Invasão da privacidade?

13/8/2015 – 10:28h

O mundo digital aproxima as pessoas e ainda permite que elas interajam entre si, o que é muito bom. Mas por trás dos equipamentos e softwares também existe interação oculta, programada pelos fabricantes e mercado interessados em sondar hábitos dos usuários.

Notícia do site Ebook News informa que um novo código permite que editoras rastreiem o comportamento dos leitores. Mas como? Quem explica é Eduardo Melo no texto abaixo, que também vai marcado para encaminhar o leitor para outros sites, caso deseje aprofundar a leitura sobre este assunto. Há quem não se incomode com isso e há também quem julgue ser invasão à privacidade.

“Se uma editora pudesse descobrir em qual trecho de um livro os leitores mais desistem, o que ela faria? Em breve, saberemos. A privacidade dos leitores está novamente na mira.

Um novo recurso, que rastreia o comportamento de consumidores de ebooks, foi lançado pela Jellybooks. Chamado de candy.js, é um código Javascript inserido dentro do ebook, cuja finalidade é descobrir como o leitor lê o livro. As informações reunidas são enviadas para a editora, que pode então analisar os dados de vários leitores.

Para o fundador da Jellybooks, Andrew Rhomberg, “os insights que reunimos são fascinantes. A questão agora é a história que esses dados nos contam e que impacto podem ter”. Para o Digital Book World, ele revelou que a Penguin Random House UK estava entre os primeiros parceiros de um programa piloto desta tecnologia.

Este rastreamento já é amplamente utilizado pelas grandes livrarias online. Amazon e Kobo foram as pioneiras no uso de dados de leitura em variados recursos oferecidos aos leitores – um usuário da Amazon pode ver, no seu exemplar do ebook, os trechos mais marcados por outros usuários; um usuário da Kobo pode acompanhar seu tempo médio de leitura; e por aí vai. A diferença é que, agora, as editoras também poderão obter estas informações.

Por enquanto, o candy.js é incluído apenas em Advance Reader Copies (ARC), cópias que as editoras encaminham a livreiros, jornalistas, revisores, revistas, etc, antes do lançamento comercial dos ebooks. Normalmente, esses ebooks são lidos em aplicativos para Android ou são importados para serviços da Apple, como o iBooks. Enquanto o ebook é lido, a Jellybooks coleta dados da leitura de cada pessoa. Os dados são armazenados dentro dos ebooks e ao usuário é permitido ler online ou offline. Em compensação por receberem o ebook gratuitamente, os leitores são solicitados a enviarem os dados. A Jellybooks, então, distribui os resultados a autores e editores, organizados em gráficos e figuras.

Como ressalta o site Good eReader, se a tecnologia for usada nos ebooks vendidos nas livrarias dificilmente os leitores terão qualquer ‘compensação’ por repassarem às editoras os seus hábitos de leitura”.

(Com colaboração de Bruno Moraes)

Aplicativo enriquece a narração de histórias

11/8/2015 0 19:36h

Software exclusivo para a PlayTable, mesa digital para jogos educativos, foi desenvolvido por equipe multidisciplinar para as crianças poderem interagir com animações, efeitos sonoros, exploração dos temas etc, enquanto ouve ou lê histórias.


A contação de histórias já se consagrou como uma ferramenta importante para o processo de aprendizagem, de inclusão e para despertar o interesse das crianças pela leitura. Para enriquecer ainda mais esta experiência, a Playmove desenvolveu o aplicativo Contador de Histórias, destinado a apoiar os professores e criar um momento interativo de leitura. O aplicativo aproxima a criança da obra literária e promove uma experiência prazerosa, favorecendo a formação de futuros leitores.

O aplicativo roda na PlayTable , uma mesa digital, interativa e multidisciplinar, com jogos e aplicativos para crianças a partir de 3 anos de idade, voltada ao desenvolvimento das habilidades cognitivas e motoras dos pequenos. A tecnologia touch screen se caracteriza pela fácil usabilidade, inclusive, por ser acessível a crianças com deficiência.

