“Dentro do escuro mora um segredo”

30/10/2015 – 17:13h

Lançamento infantil deste mês da Editora Gaivota fala sobre o medo e as relações familiares.

O livro “Dentro do escuro mora um segredo” conta a história de Leo, o menino que não gosta do escuro, e seu avô Teo, que não quer pensar no futuro. Um dia, eles decidem se aventurar com as sombras do quarto e, levados pela imaginação, descobrem a aventura do crescimento.

De forma singela e delicada, a autora Alessandra Roscoe traça um caminho poético entre duas pessoas que parecem diferentes, mas que têm muito em comum. Trata-se de uma narrativa sobre a relação entre avô e neto e a forma como ambos conseguem superar os medos e aflições, evidenciando a beleza da infância e as surpresas que o futuro traz.

Em cada uma das 32 páginas do livro, as expressivas ilustrações do espanhol Albert Arrayás extrapolam o texto e envolvem o leitor até o centro da história, despertando emoções e lembranças.  Os traços se assimilam a rabiscos de lápis e variam entre tons de preto e branco e alguns toques de cor, conforme a história vai avançando.

A autora Alessandra Roscoe nasceu em Minas Gerais, mas foi bem pequena para Brasília, onde vive até hoje com o marido e três filhos. É também jornalista, já publicou mais de 25 livros e, além de escrever, coordena projetos de incentivo à leitura com grávidas, bebês e idosos. Desde 2013, realiza o Festival Itinerante de Leitura, Uni duni Ler Todas as Letras.

O ilustrador Albert Arrayás nasceu em Barcelona em 1990. Ele é um jovem ilustrador, formado em Artes Plásticas na Universidade de Barcelona. Depois de se formar, nunca mais parou de desenhar. O artista trabalha com livros ilustrados, revistas, murais. Além disso, participou de exposições em diferentes países como Espanha, Itália e França.

O livro custa R$ 35,00 e no site www.editoragaivota.com.br o interessado pode pesquisar locais para compra.

Encontro Mundial da Invenção Literária

28/10/2015 – 19:36h

Com 200 horas de programação totalmente gratuita, acontecerá em São Paulo entre os dias 12 e 15 de novembro o 1.º Emil – Encontro Mundial de Invenção Literária. A abertura será no dia 11 de novembro, num evento especial no Museu da Língua Portuguesa, do qual participarão os organizadores, autoridades, escritores e convidados. O Emil será realizado em 35 locais da cidade de São Paulo, entre 25 livrarias e 10 locais públicos, como centros culturais, bibliotecas públicas e teatros.
O objetivo do Emil _ uma iniciativa comum da Academia Paulista de Letras (APL), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Nacional de Livrarias (ANL), com apoio da Prefeitura de São Paulo, além de diversas parcerias e patrocínios _ é estimular o hábito de leitura em todas as idades, promover a cidadania e fortalecer a criação de um Estado leitor.
Com uma programação totalmente gratuita ao público, o Emil contará com mesas de criação e leitura, saraus e sessões de contação de histórias, que permitirão diferentes formas de abordagem, abrangendo todos os perfis de público.
Desta forma, deverá estreitar o contato do livro com os públicos infantil, jovem, adulto e idoso, amplificando o poder formativo e educacional da literatura, além de valorizar o papel de dois pilares fundamentais do circuito literário: professores e livreiros, na qualidade, respectivamente, de agentes de incentivo à leitura e de difusão do livro.

Troca por livros

Para estimular a relação dos professores com o livro e livrarias, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo irá distribuir  80 mil vouchers para os profissionais da rede pública municipal, professores, gestores, corpo técnico e de apoio. O Voucher Educador, no valor de R$ 50,00, é uma das ações do Programa Leia, São Paulo!, da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Associação Nacional de Livrarias. O prazo para a troca do voucher por livros se dará entre 1/11/2015 e 31/12/2015.

Luiz Torelli, presidente da CBL, considera que eventos como o Emil visam “construir, articular e potencializar o incentivo à leitura, entendendo-a no seu sentido mais amplo, como um processo de compreensão abrangente da realidade e que se apresenta em várias linguagens. A leitura vai, portanto, além do texto, e começa ainda antes do contato com ele. Processo dinâmico, ler implica diálogo entre o leitor e o objeto lido, seja este um texto escrito, uma paisagem, uma canção, ou, o próprio cotidiano que nos envolve”.
Gabriel Chalita, Secretário de Educação do Município de São Paulo e presidente da Academia Paulista de Letras, é um dos maiores entusiastas do Emil. Ele acredita que o movimento deve ter amplo interesse por conta de sua formatação, que consiste na simultaneidade de eventos em várias livrarias da cidade. Além disso, diz ele, há a relevância de autores nacionais e estrangeiros que estão sendo convidados. Sobre os vouchers, ele entende que o professor que lê tem seu trabalho em sala de aula facilitado. “Com o voucher o professor vai a uma livraria e escolhe um livro segundo sua preferência, sem nenhuma imposição por parte da secretaria”.
Para Chalita, o Emil será uma excelente oportunidade de o público ter contato com seus autores e se envolver ainda mais no universo dos livros. “Queremos que o Emil atue como mola propulsora de estímulo à leitura, por isso o caráter amplo e de difusão do livro e das livrarias”.

