Versos e rimas para as crianças

14/3/2014 – 16:41h

Março é o mês da poesia com duas datas dedicadas especialmente a este gênero literário: 14/3 é o Dia Nacional da Poesia, em homenagem ao nascimento de Castro Alves, e aproximadamente cem países já aderiram à promulgação da Unesco para comemorar em 21/3 o Dia Mundial da Poesia.

A Editora Vale das Letras, com sede fica na cidade de Blumenau, destaca as datas para enaltecer a poesia escrita para as crianças e, assim, divulgar seu catálogo de livros rimados. A editora mostra que o estilo literário dos versos estruturados pode ser ótima opção para garantir a diversão e contribuir com o desenvolvimento dos pequenos.

De acordo com a pedagoga Adriana P. Battisti, as rimas, ritmos, versos e estrofes – elementos característicos que compõem as poesias – auxiliam no desenvolvimento da linguagem a partir dos primeiros anos de idade. “A repetição de palavras distintas, mas com as últimas vogais tônicas iguais, faz com que as crianças comecem a focar a atenção na sonoridade das palavras e passem a perceber as semelhanças e diferenças entre elas”, explica.

A aproximação da poesia com os pequenos pode ser feita por meio dos diversos livros infantis que abordam de maneira fácil e divertida o gênero lírico. Para a pedagoga, é fundamental estimular desde cedo o contato com os mais variados livros e as obras de poesias são boas opções para garantir o interesse das crianças.

A Editora Vale das Letras possui vários livros com rimas especialmente para os pequenos, como a série “Poeminhas ecológicos”, de Nana Toledo _ versos nas imagens em destaque no blog _ que, além de apresentar os poemas às crianças, também aborda sobre temas ligados à natureza, assuntos importantes na sociedade atual. São oito volumes da coleção: “Mania de bicho”, “Casa dos peixinhos”, “Dentro da mata”, “Encantos da natureza”, “Na terra e no céu”, “Vida na cidade”, “Maria pé de lata” e “Voo livre”.

Outra coleção da editora é “Clássicos Rimados”, de quatro livros: “A pequena curiosa”, “Pedro e Carolina”, “A ovelhinha negra”, “O ovo atrapalhado”. Os volumes abordam histórias clássicas da literatura infantil de maneiras diferentes e em rimas. A Vale das Letras possui também a série de “Livros de versinhos com glitter”, com oito livros: “Tic-tac, tic-tac”, “Um bolo para mim!”, “Ei, gatinho!”, “Boa noite, ursinho!”, “O soninho do bebê”, “Os três gatinhos!”, “Brilha, Brilha estrelinha!” e “Rema, rema cachorrinho!”

Quem tem o hábito de ler para as crianças sabem que elas adoram historinhas na forma de poesia, por isso fica aqui nossas dicas de livros que vão agradar muito a meninada que precisa de estímulo para se transformar futuramente num bom leitor.

Livro deve ser prioridade

12/3/2014 – 19:38h

No evento para entrega simbólica do Vale-Cultura, ontem, na Editora e Livraria Saraiva, em São Paulo, estiveram presentes vários dirigentes ligados ao mercado editorial, o que deu um destaque aos livros em relação aos outros produtos e serviços culturais da abrangência do benefício.

A Ministra de Cultura, Marta Suplicy, afirmou: “Com a presença de todos que aqui estão hoje, conseguimos um gol que é essa união para que consigamos fazer dos livros uma das prioridades no Vale”, disse Marta Suplicy ao iniciar sua fala. A ministra lembrou aspectos importantes que devem fazer com que os livros sejam um dos principais objetos de compra com o cartão. Além de citar o encantamento gerado pela leitura, “a gente começa em um livro e acaba indo para outro”, a ministra ressaltou a importância da leitura na atual conjuntura do país: “As classes que estamos incluindo com o  Vale-Cultura dão muita atenção à educação. As classes C, D e E têm como prioridade, a educação dos filhos”.

