Literatura brasileira no exterior

26/3/2015 – 12:18h

O Brasil esteve muito bem como país homenageado no Salão do Livro de Paris, que se encerrou dia 23/3. O mercado francês é considerado um grande consumidor de livros, inclusive os dirigidos às crianças e jovens. A expectativa, agora, recai sobre a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, (foto abaixo) que será realizada nos próximos dias.

Como país homenageado pela segunda vez, a participação do Brasil no Salão do Livro de Paris de 2015 foi considerado pela Câmara Brasileira do Livro como um sucesso não só de público como também de vendas. Além dos auditórios lotados durante os debates entre autores nacionais, a livraria da Fnac, principal varejista francesa do setor, que ocupou 200m² do estande, esteve sempre cheia desde o início do evento.

Foram 1,2 mil títulos e 14 mil exemplares em exposição. Segundo Mansur Bassit, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), foram vendidos 8 mil livros de escritores brasileiros durante os quatro dias de evento, metade deles em português e a outra metade traduzida para o francês. As obras mais procuradas foram de Machado de Assis e Milton Hatoum, com destaque para o título “Dois irmãos”.

O estande do Brasil recebeu importantes autoridades políticas durante o evento. Estiveram presentes Juca Ferreira, ministro da cultura do Brasil, Fátima Bezerra, senadora, François Hollande, presidente da França, Alain Juppé, ex-primeiro ministro, Fleur Pellerin, ministra da cultura  e Alex Giacomelli, ministro conselheiro da Embaixada do Brasil na França. Com curadoria de Guiomar de Grammont, a programação brasileira contou com 43 autores, todos com livros traduzidos na França ou em negociações para isso.

O que vem por aí

A internacionalização da literatura brasileira, no entanto, não começou com o evento francês nem vai acabar junto com ele. O Brasil já foi homenageado em outros eventos literários, como a Feira do Livro de Frankfurt 2013, (foto) e o país ainda tem muitas homenagens acertadas até 2020 com programa de tradução, apoio à circulação de autores brasileiros, revista trilíngue, entre outros. Quem cuidou desta agenda foi o ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, na gestão da Ministra de Cultura, Ana de Hollanda, em 2011, com a criação do Programa de Internacionalização da Literatura Brasileira.

A expectativa, agora, recai sobre a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, que será realizada nos próximos dias, de 30/3 a 4 de abril.  Através do projeto setorial Brazilian Publishers (BP), realizado em parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), 23 editoras nacionais participarão da edição de 2015. Brevemente, vamos comentar com mais detalhes sobre esta feira.

Além dos negócios, o evento italiano é um marco especialmente para a literatura infantil e juvenil. A cada edição, autores e ilustradores brasileiros têm seus talentos reconhecidos e três deles já receberam a premiação máxima da literatura mundial, o Prêmio Hans Christian Andersen, que é entregue a cada dois anos, no primeiro dia da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. São: Lygia Bojunga, em 1982, e Ana Maria Machado, em 2000, na categoria escritor; Roger Mello, em 2014, como ilustrador. Para o prêmio, em 2016, já estão inscritas duas brasileiras: a escritora Marina Colasanti e a ilustradora Ciça Fittipaldi.