estavam presentes 17 editoras e, em 2009, quando o projeto começou, foram seis editoras. O investimento para 2014 foi estimado em R$ 340 mil.

Editoras presentes em Bolonha

A Editora Melhoramentos é a mais antiga participante brasileira da feira de Bolonha. Neste ano, está comercializando direitos autorais de cerca de 40 títulos, entre eles, Flicts, Benjamin, Poemas com Desenhos e Música, O Meu Pé de Laranja Lima, Sonhos em Amarelo, O Menino Quadradinho e Dima, o Passarinho que Criou o Mundo. Mas a grande expectativa da editora é o lançamento, em Bolonha, do livro Sonhos em Amarelo, de Luiz Antonio Aguiar, pela editora italiana Giunti. “Esta feira é uma das principais fontes para negociarmos direitos autorais, observar as tendências do mercado global e conhecer novos autores e ilustradores”, destaca Claudia Morales, diretora editorial da Melhoramentos. “E para este trabalho também contamos com o BP, que tem contribuído sobremaneira na infraestrutura de apoio às empresas que já atuavam no exterior, bem como na capacitação daquelas que não possuem esta experiência”, destaca.

Este é o caso da Editora Dedo de Prosa que participa, pela primeira vez, da Feira de Bolonha. “Inauguramos nossa participação em feiras internacionais no ano passado, em Frankfurt, para conhecer o mercado externo”, diz Sílvia Dinucci Fernandes, da Coordenação Editorial e Direitos Estrangeiros.  Ela conta que a Dedo de Prosa não estaria presente nas feiras sem o apoio do BP. “Nossa editora é recente e ainda muito pequena. Temos 11 títulos publicados e esta é uma oportunidade única de expor nossas obras, conhecer novos profissionais, além de estarmos ao lado de grandes editoras brasileiras”, observa Sílvia Fernandes.

Também estreante em Bolonha, a Editora Napoleão decidiu estar presente na feira da Itália para conhecer melhor o mercado de livros infantis. O objetivo é tanto vender quanto comprar direitos autorais. A Ledur Serviços Editoriais  também participa pela primeira vez desta feira e, segundo Rudimar Bernardes, gestor Comercial e de Marketing, a expectativa é conhecer o mercado internacional e apresentar títulos da editora, como o Dicionário Psicológico para Crianças, a Aventura dos Bichos, A Viagem dos Bichos e a A Tabuada na Ponta dos Dedos.

Pela primeira vez em Bolonha, a Editora Peirópolis decidiu participar da Feira por conta da homenagem ao Brasil. A maior parte do catálogo da editora estará disponível para a venda de direitos autorais. Sergio Alves, gerente editorial de Literatura Infantil e Juvenil e Paradidáticos da Editora Lafonte, diz que a editora tem olhado o mercado internacional com muito cuidado e interesse. Estamos investindo agora para colher resultados consistentes no futuro”, diz o gerente sobre sua expectativa com Feira de Bolonha.

A Mauricio de Sousa Editora também optou, este ano, por integrar o estande coletivo do BP na Feira de Bolonha. Tradicionalmente, ela participava com estande próprio, mas desta vez quiz estar junto com outras editoras para reforçar a imagem do país, que é o homenageado do evento. A Mauricio de Sousa Editora, que no ano passado vendeu dois milhões de exemplares e dobrou o faturamento, está bastante otimista com o mercado. Na Feira de Bolonha está divulgando e comercializando direitos autorais da Turma da Mônica, além de vários outros títulos.

Outra editora que quer aproveitar a homenagem ao país é a Panda Books. “Nosso catálogo tem 96 obras, entre literatura infantil e juvenil. Como o Brasil é o convidado de honra, acredito que haverá mais interesse das editoras estrangeiras em nossa produção”, avalia a sócia-diretora Tatiana Fulas.

Para a Editora SM, o mercado de livros está bastante aquecido e a literatura infantojuvenil vem sendo valorizada, novas casas editoriais estão surgindo e o mercado internacional está de olho no Brasil como um grande nicho de oportunidades neste segmento. “Esta é uma excelente oportunidade de apresentarmos o catálogo de autores brasileiros para potenciais negociações de direitos autorais”, diz otimista Mariana Zanácoli, da área de Marketing e Eventos. As editoras Ática e Scipione também direcionarão seu foco de atuação ao licenciamento de direitos autorais para publicação no exterior.

