Flipinha começa em Paraty

30/6/2015 – 22:03h

A Festa Literária Internacional de Paraty vai acontecer entre os dias 1 e 5 de julho. A Flipinha vai reunir 14 escritores e ilustradores que representam a diversidade de gêneros e a criatividade da literatura infanto-juvenil brasileira. Conheça este grupo de escritores em http://www.flipinha.org.br/noticias/mostra.php?id=338

O homenageado da Flip 2015 é o escritor Mário de Andrade. Ele será lembrado na Flipinha por meio da obra de dois autores: Luciana Sandroni, autora de O Mário que não era de Andrade (Companhia das Letrinhas), e Odilon Morais, ilustrador do livro Será o Benedito! (Cosac Naify, 2008).

A clássica literatura brasileira estará presente também nas obras de outra convidada, a ilustradora Simone Mathias, que ilustrou, entre outros, o livro O estribo de prata (Record), com texto de Graciliano Ramos.

Para a cidade de Paraty, que está na rota de se tornar uma cidade leitora, o maior sentido dessa festa é o envolvimento de toda a comunidade, em especial as crianças e os jovens.

A programação da Flipinha 2015 está no link http://www.flipinha.org.br/noticias/mostra.php?id=168

Clique e acompanhe a festa literária.

1° Circuito Cultural de Uberaba

29/6/2015 – 19:45h

Este ano, a Fundação Cultural da cidade mineira promove atrações de teatro, literatura, música e dança, por quatro meses, a partir de julho, e apresenta, entre outros grupos, os mineiros Galpão, Giramundo, Armatrux e show da paulista Tiê.

Espetáculo infantil “Festejo de Brincar” da trupe mineira "Emcantar", de Uberlândia - Fotos: Divulgação

Os meses de julho, agosto, setembro e outubro serão tomados por arte e cores na cidade de Uberaba, em Minas Gerais. Em sua primeira edição, o Circuito Cultural de Uberaba transforma em palco alguns locais já conhecidos pelos moradores. O Teatro SESI Uberaba, a Concha Acústica e até a Praça Nossa Senhora da Abadia serão cenários para espetáculos de teatro, shows de música, apresentações de dança e programação infantil. Com produção do Mercado Moderno, apresentação da SIAMIG (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais) e apoio da Prefeitura Municipal de Uberaba, o circuito tem patrocínio da WD Agroindustrial, Delta Sucroenergia e Usina Santo Ângelo. As apresentações no Teatro SESI têm valor de R$15,00, a meia entrada, e R$30,00, a inteira. Todas as atrações realizadas no domingo serão gratuitas.

No dia 10 de julho, sexta-feira, às 20h, o Teatro SESI Uberaba (Praça Frei Eugênio, 231 – Bairro São Benedito) recebe o grupo belo-horizontino de teatro Armatrux, com o espetáculo “No Pirex”. Do gênero cômico absurdo, o espetáculo narra o encontro de cinco personagens grotescos e surreais em torno da mesa de um restaurante. Com ingredientes surrealistas e direção de Eid Ribeiro, a peça é a combinação entre teatro físico, comédia muda, clown e boas doses de manipulação de objetos cotidianos.

Com dramaturgia e direção do diretor carioca Ribamar Ribeiro, o Grupo Emcantar, de Uberlândia, canta e encanta todas as idades com teatro e música. No sábado, dia 11 de julho, às 16h, o Teatro SESI apresenta o espetáculo infantil da trupe mineira, “Festejo de Brincar”. Apresentando canções e histórias criadas pelo próprio grupo em seus mais de 18 anos de trajetória, os “emcantados” viajam em um trem movido pelas brincadeiras e festejos da infância, compartilhando ritmos e lembranças.

No domingo, dia 12 de julho, às 11h, é a vez da cantora Tiê, que leva o show do seu novo disco “”Esmeraldas à Concha Acústica (Praça Concha Acústica). Neste álbum, a cantora conta com participações como Jesse Harris e Adriano Cintra. Tiê, que já está em seu terceiro disco, é conhecida por fazer letras que se assemelham, pela delicadeza e sensibilidade, às cartas de namoro.  Para ela, esse álbum também fala de amor e é autobiográfico, como os dois outros.  A abertura será feita com a banda Nau à Deriva. Formada por quatro integrantes, a banda, natural de Uberaba, reproduz no palco um rock apaixonado e conta com influências que vão de Chico Buarque a Heitor Vila-Lobos. Para o circuito, irão levar as canções dos Los Hermanos.

Em agosto, a Mimulus Cia de Dança de BH apresenta o espetáculo “Pretérito Imperfeito”, no Teatro SESI, às 20h, na sexta-feira, dia 7. Na obra, o grupo usa a dança para salientar o tempo e convida o espectador a se lembrar do que nunca será esquecido. Com direção artística de Jomar Mesquista, o espetáculo traz pequenas e grandes memórias de cada um dos bailarinos que compõem a Mimulus Cia de Dança e, magicamente, a história da própria companhia.

