Cinco dias de alegria e leitura

13/2/2015 – 20:31h

O Carnaval está aí, oferecendo cinco dias de lazer, que pode variar entre a alegria da folia e o prazer de uma boa leitura. Aqui, ficam nossas sugestões: são lançamentos recentes para o pequeno leitor curtir nestes dias de folga.

“Joana e o pé de feijão”

Por meio de imagens, em 44 páginas, a autora e ilustradora Silvana de Menezes faz uma releitura bem-humorada do clássico “João e o pé de feijão”, lançamento da Abacatte Editorial.

As expressões da galinha dialogam com a inusitada da situação, ludicamente percebidas pela menina Joana, que plantou um pé de feijão e por ele subiu até as nuvens. Do alto, ela e a galinha  avistam um castelo e para lá se dirigem. Abrindo a porta, as duas se veem num castelo assombrado, como aqueles reproduzidos em parques de diversão. A corrida desabalada no carrinho n.13 acaba justamente aos pés de um homem muito estranho.

Com o susto, a galinha bota um ovo, que é prontamente digerido e apreciado pelo homem.  Não deu outra. O homem quer trocar a galinha por um bauzinho cheio de joias e dinheiro. Haverá negociação ou teria sido apenas um sonho?

“A coragem de Leo”

Um simples trabalho proposto em sala de aula faz com que um garoto ganhe coragem para enfrentar seu passado e descobrir suas origens. Este é o mote da obra “A Coragem de Leo”, 104 páginas, lançamento de Sônia Barros pela Editora FTD e ilustrações de Sandra Javera.

O livro conta a história de Leonardo, menino de 13 anos e filho adotivo que desde a infância se esforça para ser o melhor em tudo o que faz. Inseguro diante de novas situações, ele não gosta de falar sobre seu passado, que lhe parece cheio de perguntas sem respostas. Um dia, porém, um trabalho escolar – fazer a árvore genealógica da família – faz com que o garoto tenha que enfrentar o medo e descobrir em si mesmo a coragem para ir em busca do passado.

A obra aborda temas como preconceito, relacionamento familiar, formação pessoal e convivência em sociedade.

“O que eu vi por aí”

“Aí, eu vi o Sol”, que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.

Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.

Em “O que eu vi por aí”, da Editora Biruta, é indicado para crianças a partir de 8 anos. O autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.

“Cantos para os meus netos”

Este livro recentemente lançado pela Editora Gaivota reúne oito poemas do escritor francês, Victor Hugo (1802-1885; considerado um dos maiores poetas e escritores da literatura universal de todos os tempos), retratando o universo infantil. No primeiro deles, o leitor poderá acompanhar um diálogo de três crianças, de 5, 6 e 7 anos, discutindo sobre os animais de um zoológico. Em outro, acompanhará a relação entre um neto e um avô, transmitindo a infância com a imagem da felicidade.

Tratando de aspectos comuns ao universo infantil da época, os poemas advêm da convivência de Victor Hugo com seus dois netos. Mas, ao contrário do que se pode pensar, as crianças dos dias de hoje conseguem se identificar com o texto, pois tratam de temas frequentes, como as dúvidas frente às pequenas coisas da vida. Um exemplo disso é o poema “Deus faz as perguntas e as crianças respondem”:

Os dois bichos mais engraçados desse mundo,

O gato e o rato, se odeiam. Mas por quê?

Explique-me isso, Jane’. E sem saber por quê,

Frente à sombra e ao espaço misterioso,

Jane começou a rir.

A linguagem poética transporta os leitores para um cenário lúdico, onde o romantismo é recriado pelo ilustrador Laurent Cardon em tons pastéis. Além da versão em português, a segunda parte do livro também traz os poemas originais, em francês e uma análise de cada um deles.  A organizadora da obra e tradutora é Marie-Hélène Catherine Torres, professora de Literatura Francesa e de Tradução na Universidade Federal de Santa Catarina.

“O rei careca”

A adaptação teatral do livro homônimo de Ângelo Machado, publicado pela Editora Nova Fronteira, em 2003, foi feita pelo autor. A peça conta a história do rei Baldônio II, que se viu um dia com apenas um fio de cabelo. Aceitar-se como careca seria algo extremamente penoso, pois na família não havia ninguém assim.

Após inúmeras tentativas para recuperar os cabelos, o rei Baldônio II resolveu casar-se, para deixar herdeiros. Procurou princesas carecas de todos os lugares, mas foi uma exigência inútil. Finalmente, encontrou a bela princesa Margarida que, para grande surpresa, só se casaria com o rei se ele cortasse seu único fio de cabelo, ficando completamente careca, sem o fingimento da peruca.

64 páginas. Esta edição é um lançamento da Editora Lê.