Dia de ouvir histórias

9/7/2015 – 17:01h

No Teatro Bradesco, em Beagá, no dia 12/7, se apresentam duas turmas de contadores de histórias, Trupe Maria Farinha e Abrapalavra, num único espetáculo.

O espetáculo “Amizade e outras histórias” é um encontro de quatro vozes. Os artistas da palavra e do som, Aline Cântia e Chicó do Céu, do grupo Abrapalavra, e Sandra Bittencourt e Babu Xavier, da Trupe Maria Farinha, reuniram suas histórias e canções para celebrar e compartilhar a arte de narrar.

Amigos de longa data, há muito, os narradores desejavam misturar suas pesquisas de contos e musicalidades e levar para o palco. Para este novo trabalho, que estreia dia 12 de julho, no Teatro Bradesco, o quarteto vai convidar o público para uma prosa acalantada pelas palavras, como nas antigas conversas ao redor da fogueira. Os contos e canções farão referência à amizade: de crianças, velhos, amores, bichos, reis e rainhas de todo o mundo.
Regidos pelo violão de Chicó do Céu e percussão de Babu Xavier, os contos – personagens principais do espetáculo, entrarão em cena carregados de imagens e sonoridades das palavras trazidas por Aline Cântia e Sandra Bittencourt.
Preços populares: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia. Ingressos serão vendidos na bilheteria do Teatro e também pela internet.

O espetáculo “Amizade e outras histórias” é um encontro de quatro vozes. Os artistas da palavra e do som, Aline Cântia e Chicó do Céu, do grupo Abrapalavra, e Sandra Bittencourt e Babu Xavier, da Trupe Maria Farinha, reuniram suas histórias e canções para celebrar e compartilhar a arte de narrar!

Amigos de longa data, há muito os narradores desejavam misturar suas pesquisas de contos e musicalidades e levar para o palco. Para este novo trabalho, que estreia dia 12 de julho, no Teatro Bradesco, o quarteto vai convidar o público para uma prosa acalantada pelas palavras, como nas antigas conversas ao redor da fogueira. Os contos e canções farão referência à amizade: de crianças, velhos, amores, bichos, reis e rainhas de todo o mundo.

Regidos pelo violão de Chicó do Céu e percussão de Babu Xavier, os contos – personagens principais do espetáculo, entrarão em cena carregados de imagens e sonoridades das palavras trazidas por Aline Cântia e Sandra Bittencourt.

Data: 12 de julho, domingo
Horário:  16h.
Ingressos:R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sábado, das 12h às 20h; e domingo, das 12h às 19h. A bilheteria funciona até 30 minutos depois do início do espetáculo. Formas de pagamento: dinheiro, todos os cartões de débito e crédito.Horário de abertura da plateia para entrada do público: 30 minutos antes do horário da apresentação.

Classificação:livre

Mais informações: (31) 3516-1360.

Contos infantis e aventuras da infância

7/7/2015 – 17:28h

Em seu novo livro, de 64 páginas, pela Editora Biruta, Luiz Antonio Aguiar reúne oito contos que retratam as peripécias e os conflitos de dois irmãos.


O Príncipe Reizinho é uma criança esperta e inteligente que gosta de enfrentar desafios imaginários e inventar brincadeiras com seu avô. A Princesa Tudo-Rosa, como o próprio nome diz, gosta de tudo o que chamamos de cor-de-rosa e vive no mundo da fantasia.

Em seu novo livro, Luiz Antonio Aguiar reúne oito contos que retratam as peripécias e os conflitos de dois irmãos, Olívia e Vicente. As histórias são narradas em terceira pessoa e trabalham temas como relacionamento familiar, cotidiano, fantasia e superação de medos.

Os pequenos leitores não terão dificuldades em se identificar com “As aventuras do Príncipe Reizinho e contos encantados da Princesa Tudo-Rosa”, pois cada cena retrata um momento comum da infância, como as brincadeiras, os amigos imaginários e a hora do banho.

As ilustrações ficam por conta de Laurent Cardon, que cativa o leitor com as cores vibrantes, os traços bem-humorados e a riqueza de detalhes.