Jorge Saraiva Neto, diretor-presidente da empresa, destacou o impacto que a cultura tem na vida das pessoas: “Os bens culturais mudam as pessoas, transformam nossas vidas positivamente”. O empresário completou dizendo que oVale-Cultura vai “gerar uma ampliação na produção de bens culturais”. A empresa, além de fornecer o Vale-Cultura para os funcionários, já o aceita em suas lojas.

As perspectivas do Vale-Cultura para o mercado editorial foram tratadas pela presidenta da Câmara Brasileira do Livro, Karine Pansa. Segundo ela, em uma estimativa de o Vale chegar a 800 mil trabalhadores, se cada um comprar um livro por mês, o mercado deve crescer até 5% em comparação aos dias atuais. Karine ainda disse que, quando o Programa atingir sua meta final, de abranger 42 milhões de pessoas em todo o País, um livro por mês comprado por trabalhador significaria a venda de 42 milhões de exemplares mensais ou 504 milhões por ano. Este volume representa um aumento de 87,66% dos livros vendidos no Brasil em 2012, por exemplo.

Diante da plateia com tanta representação do setor editorial, Marta Suplicy ainda falou sobre algumas medidas que estão sendo tomadas para o incentivo à leitura no Brasil. Ao lado de José Castilho Marques Neto, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), a ministra anunciou que a programação e meta estabelecida para 2014 é enviar e aprovar, no Congresso, o projeto de lei do PNLL. Também anunciou o lançamento de editais para o estímulo a autores e para o fomento a leitura que deve ser feito entre as duas próximas semanas.

Para Maurício de Sousa, autor de personagens clássicos das literaturas infantil e juvenil brasileira, como Mônica, Cebolinha, Cascão, entre tantos outros, “o Vale-Cultura é uma ideia maravilhosa, gera a descoberta de uma nova faixa de leitores que estava meio escondida, era um nicho que precisávamos atingir”. Ele também estava presente à cerimônia que foi marcada por ampla presença do setor ligado à produção de livros no Brasil e autores.

Estiveram lá também, presidentes e/ou representantes da Associação Brasileira de difusão do Livro, Associação Brasileira de Editores de Universidades, Associação Brasileira de Autores de Livro Educativo, Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, Associação Nacional de Livrarias, Instituto Pró-Livro, Liga Brasileira de Editores, Rede de Escritoras Brasileiras, Sindicato Nacional dos Editores de livro e a União Brasileira de Escritores.

Fonte: Ascom / MinC

Chegou o Vale-Cultura

9/3/2014 – 20:32h

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, fará a entrega simbólica do Vale-Cultura dia 11/3, na Saraiva do Shopping Eldorado, em São Paulo.

Fontes oficiais do Ministério da Cultura informam que o Vale-Cultura é um benefício que pode chegar às mãos de 42 milhões de trabalhadores brasileiros. O cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional, no valor de R$ 50 mensais, vai possibilitar ao trabalhador de carteira assinada comprar livros, ir ao teatro, cinema, museus, espetáculos, shows, circo ou mesmo comprar ou alugar CDs, DVDs, revistas e jornais. E para aqueles que quiserem comprar um instrumento musical ou mesmo fazer um programa cultural com um custo mais elevado, uma boa notícia: o crédito é cumulativo e não tem validade. É só poupar por alguns meses e adquirir o bem cultural que desejar. O Vale também pode ser usado para fazer cursos de artes, audiovisual, dança, circo, fotografia, música, literatura ou teatro.

O benefício oferecido pelo governo exige a adesão das empresas. São elas que vão oferecer o Vale-Cultura aos seus empregados. E para estimular essa adesão, o Governo Federal vai permitir que a empresa de lucro real abata a despesa no imposto de renda em até 1% do imposto devido. As baseadas no lucro presumido ou Simples também podem participar. O governo abriu mão dos impostos trabalhistas e não vai cobrar encargos sociais sobre o valor do Vale, uma vez que não se caracteriza salário.

Com o intuito de que o benefício chegue em primeira mão aos trabalhadores de baixa e média renda, a regra é clara: as empresas têm de oferecer o Vale-Cultura prioritariamente aos trabalhadores que recebem até 5 salários mínimos. Mas se a empresa quiser também pode oferecer o benefício para todo o quadro de funcionários, sempre respeitando a exigência de ofertar o benefício primeiramente ao trabalhador com menor salário.