No dia 8 de agosto, sábado, o teatro recebe a apresentação “Pratubatê”, do Grupo Trampulim de Belo Horizonte. Neste espetáculo, a trupe propõe que o público abandone o papel de espectador passivo e assuma o lugar de protagonista. Sob a condução de uma banda formada por três músicos e um maestro, todos participam ativamente da peça. Para isso, é disponibilizado um tambor para cada espectador. Com brincadeiras e jogos musicais, o público vivencia uma construção rítmica coletiva, experimentando a inesquecível sensação de contribuir para o pulsante resultado final: a música.

Sem perder o pique, o grupo também se apresenta no domingo, dia 9 de agosto, às 11h, na Praça Nossa Senhora da Abadia (número 323, Bairro Abadia), com o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”. Abordando as relações de amizade e amor, a peça fala do cotidiano de maneira simples e bem-humorada, utilizando um amplo repertório de gestos, técnicas circenses e improvisações. Em 2009, Adriana Morales e Tiago Mafra ganharam prêmios de melhores atores de Teatro Infantil com este espetáculo, que também foi indicado aos prêmios SINPARC de Melhor Espetáculo de Teatro Infantil e SESC-SATED de Melhor Direção de Teatro Infantil.

Grupo Giramundo e a apresentação infantil “ Miniteatro ecológico”

O Circuito Cultural também encanta o público de Uberaba no mês de setembro. No dia 4, sexta-feira, às 20h, No Ar Cia. de Dança exibe sua arte ao público, mas dessa vez com o espetáculo de dança “Rasante”, no Teatro SESI.  Livremente inspirado na obra de Franz Kafka, propõe uma dramaturgia de corpos que se estabelece na zona híbrida entre dança e teatro. A concepção e direção são do bailarino e ator Sérgio Penna, que também atua no espetáculo ao lado de Gabriela Christófaro, Bernardo Gondim, Lourenço Marques e Grace Passô. A trilha é d’O Grivo.

A programação de sábado, dia 5 de setembro, do teatro, conta com o grupo Giramundo de BH, às 16h, com a apresentação infantil “Miniteatro ecológico”. A peça de conscientização ecológica busca sensibilizar a criança para o mundo da natureza, provocando, por meio da experiência plástica, sensorial e dramática do teatro de bonecos, sua reflexão sobre a relação do homem com o meio ambiente. Primeiro episódio do projeto, O Aprendiz Naturaltrata da educação ambiental e proteção ao meio ambiente, tendo em vista seus principais problemas, como queimadas, poluição, desmatamento, assoreamento e tráfico de espécies.

Outubro, o último mês do circuito, também está recheado de programação cultural para a cidade. O Teatro SESI recebe, no sábado, dia 3 de outubro, às 16h, o espetáculo infantil “De esconder para lembrar”, da Meia Ponta Cia de Dança, de Belo Horizonte. A obra se lança na aventura da dança contemporânea para crianças. Indo além das estruturas tradicionais das histórias infantis, a proposta desta montagem desperta a criança para o universo criativo da dança, por meio de uma poética coreografia dos sonhos e medos da infância.

Outro espetáculo infantil, “ De esconder para lembrar” , da Meia Ponta Cia de Dança

Prática de expressão livre e destinada a todos os segmentos de público, a arte de rua constrói com simplicidade a beleza da cultura. Pensando nessa premissa, às 18h do dia 4 outubro, domingo, o circuito fantasia de tablado a Praça Nossa Senhora da Abadia para o espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, do Grupo Galpão, natural da capital mineira. A fábula narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Escrita por Luigi Pirandello, a peça é uma alegoria sobre o valor do teatro e, por extensão, da poesia e da arte e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais.

Segundo Keyla Monadjemi, diretora do Mercado Moderno, e produtora do evento, o circuito busca levar atrações culturais de qualidade para toda a família, com o sábado pensado especialmente para o publico infantil. “A proposta é promovermos sempre uma programação acessível e de qualidade para a cidade, buscando proporcionar entretenimento com o melhor da cena cultural da atualidade.”, completa a produtora.

Fim de semana com arte e literatura

Entrada do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte - Foto: O Tempo

25/6/2015 – 19:56h

Como em um livro, a cidade de Belo Horizonte, já conhecida nacionalmente pela efervescência cultural, deu início a mais um capítulo desta história com a realização do 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH), que vai de hoje, 25/6, até domingo, 28/6, no Parque Municipal e no Teatro Francisco Nunes, entre outros espaços espalhados pela cidade.

A população vai encontrar uma grande variedade de atividades e encontros com nomes de peso da literatura nacional e internacional. A programação conta com conferências, palestras, mesas de debate, sessões de autógrafos, lançamentos exposições, teatro, música, cinema, performances, intervenções urbanas, oficinas, entrevistas, saraus, narrações de histórias e, principalmente, muitos encontros. Todas as atividades do FLI-BH são gratuitas.

Leia abaixo alguns dados que vão orientar sobre como participar deste Festival que, com certeza, será um marco em Belo Horizonte.

Importante saber

– Pessoas muito dedicadas à literatura planejaram e estão conduzindo o evento: Afonso Borges e Leida Reis.