Autor de cerca de 90 títulos, já ganhou diversos prêmios pelo mundo, como o Jabuti (1994); várias menções do Prêmio Altamente Recomendável, da FNLIJ; foi inscrito na lista de honra do IBBY (2007); o White Ravens (2008), a maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, na Alemanha. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC-RJ, é colaborador em jornais. Costuma ministrar oficinas de leitura e de criação literária por todo o país.

Veja onde comprar no site da editora: www.biruta.com.br

Como fica a literatura nas escolas?

5/7/2015 – 21:53h

A Feira Literária de Paraty (Flip) terminou no domingo, dia 5/7, com esta indagação. Entidades do livro lançaram o Manifesto “Brasil, Nação Leitora” e, através dele, expõem suas preocupações em relação à continuidade da política pública de inclusão da literatura no âmbito da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio, tendo em vista a imposição de cortes nas verbas do Ministério da Educação.

Brasil, Nação Leitora

“Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos, que inauguram a vida, como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária é proposição indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.”
Bartolomeu Campos de Queirós, in Manifesto por um Brasil Literário, 2009

A Associação Brasileira de Editoras de Livros Escolares, a Associação Nacional de Livrarias, a Câmara Brasileira do Livro, a Liga Brasileira de Editores e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, em nome de seus associados, vem manifestar sua preocupação em relação à continuidade da política pública de inclusão da literatura no âmbito da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio, tendo em vista a imposição de cortes nas verbas do Ministério da Educação.

A educação deve ser entendida no sentido amplo, sem se restringir a ensinar a criança a ler e a escrever, mas também a pensar, refletir e compreender. Através do hábito de leitura, a criança aumenta seu conhecimento sobre o mundo e se prepara para exercer sua cidadania.

Hoje, apenas 25% dos brasileiros alfabetizados são leitores plenos, o que significa que 75% não têm capacidade de compreender e interpretar textos, segundo dados do INAF — Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional.

Entendemos que a formação de leitores, assim como a constituição de acervos de bibliotecas escolares com livros de literatura devem ser prioridades nas ações do Estado e, portanto, do Ministério da Educação. Só assim poderemos equiparar direitos, garantindo a mesma qualidade na formação a todas as crianças e jovens brasileiros, independentemente da cidade onde vivem, das carências e desigualdades de cada região.

Um grande passo nesse sentido foi a criação, em 1998, do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), e seu desenvolvimento e aprimoramento ao longo dos últimos anos. Até 2014, este programa vinha cumprindo seu objetivo de “prover as escolas de ensino público das redes federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, no âmbito da educação infantil (creches e pré-escolas), do ensino fundamental, do ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), com o fornecimento de obras e demais materiais de apoio à prática da educação básica”. Na última década, o PNBE tornou-se um exemplo de sucesso na inclusão da literatura em sala de aula, e outros programas de igual importância foram também criados, como  o PNBE do Professor, o PNBE Periódicos, o PNBE Temático e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC).

Estes programas permitiram aos alunos de todo o país o acesso a uma grande diversidade de obras literárias, de escritores e ilustradores nacionais e estrangeiros, obras estas que foram avaliadas e selecionadas por profissionais especializados em literatura e educação. Permitiram também que editoras de todos os portes participassem do processo de seleção e tivessem a oportunidade de incluir seus títulos nestes programas.

Em 2015, porém, segundo informações recentes da Fundação Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela execução desses programas, não houve ainda a liberação de verbas para viabilizar tanto o PNBE Temático 2013, que já estava com contratos em andamento, quanto o PNAIC 2014 cujos livros já estavam selecionados e as editoras devidamente habilitadas para a negociação e o contrato. Lamentavelmente, o processo de avaliação dos livros inscritos para o PNBE 2015 também estagnou. De acordo com dados estimativos, as verbas destinadas ao PNBE Temático 2013 e do PNAIC 2014, em conjunto, representam menos de 1% do valor do corte orçamentário de R$ 9,4 bilhões sofrido pelo Ministério da Educação.

Além disso, o governo do Estado de São Paulo, em comunicado oficial, suspendeu a compra de livros para escolas e bibliotecas. Temos acompanhado notícias aterradoras de paralisia de ações em diversos estados e municípios, como o fim de um dos projetos mais emblemáticos do país, a Jornada Literária de Passo Fundo. Casos recentes que preocupam o caminho da transformação do Brasil pela leitura.

