Criatividade de mãe

16/8/2014 – 22:24h

O momento do sono sempre inspirou muitas mães a inventar histórias a fim de proporcionar um sonho tranquilo para seus filhos. Mas poucas colocam no papel suas criações mágicas, fantásticas, aquelas especialmente criadas com a colaboração dos pequenos.

É justamente isso que fez Claudia Neufeld ao lançar, pelo selo Tordesilhinhas, As aventuras do Capitão Pirata da Barba Verde, 68 páginas, primeiro infantil bilíngue. Com imagens que prendem a atenção das crianças, obra inova ao oferecer duas opções de linguagem de maneira lúdica.

Mãe de um menino de quatro anos, Claudia é diretora de marketing de uma multinacional. A maternidade e a profissão são dois mundos que a fizeram se aproximar dos encantos das cores, formas e linguagens voltadas ao universo infantil. Após noites repetindo a mesma história criada em conjunto com seu filho, decidiu registrar a aventura em formato de livro.

É comum que, cada vez mais, os pais se preocupem em incentivar as crianças para o aprendizado de uma segunda língua. Não foi diferente com a escritora, que inovou ao apresentar em sua obra um texto bilíngue, visando enriquecer a experiência do leitor com o inglês de maneira lúdica e natural. No sentido usual da leitura está a versão em português, já no contrário encontra-se a o outro idioma.

A ilustradora Maisa Shigematsu é formada em design gráfico pela WV Wesleyan College, nos Estados Unidos, onde estudou com bolsa integral graças ao tênis, esporte que pratica desde sua infância. Atualmente, trabalha no Brasil com ilustrações em 2D e 3D para o mercado editorial e publicitário. Ilustrou este livro com imenso prazer, desvendando o mundo dos piratas e das grandes aventuras.

A história

Conhecido por sua bravura, o temido Capitão Pirata da Barba Verde recruta marujos para sua próxima caçada ao tesouro. Assim que tripulação fica completa, zarpa alto-mar, pronta para o que vier pela frente. As aventuras começam após alguns dias de trabalho, quando os marujos descobrem no navio uma adorável cadelinha à qual dão o nome de Sally. Como gostam muito dela, tentam protegê-la, escondendo-a, pois o capitão não permite cachorros a bordo. Mas, apesar dos esforços da turma, a cachorrinha late mais alto… e lá se foi seu esconderijo.

Furioso, o capitão briga com toda a tripulação e ordena que se livrem de Sally. Mas é claro que os outros piratas ficam muito tristes – afinal, é difícil resistir a uma companheirinha tão animada. Além disso, eles não podem simplesmente jogá-la no mar! Enquanto os marujos pensam em uma maneira de continuar com a cadelinha, eis que uma reviravolta acontece. Outro navio se aproxima e o capitão dá as ordens: atacar e saquear tesouros. Não podemos estragar o fim da história, mas a verdade é que Sally se mostrará uma ótima pirata, para surpresa de todos-inclusive do Capitão Pirata da Barba Verde!

Além da aventura, esta história traz o poder da amizade e a importância de ver as coisas com outros olhos, pois muitas vezes acabamos nos surpreendendo positivamente a respeito de algo de que não gostávamos. Tudo isso com o apoio de ilustrações vibrantes, numa edição bilíngue inglês-português, num formato muito original – abrindo o livro de um lado, está a versão em português; e do outro, a versão em inglês.

Por este ser um livro bilíngue (português/inglês), o leitor é exposto a uma língua estrangeira de forma lúdica, promovendo o aprendizado e enriquecendo ainda mais a experiência bilíngue da criança. A história é dinâmica na medida certa – prende a atenção da criança ao mesmo tempo em que lhe dá espaço para processar os elementos visuais e textuais que compõe a história.

“Meu Mundo” quer educação

15/8/2014 – 19:46h

Karine Pansa*

Nem pão, nem circo! O povo quer mesmo é ensino de qualidade. É o que indicam os resultados parciais da enquete Meu Mundo, iniciativa das Nações Unidas para eleger as seis prioridades globais pós-2015, prazo final de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Até agora, votaram 1,6 milhão de pessoas. Para a maioria, a educação vem em primeiro lugar, seguida, nessa ordem, por melhores condições de saúde e de trabalho, governo honesto e atuante, mais acesso a alimentos de qualidade e melhor saneamento básico.