– A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e a Fundação Mineira de Cultura são os órgãos que realizam o Festival.

– O tema do FLI BH é “Imagina o mundo, imagina a cidade”. Esta primeira edição faz homenagem ao escritor Carlos Drummond de Andrade, que levou Minas para além de suas montanhas.

– A premiada ilustradora de livros infantis, Marilda Castanho, criou a identidade visual do evento, onde predomina o azul. O tipo de letra do nome FLI BH  é criação de outro conhecido ilustrador, Flavio Fargas. Ambos são de Belo Horizonte.

– Toda a programação é gratuita e, dia a dia, hora por hora, pode ser consultada no site www.flibh.com.br.

– O FLI BH traz à capital mineira escritores, ilustradores, críticos e especialistas em literatura, além de leitores, de vários lugares do Brasil e do exterior. Entre os escritores, vale destacar a presença dos premiados Milton Hatoum, Ana Miranda, Elisa Lucinda, Marina Colasanti, Humberto Werneck, Eric Nepomuceno, Ana Martins Marques, Chacal, Carlos de Brito e Mello e Luiz Ruffato, além de Yolanda Reyes (Colômbia), Inês Pedrosa (Portugal), Juan Pablo Villalobos (Espanha) e Teresa Cárdenas (Cuba).

– O fotógrafo Daniel Mordzinski também faz parte do festival com a exposição “Cidades Escritas”, com textos de Afonso Borges. Mordzinski dedica-se há mais de 30 anos a retratar escritores e escritoras pelo mundo em busca de compor um verdadeiro “atlas humano da literatura”. Já fotografou grandes nomes, como Gabriel Garcia Marquez, Luis Sepulveda, Mario Vargas Llosa, José Saramago e Jorge Luis Borges.

– Os premiados Fábio Moon e Grabiel Bá realizam uma oficina e fazem uma participação especial na conferência do Milton Hatoum. Os irmãos gêmeos são os quadrinistas brasileiros mais reconhecidos da atualidade.

Estão abertas as inscrições para as oficinas temáticas voltadas para profissionais que lidam com a formação de leitores ao incentivo à criação literária e artística. Para a oferta dessas atividades estarão presentes Aline Cântia, Joca Reiners Terron, Fábio Moon e Gabriel Bá, Ana Elisa Ribeiro, Luiz Percival Leme Britto e Léo Cunha, dentre outros. As inscrições para as oficinas são gratuitas e podem ser feitas pelo site flibh.com.br/oficinas

– Um dos parceiros do FLI-BH é o Sesc, que vai oferecer uma programação de narrações de história, mesa de debate e também a apresentação musical que fechará o festival, o espetáculo de José Miguel Wisnik com Ná Ozzetti. O show faz parte do projeto “Literaturas: questões do nosso tempo”, do Sesc Palladium, e está inserido na Circula Cultura, parceria entre o Sesc e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC). Fazem parte do CD e do show de Ná e Zé citações de Fernando Pessoa, Oswald de Andrade, Paulo Leminski e Cacaso.

– Além deste projeto, mais outras duas atividades do Sesc compõem o FLI-BH. O “A palavra é…” apresenta uma proposta de encontros de literatura e de outras áreas do conhecimento para discutir, a cada edição, os significados e usos de determinadas palavras da língua portuguesa.

– Já o “Contação de Histórias” contribui para a transmissão da literatura oral e para a promoção de atividades relacionadas à leitura. São apresentadas fábulas, contos populares ou folclóricos, contos e cantigas infantis, de modo a instigar a imaginação e a fantasia, ao mesmo tempo em que diverte, entretém, ensina e educa. Mais informações sobre esses projetos podem ser encontradas no site cesse www.sescmg.com.br.

– A primeira edição do FLI-BH se junta a eventos como Festival Internacional de Teatro (FIT), Festival de Arte Negra (FAN), Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e Virada Cultural e passa a integrar o calendário de grandes eventos promovidos pela Fundação Municipal de Cultura.

Números do FLI-BH

103 ações Pré FLI-BH
118 escritores/ pesquisadores / artistas
60 lançamentos de livros
34 mesas/palestras
40 rodas de leitura e narrações de histórias
14 espetáculos / performances / saraus
14 filmes na mostra Interseções: Cinema e Literatura
11 oficinas especializadas
17 oficinas de sensibilização
3 exposições
2 feiras de livros
2 praças e 1 feira de alimentação.

Programe o FLI BH para o seu final de semana. É certo que vai gostar.

Hora de ir às compras

23/6/2015 – 22:48h

Estamos sempre comentando sobre a importância dos pais lerem para a criança, desde bebê, e cuidarem da sua formação como leitor. Comentamos também sobre a importância da escola e dos professores incentivarem a leitura, darem exemplos e se atualizarem quanto aos lançamentos dirigidos à literatura infantil e juvenil. Mas para tudo isso acontecer é preciso comprar livros. Pesquisar e adquirir títulos novos, deixar a criança escolher quais livros ela deseja ler e investir neste interesse do pequeno leitor.

