Site ajuda a escolher livro infantojuvenil

30/11/2014 – 11:44h

O contato com livros desde o início da vida ajuda a criar nas crianças o hábito da leitura. Os benefícios, quando elas começam a ler sozinhas, vão desde o estímulo à criatividade e à imaginação ao aumento do vocabulário e fixação da grafia correta das palavras. E foi inspirado neste mundo de possibilidades que os livros geram, que um grupo se uniu na criação de um espaço virtual voltado inteiramente aos pais dos amantes mirins desta arte.

O site A Taba reúne estudiosos de literatura infantil e juvenil, professores, pais, bibliotecários e contadores de histórias que indicam e resenham livros infantis. Além disso, há fóruns de discussão e um clube de leitores, onde todo mês livros previamente selecionados são enviados para os assinantes.

O espaço é cuidadoso em separar as indicações por tipos de leitores: iniciante, autônomo ou experiente. Os mais de 900 títulos indicados ajudam os pais e educadores a fazerem uma escolha de qualidade em meio à oferta massiva de publicações do gênero.

De acordo com A Taba, por ano, no Brasil, são lançados cerca de 3.000 títulos diferentes voltados para o público infantil e juvenil. “É na infância que se dá o primeiro contato com a linguagem literária. É preciso atentar para a qualidade daquilo que oferecemos às nossas crianças nessa iniciação ao universo literário”, define o site.

http://loja.ataba.com.br/e http://leituraemrede.com.br/blog/

Fonte: Portal Brasil

“Palavras Mágicas”

27/11/2014 – 20:04h

Vai ser na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, o lançamento de mais um livro da professora Irlanda Silva Gino. O evento está marcado para sábado, dia 29/11, às 11:00h e o endereço da biblioteca é Praça da Liberdade, 21.

O livro “Palavras Mágicas” mostra dramas e tramas de algumas famílias mineiras, pintando cenários da vida interiorana.  A presença materna e paterna se apresenta nos contos de Irlanda com grande força e com muito amor. Os contos de ficção como Amor impossível, Bênção do Recomeço, Êxtase, Na Extrema-Unção e outros mostram o desenrolar da vida literária de Irlanda, bem como o enigma nos Minicontos.

Conforme palavras do escritor e poeta Ronald Claver são textos curtos, harmoniosos, comoventes, humanos e alguns encantadores, com atmosfera onírica e poética, um painel variado, um mosaico, um desatar de nós. O leitor não precisará de varinha de condão para sentir a magia destas “Palavras Mágicas”.

A autora Irlanda Silva Gino é casada e tem quatro filhos; é pedagoga e tem especialização em Literatura Infantil e Juvenil e em Administração Escolar. Tem seis livros infantis e infanto-juvenis publicados. Além disto, participou de quatorze coletâneas de crônicas, poesias e contos para adultos _ tendo sido premiada em algumas tanto em Minas Gerais como em outros estados do país _ e de outras quatro coletâneas de contos para crianças.

Escreveu um livro de cunho espiritual, que está sendo editado e será lançado brevemente, para alertar crianças, jovens e pais de família sobre os riscos e malefícios causados ao homem pelos vícios que “encontramos na nossa passagem pela Terra”. Suas poesias já foram publicadas em algumas revistas em Belo Horizonte.

Irlanda é escritora desde 2005 do projeto Livro de Graça na Praça em Belo Horizonte e do caderno infantil do Jornal O Tempo.

“Um breve amor que a vida me deu de presente”

25/11/2014 – 21:48h

Entrevista

Marina Colasanti – Escritora, ilustradora, tradutora

A consagrada escritora Marina Colasanti recebeu o Prêmio Jabuti pela oitava vez - Foto: Divulgação

Rosa Maria: Marina, gostaria que você comentasse sobre o trabalho de criar histórias para crianças.

Marina Colasanti: Estamos falando de histórias ou de literatura para crianças? Histórias são tão fáceis de criar quanto de escrever. Já a literatura requer o mesmo trabalho daquela destinada aos adultos. Exige o mesmo cuidado, a mesma criatividade, a mesma riqueza de conteúdo. Dependendo da história pode também exigir pesquisa. Enfim, é um sério trabalho artístico.

