“Fuja coelhinho, fuja”

11/12/2014 – 20:00h

A Editora Biruta acaba de lançar um livro juvenil com temática histórica muito popular na Europa: acontece durante a Segunda Guerra Mundial com narrativa vivida por uma garota de onze anos.

“É claro que eu sabia que não estávamos saindo de férias. Quem é que tira férias em época de aula? Mas Freddie tinha apenas seis anos. Ele não sabia disso.

– Quanto tempo vamos ficar fora, papai? – perguntei.

Papai voltou-se para mim e balançou a cabeça:

– Não sei, Lizzie. Tudo depende do senhor Hitler.”

Após a morte de sua esposa, William, pai de Lizzie e Freddie, se recusa a lutar na Segunda Guerra Mundial e é perseguido pela polícia. Para continuar unido, o trio precisa fugir e deixar tudo para trás. Refugiam-se em uma comunidade chamada Whiteway, onde tentam começar uma nova vida. Mas o esconderijo não funciona por muito tempo e, mais uma vez, precisam partir rumo ao desconhecido. As opções começam a ficar escassas e os obstáculos aumentam a cada novo passo, diminuindo as chances de ficarem juntos. Por contrariar as leis de seu país, suas ideias lhe custarão a liberdade e a proximidade com Lizzie e Freddie.

“Fuja, coelhinho, fuja”, com 236 páginas, é ambientado na Inglaterra dos anos 1940, mas permite expandir as questões centrais para diferentes situações e lugares. Um exemplo disso é o próprio William, caracterizado como um pacifista. Suas convicções e ideais contra a guerra e a violência são muito semelhantes às de outros grupos espalhados pelo mundo.

A autora Barbara Mitchelhill proporciona uma série de reflexões a respeito da Segunda Guerra Mundial, envolvendo o leitor na jornada das duas crianças e suas relações familiares, bem como as amizades desenvolvidas durante as fugas. A experiência da família e de grupos pacifistas é um lado real e bem menos conhecido nesta guerra e na história do país, assim como a veracidade da existência de Whiteway, vila fundada em 1898 por seguidores do novelista russo Leon Tolstói.

Barbara Mitchelhill nasceu em Rochdale, Inglaterra. É formada em Pedagogia e, além de dar aulas, escrevia textos para livros didáticos e para a rede de televisão BBC Infantil. Atualmente, dedica-se principalmente aos romances juvenis.

O livro já ganhou os seguintes prêmios, na Inglaterra:

Melhor Livro do Ano, 2011

Prêmio Young Quills for Historical Fiction, 2012

Prêmio Red House Children´s Book, 2012

Shortlist do Carnegie Medal, 2012