Principais convidados

O 1.º Emil tem curadoria do jornalista e crítico literário Manoel da Costa Pinto e de Manoela Leão, produtora cultural e designer gráfico e editorial. Manoela idealizou e dirige o Litercultura Festival Literário, em Curitiba, há três anos, e participa de outras iniciativas culturais ligadas à literatura desde 2009, como edição, pesquisa, produção de eventos e curadoria em Curitiba, São Paulo, Recife e Florianópolis. Costa Pinto, foi um dos criadores da revista Cult, editou por vários anos uma coluna de literatura na Folha de S. Paulo, foi curador da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty em 2011.

Segundo Costa Pinto, o Emil terá cerca de 100 escritores nacionais e 10 estrangeiros. Ele adiantou os nomes de Paulo Lins, Michel Laub, Raimundo Carrero, Rubens Figueiredo e do angolano José Eduardo Agualusa. “Teremos autores consagrados e escritores pop. O Emil traz para a maior metrópole do País o formato das festas literárias, com encontros informais do público com os escritores e uma programação de saraus e leituras.

Mas existem duas diferenças importantes. A primeira é a escala inédita do encontro, com cerca de 20 atividades diárias e muitos escritores brasileiros e internacionais. A segunda é o fato de o Emil acontecer numa grande cidade – ou seja, não exige o deslocamento e a disponibilidade de tempo para viajar que as outras festas literárias supõem. Nesse sentido, o Emil tende a atingir um público mais heterogêneo e de forma mais democrática, inclusiva”, acrescentou Costa Pinto.
Segundo Manoel, o Emil tem tudo para se firmar no calendário cultural de São Paulo. “Seu formato e abrangência permitirão o acesso do público e o Emil será muito marcante para a cultura da cidade”.

O site do Emil é www.emil.art.br

Os 80 anos de Maurício de Sousa

27/10/2015 – 19:52h

Em meio a tantas homenagens pelo aniversário de 80 anos do “pai da Turma da Mônica”, o blog escolheu a do Portal dos Jornalistas para registrar esta data tão significativa.

No site da Turma da Mônica, hoje, aparece esta foto do aniversariante mostrando um desenho original de “Parabéns pra você” do cartunista Liniers, autor de Macanudo, retratando Maurício e Mônica

No início da carreira, Maurício de Sousa  foi repórter policial na Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), mas deixou o jornalismo para se dedicar ao desenho e aos seus personagens infantis. Sobre aquela época, diz que nunca deixou de ser jornalista: “Sempre usei do ‘faro’ jornalístico para fazer minhas histórias. E aprendi, na Redação, a ‘arte da concisão’, ou seja, condensar as ideias, mensagens, de forma a que coubessem em poucas linhas. O que foi o ideal quando parti para as histórias em quadrinhos, onde temos que fazer caber textos e mensagens em pequenos balões”.

Dele, diz a filha Magali, que inspirou uma de suas personagens: “É um pai sábio. Sempre nos deixou livres,  mas sempre nos orientando! Além de pai é meu melhor amigo, pois sei que posso contar com ele. Os piores problemas se tornam mais fáceis depois de uma boa conversa com ele!”.

Mauricio de Sousa nasceu em Santa Isabel (SP), no dia 27 de outubro de 1935, filho de pai poeta (Antônio Mauricio de Sousa) e mãe poetisa (Petronilha Araújo de Sousa). Passou a infância em Mogi das Cruzes (SP), cidade onde começou a desenhar cartazes para rádios e ilustrações para jornais. Viveu lá até mudar para a capital.

Já em São Paulo, aos 17 anos, em busca de emprego na sua área de atuação, acabou por ocupar a vaga de repórter policial na então Folha da Manhã. No jornal trabalhou por cinco anos, escrevendo e ilustrando suas reportagens.