RM: Que elementos possui uma boa história infantil?

MC: Vejo que você estava mesmo se referindo a histórias, a fórmulas de cunho bem dirigista, educativo. Que são, na verdade, as mais presentes no mercado, embora não as mais requisitadas. Mas não é com isso que eu trabalho. Cada um dos meus livros ou dos meus contos tem elementos diferentes. Ou, pelo menos, é o que busco fazer. Os elementos que utilizo são os mesmos que me atraem quando escrevo para adultos. O que difere é a embocadura. E a maneira de contar.

RM: O que é permitido e o que deve ser evitado na literatura infantil?

MC: Uma sociedade que alimenta suas crianças com desenhos e games de super heróis e similares, abriu a porteira para a violência, a morte, a brutalidade, a prepotência. A meu ver, tudo é permitido, não dessa forma exacerbada, mas com bom senso e do bom gosto pode-se tratar de tudo.

RM: Gostaria que falasse sobre sua experiência com os livros infantis, uma vez que também é uma autora consagrada em literatura para jovens e adultos.

MC: Minha experiência é ótima. Pelo prazer que me dá e pelo reconhecimento que tenho tido. Alterno constantemente livros infantis, adultos e juvenis porque gosto de todos. Nunca me limitei a um gênero. E sou tradutora também para todos. Este ano traduzi um belo livro infantil de Maria Teresa Andruetto  (autora argentina, Prêmio Andersen) , “O País de João”, e acabo de traduzir uma versão mais infantil de “Alice No País das Maravilhas” escrita pelo próprio Carroll.

RM: Como nasceu a “Breve história de um pequeno amor”?

MC: Exatamente como é contado no livro. É uma história real, um breve amor que, de fato, a vida me deu de presente. Contar essa história foi um processo natural, estimulado por minha amiga Yolanda Reyes (escritora colombiana) a quem contei os fatos e que insistiu para que eu os escrevesse.

RM: Como as crianças reagem à história?

MC: Ainda não tive muito contato com crianças leitoras dessa história. Acredito que a adoção ficará mais intensa no ano que vem.

RM: Qual o impacto do Prêmio Jabuti na obra? E no autor?

MC: Na obra, exatamente, nenhum porque a obra já está pronta. Tem impacto na sua circulação, na adoção. O Jabuti é um selo de excelência reconhecido por todos. Para mim, é uma grande alegria, sobretudo por seu meu 7º Jabuti, em gêneros diferentes, e minha oitava tartaruguinha, porque tenho mais uma de Livro do Ano.

RM: Como avalia a produção infantil no Brasil?

MC: Não me cabe essa avaliação, não me parece elegante avaliar meus colegas. Quanto ao mercado, é o mais forte de toda a produção literária, embora sendo sempre considerado um gênero “menor”.

RM: Como os meios eletrônicos têm influenciado as crianças e conseqüentemente a maneira de o autor produzir uma obra para este segmento?

MC: Como estão influenciando as crianças é assunto que ainda está sendo estudado e que vem recebendo muita atenção. Quanto a  produzir uma obra “para” este segmento, não tenho a menor ideia. Meus livros juvenis e infantis mais recentes estão saindo contemporaneamente em versão papel e versão digital. Mas eu não alterei em nada a minha maneira de escrever.

Mais dois ‘Jabuti’ para Marina Colasanti

25/11/2014 – 21:44h

“Breve história de um pequeno amor” (FTD, 2013), de Marina Colasanti, foi escolhido, na semana passada, pelos jurados da 56ª edição do Prêmio Jabuti como Livro do Ano de Ficção. A obra, que também levou o Jabuti de primeiro lugar na categoria Infantil, conta uma história vivida pela própria autora: uma escritora que encontra um ninho com filhotes de pombo e decide cuidar dos animais. Por meio de uma envolvente prosa poética, o leitor compartilha as hesitações e os sucessos de uma história de crescimento e desenvolvimento. Como o próprio nome da obra diz, esta é uma história de amor, mas também de ciúme, aflição, paciência, saudade, preocupação, entre outros sentimentos.

“Foi uma surpresa! Geralmente livros infantis não recebem o ‘Livro do Ano’ e os livros premiados na categoria infantil não costumam ser muito divulgados”, diz Marina.

