A festa das crianças em Paraty

A programação da Flipinha envolve 13 mil alunos de Paraty - Foto: Divulgação

30/7/2014 – 19:55h

A 12ª Feira Literária de Paraty está começando hoje e segue até domingo, dia 3 de agosto. A homenagem da feira este ano é dirigida a Millôr Fernandes. Participam de sua programação 47 autores de 15 nacionalidades diferentes.  Quem desejar, pode assistir o desenrolar da programação via internet no site do evento www.flip.org.br

A programação referente á literatura infantil já vem sendo desenvolvida há alguns dias no evento paralelo, Flipinha, que acontece pelas ruas da cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. Os organizadores frisam que a Flipinha é muito mais do que uma feira literária dirigida à meninada. Ela tem forte atuação na melhoria de vida das crianças e na formação de leitores, por isso contempla uma intensa programação com as escolas da região que envolvem 13 mil alunos.

“A relação com professores da rede pública da cidade, os temas trabalhados em sala de aula e um levantamento dos autores mais livros de seu acervo de 12 mil títulos norteiam a programação”.

A curadora, Gabriela Gibrail, vai além e destaca: “A Flipinha não é um evento e sim um movimento permanente de formação de leitores ao longo do ano em Paraty. Há alguns termômetros importantes que norteiam a seleção dos autores e a própria programação voltada à literatura infantil nos cinco dias da festa. Entre eles, as ações de leitura junto a professores da rede pública, os temas trabalhados com os alunos em sala de aula e os autores mais lidos na Biblioteca Casa Azul, sede das muitas atividades de formação.”

Gabriela apontou que a Ciranda dos Autores, nessa Flipinha 2014, vai mostrar a diversidade e mesclar nomes consagrados a novos talentos. Entre os exemplos, a jovem ilustradora Luciana Grether Carvalho, ao lado de Marilda Castanha e Laura Teixeira. Outros destaques: o amazonense Roni Wasiry Guará, do povo indígena Maranguá, revelando seu olhar indígena sobre sua própria cultura; a estreia do contador de histórias Augusto Pessôa como autor;  a presença de Luis Dill, com seu estilo marcante de escrever; e também a presença de escritores-músicos, como Bia Bedran e o violeiro Fábio Sombra, além de Leo Cunha, Rosana Rios, Anna Cláudia Ramos, Socorro Aciolli e Daniel Kondo.

Os alunos do curso normal do CEMBRA cuidaram dos preparativos para a decoração do Arte na Praça e dos famosos pés-de-livros característicos da Flipinha. Na sala de aula da Biblioteca Casa Azul, eles passaram horas alegres de muita criatividade e participação, entre materiais variados – tecidos, papel, materiais reciclados, tintas, pincéis, canetinhas, tudo muito colorido para inspirar o visual da Flipinha e aguardar a festa literária das crianças em Paraty.

No sábado, dia 2,  a Flipinha vai sediar a sessão “Quem lê viaja: bate-papo sobre leitura com o ator Antonio Calloni”. Integrando a campanha da Globo de incentivo à leitura, o ator lerá trechos de livros, das 18h30 às 19h30.

Programação da Flipinha na Ciranda dos Autores:

30 quarta
9h | tenda da flipinha
Da memória às histórias
Laura Teixeira e Luciana Grether Carvalho

31 quinta
8h30 | casa da cultura
A ilustração ontem e hoje
Daniel Kondo, Mario Bag e Nelson Cruz

9h | tenda da flipinha
Como se conta uma história
Augusto Pessôa e Rosana Rios

13h30 | tenda da flipinha
A arte de escrever
Luís Dill e Socorro Acioli

1 sexta
9h | tenda da flipinha
A música e a literatura
Bia Bedran e Marilda Castanha

13h30 | tenda da flipinha
De onde vêm as histórias?
Leo Cunha e Roni Wasiry Guará

2 sábado
14h30 | tenda da flipinha
Cultura popular e literatura
Arievaldo Viana e Fábio Sombra

16h | tenda da flipinha
Mesão: Homenagem a Millôr Fernandes

O traço de Millôr Fernandes anuncia o início da Flipinha na Praça da Matriz – Foto: Márcia/O Globo

O retorno de uma obra inesquecível

29/7/2014 – 19:16h

Há gerações, o livro “As mais belas histórias”, escrito pela educadora Lúcia Monteiro Casasanta (1908-1989), encanta os pequenos leitores. Tanto que, na vida adulta, eles ainda se recordam de muitas das histórias e até mesmo da capa do livro, desejando que seus filhos ou alunos também possam ter a mesma oportunidade de leitura. São raras as obras que conseguem esta façanha.

