Como estão os jovens internautas?

31/8/2014 – 21:42h

Pesquisa “Este Jovem Brasileiro” revela os comportamentos e os impactos do uso da Internet na vida dos jovens. Mais de quatro mil alunos, de 36 escolas particulares, em 14 estados participaram do projeto, que também envolveu mais de 300 pais e cerca de 60 professores. Os resultados indicam que jovens que têm problemas em casa e na escola, enfrentam mais dificuldades emocionais e usam álcool, cigarro ou drogas com mais freqüência e também são mais vulneráveis a enfrentar problemas no uso da Internet.

Como os jovens brasileiros estão usando a Internet, quais os impactos em sua vida?  Embora a maioria tenha uma convivência saudável com a rede, muitos já derraparam em um momento ou outro e se expuseram a riscos, e tanto para os jovens, como para os seus pais e professores, está claro que o uso da internet vai exigir cada vez mais conversa e reflexão.

Estas são algumas conclusões da pesquisa realizada pelo Portal Educacional na edição 2014 do projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer com o objetivo de conhecer o comportamento dos jovens e refletir, junto com eles, com a comunidade escolar e com os pais, sobre assuntos cruciais para a vida deles.

Este ano, mais de 4 mil estudantes, 95% deles com idade entre 13 e 16 anos, de 36 escolas particulares em 14 Estados do país participaram da pesquisa. Além dos estudantes, mais de 300 pais e cerca de 60 professores também responderam às perguntas e contribuíram para um quadro mais completo.

Uma das constatações é que jovens que têm mais problemas na vida em geral também são mais vulneráveis a enfrentar problemas no uso da Internet – nas pesquisas anteriores sobre sexo, álcool, drogas, violência, jovens com este perfil também revelaram ser mais sujeitos a problemas e riscos.

“Esses jovens reúnem elementos de dificuldades emocionais e familiares, questões de autoestima, oscilações emocionais, avaliação inadequada de diversas situações que os coloca mais em risco. Por isso, merecem cuidados redobrados para que possam reverter essas posições”, comenta Bouer.

No entanto, ele ressalta que não só esses grupos correm riscos. “Vimos que boa parte dos alunos, em muitas situações, já vacilou e  se expuseram a situações que poderiam ter trazido conseqüências às vezes até sérias para a sua vida. O uso da Internet é fundamental na vida de todos nós, mas tem que ser feito com atenção, precaução e cuidados. Resumindo, para os jovens, para os seus pais e para os professores, o mundo da internet é um espaço que vai exigir cada vez mais conversa e reflexão”, afirma Jairo.

Hoje, de acordo com a pesquisa a internet é apenas a quarta preocupação dos pais em relação aos filhos, vindo depois de dificuldades emocionais, violência e rendimento na escola, mas à frente de questões, como drogas, cigarro, álcool e sexualidade. Já entre os professores que responderam ao questionário da pesquisa, o uso da Internet é a terceira maior preocupação em relação aos seus alunos, sendo precedido do rendimento na escola e de dificuldades emocionais. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.

“Biblioteca da Turma” e a Bienal

30/8/2014 – 23:14h

No término da 23ª Bienal do Livro de São Paulo, a Editora FTD presenteou os visitantes com uma sessão de autógrafos com Mauricio de Sousa. A  obra que o cartunista autografou é  a “Biblioteca da Turma”, da Editora FTD.

Composta de seis livros multidisciplinares, a coleção é indicada para crianças a partir do 4º ano do Ensino Fundamental e traz informações, infográficos e almanaque, entre outros elementos. Cada livro aborda um tema diferente: Floresta Amazônica, museus brasileiros, antigas civilizações, crianças do mundo todo, animais pré-históricos e esportes olímpicos. Tudo ilustrado com os personagens da Turma da Mônica.