O Brasil é o sexto país com o maior número de participações espontâneas na sondagem, conforme demonstra o último balanço divulgado pela ONU. Aqui, votaram 42.512 pessoas, cuja opinião coincide com a tendência global. Ou seja, estamos alinhados ao anseio planetário por ensino de excelência, item mais importante para nossa população. Na sequência, aparecem a saúde, governo honesto, proteção contra o crime e a violência, meio ambiente e alimentos.

A consciência dos cidadãos brasileiros e do mundo sobre o significado da educação pública para o desenvolvimento com justiça social confirma a necessidade de o País priorizar a solução dos problemas que, há décadas, vêm afetando o setor. Não podemos continuar tão defasados em relação a outras nações nessa área vital, como demonstram os resultados do último Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), realizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O Brasil somou 410 pontos em leitura, dois a menos do que a sua pontuação na última avaliação, ocupando o 55º lugar no ranking entre 65 países. Quase metade (49,2%) dos nossos alunos não alcança o nível 2 de desempenho, numa escala na qual o teto é 6. Isso significa que não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes da narrativa e nem compreender nuanças da linguagem. Em ciências (59º lugar) e matemática (58º), a situação não é melhor.

Ante tais números, é notável que a produção brasileira de livros já alcance 500 milhões de exemplares anuais e que nosso mercado editorial seja o nono maior do mundo, com faturamento anual em torno de cinco bilhões de reais. Além disso, a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com a Abrelivros, o SNEL e a CBL, demonstrou que, em 2012, tínhamos 178 milhões de leitores em potencial (habitantes com cinco anos ou mais). Metade, ou seja, 89 milhões de pessoas, envolveu-se com a leitura de pelo menos um livro no ano anterior ao estudo, e 64% desses leitores veem nos livros “uma fonte de conhecimento para a vida”.

Para o setor editorial, que tem feito imenso esforço no sentido de contribuir para ampliar a base de leitores no Brasil, os dados do Pisa são preocupantes. Se, por um lado, temos conquistado bons resultados na disseminação do hábito de leitura, como demonstram as estatísticas, poderíamos ir muito além caso a qualidade do ensino público fosse compatível com as nossas metas de desenvolvimento e o legítimo direito de toda a sociedade à excelência na educação.

Avançamos muito nos últimos 20 anos com relação ao acesso e universalizamos o atendimento no Ensino Fundamental. Dados oficiais mostram que não faltam vagas nesta etapa. Porém, nossa “revolução educacional” ficou inacabada. A qualidade da educação básica, condição essencial para o crescimento sustentado e a transformação do Brasil em um país mais justo socialmente, pouco avançou. Se é que não ficou patinando, andando de lado. Este é o desafio a ser enfrentado: ter um ensino público universal (o que ainda não alcançamos no grau médio ou na pré-escola) e com a qualidade necessária para que nossos jovens estejam aptos a progredir em um mundo cada vez mais competitivo.

Para isso tem grande papel os autores e editores na elaboração de livros didáticos e paradidáticos. O mercado editorial brasileiro desenvolveu equipes e conhecimento para conceber com maturidade todos esses materiais. O poder público, principalmente a União, tem o dever de manter toda a infraestrutura e programas criados para selecionar, comprar e distribuir livros para as escolas públicas de todo o Brasil. Às famílias cabe a missão importante, em especial no sentido de matricular e manter os seus filhos nas escolas, orientar e estimular. Vencer a precariedade da educação é um desafio de todos os brasileiros. Para vencê-lo, não há atalho. É necessária uma política educacional de Estado, que não sofra solução de continuidade e priorize o ensino básico, com foco na aprendizagem do aluno.

*Empresária do setor editorial e presidente da Câmara Brasileira do Livro

Três dias dedicados à literatura

14/8/2014 – 16:57h

A Fundação Mineira de Cultura promove a 9ª edição do Seminário Beagalê, no período de 19 a 21 de agosto, no Museu Histórico Abílio Barreto, Avenida Prudente de Morais, 202, na Cidade Jardim, telefone 3277-9833.