A de Lúcia Casasanta foi adotada principalmente nas escolas públicas, em quatro volumes, sendo que o primeiro era a famosa cartilha “Os Três Porquinhos”. Despretensiosamente, “As mais belas histórias” fazem surgir, de vez em quando, um ou outro movimento de reedição, já que a obra foi lançada em Minas Gerais há mais de 60 anos atrás pela Editora do Brasil. Temos notícia, no entanto, que a última edição foi em 1994.

Através das histórias de Lúcia Casasanta, muitas crianças aprenderam a ler. Enquanto educadora, Lúcia era especialista em métodos de leitura, entre eles o Método Global que ensinava ler a partir de pequenas histórias que aos poucos iam se desfragmentando em sentenças, palavras, sílabas e letras. Os métodos mudaram, no entanto, permanece o interesse pelas histórias escritas pela educadora mineira.

Atualmente, quando alguém deseja comprar “As mais belas histórias” o caminho tem sido os sebos, onde é possível encontrar alguns volumes. Outra opção são os sites Submarino/Livros Raros e Mercado Livre/Livros Raros. Também tenho notícias de quem procura diretamente pela família da autora, que dirige em Belo Horizonte a Escola Lúcia Casasanta localizada em Belo Horizonte, no Bairro Sion, à Rua Rio Verde, 379 ou www.escolaluciacasasanta.com.br

Numa entrevista por e-mail ao blog, a diretora da escola e filha de Lúcia Casasanta,  professora Coli, nos informou do desejo de reeditar os livros e das suas tentativas neste sentido”:

“Queremos reeditar os livros mas precisamos de uma editora que se interesse pela obra que encantou tantas gerações. As que eu procurei não se interessaram. As histórias de Lúcia foram escritas num período bem anterior ao “politicamente correto”. Lúcia escrevia numa linguagem clara, sem fazer uso de subterfúgios. E, cá entre nós: entendia de crianças! Seus livros despertaram e despertam ainda o prazer em ler. Continuaremos na procura! Precisamos também de algumas orientações sobre isto. Por exemplo: gostaríamos de repetir a mesma capa de antigamente… Coisas assim”, afirmou a professora Coli.

A obra de Lúcia Casasanta ainda não tem versão digital. É revolucionária por outro motivo: o poder insuperável de despertar crianças e adultos para a leitura. “As mais belas histórias” continuam vivas dentro de seus leitores.

Formação para narradores

28/7/2014 – 19:51h

Considerada uma das formações em narração de histórias mais tradicionais do país, o curso A Arte de Contar Histórias, oferecido pelo Instituto Cultural Aletria, está com inscrições abertas.  O curso será realizado às quartas-feiras, das 16h às 19h, de 6 de agosto a 29 de outubro e será ministrado pela renomada contadora de histórias Rosana de Mont’Alverne Neto. A formação é destinada tanto a iniciantes quanto a narradores que estão se profissionalizando, bem como interessados pela arte de contar histórias em geral.

No curso, Rosana aborda os vários gêneros de contos populares, sua importância, como surgem em comunidades diferentes e  como abordá-los na prática em nossa comunidade. Para tanto, são necessárias leituras e muita prática para perceber, reconhecer e expressar o que há de essencial neles. O conteúdo inclui também as características básicas que distinguem o conto popular do conto literário. O curso pretende ser teórico e prático com ênfase na pesquisa e na performance do contador de histórias.

Ao longo da formação, serão propostos exercícios, dinâmicas e técnicas de voz, ritmo, gestos, pausas, olhar e memorização; narração de contos literários e da tradição oral; escolha do figurino, música e ambientação do espaço do contador de histórias; formação do repertório do narrador; fundamentação teórico-metodológica e reflexão/discussão sobre a narração de histórias na escola como instrumento de estímulo à leitura, formação de valores e ampliação do repertório de leitura do mundo.