A FTD apresenta na Feira de Bolonha 37 obras de seu novo catálogo internacional. Entre elas, está o livro infantil A ilha do Crocodilo, terceiro colocado em sua categoria no Prêmio Jabuti 2013. Associada ao projeto Brazilian Publishers há cinco anos, a editora estará presente no estando coletivo do BP. “Nesses anos, temos acompanhado a contribuição do projeto no reconhecimento e profissionalização de venda e prospecção de negócios”, avalia Tassia R. S. Oliveira, da área de Projetos Especiais e Literatura.

Grandes são as expectativas da Editora Cuca Fresca com a Feira de Bolonha. Segundo Marta Astroarte, gerente de Direitos Estrangeiros, as publicações brasileiras estão no centro das atenções de agentes, editores e distribuidores estrangeiros. Entre as obras que a editora levará à feira, estão Animais de Nossa Terra, Brincar de Verdade, Maricota e Cocota, Casa de Vó é Gostoso que Só e Futebol de A a Z – para ler e jogar.

A Companhia Editora Nacional gostou muito da experiência de participar do estande coletivo do BP na Feira de Frankfurt do ano passado e, agora na feira de Bolonha, irá repetir a experiência. “Foi muito gratificante ver nossos livros expostos, os contatos que fizemos foram muito bons e o trabalho da CBL foi excepcional. A oportunidade de poder participar das feiras internacionais é excelente e estar no estande coletivo, juntamente com outras editoras, nos dá uma visibilidade ainda maior”, observa Silvia Tocci Masini, diretora Editorial Adjunta. De acordo com ela, as obras que estão sendo enviadas para a feira têm boas possibilidades de vendas de direitos autorais.

O trabalho de prospecção da Editora Viajante do Tempo está a todo o vapor. “Estamos em contato com várias editoras e esperamos boas negociações com empresas da América do Sul e da Ásia”, diz a editora Regina Gonçalves. “Há discussões em andamento, com boas possibilidades de venda para uma editora na China, de nossa série Caio Zip, o viajante do Tempo, informa. Já a expectativa da Brinque-Book Editora de Livros é divulgar a marca internacionalmente.

A Companhia das Letras fez uma seleção de cerca de 20 títulos com apelo internacional para a Feira de Bolonha, entre obras lançadas recentemente e clássicos do catálogo. Segundo a editora, o segmento de livros infantis e juvenis vem ganhando maior destaque em todos os espaços, seja na mídia, mercado, escolas e governo. A Cosac Naify participa todos os anos da Feira de Bolonha, tanto para vender quanto para adquirir diretos autorais. Este ano, a editora estará mais focada na venda de direitos autorais.

Com Agência Brasil

Brasileiro vence “Nobel” da literatura

O brasileiro Roger Mello ganhou o Prêmio Hans Christian Andersen como Ilustrador

24/3/2014 – 21:23h

Logo no primeiro dia da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que está sendo realizado até o dia 27, na Itália, chega a notícia de que o ilustrador brasileiro Roger Mello (foto) é o grande vencedor do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil. Ele já fora nomeado para o prêmio outras duas vezes e, este ano, conquistou de fato a láurea, o que deixou muito orgulhosos os brasileiros participantes do importante evento literário.

A Editora Companhia das Letras compartilhou a premiação com o mercado editorial através do seu blog: “Estamos todos aqui, na Feira do Livro de Bolonha, e muito emocionados com esse prêmio, mais que merecido, que Roger acaba de receber. Roger é o primeiro ilustrador da América Latina a receber um reconhecimento dessa importância, o que abre as portas também para o Brasil e para o trabalho tão relevante que nosso país tem feito na área da literatura infantil. Roger Mello é um grande artista, um grande pesquisador e um grande inovador. Além do mais, ele está sempre nos desafiando com projetos tão originais como ousados; nos  ajudando a crescer como editora e nos forçando a querer ser sempre mais. Os livros que o Roger criou para a Letrinhas estão exposto aqui, em Bolonha,  para o nosso imenso orgulho. Parabéns, Roger: nosso amigo, nosso artista, nossa inspiração.