O atraso na execução desses programas e projetos já causa reflexos preocupantes na cadeia produtiva do livro, atingindo não somente editores e livreiros como também autores, tradutores, ilustradores, revisores e a indústria gráfica.

Entretanto, muito mais grave do que esse prejuízo tangível da cadeia produtiva do livro é o prejuízo incalculável e talvez irreparável causado a milhões de crianças e jovens brasileiros, que deixarão de receber livros de literatura em suas escolas, o que representará um grande retrocesso nas conquistas educacionais dos últimos anos e um dano irreversível ao pensamento livre e crítico da nossa população jovem.

Acreditamos que a leitura de livros de literatura, além de prioritária, é também um direito da criança e do jovem.

Quando a leitura literária for prioridade na Educação em nosso país poderemos clamar: Brasil, Pátria Educadora, Nação Leitora.

Paraty, 3 de julho de 2015

Em Belo Horizonte, o sábado é de Alice

Ilustrações de Adriana Peliano para a edição da Zahar de 150 anos de Alice no país das maravilhas

Dia 4/7 é um dia dedicado ao criador de Alice, o matemático, fotógrafo e escritor inglês Lewis Carroll. Em Belo Horizonte, no Memorial Minas Gerais / Vale, localizado na Praça da Liberdade, 640, durante todo o dia, de 10:00 às 18:00 horas, será realizado um grande evento, com literatura e poesia, artes plásticas, música, performances, intervenções e diversões. É o Carrollsday criado pela atriz Beatriz Mom. Um dia de intensa programação dedicada a celebrar o escritor inglês, Lewis Carroll, autor do clássico “Alice no país das maravilhas”, que este ano comemora 150 anos de circulação e atravessa várias por gerações de leitores e fãs.

Programação:

10h às 18h

Momtabuleiro – instalação de Beatriz Mom convidando o público a participar de uma partida de xadrez absolutamente sem lógica.

Edições Especiais de Alice – exposição de livros organizada por Diná Araújo (Sala de Leitura).

Alices ilustradas – projeção de ilustrações de Alices por 150 ilustradores, selecionadas por Adriana Peliano, com trilha sonora de Paulo Beto.

Alice no Cinema – mostra de filmes inspirados na obra literária e selecionados por Cristiane Lage (Midiateca).

10h30: Chá com Alice: uma viagem pelo mundo imaginário – leitura e oficina de ilustração, com Érica Lima e Louise Goodman.

11h às 17h: Um chá muito louco – performances de Shima e seus convidados: Agnes Farkasvolgyi, Christina Fornaciari, Grupo Indigestão, Júlia Panadés, Rafael Bandeira e Sílvia Amélia.

14h: Alice no país das maravilhas – lançamento da edição comemorativa 150 anos (Editora Zahar), com ação surpresa da ilustradora do livro, Adriana Peliano.

16h: Grand Slam de Poesia: Quem é você? Coordenação de Mariana Lage e apresentação de Guilherme Morais. Não é preciso fazer inscrição prévia.

Mais informações pelo telefone 3024-7768

A edição comemorativa dos 150 anos

A Editora Zahar está lançando uma edição de luxo limitada de “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Através do espelho e o que Alice encontrou por lá”, ambas as histórias de autoria de Lewis Carrol, para comemorar os 150 de lançamento da obra. Esta edição tem colagens da artista Adriana Peliano (que participa do Carrolsday, em Belo Horizonte) sobre as ilustrações originais de Sir. John Tenniel.

Alice, edição comemorativa 150 anos reúne em um só volume as duas obras mais emblemáticas de Lewis Carroll: “Alice no País das Maravilhas” e “Através do espelho e o que Alice encontrou por lá”. A edição traz texto integral em excelente tradução, que foi vencedora do Prêmio Jabuti, além de projeto gráfico primoroso em dupla face, capa dura e com ilustrações de uma especialista e habitante do mundo de Alice: Adriana Peliano, artista plástica e presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.

Peliano utilizou a colagem como técnica para recriar o inesgotável caleidoscópio de Alice a partir das ilustrações originais de John Tenniel, com referências variadas que vão desde Salvador Dalí, M.C. Escher, Hieronymus Bosch até a arte pop. O resultado são cerca de 130 ilustrações que fisgam e provocam o leitor, convidando-o a jamais deixar de seguir o Coelho Branco. Um presente para os fãs de Alice!