Uma boa oportunidade para as compras de livros são os eventos literários, que reúnem lançamentos de diferentes editoras. O consumidor ainda tem a oportunidade da convivência com autores e ilustradores, de conseguir que os livros sejam autografados, além dos preços promocionais. Durantes os eventos literários também são contadas as histórias de muitos livros novos ou já consagrados pelo público, de modo que a criança e seus acompanhantes podem interagir com a magia da literatura infantil.

A hora de sair às compras é agora com a realização do 1° Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, o FLI BH, que começa quinta-feira, dia 25/6, e segue até o domingo, dia 28/6, no Parque Municipal. A programação do Festival é extensa e atinge a todo o tipo de público, além das crianças. Você pode conhecer no link http://www.flibh.com.br/programacao/ Mas este Festival oferece ainda dois motivos especiais para a compra de livros.

O primeiro deles é o seguinte: na programação oficial do FLI BH, dias 27 e 28/6, à tarde, os visitante s vão contar com uma promoção especial da Editora Miguilim, que está preparando uma sessão de autógrafos com os autores e ilustradores de muitos dos seus livros infantis. Alexandre Machado está cuidando para que eles possam conhecer e conversar com um grupo de autores consagrados, outros iniciantes, mas todos eles sob a batuta deste editor criterioso e que vem trabalhando incessantemente para colocar obras da melhor qualidade no mercado.

Outro motivo é que o FLI BH conta com um evento paralelo, a Primavera da Libre, uma feira literária, que promove debates e expõe a produção das editoras associadas à Liga Brasileira de Editoras. A Libre, em parceria com a Fundação Municipal de Cultura e com a Associação de Amigos do Centro de Cultura de Belo Horizonte, vai realizar na capital mineira a primeira edição local da Primavera da Libre, tradicional evento que acontece há mais de uma década no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O time da Miguilim

Em Belo Horizonte, quando se fala em literatura infantil é comum associar o assunto com o nome da Editora Miguilim. Afinal, são mais de 30 anos de história, que a tornou referência. Esta dedicação à literatura infantil e juvenil, a editora carrega desde sua criação em 1980. A Miguilim foi pioneira na publicação literária no Brasil. Em 2010 passou para o comando de outro grupo editorial e Alexandre Machado assumiu a função de editor. Com ele, lançamentos e reedições têm ganhado projetos gráficos artísticos, originais e muito bem cuidados, valorizando trabalhos de novos autores, ilustradores e a diversidade de temas.

Para quem vai visitar o 1° Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, o blog divulga a relação de autores e ilustradores que vão participar da Sessão de Autógrafos da Editora Miguilim. Quem quiser conhecer mais a respeito deles e dos seus livros, vale também clicar no site www.editoramiguilim.com.br

Dia 27/6 – Sábado – 14 horas

Soraia Vasconcelos

Gustavo Gaivota

Eduardo Damasceno

Luis Felipe Garrocho

Eliana Sant’Anna

Lêda Couto

Dia 28/6 – Domingo – 14 horas

Maurizio Manzo

Antônio Barreto

Mônica de Aquino

Angela Leite

Nelson Tunes

Rosa Maria Miguel Fontes

Ana Gabriela Souza Lemos

Fabiana Beghini Avelar

Frederico Beghini

Vera Chaves Pinheiro

Campanha de arrecadação de livros

20/6/2015 – 21:08h

Em Belo Horizonte, a Fundação Municipal de Cultura está promovendo uma ampla campanha de arrecadação de livros até o dia 28/6 nos Centros Culturais e de Referência, Bibliotecas, Museu Histórico Abílio Barreto e na sede da própria Fundação, na Rua da Bahia.

“Compartilhe a leitura. Doe um livro”. Este é o mote da campanha que integra a pré-temporada do 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, que será realizado de 25 a 28 de junho, no Parque Municipal. No próprio local, durante o Festival, também haverá arrecadação. O objetivo é mobilizar a cidade em torno da importância da literatura e da circulação de livros.

O destino dos livros arrecadados na campanha será as bibliotecas comunitárias de Belo Horizonte, além de pontos de ônibus da cidade, para integrar o Projeto Ponto do Livro. A pessoa que está à espera do ônibus, pode pegar um livro, levar para casa, ler, e, se quiser, poderá devolver em algum ponto. A campanha estimula a doação de livros de literatura em qualquer um dos pontos de arrecadação.

“Belo Horizonte tem ficado literária nos últimos tempos. É o FLI que está percorrendo a cidade desde o início de abril, com encontros, oficinas, rodas de leitura, narrações de história, saraus, palestras, mostra de cinema e diversas outras ações atinentes ao universo da leitura e da literatura. A ideia é que os livros que arrecadarmos neste um mês de campanha possam circular e atingir cada vez mais os cidadãos belorizontinos. Desta forma, podemos confirmar cada vez mais Belo Horizonte como a cidade que mais lê.”, afirma Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura de BH.