A ilustradora e escritora Sandra Ronca comemorou a premiação de Roger Mello na sua página em uma rede social e ainda mencionou outros brasileiros que também mereceram a mesma conquista: “Hans Christian Andersen é também o nome do mais importante Prêmio da Literatura Infantil e Juvenil. Os brasileiros que já o conquistaram: Lygia Bojunga, como escritora, em 1982; Ana Maria Machado, como escritora, em 2000; e agora, Roger Mello, como ilustrador. Parabéns, Roger Mello! Parabéns, Brasil!”

Outra escritora e ilustradora, integrante da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, Marília Pirillo, também homenageou o vencedor na rede social:  “Alegria, alegria! O talentoso e mui querido Roger Mello é o vencedor do Prêmio Hans Cristian Andersen 2014. Parabéns, é merecidíssimo!”

O escritor mineiro, Leo Cunha, está em Bolonha, e de lá postou: “Hoje foi dia de muita festa e emoção aqui na Feira de Bolonha. O genial Roger Mello é o primeiro latino-americano a ganhar esse prêmio, como ilustrador. Tenho o orgulho de ter alguns livros ilustrados por ele: Em boca fechada não entra estrela, Na marca do pênalti, O dinossauro. Viva a literatura infantil brasileira, cada vez mais ocupando lugar de ponta no mundo”.

Este ano, o Prêmio Hans Christian Andersen distinguiu uma escritora do Japão: Nahoko Uehashi, de 52 anos, é conhecida pela coleção juvenil Moribito Series. Ela ganhou o prêmio como Autora. Os universos ficcionais criados por Nahoko Uehashi exaltam a cultura japonesa e suas histórias falam de honra, destino e sacrifício, combinando uma dimensão moral e espiritual, afirmou o júri.

Roger Mello e Nahoko Uehashi receberão a distinção em setembro, no congresso internacional do IBBY, no México.

O ilustrador

Roger Mello, escritor e ilustrador brasiliense, nasceu em 20 de novembro de 1965. Artista plástico, Roger Mello é formado em Desenho Industrial e Programação Visual. No início de sua carreira, trabalhou ao lado de Ziraldo e também se dedicou ao desenho animado e à produção de vinhetas para TV. Roger Mello tem conquistado diversos prêmios por seus trabalhos como ilustrador, autor de livros de imagem e livros para criança, e também como dramaturgo. Em 2002, “Meninos do Mangue” foi o grande destaque nos concursos literários, recebendo, da Câmara Brasileira do Livro, dois Jabutis (de Melhor Ilustração e de Melhor Livro Juvenil) e, da Fundação “Espace Enfants” (FEE), Suíça, o Grande Prêmio Internacional. Para o teatro, ele escreveu os textos de “Uma história de boto-vermelho” (1992), “O país dos mastodontes”, “Curupira” e “Festa no céu.” Roger Mello tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

De olho no Brasil

23/3/2014 – 22:48h

Semana da maior feira de literatura infantil do mundo: a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha e o Brasil é convidado de honra.

A produção brasileira de livros infantojuvenis tem apresentado crescimento nos últimos anos e as editoras que apostam neste segmento estão bastante otimistas. E é com este mesmo entusiasmo com o mercado local, que as editoras vão à Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha (Itália), que irá acontecer de 24 a 27/3. Esta feira é um dos eventos mais importantes para os profissionais do mercado editorial. Em 2013, foram 1.200 expositores, provenientes de 75 países.

Com o slogan “Um País cheio de vozes”, o Brasil é o convidado de honra desta edição da Feira de Bolonha, cuja presença nacional na Itália está sendo organizada pela iniciativa público-privada: Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura/ Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Câmara Brasileira do Livro, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Instituto C&A, SESC São Paulo e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

A participação das editoras brasileiras em Bolonha está a cargo do Brazilian Publishers (BP), projeto realizado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Estarão no estande coletivo do país, com 160 m2, 39 editoras associadas ao BP e demais associadas da CBL.

