Números sobre a leitura

30/12/2014 – 19:54h

Os números tornam-se irresistíveis no fim de ano. Daí, a sugestão de Ismael Pereira para falar de números que envolvem a leitura.

Em seu artigo, ele cita dados do Pyxis Consumo (ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência), que apontam: “até o final de 2014 os brasileiros devem investir R$ 9,32 bilhões em livros e publicações. A classe B é a que mais consome livros em nosso país, representando 27% do consumo. Logo na seqüência aparece a classe C, com 26% do consumo.

Olhando as regiões do país, verificamos que o Sudeste é o maior consumidor, com 54% do consumo. As regiões Nordeste e Sul consomem 17% e 16%, respectivamente. Já o Centro-Oeste tem um consumo estimado em 9% do total do país. Ao olharmos os gastos anuais por habitante, temos a seguinte estimativa, de acordo com os dados  fornecidos pelo Ibope Inteligência:

Cada morador do Sudeste investe R$ 63,31 com livros e publicações.
No Sul, cada morador investe R$ 60,86.
No Nordeste, o investimento por morador é de R$ 38,12.
No Centro-Oeste, cada morador investe R$ 60,15.

Quando analisamos por sexo, vemos que 57% dos leitores são mulheres e 43% são homens. Já quando falamos em idade, as faixas etárias que mais reúnem pessoas com o hábito de ler são entre 30 e 39 anos (16% do total), entre 5 e 10 anos (14%) e entre 18 e 24 anos (14%).

Apesar de termos grandes números, ao compararmos com anos anteriores, vemos que ano a ano o investimento na leitura tem diminuído em nosso país. De 2013 para 2014 tivemos uma queda de 1,5%. E, ao analisar os anos de 2009 a 2012, a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” da Fundação Pró-Livro e do Ibope Inteligência apontou que o número de leitores caiu 9,1% nesses quatro anos. A pesquisa também constatou que 24% dos brasileiros afirmavam ter o hábito de ler durante o tempo livre, enquanto 85% costumavam ver TV. E esses números continuam em queda.

Para mim, que sei a importância de ler um bom livro e de ter acesso à leitura, é preocupante. Tenho certeza que você, como eu, quer que cada vez mais pessoas tenham acesso aos livros e apaixonem-se pela leitura”.

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Mais números sobre leitura: o Blog do Galeno Amorim utiliza um “livrômetro” para saber a quantidade de livros lidos no Brasil. Ele afirma que  chegaremos a 31 de dezembro com 800 milhões de livros lidos – ou seja, quatro por brasileiro.

O que você quer ler em 2015?

28/12/2014 – 10:53h

Nesta época, entre Natal e a chegada do Ano Novo, o blog fica à deriva de notícias. É uma fase de descanso para as nossas principais fontes de literatura infantil. As editoras e entidades do setor entram em recesso, não surgem lançamentos de livros, escritores e ilustradores se recolhem, professores e alunos estão de férias, até mesmo parte dos leitores se ausentam em viagens e outras atividades típicas desta fase do ano.

Por outro lado, surge a oportunidade de reavaliação do blog, que já completou quatro anos. “Conta uma História” é um espaço de informação sobre tudo o que acontece com a literatura infantil e a audiência tem crescido, desde o seu lançamento. Às vezes, surgem picos altos de audiência, o que revela o potencial de leitores atrás de informação. Como o blog é pioneiro em jornalismo sobre literatura infantil, ainda lutamos para quebrar resistências e descobrir o melhor roteiro ou caminho para as notícias.

Sendo assim, gostaria de aproveitar esta fase para perguntar para o leitor:

1-      O que você gosta de ler no blog?

2-      Que tipo de informação quer ler em 2015?

3-      Qual é sua profissão?

4-      Você mora em qual cidade?

Por favor, participe desta pequena pesquisa. Envie suas respostas para o meu e-mail rosamaria.fontes@hotmail.com ou, se preferir, responda nas páginas do Facebook: Blog Conta uma História ou Rosa Maria. Muito obrigada pela participação, pela audiência do blog e pelo apoio diário. Seja feliz em 2015. E não se esqueça de manter o blog entre seus Favoritos. Valeu.

Melhores projetos de leitura

22/12/2014 – 21:43h

Prêmio VivaLeitura 2014 ​vai para iniciativas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraíba. Esta edição contou com 998 projetos inscritos de todas as regiões do país.