Ponto do Livro

O Ponto do Livro é um projeto colaborativo de compartilhamento de livros nos pontos de ônibus da cidade. “Temos como princípio a ação e construção coletiva para transformação social, cultural e educacional”, assinalada Pedro Ivo, que promove a iniciativa em Belo Horizonte. O projeto, que iniciou suas atividades com apenas 1 ponto de compartilhamento, hoje já está presente em 7 pontos, espalhados em 4 cidades. São eles: 3 em Belo Horizonte, 1 em Nova Lima/MG, 1 em Patos de Minas/MG, e 02 no Rio de Janeiro.

Todos os pontos são empreendidos através de parcerias colaborativas, ou seja, instituições/organizações ou coletivos parceiros que adotam um Ponto do Livro e passam a ser responsáveis pelo compartilhamento diário de livros.

Por meio do mecanismo: Leve > Leia > Traga > Doe, o Ponto permite a redistribuição, reutilização e recirculação de livros pelas cidades. Além de disso, fomenta ideais de compartilhamento, colaboratividade, e apropriação dos espaços públicos.

O FLI-BH

O Festival Literário Internacional de Belo Horizonte acontecerá entre 25 e 28 de junho, no Parque Municipal. O evento nasce da convergência de políticas públicas de acesso ao livro, à leitura e à literatura que a Prefeitura, através, da Fundação Municipal de Cultura, desenvolve. Atualmente, são 20 bibliotecas espalhadas pela cidade, que contam com um acervo em permanente formação. Por ano, são cerca de 160 mil pessoas atendidas, 40 mil empréstimos de livros e realizadas 800 atividades de incentivo à leitura.

Além de ser a culminância das ações destinadas ao acesso ao livro e a promoção da leitura na capital mineira, um festival inteiramente dedicado à literatura era demanda antiga de escritores, ilustradores, editores, livreiros e leitores da cidade, que queriam um grande evento para a literatura, nos mesmos moldes dos festivais já realizados pela Fundação, como o Festival Internacional de Teatro, o Festival Internacional de Quadrinhos e o Festival de Arte Negra.

Locais de arrecadação:

  • Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte – Rua Carangola, 288 – Térreo – Bairro Santo Antônio.
  • Biblioteca Regional Bairro das Indústrias. Rua dos Industriários, 265, Bairro Novo das Indústrias.
  • Biblioteca Regional Renascença. Rua Muqui, 199 – Bairro Renascença.
  • Centro Cultural Alto Vera Cruz. Rua Padre Júlio Maria, 1577 – Bairro Alto Vera Cruz.
  • Centro Cultural Jardim Guanabara. Rua João Álvares Cabral, 277 – Bairro Floramar
  • Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904 – Bairro Itapoã.
  • Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira. Av. Presidente Antônio Carlos, 821 – São Cristóvão
  • Centro Cultural Lindéia Regina. Aristolino Basílio de Oliveira, 445 – Bairro Regina.
  • Centro Cultural Padre Eustáquio. Rua Jacutinga, 821 – Bairro Padre Eustáquio.
  • Centro Cultural Pampulha – Rua Expedicionário Paulo de Souza, 185 – Bairro Urca.
  • Centro Cultural Salgado Filho. Rua Nova Ponte, 22 – Bairro Salgado Filho.
  • Centro Cultural São Bernardo. Rua Edna Quintel, 320 – Bairro São Bernardo
  • Centro Cultural São Geraldo. Rua Silva Alvarenga, 548 Bairro – São Geraldo.
  • Centro Cultural Urucuia. Rua W3, 500 – Bairro Urucuia.
  • Centro Cultural Venda Nova. Rua José Ferreira Santos, 184 – Bairro Novo Letícia.
  • Centro Cultural Vila Fátima. Rua São Miguel Arcanjo, 215 – Vila Nossa Senhora de Fátima.
  • Centro Cultural Vila Marçola. Rua Mangabeira da Serra, 320 – Bairro Serra.
  • Centro Cultural Vila Santa Rita. Rua Ana Rafael dos Santos, 149 – Vila Santa Rita.
  • Centro Cultural Zila Spósito. Rua. Carnaúba, 286 – Bairro Jaqueline.
  • Centro de Referência da Moda. Rua da Bahia, 1149 – Centro
  • Museu Histórico Abílio Barreto. Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim
  • Fundação Municipal de Cultura. Rua da Bahia, 888 – Centro
  • Parque Municipal Américo Renne Giannetti, nos dias 25 a 28 de junho. Av. Afonso Pena, 1377 – Centro

Turma da Mônica na terra dos mangás

18/6/2015 – 16:56h

Mauricio de Sousa lança produtos da Turma da Mõnica  no Japão e quer levar HQs dos personagens à terra dos mangás. Como parte da estratégia de internacionalização da marca, o cartunista também inaugurou exposição na Coreia do Sul.