O lançamento é recente e ainda está em fase de seleção de histórias, mas promete para as próximas semanas uma série de obras e coleções tanto de autores independentes como de grandes editoras. Todos os livros terão trilha sonora, animações e interações.

Com quase 30 anos de experiência no mercado, a coordenadora editorial do Contador de Histórias, Cristina Marques, desempenha dois papéis fundamentais para o desenvolvimento do aplicativo. É a curadora na seleção dos títulos e também a mentora da solução enquanto diferencial para o mercado literário, tendo como desafio encontrar a linguagem mais adequada para cada grupo de interesse, como autores, professores e pais.

“Outra questão é introduzir as obras de maneira a enriquecer o aplicativo, tanto com qualidade de conteúdo quanto de apresentação gráfica, combinando autores consagrados e novos escritores”, explica a coordenadora. O objetivo é criar uma ponte que permita o diálogo entre os projetos de mediação de leitura e a tecnologia, tudo para atrair o público infantil por meio dos diversos recursos que exploram a sua curiosidade e características de cada obra.

O Contador de Histórias visa aproximar a criança da obra literária, propiciando maior compreensão do texto e da proposta do tema do livro. Pela fácil usabilidade da tecnologia, é uma ferramenta de inclusão e adequada também para crianças com deficiência, tanto dentro das escolas, como em outros espaços infantis, como hospitais, clínicas shoppings e livrarias.

O aplicativo é dividido em universos interativos, onde as obras ficam à disposição das crianças e do professor, como uma grande biblioteca virtual. Cada universo possui um tema e terá lançamentos constantes de livros infantis. Estes ficarão classificadas da seguinte forma: Clássicos, Fantasia, Aventura, Mistério, Humor, Mitos e Lendas, Poesia, Paradidáticos, Curiosidades para Crianças e etc. Entre as principais funcionalidades da tecnologia, estão as animações e os efeitos sonoros, a opção de contação manual ou automática, a oportunidade de leitura, os marcadores de páginas e a possibilidade de configuração do tipo das letras, entre maiúsculas e minúsculas.

A Playmove é uma empresa de Blumenau (SC), fundada em 2013, focada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para educação infantil e ensino fundamental como a PlayTable, primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, utilizada em escolas públicas e privadas no país.

Informações: www.playmove.com.br e www.playtable.com.br

Palestra para mediadores da leitura

O escritor Caio Riter faz palestra em Beagá no dia 13 deste mês – Foto: Flip

A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em parceria com a Editora Lê, promove no dia 13 de agosto (5ª), de 14h a 17h, a palestra A Formação do Leitor Literário, com o autor e educador Caio Riter, no espaço do seu Teatro José Aparecido de Oliveira.

Baseada em seu livro A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola, a palestra de Caio Riter tem como foco a formação de mediadores de leitura. O encontro propõe um diálogo com os mediadores, assinalando novos caminhos para a formação de leitores.

Autor de livros infantis, literários e paradidáticos e ainda professor no ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação, Caio vai trazer suas experiências pessoais e profissionais para o bate-papo. É uma oportunidade de acolher e avaliar as sensíveis orientações do autor, que abrem perspectivas para novas atitudes no trabalho de formação do leitor literário.

A palestra gratuita, mas é preciso se inscrever antecipadamente. O público albo é de bibliotecários, educadores, escritores, ilustradores, mediadores de leitura, pais e outros profissionais ligados ao livro e a leitura.

Para saber mais, entre em contato no (31) 3269 1253 ou cb.sub@cultura.mg.gov.br

“Delícias do Brasil”

6/8/2015 – 23:51h

Livro infantil da Zit Editora fala dos pratos típicos das regiões brasileiras em versos. A autora, Ieda de Oliveira, motiva crianças para a leitura, para o folclore, para os diversos sabores e mais ainda: para plantar, cultivar e cozinhar alimentos puros e saudáveis.