Na categoria "Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias", a biblioteca comunitária Barca dos Livros de Florianópolis (SC) foi a vencedora

Os Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) ​entrega​ram, semana passada, em Brasília, o Prêmio VIVALEITURA 2014.

Nesta 7ª edição, o VIVALEITURA concedeu R$ 25 mil a quatro experiências na área de leitura desenvolvidas dentro de quatro categorias: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; “Escolas Públicas e Privadas”;  “Práticas continuadas de leitura em contextos e espaços diversos desenvolvidos pela sociedade”; e  “Promotor de Leitura (pessoa física)”.

O objetivo da premiação é estimular e fomentar a leitura, seu papel na educação e reconhecer boas práticas.

Na categoria “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”, a biblioteca comunitária Barca dos Livros de Florianópolis (SC) foi a vencedora. Com um acervo de 14 mil livros, a iniciativa já ​promoveu​ 115 encontros com autores e lançamentos de livros, 85 saraus literários e 664 visitas de escolas, além de atividades de leitura dentro​ de​ um barco que percorre a Lagoa da Conceição.

Na categoria “Escolas Públicas e Privadas”, a vencedora foi a Escola Estadual João Colombo, do Paraná, que fez, em parceria com a Universidade do Paraná, um trabalho de formação por meio de estratégias como roda de poesia, atividades via internet e leitura para idosos.

A categoria “Práticas continuadas de leitura em contextos e espaços diversos desenvolvidos pela sociedade” teve como vencedor o Laboratório de Humanidades da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de São Paulo. O grupo de leitura e discussão de obras literárias nasceu há pouco mais de oito anos e, atualmente, reúne alunos de Enfermagem, Biomedicina e Fonoaudiologia, além de funcionários, para abordar a “humanização da saúde por meio da leitura”. O tema tornou-se atividade creditada no programa de pós-graduação da universidade em 2009.

​N​a categoria “Promotor de Leitura (pessoa física)”, o vencedor foi Jocelino Tomaz de Lima Caiçara, da Paraíba. Ele é responsável pelo Grupo Atitude, que conta com 50 voluntários no agreste paraibano para mobilizar a comunidade, incentivar a leitura entre os professores e promover atividades​,​ como a formação de três bibliotecas, a criação do Projeto Natal Literário e do programa de rádio Atitude.

Sobre o Prêmio

O prêmio VIVALEITURA​ integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e tem o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana. Instituído em 2005, no Ano Ibero-americano de Leitura, o VIVALEITURA foi idealizado com previsão inicial de duração de 10 anos (2006 a 2016). Já foram realizadas seis edições do Prêmio – 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.

Esta edição contou com 998 projetos inscritos de todas as regiões do país. Os​ trabalhos foram analisados por um grupo de representantes ​de ​Undime​ (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)​, Consed​ (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação)​, MinC, MEC e OEI, além de parceiros do prêmio, que selecionaram​ 20 finalistas – cinco por categoria.  A partir desse​s 20 finalistas, uma equipe de jurados, formada por Adelaide Ramos e Côrte, Analise de Jesus da Silva, Maria Lucia de Moura, Ronaldo Teixeira e Paulo Markun, elegeu os vencedores.

Além dos quatro vencedores, houve a menção honrosa “José Mindlin”,​ que premiou a iniciativa da Associação Folclórica no Ponto de Cultura Tambor de Crioula Arte Nossa, de São Luís, do Maranhão. Eles fazem a leitura de mitos da cultura afro-brasileira, indígena e da cultura popular com cerca de 80 crianças em situação de rua da região. Eles também oferecem oficinas de reforço e alfabetização.

A homenageada desta edição foi a editora Lúcia Jurema, que faleceu no início deste ano. Suas filhas Viviane e Fernanda receberam um troféu como reconhecimento pelo trabalho dela para a o sucesso do Prêmio V​IVALEITURA​ e ouviram um tributo proferido pela educadora Lourdes Atié sobre a convivência e a dedicação de Lúcia.

