Acervo ilimitado de ebooks infantis

19/3/2015 – 10:49h

Assinante que fizer inscrição no Leiturinha Digital pode ler quantos livros desejar, a qualquer hora e em qualquer lugar.

A Leiturinha, empresa que lançou o primeiro clube de assinatura de livros infantis do Brasil, o Clube Leiturinha, expandiu suas operações e acaba de lançar a Leiturinha Digital, um abrangente acervo de ebooks infantis, disponíveis ilimitadamente por meio de assinatura mensal.

Para ter acesso ao catálogo com mais de 200 títulos para crianças de 0 a 12 anos, o assinante realiza a sua inscrição por meio do site http://digital.leiturinha.com.br e recebe um email de boas-vindas com o link para baixar o aplicativo, hoje disponível para iPad e, até o final de março, para tablets com Android.  O valor da assinatura mensal é de R$ 18.90.

A Leiturinha Digital reproduz uma experiência muito parecida com leitura do livro físico, possibilitando a sensação semelhante ao virar de página (efeito de folhear) e escolha dos e-books em uma estante virtual. Além disso, os pais podem criar diferentes perfis. Ao preenchê-lo com as informações da criança, o aplicativo traz indicações de leituras mais pertinentes ao perfil do pequeno leitor.

Em um mês em operação, a Leiturinha Digital possui cerca de quatro mil usuários. A previsão é chegar até o final deste ano com 50 mil assinantes digitais e triplicar o acervo atual de títulos, chegando a 600 e-books disponíveis. A previsão é de que a divisão digital seja responsável por 65% do faturamento total da empresa até o final de 2015.

Com o lançamento da modalidade de assinatura digital, além da entrega física de livros, a Leiturinha começa a traçar a sua estratégia de tornar-se uma marca de desenvolvimento de produtos que estimulam o aprendizado e a diversão em família.

Para o início de Abril, está previsto o lançamento do projeto “Hora da Leiturinha”, um canal no Youtube com conteúdo produzido pela própria empresa, e atualizado semanalmente, com a narração de histórias infantis contadas e interpretadas por grandes atrizes.

“Lançamos o primeiro clube de leitura e assinatura de livros infantis do Brasil e agora também somos pioneiros neste segmento infantil. Além do acervo ser cuidadosamente escolhido por pedagogos e psicólogos, cuidamos para que a experiência da leitura seja totalmente adaptada a fim de ampliar o interesse da criança e tornar o momento da leitura em família mais divertido e afetivo”, explica Guilherme Martins, um dos sócios da Leiturinha.

O clube

Lançado em maio de 2014, o Clube Leiturinha possui hoje mais de cinco mil assinantes. Com entregas em todo o Brasil, o clube possui opções de leitura para crianças até oito anos.

Para assinar, basta acessar o site (http://clube.leiturinha.com.br), escolher o plano, preencher os dados do pequeno leitor, informar o endereço de entrega e finalizar o pedido. Após a confirmação de pagamento, os dados da criança são encaminhados ao time pedagógico para traçar o perfil e iniciar o planejamento de entrega dos livros, que são cuidadosamente embalados e endereçados todos os meses ao pequeno leitor.

Coleção trata da ecoalfabetização

18/3/2015 – 10:52h

No próximo dia 23/3, a jornalista e mestre em Gestão e Tecnologias Ambientais Rosana Jatobá lançará uma coleção de livros infantis, intitulada Coleção Jatobá, que estimula a ecoalbabetização.

A jornalista Rosana Jatobá juntou o vasto conhecimento adquirido nas coberturas de questões ambientais e sustentabilidade com a recente experiência de ser mãe para escrever, em conjunto com a pesquisadora Arminda Jardim, a “Coleção Jatobá”.
A obra é composta por sete livros infantis (de 7 a 8 anos) que abordam temas fundamentais para a criança desenvolver uma consciência  em relação ao ambiente em que está inserida e aos recursos naturais de que dispõe. O objetivo é realmente proporcionar aprendizado baseado no conceito de ecoalfabetização.