No Japão, o desenhista Mauricio de Sousa participou pelo segundo ano consecutivo da Brazil Fair, que este ano ganhou o nome de Brasil Fantástico

A Turma da Mônica, família de personagens mais querida dos brasileiros, se prepara para conquistar outros territórios. Como parte da estratégia de internacionalização de suas propriedades, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) está dando a volta ao mundo, passando por Japão, Coreia e EUA.
O desenhista esteve no Japão e participou pelo segundo ano consecutivo da Brazil Fair, que este ano ganhou o nome de “Brasil Fantástico!”. O evento reúne moda, animação e culinária e tem patrocínio da Isetan Mitsukoshi, maior grupo de lojas de departamentos no Japão, e da Apex Brasil. Na ocasião, Mauricio de Sousa lançou, pela primeira vez em território japonês, produtos licenciados da Turma da Mônica. Ele também participou de reuniões para levar as histórias da Turminha à terra dos mangás.
O grande sucesso no Brasil da edição dupla onde a Turma da Mônica Jovem contracena com os personagens de Osamu Tezuka foi traduzido para o japonês para apresentação na área editorial em futura publicação no país. Osamu Tezuka, já falecido, é considerado pelos japoneses como o “Deus do mangá” por ser o criador da linguagem de quadrinhos japoneses que invadiu o mundo através dos animês e mangás. Na publicação, Mônica e seus amigos lutam pela preservação da floresta amazônica junto com os personagens Kimba – o Leão Branco, A Princesa e o Cavaleiro e Astro Boy do autor japonês.

‘Pai do mangá’, Osamu Tezuka e Mauricio de Sousa da Turma da Mônica

O desenhista participou por mais de duas horas, de uma sessão de autógrafos no Edifício Principal da Isetan, mostrando a popularidade de suas criações no país. Crianças entre 5 a 12 anos participaram de Workshop com Mauricio de Sousa também na sede principal da loja de departamentos. Os encontros aconteceram em dois horários, com capacidade de 10 pessoas por turma. Além disso, houve a exibição de episódios dos desenhos da Turma da Mônica e Monica Toy, versão toy art dos personagens da Turminha.

A MSP também estará presente na Licensing Expo 2015, que aconteceu no Mandalay Bay Convention Center, Las Vegas, Estados Unidos, de 9 a 11 de junho. A empresa contou com um estande no evento, com objetivo de dar prosseguimento à internacionalização de suas propriedades. O estande este ano foi desenvolvido para mostrar os diferentes segmentos em que a empresa atua, muito além dos gibis: editorial, animação, licenciamento e apps & games.A companhia divulgará as marcas da Turma da Mônica, com destaque para Turma da Mônica Clássica, Turma do Neymar JR, além da revista da Turma da Monica Jovem. Entre as novidades está Mônica Toy, o mais novo lançamento da empresa, que aposta nos traços 2D, no estilo toy art, e em animações sem diálogos e bem-humoradas, para cativar os mais diversos públicos.

Mauricio de Sousa durante a Licensing Expo 2015, em Las Vegas, mostrando animações, licenciamento, apps & games

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de histórias em quadrinhos do Brasil com mais de 50 anos de história e responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Tuma da Mônica. Na área editorial, a empresa possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e alcançou o número de 300 títulos até hoje, com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.

O espaço dos autores independentes

17/6/2015 – 10:23h

Autores independentes são aqueles que investem financeiramente na publicação de seus livros e são os responsáveis pela divulgação, estratégia e vendas dos mesmos. Diferente dos autores convencionais, que são convidados das editoras ou submetem suas obras para análise das mesmas que, por sua vez, contratam especialistas em literatura para avaliarem a qualidade dos originais. Se aprovados, essas editoras podem se interessar por publicá-los ou não. No caso de publicação, cabe a tais editoras a produção e definição de estratégias para colocar as obras no mercado e cabe ao autor cumprir a agenda  proposta para a divulgação e receber os direitos autorais pelo volume de vendas.

Voltando aos autores independentes, cada vez mais, eles estão encontrando um novo tipo de editoras, especializadas em vender sua expertise na publicação dos originais, transformando-os em livros de papel ou e-books. Existem, inclusive, sites que produzem ebooks gratuitamente. Autores independentes têm espaços próprios nas feiras e eventos literários e nos Estados Unidos contam até com uma livraria própria. No entanto, ainda não alcançaram o reconhecimento das instituições que lideram o mundo editorial nem a consagração dos tradicionais prêmios e selos de qualidade reconhecidos pelos que movimentam a literatura. Eles vêm trabalhando à margem deste cenário, mas mesmo assim a independência está atraindo até autores consagrados.

O blog entrevistou autores independentes para conhecer suas experiências.

A professora de Literatura, Sandra Celecina Saraiva de Oliveira, de Brasília, vai lançar seu primeiro livro dia 20 de junho, pela Editora Franco, mas antes disso utilizava a internet para publicar seus textos.  A experiência já lhe valeu um contrato com a editora. “Desde a infância fui incentivada a amar os livros, três mulheres super importantes me levaram à leitura: minha mãe Lulu, Tia Ceiça e vovó Celecina. Aprendi com elas a ‘devorar’ os livros.”

Seu primeiro livro conta a história de “O Elefante Azul”. Um elefantinho que ensina como devemos tolerar as diferenças e respeitar aqueles que nos cercam. Uma narrativa onde o amor próprio é levado bem a sério. Um elefante atrapalhado que descobre, através da amizade, a sua verdadeira identidade. A professora conta que tem algumas crônicas que publicou na internet de forma independente, inicialmente, por não ter uma editora parceira e, depois, puramente por prazer.