Na avaliação da ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, o Brasil só dará o salto de qualidade que seus cidadãos desejam e precisam, “quando formos um país de leitores”. “Eu digo aos jovens que nunca percam a esperança. A educação e a leitura podem levá-los aonde eles quiserem”, reforçou​,​ ao contar ​parte de​ sua própria história de conquistas profissionais com base em muito estudo e dedicação.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Ministério da Cultura

Na categoria "Promotor de Leitura (pessoa física)", o vencedor foi Jocelino Tomaz de Lima Caiçara, da Paraíba. Na foto, ele é visto em pé, o segundo da direita pra esquerda

“Histórias de terror para crianças”

18/12/2014 – 21:02h

Escritora apresenta outra visão dos monstrinhos que assombram a imaginação da criançada.

Um lobo que se transforma em menino durante a lua cheia, um vampiro que não escova os dentes ou uma floresta cheia de bruxas (nem tão) más (assim)? Além destes, outros dois seres fantásticos esperam por você no livro “Histórias de Terror para Crianças”, da brasileira Fernanda Chazan Briones.

Dividida em cinco contos, a obra mexe com o imaginário infantil ao retratar seres místicos como pessoas comuns e transmitir às crianças valores como respeito, amizade e confiança. Afinal, que criança nunca ficou insegura ao ir à escola pela primeira vez, mudar para uma casa nova ou ir ao dentista? Os monstrinhos mostram como dar a volta por cima e resolver os pequenos grandes dilemas da infância.

A autora teve a ideia de escrever este livro após um de seus sobrinhos acordar durante a madrugada com medo de zumbis. “Para acalmá-lo e convencê-lo a dormir, contei a história de um zumbi que fazia barulhos porque tinha medo do escuro e queria que acendessem a luz. Ele riu e só assim voltou a dormir. Foi então que percebi que, para acabar com o medo, o segredo é a risada”, revela Fernanda.

Sobre a autora: Morando há dois anos e meio em Buenos Aires, na Argentina, a autora nasceu e cresceu em São Paulo e hoje estuda Literatura na Universidad del Salvador. Além de trabalhar como tradutora e corretora literária, Fernanda se dedica a dar aulas de português aos hermanos argentinos.

Em 2015, aumenta o valor do prêmio

16/12/2014 – 19:20h

“Barco a Vapor” passa a ser de R$ 40 mil. Atenção: as inscrições para a 11ª edição já estão abertas e terminam dia 31 de janeiro de 2015 e todo o processo passa a ser feito somente pela internet.

A Fundação SM, promotora e organizadora do Prêmio Barco a Vapor, aumentou o valor da premiação. Em vez dos R$30 mil, o vencedor ganhará R$40 mil. Como nos anos anteriores, além do prêmio em dinheiro a título de adiantamento dos direitos autorais, o ganhador terá sua obra publicada na prestigiada coleção Barco a Vapor.

As inscrições para edição de 2015 já estão abertas e são aceitas somente pelo site: http://barcoavapor.edicoessm.com.br até o dia 31 de janeiro de 2015. Com o processo feito integralmente via internet, busca-se eliminar o risco de extravio dos originais, desonerar os participantes do custo da postagem, além de contribuir para a agilidade e segurança. No site, o participante também poderá encontrar as informações sobre o regulamento do concurso literário e respostas às dúvidas mais frequentes.

O Prêmio Barco a Vapor nasceu com o objetivo de estimular a produção literária infantil e juvenil nos países onde a Fundação SM atua, publicando textos inéditos, e revelar novos autores. O prêmio surgiu na Espanha há mais de 35 anos e conta com edições nos seguintes países: Chile, México, Argentina, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, Peru e Brasil.

A Fundação SM foi criada em 1977, na Espanha, com o objetivo de reverter os bons resultados conquistados por Edições SM em programas educativos, fazendo chegar educação e cultura aos setores menos favorecidos da sociedade. Essa é a tarefa que vem realizando desde então.

Em sua missão de contribuir para a melhoria da qualidade da educação no Brasil, apoiou o desenvolvimento de projetos, em parceria com os governos federal, estadual e municipal, instituições privadas e organismos internacionais, projetos como: Prêmio Barco a Vapor, Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Festival de História (fHist), Plataforma Conviva Educação, Escola Ibero-Americana de Governo Educativo (Eige), Sala de Leitura Ana Maria Machado – Morro da Providência (Rio de Janeiro), Nas Trilhas da Literatura (Rio de Janeiro) – curso de literatura infantil e juvenil para professores, bibliotecários, auxiliares de biblioteca e mediadores de leitura, em parceria com a ABL (Academia Brasileira de Letras), e o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos.


