Um diálogo com jovens

26/2/2015 – 19:31h

A consagrada escritora brasileira Heloisa Prieto, em “O livro da sorte”, Editora Terceiro Nome, conta a história de uma adolescente que vê sua vida virar de cabeça para baixo após a morte do pai. Em meio à tristeza e ao sofrimento, ela passa a escrever suas experiências e compartilhá-las com sua melhor amiga. O diário das adolescentes ajuda ambas a lidar com os sentimentos e a pensar sobre o significado da amizade.

Sorte ou azar?  Como entender certos acontecimentos das nossas vidas? Na sorte, tudo bem; é certeza que estaremos sempre bem acompanhados. Mas e no azar, quem estará do nosso lado? Neste caso, só quem ama de verdade. Certa disso, Heloisa Prieto destaca em “O livro da sorte” uma linda frase de Tatiana Belinsky: “Todo amor é amizade. Amizade é sempre amor”.

Se é sorte ou azar certas experiências de vida, a história de duas adolescentes, Rosana e Dadá, faz o leitor pensar sobre a questão. Mas o que certamente vai motivar este leitor para a leitura, página por página, é a amizade sincera das duas personagens e a forma que encontraram de uma ajudar a outra vencer as adversidades repentinas.

Dadá é uma adolescente de 17 anos. A protagonista da história resolve registrar suas impressões numa espécie de diário e trocá-las com Rosana, sua melhor amiga. Além de aproximá-las ainda mais, a escrita ajuda Dadá a lidar com os sentimentos que afloram com a perda e a faz pensar sobre o significado da amizade.

Ao construir sua narrativa a partir da troca dos escritos entre Dadá e Rosana, a autora Heloisa Prieto levanta questões que permeiam a vida dos adolescentes, ajudando-os certamente a entender a convivência com os amigos e com a família, suas angústias e descobertas. E aí: realmente existe diferença entre a sorte e o azar?

“O livro da sorte” traz ilustrações do cartunista Francisco França.

A autora é apaixonada por livros desde a infância. Quando morava em Marília, interior de São Paulo, ouvia histórias da tradição local e se encantava com as lendas portuguesas, baianas e espanholas que lhe contavam. Iniciou sua carreira de escritora alguns anos depois, quando, já morando em São Paulo, contava histórias para crianças na Escola da Vila. Doutora em literatura francesa (USP) e mestre em semiótica (PUC-SP) tem mais de 50 obras de literatura infantojuvenil publicadas e coleciona prêmios, entre eles dois Jabutis. A série de livros “Mano descobre”, escrita em parceria com Gilberto Dimenstein, inspirou o filme As melhores coisas do mundo, dirigido por Laís Bodanzky. Seu livro Mil e um fantasmas, adaptado pela Cia. do Grito, recebeu o prêmio Alpha.

Heloisa Prieto concedeu entrevista ao Blog Conta uma História. Clique à direita, na categoria Entrevistas, para conhecer mais sobre “O livro da sorte” e o trabalho desta cativante escritora.