Os destaques do Salão do Livro

10/6/2015 – 12:19h

Começa hoje no Rio de Janeiro, a 17ª edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Durante 12 dias, escritores, ilustradores e especialistas em literatura infantil e juvenil participarão de uma diversificada programação de lançamentos de livros, exposições, debates, bate-papos com autores e performances de ilustradores. O evento será realizado de 10 a 21 de junho no Centro de Convenções SulAmérica. Na cerimônia de abertura do evento, hoje, serão entregues os certificados aos escritores e ilustradores vencedores da 41ª edição do Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: são 17 títulos premiados, produzidos em 2014 por 13 editoras, divididos em 18 categorias.

Primeira edição de "Alice no País das Maravilhas"

Ilustração de Alice e demais personagens do livro publicada em 1890

* Entre os destaques do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens está uma exposição para homenagear a obra “Alice no País das Maravilhas”, escrita por Lewiss Carroll (pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson), que completa 150 anos desde sua primeira publicação em 4 de julho de 1865, no Reino Unido. Na exposição, haverá edições de livros nacionais e estrangeiras trazidas de Bolonha, na Itália, especialmente para o Rio de Janeiro.

* Um grupo de talentosos profissionais, de estilos diversificados, participa de mais esta edição do Salão FNLIJ com a Performance de Ilustradores. Leitores acostumados a conviver com estes artistas, através das ilustrações dos livros infantis, no evento, vão acompanhá-los a desenhar livremente e a cada traço. O tema da performance é o Rio de Janeiro.

* O Salão vai premiar melhores projetos de leitura para crianças e jovens. O concurso FNLIJ Os Melhores Programas de Leitura para Crianças e Jovens terá um dia na programação do 17º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, onde acontecerá a cerimônia de entrega dos certificados de sua 20ª edição. O concurso é pioneiro no Brasil em reconhecer e valorizar as iniciativas da sociedade civil em prol da formação de leitores.

* O 17º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós vai promover quatro dias de debates dirigidos aos educadores, bibliotecários e outros profissionais dedicados à promoção da literatura infantil. Os principais temas são:

15/06 – A Literatura Infantil e Juvenil e a Formação de Leitores na América Latina.

16/06 – 12º Encontro de Escritores Indígenas
17/06 – Escritor, Literatura e a Escola. Mesa de Debates sobre a Arte de Escrever.
18/06 – As Práticas de Formação de Leitores. Os Melhores Programas de Leitura para Crianças e Jovens.

* O Salão FNLIJ receberá como convidados um coletivo de países latino-americanos: representantes da Argentina, Colômbia, Cuba, Peru, Uruguai e Venezuela vão apresentar um panorama de sua produção literária para crianças e jovens em um estande coletivo, onde serão expostos seus livros de literatura infantil e juvenil. Participarão escritores, ilustradores e especialistas, que traçarão um panorama da literatura infantil e juvenil de seus países.

Livros para a tela dos tablets

7/6/2015 – 21:01h

Comentários e informações sobre os livros eletrônicos, ebooks, são constantes no blog. Hoje, vou apresentar uma editora especializada na produção de livros infantis para serem lidos especialmente nas telas dos tablets.

Estes portáteis já se transformaram numa febre entre as crianças, por isso a Editora Pipoca está aproveitando bem desta tendência. Seu catálogo consta de sete livros disponíveis, na versão completa, na iBookstore. No Google Play, oferece também a versão simplificada, sem recursos de áudio, animação ou interação. Mas, atenção: estes recursos  ajudam a despertar o interesse da criança pelos livros e permitem, em vários casos, que ela ouça a história sozinha.

A Editora Pipoca (www.editorapipoca.com.br) tem parcerias com Árvore de Livros, Leiturinha Digital e Nuvem de Livros. Os mais recentes lançamentos são ‘Era uma vez uma Bruxa’ e ‘O que você quer ser quando comer?’

“O que você quer ser quando comer”?

Como num passe de mágica, Miguel acompanha as pessoas se transformando no alimento que acabaram de engolir. Tem adulto virando paçoca e criança parecendo bolacha. Tem até gente com cara de sorvete! E então, já escolheu o seu alimento?