E, para marcar ainda mais a presença do país na Feira, será organizada uma exposição denominada “Brasil: Incontáveis Linhas, incontáveis histórias”, com a participação de 55 autores e ilustradores. Para obter mais informações sobre esta exposição acesse o link do site oficial da Feira de Bolonha:  http://www.bookfair.bolognafiere.it/mostra-degli-illustratori/brasile/1876.html

“Com esta homenagem ao país, a expectativa das editoras com a Feira de Bolonha é grande, pois nossa produção editorial estará cada vez mais em evidência”, explica Karine Pansa, presidente da CBL. “O Brasil passa, de país apenas comprador de direitos autorais, para também vendedor de conteúdo ao exterior. Portanto, este é o momento de aproveitar tudo o que um evento deste porte pode oferecer”, destaca Karine Pansa.

Conheça as editoras do estande do Brazilian Publishers (CBL/Apex-Brasil) que irão à Feira de Bolonha 2014: Editora Autores Associados, Editora Ática, Bamboo Editorial, Brinque-Book, Callis Editora, Companhia das Letras, Companhia Editora Nacional Cortez, Cosac Naify, Editora Cuca Fresca, Dash Editora, Editora Dedo de Prosa, Duna Dueto Editora, DSOP, Edições Escala Educacional/Editora Lafonte, Editora Elementar, Fama, FTD, Girassol, Globo Livros, Hub Editorial, Jujuba Editora, Ledur Serviços Editoriais, Mar de Ideias, Mauricio de Sousa, Editora Melhoramentos, Editora Napoleão, Pallas, Panda Books, Editora Peirópolis, Editora Positivo, RHJ Livros, Editora Rideel, Editora Scipione, Edições SM, Solisluna, Todolivro, Editora Viajante do Tempo e Zada Editora.

Ler com pressa é pior do que não ler

20/3/2014 – 23:11h

Danilo Venticinque *

Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida. Mesmo os mais afobados não conseguirão ler tudo o que querem. Se o fracasso é inevitável, melhor relaxar e saborear, de capa a capa, os poucos livros que venceremos.

Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a startup americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular.

Segundo os fundadores da startup, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário.

Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora. Quem for capaz de manter a atenção por dez horas seguidas conseguirá terminar Guerra e paz numa só sentada.

Por enquanto, a tecnologia ainda não está disponível. Ela estreará no Samsung Galaxy S5 e para o relógio Galaxy Gear 2. Usuários de Android e iPhone já podem contar com alternativas menos refinadas, como o Speed Reader, o Rapid Reader e o Light Speed Reader Free.

Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.

Quanto mais leio sobre o Spritz, mais tenho a impressão de que seus criadores nunca leram um romance – ou ao menos não gostaram do que leram. O tempo que supostamente “desperdiçamos” ao reposicionar nossos olhos é útil para pensar no que lemos, interpretar as palavras do autor e cadenciar o ritmo da leitura. Pobre do leitor que usa apenas os olhos. Para ler um livro é preciso ter imaginação.

A pressa não é o único problema. Retalhar um romance e exibi-lo palavra por palavra já é uma maneira grosseira de ler. As divisões de capítulos deixam de fazer sentido. Perde-se a noção de estrutura e ritmo. Frases magistrais deixam de ter o efeito desejado. Com apenas uma palavra na tela, é impossível distinguir um gênio da literatura de um desmiolado do Facebook.

No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. Um velocista conseguiria atravessar uma exposição de arte em poucos minutos – e dificilmente se lembraria de uma obra sequer. Se acelerássemos a rotação de um toca-discos, conseguiríamos ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven em menos de meia hora. Mas seríamos incapazes de distingui-la do `Lepo Lepo`. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa.

Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.

*Colunista da Revista Época

Dia do Contador de Histórias

19/3/2014 – 21:49h

Em todo o mundo, 20 de março é dia de render homenagens aos contadores de histórias.

Que ofício bonito: encantar crianças, motivá-las para o livro e a leitura, doar alegria e amor. Muito adulto ainda conserva a imagem dos contadores de histórias que enriqueceram seu imaginário durante a infância.

Narrar histórias é uma arte antiga, que persiste ao tempo. Avós são contadores, pais são contadores, tios são contadores, professores são contadores, mas as histórias têm outro encantamento quando narradas por estes artistas.

Eles tiram do baú os sonhos das crianças, cantam, se empolgam, dançam, narram e tocam na alma de quem está diante deles. Dão vida aos livros. Força às palavras. O que seria da literatura sem os contadores? O que seria da infância sem histórias?

