Boas notícias chegam a todo o momento

30/4/2015 – 15:47h

17 contos de fadas viram HQ

Quando foi chamado para organizar o livro Contos de fadas em quadrinhos (Galera Junior), Chris Duffy, renomado escritor e editor de HQs, se viu, segundo ele, numa pesquisa “deliciosa”: a leitura do maior número de contos de fadas possível, em aproximadamente dois meses. Depois, o árduo foi escolher quais seriam transformados em histórias ilustradas. Dezessete fábulas, entre narrativas dos Irmãos Grimm, outras bem conhecidas e contos folclóricos não europeus, foram selecionadas e viraram o livro Conto de Fadas em Quadrinhos.

Duffy ainda tentou equilibrar na triagem contos que contemplassem heróis e heroínas. Para cada história um cartunista de peso foi eleito e recebeu a missão de fazer sua própria releitura do conto para os quadrinhos. O resultado são recontos com bom humor, muita cor e formas inéditas. Algumas fábulas se mantêm fiéis aos originais. Mas outras trazem reviravoltas divertidas e, muitas vezes, emocionantes. Ao todo, dezessete histórias ganham nova roupagem, colorido e humor. Uma nova maneira de interpretar antigas histórias. E de conhecer muitas outras.

O livro, do Grupo Editorial Record, já está à venda nas livrarias do país. Custa R$ 55,00 e possui 128 páginas.

Chris Duffy trabalhou como editor para a Nickelodeon Magazine por 13 anos. O cartunista já escreveu roteiros para os quadrinhos Superman Adventures, Scooby-Doo, Batman Chronicles e Rugrats Comic Adventures, e atualmente vive com a família em Cold Spring, em Nova York.

(Fonte: A Tribuna)

Confirmado: Seleção vai para o cinema

Finalmente, chegou a notícia que os fãs de America e Maxon tanto esperavam: A Seleção vai virar filme. A confirmação vem da Editora Seguinte. Os direitos de adaptação dos livros de Kiera Cass foram comprados pela Warner Bros. O time de produtores inclui Denise DiNovi & Alison Greenspan (Se eu ficar, Edward Mãos de Tesoura, Amor a toda prova, Golpe duplo) e Pouya Shahbazian (Divergente, Insurgente). O roteiro será escrito por Katie Lovejoy.

Ainda não temos informações sobre elenco ou previsão de estreia.

Criada Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro

Foi criada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca sob a coordenação da senadora Fátima Bezerra e o deputado José Stédile. O evento de lançamento contou com a presença de diversos parlamentares e representantes do setor.

Além dos coordenadores, fizeram parte da mesa os seguintes convidados, conforme mostra a foto: Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL, Mauro Palermo, diretor do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Leandro Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Afonso Martin, diretor Presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Raquel Menezes, presidente da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e Volnei Canônica, coordenador do Instituto C&A.

Relançamento dos clássicos juvenis da Coleção Vagalume

Se você, leitor, ultrapassou a barreira dos 30 anos, vai se lembrar de livros como “A Ilha Perdida”, “O Escaravelho do Diabo” e “Spharion”. Eles fazem parte de uma das séries mais famosas do mercado editorial do País: a Coleção Vaga-Lume. Em comemoração aos 50 anos da editora Ática, a série infantojuvenil vai ganhar uma reedição especial este ano. Dez títulos, entre os mais populares da coleção, vão ser relançados.

A lista dos títulos relançados é esta:

A Aldeia Sagrada, de Francisco Marins

Os barcos de papel, de José Maviel Monteiro

Tonico, de José Rezende Filho

O feijão e o sonho, de Orígenes Lessa

Spharion, de Lúcia Machado de Almeida

A ilha perdida, de Maria José Dupré

O escaravelho do diabo, de Lucia Machado de Almeida

Deu a louca no tempo, de Marcelo Duarte

Açúcar amargo, de Luiz Puntel

(Fonte: Regis Martins – Jornal A Cidade)

Top 9 do Brasil para o mundo

28/4/2015 – 13:01h

Miguilim, uma das mais conceituadas editoras mineiras, tem um de seus livros selecionado para a Bienal de Ilustrações de Bratislava (BIB), através do trabalho do ilustrador Maurizio Manzo para “Isca de Pássaro é Peixe na Gaiola”, de autoria de Antônio Barreto, lançado em 2013.