Inspirada no dia a dia com dois filhos pequenos, a autora criou histórias baseadas nas descobertas de um casal de irmãos curiosos, sempre questionando como as coisas funcionam e significam. Com este argumento, as narrativas abordam temas como a natureza, a água, o consumismo, a mobilidade urbana, a alimentação e o lixo. No capítulo final, estimula os hábitos sustentáveis e a iniciativa de influenciar os outros a agirem da mesma maneira.
Todos os livros ainda contêm passagens das crianças nas escolas, com conteúdo que serve de exemplo para professores desenvolverem atividades que despertem a noção de sustentabilidade nos alunos.


Esse viés educacional, aliás, é uma das principais características do Grupo Plano B, editora responsável pela obra, que tem uma divisão exclusiva para a área. Sua atuação é orientada por seu PADI (Programa de Aprimoramento Didático) exclusivo que busca a construção de práticas que valorizem o magistério e preparem o professor para as novas questões que se apresentam cotidianamente à escola e aos sistemas de ensino.

As histórias também são ilustradas por meio de uma técnica rara em bricolagem onde se produz fotos e então ilustrações a partir das imagens resultantes, desenvolvida pela bióloga pela USP, ceramista, pintora, artista plástica, escultora e naturalista Isabel Galvanese. Para completar, a curadoria de Gabriel Galvanese, mestre em Sustentabilidade pela Universidade da Suécia, deu o tom e o olhar comprometido em despertar para sustentabilidade a atenção de cada pequeno leitor.A Coleção Jatobá será lançada no dia 23/3, no Shopping Iguatemi, em São Paulo às 19h. Em seguida haverá lançamentos nas principais capitais do país.

Temas e títulos dos livros:
– Água no Brasil e no mundo – (“Água por todo o lado”)
– Consumo consciente – (“Será que eu compro?”)
– Alimentação saudável- (“Comer bem e se mexer”)
– O lixo – (“Nada de lixo”)
– Mobilidade- (“De lá pra cá”)
– Sustentabilidade – (“Viva natureza viva”)
– Exercício para um mundo melhor – (“Fazer para mudar”)

Mais informações na editora: o Grupo Plano B Editorial é dirigido por profissionais que atuam há 30 anos no mercado editorial/educacional, com foco em livros e soluções didáticas e paradidáticas. www.grupoplanob.com.br

Três livros invocam a ecologia

17/3/2015 – 9:32h

A Bagaço Editora, de Recife, lançou três livros da professora Isabelle Meunier, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Aliás, a editora dá ênfase aos autores nordestinos e aos temas que tratam da cultura regional. Os livros são “Flora e o rio”, “Duda e a imbiribeira” e “Bigode na gaiola”. As três histórias invocam a ecologia, o respeito à natureza e os cuidados que a humanidade deve ter com plantas e animais. Quem dá voz a tudo isso são as crianças, principais personagens dos três livros, que vivem importantes experiências com os rios, as árvores e os pássaros.

Isabelle Meunier é engenheira florestal e as histórias que cria podem se transformar em preciosos conteúdos de educação ambiental. Seu primeiro livro, “Flora e o rio”, ilustrado por Carol Kischner e Miguel Peres, ela descreve o nascimento de um rio até uma possível morte por causa da poluição. Flora é a menina, amiga do rio, que consegue salvá-lo, transformando o ambiente ao seu redor.

“Pois os rios, que não têm pai nem mãe, nascem de dentro da terra quando ainda não têm nomes. São como as sementes das plantas que, cansadas do esconderijo embaixo da terra, vêm ver o que tem de bom sob a luz do Sol. Para cuidar de um riozinho recém-nascido, fraquinho ainda, as árvores estendem seus galhos para sombreá-lo, cuidam para que suas águas não sequem, protegem-no da sede do Sol. As florestas são as mães-de-criação dos rios”.