“O baú mágico do Grande Magolini”

15/12/2014 – 19:36h

Livro infantil conta as aventuras do mágico mais famoso do mundo e seu fiel escudeiro, o macaco Micolino, em busca do baú que guarda o segredo de todos os seus truques.

Depois de chegar em uma cidade para fazer uma apresentação, o Grande Magolini, o mágico mais famoso do mundo, percebe que sumiu o baú com todos os instrumentos secretos para suas mágicas. Desesperado, ele apela até para São Magício, o padroeiro dos magos, para que seu lindo ‘bauzinho’ reapareça.

Nada de milagre do santo. O mágico continuou sem o seu baú. Mas mesmo assim foi capaz de continuar apresentando números surpreendentes e truques nunca vistos até  a cena final de cada show:

“O mago enrolou-se na capa estrelada e _  puf! _ Magolini e Micolino sumiram numa nuvem de fumaça”.

Os dois continuaram viajando para realizarem seus espetáculos e à procura do precioso baú. Pediam  ajuda a todos, inclusive, às imensas platéias que se formavam em diferentes lugares para assistirem ao show de mágicas. Foram muitas emoções. Uma montanha azul desapareceu de certa cidade. Em outra, descobriu um falso mágico que usava o seu nome e fama. E agora?

O ladrão do baú de Magolini é o falso mágico?

O leitor vai ter uma surpresa tão grande quanto àquelas que se tem diante das mágicas de Magolini, quando descobrir o que aconteceu com o precioso baú…

Além de “O baú mágico do Grande Magolini”, Luiz Roberto Guedes já tem livros publicados para crianças, jovens e adultos de todas as idades. Pela Editora Terceiro Nome, Guedes organizou a antologia poética Paixão por São Paulo, que reúne o trabalho de grandes poetas, como Augusto de Campos e Vinicius de Moraes. Já o ilustrador, Marcel Nilo, em 2013, lançou também pela Editora Terceiro Nome o infantojuvenil “Aquele garoto e os segredos da Floresta Mágica”, escrito e ilustrado por ele.

Por que presentear crianças com livros?

13/12/2014 – 10:20h

Yolanda Reyes _ especialista em fomento à leitura, consultora, autora de artigos e livros sobre o tema _ levanta oito bons motivos para presentear crianças com livros.

Porque as crianças gostam de histórias. Porque, no fundo, cada vida é uma história. E ao espreitar as páginas de um livro, as crianças abrem os olhos para as inúmeras histórias de vida das pessoas.

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Porque as crianças são curiosas, como qualquer um de nós. E querem saber o que as outras pessoas pensam, como se sentem, como resolvem problemas, como se apaixonam, por que choram e riem, sonham e têm pesadelos.

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Porque as crianças não têm muitos anos de experiência. E os livros “emprestam” a elas a experiência de outros que viveram mais tempo para que possam “lê-las”.

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Porque as crianças sabem que junto de uma história, há uma mãe ou um pai que virá lê-la todas as noites. E elas também sabem que eles vão ficar na beira da cama e não irão se ocupar de seus assuntos de adultos ou desligar a luz, pelo menos até que a história seja concluída. E, por isso, sempre pedem que leiam de novo e de novo e de novo.

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Porque um livro é como um barco que conecta duas margens: dia e noite, para dormir e acordar, luz e sombra. E nesse barco, as crianças deslizam lentamente a partir do mundo real para o mundo dos sonhos.

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Por uma série de razões práticas que as crianças não se preocupam, mas que são importantes para suas mães. Por exemplo: os livros não se desmontam em milhares de pequenos pedaços de plástico que precisam ser recolhidos pela casa  quando a festa de aniversário acabou. Nem precisam de baterias ou têm mecanismos complicados ou exigem a compreensão das instruções de montagem escritas no manual.

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Como nem todos os meninos nem meninas são iguais, os livros também são diferentes. Há aqueles sobre múmias, dinossauros e reinos distantes; sobre monstros e fadas; sobre a vida real e a vida imaginária. Alguns são para chorar e outros para rir; alguns cantam, outros são como museus abertos todas as horas e todos os dias da semana. Há alguns para serem lidos pelo toque, com os ouvidos e dentes como bebês – para ler e reler um pouco mais para a imaginação, com o coração, com espanto.