Autor: Marcelo Jucá

Ilustração: Otacoiza

Onde comprar:  iBookstore ($ 4,99) e Google Play (R$ 10,00)

“Era uma vez… uma bruxa”

O que acontece com uma bruxa sem um conto de fadas? E se ela se atrasar, não tiver seu próprio “Era uma vez”, e precisar se contentar com uma história de segunda mão? Oras, bruxa ou não, é preciso lidar com a realidade – ou com a fantasia – e virar a mesa em busca de suas próprias aventuras.

Autora: Carla Chaubet

Ilustração: Marcela Briotto

Onde comprar:  iBookstore ($ 4,99) e Google Play (R$ 10,00)

Mercado editorial caminha para a recessão

4/6/2015 – 19:44h

O baixo crescimento do mercado de livros digitais no Brasil é surpreendente.

Estimado em R$ 5,4 milhões, o mercado editorial brasileiro está entrando em recessão. Segundo a pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, feita pela Fipe por encomenda do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e Câmara Brasileira do Livro (CBL), o crescimento real em 2014, ano base do levantamento, foi negativo: 5,16% menor do que em 2013.

A última queda, de 2,6%, havia sido registrada em 2012. Se descontarmos o que se faturou com vendas para o Governo (R$ 1,2 bi) – elas são sazonais – o crescimento foi de 0,86%, já descontada a inflação do período. No ano anterior, o desempenho do mercado foi nulo e o Governo foi responsável pelo crescimento de 1,52%. “Recessão é quando temos dois anos negativos, mas acho que podemos falar, sim, em recessão porque sabemos que 2015 vai ser ainda mais difícil. O Plano Nacional do Livro Didático é o único obrigatório, os outros programas dependem de dotação orçamentária, e muito provavelmente vamos ver quedas de vendas para o Governo”, explica Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel.

Para Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, esta é uma crise da qual o setor não poderia escapar. Mas ele é otimista. “Podemos superá-la formando novos leitores. Fico chateado com esses números, mas temos bons tempos pela frente e algo que temos de fazer é colocar o Plano Nacional do Livro e Leitura para funcionar. Infelizmente, ele só anda para o lado”, disse.

Se o faturamento do mercado editorial brasileiro com os e-books saltou de R$ 3,8 milhões em 2012 para R$ 12,7 milhões em 2013, no ano seguinte ele atingiu a marca dos R$ 16,7 milhões, com o setor de obras gerais liderando a lista com faturamento superior a R$ 10 milhões, seguido por Científico, Técnico e Profissional (R$ 4,8 mi), Didáticos (R$ 1,1 mi) e Religiosos (R$ 313 mil).

As editoras que responderam disseram que venderam 1,2 mi de conteúdos digitais. O faturamento com PDF e ePub foi de R$ 16,4 mi e com aplicativos, de R$ 307 mil. Embora em ascensão, o mercado digital representa apenas 0,3% do faturamento das editoras com a venda de livros impressos – incluindo, aí, governo e mercado.

Esses números, no entanto, não dão uma boa amostra. “Não temos uma base capaz de extrapolar e fazer inferência estatística. Apresentamos os números dados pelas editoras, mas Snel e CBL estão discutindo a contratação de um Censo do Livro Digital em 2016 para conhecer os números reais de 2015”, disse Marcos Pereira.

Diretor também da Sextante, Pereira diz, agora como editor, que o baixo crescimento do mercado de livros digitais no Brasil é muito surpreendente. “Imaginávamos que ele teria mais relevância do que tem hoje. É difícil responder o motivo, já que o brasileiro tem muitos tablets e leitores, mas o crescimento é mesmo muito baixo.”

Voltando ao livro impresso, houve um decréscimo de 0,81% no número de exemplares vendidos para mercado. Para o governo, ele é ainda maior: 9,23%. O preço médio do livro aumentou 1,7%, mas ainda assim ele é 43% menor do que em 2004. Foram produzidos, no ano passado, 19.285 novos títulos, uma variação de -8,54% em relação a 2013. Em número de exemplares, isso representa 90.891.196 mil cópias. As reimpressões são mais expressivas: 41.544 títulos e 410.480.318 exemplares.