Esta foi a segunda vez que a autora, detentora de sete Jabutis, foi agraciada com o Livro do Ano. E é o segundo ano consecutivo que a Editora FTD é premiada na categoria Infantil. A obra ainda foi vencedora do Prêmio FNLIJ 2014.

A escritora

Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, país vizinho ao Sudão e à Etiópia, mas veio para o Brasil ainda menina. Em 1952, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Trabalhou em jornais como editora, cronista, redatora e ilustradora, dedicando-se paralelamente à literatura.

Tem mais de trinta livros publicados entre contos, crônicas, poesias, ensaios e livros infantis. Reúne em sua biografia inúmeros sucessos como: “Eu sozinha”, “Nada na manga”, “A morada do ser”, “Contos de amor rasgados”, dirigidos ao público adulto.

Em 1979, publicou “Uma ideia toda azul”, seu primeiro livro para crianças. Deu continuidade a esse trabalho escrevendo “Doze reis e a moça no labirinto do vento”, “O lobo e o carneiro no sonho da menina”, “Um amigo para sempre”, “Intimidade pública”, “Entre a espada e a rosa”, tendo ilustrado a maioria de suas obras infantis e juvenis.

Marina Colasanti concedeu uma entrevista exclusiva ao blog.

Ela fala sobre a arte de escrever para crianças e do livro premiado duas vezes numa mesma edição, o 56° Jabuti. Clique à direita da tela na categoria Entrevistas para conhecer um pouco mais sobre esta escritora tão querida pelos brasileiros.

Os 40 anos de carreira de Savary

24/11/2014 – 20:49h

Feliz com a notícia que vem da escritora carioca Flávia Savary: este mês acontecem três celebrações em torno de seus 40 anos de carreira. E quando se considera 40 anos, inclui-se também o tempo em que ela atuou como ilustradora.

A primeira delas será no SESC Teresópolis, de 25 a 28 de novembro, e a segunda na II FliSerrana, festa literária da região serrana fluminense, sob curadoria de Andrea Taubman, no dia 29 de novembro, sábado. Finalmente, na Livraria da Travessa Leblon, no Rio, dia 7 de dezembro, a partir das 17:00h, Flávia Savary lança “A roupa nova do arco-da-velha”, Editora Cidade Nova, em parceria com seu pai, o ilustrador Jaguar.

“Em 40 anos de dedicação, quem gosta do que faz não apenas constrói uma obra, mas também sólida rede de afetos. E a ideia contagiou amigos autores, ilustradores, editores, enfim, o povo que traz os livros à luz”, explica a escritora.

Carioca e formada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, já publicou 28 livros para as crianças  em editoras do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. Sua alma de artista, porém, não se limita às letras. Antes mesmo de começar a escrever histórias, Flávia Savary atuava como ilustradora. Ela é desenhista e, mais do que isto, plenamente comprometida com os princípios da arte.

Certa vez, em entrevista ao blog, ela disse que a literatura precisa humanizar. Afinal, essa é a finalidade de toda expressão artística. “Se não toca, não vibra, não sensibiliza, não é boa literatura. A arte precisa resgatar a condição humana, daí tem que ser bela e criativa”, esclarece a escritora.

Savary também não se prende a fórmulas ou outro requisitos: “Eu escrevo para gente e é nisso que acredito”, frisa. E aponta um dado auspicioso: no Brasil, a literatura infantil tem excelente qualidade em todos os setores de produção. “Escritor, ilustrador e editor devem ser parceiros e, quando isso acontece, reflete muito bem na obra”. Esta postura profissional da escritora é reconhecida dentro e fora do país.

Flávia Savary detém cerca de 80 prêmios literários em todos os gêneros no Brasil e no exterior. Participou de várias coletivas com seu trabalho de ilustradora e artista plástica. Tem poemas, crônicas, contos e peças teatrais em obras voltadas para adultos e crianças, publicadas em mais de 40 antologias.

A festa dos 40 anos

25/11/14, das 18h às 22h, no Teatro Sesc da Unidade Teresópolis. Grátis. Livre.