“E assim, se o rio fosse um menino, ia brincando todo contente, pulando de pedrinha em pedrinha, escondendo-se na areia para aparecer logo em seguida, espirrando nas plantinhas das margens. Se sentisse cócegas, riria dos primeiros peixinhos agitados, nadando em seu corpo de água. E faria graça para os passarinhos que tomavam banho, espanando água para todo o lado”…

Em “Duda e a imbiribeira”, ilustrado por Patrícia Paulozi, a solidão da árvore, que durante seu crescimento viu o surgimento de um bairro engolir outras árvores companheiras, é percebido por uma menina. A imbiriba foi a única sobrevivente do progresso e sofria com maus tratos, por isso não conseguia se reproduzir. Duda, então, decide perpetuá-la. Com muito esforço, a menina subiu nos galhos da árvore, retirou alguns frutos e começou a cultivá-los. Foram muitas as tentativas, pois sempre surgiam situações hostis ou pessoas insensíveis que acabavam impedindo as sementes de brotarem.

Mas a iniciativa, enfim, vingou, ganhou adeptos, despertou os moradores para a importância das árvores e até deu origem à Praça da Imbiribeira, que nunca mais teve motivo para se sentir solitária.

Interessante, o diálogo da personagem Bebel com um criador de pássaros em “Bigode na Gaiola”, ilustrado por Alexandre Mercês. A menina quer mostrar para ele, o quanto é danoso viver numa gaiola, por isso encontrou um jeito de fazê-lo refletir sobre o ato de prender passarinhos mesmo que seja para cuidar deles e admirar sua beleza e canto.

“Bebel era esperta e sabia que, às vezes, crianças e adultos fazem coisas esquisitas, mesmo sendo gente boa. E resolveu conversar:

_ Bigode, ontem eu tive um sonho lindo com você!

_ Foi mesmo, Bebel? E como foi?

_ Você estava preso.

Bigode franziu as sobrancelhas e mexeu o bigode.

_ Oxê, desde quando isso é lindo?

_ Ora, Bigode, na sua gaiola, quer dizer, na sua cela, você não precisava trabalhar… Era só comer, beber e dormir, um vidão…

_ Vidão, Bebel? Eu não podia ir para lugar nenhum?

_ Claro que não. Já pensou que economia? Nem sapatos você precisava”…

O diálogo prossegue com a menina argumentando com o criador até ele entender que precisava por fim nos alçapões.

Os três livros já estão no mercado e podem ser adquiridos no site da editora em www.bagaço.com.br

Prêmio para o teatro infantil

16/3/2015 – 10:56h

“Arte em Todo Canto” é o prêmio da ONG Canto Cidadão, com sede em São Paulo, fundada e dirigida por Felipe Mello. A iniciativa está na terceira temporada com o objetivo de apoiar e estimular a dramaturgia teatral infantil, segundo ele. O prêmio conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura do Brasil (Lei Rouanet) e dos patrocinadores Johnson & Johnson Medical e Elfa Medicamentos.

As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 18 de março. Serão selecionados dois textos teatrais infantis inéditos (ainda não encenados) que abordem assuntos relacionados aos eixos temáticos do programa: educação, saúde, meio ambiente e cidadania. Os ganhadores, além de receberem um prêmio de R$ 10.000,00 cada um, terão as suas obras encenadas pelo elenco do Canto Cidadão e apresentadas gratuitamente a milhares de crianças de organizações sociais e escolas públicas.

Segundo Felipe Melo, o Canto Cidadão, desde 2002, utiliza a arte, a comunicação e o voluntariado para sensibilizar e agir por meio de programas sociais nas áreas da saúde, educação e cultura. Suas atividades já beneficiaram mais de 5 milhões de pessoas, direta e indiretamente, em vários estados brasileiros e também em outros países.

O edital com o regulamento e os procedimentos para inscrição já está disponível no site www.cantocidadao.org.br.

Mais informações pelo e-mail edital@cantocidadao.org.br.