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Em vez de intelectuais na plateia, há multidões de crianças e adolescentes

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo termina neste domingo, 31/8. Para entender o significado deste evento para a literatura, em especial, a infantil, vou citar o jornalista Danilo Venticinique, que tem uma coluna sobre literatura na Revista Época. Semana passada, o tema dele foi a Bienal. Aliás, ele  apresentou suas “razões para amar a Bienal de São Paulo”, um evento que ele conheceu quando ainda era uma criança e, portanto, visitante, mas que continua programando em sua agenda, agora, adulto e jornalista. Abaixo, publicamos trechos do seu artigo:

“Não contem com o fim da Bienal. Desde a criação da Festa Literária Internacional de Paraty, em 2003, e o surgimento de inúmeros eventos semelhantes em várias cidades, há quem questione o futuro da Bienal do Livro de São Paulo. Alguns dizem que o modelo está esgotado. Ao contrário da Flip e de festas semelhantes, a Bienal está longe de ser um evento glamouroso. Grandes estrelas da literatura internacional costumam preferir o charme de cidades históricas a enfrentar os tumultuados corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi. Debates entre grandes pensadores dão lugar a encontros com autores best-sellers. Em vez de intelectuais na plateia, há multidões de crianças e adolescentes. Apesar disso tudo – ou exatamente por isso –, a Bienal sempre foi meu evento literário favorito”.

“Por mais charmosos que sejam os novos eventos literários, nenhum é tão bem-sucedido quanto a Bienal no desafio de atrair o público jovem. Desde a primeira edição, em 1970, várias gerações de leitores descobriram a leitura graças a ela. Não há leitor na cidade que não se lembre de sua primeira Bienal. Eu, pelo menos, não me esqueço da minha. Foi em 1994, na última edição da feira no Ibirapuera. Lembro de ter me perdido várias vezes pelos corredores, em busca de gibis da Turma da Mônica. Voltei à Bienal em 1996, no Expo Center Norte, com metas um pouco mais ambiciosas. Perambulei um bocado até encontrar o estande da Ediouro, que vendia com desconto obras de Júlio Verne e aventuras de Sherlock Holmes. Também comprei uma Ilíada, incompreensível para os meus 11 anos de idade, que só li um bom tempo depois. Novato de Bienal, não levei nenhuma sacola. Tive de carregar minhas compras debaixo do braço. Mesmo assim, passeei pelos corredores por horas. Só fui embora porque meu pai insistiu”.

Kiera Cass, autora da trilogia “A Seleção”, atraiu uma multidão de jovens e crianças à Bienal de 2014 – Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Minas realiza mais um evento literário

28/8/2014 – 19:31h

Amanhã, 29, começa a festa de Divinópolis. Além de Adélia Prado, o evento também conta com a participação da escritora Stella Maris Rezende (foto) _ premiada autora de livros juvenis _ o cordelista Fábio Sombra e o ilustrador e escritor João Marcos Parreira Mendonça.

Não se desenvolve um país sem que seus cidadãos tenham passado pelas páginas dos livros. Vivemos em um mundo onde temos um elemento que é visto por muitos como inútil, mas decorre a história dos povos que conseguiram autonomia no pensamento e apropriação de seus destinos: a leitura.

Foi a partir deste aforismo que a Gulliver Editora e da Boutique do Livro, empresas que há anos atuam no mercado editorial brasileiro, desenvolveram o projeto FLID, Festa Literária de Divinópolis, em Minas Gerais, evento que visa resgatar e estimular o prazer pela leitura, incentivando a aproximação do público da região Centro-Oeste do Estado com os livros de maneira lúdica e festiva.

Através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura e pela patrocinadora Unimed-Divinópolis, o evento terá a presença de autores e ilustradores de renome nacional, com o objetivo principal de inserir a Cidade do Divino no Circuito Nacional de Festas Literárias. Entre os convidados, se destaca a participação de Adélia Prado na noite de abertura do evento. Adélia, que vive em Divinópolis, disse ao aceitar prontamente em participar do evento, que projetos como este “é preciso acreditar e fazer ou fazer”.