Leitura e reflexão – Palestra e Workshop com Flávia Savary e Marly Draeger

O projeto visa oferecer aos educadores da cidade de Teresópolis encontros mensais com profissionais da literatura brasileira. Em novembro: “A Censura de Livros na Escola”. Curadoria e mediação de Ana Maria de Andrade.

26 e 28/11/14, das 10h às 14h, em Escolas Municipais. Grátis. Livre

Fala autor, Flávia Savary

Encontro com a escritora e tarde de autógrafos do livro “A Roupa Nova do Arco-da-velha”, ilustrado por Jaguar. Participação especial da Companhia Livro Aberto de Teatro fundada por Sylvia Orthof.

28/11/14, das 19h às 22h, no Sesc Café. Grátis. Livre

Lançamento de livros

“A Roupa Nova do Arco-da-velha” (Ed. Cidade Nova), “É de morte!” (Ed. FTD), “O Mundo muda… se a gente ajuda” (Ed. FTD), “Vida, aqui vou eu!” (Ed. FTD) e “Piparotes de poesia” (Ed. Dimensão)

Flávia Savary reconta, com muito humor, seis fábulas “literalmente” do arco-da-velha. Presente em todas as páginas, o ratinho Sig, símbolo do saudoso jornal O Pasquim, criado pelo cartunista Jaguar, pai da autora, que também ilustra o livro. Jaguar, por sua importância nas artes brasileiras, recebe a homenagem da filha na obra.

“Piparotes de poesia” traz versos especialmente criados para os pequeninos. “O Mundo muda… se a gente ajuda!” e “Vida, aqui vou eu!”, livros de apoio à Campanha da Fraternidade 2015, que tratam de temas a serem revistos urgentemente pelas novas gerações. Finalmente “É de morte!” instiga o leitor a repensar valores, entre os quais a vida e o tempo.

28/11/14, das 21h às 22h, no Sesc Café. Grátis. Livre

Poemas & Canções, com Arthur DE Paula:

O cantor e compositor apresenta suas músicas em parceria com Flávia Savary.

II FLISERRANA – Dia 29 de novembro de 2014, único dia do evento, das 9 às 20 horas, na Casa de Cultura Adolpho Bloch, Teresópolis, RJ

A II edição da FliSerrana, Festa Literária Serrana Fluminense, presta homenagem aos 40 anos de carreira da autora, ilustradora e dramaturga Flávia Savary, desde os tempos em que ela ilustrava livros de autores como Ana Maria Machado, Fausto Wolff, Haroldo Maranhão, Sonia Hirsch, entre outros.

Fim de semana na Bienal do Livro

20/11/2014 – 22:43h

Para este fim de semana, o melhor programa é curtir a programação da Bienal do Livro de Minas que vai se encerrar no domingo, 23/11. Um dos espaços do evento literário que está sendo realizado no Expominas, em Belo Horizonte, é o Minas de Histórias dedicado à literatura infantil, às crianças e seus familiares.

Para quem quiser acompanhar tudo o que vai acontecer neste espaço, vamos apresentar as atividades que estão programadas para sexta-feira, sábado e domingo, quando se encerra a Bienal.

Sexta-feira, 21/11

9:30h, 11:00h, 16:00h – Flicts

O espetáculo “Flicts uma cor que não existe,  em busca de um local para se instalar, de um amigo, de um suporte para espalhar seu tom. Durante esta procura, ele revela ao espectador que o mundo é feito basicamente de cores e que elas todas possuem um coração, que revelam sentimentos e emoções. Por mais diferente que se sinta, o raro Flicts vai encontrar seu lugar, ainda que seja bem distante do mundo das cores mais conhecidas, mas não mais belas do que ele”.

10:15h, 14:00 h – Brincar de morar em livro

Esta é uma apresentação com histórias brincantes, que falam de livros, que estimulam a descoberta do mundo literário. Os apresentadores utilizam-se ainda de música e atividades de interação com o público para sensibilizar e envolver a plateia. Que tal descobrir como é bom brincar de morar em livro?

15:00h, 19:00h – Poesia para todos: pra recitar, cantar e ritmar

Apresentação de poemas breves de Mario Quintana, Drummond, Cecília Meireles, Leo Cunha e da própria autora, Neusinha, enfatizando a importância da recitação, da leitura ritmada e da musicalização.

