A crise afeta o setor editorial

4/6/2015 – 19:40h

Pesquisa nacional aponta que:

As editoras diminuíram o volume de lançamentos para garantir produtividade em 2014 com uma redução de 8,5% no total de títulos novos.

A tiragem média, no entanto, cresceu 9,3%, o que garantiu uma produção idêntica a 2013.

Errar o mínimo possível foi a palavra de ordem do setor editorial que praticamente não registrou crescimento no ano passado.


Esse quadro pode ser traçado a partir das informações contidas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro” 2015, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2014. A pesquisa é realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL). O levantamento foi divulgado dia 03 de junho na sede do SNEL, no Rio de Janeiro.

De acordo com a pesquisa, o crescimento nominal do setor editorial brasileiro em 2014 foi de 0,92%, resultado de um volume de vendas que gerou um faturamento total de R$ 5.4 bilhões. Esse resultado significa um crescimento real negativo de 5,16%, considerada a variação de 6,41%  do IPCA no ano passado. O resultado foi muito impactado pelas vendas ao Governo, que tiveram uma variação negativa de 16% na comparação anual.

Considerando somente as vendas ao mercado, o preço médio corrente dos livros cresceu 8,22%, um aumento real de 1,7% em 2014. No acumulado dos últimos 10 anos, o preço médio dos livros diminuiu aproximadamente 40%.

A pesquisa também apresenta dados de vendas dos livros digitais no Brasil, que possui hoje um acervo de 35.000 títulos nacionais, com vendas de R$ 17 milhões. Estes dados correspondem somente aos resultados obtidos juntos às editoras que responderam e não o universo total do mercado. O SNEL e a CBL pretendem realizar um Censo do Livro Digital em 2016.

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