A FLID será realizada em três dias, 29, 30 e 31 de agosto, no Teatro Usina Gravatá e seu entorno, onde serão realizados debates com autores nacionais e divinopolitanos, shows musicais e artísticos, exposições e contação de histórias para crianças. Além de Adélia Prado, o evento também contará com a participação do músico Paulinho Pedra Azul, As Meninas de Sinhá, a autora Stella Maris Rezende, a compositora e blogueira Fernanda Mello, o cordelista Fábio Sombra e muitas outras atrações.

Com isso, a FLID oferece a Divinópolis e região uma ampla e qualificada programação com entrada gratuita, de interesse para todas as faixas etárias e segmentos da população, com enfoque especial nas questões relacionadas ao livro e à leitura, com fulcro na difusão e no estímulo à produção artística, literária, cultural, intelectual e editorial de nossa cidade.

Romance juvenil enaltece cultura russa

27/8/2014 – 10:24h

A Editora Biruta, de São Paulo, com foco em literatura infantil e juvenil, lança uma grande produção: o romance estoniano “Primavera”, do autor Oskar Luts. Escrito no início do século XX, a matéria-prima da obra foi compilada de experiências pessoais do próprio escritor e reminiscências do tempo em que ele freqüentou uma pequena escola paroquial em Palamus, um vilarejo no sudeste da República da Estônia, país que recebeu forte influência da Rússia.

“Primavera” chega ao Brasil traduzida diretamente do idioma estoniano, o que enriquece ainda mais os aspectos culturais da obra e lança o leitor em narrativas carregadas de influências herdadas da região, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo, no início do século XX.

Em uma cidade do interior da Estônia, Arno Tali e seus amigos fazem incríveis descobertas enquanto aguardam a chegada da estação mais esperada do ano: a Primavera.  Entre aulas de matemática, histórias de terror, festas de batizado e batalhas de bolas de neve, o livro contará o dia a dia desses meninos e meninas que levam um estilo de vida simples e muito divertido.

A história sensível, detalhada e escrita em 432 páginas, se passa em um colégio paroquial. Apesar de ser uma história temporal, as crianças de hoje em dia conseguem facilmente criar relações com os personagens, mediante o contato entre os jovens, as brincadeiras e travessuras, as relações familiares e as semelhanças das dificuldades em crescer. Por isso, este é considerado um romance universal, abrangendo temas de todas as culturas.

“Primavera” é um clássico da literatura estoniana comparado a Charles Dickens (Oliver Twist) e Mark Twain (As Aventuras de Tom Sayer).  O autor Oskar Luts é o maior nome da literatura infantojuvenil estoniana e é o preferido de várias gerações. Seu primeiro e mais famoso livro é Primavera, escrito em 1912-1913. O romance tem desempenhado um papel importante em reavivar o sentimento de identidade nacional nos estonianos.

As ilustrações do livro foram feitas em preto e branco para caracterizar o estilo rural da época da narrativa e são assinadas por Sandra Jávera. A artista gráfica nasceu em 1985 e formou-se em Arquitetura na Universidade de São Paulo, em 2011. Ilustra livros para diferentes editoras e, além disso, já colaborou com jornais como a Folha de S. Paulo e com revistas como Pesquisa FAPESP, Bravo! e TPM. O tradutor Paulo Chagas de Souza é professor no Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde fez sua graduação, além do mestrado e doutorado em Lingüística. Durante o doutorado, Souza passou um ano estudando na Stanford University, em Palo Alto, na Califórnia, e em 2008 e 2009 fez pós-doutorado na Universiteit Leiden, na Holanda.

Para quem gosta ou não de futebol

25/8/2014 – 21:19h

Para um Brasil pós-Copa do Mundo e a sua Seleção de Futebol pós-Alemanha, a ficção de “O estádio dos desejos”, do mexicano Juan Villoro, lançado pela Editora Terceiro Nome, na Festa  Literária de Paraty (de 30/7 a 3/8),  com certeza, é uma mera coincidência, entretanto, vai provocar lembranças na cabeça do torcedor ou leitor brasileiro.