“No Norte a gente encontra

Uma sopa de turu

Um bicho de coco assado

E um gostoso de um beiju.”

“E o sarapatel no Nordeste?

A moqueca de surubim?

E o caruru e o vatapá?

É coisa que não tem fim.”

Todo o texto do livro é escrito com versos em redondilha maior, de sete sílabas, característicos das cantigas populares que conhecemos, como artifício pra rimar. “Delícias do Brasil” é o segundo volume da série ‘Folclore em versos”, lançado pela Zit Editora, em junho deste ano, no Salão do Livro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O primeiro volume se chama ‘Boitatá e Curupira’, também de autoria de Ieda de Oliveira, que fala desta experiência:

“Escrever para mim é uma delícia! Seja para contar histórias em prosa ou verso, o que gosto mesmo é de inovar! Fazer tudo de um modo diferente, de um jeito que ninguém nunca fez. Essa mistura entre poesia e conversa torna o nosso paladar literário diferente. Imagine um chef de cozinha: se ele quiser ter qualidade, não pode apenas fazer as receitas que já existem, tem de criar novas receitas, não é assim? Então, com o escritor é igual. Ele tem sempre que inventar um jeito novo de dizer as coisas para tornar a literatura mais ampla, instigante e saborosa.”

“No Centro-Oeste o tererê

Arroz com pequi e galinhada

Há canjiquinha com queijo

Peixe assado e passarinhada”.

“No Sudeste a feijoada

A paçoca de manedoim

O curau e a pamonha

E uma pipoca pra mim”.

“No Sul tem o barreado

Churrasco e bolo de pinhão

Boi e porco no rolete

E também o chimarrão”.

O livro é rico em cores. As belas ilustrações são criação de Luciana Grether Carvalho. O trabalho mereceu a apresentação do escritor Pedro Bandeira e também foi escrita em versos, que falam assim do livro: “São comidas e delícias/Cheirosinhas, temperadas/De dar água até na boca/De toda essa criançada”! / E no fim, você aprende/A fazer desta maneira/As receitas caprichadas/De Ieda de Oliveira”.

Ao final, a autora estimula as crianças para prepararem algumas receitas e ainda deixa dois recados importantes para elas: sempre preferir os alimentos plantados sem agrotóxicos e principalmente cultivá-los numa horta caseira.

Para comprar o livro, o leitor deve ir ao site da editora: http://ziteditora.com.br/publicacoes/infantil-e-juvenil/folclore-em-versos-delicias-do-brasil/

Ele também pode ser comprado nas livrarias.

“Luli uma gatinha da cidade”

5/8/2015 – 10:38h

Livro conta história de uma charmosa felina que decide fugir de casa. O premiado autor argentino Mempo Giardinelli encanta os leitores do início ao fim ao narrar uma jornada repleta de perigos e descobertas.

Para os tempos atuais, quando os animais domésticos estão perdendo cada vez mais a sua liberdade de viverem na condição de simples animais e passam a ser tratados como elementos pretensiosamente incorporados ao modo de viver de seus ‘donos’, o livro “Luli uma gatinha da cidade” tem tudo para ser uma leitura valiosa para as crianças. Através desta história, elas poderão conhecer as angústias de uma gatinha limitada a viver dentro de um apartamento e com pessoas que ignoram sua natureza. Elas apenas a querem por perto. Mas por quê? E para quê?