Maurizio Manzo (na foto, ele participa de apresentação na Editora Miguilim) é um dos nove artistas selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil para a prestigiada exposição internacional de ilustradores de livros infantis, que será realizada de 4 de setembro a 25 de outubro, em Bratislava, capital e principal cidade da Eslováquia, na Europa Central. Esta bienal é organizada pelo Ministério da Cultura da Eslováquia juntamente com o Simpósio Internacional dos Especialistas da Arte do Livro e oficinas para ilustradores jovens ou iniciantes, o Workshop UNESCO.

“Isca de Pássaro é Peixe na Gaiola” e mais oito livros, agora, concorrerâo com ilustrações de várias partes do mundo e juntamente com os demais aguardarão por outra avaliação, desta vez, do júri internacional da BIB 2015, que decidirá qual ilustrador vai receber o Grande Prêmio ou as cinco Maçãs de Ouro ou as cinco Placas de Ouro ou as Menções Honrosas. Além da exposição de originais e da premiação das melhores artes, a BIB prepara um catálogo bilíngüe com a reprodução das ilustrações selecionadas para a exposição, fotografias e dados biográficos dos ilustradores.

Fica a nossa torcida pelos brasileiros selecionados, em especial, o belo trabalho de Maurizio Manzo e pelo reconhecimento da expertise da Editora Miguilim.

Os selecionados

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, entidade responsável pelo recebimento e seleção dos trabalhos dos artistas brasileiros para a BIB, informa que a cada dois anos, a bienal contempla novos estímulos, abordagens, estilos e técnicas da criação de ilustrações. Com duração de dois meses, o trabalho e as exposições da bienal ultrapassa os limites da Casa da Arte, espaço oficial da BIB. São exibidas obras de artistas, premiados e consagrados, em exposições individuais, distribuídas em diferentes institutos estrangeiros na Bratislava.

Em cooperação com a UNESCO e o International Board on Books for Young People (IBBY), órgão representado no Brasil pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), a BIB promove a divulgação da ilustração como uma linguagem própria no livro para crianças. Na decisão do júri da BIB reside um forte sinal das tendências e rumos das ilustrações de livros para crianças no mundo. Importantes atividades de caráter internacional ocorrem durante a BIB, como a Seção do Comitê Executivo do IBBY; a Bienal de Animação da Bratislava (BAB); o Prix Danube, exposição competitiva de obras animadas da televisão para as crianças; Seminário UNESCO da BIB e Workshop de A. Brunovsky.

A parceria da FNLIJ com a BIB favorece a presença dos ilustradores brasileiros na bienal e mostra o prestígio da ilustração de livros brasileiros no exterior. Este ano, a entidade recebeu livros de 50 ilustradores e selecionou nove:

Ilustrador: Maurizio Manzo

Titulo: Isca de pássaro é peixe na gaiola – Antonio Barreto

Editora: Miguilim – Ano: 2013

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Ilustrador: Roberto Stickel

Titulo: O Astronauta do Mar – Alexandre Azevedo

Editora: Dash – Ano: 2014

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Ilustrador: Victor Tavares

Titulo: Uma ilha a mil milhas daqui – Jonas Ribeiro

Editora: Editora do Brasil – Ano: 2014

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Ilustrador: William Côgo

Titulo: Bichos de lá e cá – Lia Neiva

Editora: Nova Fronteira – Ano: 2014

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Ilustrador: Rogério Borges

Titulo: As cores da escravidão – Ieda Oliveira

Editora: FTD – Ano: 2013

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Ilustrador: Laurent Cardon

Titulo: Histórias Africanas – Ana Maria Machado

Editora: FTD – Ano: 2014

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Ilustrador: Alexandre Keto

Titulo: Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar – Erika Balbino

Editora: Peirópolis – Ano: 2014

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Ilustradora: Patrícia Auerbach

Titulo: O Lenço – Patrícia Auerbach

Editora: Brinque-Book – Ano: 2014

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Ilustrador: Marcelo Pimentel

