2015 será a vez das crianças

O escritor Fábio Sombra participou da Flipoços 2014 debatendo sobre o universo das histórias de cordel e autografando alguns de seus livros - Foto: Facebook

30/4/2014 – 19:06h

A 10ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2015 já têm temática definida em torno da literatura infantil: “A literatura como resgate da velha infância”. Ano que vem, as crianças serão as grandes homenageadas no evento literário marcado para o período de 25 de abril a 3 de maio. Segundo os organizadores, o “tema central vai buscar uma reflexão em torno do universo infantil para resgatar as crianças para o mundo delas, do qual jamais deveriam ter saído”.

Mas enquanto 2015 não chega, a atual edição da Flipoços continua com sua programação. Uma das novidades tem sido a Pegada Literária que está levando a literatura e algumas atividades culturais do festival para os quatro cantos da cidade, fazendo com que mais pessoas participem e usufruam do mundo dos livros e da leitura.

A organização conseguiu, assim, criar uma atmosfera de leitura pela cidade, contagiando a população da importância do hábito da leitura, como principal ponto de ligação para a paz, a cultura e ao convívio harmonioso entre todos. Até o final da Flipoços, dia 3 de maio, 11 locais espalhados pela cidade terão recebido atividades literárias e culturais.

Panorama de 1994 a 2013

28/4/2014 – 19:01h

Isis Valéria *

Muito grande foi a expansão da Literatura Infantil e Juvenil nos últimos vinte anos. Selecionamos apenas duas temáticas que representaram uma verdadeira mudança de paradigma na abordagem do imaginário cultural brasileiro: a literatura de afrodescendentes e indígenas.

A partir dos anos 80, a literatura infantil e juvenil brasileira consolidou um acervo que incluiu um imaginário com diversos títulos para a criança pequena, leitores em processo e jovens com a inclusão de uma linguagem nacional. Os escritores não só receberam o reconhecimento da crítica acadêmica, dos pais e professores, como também conquistaram leitores que desenvolveram o hábito de ler desfrutando de uma ampla oferta de gêneros literários, disponíveis através das bibliotecas escolares e nas livrarias. A indústria editorial brasileira investiu no potencial de um país de leitores com uma grande população jovem.

Há uma regularidade de lançamentos de títulos para suprir as necessidades de uma educação de qualidade expressa como um ideal de formação, nem sempre alcançado, mas que inclui a leitura como uma das práticas fundamentais para formar os futuros cidadãos capazes de conduzir um país democrático. A lei de Diretrizes e Bases da Educação recomenda a leitura de autores nacionais, o que também consolida a profissionalização de um grande número de artistas gráficos: os ilustradores, que exercitam sua arte em diversas linhas de trabalho, estilos, traços e uso de diferentes materiais para um mercado cuja demanda é capaz de absorver pessoas de talento.

O resultado é que a produção de livros nacionais alcançou uma qualidade semelhante a dos países desenvolvidos e hoje o Brasil ocupa o oitavo lugar no mercado mundial, possuindo um parque gráfico com tecnologia moderna e atualizada.

Nos anos 80, a escritora Lygia Bojunga Nunes recebeu o prêmio Hans Christian Andersen pelo conjunto de obra. Em 2000, Ana Maria Machado também foi agraciada com o prêmio, considerado o mais importante da literatura infantil e juvenil no gênero. Este ano, foi a vez de Roger Mello ganhar o mesmo prêmio como ilustrador.

A par desse desenvolvimento nacional, por mais de 490 anos os brasileiros fundamentaram o padrão cultural e estético nos valores europeus e segundo a norma culta. Houve a completa inclusão dos mitos, lendas e todo o imaginário que chegou com a literatura de Perrault, Irmãos Grimm, Andersen, Esopo e La Fontaine, que se consolidou com o nosso cotidiano social.

Por ocasião das comemorações dos 200 anos dos irmãos Grimm, o periódico Correio da UNESCO publicou um artigo do peruano Juan Paulo Adhur, que reclamava uma imagem mais latina para os Contos de Fada, com o título As Fadas Preferem As Louras. Esse padrão também foi citado na publicação do Boletim Informativo FNLIJ – Edição Especial –200 Anos Grimm, pelo escritor e jornalista Luiz Raul Machado referindo-se à página 47 do livro Cinderela, a Versão dos Índios Tenetehara de Charles Wagley, professor de Antropologia da Universidade de Columbia – NY. Luiz Raul ganhou a publicação de presente de Noel Nutels, um defensor dos indígenas brasileiros que ele, enquanto jornalista, teve a oportunidade de entrevistar. Os Teneteharas vivem no Maranhão e já em 1949 a University Press publicou o conto.