“De noite, quando as pessoas jantavam e viam televisão, Luli se encolhia no sofá para pensar. Era uma gatinha muito distraída e gostava de pensar sobre o tempo. Imaginava como seria o dia seguinte e o que poderia fazer para não ficar aborrecida. Se lá fora caía uma tempestade, sonhava com um sol amarelo e grandão que não dava para a gente olhar. Se lá fora a noite era tranqüila, imaginava tempestades em que sempre havia um acidente e ela era a heroína que salvava quem estava em perigo. Se se sentia romântica, coisa que acontecia muito, especialmente nas noites chuvosas, imaginava conhecer um cavalheiro educado e gentil, de gorda e peluda cauda e bigodes longuíssimos como agulhas de tricô, que vinha cantar para ela miados de amor. E quando ficava muito aborrecida _ coisa que também era freqüente _ simplesmente pensava em como estava aborrecida. Então, se deprimia um pouco, lambia as costelas um tempinho e dormia pensando em sua mãe e em seu pai, que ela não via fazia muito tempo”.

Este texto que nos embala na leitura, é de Mempo Giardinelli, um extraordinário escritor argentino, respeitado em toda a América Latina. “Luli uma gatinha da cidade” (48 páginas, ilustrações de Luísa Amoroso e tradução de Eric Nepomuceno) é um lançamento da Editora Terceiro Nome e faz parte da Coleção Hermanitos. Por considerar que a literatura é uma forma de conhecer os vizinhos latino-americanos, “Luli uma gatinha de cidade” traz ao final um pequeno texto sobre a Argentina para ser lido pelas crianças. O livro é o segundo da coleção iniciada com “O estádio dos desejos”, do escritor mexicano, também premiado, Juan Villoro, que conta a história de uma seleção de futebol que, embora nunca ganhe uma partida, é amada pela população e faz de tudo para que os jogadores vençam. O próximo lançamento desta coleção, também de Juan Villoro, é “Um taxi para os bichinhos de pelúcia”, ilustrado também por Luísa Amoroso, autora das lindas ilustrações de Luli.

Voltando à história de Luli, chega uma dia que a gatinha cria coragem, consegue fugir e vai viver como sempre quis.

“Luli não gostava da vida que levava naquele apartamento. Já fazia um ano e pouco que aquela rotina a cansava. Ninguém tinha, como ela, vontade de brincar e sempre que se distraía acaba dando algum fora e arrumava confusão. Todos ali eram demasiado sérios, formais, solenes, resmungões e mal-humorados. Ou perigosos, como o caçula da família. E foi assim numa sesta de verão, quando todos tinha ido ao clube tomar sol e se divertir a piscina, Luli resolveu fugir. Por que _ ela disse a si mesma, um tanto filosoficamente _a chatice ali era feroz, a rotina desnecessária e não dava para agüentar o desamor. Tenho que sair, procurar, andar, viver…”

Com muita sensibilidade, o autor conduz o leitor para o ponto de vista do animal e lhe proporciona a oportunidade de refletir sobre a existência dos bichos de estimação criados em casa. Descreve como naturalidade os pensamentos da gatinha e para chamar ainda mais a atenção do leitor interpreta suas atitudes como expressões de emoções e sentimentos bem íntimos.

Luli deixa o apartamento, onde vivia, para trás e inicia suas aventuras na travessia até o ponto em que consegue estabelecer o destino com o qual sonhara: perde-se na mata, fica amiga de uma anta, corre o risco de ser mordida por uma jararaca e se apaixona por Morrongo, um belo gato montês que não lhe dá muita atenção. Aliás, parece que para a gatinha esta foi a melhor parte de suas aventuras, pois realmente conseguiu encontrar o “cavalheiro educado e gentil, de gorda e peluda cauda e bigodes longuíssimos como agulhas de tricô, que vinha cantar para ela miados de amor”  tal como sonhou.

Um pouco mais sobre a obra

Vale acrescentar que com a Coleção Hermanitos a Editora Terceiro Nome pretende apresentar aos jovens leitores brasileiros o que há de melhor na literatura infantojuvenil latino-americana. Idealizada por José Roberto Filippelli, a coleção conta com a parceria do jornalista e escritor Eric Nepomuceno, tradutor de obras de Gabriel Garcia Márquez, Eduardo Galeano e Julio Cortázar, entre outros importantes autores latinos, e que há três anos apresenta o programa Sangue Latino, no Canal Brasil.