A edição custa R$ 79,90 e pode ser comprado no site http://www.zahar.com.br/livro/alice-edi%C3%A7%C3%A3o-comemorativa-150-anos

Uma dica de leitura

No Portal ZH Entretenimento, os fãs de Alice vão encontrar uma reportagem especial. A repórter Fernanda Gabrauska conversou com especialistas, pesquisadores e com a bisneta da Alice original sobre a relevância da obra ainda hoje. Clique neste link para ler a matéria.

http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/07/nos-150-anos-de-alice-no-pais-das-maravilhas-entenda-a-importancia-da-obra-4793584.html

Maurizio Manzo e os “Exercícios da Imaginação”

2/7/2015 – 19:34h

Autor convida para o lançamento de seu livro pela Editora Miguilim, no sábado, dia 4/7, na Livraria Usina das Letras, em Belo Horizonte.

O ilustrador e designer gráfico Maurizio Manzo lança o livro “Exercícios da Imaginação”, publicado pela Editora Miguilim, de Belo Horizonte, e que marca sua estreia como autor completo de uma obra.  Manzo escreveu os textos, produziu as ilustrações e criou a capa e o projeto gráfico do livro, além de registrar em fotografias o processo da elaboração dos desenhos e quadros.

O lançamento de “Exercícios da Imaginação” em Belo Horizonte será sábado, dia4, a partir de 17 horas, na livraria Usina das Letras, que integra o complexo cultural do Cine Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1.581 – Lourdes – telefone 2511-7151). A sessão de autógrafos terá, ainda, uma exposição com as ilustrações originais produzidas para o livro. A entrada é franca.

“Exercícios da Imaginação” retrata em imagens e palavras um momento na vida de dois personagens: Rosa, uma senhora que vive sozinha em seu apartamento, e um artista – um pintor – que mora no prédio vizinho. Através das janelas dos apartamentos, Rosa pode acompanhar alguns movimentos e o processo criativo do pintor. Dessa observação, ela passa a imaginar como seriam os outros momentos da vida do pintor. O que ela não sabe é que também pode estar sendo observada.

Os ambientes de “Exercícios da Imaginação” foram inspirados nos cenários arquitetônicos da cidade italiana de Camogli, uma das Cinque Terre da Ligúria.

As palavras e imagens “Exercícios da Imaginação” não apenas brindam o leitor com momentos de beleza e emoção, como também o convidam a uma lúdica e prazerosa reflexão sobre temas referentes ao relacionamento humano: proximidade e solidão; criação artística e a vida no dia a dia; a paisagem na janela e sua recriação nas telas; palavras e silêncios; e a vida ativa e o envelhecimento.

“Há dois exercícios da imaginação neste livro”, observa com precisão Odilon Moraes, que assina o texto da contracapa. “Um, do autor, aqui impresso. Outro do leitor, que tem nas mãos três registros diferentes. O primeiro pessoal, em palavras, escrito por Rosa. Outro, também pessoal, mas feito só de imagens produzidas pelo artista que é observado por essa senhora. E ainda um terceiro feito por um narrador que nos apresenta a história. É o leitor que constrói o livro ao cruzar os três registros. É o exercício de sua imaginação que faz a verdadeira história”.

Além de marcar a estreia de Manzo como escritor, “Exercícios da Imaginação” traz inovações à linguagem do design editorial, entre elas, o uso de diferentes tipos de papel, cada um deles associado a um personagem, situação ou sentimento; a variação das fontes tipográficas para impor o ritmo da narrativa, a acomodação da folha de rosto, a utilização da fotografia digital, a narrativa em dois planos e a apropriação de recursos cinematográficos e dos quadrinhos.

Exposição na Europa

O artista tem ainda outro motivo para comemorar, além de sua estreia como autor de histórias: outra publicação da Editora Miguilim, “Isca de Pássaro é Peixe na Gaiola”, de Antonio Barreto, e com ilustrações, capa e projeto gráfico assinados por Manzo, foi selecionado para a Bienal de Ilustrações de Bratislava (BIB), que acontecerá de 4 de setembro a 25 de outubro na capital da Eslováquia.