Titulo: Estórias Jabuti – Marion Villas Boas

Editora: Rovelle – Ano: 2013

“O livro é um objeto mágico”

27/4/2015 – 11:01h

Hoje, gostaria de falar um pouco sobre Tatiana Belinky  que, apesar de escrever em português (e sempre à mão), era russa, de São Petersburgo, onde nasceu em 18 de março de 1919. Após viver cerca de nove anos em Riga, Letônia, chega ao Brasil, em setembro de 1929, com os pais e dois irmãos mais novos. A família deixou a Rússia por causa da guerra civil provocada pela revolução comunista. Fixam-se em São Paulo. Na capital paulista, Tatiana Belinky Gouveia viveu e faleceu em 15 de junho 2013, aos 93 anos de idade.

Seu primeiro livro infantil, Limeriques, foi publicado em 1987TD. Numa entrevista à Júlia Priolli, do site Educar para Crescer, em 2012, ela deixou uma frase que continua viva: “O livro é um objeto mágico” e outras afirmações dignas de continuarem sendo repetidas:

“A fantasia é tudo. Sempre digo aos pequenos que o livro é um objeto mágico, muito maior por dentro do que por fora. Por fora, ele tem a dimensão real, mas dentro dele cabe um castelo, uma floresta, uma cidade inteira… Um livro a gente pode levar para qualquer lugar. E com ele se leva tudo”.

“Não gosto de livro que traz moral da história. Uma vez, a dona Benta contou uma história cuja moral era “fazer o bem sem olhar a quem”. A Emília discordou: “Para os maus, pau!”. Que me desculpe a Capitu (personagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), mas a Emília é a mulher mais inteligente do Brasil! E, além de tudo, é mágica! Eu queria ser mágica. Queria ser uma bruxa. Mas bruxa bonita, como a madrasta da Branca de Neve”.

“Todo mundo gosta de repetição, inclusive as crianças, porque fica mais fácil de memorizar. Quem gosta demais de alguma coisa sempre quer experimentá-la de novo. Isso vale para tudo: do prato que você não se cansa de pedir no restaurante ao livro que a gente lê e relê inúmeras vezes”.

“Não fico me preocupando com idade do leitor. Escrevo o que me dá vontade naquele dia, e a faixa etária que me escolha. Mas o fundamental é ler histórias, ter sempre muitos livros por perto e cantar. Música é fundamental, mas tem de ser de qualidade. É por isso que, no mundo inteiro, existem as músicas de acalanto. Elas são feitas para assustar, mas a letra não importa. A criança ouve o acalanto, depois a voz da mamãe e, em seguida, dorme muito bem”.

A obra

Uma biografia preparada pelo Itaú Cultural nos conduz pelas fases mais marcantes da vida de Tatiana Belinky. Em 1940, ela casa-se com o médico psiquiatra Júlio Gouveia (1914 – 1989), que foi seu parceiro em muitas produções literárias. De 1948 a 1951, a convite de uma sociedade beneficente presidida por amigos e com o apoio da prefeitura, Tatiana e o marido adaptam peças infantis e as encenam em apresentações gratuitas em teatros de toda a cidade de São Paulo. O sucesso do projeto resulta em convite da TV Paulista para que o teatro infantil seja levado à televisão. Em texto adaptado por Gouveia, encenam A Pílula Falante e O Casamento de Emília, de Reinações de Narizinho (1931), de Monteiro Lobato.

Em 1952, chamado para realizar um programa semanal, o casal vai para a TV Tupi. Inicialmente eles levam ao ar Fábulas Animadas, adaptações feitas por Tatiana de contos de fadas e histórias fantásticas. Em seguida, criam O Sítio do Picapau Amarelo, série inspirada na obra homônima de Lobato, com cerca de 350 episódios, que entre 1968 e 1969 é montada para a TV Bandeirantes. Ao deixar a televisão, a autora assume o setor infantojuvenil da Comissão Estadual de Teatro. De 1972 a 1979, atua como colunista, escrevendo crítica de teatro e de literatura infantil em jornais paulistas, como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Gazeta de Pinheiros. Publica, em 1984, Teatro da Juventude, que reúne suas adaptações.