O evento vai trazer a Belo Horizonte importantes nomes da literatura nacional e internacional para o debate de assuntos ligados à literatura. O evento é aberto e gratuito ao público em geral e, neste ano, seu tema é “A literatura e a cidade”. As inscrições podem ser feitas através do telefone do museu e pela internet: http://ow.ly/AdeSk

O 9° Seminário Beagalê é um espaço para reflexão sobre leitura, literatura e bibliotecas. Para esta edição, a proposta é discutir a relação da literatura com a cidade, gregando escritores, professores, bibliotecários, especialistas e leitores. Abaixo, publicamos a programação para os três dias de evento:
Dia 19, terça-feira, 18h30

Abertura institucional

Leônidas Oliveira – presidente da Fundação Municipal de Cultura

A literatura e a cidade, a cidade e a literatura.

– Alicia Duarte Penna (BH)

Escritora, arquiteta e doutora em Geografia pela UFMG. Publicou, pela editora Scriptum, Quarenta e dez poemas.

– Rodrigo Lacerda (São Paulo)

Escritor, tradutor, historiador e doutor em Estudos Literários pela USP. Publicou, entre outros, O fazedor de velhos, Outra vida e A república das abelhas.

– Mediador: Leônidas Oliveira. Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidad de Valladolid (Espanha) e Presidente da Fundação Municipal de Cultura.

Dia 20, quarta-feira, 9 horas

Cidades imaginárias e memórias da cidade

– Bráulio Tavares (Rio de Janeiro)

Escritor, tradutor, compositor, roteirista e pesquisador da cultura popular, de literatura fantástica e de ficção científica. Publicou, dentre outros, A invenção do mundo pelo Deus-curumim, Contando histórias em versos e Páginas de sombra – contos fantásticos brasileiros.

– Emilia Gallego (Havana – Cuba)

Doutora em ciências pedagógicas, poeta, ensaísta e professora. Ganhou vários prêmios com seus livros de poesia Para un niño travieso, Y dice una mariposa e Sol sin prisa, publicados pela editora La Habana. Recebeu a medalha Por la educación e é presidente do Comitê Cubano do IBBY (International Board on Books for Young People).

– Mediador: Nilson de Oliveira

Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto e Gerente do Centro Cultural Vila Fátima.

14 horas

A literatura e os escritores na cidade

– Adriano Macedo / Coletivo 21 (Belo Horizonte)

Escritor e jornalista, coordenador do grupo belo-horizontino de escritores Coletivo 21. Autor do livro de contos O Retrato da Dama e organizador das antologias Coletivo 21, Retratos da Escola e Retratos da Cidade.

– José Eduardo Gonçalves (Belo Horizonte)

Escritor, editor e jornalista, responsável pela coleção BH: a cidade de cada um e do projeto Ofício da palavra. É autor de Vertigem e organizador de Ofício da palavra.

– Mediador: Maurício Meirelles

Escritor e arquiteto.

21 de agosto, quinta-feira, 9 horas

Belo Horizonte e a literatura

– Humberto Werneck (São Paulo)

Jornalista e escritor. Publicou, dentre outros livros, o clássico O desatino da rapaziada: jornalistas e escritores em Belo Horizonte (1920-1970), O santo sujo — A vida de Jayme Ovalle, Pequenos fantasmas, Esse inferno vai acabar e Sonhos rebobinados.

– Fabrício Marques (Belo Horizonte)

Escritor, jornalista e professo. Publicou Marquises, Samplers, Aço em flor: a poesia de Paulo Leminski, Meu pequeno fim, Dez conversas: diálogos com poetas contemporâneos. Desenvolveu a pesquisa Cartógrafos da vertigem urbana, que aborda a relação entre escritores de Belo Horizonte e a capital mineira, no período de 1940 ao início do século XXI.

– Mediador: Christian Coelho

Escritor e pesquisador em literatura. Conselheiro Municipal de Cultura, setorial Literatura, Livro e Leitura. Membro do grupo executivo do PMLLLB.

14 horas

Literatura no espaço urbano: o centro e a periferia

– Larissa Alberti (Belo Horizonte)

Poeta, dramaturga e pesquisadora. Seus trabalhos têm como foco o potencial da palavra de ficcionalizar e poetizar o cotidiano, a partir da ressignificação dos espaços urbanos. Atualmente desenvolve, dentre outros projetos, a série de poemas de rua POETIcidades e a pesquisa de mestrado Poesia e arte urbana: paisagens poéticas no horizonte das cidades, no CEFET MG.

– Pedro Tostes (São Paulo)

Poeta e integrante do coletivo Poesia Maloqueirista, de São Paulo. Publicou, dentre outros, O mínimo, Descaminhar e Jardim Minado.