O desconto na remuneração do trabalhador com até 5 salários mínimos varia de R$1 a R$5. Quem ganha até 1 salário paga  R$1. Acima de 1 e até 2 salários, o desconto é de R$2. Acima de 2 até 3, R$3. Acima de 3 até 4, R$4. Acima de 4 até 5, R$5. Para os empregados que ganham acima dessa faixa, o desconto varia de 20% a 90% do valor do benefício, ou seja, pode chegar a R$45. Vale lembrar que fica a critério do empregado a participação no programa desde que a empregador tenha feito a adesão.

Adesão

O potencial do Vale-Cultura na cadeia produtiva do setor cultural é de R$25 bilhões. A expectativa é de que com esse movimento econômico, a cultura no país cresça e se espalhe a cada dia em cada pontinho do país. Nas grandes e pequenas cidades. Desde a produção até a venda de produtos culturais.

Em seu blog, Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional e quem acompanhou de perto todos os esforços em prol do Vale-Cultura, afirma que “a cadeia produtiva do livro está eufórica”. E explica como se deu a criação e legalização deste benefício: “como se sabe, a ideia foi levada pela primeira vez ao Ministério da Cultura em 2004 na forma de um esboço de Vale-Livro, trazida dos cheques-livros das feiras. O ex-ministro Gilberto Gil se entusiasmou e fez melhor, estendendo o conceito a todas as áreas da cultura. Juca Ferreira, o sucessor, foi quem fez chegar, com Lula, o projeto ao Congresso. A bola quicava dentro da área e Marta chegou e chutou para gol, com méritos próprios: foi ela quem fez o Congresso aprovar rapidinho e Dilma assinar a lei”.

Agora, é torcer para os empresários reconhecerem a importância deste benefício e não pouparem esforços para torná-lo acessível ao maior número possível de trabalhadores brasileiros.

Editora Nemo lança Garfield

7/3/2014 – 21:03h

Conhecido internacionalmente por suas tirinhas publicadas em milhares de jornais, o gato mais querido e preguiçoso do mundo agora também é a estrela de histórias em quadrinhos inéditas. A novidade chega ao Brasil pela Editora Nemo, que lança a série Garfield, com HQs completas, cheias de aventura e confusões, 112 páginas.

Além do gato que ama uma lasanha, todos os principais personagens da turma estão presentes, como Odie, Nermal e Jon. Com roteiros assinados por Mark Evanier, os desenhos ficam por conta do renomado artista das atuais tiras de Garfield, Gary Barker, bem como de Dan Davis, indicado várias vezes ao prêmio Eisner de melhor desenhista. Tudo isso seguindo o estilo e com o mesmo humor do mestre Jim Davis, o que é a garantia de uma boa diversão.

Este primeiro volume é dividido em quatro partes, com duas histórias cada. Em “Clássico de Colecionador”, por acidente, a vizinha idosa joga fora uma rara e valiosa revista em quadrinhos. É a chance de Garfield, Jon e Nermal finalmente ficarem ricos, para poderem comprar toneladas de lasanha. Porém, nem tudo acontece como desejado…

Na história “O grande (p)rato do dia”, Garfield se supera ao dançar, enquanto devora uma casquinha de sete bolas de sorvete, sem perder o passo ou algum pedaço. Ao lado de um amigo rato, desperta a desconfiança dos demais ratos que não acreditam que um gato não goste de comer roedores. Garfield então terá que provar que só quer saber de pizzas, lasanhas, sanduíches e… sorvetes.

Já em “No fim das contas”, ao comer 19 cachorros-quentes e uma salsicha, sem ter Jon por perto para pagar, Garfield se mete em apuros. Sendo perseguido pelo vendedor, ele acaba se enfiando em várias outras enrascadas, enquanto procura seu dono para ajudá-lo a sair dessa. Essas e outras histórias, reunidas neste volume de estreia, são garantia de diversão para fãs de todas as idades, e a cura perfeita para o mau humor, mesmo naquelas mais indesejáveis segundas-feiras.