Sábado, 22/11

10:15h, 11:00h, 16:00h – Mais apresentações do espetáculo Flicts

10:30h – Contos do Ciclo de Ouro

Foto: Media Museu

O contador de histórias Maurício Trindade recorre às palavras, gestos e canções que abrem a porta do imaginário oitocentista mineiro, para trazer ao público acontecimentos e personagens importantes do Ciclo do Ouro como o Aleijadinho, Tiradentes, Marília de Dirceu, A Guerra dos Emboabas, A sedição de 1720 e a Inconfidência Mineira.

11:30h e 15:00h – Contar, cantar e brincar… é só começar

Foto: Daniela Amaral

Inspirada no rico universo da cultura popular, a apresentação é recheada de histórias da literatura oral universal e da literatura brasileira; de músicas, poesias e muita alegria! Narrações de Rosilda Figueiredo e sonoplastia de Júlia Borges.

16:30h e 19:00h – Cantarolê

Foto: Ignácio Costa

O Grupo Cantarolê traz “É de Minas”.  É de Minas falar de trem, de lavadeiras, de Saci-Pererê, pisadeira, fogão à lenha, de quiabo com angu, de um cafezinho coado na hora com broa de fubá ou biscoito assado. É de Minas, uma boa prosa, contando causos e histórias, cantar cantigas de roda e cirandar com um pouco de nossa mineiridade.

Domingo, 23/11

10:15h e 13:30h – O Quintal de Guegué

Foto: Angela Costa

Este é um espetáculo musical interativo, ou seja, acontece com a participação ativa das crianças. Utiliza de muita música, histórias e movimenta a meninada com divertidas brincadeiras cantadas. È um show repleto de histórias, música e brincadeiras para quem cresceu e para quem ainda vai crescer.

10:30h e 15:00h – Tremelengue

Voltado para o universo infantil, este show consta de poesias musicadas. Possui um rico valor poético, trazendo um valioso repertório de novas palavras para o vocabulário das crianças, além de despertar nelas uma grande admiração e respeito pelos animais.

11:00h – De repente, Ana

Um bate papo e leitura com a escritora Marina Carvalho (faixa etária a partir de 13 anos).

Virar princesa do dia para noite foi um susto e tanto para Ana. Qual será a surpresa que o destino reservou para ela desta vez?

Marina Carvalho publicou quatro romances, vendeu 35 mil exemplares e é a autora nacional mais vendida do selo Novas Páginas, da Novo Conceito.

11:30h e 16:30h – Híbridus Cia de Dança

O espetáculo Arte em Movimento existe para produzir, compartilhar e difundir experiências em dança contemporânea, gerando diálogo com outros segmentos artísticos e criando ambientes de troca que possibilitem a ampliação da visão e espírito crítico da comunidade.

Sandra Bittencourt é a responsável pela programação infantil da Bienal do Livro

A três dias do encerramento da Bienal, a curadora do espaço Minas de Histórias, a especialista Sandra Bittencourt, fala da importância das atividades programadas para o público infantil:

“A literatura, como toda a arte, é uma transfiguração do real, e a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida, através da língua, para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. No texto literário, a palavra além de informar, esclarecer, iluminar, ela tem outra função, que é de produzir literatura. Neste contexto, a palavra funciona como objeto artístico, capaz de provocar, modificar, iluminar a realidade do mundo e a nossa realidade”.

Sandra procurou, “criar no espaço Minas de Histórias um lugar de convivência com a literatura e a vida. A programação terá ao todo de 74 sessões, que buscam dia a dia “envolver o público em uma descoberta”.

A criatividade da Juju

Foto: Antônio Fernando Anselmo

20/11/2014 – 21:16h

Um dos espetáculos mais criativos já apresentados ao longo da programação do espaço infantil Minas de Histórias da Bienal do Livro de Minas é o Bistrô da Juju, quer dizer, da Juliana Anselmo.

Ela conta histórias de um jeito diferente: num lugar aconchegante, onde as palavras têm cheiro, cor e som. Um lugar onde o faz de conta e o era uma vez ganham vida e se transformam em realidade.