Mediador: Eduardo Barbosa

– Graduado em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). É sócio-fundador e diretor executivo da SABIC – Associação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Paula Pimenta estreia HQ

13/8/2014- 16:56h

Os leitores adolescentes da bem sucedida escritora mineira Paula Pimenta, agora, têm uma motivação a mais para se manterem fiéis à série “Fazendo meu filme”: ler a história em quadrinhos.

Durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, mais precisamente no dia 26 de agosto, a escritora vai lançar o primeiro volume da nova série “Fazendo meu filme em quadrinhos”, que se chama “Antes do filme começar”, com roteiro e texto da própria Paula Pimenta e ilustrações da Ghost Jack Entertainment.

Antes, no dia 16, a Editora Nemo promove o mesmo lançamento em  Belo Horizonte,  na Livraria Leitura do Shopping Pátio Savassi, às 15:00 h.

As livrarias e seus eBooks

11/8/2014 – 19:24h

A Saraiva lançou o seu leitor de livros digitais, o Lev. Eduardo Melo, da Revolução eBook informa sobre este lançamento:

Com tela E-Ink (tinta eletrônica) e sensível ao toque de seis polegadas e alta resolução, o aparelho pesa pouco mais de 190 gramas e permite comprar livros do acervo digital da Saraiva. São 30 mil títulos em português e 450 mil em língua estrangeira no formato digital à disposição dos leitores.

O Lev chega em duas versões: uma sem iluminação interna (R$ 299) e outra com iluminação (R$ 479). O e-reader tem conexão Wi-Fi e vem com 10 livros já baixados e suporta os formatos ePub, PDF, HTML, Txt, FB2. O Lev já está à venda nas lojas da Saraiva e também no Walmart.

No Brasil, o Lev terá dois concorrentes principais. O Kindle, da Amazon também tem versões sem e com luz por preços de R$ 299 e R$ 399 (promocional). O segundo rival do Lev é o Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura também tem versões sem luz interna (Kobo Touch) e com luz interna (Kobo Glo) por R$ 299 e R$ 479.

“O Colecionador e o Cristal do Pensamento”

10/8/2014 – 22:34h

Lúdico e aventureiro, publicação infantojuvenil foca na preservação do patrimônio cultural.

Quem nunca desejou viajar no tempo para fazer parte de um momento histórico com o qual se identifica, acha interessante ou mágico? Pois é, o livro educativo “O Colecionador e o Cristal do Pensamento”, produção da Doc-Expõe (prestadora de serviços de museologia, exposições e documentação empresarial) oferece aos leitores a aventura vivida por um grupo de estudantes da mesma classe, que precisam produzir uma atividade extraclasse e acabam viajando no tempo e aprendendo a importância da preservação do patrimônio cultural como construtor e retrato da identidade de um povo.

Voltado para o público infantojuvenil, o livro “O Colecionador e o Cristal do Pensamento”, escrito pelo museólogo Marcelo Cunha e o escritor Alec Saramago, é uma obra lúdica que aborda conceitos relativos ao patrimônio e sua diversidade, além de mostrar que conhecê-lo pode ser divertido e interessante.

Inédito, no que diz respeito ao tema, o livro retrata a aventura de um grupo de amigos, alunos da mesma turma, recebe a missão de realizar uma entrevista com um colecionador como ponto de partida para uma atividade extraclasse. Eles só não imaginavam que este seria o início de uma grande e divertida aventura que os levaria para épocas e lugares inusitados. O que seria apenas um dever de casa transformou-se em uma jornada cheia de descobertas sobre o patrimônio e sua diversidade, levando-os a descobrirem aspectos de suas histórias pessoais.

Fantasia e realidade se misturam nesta história que revela aos leitores aspectos práticos e conceituais da preservação do patrimônio. No livro também são indicadas formas de preservá-lo e sua importância para o presente e futuro, como um elemento que permite o reconhecimento e fortalecimento da identidade.

A cada capítulo, novos personagens e questões vão surgindo, enriquecendo a investigação, apresentando novos desafios e metas a cumprir. Ao final, com a missão cumprida e o trabalho pronto, eles se dão conta de que aquele foi apenas o começo de uma missão voltada para a preservação do patrimônio, e que suas vidas tornaram-se mais ricas e interessantes após esta aventura.