Raridades

A edição conta ainda com uma galeria de capas, revelando o trabalho de diversos ilustradores que atualmente desenham o personagem, bem como uma série de imagens raras das primeiras edições e aparições do gato e de seus amigos. Para fechar com chave de ouro, temos as primeiras tirinhas históricas de 1978 e 1979 ilustradas pelo próprio criador, Jim Davis. Garfield: Volume 1 é como uma apetitosa lasanha para o próprio gato: algo imperdível!

O autor, Jim Davis, é um cartunista americano nascido em 1945. É conhecido e aclamado mundialmente por Garfield, que vem sendo publicado desde 1978, e se tornou uma das tiras de quadrinhos mais conhecidas do mundo. Além do material impresso, Jim também já escreveu e produziu diversas animações de Garfield para a TV e o cinema, tendo sido indicado e ganho vários Emmy pelos especiais de TV. Mora atualmente em Albany, com sua esposa, e seus três filhos.

Fonte: Maxpress

Carta para as crianças do mundo

5/3/2014 – 17:12h

Professores e alunos, leitores e escritores, já devem se prepararem para a celebração do DILI ou Dia Internacional do Livro Infantil , que é comemorado no dia 2 de abril em homenagem à data de nascimento do escritor Hans Christian Andersen. Quem comanda esta comemoração em todo o mundo é uma entidade chamada Internacional Board on Books for Young People (IBBY), que é representada no Brasil pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil  (FNLIJ).

A primeira atividade visa uma reflexão, um debate de ideias em torno de uma mensagem de alcance mundial com o objetivo de reforçar a importância dos livros e da leitura para a família e a escola. A mensagem é partilhada com leitores, educadores e especialistas em literatura infantil e juvenil.

Para elaborar esta mensagem, a cada ano, um país associado ao IBBY, fica responsável por escolher uma dupla de escritor e ilustrador para a criação do texto e da imagem que compõem a mensagem.

Para 2014, a escolha coube à seção da Irlanda, que elegeu a escritora Siobhán Parkinson e a ilustradora Niamh Sharkey, ambas residentes na capital Dublin, oferecendo uma ótima oportunidade para conversar sobre esse país distante e tão cheio de histórias.

Criadoras da mensagem

Siobhán Parkinson é uma das escritoras de maior destaque na literatura infantil e juvenil irlandesa e ganhou vários prêmios com seus livros. Estudou literatura inglesa e alemã, atua como editora da revista “Bookbird”, periódico produzido pelo IBBY, e trabalha em projetos de escrita criativa com crianças. O texto Carta para as crianças do mundo, escrito por ela, trata da relação entre o escritor e o leitor, entrelaçados pela imaginação de cada um.

A escritora veio ao Brasil pela primeira vez, no ano de 2008, como membro do IBBY, especialmente para comemorar os 40 anos da FNLIJ e lançar no 10º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens os livros: “Alguma coisa invisível” e “O violino voador, ou, Como diferenciar um pássaro preto de uma salsicha”, ambos traduzidos por Santiago Nazarian, publicados pela editora Nova Fronteira, em 2007.

Siobhán participou do 10º Seminário FNLIJ formando a mesa-redonda Ação

Internacional do IBBY sobre políticas de fomento à leitura em diversos países, junto com a canadense Patsy Aldana, a inglesa Liz Page, a cubana Emilia Gallego e a colombiana Silvia Castrillón, mediadas por Elda Nogueira. Ambos os livros se encontram na Biblioteca FNLIJ disponíveis para pesquisas.

A escritora e ilustradora irlandesa Niamh Sharkey conquistou vários prêmios por seu trabalho. Ela é especializada em Marketing e Design em Dublin. Na Biblioteca FNLIJ encontram-se disponíveis para pesquisas os livros ilustrados por Niamh: “Histórias de sabedoria & encantamento”, recontadas por Hugh Lupton, traduzido por Monica Stahel, da editora Martins Fontes (Altamente Recomendável FNLIJ 2004); “João e o pé de feijão”, adaptação de Richard Walker, traduzido por Christiane Röhring, da editora Girafinha (Altamente Recomendável FNLIJ 2007) e “O nabo gigante”, de Aleksei Tolstoi e Niamh Sharkey, traduzido por Christiane Röhring, da editora Girafinha (Altamente Recomendável FNLIJ 2007).