O Brasil no Salão do Livro de Paris

12/3/2015 – 11:o4h

A 35ª edição do Salão do Livro de Paris , que será realizado entre os dias 20 e 23 de março, em Paris XV – Porte de Versailles, Pavillon 1 Boulevard Victor, presta uma homenagem ao Brasil. O país é, pela segunda vez, o convidado de honra do evento, o que garante espaço privilegiado para a divulgação da riqueza e da diversidade de sua produção intelectual no exterior.

“Essa é uma oportunidade que valorizamos muito, uma vez que contribuímos fortemente para o fomento e a difusão da literatura brasileira no exterior, além de possibilitar um aumentos nas vendas de títulos e direitos autorais na França, aquecendo o mercado editorial nacional”, afirma Karine Pansa, diretora da Câmara Brasileira do Livro e membro do comitê responsável pela participação do país no salão parisiense.

O mercado editorial francês

A França é um grande consumidor de livros, em especial de títulos literários, infantojuvenis, didáticos, de ciências humanas e sociais, quadrinhos, e outros gêneros. Em 2013, o volume de negócios no país foi de € 2.687 milhões, somando vendas de livros (91,3%), direitos autorais (4,7%) e digitais (4%), este último com um crescimento de 28,8% se comparado a 2012, acompanhando uma tendência global. O período apresentou um aumento de 10,6% no número de títulos, totalizando mais de 95 mil novos livros e reimpressões.

De acordo com dados do Syndicat National de L’Edition (SNE), entidade que representa as editoras francesas, em 2013, 12 títulos foram traduzidos do português, entre ensaios, literatura e literatura infantojuvenil. “A participação de livros brasileiros na França ainda é tímida, mas vem crescendo ano a ano. Identificamos no Salão um potencial muito grande de impulsionar a presença dos títulos nacionais no país”, comenta Karine.

Presença de autores brasileiros

O Brasil contará com uma comitiva de 50 autores, todos com livros traduzidos na França ou em negociações para isso. A escolha do grupo que representará o país no evento levou em consideração a abrangência de títulos literários, o equilíbrio entre autores novos e consagrados, a presença de diversas regiões brasileiras e a proporção entre homens e mulheres.

A lista traz nomes como Paulo Coelho, Fernanda Torres, Edney Silvestre, Nélida Piñon, Ana Maria Machado, Ana Miranda, Angela Lago, Marina Colasanti, Daniel Munduruku, João Anzanello Carrascoza, Fábio Moon, Sérgio Lobo, Marcello Quintanilla, entre muitos outros.

Programação

O Salão do Livro de Paris será palco de encontros literários entre escritores consagrados no cenário nacional e mundial. Com curadoria de Guiomar de Grammont, a programação brasileira trará reflexões entre os autores sobre temas como “A literatura como projeto de vida”, “Alteridade e diálogo intertemportal”, “Emergências poéticas da voz e do corpo”, “Tessituras em família”, “Gol de letra: futebol e literatura”.

Outro destaque na programação é o Cozinhando com Palavras, painel que reúne gastronomia, literatura e música. Ao longo dos três dias de feira, um grupo de chefs mineiros participará do espaço. Sob a curadoria do chef André Boccato, a programação reúne nomes como Elzinha Nunes, Rodrigo Ferraz, Leonardo Paixão, Ivo Faria, Morena Leite e Ary Kespers, que, além de discutirem sobre a culinária brasileira de Minas Gerais, farão uma aula coletiva sobre a gastronomia mineira.

O estande do Brasil

Como país homenageado, o Brasil terá um espaço de 500m2 no Salão do Livro de Paris, que se destacará entre os demais por sua cobertura, feita de papel, remetendo a um livro cujas páginas em branco serão iluminadas com diferentes cores, uma referência à diversidade do Brasil, o país de muitas vozes. O espaço contemplará uma área de negócios para os editores, um auditório para 60 pessoas, uma livraria de 200m2 com livros dos autores brasileiros e uma praça para eventos com até 20 pessoas.