“História de princesa, mas com a cara do nosso país”

18/11/2014 – 20:31h

Entrevista

Marina Carvalho – Escritora e jornalista

"Eu escrevo para entreter, mas também para deixar algumas mensagens, mesmo que de forma subliminar"

Rosa Maria: Na programação da Bienal do Livro de Minas 2014, o tema é o livro “De repente, Ana”. O que vai destacar sobre a obra?

Marina Carvalho: Falarei sobre o fato de ela ser seqüência da primeira, “Simplesmente Ana”, a história sobre uma menina comum, mineira de Belo Horizonte, que se descobre ser filha do rei de um país bem distante e diferente do nosso, chamado Krósvia.

RM: Os outros livros também serão abordados? Como?

MC: Sim, pois pretendo fazer uma linha de tempo entre as histórias, expondo a seqüência dos acontecimentos mais importantes.

RM: O que lhe motivou a escrever sobre o mundo encantado das princesas?

MC: Eu sempre gostei dos contos de fadas, mas nunca havia lido nada cujo pano de fundo fosse o Brasil e nossas particularidades. Por isso resolvi ousar e criar uma história de princesa, mas uma que tivesse a cara do nosso país.

RM: Como avalia o interesse dos jovens pela temática?

MC: O jovem está sempre disposto a inovar, a experimentar. Acredito que eles, primeiro por curiosidade, quiseram descobrir de onde vinha essa mineira do interior que de repente decidiu escrever um livro sobre princesa. Mas o legal é que o interesse se manteve, a ponto de eu me entusiasmar e escrever duas seqüências para o livro original.

RM: Qual dos três livros mexe mais com o público? Por quê?

MC: Ah, não sei ao certo. Acho que todos eles têm uma relação bacana com o público, seja pelas temáticas abordadas ou mesmo por causa da linguagem que costumo empregar nos meus textos.

RM: O que gostaria de transmitir para os jovens com seus livros?

MC: Eu escrevo para entreter, mas também para deixar algumas mensagens, mesmo que de forma subliminar. Procuro mostrar que os sonhos são possíveis de se realizar, mas não sem esforço, e que a felicidade pode ser encontrada nas pequenas coisas.

RM: A trilogia possui algum apoio de mídia do tipo blog, site especial, promoções, diários etc?

MC: Sim, os blogs literários sempre divulgam, fazem promoções. Na época de lançamentos, algumas revistas e jornais especializados fazem matérias, o que contribui demais para a divulgação das obras.

RM: Sua obra é um sucesso editorial. Como vem acontecendo a projeção do seu trabalho no ambiente literário?

MC: É uma surpresa para mim como as coisas vêm acontecendo rápido. É fantástico ver meus livros sendo vendidos em todos os cantos do país, conquistando leitores de todas as regiões. Ainda me espanto com as mensagens que recebo, com as divulgações feitas pela mídia especializada, as menções ao meu trabalho. Esse reconhecimento não tem preço.

RM: Está escrevendo outro livro? Princesas ou não?

MC: Sim, estou começando uma nova história, completamente desatrelada do universo dos contos de fadas. (risos)

Agradeço ao blog Conta uma História pelo interesse em divulgar meu trabalho. Estou muito contente por poder estar presente como autora, pela primeira vez, na Bienal do Livro de Minas Gerais, na minha terra. Espero que o bate-papo com o público renda boas conversas e risadas. Deixo aqui o meu abraço e um convite: não deixem de ir à Bienal. Garanto que não vão se arrepender.

A rotina de uma mineira

“É uma surpresa para mim como as coisas vêm acontecendo rápido. Esse reconhecimento não tem preço” - Foto: Divulgação

18/11/2014 – 20:24h

A autora de “Simplesmente Ana” e “De repente, Ana”, Marina Carvalho nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais, conhecida como a terra da goiabada. Adora queijo, rock progressivo, pudim de leite condensado, café com pouco açúcar e filmes com finais felizes.

Ela formou-se em Jornalismo na PUC Minas e exerceu o cargo de assessora de comunicação de uma empresa por sete anos. Hoje é professora de língua portuguesa e literatura na Escola Nossa Senhora Auxiliadora.