Como o livro é criativo e divertido, o texto agradável e engenhoso na missão de conduzir a história, as lembranças servirão para fazer o leitor interagir mais ainda com a proposta do autor: falar de futebol para quem gosta e para quem não gosta. São 120 páginas que provam que a paixão pelo esporte faz gente de qualquer parte do mundo se virar para ver vitorioso o seu time ou sua seleção de craques.

No caso de “O estádio dos desejos”, uma família se empenha para encontrar uma solução para seu país conseguir se classificar para a Copa do Mundo, já que os jogadores jogam mal, nunca ganham uma competição nem sequer se constrangem com a situação. Mesmo assim são amados por uma fiel, numerosa e alegre torcida.

Por causa desta torcida, a solução vem de uma forma surpreendente: primeiro, um cientista estabelece o princípio de que “o futebol tem tudo a ver com a infância” e os torcedores quando vão a um estádio voltam a ser meninos, que acreditam em heróis, e nada importa mais que o jogo. Em seguida, outro cientista decide se valer estrategicamente desta paixão da torcida pela seleção desastrosa para tornar os jogadores craques na hora da bola rolar.

Juntamente com seu filho Arturo, personagem da história, ele se lança no desafio de utilizar sua experiência profissional com Magnetismo para conseguir gols e vitórias. Espalha ímãs no teto do estádio para canalizar a energia da torcida para dentro do campo. Assim, o autor deixa mais do que uma lição de futebol. O menino Arturo, por exemplo, aprende a utilizar este magnetismo para atrair coisas mais perenes para a sua vida. Enquanto isso, a seleção do futebol ora perde, ora ganha, mas… se classifica.

Publicado originalmente como La cancha de los deseos, esse infantojuvenil tem a tradução para o português de Eric Nepomuceno, que já trabalhou em obras de Gabriel Garcia Márquez, Julio Cortázar, Eduardo Galeano, entre outros grandes nomes da literatura latino-americana. As ilustrações são do cartunista Francisco França.

O autor Juan Villoro nasceu em 1956 na Cidade do México e é um dos intelectuais latino-americanos mais ativos da atualidade. Sociólogo, jornalista, tradutor e professor universitário, já recebeu diversos prêmios por seu trabalho. Tem mais de trinta livros publicados em diversos gêneros, como romance, ensaio e teatro e escreve para revistas como Letras Libres e Etiqueta Negra, além dos jornais El País e Reforma. Assim como Arturo, o protagonista de O estádio dos desejos, Villoro é apaixonado por futebol. Torce pelo Barcelona (seu pai, o filósofo Luis Villoro, nasceu na Catalunha e se exilou no México depois da Guerra Civil Espanhola) e pelo Necaxa, time da segunda divisão do campeonato mexicano.

Lançamento para jovens

23/8/2014 – 21:03h

Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa e os adultos pareciam preocupados. Enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos.

Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate e, depois de quatro longos anos, Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro.

Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que, talvez, o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.

A nova história de John Boyne, em 224 páginas, “Fique onde está e então corra”,  o mesmo autor de “O menino do pijama listrado”, livro que emocionou o mundo, promete não ser diferente. Lançamento no Brasil da Editora Seguinte, selo juvenil da Companhia das Letras.

Festival Infantil de Arte e Cidadania

22/8/2014 – 19:21h

Encerramento do festival acontece em Belo Horizonte, sábado, dia 23 de agosto, no Parque Julien Rien,  Mangabeiras, e promete animar as crianças com várias atividades e contação de histórias, além da encenação de “O Mundo Mágico do Sítio do Pica Pau Amarelo”. Entrada gratuita.

A programação do festival reserva para as crianças o espetáculo de teatro “O Mundo Mágico do Sítio do Pica Pau Amarelo” - Foto: Bárbara Dutra – Divulgação

Brincadeiras, contação de histórias, atividades culturais e muita diversão aguardam a criançada no encerramento do Festival Infantil de Arte e Cidadania, num evento gratuito, que acontece no dia 23 de agosto, das 16h às 20h, no Parque Julien Rien, no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte.