Coordenado pelo Ministério da Cultura, o Comitê Organizador do Salão do Livro de Paris 2015 é constituído por membros dos seguintes órgãos e entidades: Ministério da Cultura (MinC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), Câmara Brasileira do Livro (CBL), Academia Brasileira de Letras (ABL), União Brasileira de Escritores (UBE), Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Site do evento: www.salondulivreparis.com

Novos dirigentes em cena

Flagrante da primeira reunião da nova diretoria da Câmara Brasileira do Livro – Foto: CBL

11/3/2015 – 11:55h

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) elegeu nova diretoria e com ela segue sua atuação em defesa e pela difusão do livro. Os novos dirigentes são todos profissionais que atuam no mercado editorial e serão liderados pelo presidente Luís Antonio Torelli.

A plataforma de trabalho dos eleitos é Mais livros em todos os sentidos. Na primeira reunião, que aconteceu no início deste mês, foram apresentados os projetos em andamento, o status das ações políticas e a formação das Comissões de Trabalho, coordenadas por Hubert Alqueres, vice – presidente secretário, para a realização dos tradicionais eventos promovidos pela CBL:

Plano Nacional do Livro e da Leitura – PNLL

Prêmio Jabuti

Brazilian Publishers

Apoio e Realização de Feiras Nacionais de Livros

Brazilian Publishers

Bienal do Livro

Congresso do Livro Digital

Pesquisa Mercado Editorial

Cursos da Escola do Livro

Origens do trabalho

Foi na efervescência cultural da São Paulo dos anos 1940 que um grupo de editores e livreiros começou a se reunir para discutir os problemas do setor e buscar formas de atuação conjunta e organizada. Desses encontros surgiu a proposta da criação de uma entidade de classe que assumisse a tarefa de divulgar e promover o livro no país.

A Câmara Brasileira do Livro foi fundada oficialmente no dia 20 de setembro de 1946, em assembleia realizada na Editora O Pensamento, localizada no antigo largo de São Paulo, no centro da capital paulista. Na mesma oportunidade foi eleita a primeira diretoria da entidade, presidida por Jorge Saraiva.

“Livro, presente de amigo” foi a primeira campanha publicitária que, ainda em 1946, iniciou o trabalho de divulgação e promoção do livro. O esforço neste sentido continua até os dias de hoje com a plataforma de 2015 Mais livros em todos os sentidos. Dentro de mais alguns dias, a CBL tem o desafio da participação brasileira no Salão do Livro de Paris. Mas isto é assunto para outro post do blog.

Beagá na rota da boa literatura

9/3/2015 – 21:00h

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, nas rodas literárias, foi a criação do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, em junho deste ano.  A novidade veio da Fundação Municipal de Cultura. Os responsáveis pela programação do evento são os escritores e jornalistas Afonso Borges e Leida Reis.


Com uma experiência já consolidada na realização de festivais culturais, a Fundação Municipal de Cultura anuncia a criação do Festival Literário Internacional – FLI-BH. A primeira edição do evento acontece entre os dias 25 e 28 de junho e contará com a presença de grandes nomes da literatura nacional e internacional. Os espaços principais serão o Parque Municipal e o Teatro Francisco Nunes, mas outros locais na cidade receberão atividades.

Com o tema “Imagina o Mundo, Imagina a Cidade”, a programação do evento prevê conferências, palestras, mesas de debates, oficinas, saraus, exposições, narrações de histórias, performances e apresentações de teatro e sessões de cinema. Escritores brasileiros e de língua espanhola, especialmente os latino-americanos, serão destaques. Grandes nomes do cenário literário nacional e internacional estão previstos, além das presenças de especialistas e pesquisadores do campo da leitura e literatura, que oferecerão ao público oficinas especializadas, como de escrita literária e dramatúrgica, ilustração, editoração, mediação da leitura e outras.