A referência é importante porque sabemos que, desde os anos 20, Monteiro Lobato ao publicar A Menina do Narizinho Arrebitado incluiu o cotidiano rural, o humor e uma nova forma de narrativa para a infância que reformularia completamente o imaginário nacional. Lá descobrimos a Cuca, o Curupira e, apesar de Lobato ter sido um grande opositor da Semana de Arte Moderna, em 1922, ele antecipa uma linguagem coloquial e brasileira. Mário de Andrade é o criador de Macunaíma, mas ainda a visão é do ponto de vista de um grande escritor voltado para o Brasil caboclo.

Na literatura infantil e juvenil, somente no final dos anos 80 é que Ciça Fitipaldi lança a Série Morena, com vários livros sobre os indígenas brasileiros dos quais, ao residir com antropólogos em diversas aldeias, escreve e ilustra várias lendas e mitos dos povos Ianomani, Bororo, Tucano, Karajas e introduz um novo parâmetro de imagens respeitando toda a cultura que os diferencia como povos.

É também em 1987 que Rogério Andrade Barbosa – voluntário da ONU na Guiné-Bissau por alguns anos, país que alcançara a independência como ex-colônia de Portugal – recolheu da tradição oral ao pé das fogueiras uma série de mitos e lendas africanas, publicadas com o título de Bichos Da África, ilustradas por Ciça Fitipaldi. Há outra abordagem nas histórias africanas que, recolhidas na origem do continente, revelaram raízes profundas no imaginário do africano brasileiro. As duas coleções tiveram um reconhecimento internacional e foram publicadas em diversos países, em espanhol, inglês e alemão. Só para o Programa Livros Del Ricon, da Secretária de Educação do México, foram vendidos cerca de um milhão de exemplares de Bichos da África, em sucessivas edições a partir de 1987 até hoje. A Série Morena obteve o mesmo reconhecimento internacional.

Com o passar dos anos e a militância dos afrodescendentes brasileiros, as editoras começaram a produzir obras mais representativas das culturas, que são as raízes do povo brasileiro, como a Melhoramentos, Peirópolis, Pallas e Callis, apenas para citar algumas. Surgiram as publicações de escritores africanos dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa – CPLP e também de escritores descendentes de africanos que escrevem a partir das suas vivências.

A partir dos anos 90, vários autores de imagens e textos consolidaram uma linguagem nacional e um novo olhar para a diversidade da cultura brasileira que aparece em suas ilustrações: André Neves, Graça Lima, Jô de Oliveira, Marilda Castanha, Mauricio Negro, Maurício Veneza, Roger Mello, Taiza Borges, entre outros.

Em 2002, Daniel Munduruku, o autor indígena já publicado e agraciado como finalista do prêmio Tolerância da ONU, procurou a FNLIJ e, em uma conversa com Elizabeth Serra, pediu apoio não só para a temática indígena nacional, mas para os escritores e ilustradores indígenas brasileiros. Na ocasião, estava chegando ao fim a década dos Povos Indígenas, declarada pela ONU em 1995 e foi criado, na FNLIJ, o projeto Curumim, um prêmio para escritores sobre a temática indígena. Mais tarde, em 2004, com o apoio inicial da Fundação Ford e da FNLIJ, foi criado o Primeiro Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, dentro do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que em 2012 completou dez anos, marcado com a publicação Relatório das Atividades – Um modo de marcar nossa ancestral oralidade – Uma Edição Comemorativa. Desde o início os indígenas sempre contam com o apoio do Instituto Ecofuturo e há seis anos o Instituto C&A patrocina o evento.

Hoje, existe um decreto que inclui a obrigatoriedade de incluir livros da temática Afrodescendente e Indígena nos programas de compra de acervos para as bibliotecas escolares, federais, estaduais e municipais. É mais uma conquista na área da inclusão cultural para que o Brasil seja de fato e de direito um país de todos.