Vamos, agora, conhecer a mensagem do ano, escrita por Siobhán Parkinson com o título “Carta para as crianças do mundo”:

Os leitores sempre perguntam aos escritores como é que eles escrevem suas histórias — de onde surgem as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, poderiam dizer os leitores. Mas onde está a sua imaginação, e do que ela é feita, e todo mundo tem uma?

Bem, diz o escritor, ela está na minha cabeça, é claro; e ela é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e rimas e pequenos cliques e sibilos e gostos e explosões de energia e enigmas e brisa e palavras. E tudo fica girando lá dentro e cantando e caleidoscopiando e flutuando e se moldando e sedimentando e coçando a cabeça.

É claro que todo mundo tem uma imaginação: caso contrário, não poderíamos sonhar. Porém, nem todas as imaginações têm as mesmas coisas dentro delas. A imaginação dos cozinheiros provavelmente só tem sabor dentro dela, e a imaginação dos artistas tem principalmente cores e formas. A imaginação dos escritores, no entanto, é quase cheia só de palavras.

A imaginação dos leitores e ouvintes de histórias também é movida por palavras. A imaginação do escritor dá cambalhotas e rodopia e dá forma às ideias e sons e vozes e personagens e eventos em uma história; e a história é feita só de palavras, batalhões de rabiscos manchados pelas páginas.

Aí chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Eles ficam na página, ainda parecem batalhões de rabiscos, mas também estão brincando com a imaginação do leitor, e o leitor está agora moldando as palavras giratórias, de modo que a história agora está dentro de sua cabeça, como já esteve na cabeça do escritor.

É por isso que o leitor é tão importante como o escritor para a história. Há apenas um escritor de cada história, mas há centenas ou milhares ou talvez até milhões de leitores, na língua nativa do escritor ou talvez até mesmo em muitas línguas traduzidas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido, mas sem todos os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que poderia viver.

Todo leitor de uma história tem algo em comum com todos os outros leitores dessa mesma história. Separadamente, e ainda de forma compartilhada, eles recriaram a história do escritor em suas próprias imaginações: um ato que é ao mesmo tempo público e privado, íntimo e coletivo, nacional e internacional. Esse ato pode muito bem ser aquele que os seres humanos fazem melhor.

Uma bela surpresa

4/3/2014 – 21:59h

Para nós que curtimos literatura e incentivamos adultos e crianças para a leitura e apreciação de histórias, o desfile da Escola do Grupo Especial do Rio, União da Ilha do Governador, na noite da segunda-feira de Carnaval, merece um registro especial.

Assistimos a 3800 integrantes distribuídos em 32 alas homenagearem a infância e remeterem à memória de personagens, brinquedos e brincadeiras que vêm passando de geração em geração.

O enredo da escola “É brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira” nitidamente empolgou o público. Com uma samba fácil de cantar, a cada ala que surgia na avenida era uma surpresa, uma lembrança da infância, que mexia com quem estava nas arquibancadas e certamente com quem ficou diante da TV.

As alas foram ordenadas na ordem cronológica do amadurecimento e mostraram soldadinhos, cavalinhos de pau, bailarinas, bonecos de mola e de porcelana, bonecas japonesas e russas, ursos de pelúcia, palhaços, caixas de música, dados, dominós, bolas, videogames e outros brinquedos apresentados nas fantasias leves, muito coloridas e divertidas, além dos destaques dos 7 carros alegóricos.

O samba-enredo é um convite para aderir à brincadeira. A seguir, reproduzimos um trecho com o qual compartilhamos diariamente:

“Hoje a ilha vem brincar, amor!
Vem sorrindo cirandar que eu vou
Dar meia volta, volta e meia no seu coração
Ser criança não é brinquedo não!