Rosana é mestre em educação pela UFMG, fundadora do Instituto Cultural Aletria, professora do curso A arte de contar histórias há 10 anos e contadora de histórias profissional há 18 anos. Rosana idealizou e coordenou os projetos Conto Sete em Ponto, que durante 14 anos promoveu Noites de Contos mensalmente em Belo Horizonte, e Feira de Histórias, que promoveu sessões de narração de contos aos sábados, de 2007 a 2012, no quarteirão fechado da Av. Bernardo Monteiro, no Bairro Santa Efigênia.

Informações e inscrições: aletria@aletria.com.br (31) 3296-7903

Um jeito diferente de publicar e-book

27/7/2014 – 22:22h

Miguel Mendes*

Livro digital? Hum… Já se sente o clima de polêmica no ar. Hoje já está bem desenvolvido  o meio de se publicar um livro digital, mesmo sem editora,  e ele estará disponível para compra no mundo todo. Será que se autopublicar na forma de e-book é uma boa alternativa para novos escritores?

Estou no meio de uma experiência para chegar perto de uma resposta. Tendo eu sempre trabalhado no campo da produção de histórias em quadrinhos e livros infantis, decidi tirar uma ideia da gaveta e lançar um e-book juvenil totalmente independente. Isso quer dizer que o autor controlou todas as etapas do processo, desde a redação, passando pelas ilustrações e pela formatação digital, até a comercialização e publicidade.

O livro é “Agência Frase Feita – a nata da publicidade”, primeiro volume de uma série dedicada a leitores de 9 a 12 anos, com um enfoque fantasioso e bem-humorado da atividade publicitária. Ele está a venda em duas plataformas de livro digital: Amazon Kindle e iBookstore da Apple.

Quais as vantagens do livro digital em relação ao livro impresso? A primeira e mais importante é a distribuição ubíqua. Enquanto um livro impresso deve ser comprado numa livraria, nem sempre existente próxima ao leitor, ou encomendado pelo correio, com custo de frete e dias de espera, um livro digital é comprado com alguns cliques e pode ser lido de imediato, em qualquer lugar em que o leitor esteja, desde que haja conexão de internet.

O livro digital fica, literalmente, à venda no mundo todo. Qualquer leitor de língua portuguesa, por exemplo, não importanto a nacionalidade, passa a ser meu leitor em potencial. Imagine quem escreve em inglês…

Por suas características virtuais, o livro digital ganha em praticidade. Não pesa nada. Quem pesa é o leitor de e-books, mas ele pode segurar dentro dele uma biblioteca inteira. Uma vez comprado, o livro é um direito seu. Se perder seu leitor de e-books, você pode recuperar seus livros acessando a loja. Mas se você perder seu exemplar impresso, só comprando um novo, né? Além disso, o livro digital é maleável. Leia com o tamanho e estilo de letra que for mais do seu gosto. Leia também em diferentes aparelhos. Você pode começar a ler o livro no computador, porque está em casa, e continuar no smartphone, porque está em trânsito. O livro digital pode receber atualizações e correções como se faz com os programas e os apps. Só depende do autor. Já estou pensando em substituir a imagem de capa do meu livro. Posso fazer isso quantas vezes quiser. Quando um autor de livro impresso vai poder fazer o mesmo?

Mas como se faz? Eu precisei de conhecimento técnico, é verdade. Muito importante foi assitir a um curso intensivo de formatação de livros digitais ministrado pelo José Fernando Tavares, da Simplíssimo. Ali aprendi a transformar meu texto e minhas ilustrações num arquivo de formato ePub, o formato mais difundido de e-book. Há meios automáticos de se criar esse arquivo, mas lembre-se de que o nosso objetivo era ter controle sobre o processo e, sem botar a mão na massa, o autor não tem controle sobre a performance e o visual de seu e-book.

Um grande impulso no projeto foi dado pela leitura de um trabalho chamado “Publicação de livros na iBookstore”, de autoria de Glauco Adams. É um amigável manual de como se autopublicar através do sistema da Apple, aquilo que se chama “o caminho das pedras”.

Também assisti a uma palestra sobre o marketing dos livros digitais dada pelo Eduardo Melo, da Simplíssimo. Tinha que cobrir todas as etapas.