O autor Mempo Giardinelli, um dos autores contemporâneos mais importantes e premiados da América Latina, nasceu e vive em Resistência, capital da província do Chaco, no nordeste da Argentina. Suas obras já foram publicadas em mais de vinte países e algumas delas viraram filmes ou séries de televisão, como Luna caliente, que no Brasil foi adaptado para uma minissérie da TV Globo.

Sua província natal, uma das mais pobres da Argentina, é onde ele mantém a Fundação Mempo Giardinelli (FMG), na qual desenvolve diversos programas voltados à formação de leitores. Nesse sentido, um dos programas mais reconhecidos e premiados da FMG é o “Avós Contam Contos” (Abuelas Cuentacuentos), no qual, uma vez por semana, grupos de avós leem histórias a jovens e crianças em escolas e outras instituições em diversas cidades da Argentina. Ao oferecerem apenas tempo e amor, essas avós, em contrapartida, dignificam sua função em uma sociedade que geralmente as coloca de lado.

Apelo ao Ministro da Educação

A foto ilustrativa mostra professores e coordenadores escolares participando da 2ª etapa de capacitação do projeto Aves da Caatinga – foto: Divulgação

2/8/2015 – 11:17h

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) fez um apelo ao Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, pedindo que o governo preserve de possíveis cortes orçamentários a compra de livros de literatura para escolas públicas. Para a FNLIJ, ao agir de maneira inversa ao que ocorre em momentos de crise, quando os cortes de verbas costumam atingir primeiramente as ações relacionadas à cultura e às artes, não interromper o programa anual de compra e distribuição de livros de literatura para crianças e jovens das escolas públicas é uma demonstração de quão importante o governo brasileiro considera garantir o direito democrático às histórias que estão nos livros de literatura.

Por e-mail, no dia 30 de julho, o blog procurou pela secretária geral da FNLIJ, Elizabeth D’ Angelo Serra, para saber se o Ministério já havia se manifestado em relação à carta, mas ainda não recebemos a resposta da entidade.

A íntegra da carta enviada é a seguinte:

“Literatura nas escolas públicas: conquista da Educação que não deve ser interrompida

Há 17 anos, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil− FNLIJ promove, na cidade do Rio de Janeiro, o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, com foco na literatura para esse público. Nesse evento promovido anualmente o livro de literatura é o centro das atenções de crianças, jovens, pais, professores, escritores, ilustradores e especialistas. No Salão FNLIJ do Livro não há livros didáticos, de autoajuda, religiosos, de referência ou educativos.

Além da literatura, estão presentes exclusivamente os livros informativos. Toda a programação do evento, que inclui lançamentos, encontros, seminários, performances dos ilustradores e exposições, ocorre em torno da leitura dos textos e da apreciação das ilustrações. Crianças e jovens que visitam o Salão da FNLIJ são presenteados com um livro de literatura. Na cultura escrita, a literatura, por ser expressão máxima da arte de pensar e escrever, é que nos possibilita conhecer e refletir sobre o mundo e as pessoas, de forma livre e, por isto, sua leitura favorece o desenvolvimento da crítica e da criação.

A FNLIJ, criada há 47 anos, é seção brasileira do International Board on Books for Young People/IBBY. Tem como objetivo institucional contribuir para a formação de leitores por meio da literatura.

Há 41 anos, criou o Prêmio FNLIJ para eleger os melhores livros para crianças e jovens publicados anualmente no país, contemplando 18 categorias. É a instituição responsável pelas indicações bienais ao Prêmio Hans Christian Andersen, do IBBY, dentre as quais três foram vitoriosas, a saber: as escritoras Lygia Bojunga (1982), Ana Maria Machado ( 2000) e o ilustrador Roger Mello (2014).