A convite de uma editora, lança suas primeiras obras autorais, em 1985: A Operação Tio Onofre e Medroso! Dominando os idiomas inglês, russo, alemão e iídiche, passa também a traduzir obras de Anton Tchekhov, irmãos Jacob  e Wilhem Grimm, entre outros, e a adaptar livremente clássicos da literatura, como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

Em obra composta de mais de 120 títulos, entre traduções, adaptações, memórias, poesia e prosa, Tatiana Belinky propõe aos leitores infantojuvenis reflexões a respeito da natureza humana – frequentemente com humor e sempre empregando recursos que chamam atenção para a própria linguagem.

É o caso, por exemplo, de A Operação Tio Onofre (1985), história que tematiza o medo e a coragem com base em Talita, menina que tem o hábito de atribuir a objetos nome de pessoas. Tio Onofre é o cofre que deve ser aberto sob a ameaça de assaltantes que invadem a casa. O exercício de vocabulário pela aproximação sonora serve de código para a interrupção do crime. Durante o roubo, o telefone da casa toca, e Talita deve atender para que não se levantem suspeitas sobre a ocorrência do crime. Quem está do outro lado da linha é o pai, e a protagonista recorre à metáfora de “Tio Onofre” para alertá-lo de que está em perigo. O enfrentamento do medo e a relação familiar baseada na boa comunicação entre pais e filha permitem, portanto, a superação da adversidade.

Entre os temas que perpassam a obra de Tatiana estão também os direitos humanos. É o que ocorre claramente em O Caso dos Ovos (1986), que parodia a organização do trabalho na sociedade para evidenciar a legitimidade da luta por direitos e da busca por justiça social. Resumindo sua insatisfação na palavra de ordem “galinha bota o ovo, coelho leva a fama”, as poedeiras entram em greve, exigindo de seu chefe, o Coelho da Páscoa, que cada ovo leve o nome de sua produtora.

Já a tolerância ao outro e o respeito às diferenças são colocados, por exemplo, em Medroso! Medroso! (1985). Rafa, o protagonista, vira objeto de violência psicológica pois, diferentemente de seus amigos, tem medo de nadar na represa. O menino surpreende a todos quando realiza um ato de coragem. Os colegas, então, param de caçoar dele.

As preocupações humanistas de Tatiana encontram o ápice nas crônicas de Olhos de Ver (2004), que, buscando gestos belos e verdadeiros em encontros banais, retrata meninos e adultos moradores de rua e outros personagens que vivem em condições menos favoráveis do que as da narradora-protagonista. O tratamento dado a essas questões nunca é ingênuo, e procura sempre fugir ao moralismo ou ao lugar-comum. Esse traço torna-se claro em Stanislau (1986), um passarinho que não sabe viver fora da gaiola: sua dona aprende que, por tê-lo criado dessa maneira, jamais poderá soltá-lo na natureza.

É na poesia, no entanto, que o rompimento com o senso comum se torna mais claro. Por meio do humor, o puritanismo é evitado. A vocação é ilustrada em Cacoliques (1990), versos que criam cacófatos como “No mato, abunda a pita”. O livro de 1990 traz composições com a configuração mais recorrente na obra de Tatiana, os “limeriques”, inspirados no Limerick, forma poética que tem no autor inglês Edward Lear  seu expoente, cuja estrofe se organiza em cinco versos de oito, oito, cinco, cinco e oito sílabas, em rimas aabba.

Trata-se, em geral, de humor nonsense, pelas situações incongruentes ou absurdas – como demonstram versos do primeiro livro da autora no gênero, Limeriques (1987): “Um cara chamado Mariz / estava com dor no nariz / ‘Vou jogá-lo fora’, / falou – e na hora / fez isso e vive feliz”. Em Mandaliques (com Endereço e Tudo), 2001, ainda adotando a mesma forma poética, Tatiana brinca com expressões chulas do português, empregando os versos para mandar cada pessoa para um lugar: “Sou um infeliz baderneiro. / Só quero fugir bem ligeiro: / Me mandam pra Marte / Ou para qualquer parte.

O olhar bem-humorado e sensível está presente também nos livros em que narra suas memórias: Bidínsula e Outros Retalhos (1990), Transplante de Menina: Da Rua dos Navios à Rua Jaguaribe (1995) e Antecedências (2002). A obra de Tatiana Belinky inclui ainda traduções e adaptações de versos, contos e romances russos, ingleses e alemães.