Com o livro pronto, só faltava mesmo me associar às grandes lojas distribuidoras de e-books. Essa é a etapa do processo que pode afugentar alguns autores, devido à burocracia envolvida. Eles devem ter em mente que a Amazon e a Apple são empresas americanas e, para firmar contrato com elas, é preciso um registro oficial nos Estados Unidos. É só um número de identificação no fisco, mas tem que ser feito. Por outro lado, tudo é muito livre: você não precisa ter uma empresa para vender seu livro. Não precisa nem mesmo um número de ISBN. Basta ser o legítimo autor da obra. Faz tudo on line, não precisa nem de correio. E tem a satisfação de ditar o preço de seu livro, para cada um dos países em que ele será oferecido.

Nesse ponto, autopublicar-se é extremamente distinto de publicar um livro impresso. Administrar seu preço on line é uma ferramenta de marketing que não existe no mundo das livrarias físicas. Escolha o preço que ajudar a vender seu livro. Nem tão barato que desvalorize o trabalho, nem tão caro que desestimule a compra da novidade. Mais do que isso: você pode mudar o preço quantas vezes quiser, para ajustá-lo às variações do mercado. Esse ajuste pode ser feito em função das informações de venda, que também são on line, quase em tempo real. Um autor de livro impresso só sabe quanto vendeu de seis em seis meses… Quando sabe!

Agora, vamos falar das desvantagens, senão este post fica sendo só a apologia do e-book. Quando um autor se autopublica, seu trabalho não é aprimorado pelos editores, que tem mais experiência no mercado e vários filtros de qualidade. O autor, então, tem que compensar essa falha de alguma maneira. Outra coisa que o autor perde é o investimento da editora em distribuição e marketing, todos aqueles profissionais tentando colocar seu livro nas redes de livrarias e nas compras do governo. Bem, o fato é que as editoras já têm colocado nos ombros dos autores a responsabilidade de se fazerem conhecidos. Então, nesse aspecto, dá empate. Mas fazer sua obra independente ser conhecida e comprada é trabalho bem duro.

É diferente quado um autor já é conhecido de seu público por conta de outras atividades profissionais. No caso dele, publicar um livro digital e divulgá-lo no dia-a-dia é o suficiente para fazer o projeto funcionar. Imagino o caso de um palestrante, por exemplo, que anuncie seu e-book no fim da palestra. Alguns dos ouvintes vão procurar o livro, com certeza. E, quem sabe, espalhar.

Pra finalizar, ainda espero resultado do meu livro. Outra vantagem aparece aí: o tempo está do meu lado. Um livro digital está sempre ali, disponível para “acontecer”. Aliás, quem quiser conhecer a história da Agência Frase Feita pode olhar o site em www.migmendes.wix.com/agenciafrasefeita ou em www.facebook.com/agenciafrasefeita.

* Jornalista, quadrinista e ilustrador da equipe de Ziraldo

Para este fim de semana

Beatriz Myrrha retoma neste domingo o espetáculo "Era uma vez"... Foto: Facebook

A escritora e narradora gaúcha Rosane Castro é a convidada deste fim de semana - Foto: Facebook

26/7/2014 – 11:26h

Frio e chuva não vão atrapalhar a diversão da criançada neste fim de semana, por que o Museu das Minas e do Metal, localizado na Praça da Liberdade, está retomando seu programa de sucesso nos domingos pela manhã.

“Era uma vez”… com a escritora, musicista e narradora Beatriz Myrrha volta, dia 27, com os “Contos que o vento cantou”, que amanhã terá  também a participação de Rosane Castro, escritora e narradora de histórias gaúcha, e do pianista Rodrigo Lana.

Beatriz e Rosane vão recitar poemas, contar e cantar, conduzir crianças e adultos para o mundo mágico das histórias e suas fantasias. O espetáculo começa às 11:00 horas, é gratuito, mas é preciso retirar senhas a partir de 10:40h.

Segunda e terça-feira

Na rede social, as narradoras divulgaram outra programação de música e narração de histórias para os próximos dias.