Segundo Leônidas Oliveira, a criação do Festival Literário Internacional é plano de governo e vem ao encontro com a política do livro e leitura desenvolvida pela Fundação Municipal de Cultura que inclui a realização de dois dos mais importantes e tradicionais prêmios literários brasileiros, o ‘Cidade de Belo Horizonte’ e o ‘João-de Barro’.

“Durante todo o ano, a Fundação promove de oficinas, rodas e clubes de leitura, encontros com escritores, ilustradores e especialistas nas suas vinte bibliotecas públicas espalhadas pela cidade. O Festival será o coroamento dessa política que transformou Belo Horizonte na cidade que mais lê no país. Esperamos que esse seja o primeiro de uma série de festivais de literatura visando o crescimento e a expansão das políticas setoriais do livro e leitura na cidade”, conclui Oliveira.

O ponto de partida para o 1º FLIBH é a utopia do ‘Cavaleiro Andante’, representada pelo romance “Dom Quixote”. Em 2015, são comemorados os 400 anos de publicação da segunda parte do clássico espanhol. Ainda movimenta a programação do evento uma campanha de arrecadação de livros literários. Eles serão entregues ao projeto “Ponto do Livro”, que oferece obras gratuitamente nos pontos de ônibus da cidade.

Entre abril e maio, haverá uma espécie de aquecimento, com oficinas e rodas de leitura nas bibliotecas públicas de Belo Horizonte e encontros de formação com professores, bibliotecários e auxiliares de bibliotecas da rede pública municipal de educação.

“O FLI-BH é a culminância de todas as ações para a formação de leitores e para a promoção da literatura que a FMC desenvolve o ano inteiro. Queremos trazer a Belo Horizonte novos autores, escritores já consagrados, ilustradores, especialistas e artistas, com discussões sobre a escrita e a leitura de literatura, com o principal objetivo de aproximar livros e pessoas”, afirma Fabíola Ribeiro Farias, coordenadora do Festival.

Preço fixo para o livro

6/3/2015 – 19:59h

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) comunicou a apresentação de um projeto de lei (PLS 49/2015) com o objetivo de instituir uma política nacional de fixação do preço do livro. Assim, ela quer incentivar a comercialização de livros no Brasil. A lei visa permitir aos pequenos concorrerem com gigantes como a Amazon e, quem sabe, por um fim à onda de falências entre as livrarias independentes.

A senadora Fátima Bezerra - Foto: PT no Senado

As editoras deverão estabelecer um preço mínimo para livros fabricados ou exportados para o Brasil. A ideia consta no Projeto de Lei do Senado (PLS 49/2015) apresentado pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN). “O Brasil ainda está muito distante de ser um país de leitores, de leitoras. E uma das razões para que isso ocorra é exatamente a dificuldade de acesso ao livro”, justificou Fátima em discurso no plenário na última quarta-feira (4/3).

A iniciativa da senadora tem como exemplo a “Lei do Preço Fixo”, instituída pela Alemanha, França e Inglaterra. O governo francês foi pioneiro na adoção desta política, em 1981, e teve como resultado o fortalecimento do mercado de livros. “Com uma política nacional de fixação de preços, houve aumento de publicações e produções, e também melhor remuneração para o autor e maior expansão das livrarias de bairro. Hoje, na França, as livrarias de bairro detêm 22% do mercado”, ressaltou a petista.

Na contramão disso, o mercado brasileiro vem enfrentando dificuldades. Segundo pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), 80% dos municípios brasileiros não têm livraria. A média nacional é de uma livraria para cada 65 mil habitantes, quando o ideal seria haver uma livraria para cada 10 mil habitantes.

Com o PLS 49/2015, Fátima Bezerra, a ANL, o Sindicato Nacional dos Editores e várias entidades brasileiras vinculadas ao livro e à leitura esperam solucionar o problema e incentivar a abertura de novas livrarias. “O mercado existe, mas é preciso permitir que o empresário volte a acreditar no negócio e a investir no setor”, ponderou a senadora, para quem também é urgente diminuir a concentração de livrarias nos grandes centros urbanos. “Nos rincões do País, nós temos muitos leitores querendo ter acesso ao livro e à leitura, mas, pela falta de livrarias, não estão tendo essa possibilidade”, afirmou.