Livros em todos os sentidos

24/4/2015 – 11:39h

Luís Antônio Torelli *

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, comemorado em 23 de abril e instituído há 19 anos pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), celebra escritores antológicos. Nessa data, em 1616, faleceram Miguel de Cervantes e Shakespeare e, em anos distintos, nasceram Maurice Druon, autor de “O Menino do Dedo Verde”, e Vladimir Nabokov, conhecido pelo best-seller “Lolita”.

Em paralelo à vida e obra desses famosos escritores, outra ideia que foi inspiradora para se instituir a comemoração veio da tradição catalã, na Espanha, de, também nesse dia, oferecer uma rosa a quem compra um livro.

Trata-se, portanto, de uma ocasião muito oportuna para enfatizarmos nossa meta de ampliar o índice de leitura no Brasil, de 1,3 livro por ano na população de adultos e 3,3, entre os jovens. A média é muito baixa para uma nação que busca o desenvolvimento.

É verdade que, nos últimos anos, observa-se mobilização no tocante às políticas de leitura. No entanto, é preciso ir além, disseminando o livro em todos os sentidos: em casa, na escola, nas praças públicas, como subsídio às carreiras profissionais, no lazer, na cultura e em todas as faixas de renda.

Para isso, é importante que o governo prossiga com seus projetos de políticas públicas e o setor editorial empenhe-se cada vez mais, numa ampla mobilização de editoras, livrarias, distribuidores, creditistas, escritores, capistas, produtores gráficos e todos os profissionais que atuam na produção do livro, bem como bibliotecários, escolas e universidades.

Ou seja, toda a cadeia produtiva do livro engajada e trabalhando em sinergia. Em tempos de mobilização por direitos e opiniões, nada mais sadio e próspero do que promovermos uma grande iniciativa pela leitura. Afinal, é somente através dela que atingiremos o nível de educação que almejamos.

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) também está propondo a realização de um programa, em âmbito nacional, de leitura nos parques, incluindo a criação de bibliotecas volantes. O projeto teria a participação do mercado editorial e suas entidades de classe, ao lado de organismos estatais.

A ideia é a de que o livro aproxime-se da população. Com o mesmo propósito, a CBL aprimorará a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e seguirá apoiando eventos similares em todo o Brasil. As feiras também aproximam o público das obras e seus autores, estimulando a formação de leitores.

Para incentivar ainda mais o público jovem, criaremos o Concurso Nacional de Contos, envolvendo escolas de todo o Brasil. Motivados a escrever, nossos estudantes tendem a despertar maior interesse pela literatura.

É necessário empreender todos os esforços – poder público e iniciativa privada – para que, juntos, em futuro próximo, comemoremos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais como uma grande nação de leitores.

* Presidente da Câmara Brasileira do Livro ( CBL)

“A literatura como resgate da velha infância”

22/4/2015 – 10:46h

A Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e o Festival Literário (Flipoços), juntamente com a edição infantil, (Flipocinhos), que completam 10 anos em 2015, será realizado entre os dias 25 de maio e 3 de maio. “A diversidade literária e cultural continua sendo um dos pontos mais fortes de nosso evento. Convidamos escritores com características diferentes capazes de atrair leitores de todas as faixas etárias, gostos, estilos e gêneros”, diz Gisele Ferreira, diretora da GSC Eventos Especiais, empresa que criou e organiza o Flipoços.

O patrono da edição 2015 do festival será o escritor e cartunista Ziraldo. O bate-papo com Ziraldo, a palestra master, que gera grande interesse, será no domingo, 26 de abril, entre 20h00 às 21h30. Suas histórias e personagens, como “O Menino Maluquinho”, ainda hoje despertam interesse dos pequenos. E uma legião de adultos cresceu lendo essas mesmas histórias. Tudo a ver com o evento e sua temática de 2015: “A literatura como resgate da velha infância”.

A ideia é incentivar as crianças a descobrirem na leitura uma forma de se tornarem adultos mais cultos e sadios. Ao mesmo tempo, espera-se convocar os adultos para que se lembrem dos tempos de infância, em que ter um bom livro às mãos também era um momento de muita alegria.