*Presidente do Conselho Diretor da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ)
Fonte: Boletim da FNLIJ – Março 2014

Um garoto faz palestra na Flipoços

Algacir Júnior é especialista em Egito Antigo, mas como não larga os livros é sempre requisitado para falar sobre leitura - Foto: Internet

26/4/2014 – 22:02h

Na segunda-feira, dia 28, às 16 horas, a programação da Festa Literária de Poços de Caldas tem um convidado especial: um menino de 13 anos de idade vai realizar palestra sobre “A importância da leitura para o aprendizado”. O nome dele é Algacir Santos Júnior, da cidade de Cascavel, no Paraná. Ao lado de nomes consagrados da literatura e da pesquisa, Algacir é um dos convidados mais esperados pelos participantes da Flipoços.

Considerado o palestrante mais jovem do Brasil, Algacir tornou-se verbete no Guinness Book, o livro dos recordes. Ele começou a se apresentar para grandes plateias aos oito anos — havia três anos que recebera o primeiro prêmio em um concurso de oratória — e, desde os 11, é convidado para mostrar seus conhecimentos para universitários.

Para preparar as palestras, o jovem palestrante tem apenas um segredo: estudar muito. Ele garante que o conhecimento vem apenas dos livros — a busca nunca ocorre em outros meios, como a internet.

— Os livros melhoram a memória e aumentam a autoestima. Na internet, você tem apenas informações soltas e ela não colabora para a concentração — avalia o jovem.

Esta não é a primeira palestra que o menino faz em eventos literários. Antes da Flipoços, ele participou da Feira do Livro de Joinvile. Ainda no primeiro semestre, ele tem palestras agendadas para Recife e Maceió e, então, segue para a Europa, onde se apresentará em oito países.

Festa literária de Poços de Caldas

25/4/2014 – 23:29h

Poços de Caldas, em Minas Gerais, vive a atmosfera alegre da grande festa dos livros e autores que começa sábado, 26 de abril. As portas da Urca se abrem às 9 horas para receber os visitantes, população e todos os apaixonados por livros, autores e cultura.

A partir deste sábado e ao longo dos próximos nove dias, a cidade viverá o clima cultural da maior festa literária de Minas Gerais. Serão mais de 100 atrações culturais entre bate-papos com escritores e atividades diversas para todas as idades, classe sócias, tribos, estilos, gostos e bolsos.

“Será um deleite para aos amantes dos livros, da leitura e da cultura de qualidade, estes noves dias de intensa e diversificada programação do Flipoços – Festival Literário de Poços de Caldas” enfatiza Gisele Ferreira da GSC Eventos empresa responsável pelo evento.

A programação do sábado, 26, será intensa com a abertura oficial às 10 horas para autoridades, imprensa e convidados. Ao longo da tarde serão realizadas várias atividades como: Mostra de Cinema com o filme “José e Pilar”; bate-papo com Paula Pimenta; Eliane Brum; Mesa de Prosa com  Luis Ruffato e Antonio Geraldo Figueiredo; Contação de Histórias com David Daniel e Pamela Mira.

Na noite sábado, acontecem as homenagens ao Escritor Sulfuroso, Dr. Gaspar Eduardo de Paiva Pereira, e a Livraria José Olympio. E às 20 horas, grande participação de Ferreira Gullar, patrono do Flipoços 2014. que abre a temática dos 50 Anos do Golpe Militar.

Outras atrações e a lista completa de convidados podem ser conferidas na programação disponível no site oficial www.flipocos.com. Informações pelo (35) 3697 1551.

Jeito criativo de conviver com as letras

24/4/2014 – 19:07h

Trabalhar com a imaginação, estimulando a criatividade e fugindo das percepções pré-estabelecidas do mundo, é o maior desafio na criação de livros infantis. De forma bem-humorada, Alex Lutkus e Leo Cunha constroem novos significados para objetos presentes no dia-a-dia das crianças ao interligá-los às letras do alfabeto em “ABCenário”, 32 páginas, lançamento da Autêntica Editora para crianças a partir de seis anos de idade.

O livro é essencialmente visual, trazendo ilustrações construídas digitalmente que exploram os recursos de cores e terceira dimensão de objetos com formato semelhante ao corpo de cada uma das letras do alfabeto. As imagens misturam realismo e surrealismo e, associados a elas, poemas de no máximo duas linhas são criados com predominância de palavras iniciadas pela letra em destaque.

A letra T, por exemplo, é apresentada na forma de uma aeronave, um teco-teco, visto de cima. O texto que a acompanha é: “Pro teimoso teco-teco, toda a Terra é um tesouro”. A aliteração, nesse caso, reforça a letra abordada. Para o público infantil, isso é ainda mais importante por desenvolver o vocabulário, além de estimular e ampliar a percepção visual e crítica de objetos do cotidiano.