Na tarde de atrações, destaque para a apresentação da peça teatral infantil “O Mundo Mágico do Sítio do Pica Pau Amarelo”, que  conta as aventuras de Pedrinho no sítio da vovó Benta e a descoberta de um feitiço poderoso contra a bruxa Cuca que a faz dormir por 7 anos. Para maior comodidade dos pais, o evento conta com praça de alimentação com pipoca, cachorro quente e algodão doce.

O Festival Infantil de Arte e Cidadania percorreu cinco escolas públicas entre os dias 18 e 22 de agosto. O projeto levou até as escolas oficinas culturais, shows de música do grupo Ziriguibum, teatro e outras atividades para estimular a criançada. O objetivo é da iniciativa é levar arte e cultura para crianças de escolas públicas da região metropolitana de Belo Horizonte.

25 atividades na Bienal paulista

21/8/2014 – 21:13h

Amanhã, 22/8, começa a extensa jornada da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana), que vai terminar no dia 31.  A programação contempla 400 atrações, participação de 186 autores nacionais e 22 autores internacionais em 8 espaços culturais. O tema deste ano é “Diversão, Cultura e Interatividade: Tudo Junto e Misturado”. O desafio é ser um evento que realmente tem alma literária e não somente o interesse comercial.

Para vencer este desafio, a Bienal incrementou as atividades culturais de sua programação e dividiu a curadoria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL), responsável pelo evento, e o Sesc São Paulo. Com investimentos de R$ 34 milhões, a Bienal espera receber cerca de 100 mil visitantes por dia. O número de horas de atividades culturais, como palestras e debates com autores, passará de 1.250, da Bienal de 2012, para 1.500. Há a expectativa também de aumento da participação do público nessas atividades, que serão realizadas em oito espaços – de 1/3 dos visitantes em 2012 para 1/2 neste ano.

No caso da literatura infantil, os organizadores e Bia Reis, de O Estante da Letrinhas, selecionaram e comentam 25 atividades dentre tudo o que a Bienal programou para jovens e crianças. Publicamos abaixo para para auxiliar o visitante. Aliás, quem está fora de São Paulo, acredite, vale a pena a viagem para curtir a Bienal e a literatura. As sugestões também podem orientar o internauta, que pode participar do evento através do site www.bienaldolivrosp.com.br

Com mais de 40 livros publicados no Brasil e no exterior, Renato Moriconi já conquistou prêmios importantes. Vai comandar uma das atividades voltadas para a literatura infantojuvenil – Foto: Internet

TODOS OS DIAS

1. Floresta de Narrativas

Formado por árvores cenográficas com temas e funções diversas, o espaço proporciona ao público um momento de contemplação e leitura silenciosa. O bosque contém 21 árvores interativas: as árvores falantes, com fones de ouvido para escutar narrativas literárias; o aplicateiro, com tablets digitais e app-books; o olho mágico, por onde o público pode visualizar, numa tela, cenas de grandes obras cinematográficas relacionadas ao universo fantástico e literário; e as árvores de livros, contendo livros, gibis e outros materiais de leitura.

2. Incontáveis Linhas, Incontáveis Histórias

As paredes do Mirante recebem a exposição Incontáveis Linhas, Incontáveis Histórias, com um panorama da ilustração brasileira. Com curadoria da Fundação Biblioteca Nacional e Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), essa exposição foi especialmente preparada para a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, em março deste ano, quando o Brasil foi o país homenageado.

EM ORDEM CRONOLÓGICA

3. Ilustração Brasileira

Dia 23, das 16h às 17h30

A ilustração brasileira vem conquistando cada vez mais prêmios internacionais. Esta mesa, que conta com a presença dos ilustradores Fernando Vilela, Roger Mello e Odilon Moraes, vai discutir o histórico e os momentos mais significativos desta profissão no Brasil, com o seu reconhecimento na última Feira do Livro de Bolonha, de 2014, na Itália. A mediação é do artista plástico Renato Moriconi. È preciso retirar ingresso gratuito 30 minutos antes do debate, na bilheteria do Salão de Ideias.