Este ano, a Flipoços vai homenagear Portugal e os organizadores firmaram parceria com a Embaixada de Portugal no Brasil e com o Camões Instituto da Cooperação e da Língua com o objetivo de fomentar o intercâmbio entre as duas culturas. Os autores portugueses José Luis Peixoto e José Miguel Ribeiro têm participação confirmada. O primeiro é escritor. O segundo é cineasta e ilustrador.  “Eles são bastante conhecidos em Portugal e a presença deles em nosso evento está relacionada ao esforço que a embaixada portuguesa no Brasil está fazendo para levar o Flipoços para Portugal”, diz a diretora da GSC.

A realização do Flipoços em território luso e a vinda dos portugueses, indicados pela embaixada portuguesa, também tem como objetivo intensificar o intercâmbio cultural entre Brasil e Portugal. Desejo esse compartilhado pelo Ministério da Cultura.

O Festival Literário acontece em Poços de Caldas, cidade que fica localizada no sul de Minas Gerais em uma região montanhosa de natureza exuberante e clima ameno. É uma das mais lindas cidades turísticas do Brasil com forte apelo literário. Poços de Caldas também recebeu o honroso título em 2013 de “cidade do Estado com o maior índice de leitores” em pesquisa realizada pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC), entidade ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Nas últimas três edições o Festival vem oferecendo aos visitantes do Flipoços e da Feira da Nacional do Livro e, este ano, eles ganham a oportunidade de contato direto com alguns dos mais destacados escritores contemporâneos portugueses, além dos brasileiros. Abaixo, divulgamos os autores de literatura infantil e juvenil convidados do Flipocinhos.

A programação completa, palestra a palestra; debate a debate está no site http://www.flipocos.com/novosite/?page_id=950

Um povo para se guardar no coração

19/4/2015 – 12:16h

O índio é o mais brasileiro dos brasileiros e nada mais justo do que se comemorar o seu valor em data especial, 19 de abril, instituída em 1940. Os povos indígenas estão nos ensinando muitas lições, desde o descobrimento do Brasil. Pode ter certeza disso. Não se deixe levar pelos comentários de que os índios esqueceram sua cultura, tornaram-se bêbados e agora correm atrás do dinheiro. Nada disso. Alguns aprenderam as lições erradas que os civilizados ensinaram pra eles. No fundo, eles resistem e sua cultura é transmitida oralmente, de geração em geração, com toda fidelidade e sem que se perca uma palavra ou suspiro.

Em 2000, dos dados demográficos apontavam um total de 220 povos indígenas e seus territórios (“terras indígenas”, no linguajar jurídico do estado brasileiro) somavam aproximadamente 110,6 milhões de hectares – o equivalente a aproximadamente 13% do território nacional e 21% da Amazônia brasileira. Essa população representa uma diversidade lingüística que ultrapassa o número de 180 línguas, classificadas em 35 famílias lingüísticas. Em termos demográficos, a população indígena no Brasil foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por ocasião do Censo Demográfico de 2000, em cerca de 734 mil pessoas, o que equivaleria à 0,4% da população do país.

A literatura infantil ajuda a preservar muitas das culturas indígenas no Brasil. A Editora do Brasil, por exemplo, relembra os títulos de seu catálogo que ajudam nossas crianças a conhecer e refletir sobre os valores culturais dos povos indígenas, seus mitos, crenças, lendas e a importância de sua preservação e respeito.

O cágado e a fruta
Rosinha
As fábulas indígenas são importantes joias da literatura oral brasileira e transmitem aos seus leitores inúmeros aprendizados. O cágado e a fruta, recontada por Rosinha trata da história de uma fruta muito especial, desejada por todos. No entanto, apenas os que sabem seu nome podem comê-la. A feiticeira, a única da floresta que sabe o nome da fruta não ajuda ninguém e algo inusitado sempre acontece a todos aqueles que a procuram para tentar descobrir o tão famoso e ao mesmo tempo desconhecido nome. Porém, o cágado, muito esperto, sabe uma forma de não esquecer a preciosa informação, mas alguns acontecimentos aguardam o animal. (32 páginas, R$ 30,90, indicação: a partir do 2º ano).

