“História de princesa, mas com a cara do nosso país”

18/11/2014 – 20:31h

Entrevista

Marina Carvalho – Escritora e jornalista

"Eu escrevo para entreter, mas também para deixar algumas mensagens, mesmo que de forma subliminar"

Rosa Maria: Na programação da Bienal do Livro de Minas 2014, o tema é o livro “De repente, Ana”. O que vai destacar sobre a obra?

Marina Carvalho: Falarei sobre o fato de ela ser seqüência da primeira, “Simplesmente Ana”, a história sobre uma menina comum, mineira de Belo Horizonte, que se descobre ser filha do rei de um país bem distante e diferente do nosso, chamado Krósvia.

RM: Os outros livros também serão abordados? Como?

MC: Sim, pois pretendo fazer uma linha de tempo entre as histórias, expondo a seqüência dos acontecimentos mais importantes.

RM: O que lhe motivou a escrever sobre o mundo encantado das princesas?

MC: Eu sempre gostei dos contos de fadas, mas nunca havia lido nada cujo pano de fundo fosse o Brasil e nossas particularidades. Por isso resolvi ousar e criar uma história de princesa, mas uma que tivesse a cara do nosso país.

RM: Como avalia o interesse dos jovens pela temática?

MC: O jovem está sempre disposto a inovar, a experimentar. Acredito que eles, primeiro por curiosidade, quiseram descobrir de onde vinha essa mineira do interior que de repente decidiu escrever um livro sobre princesa. Mas o legal é que o interesse se manteve, a ponto de eu me entusiasmar e escrever duas seqüências para o livro original.

RM: Qual dos três livros mexe mais com o público? Por quê?

MC: Ah, não sei ao certo. Acho que todos eles têm uma relação bacana com o público, seja pelas temáticas abordadas ou mesmo por causa da linguagem que costumo empregar nos meus textos.

RM: O que gostaria de transmitir para os jovens com seus livros?

MC: Eu escrevo para entreter, mas também para deixar algumas mensagens, mesmo que de forma subliminar. Procuro mostrar que os sonhos são possíveis de se realizar, mas não sem esforço, e que a felicidade pode ser encontrada nas pequenas coisas.

RM: A trilogia possui algum apoio de mídia do tipo blog, site especial, promoções, diários etc?

MC: Sim, os blogs literários sempre divulgam, fazem promoções. Na época de lançamentos, algumas revistas e jornais especializados fazem matérias, o que contribui demais para a divulgação das obras.

RM: Sua obra é um sucesso editorial. Como vem acontecendo a projeção do seu trabalho no ambiente literário?

MC: É uma surpresa para mim como as coisas vêm acontecendo rápido. É fantástico ver meus livros sendo vendidos em todos os cantos do país, conquistando leitores de todas as regiões. Ainda me espanto com as mensagens que recebo, com as divulgações feitas pela mídia especializada, as menções ao meu trabalho. Esse reconhecimento não tem preço.

RM: Está escrevendo outro livro? Princesas ou não?

MC: Sim, estou começando uma nova história, completamente desatrelada do universo dos contos de fadas. (risos)

Agradeço ao blog Conta uma História pelo interesse em divulgar meu trabalho. Estou muito contente por poder estar presente como autora, pela primeira vez, na Bienal do Livro de Minas Gerais, na minha terra. Espero que o bate-papo com o público renda boas conversas e risadas. Deixo aqui o meu abraço e um convite: não deixem de ir à Bienal. Garanto que não vão se arrepender.