Marina ama ler, seja um bom livro policial, um chick-lit despretensioso ou o jornal do dia. Quando era criança, todos os meses esperava ansiosamente pelas revistinhas da Turma da Mônica. A mãe incentivou desde bem cedo o seu gosto pela leitura.

Marina mora em sua cidade natal com o marido, os dois filhos e Lilica, uma poodle de 14 anos que pensa ser um pitbull. De lá, a autora concedeu uma entrevista exclusiva ao blog para falar de seu trabalho. Para ler a entrevista com a escritora, que vem conquistando uma legião de fãs, clique à direita da tela do blog, na categoria Entrevistas.

Para acompanhar diariamente o trabalho dela, guarde este site: http://www.marinacarvalhoescritora.com.br/

“De repente, Ana” é destaque na Bienal

18/11/2014 – 19:26h

Li avidamente o livro “De Repente, Ana”. A autora é a mineira Marina Carvalho.

Os personagens por ela criados parecem reais; são consistentes, nos surpreendem muito e, por isso, parecem mesmo de carne e osso. A trama é encantadora tal como é tudo que se relaciona ao mundo das princesas e, mais ainda, quando esta princesa existia simplesmente como uma plebeia que, de repente, vai brilhar na Corte. A princesa torna-se mais emblemática, por ter vivido na mesma cidade que eu vivo, Belo Horizonte. A princesa Ana é mineira.

Marina Carvalho criou nomes de pessoas e lugares, uma história e ambientes fictícios, eu sei, mas que são como existissem nos fatos por ela narrados e no mapa sugerido. O livro “De repente, Ana” é uma seqüência de “Simplesmente Ana”.  Mas a trama da princesa ainda não acabou. Estamos esperando mais.

Este projeto da Editora Novas Páginas tem sido um sucesso e já foram vendidos mais de 35 mil livros, desde a Bienal de São Paulo deste ano. Agora, os mineiros também vão conhecer a saga de sua conterrânea, Ana, na Bienal do Livro de Minas. Hoje, dia 19/11, às 11:00h e às 15:00h, e no domingo, dia 23/11, às 11:00h, Marina Carvalho vai falar de sua princesa no espaço Minas de Histórias, sob  coordenação da curadora Sandra Bittencourt.

Aqui, deixo uma resenha do Blog da Mari, que eu sei foi aprovada pela Marina Carvalho, por ter sido escrita por uma de suas beta readers,  Mirelle Candeloro.

Parabéns, Marina.

A história de Ana

“Pouco mais de dois anos se passaram e Ana e Alex continuam vivendo a plenitude do seu amor. Durante uma viagem ao Brasil, Ana tem um terrível pesadelo onde seu pai, Andrej, morre. Teria sido apenas um triste sonho, ou uma premonição?

Infelizmente as angústias de Ana se mostraram verdadeiras. Dias depois, Andrej sofre um acidente de helicóptero e fica à beira da morte. Ana entra em desespero e literalmente voa para Krósvia ao encontro do seu querido pai.

“Afundei no banco de couro, ciente até demais de que a vida não avisa a hora em que vai dar uma bela rasteira na gente.”

Mal sabia ela todos os desafios pelos quais teria que passar dali para frente. Com o rei em coma, de acordo com a política de sucessão, Ana seria obrigada a assumir o trono e ser preparada para dar continuidade aos trabalhos realizados por Andrej.

Do dia para a noite, Ana se viu bem no meio do olho do furacão. Em instantes, teve que aprender não só a se vestir e a falar como um líder de uma nação, mas também a se familiarizar com as leis da Krósvia, participar de reuniões chatíssimas das quais ela não entendia uma palavra, bem como tomar decisões delicadas que poderiam prejudicar o futuro do país.

A vida de Ana se tornou uma confusão. Diariamente passou a ser atacada pela oposição que exigia sua destituição do cargo. Se isso não bastasse, um fantasma do passado voltou para assombrá-la. Laika passou a rondar Alex novamente estremecendo a relação do casal de forma quase que definitiva.

Ana não tinha tempo mais para si, ou para o namorado, ou para fazer as coisas que mais gostava: como passear na praia com Bruce ou visitar o Lar Irmã Celeste. Tudo que ela mais queria era ver o seu pai acordar e tornar a viver uma vida como antigamente, sendo “simplesmente” Ana.