4. O Livro Ilustrado no Formato Digital

Dia 23, das 16h30 às 18h

Diego Moreno, da espanhola Nórdica Libro, falará sobre a publicação de livros ilustrados pode se beneficar do formato digital. É necessário retirar senha no Auditório da Escola do Livro, 30 minutos antes da palestra.

5. O Papel das Livrarias e Eventos Literários na Promoção da Leitura

Dia 23, das 20h às 21h30

Espaços de sociabilidade espontânea na vida cultural das cidades, as livrarias estão, cada vez mais, procurando abrigar eventos e situações propícias à valorização e difusão do livro. Para discutir sobre esse novo cenário, o crítico literário João Cezar de Castro Rocha conversa com os livreiros Alexandre Martins Fontes (Livraria Martins Fontes), Pedro Herz (Livraria Cultura), Samuel Seibel (Livraria da Vila) e com o francês Jean-Marie Ozanne, um dos fundadores do Salon du Livre Jeunesse de Montreuil, o maior evento de literatura infantojuvenil da França. Ozanne vem a convite do Consulado Geral da França. É necessário retirar ingresso 30 minutos antes do debate, na bilheteria do Salão de Ideias.

6. Ateliê Bolonha – Com Lúcia Hiratsuka

Dia 24 ago, das 12h às 13h

Com mais de 20 livros publicados para crianças, Lúcia Hiratsuka trabalha com técnicas delicadas, como o sumiê, umapintura em preto-e-branco originada em mosteiros budistas da China. Seus livros mais recentes são Na Janela do Trem, A Venda, Terra Costurada com Água e Orie. É necessário retirar senha, 30 minutos antes da atividade.

7. Autores Com a Palavra – Ricardo Azevedo

Dia 24, das 12h às 14h

Escritores consagrados contam histórias de construção de livros e conversam com o público. Ricardo Azevedo é escritor, ilustrador, compositor e pesquisador paulista. É autor de vários livros para crianças e jovens, como Se Eu Fosse Aquilo, O Sábio ao Contrário e Trezentos Parafusos a Menos.

8. Poesia Coletiva – Sarau da Cooperifa

Dia 24, das 18h às 20h

Espaço de intervenção poética, para compartilhar poemas e dialogar com outras formas de expressão. O Sarau da Cooperifa, organizado pelo poeta Sérgio Vaz, foi o pioneiro na disseminação da poesia na periferia de São Paulo, com declamações de poemas e outras manifestações artísticas. Ocorre às quartas-feiras, em Piraporinha.

9. Quem Faz Conta – Com Anna Claudia Ramos e Silvia Abolafio

Dia 25, das 13h às 14h

Autoras de vários livros para crianças, Anna Claudia Ramos e Silvia Abolafio trazem suas obras para o universo da Leitura 2.0, criando ambientes interativos e dinâmicos. Nesta contação, elas utilizam o tablet para mostrar as obras O Que Vinha no Vento e A Menina e o Golfinho e traçar uma combinação entre o impresso e o digital. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

10. Ateliê Bolonha – Com André Neves

Dia 25, das 16h às 17h

Com traço leve e poético, André Neves é escritor e ilustrador. Em 2002, seu trabalho Sebastiana e Severina foi selecionado para a mostra XX Mostra Internazionale d’ Illustrazione per I’infanzia Stepan Zavrel, na Itália. É autor dos livros infantis Um Pé de Vento, Mestre Vitalino, A Seca e Lino, entre outros. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

11. Ateliê Bolonha – Com Renato Moriconi

Dia 26, das 14h às 15h

Com mais de 40 livros publicados no Brasil e no exterior, Renato Moriconi já conquistou alguns prêmios importantes, como o de Melhor Livro-Imagem, em 2011, e de Melhor Livro Para a Criança, em 2012, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É autor, entre outros, de Bárbaro, Bocejo e Caras Animalescas. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