A invasão dos abelhudos
Rogério Borges
Todos viviam muito bem e tranquilos na comunidade no meio da floresta. Um dia, porém, um bando de invasores resolve tirar o sossego do lugar. Mas a esperteza de um menino irá ajudar a botar para correr esses intrusos bastante abelhudos. (24 páginas, R$ 22,40, indicação: a partir do 2º ano).

Cordelendas – Histórias indígenas em cordel
César Obeid
Imagine a junção da literatura de cordel com as lendas indígenas. É o que este livro traz: a poeticidade das lendas indígenas misturada ao dinamismo e às rimas dos versos de cordel. Por meio dele, o leitor pode encontrar de forma diferenciada a explicação para diversas situações e para a origem de algumas das coisas que nos cercam. Além de se divertir com os fabulosos versos de César Obeid, o leitor ainda pode matar algumas de suas curiosidades. (40 páginas, R$ 30,90, indicação: a partir do 3º ano).

O guardião das florestas
Maria Cristina Furtado
Na Floresta Amazônica, Jaciara vive uma aventura que mudará por completo sua vida. Em sua primeira viagem à região, a menina conhece Jari, um tio que tem a sua idade e um dom muito especial:conversar com os animais!Os dois, com a ajuda de um macaco barulhento e do Curupira, irão ajudar a defender a floresta de pessoas que buscam a riqueza a qualquer custo. Conheça esse mundo fascinante da Amazônia, suas lendas e crenças. (48 páginas, R$ 39,20, indicação: a partir do 4º ano).

O sumiço da Lua
Manuel Filho
Numa noite muito estranha, a lua desapareceu do céu e todos ficaram apavorados. A maré não subiria…A noite perderia o seu brilho…A mata ficaria desprotegida… Mas Éder e Elias, dois irmãos gêmeos, e sua prima Tri descobrirão o motivo pelo qual o sumiço aconteceu e também conhecerão e reviverão de forma emocionante a história de Capéi, personagem de uma lenda indígena que narra a história de uma entidade que foi morar com as estrelas por ser feita de luz, tornando-se, assim, a lua. (32 páginas, R$ 32,60, indicação: a partir do 4º ano).

Lendas indígenas
Antoracy Tortorelo Araujo
É por meio das lendas que as mais diversas tribos indígenas transmitem sua cultura, seus ensinamentos e tentam explicar a origem de quase tudo no mundo. Algumas narram histórias referentes à fauna e flora da região. Já outras, contam histórias de seus próprios povos. Como os primeiros homens conseguiram o fogo? Qual seria a origem do nascimento da noite? De onde surgiram os peixes e os outros animais? São respostas para essas questões que Antoracy Tortolero Araujo reuniu em seu livro Lendas indígenas, agora em nova edição, que traz ilustrações tão belas quanto as histórias contadas por ele. (56 páginas, R$ 42,30, indicação: a partir do 4º ano).

Mais informações sobre os livros publicados pela Editora do Brasil estão disponíveis no site:www.editoradobrasil.com.br

Abril é um mês especial

17/4/2015 – 21:57h

Em abril, são comemoradas as datas mais significativas para o livro infantil e, a partir delas, surge uma série de eventos dirigidos às crianças, que tornam o mês muito especial no calendário da literatura. Em 2/4, os países ressaltam o Dia Internacional do Livro Infantil; já no dia 18/4 chega a vez do Brasil celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil e de os brasileiros reconhecerem que é na infância que se estabelece uma boa relação com os livros e a leitura.

O Dia Nacional do Livro Infantil é uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no interior de São Paulo. A maior parte de suas obras é dedicada às crianças e nos deixaram personagens célebres, como Emília, dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Tia Anastácia, Visconde de Sabugosa, etc. A maioria de suas histórias se passa no Sítio do Picapau Amarelo, entre elas, Reinações de Narizinho e As caçadas de Pedrinho. Lobato é considerado o precursor da literatura infantil.