Há 30 anos, com o projeto Ciranda de Livros (1982 a 1985), a FNLIJ foi pioneira em levar livros de literatura para escolas públicas mais carentes do país plantando sementes de bibliotecas. Em 1984, recebeu o reconhecimento da UNESCO com o Prêmio de Alfabetização. Foi a Ciranda de Livros que inspirou o Ministério da Educação e da Cultura/MEC a criar, em 1984, o Programa Sala de Leitura−PSL, a primeira ação do governo federal voltada para a compra e distribuição de livros de literatura para algumas escolas públicas. Em1997, o PSL passou a ser o Programa Nacional Biblioteca da Escola /PNBE, levando a literatura a todas as escolas do Ensino Fundamental do país. A partir de 2000, o PNBE se expandiu para o Ensino Médio e hoje podemos afirmar que todas as crianças e jovens das escolas públicas têm garantido o direito aos livros de literatura. Por sua vez, alguns estados e municípios criaram seus próprios programas, ampliando a presença desses livros nas escolas.

Com o PNBE e os outros programas locais conquistamos um objetivo de valor inestimável para a Educação brasileira: a garantia do acesso de crianças e jovens à cultura escrita, por meio da literatura, com as melhores histórias do Brasil e do mundo, um patrimônio universal que todos têm direito de conhecer, desde cedo, como afirma a escritora e acadêmica Ana Maria Machado.

Considerando que, na perspectiva de uma formação humanista, a leitura literária é o principal alicerce para a educação de nossas crianças e jovens, a FNLIJ, a mais antiga instituição no país dedicada a esse tema, faz um apelo ao Exmo Ministro,  que, como leitor, certamente, conhece o valor desse  simples mas poderoso ato para viver com qualidade − que preserve de possíveis cortes orçamentários a compra de livros de literatura para as escolas públicas.

Ao agir de maneira inversa ao que ocorre em momentos de crise, quando os cortes de verbas costumam atingir primeiramente as ações relacionadas à cultura e às artes, não interromper o programa anual de compra e distribuição de livros de literatura para crianças e jovens das escolas públicas é uma demonstração de quão importante o governo brasileiro considera garantir o direto democrático às histórias que estão nos livros de literatura, principalmente para aqueles cujas famílias não podem comprá-los para si.

Ler Literatura não é uma atividade supérflua ou dispensável. Ler literatura é essencial à vida humana. A escola pública no Brasil é, para a maioria de crianças, a porta de entrada para o contato com a cultura escrita, que deve ser prazeroso, atraente e permanente como o é para aquelas crianças de famílias que têm condições financeiras e culturais para proporcionar-lhes a magia que é ouvir histórias dos livros.

Elizabeth D’ Angelo Serra- Secretária Geral

Conselho Diretor:

Isis Valéria Gomes – Presidente

Marisa de Almeida Borba

Assista pela TV Cultura: A bela adormecida

1/8/2015 – 12:14h

Clássico da série Os Melhores Contos de Grimm e Andersen vai encantar crianças e adultos. No ar, hoje, às 15h.


Na tarde deste sábado (1/8), às 15h, a TV Cultura exibe o episódio A Bela Adormecida, da série Os Melhores Contos de Grimm e Andersen. O programa é uma adaptação alemã dos contos dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm e algumas histórias de Hans Christian Andersen.

A história da garota que espetou seu delicado dedo em uma agulha em seu aniversário de 15 anos é apresentada neste clássico conto de fadas. Bela Adormecida cai em um sono de 100 anos, juntamente com a corte do rei e todo o resto do castelo, cumprindo assim a maldição lançada pela terrível bruxa Maruna.

Muitos anos se passaram e vários príncipes vaidosos e arrogantes tentaram libertá-la, sem sucesso. Até que aparece o humilde e determinado garoto-do-estábulo, Fynn, para resgatá-la.

Outros clássicos que serão exibidos na série Os Melhores Contos de Grimm e Andersen são: Rapunzel, João e Maria, Branca de Neve, A Roupa Nova do Imperador, O Gato de Botas e Chapeuzinho Vermelho.

Assista também no site: http://tvcultura.cmais.com.br/