12. Quem Faz Conta – Com Pedro Bandeira

Dia 26 ago, das 15h às 16h

Com mais de 20 milhões de livros vendidos, Pedro Bandeira é um dos grandes autores da literatura infantojuvenil brasileira. Neste encontro, o criador de Os Karas e tantos outros personagens marcantes fala sobre sua trajetória e suas histórias. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

13. Pioneirismo da Literatura Infantil Brasileira – Do Livro ao Tablet

Dia 26, das 18h às 19h30

Curadora do Prêmio Jabuti, a especialista em literatura infantil e em Monteiro Lobato, Marisa Lajolo conversa sobre o pioneirismo do livro infantil brasileiro, seja na versão impressa ou digital.

14. Quem Faz Conta – Com Daniel Munduruku

Dia 27, das 17h às 18h

Com mais de 40 livros sobre cultura dos povos indígenas, Daniel Munduruku é graduado em Filosofia e doutor em Educação. É um dos mais influentes escritores da atual literatura indígena brasileira, e autor, entre outros, de Coisas de Índio e O Sinal do Pajé. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

15. Choque Eletrônico – A Interação Entre os Jovens e a Tecnologia

Dia 28, das 11h às 12h30

O escritor de literatura infantojuvenil Toni Brandão vai abordar de que forma a tecnologia pode parar de dar choque e, ao contrário, passar a interagir com a leitura e o jovem. Como é possível usá-la a favor da discussão de ideias e da reflexão. Ele apresenta projetos de êxito de transmídia e de livros eletrônicos.

16. Primeiras Leituras Para Todas as Idades

Dia 28, das 14h às 15h30

Três grandes nomes da literatura infantojuvenil brasileira, Ziraldo, Eva Funari e Pedro Bandeira, se encontram para conversar sobre o prazer da leitura e sobre a produção literária brasileira para este público. A conversa tem a mediação de João Luís Ceccantini, professor de literatura da Unesp de Assis e especialista na obra de Monteiro Lobato. É necessário retirar senha 30 minutos antes do debate, na bilheteria do Salão de Ideias.

17. Quem Faz Conta – Com Eva Furnari

Dia 28, das 17h às 18h

A criadora da bastante conhecida personagem Bruxinha, Eva Furnari tem mais de 60 livros publicados, como Truks e A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos. Entre os diversos prêmios que recebeu estão o Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração (três vezes) e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) pelo conjunto da obra. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

18. Ateliê Bolonha – Com Mary França e Eliardo França

Dia 29, das 14h às 15h

Criadores da coleção Gato e Rato, vencedora do Prêmio Ofélia Fontes em 1978, a dupla Mary e Eliardo França renovou a literatura infantil no país nos anos 1970. A vasta obra em parceria já foi traduzida diversas línguas, como o inglês, o coreano e o chinês. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

19. Quem Faz Conta – Com Ilan Brenman

Dia 29, das 17h às 18h

Considerado um dos principais escritores de literatura infantil no Brasil, com mais de 60 livros publicados, Ilan Brenman fala sobre suas criações, como o premiado livro O Alvo. Colunista da revista Crescer, ele também estreou este ano o boletim Conversa de Pai, na Rádio CBN. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

20. Autores com a Palavra – Heloísa Prieto

Dia 30, das 12h às 14h

Escritores consagrados contam histórias de construção de livros e conversam com o público. Fascinada pela literatura de Edgar Allan Poe, Maupassant e Balzac, Heloísa Prieto já publicou mais de 50 livros, entre eles Lenora, A Loira do Banheiro, Cidades dos Deitados e o recém-lançado Vó Coruja, em parceira com Daniel Munduruku.

21. #F5 Marcelo Maluf

Dia 30, das 14h às 16h

Momento de dar um F5, atualizar a página, e conhecer novos nomes da literatura brasileira que divulgam seu trabalho pela internet, em blog e vlogs, e também no formato tradicional do livro. Escritor e professor de criação literária, Marcelo Maluf escreveu as novelas infantojuvenis Jorge do Pântano que Fica Logo Ali e Meu Pai Sabe Voar, em parceria com Daniela Pinotti.