Até seu livro ser aprovado pela Editora Franco, Sandra Celecina tentou várias editoras e não obteve retorno. “Acredito que as editoras não queiram muito apoiar autores que ainda não tem nome no mercado. É muito bom ter o apoio de uma editora, visto que como profissionais têm experiência na formatação, na divulgação e na escolha de pequenos elementos na composição do livro que para mim, como autora, seria difícil fazer”.

“De todo modo, àqueles que desejam escrever, o único conselho que posso lhes dar ainda como autora principiante: escute a palavra que tem dentro de si, deixe-a se aquietar, tomar forma e depois sair livremente. A palavra precisa ser livre para tocar a outros”, conclui a professora.

Outra autora, Denise Barbosa, lança “O Mistério da Cachoeira” publicado no site www.clubedosautores.com.br na versão impressa e para e-book. Trata-se de uma estória onde uma turma de amigos e o cãozinho Tobisco passam por uma aventura incomum numa cidade do interior de Goiás. Denise Barbosa é formada em Direito pela PUC/Goiás, servidora pública federal, apaixonada por livros, e que se descobriu autora de livros infantojuvenis.

Segundo ela, “no Brasil não é fácil conseguir o apoio integral de uma editora. E hoje, com a internet e com a opção do e-book disponível, o escritor se sente mais motivado a encarar uma publicação independente. A minha experiência ainda é restrita. Tenho o meu livro ‘O Mistério da Cachoeira’ publicado apenas no site Clube de Autores e Kindle da Amazon, que não são exatamente uma editora, pois apenas publicam a obra revisada e com acabamento montado pelo escritor. E exigem apenas uma determinada diagramação e tipo de arquivo”.

Para Denise, a experiência é interessante e prazerosa. Mas requer muito trabalho de divulgação, principalmente em redes sociais, algo que não é tão árduo para o escritor quando se tem uma editora de mercado.

Henrique Komatsu é autor de um livro bem sucedido: “A menina que viu Deus”. Ele se tornou autor independente, por que “havia e há ainda uma vontade – uma vontade um pouco doentia, confesso – de ver o texto ganhar a forma de um livro acabado. É um fetiche, um desejo, como se o texto só se tornasse obra uma vez publicado. Para satisfazer esse desejo irrefreável, tornei-me autor independente”.

Livro publicado e bem aceito, neste ano, “A Menina que Viu Deus” sairá pela Confraria do Vento. Komatsu conta que “esse é um livro que publiquei de maneira independente em plataforma digital. Chegou a ficar pouco mais de um ano na lista de livros infantis mais baixados no iTunes Brasil. Agora vai ganhar uma nova mídia: o papel. Oxalá.  A Confraria do Vento é uma editora que trabalha de maneira muito próxima, franca com o escritor. Estou acompanhando todo o processo”.

O que a edição independente oferece? E o que exige? Segundo Komatsu, a edição independente é mais livre. Muito livre. E isso é um risco, eu acho. O risco reside no fato de que pode se tornar um meio de apenas extravasar o desejo de ter o livro publicado. Editar um e-book na plataforma Kindle, por exemplo, é bastante simples, embora um pouco trabalhoso, e permite ao autor dar a forma que quiser ao livro. Essa ‘forma que quiser’ é uma faca de dois gumes, pois no meu caso, percebi que havia uma forte tendência em apenas dar contornos ao fetiche, esquecendo-me de atentar para os possíveis leitores.

“A Menina que viu Deus’ foi publicada originalmente apenas na versão digital e disponibilizada gratuitamente. A experiência como autor independente é uma grande experiência. O retorno que você tem dos leitores na publicação independente virtual é mais imediato, mais capilarizado que no caso da edição em papel. Há uma efetiva disseminação da obra, sem as restrições orçamentárias que a edição tradicional impõe. Essa liberdade é uma experiência interessante. Até para você medir se a publicação alcança alguém além de você mesmo”.

Como divulgar livros na imprensa

14/6/2015 – 22:41h

Estão abertas as inscrições para o curso “Como divulgar seu livro no jornal: curso de assessoria de imprensa para escritores”. A atividade acontece de 6 a 27 de julho, sempre às segundas-feiras, das 18h30min às 20h30min, no Espaço Metamorfose (Av. Getúlio Vargas, 1691, Menino Deus, Porto Alegre/RS). O investimento é de R$ 180,00 ou duas parcelas de R$ 95,00 para os primeiros dez inscritos das vinte vagas disponíveis. As inscrições devem ser feitas pelo site www.metamorfosecursos.com.br.