Mas nem todas as princesas têm uma vida de contos de fadas, e Ana irá aprender que os seus piores pesadelos podem se tornar realidade.

“Por mais semelhante que minha vida fosse aos contos de fadas tradicionais, eu duvidava muito que meu final se daria como nas histórias de princesas: eu, resgatada no último minuto por meu príncipe encantado.”

Querem descobrir se finalmente Ana conseguirá alcançar o seu “felizes para sempre“? Então leiam!

***

Preciso começar dizendo que o livro inicia com um prólogo de tirar o fôlego. Meu coração saiu pela boca e eu fiquei com os olhos arregalados. Sim, Marina, você me pegou direitinho! Que maldade. Em “De repente, Ana”, a protagonista continua a mesma: meiga, mas geniosa, curiosa, mas extremamente teimosa, e o que mais gosto, irônica. Porém, encontramos Ana extremamente fragilizada devido aos novos acontecimentos. Se o acidente do pai não fosse o bastante para deixá-la mortificada, as tarefas assumidas no governo foram suficientes para deixarem Ana do avesso. Apesar de, algumas vezes, apresentar crises de imaturidade e ciúmes, totalmente compreensíveis, diga-se de passagem, Ana está mais madura e extremamente resignada a enfrentar o seu destino.

Desta vez tivemos uma surpresa mais do que agradável no texto, pois ele não é mais somente narrado em primeira pessoa por Ana. Marina deu voz a Alex. Sim, meninas, podem ir ao delírio! Vocês não imaginam o quão divertido foi entrar na cabeça desse personagem, compartilhar suas angústias e sentimentos tempestuosos. Ele chega a ser tão intenso quanto Ana e, algumas vezes, me deixou muito braba por ser tão infantil e por vezes cego. Céus, por que os homens sempre têm que ser assim? hehe

“Dei uma fuzilada nele com o olhar, quando o que queria mesmo era testar a sua resistência com um soco bem no meio da cara.”

Na primeira resenha comentei que senti falta de um contexto mais político, vendo Ana finalmente assumir o seu lugar de direito na realeza. Bem, Marina cumpriu o prometido. De repente, Ana foi criado num contexto completamente diferente do primeiro livro. Aqui, nos deparamos com as reais dificuldades de administração de uma nação, as responsabilidades da monarquia e as consequências de quando não se agrada a todos.

Apesar de o livro conter boa parte de romance, marca registrada de “Simplesmente Ana”, vai muito mais além. Marina conseguiu encontrar uma receita perfeita que envolve ação, mistério, intriga, traição, amizade, amor e muito mais. O livro foi capaz de me deixar atônita do início ao fim. Quando eu imaginava que as coisas iam se acalmar um pouco, lá vinha a autora para dar mais um sacode. Foi impossível me desgrudar das páginas, assim como foi impossível não me apaixonar cada vez mais por cada um dos personagens.

Durante o texto todo fiquei desconfiada: Andrej sofreu um acidente ou um atentado? Tinha alguém no reino conspirando contra a sua vida e fazendo de tudo para que Ana fracasse na sua empreitada? Foi divertido, pois realizei um trabalho investigativo olhando torto para cada personagem, vendo se encontrava indicativos de desvio de caráter e más intenções por trás. Gente, o final.. ai, o final. Chorei tanto juntamente com Ana em um dos seus choros mais sentidos e depois ri tanto, e depois chorei e ri, tudo ao mesmo tempo.

Impossível explicar em palavras o quanto a escrita da Marina é perfeita. Seus textos são divertidos, bem-humorados, irônicos, românticos e envolventes. A autora consegue fugir das técnicas de escritas rígidas e formais ao criar uma narrativa leve, fluida e contemporânea, utilizando-se de gírias e figuras de linguagem, aproximando o texto do seu leitor. Sem sombra de dúvidas, depois de ler três livros escritos pela Marina, posso afirmar que ela definitivamente conquistou um lugar no meu coração como uma das melhores autoras nacionais da nossa época. Preparem-se, pois “De repente, Ana” é incrível e tenho certeza de que vocês irão amar”.