“Batidas de Okan”, Editora Libretos, ilustração de Mônica Papescu (veja ao lado a foto da capa) é o título do novo livro de Rosane Castro, que será lançado, segunda-feira, dia 28 de julho, em Belo Horizonte, e no dia 29, em Ouro Preto. Rosane vai também autografar seus outros livros: “Umas Formigas”; “Histórias ao Pé do Ouvido”; “A Menina dos Olhos Verdes”; “Histórias do mundo pra todo mundo”.
Dia 28, em Belo Horizonte, o lançamento será no Viaduto das Artes (viaduto do Barreiro, onde funciona o Instituto Escultórias), entre 15:00h e 22:00h com grande programação:
15h: Piquenique Literário no viaduto, às 15h, com narração de histórias para crianças de todas as idades;
18h: Sessão do filme “Kiriku 2: Os animais selvagens”;
19h: Sarau com diversas apresentações artísticas e autógrafo dos livros da autora;
Encerramento com dança afro pelo bailarino e coreógrafo Evandro Passos.
Dia 29, em Ouro Preto, o lançamento será na Livraria Ouro Preto (Prédio da FIEMG), das 17h30 às 19h. A livraria fica no prédio da FIEMG, Rua Cláudio Manoel n. 15, com Praça Tiradentes.

A “Odisseia” de um adolescente

24/7/2014 – 19:35h

Um dos clássicos da poesia épica mundial foi parar nas mãos de João Vítor, aluno da sexta série que está de recuperação e precisa fazer um resumo da Odisseia de Homero para passar de ano. Por engano, o garoto retirou da biblioteca a versão integral da obra de Homero, ao invés da versão “adaptada” à sua idade. Para piorar, ele deixou a leitura para o último dia, ou melhor, a última noite antes da entrega.

O resultado, como era de se esperar, não sai exatamente como a professora esperava, pois o aluno não só contou a história com suas próprias palavras, como aproveitou para incrementar alguns detalhes que, a seu ver, faziam toda a diferença.

“Ulisses e seu bando chegaram, então, à terra dos ciclopes, horríveis gigantes de um olho só. Após desembarcarem na praia, o que escolhem fazer? Descansar? Não. Banho de mar? Não. Frescobol? Não. Churrasco. Churrasco! Outro churrasco, professora Denise! Deve ser o vigésimo e ainda estamos no capítulo nove! Vou lhe dizer uma coisa: nunca vi povo tão farofeiro quanto esse. Dia sim, dia não, tem churrasco na praia!”

Dessa forma, com uma linguagem informal e desencanada, João dialoga com sua professora em um texto recheado de imaginação.

Gustavo Piqueira, autor e ilustrador deste livro lançado pela Editora Gaivota, trouxe ilustrações divertidas e bastante atuais para a história, misturando diferentes tempos, divertidas colagens e fantasias coloridas que refletem a mente do inteligente e muito malandro, João Vítor.  A leitura de Odisseia de Homero, segundo o adolescente é a aventura mais maluca dos personagens gregos que os leitores conhecerão.

Sobre o autor e ilustrador

Gustavo Piqueira é o designer gráfico mais premiado do Brasil e está à frente da Casa Rex, casa de design gráfico internacional, com sedes em São Paulo e Londres, onde lidera uma equipe de mais de 40 profissionais e desenvolve desde projetos de design estratégico para marcas globais de consumo até projetos experimentais.

Seu portfólio inclui doze livros sobre temas diversos e ilustração de livros infantis. Seus mais recentes projetos incluem a concepção e organização da coleção de filosofia clássica Ideias Vivas (WMF Martins Fontes), a tradução do irônico A História Verdadeira, escrito no século II por Luciano de Samósata (Ateliê Editorial), e o misto de imagens reais e ensaios fictícios Iconografia Paulistana (WMF Martins Fontes).

Tema de livro em debate

23/7/2014 – 18:56h

Antonieta Cunha, professora e editora, e Leo Cunha, escritor e professor, são os convidados do Sempre Um Papo e do Sesc Vila Mariana para o debate sobre o tema “Universo Virtual na Literatura Infantil”, dia 29 de julho, próxima terça-feira, às 20h, em São Paulo. A entrada é gratuita.

Na oportunidade, mãe e filho apresentam seus olhares referentes aos assunto, sob a ótica de quem já está há mais de 40 anos como editora e, há mais de 20, como escritor no mercado infanto-juvenil. No evento, Léo também lança o livro “Dedé e os Tubarões”, Editora Escarlate, que traz em sua narrativa a história dos irmãos Lelê e Dedé, que mostra, de forma divertida, como a internet pode contribuir na união entre irmãos de idades diferentes.