Parcerias consagradas

Antes de sua estreia como autor de histórias, Maurizio Manzo desenvolveu uma premiada carreira como ilustrador e designer gráfico, trabalhando em parceria com reconhecidos escritores, mineiros e de outros estados.  O artista ilustrou mais de 50 publicações, entre elas “Isca de Pássaro é Peixe na Gaiola”, Editora Miguilim (2013), “A menina da Chuva”, de Joana Cavalcanti (projeto gráfico, capa e ilustrações – Editora Miguilim, 2014), “Lua no Varal”, de Antonio Barreto (projeto gráfico e capa, Ed. Miguilim, 2013), “As Sete Saias da Lua”, de Joana Cavalcanti (projeto gráfico, capa e ilustrações – Ed. Miguilim, 2011), “Flora”, de Bartolomeu Campos de Queirós (projeto gráfico e ilustrações – Ed. Miguilim, 2002) e “Classificados Poéticos”, de Roseana Murray (projeto gráfico e ilustrações – Ed. Miguilim, 2002).

Trajetória do artista

Maurizio Manzo nasceu em Vigevano, Itália, passou a adolescência em Santiago do Chile e vive em Belo Horizonte desde a sua juventude. Iniciou suas atividades de ilustrador e designer gráfico nos anos 80, participando de salões de arte contemporânea e exposições coletivas, sendo uma das primeiras junto aos artistas contemporâneos de Franca/SP. Participou de exposições individuais e coletivas em Belo Horizonte e de bienais de design gráfico em São Paulo e também da 1ª Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro. Em 1982 recebeu Menção Honrosa no 5º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente/SP e participou de outros salões de artes plásticas de São Paulo. No ano seguinte recebeu a Menção Honrosa no salão “Humor na Biblioteca”, realizado na Biblioteca Pública de Belo Horizonte. Foi premiado no “2º Salão Brasileiro de Humor sobre Meio Ambiente”, realizado em 1993, em Belo Horizonte.

Manzo estudou Design Gráfico na UEMG/BH, onde também lecionou. Na Itália, desenvolveu oficinas de ilustração para crianças e jovens, na escola Artemessagio, Milão, e pela DOC Cooperativa di Torino, no Ostello Sant’Antonio, Cascia. Especialista em Projetos Editoriais Impressos e Multimídia (UNA), cursou, ainda, Aperfeiçoamento em Cultura e Arte Mineira, na UEMG. Participou por três vezes da Books and Rights Catalogue (Frankfurt, Alemanha) e da Bologna Children’s  Book Fair (Bolonha, Itália). Por duas vezes recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) o prêmio Altamente Recomendável.

A ilustração é hoje sua principal área de atuação.

Homenagens a Mauricio de Sousa

1/7/2015 – 19:21h

Os eventos literários proliferam pelo Brasil e a maioria deles sempre elege um autor para homenagear. Em setembro, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro vai homenagear um desenhista em histórias em quadrinhos. Sim, é ele mesmo: Mauricio de Sousa (fotos) que, além deste, também tem outro feito pioneiro e é o primeiro profissional de HQ a entrar para a Academia de Letras.

Mauricio de Sousa, que completa 80 anos em outubro, vai ganhar duplo tributo durante a Bienal do Livro Rio. Um dos autores mais presentes no evento desde a sua criação, Mauricio é o homenageado da 17ª edição da Bienal, que terá diversas atividades relacionadas ao cartunista na programação cultural. Também durante a festa, ele recebe o prêmio José Olympio, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), entregue a cada dois anos a pessoas e entidades empenhadas na promoção da leitura.

Além disso, Mauricio – que é o primeiro desenhista de histórias em quadrinhos no mundo a entrar em uma academia de letras (a Academia Paulista de Letras) – terá diversos lançamentos durante o evento. Dois títulos já confirmados são uma coletânea com suas tiras de estreia, publicadas originalmente nas revistas “Bidu” e “Zaz Traz”, em 1960, que sai pela Panini, e uma compilação dos três primeiros livros ilustrados assinados por ele, em 1965, agora em uma edição caprichada da WMF Martins Fontes.

A Bienal do Livro Rio, que acontece entre 3 e 13 de setembro no Riocentro.

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir quase três mil itens, com os personagens de Mauricio de Sousa. Suas criações chegam a cerca de 30 países.