Gente do bem

8/8/2014 – 21:19h

Leitura no Varal, de Letícia Tafra Fontoura, ainda não é um blog, mas é uma ideia muito interessante que circula com sucesso pelo Facebook. Letícia conta como surgiu este  projeto de incentivo à leitura, a partir da doação de livros:

“Iiniciei meus projetos de incentivo à leitura montando uma biblio itinerante pra levar para a comunidade carente, onde faço trabalho voluntário. Como a campanha de arrecadação de livros foi e ainda é um sucesso, montei uma biblio comunitária em uma vila na zona rural da minha cidade, Garavataí, no Rio Grande do Sul. Ficou linda. Montei mais uma biblio comunitária em outra vila, mas esta acabamos perdendo, porque o proprietário do espaço emprestado pediu a casa de volta. Também levo livros para a população em situação de rua de duas cidades, recebo muitos livros e meu maior interesse é incentivar a leitura”.

Leitura no Varal, segundo a criadora, enche os olhos das crianças. “Sou totalmente a favor de livros livres, doados e bibliotecas sem burocracia. Minhas biblios chamam-se Estrela do Saber”, acrescenta Letícia.

Vale conhecer a página no Facebook e se informar sobre como doar livros para a biblio infantil, que fica sempre disponível para atender os leitores.

Interesse de leitura dos adolescentes

5/8/2014 – 20:49h

Pais estão sempre preocupados com o que seus filhos estão lendo e frequentemente recebo de alguns leitores do blog pedidos para indicar livros bons para a leitura de adolescentes. Sendo assim, hoje, o blog publica uma matéria bem abrangente produzida pelo Jornal O Globo com data de 17 de julho. Lendo a matéria, os pais vão encontrar respostas para todas as dúvidas.

Rio- Não tem nada melhor que sentir o cheiro do livro, passar as páginas entre os dedos, saber de cara se falta muito para o fim, admirar a capa com atenção. Parece frase de quem tem de 40 anos para cima, mas é o que dizem adolescentes de 13 a 18 anos. No Brasil, uma geração plenamente digital vem consumindo livros de papel avidamente, destruindo generalizações como “adolescente vive na internet” ou “esses meninos não gostam de ler”. Em uma fase da vida em que tudo é intenso — eles amam demais ou odeiam demais — meninos e meninas vêm provando que suas paixões desmedidas também podem se voltar para as letras. Impressas no papel.

Uma breve olhada nas listas de livros mais vendidos dá a dimensão do fenômeno. Entre os dez primeiros lugares do último ranking do PublishNews, site especializado em mercado editorial, oito são queridinhos do público jovem, mesmo que nem sempre pertençam à categoria infantojuvenil. Quem encabeça a lista é John Green, com “A Culpa é das estrelas” (Intrínseca). Outros três livros do autor, cultuado por adolescentes, também estão lá. “A escolha” (Editora Seguinte), de Kiera Cass, que faz parte da trilogia “A seleção”, aparece em sétimo. “Instrumentos mortais — Cidade do fogo celestial” (Galera Record), de Cassandra Clare, fecha a lista geral dos dez mais.

— Esses jovens leitores não são só leitores. Eles têm uma relação de fã com os livros, com as séries, com os autores… E o livro, nessa história, é quase como um objeto de desejo: além de ler, eles querem colecionar, colocar na estante, organizar. Com e-book não tem muito disso. Você não tem como virar para um amigo e dizer: “Deixa eu te mostrar a minha estante de e-books” — analisa a editora-executiva do selo Galera Record, Ana Lima.

Julia Schwarcz, publisher da Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras, conta que já recebeu e-mails de leitores de pouca idade reclamando que o volume de uma série tinha meio centímetro a mais que outro, e isso, segundo eles, fica feio na estante:

— É curioso porque temos um livro de contos que lançamos em versão digital gratuita e só depois lançamos em versão física. Ele faz parte da série “A seleção”. Foi um sucesso de vendas. Muitos leram a versão digital e ainda fizeram questão de ter a publicação em papel.

O sucesso da série “A seleção” é realmente estrondoso. O último volume da trilogia, chamado “A escolha”, lançado em maio deste ano, teve tiragem inicial de 50 mil exemplares, quando tiragens básicas giram em torno de 3 mil. Desde o lançamento, a Seguinte já vendeu cerca de 100 mil cópias só dessa publicação.