22. Releituras Estéticas nos Quadrinhos: Roteiro e Personagem em Transformação

Dia 30, das 14h às 15h30

Considerado já um clássico dos quadrinhos no Brasil, a Turma da Mônica continua conquistando novos leitores mirins, como também os adolescentes com a série Mônica Jovem. Para falar sobre a trajetória e as perspectivas das histórias da Turma, o seu criador Maurício de Souza conversa com os parceiros e jovens ilustradores Danilo Beyruth, Luiz Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno, que criaram releituras desses personagens, com mediação de Sidney Gusman. É necessário retirar ingresso gratuito 30 minutos antes do debate, na bilheteria do Salão de Ideias.

23. Histórias para Grandes e Pequenos – A Bicharada dos Grimm

Dia 31, das 11h às 12h

Momento dedicado à contação de história, procurando despertar o encanto pela literatura por meio da palavra falada. Com trava-línguas, parlendas, adivinhas e canções, os arte-educadores Lili Flor e Paulo Pixu recontam os fantásticos contos de fadas e de bichos dos irmãos Grimm.

24. Quem Faz Conta – Com Flávia Savary

Dia 31, das 12h às 13h

Com mais de 80 prêmios nacionais e internacionais, a escritora e ilustradora Flávia Savary conta histórias sobre seus livros, como os mais recentes Vida, Aqui Vou Eu e Mangueira dos Sonhos. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade.

25. Contos de Fadas e Bruxas

Dia 31, das 12h às 13h

A consagrada escritora e professora Regina Drummond falará aos visitantes da Bienal sobre a importâncias dos contos de fadas e bruxas na formação das crianças e jovens. É necessário retirar senha 30 minutos antes da atividade no Auditório da Escola do Livro.

Criadora da conhecida personagem Bruxinha, Eva Furnari tem mais de 60 livros publicados, como Truks e A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos. Ela está presente na Bienal – Foto: Divulgação

Oficina de criação de textos

18/8/2014 – 18:37h

A professora e escritora Marcia Cristina Silva, autora de literatura infantil e juvenil, doutora em Literatura Brasileira pela UFRJ, autora de “O colecionador de segredos” eVioleta”, vai estar na Estação das Letras, no Rio de Janeiro, para a realização de uma oficina.

Criação de Textos Infantis e Juvenis, a oficina, será realizada de 1° de setembro a 24 de novembro, sempre às segundas-feirs, de 10h às 12h. As 24 horas/aula constam de exercícios de criação de textos para crianças e jovens, buscando desenvolver a criatividade, o senso crítico e a sensibilidade do participante.

Os textos produzidos em sala de aula serão analisados e discutidos em grupo, tendo em vista a preparação de originais para possível publicação.

As inscrições estão abertas pelo www.estacaodasletras.com.br e pelo (21) 3237-3947. A Estação, local de realização da oficina, está localizada na Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo.

Participação dos leitores

17/8/2014 – 22:08h

Leitora do blog Conta uma História, por rede social, envia uma dica para quem curte literatura. Carmem Lúcia vive em Brasília, onde trabalha e produz seus textos. Ela sugere dois grupos formados dentro do Facebook: o Divulga Escritor e o Mar de Letras.

O primeiro grupo tem como objetivo divulgar livros, desde que os posts sejam feitos por seus respectivos autores. Não aceitam post de livros feito por outras pessoas, que não sejam seus autores, com exceção dos negociados com administração. Atualmente, a página está convocando escritores que desejem vender seus livros na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 22 a 31 de agosto.

O outro grupo, Mar de Letras, é formado por poetas e amantes da poesia. Não está restrito a este gênero, mas é frequentado quase sempre por aqueles que pretendem divulgar textos poéticos. Mar de Letras está associado à Editora Mar de Letras, que constantemente convida seus autores para projetos editoriais.

Obrigada pela dica, Carmem Lúcia.