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E porque muitos livros – e sabemos disso depois de muitos aniversários – permanecem na memória. Seus efeitos não expiram com o tempo, mas o contrário. O rumor das histórias que lemos quando éramos crianças permanece conosco, como a música, como uma voz, como um encanto… E nos fortalece, ajudando-nos a construir um abrigo imaginário onde podemos passar algum tempo jogando no reino do “era uma vez, há muitos anos atrás “… jogando no reino dos mundos possíveis e impossíveis que nunca termina.

“Fuja coelhinho, fuja”

11/12/2014 – 20:00h

A Editora Biruta acaba de lançar um livro juvenil com temática histórica muito popular na Europa: acontece durante a Segunda Guerra Mundial com narrativa vivida por uma garota de onze anos.

“É claro que eu sabia que não estávamos saindo de férias. Quem é que tira férias em época de aula? Mas Freddie tinha apenas seis anos. Ele não sabia disso.

– Quanto tempo vamos ficar fora, papai? – perguntei.

Papai voltou-se para mim e balançou a cabeça:

– Não sei, Lizzie. Tudo depende do senhor Hitler.”

Após a morte de sua esposa, William, pai de Lizzie e Freddie, se recusa a lutar na Segunda Guerra Mundial e é perseguido pela polícia. Para continuar unido, o trio precisa fugir e deixar tudo para trás. Refugiam-se em uma comunidade chamada Whiteway, onde tentam começar uma nova vida. Mas o esconderijo não funciona por muito tempo e, mais uma vez, precisam partir rumo ao desconhecido. As opções começam a ficar escassas e os obstáculos aumentam a cada novo passo, diminuindo as chances de ficarem juntos. Por contrariar as leis de seu país, suas ideias lhe custarão a liberdade e a proximidade com Lizzie e Freddie.

“Fuja, coelhinho, fuja”, com 236 páginas, é ambientado na Inglaterra dos anos 1940, mas permite expandir as questões centrais para diferentes situações e lugares. Um exemplo disso é o próprio William, caracterizado como um pacifista. Suas convicções e ideais contra a guerra e a violência são muito semelhantes às de outros grupos espalhados pelo mundo.

A autora Barbara Mitchelhill proporciona uma série de reflexões a respeito da Segunda Guerra Mundial, envolvendo o leitor na jornada das duas crianças e suas relações familiares, bem como as amizades desenvolvidas durante as fugas. A experiência da família e de grupos pacifistas é um lado real e bem menos conhecido nesta guerra e na história do país, assim como a veracidade da existência de Whiteway, vila fundada em 1898 por seguidores do novelista russo Leon Tolstói.

Barbara Mitchelhill nasceu em Rochdale, Inglaterra. É formada em Pedagogia e, além de dar aulas, escrevia textos para livros didáticos e para a rede de televisão BBC Infantil. Atualmente, dedica-se principalmente aos romances juvenis.

O livro já ganhou os seguintes prêmios, na Inglaterra:

Melhor Livro do Ano, 2011

Prêmio Young Quills for Historical Fiction, 2012

Prêmio Red House Children´s Book, 2012

Shortlist do Carnegie Medal, 2012

Literatura brasileira no exterior

9/12/2014 – 19:09h

Ministério da Cultura divulgou hoje nomes dos 48 escritores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015.

Ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler

Em evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, anunciou nesta terça-feira, 9/12, os nomes dos 48 escritores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015. Na 35ª edição do evento, entre 20 e 23 de março, o Brasil será o país homenageado e contará com espaço de 500 metros quadrados destinados à venda, exposição de livros e palestras com autores. Haverá ainda programação cultural paralela.

Os autores escolhidos são Adauto Novaes, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Mussa, Ana Miranda, Ana Paula Maia, Angela Lago, Bernardo Carvalho, Betty Mindlin, Betty Milan, Bosco Brasil, Carola Saavedra, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa, Edney Silvestre, Edyr Augusto, Fabio Moon, Fernanda Torres, Fernando Morais, Férrez, João Carrascoza, Leonardo Boff, Lu Menezes, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcello Quitanilla, Maria Conceição Evaristo, Marina Colasanti, Michel Laub, Milton Hatoum, Nélida Piñon, Paloma Vidal, Patrícia Melo, Paulo Coelho, Paulo Lins, Ricardo Aleixo, Rodrigo Ciríaco, Roger Mello, Ronaldo Correia de Brito, S. Lobo, Sérgio Rodrigues, Sérgio Roveri e Tatiana Salem Levy.