Segundo Marcos da Veiga Pereira, o que salvou o mercado em 2014 foram os didáticos e não houve, no segmento de obras gerais, nenhum título que representasse 5% ou 10% do mercado, portanto, nenhum fenômeno editorial. As livrarias (e seu e-commerce) ainda são responsáveis por 60% do faturamento das editoras (para vendas ao mercado). As distribuidoras aparecem na sequência (21,1%), porta a porta (5,38%), supermercado (1,62%), escolas (1,61%), igrejas e templos (1,43%), exportações (1,42%) e marketing direto (1,19%). Há, ainda, outros canais, como empresas, bancas, site da editora, bibliotecas privadas e venda conjunta com jornal, mas com valores inferiores a 1%.

“Torelli e eu trabalhamos com livros há muito tempo. Vivemos muitas crises e de repente passamos por um período de vacas gordas. Com o tripé economia estável, projeto educacional e distribuição de renda o mercado editorial cresce. A crise é passageira. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. Vamos enfrentá-la de cabeça erguida, sendo criativos e procurando alternativas. Se o Governo vai ter papel menor no mercado, vamos ver o que fazemos”, comenta Pereira. “Em outras épocas percebemos que é possível sair da crise. E mesmo com ela vemos, por exemplo, redes de livrarias expandindo”, completa Torelli.

Fonte: Portal Correio do Povo/Porto Alegre

A crise afeta o setor editorial

4/6/2015 – 19:40h

Pesquisa nacional aponta que:

As editoras diminuíram o volume de lançamentos para garantir produtividade em 2014 com uma redução de 8,5% no total de títulos novos.

A tiragem média, no entanto, cresceu 9,3%, o que garantiu uma produção idêntica a 2013.

Errar o mínimo possível foi a palavra de ordem do setor editorial que praticamente não registrou crescimento no ano passado.


Esse quadro pode ser traçado a partir das informações contidas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro” 2015, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2014. A pesquisa é realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL). O levantamento foi divulgado dia 03 de junho na sede do SNEL, no Rio de Janeiro.

De acordo com a pesquisa, o crescimento nominal do setor editorial brasileiro em 2014 foi de 0,92%, resultado de um volume de vendas que gerou um faturamento total de R$ 5.4 bilhões. Esse resultado significa um crescimento real negativo de 5,16%, considerada a variação de 6,41%  do IPCA no ano passado. O resultado foi muito impactado pelas vendas ao Governo, que tiveram uma variação negativa de 16% na comparação anual.

Considerando somente as vendas ao mercado, o preço médio corrente dos livros cresceu 8,22%, um aumento real de 1,7% em 2014. No acumulado dos últimos 10 anos, o preço médio dos livros diminuiu aproximadamente 40%.

A pesquisa também apresenta dados de vendas dos livros digitais no Brasil, que possui hoje um acervo de 35.000 títulos nacionais, com vendas de R$ 17 milhões. Estes dados correspondem somente aos resultados obtidos juntos às editoras que responderam e não o universo total do mercado. O SNEL e a CBL pretendem realizar um Censo do Livro Digital em 2016.

Leia mais: clique à direita na categoria Pesquisa deste blog para ler uma análise completa sobre a recessão que ameaça o mercado editorial.

Wallpeople 2015 promove arte e escrita

2/6/2015 – 21:35h

O evento global gratuito está marcado para o dia 6 de junho, às 14h, em São Paulo, Largo da Batata, com organização do coletivo “olheosmuros”. O tema deste ano será “Escrevendo Muros” e qualquer forma de arte será bem-vinda: lambe-lambe, fotografia, tela, ilustração, poesias e todas as formas de arte que casem com a escrita.

No dia 6 de junho, o Wallpeople – evento criado em Barcelona, que tem como objetivo desenvolver arte urbana e reivindicar o espaço público como meio de expressão e interação das pessoas – ocorrerá no Largo da Batata, em São Paulo, das 14h às 18h. O tema deste ano será “Escrevendo muros”, com organização da equipe do coletivo-colaborativo olheosmuros.