Levanta a poeira,
Vem nessa brincadeira que eu quero ver
Nesse baú da memória,
São tantas histórias…  É só escolher
Desperta, encanta sua alma de infância
Sem forma nem cor fabrica esperança
Na vitrine vejo o meu olhar no seu olhar
Perder ou ganhar, ganhar ou perder
Se conectar, jogar e aprender
Um super-herói pode ser você

Vem no reino da ilusão, me dê a sua mão
E pegue na estante, um livro fascinante
Personagens da imaginação (é tão bom, é tão bom)”.

Festival de Poços de Caldas

2/3/2014 – 21:40h

Formando leitores há oito anos, o Festival Literário de Poços de Caldas contribui para que a cidade esteja no topo das regiões de maior índice de leitura de Minas Gerais.

Em sua nona edição, o Flipoços 2014 (Festival Literário de Poços de Caldas) está preparando mais uma festa dos livros e autores em Poços de Caldas. A “Cultura Popular na Arte da Literatura” e “50 anos do Golpe Militar”, são alguns dos temas que serão abordados pelos escritores da programação do Festival Literário que vai acontecer de 26 de abril a 4 de maio de 2014, no Espaço Cultural da Urca. O festival terá como patrono o poeta Ferreira Gullar. Com 83 anos é um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Vai ter também uma programação paralela para Flipocinhos, versão infantil do festival.

Poços de Caldas recebeu recentemente um dos títulos que mais orgulha o município: “cidade de maior índice de leitores de Minas Gerais”. Trata-se da divulgação da pesquisa realizada pelo Centro Regional para Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc) _ entidade ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que coloca esta cidade com o melhor índice de leitura em Minas Gerais.

A cidade recebeu o título, graças às políticas públicas que sempre foram bem trabalhadas pelo município em suas várias administrações e por pessoas conscientes e batalhadoras pelo livro e leitura _ professores, educadores em geral, diretores de escolas públicas e privadas _ em consonância com a realização da Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas que coloca as crianças, jovens e adultos em contato constante com livros e autores e, assim, vem formado novos leitores.

Para a realizadora da Feira do Livro de Poços de Caldas, Gisele Corrêa Ferreira, esta pesquisa confirma a importância do evento para a cidade e toda região. “A pegada literária de Poços de Caldas existe desde sempre. Por aqui passaram, nasceram, viveram e ainda vivem grandes escritores, intelectuais e pessoas com forte ligação com a literatura. É natural que um evento tão importante como a nossa Feira Nacional do Livro tenha sido abraçada por toda população desde seu lançamento. Isto confirma que, além de estarmos no caminho certo, a Feira e o Flipoços, sem dúvida, são eventos de relevância nacional e que reafirmam Poços de Caldas, dentre outras importantes características, como a “Cidade das Letras” de Minas Gerais”, enfatiza Gisele Ferreira.

Presenças e programação

Flipoços 2014 já confirma grandes nomes da literatura brasileira na sua programação. São alguns deles: Ferreira Gullar, como Patrono; Flávio Vassoler, especialista em Fiodor Dostoievski; Michael Kepp, jornalista americano radicado no Brasil; Fernando Bonassi, José Roberto Torero e Antônio Geraldo Figueiredo (mesa literatura, cinema e TV); Luiz Ruffato (polêmico escritor que causou na Feira do Livro de Frankfurt); Mauro Sérgio Júnior (mesa literatura e futebol); Ana Beatriz Barbosa Silva (autora de Mentes Inquietas, Corações Descontrolados dentre outros); Eliane Brum (escritora premiada); Mário Sérgio Cortella (um dos maiores palestrantes do Brasil).

Na temática sobre 50 Anos da ditadura militar participam Marco Antônio Villa (historiador); Ivo Herzog (filho de Wladimir Herzog); Marcos Eduardo Neves (sobre Evandro Teixeira, fotógrafo da ditadura); Carlos Eugênio Paz (autor de Viagem a Luta Armada); Lira Neto (biógrafo de Getúlio Vargas); Anchieta Rocha (Dias de Vinho e de Chumbo).