Além deles, um acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL) permitiu levar mais três imortais para a capital francesa: Ana Maria Machado, Antônio Torres e Nélida Piñon.

A seleção dos autores é resultado da parceria entre o Centro Nacional do Livro francês e do Comitê brasileiro, formado por 24 integrantes, entre titulares e suplentes, com representantes de secretarias e órgãos do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE); do Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); e de entidades representativas do setor, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL); União Brasileira de Escritores (UBE); Liga Brasileira de Editoras (LIBRE); Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU); Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Serviço Social do Comércio (SESC-SP).

As escolhas obedeceram aos seguintes critérios: autores com obras traduzidas para o francês; equilíbrio na seleção (incluindo autores novos e consagrados); abrangência de diversos gêneros literários; diversidade editorial; oportunidade igual para homens e mulheres e produções com diversidade étnica e cultural de profissionais de várias regiões do país.

Os curadores do evento são a escritora e idealizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto, Guiomar de Grammont, que também participou da seleção, e o professor de Literatura na Université Paris-Sorbonne e nomeado Conselheiro Literário junto ao Centre National du Livre para o Salão do Livro de Paris em 2015, Leonardo Tonus.

Literatura infanto-juvenil

Entre os 48 escritores convidados pelo Ministério da Cultura, alguns se dedicam à literatura infantil e juvenil e estarão em Paris representando em especial este segmento:

Adriana Lisboa

Foto: Carlos Luz

Nascida no Rio de Janeiro, em 1970, estudou música e literatura. Adriana viveu na França, Japão e Estados Unidos. Escreveu romances, poemas, contos e histórias infantis, traduzidos para inglês, francês, espanhol, alemão, árabe, italiano, sueco, romeno e sérvio. Suas obras já foram publicadas em mais de 15 países.

Com o romance “Sinfonia em Branco”, ela ganhou o Prêmio José Saramago, em Portugal.  Pelo conjunto de seus romances, recebeu o Prêmio Moinho Santista, no Brasil, e o prêmio de autor revelação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) por “Língua de Trapos”. Também conquistou bolsas de criação e tradução da Fundação Biblioteca Nacional (Brasil), do Centre National du Livre (França) e da Fundação Japão. Suas obras publicadas na França são “Bleu Corbeau” e “Des Roses Rouge Vif” pela editora Métailié.

Angela Lago

Escritora e ilustradora, nascida em Belo Horizonte, em 1945, Angela Lago dedicou a maior parte de sua obra às crianças. Já publicou mais de 40 livros no Brasil e no exterior e ilustrou mais de 15 títulos de outros autores.

Formada em Serviço Social, morou na Venezuela e na Escócia. De volta ao Brasil, em meados dos anos 1970, passou a trabalhar com publicações. Ganhou prêmios como o Jabuti e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), além de internacionais, como “Premio Iberoamericano de Ilustración” (Espanha), “BIB Plaque” (Eslováquia) e “Octogone de Fonte” (França), com o livro “Cântico dos Cânticos”.

Incluído em uma coletânea da Abrams Press, a obra “Cena de Rua” foi selecionada entre os 15 melhores livros de imagens do mundo. Na França, ele foi lançado com o título “Le Petit Marchand de Rue”, pela editora Rue de Monde. Ainda em terreno francês, publicou “O Cântico dos Cânticos” e ilustrou, para a editora Seuil Jeunesse, o livro “La Maison des Mots”, de Rachel Uziel.

Daniel Munduruku

Nasceu em Belém (PA) em 1964. Índio da etnia Munduruku, publicou 45 livros. Formou-se em Filosofia. Tem licenciatura em História e Psicologia. É doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Recebeu numerosos prêmios no Brasil e no exterior.  Entre eles, estão o Prêmio Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras, o Érico Vanucci Mendes (CNPq) e o Prêmio Tolerância (Unesco). Tem livros traduzidos para coreano, espanhol, inglês e italiano. Também é diretor-presidente do Instituto UKA (Casa de Saberes Ancestrais) e membro fundador da Academia de Letras de Lorena.