Entenda o projeto

O projeto de lei estabelece que o preço definido pela editora, que deverá ser praticado por todo o mercado varejista pelo prazo de um ano a partir do lançamento ou importação, e será proibida a venda por preços inferiores ao estabelecido.

As obras antigas, raras, usadas ou esgotadas, obras fora de catálogo das editoras ou importadas, obras destinadas a colecionadores, cuja edição seja limitada ao número máximo de cem exemplares, e obras destinadas a instituições, entidades que possuam subsídio público estarão isentas da precificação.

Retomando a defesa do livro

Fátima Bezerra destacou ainda que a Frente Parlamentar Mista em defesa do livro, da leitura, da literatura e da biblioteca foi reativada. O colegiado tem como objetivo, no âmbito do Legislativo, fortalecer toda mobilização em prol das políticas públicas destinadas ao livro, à leitura, à literatura e à biblioteca no Brasil.

“O que nos move é exatamente o desejo de fomentar a produção intelectual nacional e facilitar o acesso à cultura impressa ou digital no País, em sintonia inclusive com as políticas do Plano Nacional do Livro e da Leitura [PNLL]”, disse a petista. “O livro é um instrumento de aquisição fundamental de conhecimento, é importante para a base da cultura e educação e possui relevante papel no desenvolvimento econômico e estrutural”, completou.

Fonte: Assessoria de imprensa PT no Senado

A opinião do Galeno

Galeno Amorim, professor e escritor, é diretor geral do Observatório do Livro e da Leitura e consultor internacional de políticas públicas do livro e leitura. Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (2011/2013) e o Comitê Executivo (2006) e o Conselho (2011/2013) do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco). Segundo ele, “a senadora Fátima Bezerra é mesmo porreta”. “Vinte anos depois, quando quase ninguém acreditava que a Lei do Preço Fixo pudesse sensibilizar alguém de peso na área política, eis que ela, conhecida por peitar qualquer um em Brasília na defesa da Educação, faz chegar ao Congresso o projeto de lei que regula a venda de livros no Brasil”.

“Requer coragem. Mesmo porque os adversários da tese, aplicada na França e outros países, costumam recorrer à cantilena neoliberal segundo a qual isso seria ruim para o consumidor, que perderia os descontões da livre concorrência. Não se dizia, contudo, é que as editoras se viram obrigadas, pelos grandões, a aumentar artificialmente, e de modo surreal, os preços dos livros. Só para, em seguida, aplicar grandes descontos nas vendas para as grandes redes. Com o tempo, um livro que chegava ao consumidor com preço de capa de R$ 30,00 passou a ser vendido por quase o dobro. Os grandes (como a Amazon) obtem enormes descontos que repassam aos seus clientes”.

“E os outros? Na-na-ni-na-não… Estes, ficam chupando o dedo e, vez ou outra, ouve-se uma notícia sobre o fechamento de alguma livraria. Os consumidores de livros pagam o pato e o preço, sempre muuuito a maior”.

Fonte: Blog do Galeno

Imagem e texto na literatura

5/3/2015 – 10:33h

Lúcia Hiratsuka vai realizar mais uma de suas concorridas oficinas nos dias 12, 19 e 26 de março, de 19:00h às 22:00h. São 15 vagas gratuitas e as inscrições já estão abertas.

Quais são os caminhos para ilustrar um texto narrativo ou um roteiro? Com objetivo de refletir sobre o espaço, o ritmo e a relação palavra / imagem, os participantes desta oficina serão apresentados a diversas possibilidades de estrutura e montagem num livro ilustrado. Além da teoria, serão propostos exercícios práticos, como a ilustração de poemas ou texto narrativo previamente abordado durante os encontros. Para participar não é preciso saber desenhar.

