Fim de semana com arte e literatura

Entrada do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte - Foto: O Tempo

25/6/2015 – 19:56h

Como em um livro, a cidade de Belo Horizonte, já conhecida nacionalmente pela efervescência cultural, deu início a mais um capítulo desta história com a realização do 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH), que vai de hoje, 25/6, até domingo, 28/6, no Parque Municipal e no Teatro Francisco Nunes, entre outros espaços espalhados pela cidade.

A população vai encontrar uma grande variedade de atividades e encontros com nomes de peso da literatura nacional e internacional. A programação conta com conferências, palestras, mesas de debate, sessões de autógrafos, lançamentos exposições, teatro, música, cinema, performances, intervenções urbanas, oficinas, entrevistas, saraus, narrações de histórias e, principalmente, muitos encontros. Todas as atividades do FLI-BH são gratuitas.

Leia abaixo alguns dados que vão orientar sobre como participar deste Festival que, com certeza, será um marco em Belo Horizonte.

Importante saber

– Pessoas muito dedicadas à literatura planejaram e estão conduzindo o evento: Afonso Borges e Leida Reis.

– A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e a Fundação Mineira de Cultura são os órgãos que realizam o Festival.

– O tema do FLI BH é “Imagina o mundo, imagina a cidade”. Esta primeira edição faz homenagem ao escritor Carlos Drummond de Andrade, que levou Minas para além de suas montanhas.

– A premiada ilustradora de livros infantis, Marilda Castanho, criou a identidade visual do evento, onde predomina o azul. O tipo de letra do nome FLI BH  é criação de outro conhecido ilustrador, Flavio Fargas. Ambos são de Belo Horizonte.

– Toda a programação é gratuita e, dia a dia, hora por hora, pode ser consultada no site www.flibh.com.br.

– O FLI BH traz à capital mineira escritores, ilustradores, críticos e especialistas em literatura, além de leitores, de vários lugares do Brasil e do exterior. Entre os escritores, vale destacar a presença dos premiados Milton Hatoum, Ana Miranda, Elisa Lucinda, Marina Colasanti, Humberto Werneck, Eric Nepomuceno, Ana Martins Marques, Chacal, Carlos de Brito e Mello e Luiz Ruffato, além de Yolanda Reyes (Colômbia), Inês Pedrosa (Portugal), Juan Pablo Villalobos (Espanha) e Teresa Cárdenas (Cuba).

– O fotógrafo Daniel Mordzinski também faz parte do festival com a exposição “Cidades Escritas”, com textos de Afonso Borges. Mordzinski dedica-se há mais de 30 anos a retratar escritores e escritoras pelo mundo em busca de compor um verdadeiro “atlas humano da literatura”. Já fotografou grandes nomes, como Gabriel Garcia Marquez, Luis Sepulveda, Mario Vargas Llosa, José Saramago e Jorge Luis Borges.

– Os premiados Fábio Moon e Grabiel Bá realizam uma oficina e fazem uma participação especial na conferência do Milton Hatoum. Os irmãos gêmeos são os quadrinistas brasileiros mais reconhecidos da atualidade.

Estão abertas as inscrições para as oficinas temáticas voltadas para profissionais que lidam com a formação de leitores ao incentivo à criação literária e artística. Para a oferta dessas atividades estarão presentes Aline Cântia, Joca Reiners Terron, Fábio Moon e Gabriel Bá, Ana Elisa Ribeiro, Luiz Percival Leme Britto e Léo Cunha, dentre outros. As inscrições para as oficinas são gratuitas e podem ser feitas pelo site flibh.com.br/oficinas

– Um dos parceiros do FLI-BH é o Sesc, que vai oferecer uma programação de narrações de história, mesa de debate e também a apresentação musical que fechará o festival, o espetáculo de José Miguel Wisnik com Ná Ozzetti. O show faz parte do projeto “Literaturas: questões do nosso tempo”, do Sesc Palladium, e está inserido na Circula Cultura, parceria entre o Sesc e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC). Fazem parte do CD e do show de Ná e Zé citações de Fernando Pessoa, Oswald de Andrade, Paulo Leminski e Cacaso.

– Além deste projeto, mais outras duas atividades do Sesc compõem o FLI-BH. O “A palavra é…” apresenta uma proposta de encontros de literatura e de outras áreas do conhecimento para discutir, a cada edição, os significados e usos de determinadas palavras da língua portuguesa.

– Já o “Contação de Histórias” contribui para a transmissão da literatura oral e para a promoção de atividades relacionadas à leitura. São apresentadas fábulas, contos populares ou folclóricos, contos e cantigas infantis, de modo a instigar a imaginação e a fantasia, ao mesmo tempo em que diverte, entretém, ensina e educa. Mais informações sobre esses projetos podem ser encontradas no site cesse www.sescmg.com.br.

– A primeira edição do FLI-BH se junta a eventos como Festival Internacional de Teatro (FIT), Festival de Arte Negra (FAN), Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e Virada Cultural e passa a integrar o calendário de grandes eventos promovidos pela Fundação Municipal de Cultura.

Números do FLI-BH

103 ações Pré FLI-BH
118 escritores/ pesquisadores / artistas
60 lançamentos de livros
34 mesas/palestras
40 rodas de leitura e narrações de histórias
14 espetáculos / performances / saraus
14 filmes na mostra Interseções: Cinema e Literatura
11 oficinas especializadas
17 oficinas de sensibilização
3 exposições
2 feiras de livros
2 praças e 1 feira de alimentação.

Programe o FLI BH para o seu final de semana. É certo que vai gostar.