Direcionado para escritores independentes e pequenos editores, o curso visa a instrumentalização para a profissionalização de uma importante etapa da cadeia produtiva do livro: a divulgação na imprensa. Entre os assuntos abordados, estão a produção de materiais de divulgação de livros e escritores para a imprensa (jornal, revista, rádio, TV, blogs e sites); o que é assessoria de imprensa e como ela trabalha com o mercado de livros; etapas da divulgação; como nutrir relacionamento com os veículos e jornalistas; as técnicas e os recursos necessários para agregar valor ao nome do autor e ao de sua obra; as estratégias de comunicação mais eficientes para a imprensa especializada e muito mais. O curso será ministrado por Vitor Diel, assessor de imprensa dedicado ao mercado literário e editor da fanpage Literatura RS (facebook.com/literaturars) — que assume a produção do curso em parceria com a Metamorfose Cursos. Este é o segundo evento a levar a marca Literatura RS para fora da rede social. Em abril, um debate na Palavraria Livros & Cafés, em Porto Alegre, reuniu o editor Vitor Diel, a escritora Gabriela Silva e o jornalista Carlos André Moreira em torno de assuntos relacionados à literatura contemporânea do Rio Grande do Sul.

Literatura RS

Lançada em dezembro de 2014, a fanpage Literatura RS publica conteúdo próprio e compartilha links e informações sobre a literatura gaúcha e o mercado editorial do Rio Grande do Sul. Na pauta da página, estão lançamentos de autores e editoras gaúchas; entrevistas exclusivas com escritores, editores, ilustradores e quadrinistas; calendário de feiras, eventos e oficinas espalhadas pelo Estado, e a divulgação de autores em literatura de ficção, quadrinhos, literatura infantil, pesquisas acadêmicas, poesia, crônica, livros-reportagem e outros gêneros. Autores gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul ainda não publicados também têm espaço, possibilitando a divulgação de novos talentos e sua aproximação com leitores e editores.

Metamorfose Cursos

A Metamorfose Cursos é uma agência de produção, organização e divulgação de cursos presenciais e online, com sede em Porto Alegre/RS. Seu objetivo é promover o desenvolvimento pessoal e profissional através de palestras, oficinas, cursos e grupos nas áreas de criação, cultura, empreendedorismo, comunicação e qualidade de vida. Para os cursos presenciais, foi desenvolvido o Espaço Metamorfose, localizado no Bairro Menino Deus (Av. Getúlio Vargas, 1691), que conta com um ambiente de aprendizado adequado para cursos livres com até 20 pessoas, oficinas, workshops ou grupos de estudo. Para os cursos online, a Metamorfose funciona em parceria com a wwcursos, que desde 2012 promove cursos de escrita a distância com um material interativo exclusivo e de reconhecida qualidade, atendendo a alunos de todo o país.

O professor

Vitor Diel é jornalista, nascido em Porto Alegre, em 1982. Assessor de imprensa dedicado ao mercado editorial, autor da coletânea de crônicas “Granada” (Armazém de Livros, 2008) e co-editor de “Pé de Sapato: histórias de muitas histórias” (Armazém de Livros, 2007). Participa da coletânea de contos “101 que contam” (Nova Prova, 2004) e já teve artigos publicados em jornais e revistas como Zero Hora e Revista Simples. Cursa Especialização em Literatura Brasileira na UFRGS e edita a fanpage Literatura RS (facebook.com/literaturars).

Os conflitos de um garoto superdotado

11/6/2015 – 23:08h

A Editora Biruta apresenta ao mercado literário a história de “b”, um adolescente superdotado, solitário, que vive com a avó e com o cachorro Tobias enquanto luta para lidar com o mundo lá fora. A autora do livro, Milu Leite, faz uso da metalinguagem de maneira bastante dinâmica e divertida, abordando questionamentos sobre os limites entre ficção e realidade, verdade e mentira, solidão e inclusão, utilizando os mesmos personagens de O dia em que Felipe sumiu, seu livro anterior, agraciado em 2006 com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil.

Bernardo, um adolescente superdotado, vive as descobertas e os conflitos de alguém que não encontra lugar em seu meio e se refugia na literatura, escrevendo uma história cujos personagens são inspirados em um grupo de jovens que ele observa da janela de seu apartamento. Em “O dia em que b apareceu”, a escritora e jornalista Milu Leite traz uma novela policial que lança mão da metalinguagem para falar da forma como uma obra pode ser escrita: em duas narrativas que ocorrem simultaneamente. As ilustrações são de Sergio Magno.

Seu primeiro grande achado é utilizar os mesmos personagens de O dia em que Felipe sumiu, seu livro anterior, agraciado em 2006 com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil (3º lugar), uma história escrita por Bernardo (o mencionado b do título), agora sob a óptica de um autor-narrador-personagem revelado em sua intimidade. A história contada por “b” gira em torno da investigação empreendida pelos amigos Dora, Hipotenusa, Farelo, Felipe e do cachorro Tobias, a fim de elucidar o desaparecimento de um músico famoso na década de 70.

Com habilidade, Milu vai costurando as duas narrativas, que não escapam do desafio de compor um painel muito particular da vida de um garoto e sua obra, propondo um instigante questionamento dos limites entre ficção e realidade, verdade e mentira, solidão e inclusão. As tipografias em cores diferentes facilitam o entendimento das sequências, bem como as ilustrações recortadas e bastante vivas de Sergio Magno que conversam muito bem com a trama, num tom bem-humorado.

O livro tem 108 páginas, custa R$ 36,00 e o interessado em comprá-lo pode consultar o site www.editorabiruta.com.br para saber onde encontrar.