No dia 18 de abril, o Brasil também celebra o dia de duas categorias profissionais relacionadas com a literatura: o Autor e o Editor. O próprio Monteiro Lobato, em determinada fase de sua carreira, também atuou como editor e dono da Companhia Editora Nacional com o propósito de dar espaço para novos talentos literários e à sua vocação para tratar de grandes temas políticos e econômicos.

Exposição

Mais de 40 obras do escritor Monteiro Lobato, incluindo livros em braile e áudio livro, vão ficar expostos na Biblioteca Pública do Espírito Santo, em Vitória, durante o mês de abril. Entre os destaques, está um livro de 1923, “Mundo da lua”, e uma coleção completa de 1947. Também fazem parte da exposição alguns livros didáticos, como “Emília no país da gramática” e “Geografia da Dona Benta”. A exposição fica aberta de 8 às 18 horas, na  Avenida João Batista Parra, 165, Praia do Suá, e a entrada é gratuita.

Segundo a diretora da Biblioteca Pública do Espírito Santo, Rita de Cássia Maia, Monteiro Lobato foi o autor que mais encantou o público infanto-juvenil no Brasil e conseguiu inserir suas obras entre os clássicos mundiais. “O escritor conseguiu criar um mundo lúdico e fantástico, repleto de histórias cheias de imaginação e de fabulosos personagens que encantam crianças e adultos há várias gerações”, declara a diretora. Ainda segundo a diretora, a programação de abril do espaço cultural tem como meta levar ao conhecimento do grande público a vida, a obra e a importância cultural e política que Monteiro Lobato tem na história do Brasil.

Seguinte faz festa para A Herdeira

14/4/2015 – 11:32h

Editora faz contagem regressiva para o lançamento, em 5 de maio, do quarto volume da série que já vendeu mais de 700 mil exemplares no Brasil. A Herdeira, de Kiera Cass, já está em pré-venda no site da Seguinte.

Descubra o que vem depois do “felizes para sempre”:

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, a filha mais velha do casal. Criada para ser uma líder forte e independente, ela nunca quis viver um conto de fadas como o de seus pais. Por isso, antes de conhecer os 35 pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, a jovem está totalmente descrente. Mas, assim que a competição começa, a situação muda de figura. E Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava.

A editora também divulga o primeiro capítulo do quarto volume de A Herdeira.

Leia aqui

Almanaque sobre Ecologia

13/4/2015 – 11:50h

“Respeitar a natureza é questão de educação e é preciso aprender desde cedo, mas aprender de forma interessante e divertida para virar prazer e não obrigação”, afirma Léo Valença, autor do “Almanaque Ecológico do Lucas”: um livro de educação ambiental que ensina as crianças com linguagem simples e didática, além das ilustrações e passatempos.

O “Almanaque Ecológico do Lucas” é uma iniciativa do cartunista Léo Valença que visa promover uma reflexão sobre a preservação do meio ambiente junto às crianças. O livro chama a atenção da sustentabilidade de nosso planeta de uma maneira divertida e interessante. Apresentado pelo personagem Lucas, duende ecológico muito popular na internet, o almanaque incentiva práticas que conscientizam sobre a importância da preservação ambiental.

A poluição dos rios e mares, a destruição das florestas, o desmatamento, o problema do lixo nas grandes cidades, o avanço tecnológico versus preservação da natureza estão entre os problemas ambientais colocados ao leitor, para o público infantil ver o que se passa ao seu redor e saber como agir.

“A intenção do livro também é dar suporte aos professores, que buscam conteúdo e atividades de apoio à educação ambiental, nas escolas de todo o Brasil”, acrescenta o autor. Esse não é o primeiro trabalho do cartunista Léo Valença. Em 2010 ele organizou um livro de coletânea intitulado “Aquecimento Global em Cartuns” que reuniu cartunistas de vários cantos do país na publicação.

O “Almanaque Ecológico do Lucas” tem outra diferença dos outros livros: ele é publicado pelo sistema PoD, Print On Demand, ou seja, o livro só é impresso por encomenda para evitar desperdício de papel.

Compre o livro no site da editora: http://www.podeditora.com.br/livros/infantis/

Web site do Lucas: www.duendelucas.com.br

Além do livro na versão impressa, também foi lançado sua versão digital em e-book:

http://www.podeditora.com.br/ebook/almanaque-ecologico-do-lucas.phtml