Parabéns, contadores. Hoje, a página do blog no Facebook muda a capa para homenageá-los. Muitos lugares da cidade vão parar para vê-los se apresentarem com a habitual espontaneidade. Vai chover histórias. Confira na imagem que publicamos abaixo a programação já definida para Belo Horizonte:

Cadê o meu Vale Cultura?

19/3/2014 – 16:40h

Momento crucial para o Vale Cultura, que ainda precisa conquistar os empresários para chegar às mãos dos trabalhadores que ganham até 5 salários mínimos. Para oferecerem o benefício, as empresas devem se inscrever nas redes credenciadas, conforme orientação do Ministério da Cultura em  http://vale.cultura.gov.br/

O Vale Cultura é operado nas bandeiras Mastercard e Elo, através da Caixa Econômica Federal, e ainda pelas redes Cielo e Redecard, por meio de suas centrais de atendimento.

O benefício foi solicitado por 1.540 empresas que já participam do programa do Ministério da Cultura, o que contempla 367,5 mil pessoas que estão distribuídas da seguinte forma: 226.456 no Distrito Federal; 58.264 no Rio de Janeiro; 29.371 em São Paulo; 14.721 no Rio Grande do Sul; 12.535 no Paraná; 7.063 no Ceará e 5.224 em Minas Gerais.

Com poucos adeptos, Minas Gerais ocupa a sétima posição no ranking nacional com adesão de 173 firmas – 3,5 mil de 55 empresas da capital, por isso, hoje, pela manhã, a Ministra Marta Suplicy esteve em Belo Horizonte para alavancar o benefício entre os empresários mineiros. Ela participou da entrega simbólica dos primeiros cartões do Vale Cultura no estado e foram contemplados 48 funcionários do Instituto Cultural Flávio Gutierrez e 2.014 empregados da Caixa Econômica Federal.

Edição comentada de “História das Invenções”

18/3/2014 – 19:19h

Monteiro Lobato abre as porteiras do conhecimento em “História das Invenções”, um clássico que acaba de ganhar uma nova edição da Globinho.

Durante um chuvoso mês de fevereiro, Dona Benta resolve ler para os netos e para a boneca Emília um livro chamado “História das invenções do homem”, o fazedor de milagres. Antes de começar, ela avisa: “Este livro não é para crianças, mas se eu o ler do meu modo vocês entenderão tudo”. No decorrer da narrativa, Dona Benta cumpre o prometido e o autor – como já havia feito nos livros “Emília no país da gramática”, “Aritmética da Emília”, “O poço do Visconde, Geografia de Dona Benta” e “Serões de Dona Benta” – mostra uma nova metodologia de ensino, provando que é possível informar e divertir ao mesmo tempo.

Enquanto degustam a pipoca preparada por Tia Nastácia, Pedrinho, Narizinho e Emília ouvem a avó contar sobre o nascimento do nosso planeta, o surgimento da vida na Terra e a evolução do homem. Depois, ela fala sobre descobertas e invenções que mudaram a história da humanidade, como o fogo, a cerâmica, a roda, os óculos, o avião e muitas outras.

Em um instigante diálogo, Dona Benta desenvolve a ideia de que as invenções são ferramentas que servem para aumentar o poder do nosso corpo e nos permitem dominar as forças da natureza. Esse conceito fica explícito nos títulos dos capítulos que dividem o livro: Da pele ao arranha-céu, A mão, O pé que roda: a roda, A boca, O ouvido, O olho etc.

Com uma combinação fascinante de realidade e fantasia, por meio da voz de seus personagens, Lobato traduz para os leitores a obra do historiador holandês Hendrik Van Loon e apresenta um painel do progresso social e científico do homem, contextualizando os desdobramentos das inovações tecnológicas para a humanidade.

“História das Invenções” foi publicado pela primeira vez em 1935 e a nova edição comentada, lançada pela Globinho, teve como base a edição de 1947. Esta edição atual traz comentários que atualizam o conteúdo original e apontam novos avanços e descobertas em várias áreas do conhecimento. As ilustrações são de Arkon, 128 páginas, R$ 36,00.

Quem tem medo de Lobo Mau?