Curiosa é a definição dada às letras K, W e Y: “São os ETs do ABC”. Por ser recente sua inclusão oficial no alfabeto de língua portuguesa e por não serem comuns em palavras que não as de origem estrangeira, o texto questiona e provoca o leitor acerca do uso de tais letras.

Ao contrário de outras publicações infantis de Leo Cunha, em “ABCenário” ele cria os textos escritos a partir das ilustrações prontas pela primeira vez.

Sobre os autores

Alex Lutkus é designer e ilustrador desde 1976. Teve seus desenhos publicados pelas principais editoras do país e possui reconhecimento internacional, por ter feito imagens para projetos da NASA e da ESA, agências espaciais dos Estados Unidos e da Europa. É sua primeira publicação voltada ao público infantil.

Leo Cunha, por outro lado, possui vasta experiência com livros para crianças e adolescentes – mais de 40 títulos publicados. É escritor, tradutor e jornalista. Pós-graduado em Literatura Infantil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), mestre em Ciência da Informação e doutor em Cinema pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é membro da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ).

Coleção Jovem Pensador

22/4/2014 – 23:11h

A Editora Alaúde lança no Brasil a coleção Jovem Pensador publicada originalmente pela francesa Gallimard. Voltada para crianças a partir de 12 anos, a coleção tem uma proposta inusitada: aplicar conceitos filosóficos para tratar de assuntos que cercam o universo da adolescência como sexualidade, amor, trabalho e estimular a reflexão do leitor acerca desses assuntos.

Os dois primeiros volumes já chegaram às livrarias. Em “Obedecer? Rebelar-se”?, a filósofa Valérie Gérard  _ professora de filosofia e pesquisadora de filosofia moral e política, já publicou vários artigos sobre o tema, além do livro “L’Expérience morale hors de soi” _ questiona temas como autoridade, autonomia intelectual, poder e submissão.

“Amar um pouco, muito… loucamente”? da também filósofa Anissa Castel _ filósofa e professora de filosofia, já traduziu diálogos do filósofo grego Platão para o francês, publicou artigos sobre filosofia antiga e escreveu vários livros sobre o tema para crianças e a adolescentes _ discute o amor e suas consequências.

Ricamente ilustrados, os livros são leves e divertidos e contam com uma coruja como mascote que chama a atenção do leitor para conceitos destacados em balões que auxiliam a leitura.

“Obedecer? Rebelar-se”?

Por que obedecer e até que ponto? Até que idade, eu sou obrigado a obedecer aos meus pais? A obediência gera poder? Essas três questões são algumas das interrogações do livro de Valérie Gérard, que tem 72 páginas. Citando grandes pensadores como Rousseau, Weber, Kant e Hannah Arendt e com ilustrações descontraídas de Clément Paurd, ela aborda a legitimidade da obediência nas diferentes fases da vida do indivíduo, pontuando suas várias matizes e esclarecendo a diferença entre obediência e submissão. Expõe ainda a linha tênue que marca o limite entre a obediência livre e a revolta. Com caráter pedagógico, o livro proporciona uma introdução à filosofia, à política e à sociologia.

“Amar um pouco, muito… loucamente”?

Com a ajuda de filósofos como Montaigne, Stendhal, Pascal, Kant e Descartes, o livro de 88 páginas estimula os jovens leitores a pensarem sobre o amor de forma crítica, analisando os diversos aspectos desse sentimento. Ricamente ilustrada, a obra questiona, por exemplo, por que apesar de existirem bilhões de homens e mulheres no planeta, parece que apenas uma única pessoa é capaz de preencher o coração do outro de forma tão completa. Sorte? Destino? O livro estimula a reflexão sobre o que nos faz amar alguém e também questiona se o amor permanece quando as pessoas mudam, evoluem e se tornam diferentes do que eram no começo.

Livros, câmera, ação!

21/4/2014 – 21:44h

Em 2014, os clássicos da literatura ganham vídeos de três minutos e ajudam alunos a se prepararem para o vestibular.

O Portal Educacional (www.educacional.com.br), rede social educacional, acaba de lançar o concurso “Livros, câmera e ação!”, que busca aproximar os jovens estudantes de obras de José de Alencar, Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Carlos Drummond de Andrade. O concurso é destinado a alunos de Ensino Médio de escolas plugadas ao Portal.