Marina Colasanti

Nasceu na colônia italiana de Asmara, em Eritréia, na África. Tradutora de importantes autores italianos para o português e com formação em Belas Artes, Marina escreveu mais de 50 livros, entre contos, romances, literatura infanto-juvenil e outros.

Trabalhou como jornalista durante 11 anos no Jornal do Brasil e em revistas femininas por 18 anos. Recebeu prêmios, entre eles O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), e o Jabuti. Seu Livro “Uma Ideia Toda Azul” foi lançado na França como “Une Idée Couleur d´azur”, em 1990, pela editora L´Harmattan.

Roger Mello

Escritor e ilustrador brasiliense, Roger Mello nasceu em 1965. É autor de “O Gato Viriato” (Ediouro), “Maria Teresa” (AGIR), “Meninos do Mangue” (Companhia das Letrinhas) e “O Próximo Dinossauro” (FTD).

Em 2002, recebeu os prêmios: Espace-enfants, da Suíça, e o Jabuti, nas categorias Literatura Infanto-juvenil e Ilustração, com “Meninos do Mangue”.

Foi agraciado com prêmios também da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Por sua obra como ilustrador, foi indicado para a edição de 2010 do prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio da literatura infanto-juvenil. Na França, publicou “Jean Fil à Fil”.

Ana Maria Machado

Apesar de já ter atuado como pintora, jornalista e professora universitária, a consagração da de Ana Maria Machado se deu na literatura. Nascida no Rio de Janeiro, em 1941, ela vendeu mais de 22 milhões de livros, alguns deles traduzidos em 20 países ao longo de mais de 40 anos de carreira. Fundou, em 1980, a primeira livraria infantil do Brasil, a Malasartes.

Em 2011, foi eleita presidente da Academia Brasileira de Letras e coleciona uma série de prêmios, entre eles o Hans Christian Andersen (o mais importante de literatura infantil); o Machado de Assis; o Casa de las Americas; o Príncipe Claus e três Jabutis.

Indicação de livros para o Salão de Paris

8/12/2014 – 21:11h

O Salão do Livro de Paris vai ser realizado no período de 20 a 23 de março de 2015, mas a Câmara Brasileira do Livro (CBL), ponte entre os brasileiros e os promotores, está solicitando dos editores a indicação de livros para comercialização no estande coletivo do Brasil que será montado no local do evento. Informa ainda que a FNAC Paris será responsável pela venda destes livros. Para tanto, a CBL solicita o envio de uma lista com indicações de títulos e autores, até o dia 15 deste mês, para  Osvaldo Souza no e-mail: compras01@distribuidoraloyola.com.br. As indicações serão avaliadas e escolhidas pela FNAC.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a CBL, por meio do projeto Brazilian Publishers (BP), já iniciaram os preparativos para o Salão do Livro de Paris que, no ano que vem, terá o Brasil como País homenageado. Com o objetivo de impulsionar o processo de internacionalização do livro e para estimular o mercado editorial brasileiro, o BP programou atividades com foco na capacitação dos empresários. Em janeiro de 2015 haverá um workshop com um especialista do mercado francês, que apresentará o que é um produto exportável, quais são suas características, os investimentos necessários e outras orientações sobre direitos autorais, exportação e tendências do livro digital.
Já em Paris, alguns dias antes do início do Salão do Livro, os empreendedores nacionais poderão participar do Seminário sobre Negócios, organizado pela CBL e pelo Bureau International de L’édition Française (BIEF), que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de março. Durante o Salão do Livro, o BP estimulará o matchmaking, incentivando empresários brasileiros a encontrarem as melhores relações entre demanda e oferta para seus negócios.
Como País homenageado, o Brasil terá um estande coletivo de 500m², que contemplará uma livraria, área de negócios para os editores, auditório para 80 pessoas, além de uma exposição artística. Uma comitiva de 45 escritores brasileiros, todos com livros traduzidos para o francês, participará de várias apresentações como parte da agenda oficial do evento.  A CBL destaca que os editores que participarem das rodadas de negócios receberão gratuitamente espaço para expor seus livros no estande coletivo do Brasil.
Mais informações: brazilianpublishers3@cbl.org.br.