16/3/2014 – 22:54h

O Sesc Palladium apresenta, terça-feira, 18 de março, às 19h30, a primeira edição de 2014 do projeto Caro Leitor. Desta vez, o autor convidado para um encontro com o público será Ilan Brenman, que apresentará a obra Quem tem medo de Lobo Mau? Uma reflexão sobre o politicamente correto na literatura infantil. O evento ocorre no Teatro de Bolso Júlio Mackenzie e a entrada é gratuita com retirada de ingresso 2h antes. Espaço sujeito a lotação.

Para completar a programação do projeto, Brenman ministrará uma oficina no dia seguinte, 19 de março, das 9h às 12h, no Espaço Multiúso do Sesc Palladium. Na oficina, Ilan utilizará de sua experiência como consultor pedagógico, contador de histórias e mediador de leitura, e da pesquisa de um ano em que percorreu dezenas de escolas, creches e hospitais para descobrir a prática de leitura em voz alta e narração oral em sala de aula, provando sua eficácia na formação do novo leitor. As inscrições para a oficina são gratuitas pelo e-mail acervopalladium@sescmg.com.br até o meio-dia de segunda, 17/3. As vagas são limitadas.

Numa sociedade cada vez mais acelerada, a infância é rodeada diariamente com linguagens bastante empobrecidas de sentidos. A literatura, assim como a música e outras expressões artísticas, são muitas vezes produzidas apenas como mais uma mercadoria a ser vendida. Dentro dessa lógica, elas acabam por sucumbir a uma ideologia mercantilista e principalmente “politicamente correta”. O encontro com Ilan Brenman propõe a reflexão sobre esse processo alienante que cerca o universo infantil, apontando origens e seu funcionamento. A discussão também aborda algumas das características de obras culturais de qualidade, especificamente literárias, que merecem o título de infantis.

O escritor

Ilan Brenman nasceu em Israel, em 1973, de pais argentinos, avós são russos e poloneses e ele é naturalizado brasileiro. De tal miscelânea de culturas e raízes cresceu sua paixão pelas palavras distantes. Suas escolhas profissionais e acadêmicas são desdobramentos de sua própria história. Fez Psicologia na PUC de São Paulo, Mestrado e Doutorado na Faculdade de Educação da USP e, desde os 18 anos, conta histórias pelo mundo. Nos últimos anos, tem se dedicado com afinco à literatura infantil e juvenil, tendo escrito e publicado mais de 50 livros. Um dos mais conhecidos é Até as Princesas Soltam Pum (BrinqueBook). Pela Aletria, Ilan publicou Através da Vidraça da Escola: formando novos leitores (2012) e A Condenação de Emília: o politicamente correto na literatura infantil (2012). O livro recebeu o selo de Altamente Recomendável pela FNLIJ em maio de 2013. Ilan ganhou importantes prêmios literários, entre eles, o selo de O Melhor Livro Infantil de 2011, pela FNLIJ, com O Alvo (ed. Ática). Seus livros já foram traduzidos para a Europa e Ásia.

Oficina

Durante três horas, Ilan ensinará técnicas, práticas e repertório para os educadores replicarem em sala de aula e incentivarem a leitura entre alunos. A narração ou leitura em voz alta das histórias em sala de aula é muito mais do que mera brincadeira, é uma forma de ampliar o repertório e a capacidade de expressão e interpretação da criança. O material que Ilan apresenta na oficina pode ser utilizado por qualquer professor que queira testar as possibilidades da leitura em voz alta de boa literatura e da narração de histórias de tradição oral na escola.

Carol Leitor

O projeto Caro Leitor tem como ideia central promover o encontro de escritores com seu público leitor, por meio de palestras, bate-papos e oficinas, seguidos pelo lançamento do livro do autor ou escritor escolhido para cada edição. Trata-se de um projeto de incentivo e mediação à leitura, já que a ideia central é ‘quebrar’ o distanciamento entre o leitor e o autor do livro, aproximando-os por meio do debate sobre os temas tratados. Isso permite que o frequentador do projeto não seja apenas público espectador, mas também seja ativo ao poder intervir, fazer perguntas, propor questões que reflitam acerca de obras de Literatura e dos Estudos Literários que o escritor se propõe a falar.