No livro, contrariando a visão daqueles que acreditam que os universos dos livros e da internet são opostos, Leo Cunha coloca em xeque tal separação em parceria com Alessandra Roscoe, em “Dedé e os Tubarões”. Durante as férias, num dia em que seus pais decidiram preparar um prato misterioso, Lelê tem que tomar conta de seu irmão mais novo, Dedé. É obvio que ela não quer, mas quando Dedé decide brincar com seu novo brinquedo favorito, o aplicativo do Google Maps instalado no tablet do pai, e procurar tubarões na costa da Austrália, Lelê decide dar uma chance ao irmão e entrar na brincadeira.

Leo Cunha é graduado em Comércio Exterior pela UNA e Comunicação Social pela PUC-BH. É especialista em literatura infantil e juvenil e mestre em Ciência da Informação. Divide suas atividades entre as aulas de jornalismo cultural que leciona na UNI-BH e a escrita de contos juvenis, atividade que iniciou com o livro “Pela Estrada Afora”, publicado pela Atual Editora, em 1993. De lá pra cá, o autor soma mais de 40 publicações, entre livros autorais e coletâneas. Já venceu seis concursos literários, entre eles o Prêmio Jabuti – Autor Revelação do Ano em Lit. Infantil (1994) e Prêmio FNLIJ Odylo Costa com O melhor livro de poesia (2002). Recentemente, ganhou mais um prêmio da FNLIJ com o livro “Poesia para Crianças: Conceitos, Tendências e Práticas” na categoria Livro Teórico.

Antonieta Cunha é mineira e atuou por duas vezes como Secretária Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Foi professora de literatura da Univerdade Federal de Minas Gerais (UFMG) por 30 anos e trabalha como editora, desde a década de 70. Foi, até recentemente, diretora do Livro e Leitura (DLL) do Ministério da Cultura.

Sempre Um Papo

Criado pelo gestor cultural Afonso Borges, há 28 anos, o “Sempre Um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5.000 eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas.

Endereço do local de realização do debate: Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana – São Paulo.

Vendas crescem e preço médio cai

22/7/2014 – 21:35h

As editoras brasileiras venderam ao mercado 279,66 milhões de livros, em 2013, representando um aumento de 4,13% em relação aos  268,56 milhões de exemplares de 2012. Já as vendas de exemplares ao governo tiveram crescimento de 20,41%. Em 2013, foram 200,30 milhões de exemplares ante 166,35 milhões em 2012.

Quanto ao faturamento, o crescimento nominal do setor editorial brasileiro, considerando mercado e governo, em 2013, foi de 7,52%, com R$ 5,35 bilhões. Esse percentual significa um crescimento real de 1,52% considerada a variação de 5,91% do IPCA em 2013. Entretanto, desconsideradas as compras feitas pelo governo, o crescimento nominal foi de 5,90%. Ou seja, considerada a variação do IPCA de 5,91%, as vendas ao mercado não sofreram alterações positivas ou negativas, dado que o crescimento real foi de 0%.

Os dados são relativos à Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE/USP), sob encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato dos Editores de Livros (SNEL), divulgada nesta terça-feira (22/7), na sede do CBL, em São Paulo. O levantamento abrange os segmentos básicos do setor do livro: o mercado (editoras, livrarias e outros pontos de venda) e o governo (que compra das editoras por meio de programas como o Plano Nacional do Livro Didático – PNLD).

Cai preço médio constante do livro

Outra constatação da pesquisa é a de que o preço médio constante do livro ao mercado apresentou queda de 4,%, considerada a variação do IPCA de 5,91%.  Porém, o preço médio corrente do livro cresceu 1,70% em 2013, em relação ao ano anterior. O subsetor que apresentou maior elevação dos preços foi o de Religiosos (14,60%), seguido do Científicos, Técnicos e Profissionais – CTP (8,74%) e Didáticos (4,70%). O subsetor Obras Gerais apresentou queda de 2,94%. A venda de e-books aumentou 225,13 % de 2012 para 2013, contudo, ainda representa uma parcela muito pequena do faturamento total do setor.