Nas edições de 2013 e 2014, cerca de 500 pessoas participaram dos eventos. E, neste ano, serão criadas histórias colaborativas na rua, onde as palavras se tornarão protagonistas dessas histórias que serão escritas em várias cidades ao redor do mundo. O evento global contará com a presença de grafiteiros, músicos, food truck, bike food, palhaços, poetas e muita arte urbana.

“O Wallpeople 2015 vai unir histórias e criar vínculos com os apreciadores de toda forma de arte e texto. Assim como o Wallpeople, o olheosmuros dissemina a ideia de que a arte urbana é necessária para sairmos do piloto automático do dia-a-dia e percebermos a provocação que ela nos causa no caos urbano; a arte e a escrita são necessárias para ouvirmos o recado das ruas”, explica Eduardo Perazza de Medeiros, idealizador do olheosmuros.

Como participar

1. Qualquer pessoa pode participar. Vá para o Largo da Batata, ao lado do muro do Mercado, no dia 6 de junho, às 14h.

2. Você vai encontrar três histórias já iniciadas no muro. Escolha uma.

3. Pense em uma continuação para a história, de modo que ela siga fazendo sentido, e cole-a no muro.

4. Leia outras histórias e participe delas também.

5. Seja criativo: crie, invente, produza. Além das histórias coletivas, haverá espaço para outros trabalhos. Você pode reinterpretar uma obra literária em uma ilustração, fazer estêncil de um poema ou um tributo a algum autor ou livro, etc.

6. Em cada história, você vai encontrar uma pessoa da organização do Wallpeople, que vai lhe dar todo apoio e materiais necessários para você colaborar com as histórias. Lembre-se que as letras devem ser legíveis e grandes para que possam ser lidas com facilidade.

Atenção: Caso chova, o evento será remarcado.

Sobre o olheosmuros

O olheosmuros é um projeto colaborativo brasileiro criado em 2009, com base em São Paulo, e que reúne frases e arte urbana grafitadas nos muros das cidades, usando-as como inspiração para discutir a vida urbana e a relação das pessoas com as cidades. Seu objetivo é fazer com que as pessoas observem a cidade e saiam do piloto automático, abrindo os olhos para um mundo que, muitas vezes, passa despercebido por conta da rotina.

12 dias de literatura para crianças e jovens

1/6/2015 – 19:46h

O 17º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens este ano ocorrerá entre os dias 10 a 21 de junho no Centro de Convenções SulAmérica. O evento, patrocinado pela Petrobras desde 2001 e com apoio da Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Educação, de Cultura e de Turismo, promoverá o 17º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, encontros com escritores, lançamentos de títulos, performances de ilustradores, palestras com autores e especialistas em literatura infantil e juvenil.

O Salão FNLIJ contará com três bibliotecas específicas para cada público (bebê, criança e jovem), além do Espaço FNLIJ de Leitura e do Espaço Petrobras do Ilustrador. O ingresso de entrada custa R$5,00.

A edição deste ano receberá como convidados um coletivo de países latino-americanos:  representantes da Argentina, Colômbia, Cuba, Peru, Uruguai e Venezuela vão apresentar um panorama de sua produção literária para crianças e jovens em um estande coletivo, onde serão expostos seus livros de literatura infantil e juvenil. Participarão escritores, ilustradores e especialistas, que traçarão um panorama da literatura infantil e juvenil de seus países.

Desde 2012, a FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) vem homenageando os países da América Latina com o objetivo de aproximar sua Literatura Infantil e Juvenil dos leitores brasileiros e vice-versa.

A convidada especial deste ano será a psicóloga, pedagoga e professora argentina Emilia Ferreiro. A professora, que exerceu importante influência na educação brasileira, vai participar do primeiro dia do 17º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, dedicado aos países homenageados.

A programação do Salão para os 12 dias de evento pode ser conhecida no site http://www.salaofnlij.org.br/

Para mais informações, o telefone é  (21) 2262-9130.