Na Literatura e Espiritualidade, Monja Coen (budismo) e Jarbas Mattos (Logosofia) dentre outros. Samy Dana (comentarista de economia do Globo News), em Literatura e Negócios. Nos Momentos Poéticos o festival receberá Whisner Fraga, Oscar Poeta, Lucas Luciano Limberti. No 4º. Encontro de Educação do Flipoços, o público contará com Galeno Amorim (ex-presidente da Biblioteca Nacional); Maurício Leite (educador premiado no Brasil e exterior), a escritora poçoscaldense Luiza Helena Ribeiro do Vale, além de escritores e educadores da Editora Cortez, principal parceiro no encontro.

A Mesa Literatura e Jornalismo vai tratar de “Jornalismo Ninja” com a presença de Luciano Martins Costa, Marcos Cripa e mediação da jornalista Elizabeth Lorenzotti. O imortal Sérgio Paulo Rouanet, que esteve no evento em 2013, volta para dar continuidade às “Correspondências de Machado de Assis”, além da escritora Bárbara Freitag Rouanet que lança livro no Flipoços “Viajando com Langsdorff” pela Livraria do Senado Federal.

Na área infantil, o Flipoços prepara grandes surpresas. Além dos escritores confirmados, David Daniel e Pamela Mira (poços-caldenses), Vera Lúcia Dias, Mirtes Izabete de Souza (da ONG Movimento de Mulheres), o festival vai contar ainda com a parceria do Sesc Minas que prepara desde agora muitas novidades para o Flipocinhos. E tem ainda escritores infantis de várias editoras.

Em especial, destaca-se pela primeira vez em Festivais Literários no Brasil, o sobrinho direto do famoso escritor português Fernando Pessoa – Luiz Miguel Rosa Dias, que falará sobre vida, obra, convivência familiar e, em especial, sobre o lado místico e esotérico do poeta, pouco conhecido do público.

O Flipoços 2014 ainda recebe o Encontro de Escritores Indígenas, com a presença dos indígenas Daniel Munduruku, Rosy Wasiry Guará, Olivio Jekupé, Cristino Wapichana que abrilhantarão o festival com palestras e bate-papos com crianças e jovens, onde pretendem mostrar os rituais das aldeias com pinturas, danças e artes.

Seguindo a temática central, o Flipoços 2014 traz o Encontro de Escritores Portugueses com as presenças de Luiz Miguel Rocha, Pedro Guilherme-Moreira e Joel Neto que debaterão suas obras e a importância da cultura portuguesa na formação da nossa cultura popular. E ainda, Luis Miguel Rocha media bate-papo com Eric Frattini, famoso escritor espanhol pela primeira vez no Brasil, em um festival literário que vai falar sobre Vaticano e suas Entranhas. Além deles, o festival recebe ainda Mesa de Literatura Fantástica com André Vianco, Rafael Draccon e Carolina Munhóz, cujos escritores (“pupilos” de Paulo Coelho que saiu em defesa deles na última feira internacional de Frankfurt, a maior feira de livros do mundo) marcarão presenças mediadas pelo escritor local Fernando Ferraz.

Dando continuidade também o evento vai contar com o Encontro de Arte de Periferia com a presença de Octávio Nassur, coreógrafo e autor do livro Culinária Coreográfica, além de outras grandes personalidades desta área, mediados pela jornalista e escritora Jéssica Balbino. Na área musical o festival receberá os shows de Claufe Rodrigues e Monica Montone, de Estrela Leminski em “Tributo a Paulo Leminski” e um bate-papo musical com o Tavinho Moura e o Clube da Esquina. Na “Mostra de Cinema Flipoços” o festival exibirá o filme “A Memória Que Me Contam” da diretora Lúcia Murat e participação das atrizes Simone Spaladore e Irene Ravache.

Sem dúvida, uma grande programação carinhosamente preparada pela organização inserindo Poços de Caldas, ainda mais no contexto das principais festas literárias do Brasil. Acompanhe programação completa pelo site oficial www.feiradolivropocosdecaldas.com.br A 9ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2014 fazem parte do Calendário Oficial de Feiras do Brasil emitido pelo Ministério da Cultura.  Mais informações na GSC Eventos pelo (35) 3697 1551.