A oficina será realizada na Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho, Rua Almirante Pereira, 314, Pacaembu, São Paulo. O público alvo são ilustradores, escritores, mediadores de leitura, interessados em literatura infantojuvenil ou livros ilustrados. Inscrições pelo telefone (11) 3862-1295 ou pelo email contato@funcadi.com.br

Lúcia Hiratsuka é escritora e ilustradora, formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Estudou sobre a arte dos livros ilustrados na Universidade de Educação de Fukuoka, no Japão. Publicou em torno de 20 livros, que escreveu e ilustrou, sendo os mais recentes: Na janela do Trem, Terra costurada com água e Orie. Recebeu prêmios como Melhor Reconto 2007 da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil por Histórias tecidas em seda, Jabuti 2006 de Ilustração por Contos da Montanha e Jabuti 2012 por A visita.Parte inferior do formulário

Portas abertas para o leitor

2/3/2015 – 19:01h

A Editora Adonis, da cidade de Americana, em São Paulo, produz “livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração…) gostem de ler”. Para incentivar a leitura, a editora tem muitos projetos interessantes. Um deles é abrir as portas para o leitor. O projeto “Como nasce um livro?” convida para uma visita à editora para ver de perto todas as etapas da produção de um livro.

Você já parou para pensar qual é a importância da leitura na transformação social de nosso país? A atividade leitora compreende transformação, seja do indivíduo consigo mesmo, do indivíduo com o outro, ou do indivíduo com a sociedade. E é acreditando nessa transformação que a Editora Adonis oferece projetos que incentivam o hábito da leitura e da escrita entre as crianças. Como nasce um livro? é um deles. Pioneiro na região, o projeto comemora, em 2015, 10 anos, apresentando informações curiosas sobre a evolução da escrita e das artes gráficas e, ao mesmo tempo, mostrando de perto todo o processo e profissionais envolvidos na produção de um livro.

Os visitantes, em sua maioria alunos, adentram ao parque editorial e gráfico Adonis conduzidos pelos personagens Adoninha e Sherlock Holmes. Durante duas horas, assistem a um vídeo em animação sobre os processos de produção de um livro, conhecem os setores de arte, corte, impressão, acabamento e distribuição; conversam com um escritor convidado, ganham um lanche especial, escolhem dois livros, do selo Adonis, além de receber outro exemplar em branco, com a foto da turma na capa, acompanhado de uma carta-resposta, para que assim possa criar, escrever e remeter à Editora sua própria história e, quem sabe, se tornar um escritor-mirim da Adonis. As histórias enviadas passam por avaliação e as selecionadas compõem o livro Letra Viva, que em 2015 está em sua sexta edição.

“ Como nasce um livro? é um marco para os alunos da nossa escola. Desde 2008, os segundos anos visitam o projeto. Para nós do colégio o termômetro é a alegria das crianças ao participar da visita. Elas aprendem se divertindo. Enquanto educadores, a importância desse projeto está na valorização do livro”, explica Monica Cristina de Castro Ferreira, coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Koelle, de Rio Claro/SP.

No total, o projeto já recebeu a visita de mais de 60 mil alunos de colégios públicos e particulares do interior de São Paulo, com ênfase na região metropolitana de Campinas – RMC. Dentre eles, cerca de 7.500 visitaram a Adonis só no ano passado. O intuito do Como nasce um livro? é contribuir com o ensino aprendizagem para além das paredes da sala de aula.

“Com a intenção de apoiar o desejo e o hábito da leitura, a Adonis inclui e aproxima crianças e jovens da arte, da história e da cultura do país. Para escolas e professores o projeto é uma forma de inovação para o processo de ensino, com experiências de contato, criando situações de estímulo para uma aprendizagem significativa, com intencionalidade, planejamento, execução e apreciação final”, acrescenta Regiane Rossi Hilkner, coordenadora do curso de Pedagogia e supervisora da Pós Graduação Lato Sensu do Unisal (Unidade Americana/SP)

Informações: (19) 3471.5608 ou www.editoraadonis.com.br/projeto