O grande desafio dos participantes é exercitar a capacidade de síntese e adaptar o enredo de um clássico da literatura brasileira para um vídeo de, no máximo, três minutos, que deverá ser enviado para o concurso. O vídeo será produzido em grupo e cada grupo pode apresentar quantos vídeos quiser por categoria e para quantas categorias desejar, desde que não ultrapasse o limite de um vídeo por obra.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora que irá considerar a adequação do vídeo à proposta do concurso. “Além de estimular a leitura de obras que normalmente são exigidas nos exames vestibulares, vamos premiar os vídeos que melhor conseguirem extrair e expressar os pontos principais da história”, explica Andréa Maia de Santana, Portal Educacional.

Também serão considerados a apropriação de conceitos artísticos e cinematográficos, a originalidade na abordagem do tema e a qualidade técnica do vídeo (imagem, áudio, iluminação, trilha sonora, figurino, etc.).  Após a seleção feita por profissionais ligados ao Portal Educacional, por um especialista em cinema e outro em literatura, os vídeos serão submetidos ao voto de toda a comunidade do Portal Educacional.

O resultado do concurso “Livros, câmera, ação!” será divulgado no dia 16 de junho, quando serão conhecidos os três melhores vídeos de cada categoria, eleitos pelos júris oficial e popular.  Além de um troféu para os 1ºs lugares, todos ganharão uma sessão de cinema com a turma em um cinema local, pipoca, refrigerante e certificado.

Ao final do concurso, os usuários do Portal Educacional terão acesso a uma galeria de vídeos,  que servirá como estímulo à leitura de  clássicos da literatura nacional e ajudará a aprofundar a compreensão das  obras. “Será um grande festival virtual de literatura que poderá favorecer a preparação para o vestibular”, completa Patricia Sprada Barbosa.

Aprenda a narrar histórias

20/4/2014- 21:45h

A Trupe Maria Farinha, comandada por Sandra Bittencourt e Babu Xavier, vai realizar o curso “A Palavra em Movimento dos Ledores e Contadores de Histórias”.

Serão oito aulas, numa segunda-feira de cada mês, começando no dia 28 de abril. As outras datas já acertadas são 26/5, 9/6, 21/7, 25/8, 22/9, 27/10 e 24/11, sempre no horário de 18h às 20:30min, no Colégio Elo, Av. Thales Chagas, nº 451 – Bairro Názia, Vespasiano. Tel: 3622-5457 (apenas no período da tarde).

Dia Nacional do Livro Infantil

18/4/2014 – 18:57h

O Brasil comemora em 18 de abril o Dia Nacional do Livro Infantil numa homenagem à data de nascimento do escritor Monteiro Lobato. Nos últimos anos, a frase do criador de tantos livros, histórias e personagens memoráveis, ou seja, “Um país se faz com homens e livros” está mais próxima de ser uma realidade.

A principal pesquisa realizada no Brasil sobre Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com orientação da CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), em 2012, constatou que são lançados pelas editoras brasileiras em torno de 55 mil novos títulos dirigidos ao público infantil.

O Levantamento Anual do Segmento de Livrarias, feito pela ANL (Associação Nacional de Livrarias), em 2011, apontou que o setor infantojuvenil foi o que mais cresceu em vendas, desbancando a literatura estrangeira e de autoajuda. Em 2012, outra pesquisa também organizada pela ANL, em parceria com a GFK Brasil, registrou que os livros para o público infantil e juvenil alavancam as vendas em datas comemorativas, como Natal e Dia das Crianças.

Mercado digital

O livro eletrônico, a internet e o avanço de tablets e smartphones entre as crianças, não inibem o uso do livro de papel. Na avaliação de Elizabeth D´Angelo Serra, secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, “são duas coisas independentes. Temos que aprender a conviver com isso. Não temos que ter medo desta nova mídia. O que precisa é haver um equilíbrio. Se as crianças só tiverem o tablet e o celular, mas não tiverem oportunidade de conviver com o livro em papel, aí haverá um desequilíbrio. Se os pais e os educadores souberem balancear isso, não há problema algum”.

Ela revela outros dados que confirmam o crescimento do mercado dos livros infantojuvenis impressos: atualmente existem pelo menos 120 editoras brasileiras que publicam obras para essa faixa etária e que oferecem cerca de 30 mil títulos em português. “O livro em papel ocupa mais espaço do que antes com o leitor juvenil, por incrível que pareça. É um período em que a mídia eletrônica se fortaleceu, mas os livros para crianças aumentaram muito mais e os autores se multiplicaram. Todas as nossas escolas públicas hoje têm livros de literatura, por compras de governos ou de projetos. Os professores se preocupam muito mais com a formação leitora das crianças”.