Para o fundador do PublishNews, Carlo Carrenho, há algumas explicações para os bons números. Segundo ele, é preciso considerar a produção ainda pouco consistente de e-books no Brasil. Um livro digital infantojuvenil precisa ter um mínimo de interação para despertar interesse entre os jovens — e a leitura dos e-books por crianças e adolescentes em outros países vem crescendo. Ainda assim, há um aspecto social da leitura para os mais jovens que não se manifesta com tanta força entre os adultos:

— Se você está lendo um e-book, ninguém sabe o que você está lendo. Tem a história de você levar a publicação para a escola, de você formar uma tribo ou se juntar a um grupo pelos livros, o que é muito importante para os adolescentes. O adulto lê para ele e não precisa, necessariamente, mostrar para outras pessoas. O livro acaba sendo uma marca de consumo para os mais novos, assim como as roupas — explica Carrenho.

Aluna do Colégio Pedro II, Julia Amorim, de 13 anos, está lendo “Convergente” (Rocco Jovens Leitores), de Veronica Roth. É o seu 11º livro deste ano:

— Quando eu leio, realmente me desligo do mundo. Posso terminar um livro de 500 páginas em dois dias, de tão curiosa que eu fico para ver o que acontece no final.

Essa questão com os finais de livros, aliás, vem fazendo com que muita gente de pouca idade sofra com os spoilers.

— A gente fala tanto sobre o que está lendo com os amigos na escola que sempre tem um que conta o que vai acontecer e estraga tudo — brinca Mariana Rodrigues, de 13 anos, também do Pedro II.

Entre os livros escolhidos pelas duas e pelas amigas Sofia Cheib, Carolina Campello, Carolina Porto, da Sá Pereira, e Fernanda Metzler, do Franco Brasileiro, como os melhores dos últimos tempos, estão as séries “Jogos vorazes”, “Instrumentos mortais” e “A seleção”.

Da mesma forma que jovens leitores vêm mostrando que são mais do que leitores — são também fãs — autores de sucesso também demonstram que são mais que autores. John Green, por exemplo, é escritor e mestre nas redes sociais. Só no Twitter, ele tem 2,8 milhões de seguidores em seu perfil oficial. Durante a Copa do Mundo, um outro perfil dele, onde o autor só comenta sobre esportes, bombou. Green ainda montou uma campanha, junto com o irmão, para arrecadar dinheiro para uma fundação de combate ao câncer. As pessoas doavam um dólar e escolhiam por qual país o escritor deveria torcer na Copa. No próprio Twitter, ele dizia para quem iria a sua torcida, vestindo a camisa da seleção em questão.

— John Green é um fenômeno. Tem canal no YouTube, tem um Tumblr, tem contas no Facebook e no Instagram, tem os perfis seguidos por milhões de pessoas no Twitter, ou seja, tem uma presença maciça na internet — explica Danielle Machado, editora de infantojuvenil da Intrínseca, sobre o autor que já vendeu quase 1,5 milhão de exemplares de “A culpa é das estrelas” no Brasil, desde o seu lançamento em julho de 2012.

É a internet que também aumenta a expectativa dos leitores-fãs em torno da vinda da escritora Cassandra Clare, autora de “Instrumentos mortais — Cidade do fogo celestial” (Galera Record), ao Brasil. Cassandra já vendeu 26 milhões de exemplares da série no mundo todo — 800 mil só no Brasil. Mais de 3 mil pessoas já confirmaram presença na tarde de autógrafos da moça, na Bienal do Livro de São Paulo.

De diversas formas, a web, quem diria, ajuda muito a impulsionar e manter as vendas dos livros em papel para adolescentes. O boca a boca virtual se tornou fundamental. Tanto é que a rede está abarrotada de blogs, criados inclusive por jovens, onde os próprios escrevem suas resenhas e abrem debates com outras pessoas sobre os livros do momento. As editoras, cientes disso, enviam exemplares para esses críticos digitais, que também colecionam seguidores. Um deles é Pedro Vinícius, de 18 anos, do site O Livreiro.

— Eu leio, em média, uns dez livros por mês. Mas no ano passado, cheguei a ler 30 em algumas épocas, era um por dia mesmo. Eu preciso me programar para dar conta: leio no ônibus, no intervalo da escola, onde der — explica Pedro, que está no 3º ano do Ensino Médio e conta com colaboradores de outras partes do país para fazer resenhas e escrever notícias sobre o mercado literário.