A importância da pesquisa

“A comparação entre o desempenho do setor editorial, a cada ano, permite analisar tendências e resultados. É importante conseguirmos enxergar qual dos segmentos está obtendo melhores resultados, qual o canal de distribuição está crescendo, qual a área temática está com tendência de crescimento ou de queda”, comenta Sônia Jardim, presidente do SNEL.

O poder dos shoppings

22/7/2014 – 0:28h

De vez em quando, recebo notícias de alguns eventos literários realizados em shopping centers. São feiras, exposições, narração de histórias e venho observando como têm atraído o público. São ambientes com o poder de “pescar” leitores em potencial: os consumidores que por lá passam para comprar e os curtidores em busca de lazer.

Os shoppings deviam promover mais o livro e a literatura e assim conquistarem um diferencial mercadológico a partir destes eventos. Seguir o exemplo do Madureira Shopping, no Rio de Janeiro, que promoveu uma feira literária e devido ao sucesso da primeira temporada já está realizando novamente a segunda com o evento mais enriquecido.

A segunda fase da Feira Literária teve início no dia 15 de julho e vai ser realizada até 15 de outubro em parceria com a Emergir Livros. Além dos livros, que estão disponíveis para leitura e venda, fazem parte da programação diversas atividades, como Histórias com Fantoches; Contação de Histórias; Jogos Educativos; Pintura e Animação com Personagens.

A cada domingo, acontece uma atividade diferente para promover uma interação familiar divertida em torno dos livros, sempre a partir das 15h. A Feira Literária é gratuita e fica aberta de acordo com horário de funcionamento do shopping, no 1º piso, em Madureira.

“A leitura estimula a criatividade e nos enriquece culturalmente. É importante estimular esse hábito nas crianças e queremos que os pequenos sintam prazer em estar num ambiente pensado pra eles. Além disso, é um ótimo programa para toda a família”, afirma Pâmela Dupret, gerente de Marketing do Madureira Shopping.

Cantinho Literário é o local preparado pelo shopping para a realização de oficinas de Desenho e Arte - Foto: Divulgação

Nova diretoria da Câmara

Da esq. p/ dir: Alencar (Quixote), Alexandre (Miguilim), Maria Mazzarelo (Mazza), Rosana (Aletria) e Ângela (Autêntica) formam a nova diretoria, que continua contando com Zulmar (Vozes) como conselheiro - Foto: Divulgação

19/7/2014 – 23:57h

A Câmara Mineira do Livro _ uma organização de interesse público, que desde 1970 está trabalhando para unir editores, distribuidores e livreiros em torno das causas do livro, leitura e literatura _ tem diretoria nova para uma gestão de dois anos. Zulmar Wernke (Editora Vozes), durante quatro anos conduziu a Câmara e agora passa a presidência para Rosana Mont´Alverne (Editora Aletria).

Em rede social, a editora-chefe e fundadora da Aletria, comentou sua eleição: “A tarefa é imensa e desafiadora. Mas não estou só. Contarei com um time de bambas apaixonados por livros na defesa do segmento editorial mineiro (editoras/distribuidoras/livrarias) e na luta pela implantação de políticas públicas que promovam e valorizem o livro, a formação do leitor, a literatura, o escritor, o ilustrador, o contador de histórias e o mediador de leitura, além de todos os profissionais que fazem parte do trajeto do livro em toda sua pluralidade”.

Junto com Rosana Mont´Alverne, integram a diretoria:
Vice-Presidente Alencar Perdigão (Livraria Quixote)

Secretário Alexandre Machado (Editora Miguilim e Distribuidora Boa Viagem)

Tesoureira Maria Mazarello Rodrigues (Mazza Edições)

Segunda Tesoureira Ângela Ribeiro (Grupo Autêntica)

O Conselho Fiscal ficou constituído por Alencar Mayrink (Grupo LÊ), Heloisa Carreira dos Reis (Clássica Distribuidora) e Zulmar Wernke (Editora Vozes).

A Câmara Mineira do Livro está aberta para ouvir a sociedade, em especial, o segmento de mercado em que atua. Entre suas atividades, realiza e apoia eventos como Salões, Bienais, Exposições e Feiras do Livro sempre com o intuito “de incentivar a circulação  da cultura literária e a formação do hábito da leitura”. Através do site www.camaramineiradolivro.com.br, é possível acompanhar a movimentação dos profissionais do livro.