Além das vendas, existem outros motivos para comemorar o Dia Nacional do Livro Infantil e um deles se refere à qualidade editorial das obras lançadas pelos profissionais brasileiros, de reconhecimento internacional, e aqui se incluem autores, ilustradores, revisores e editores.

Inscrições abertas para o Prêmio Jabuti

15/4/2014 – 19:50h

As inscrições para as 27 categorias do 56º Prêmio Jabuti já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.premiojabuti.com.br até 30 de junho. Este ano o Jabuti ganha a categoria Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português, uma parceria com o British Council. Outra novidade é Marisa Lajolo como curadora do Prêmio. Ela tem Mestrado e Doutorado em Literatura pela USP e Pós-doutorado na Brown University. É professora de Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Unicamp. Publicou vários livros e alguns deles receberam prêmios como o Jabuti em 2009 (“Livro do Ano não ficção”). Seu livro “Gonçalves Dias: o poeta do exílio” (FTD, 2011) recebeu  prêmio da Academia Brasileira de Letras. A cerimônia de entrega acontecerá em 18 de novembro, em novo local: será no Auditório Ibirapuera.

Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade promotora do Jabuti, enfatiza o trabalho realizado por José Luiz Goldfarb, curador do Jabuti desde 1991. “Ele deu imensa contribuição ao prêmio, desempenhou papel importante para o seu desenvolvimento e realizou um excelente trabalho”, afirma, acrescentando: “Agora, Marisa Lajolo, nova curadora, agregará seu conhecimento, experiência e visão sobre o livro no Brasil”.

A presidente da CBL observa que “o Jabuti, em mais de meio século de existência, renova-se permanentemente, cumprindo sua missão principal de promover o livro, conferir visibilidade à produção editorial brasileira, reconhecer talentos e revelar novos escritores. Nesse sentido, enaltecemos a contribuição de Goldfarb e o início do trabalho de Marisa Lajolo”.

José Luiz Goldfarb frisa que está se despedindo do Conselho Curador do Jabuti com a sensação de missão cumprida. “Afinal, foram mais de duas décadas acompanhando o prêmio e tendo a oportunidade de vê-lo tornar-se a maior láurea da literatura nacional. Porém, as mudanças acontecem sempre na vida e me sinto honrado por dar lugar a uma pessoa competente como Marisa Lajolo. Desejo a ela um bom caminho e estarei preparado para ajudar no que for preciso. E vamos em frente, para outras aventuras editoriais por aí”.

Feliz desafio

Marisa Lajolo salienta que, em seu mais de meio século de existência, o Jabuti já se firmou como respeitada chancela da qualidade e da variedade da produção de livros no Brasil. “Sua importância,  consolidada nos últimos anos sob a cuidadosa curadoria de José Luiz Goldfarb, tem uma dupla face: decorre tanto de sua fidelidade a valores que marcam o prêmio desde sua origem,  quanto de sua agilidade para captar, refletir e mesmo projetar novas tendências do mundo dos livros”.

A escritora e professora ressalta que assumir a honrosa curadoria representa um feliz desafio: “Levar para o Jabuti a experiência de pesquisas sobre livros e leitores no Brasil e, simultaneamente, fecundar com as possibilidades abertas pelas inúmeras parcerias que o prêmio celebra, diferentes setores da cultura  do livro e da leitura no País, particularmente na esfera educacional”.

Ficção Inglês-Português

Em 2014, o Jabuti ganha a categoria Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português, uma parceria com o British Council. Poderão concorrer obras exclusivamente literárias (prosa, poesia ou dramaturgia), traduzidas diretamente de escritores nascidos ou residentes no Reino Unido para língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Não serão aceitas adaptações. O tradutor vencedor do primeiro lugar, além do prêmio em dinheiro pago pela CBL, receberá uma premiação especial do British Council.

O prêmio é viagem a um festival literário no Reino Unido em 2015, com todas as despesas de transporte, estadia e alimentação incluídas, além da oportunidade de se conhecer autores e tradutores britânicos e de ter acesso a fontes de pesquisa disponíveis durante o período da visita. A premiação integra o Programa British Council de Tradução Literária, que oferece oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional para tradutores literários no Brasil e no Reino Unido. A data, programação e demais detalhes da viagem deverão ser combinados entre o tradutor vencedor e o British Council após a premiação.