O amor pelos livros também levou a carioca Kimberlly de Moraes, de 18 anos, a criar o blog Último Romance.

— Criei o site para poder conversar com outras pessoas que gostassem de ler, assim como eu. Depois de um tempo no ar, você começa a ter seguidores bacanas, que às vezes começam a ler um livro por conta de uma opinião sua, ou até mesmo escrevem para rebater com fúria algo que você escreveu e eles não concordam — brinca Kimberlly, que tem quase 3 mil curtidores do Facebook e 2.300 seguidores no Twitter.

A jovem, como muitos adolescentes que hoje veneram os livros, começou sua jornada literária por Harry Potter, que Carlo Carrenho, do PublishNews, considera um divisor de águas.

— Harry Potter veio com aqueles livros de muitas páginas, pesados, uma série inteira, e assim conquistou crianças e jovens no mundo todo, espantando os adultos que não imaginavam que isso pudesse acontecer. Depois vieram os vampiros, com a série “Crepúsculo”. O mercado editorial passou a caminhar para um sentido de entretenimento. Há 20, 30 anos, nós éramos crianças ou adolescentes e a nossa leitura estava muito mais ligada ao aspecto educacional. Hoje, para essa idade, ela está ligada à diversão — avalia Carrenho.

Um e-Book ideal para leitores exibidos

4/8/2014 – 19:47h

Entre os destaques de Eduardo Melo para o Boletim Revolução e-Book desta semana, uma notícia curiosa. Veja bem:  com um ebook, é impossível mostrar, em público, que você está lendo aquele livro gigante, super difícil. Tablets e e-Readers têm apenas uma tela, virada para o usuário. O site The Onion pensou em uma bem humorada solução para o problema.

Em um vídeo satírico, é descrito o lançamento do hipotético “Kindle Flare”, um e-Reader equipado com um poderoso alto-falante para espalhar aos quatro cantos qual livro o usuário está lendo (ou fingindo ler).

E para quem ainda tem prateleiras de livros em casa, o Kindle Flare também oferece o “modo prateleira” em que o alto-falante repete incessantemente todos os e-Books contidos dentro do e-Reader.

História desvenda os pesadelos

3/8/2014 – 21:46h

Editora Quatro Cantos lança livro inovador ao abordar para crianças a partir de 6 anos de idade o mecanismo psíquico dos sonhos.

“Seu pesadelo foi você quem inventou!” é um texto pioneiro, porque apresenta para as crianças os mecanismos dos sonhos sob a óptica psicanalítica. Rosana Martinelli criou o livro por acreditar que o conhecimento básico do funcionamento da psiquê deva ser amplamente divulgado, de maneira clara e descomplicada para os leigos e, por que não, para crianças, como agente linitivo para medos, ansiedade e culpa.

O impulso inicial foi ter passado, na vida real, por um episódio muito parecido com a história do livro, quando sua filha mais velha teve um pesadelo. Conceitos básicos como inconsciente, id, ego e superego são introduzidos na história que conta a angústia da menina Ioiô depois de ter um pesadelo. A mãe da menina promove, de maneira simples e divertida, uma explicação de como e por que os sonhos acontecem, o que acaba por diminuir o afeto negativo que os pesadelos provocavam na garota.

A ilustradora Clara Gavilan, de Niterói, é formada em design gráfico pela PUC, com especialização em ilustração editorial pela ESDIP em Madri e em ilustração de livro infantil pela EINA, Barcelona. Ilustrou vários livros para importantes editoras nacionais.  Em “Seu pesadelo foi você quem inventou!”, 40 páginas e capa dura, Clara utilizou duas técnicas: a aquarela foi usada para representar a realidade, e a pintura com guache, os sonhos, inspirados em quadros de Salvador Dalí, já que a psicanálise tanto influenciou o movimento surrealista, no qual Dalí figura como um dos mais importantes representantes.

Rosana Martinelli nasceu em Santo André, São Paulo. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e fez especialização em Cirurgia Geral pela Escola Paulista de Medicina. Mais tarde estudou Artes Cênicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, com habilitação em Interpretação. Atuou em peças teatrais, trabalhou como figurinista, cenógrafa, aderecista e diretora de arte. Exerce as funções de editora e diretora de arte na Editora Quatro Cantos desde 2011.