Maurício começou sua história nos quadrinhos em 1959, com o cachorrinho Bidu. As tiras que fazia do cão e seu dono, Franjinha, eram publicadas periodicamente na Folha de São Paulo. Mais tarde, Bidu passou a mascote e marca dos Estúdios Maurício de Sousa e da Maurício de Sousa Produções (MSP).

Em 1963, com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, a Tia Lenita, criou o caderno infantil Folhinha de São Paulo. Mônica e sua turma nasceram nos anos 1970, em revistinhas da Editora Abril. Criou a Revista da Mônica, que foi lançada com tiragem de 200 mil exemplares. Em 2013, a personagem dentuça e brava completou 50 anos. Entre as comemorações, o Memorial da América Latina, em São Paulo, fez uma exposição sobre a personagem e seu coelhinho Sansão.

Depois de Mônica vieram outros tantos personagens que incorporam vários mundos e ainda arrancam suspiros. Entre eles, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Horácio (que segundo “quase” confirma, é o próprio Maurício), além de Piteco, Astronauta, Jotalhão, Zé Vampir, Tina, Penadinho, Papa-Capim, Tarugo, Coelho Caolho, Pelezinho… e Neymar Jr.. Todos carismáticos e queridos.

Criou a Maurício de Sousa Produções, que atingiu as impressionantes marcas, entre elas mais de um bilhão de revistas vendidas até 2015. Líder absoluta, detém mais de 80% do mercado brasileiro de revistas em quadrinhos infantis; assina mais de 300 títulos de livros (por 25 editoras) e os conteúdos Turma da Mônica têm presença massiva nos livros didáticos brasileiros. Só em 2014, foram mais de 520 títulos desses livros, com um total de 7.749.742 exemplares, por 58 diferentes editoras. Criou dois parques temáticos infantis, um em São Paulo e outro em Curitiba.

De personagem em personagem, a cada revista criada, que divertiram gerações e continuam alegrando os que chegam, o trabalho dele cresceu e conta com uma grande equipe de desenhistas, roteiristas e editores. Seu estúdio é um dos maiores empregadores de profissionais da área no Brasil.

Aos quadrinhos se somam livros ilustrados, revistas de atividades (com jogos, caça-palavras, etc.), álbuns de figurinhas, CD-ROMs, livros tridimensionais, filmes e livros em braile. Mais de 100 indústrias nacionais e internacionais são licenciadas para produzir quase 2.500 itens com os personagens de Maurício de Sousa, entre jogos, brinquedos, roupas, calçados, decoração, papelaria, material escolar, alimentação, vídeos e DVDs, revistas e livros.

Em 1986, Mauricio saiu da Editora Abril e levou seus personagens para a Editora Globo. Em 1998, recebeu do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso a Medalha dos Direitos Humanos. Em dezembro de 1998 foi premiado no Festival Internacional de Animação, em São Paulo. São alguns dos inúmeros prêmios que recebeu.

Em 2006, deixou a Editora Globo após 20 anos. Em janeiro de 2007 todos os títulos da Turma da Mônica passaram à multinacional Panini, que na época detinha os direitos das publicações de super-heróis da Marvel e DC Comics.

O mais famoso e premiado autor brasileiro em quadrinhos é membro da Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira nº 24 desde 13 de maio de 2011.

Mesmo com toda a estrutura de que dispõe em seu estúdio, ele, no entanto, não dispensa a responsabilidade de escrever e desenhar as histórias de um personagem, que usa como escape autobiográfico: o dinossaurinho Horácio. Como o próprio Maurício disse uma vez: “Quer saber como me sinto? Leia o Horácio”.

Sobre a sua trajetória, em entrevista à revista Educar para Crescer, da Editora Abril, Maurício de Sousa fez um agradecimento de vida:

“Desde que nasci numa casa cheia de livros, / Desde que mamãe me ensinou as primeiras letras nas historinhas dos gibis, / Desde que encontrei professores conscientes do seu papel, / Desde que fui cercado por poetas, escritores, músicos e ilustradores, / Desde que me habituei a ler, e muito, de tudo, / Desde que pude viver do texto e da arte, / Agradeço por ter recebido a Educação nas suas diversas formas. / E agradeço mais, ainda, pela oportunidade de retribuir aos que chegam”.

Maurício tem dez filhos: Mariângela Spada e Sousa, Mônica Spada e Sousa, Magali Spada e Souza, Vanda Signorelli e Sousa, Valéria Signorelli e Sousa, Maurício Spada e Souza, Marina Takeda e Sousa, Mauro Takeda e Sousa, Maurício Takeda e Sousa e Marcelo Pereira de Sousa.

Quer saber mais sobre a história de Mauricio de Sousa e sua obra? O UOL Entretenimento preparou o especial  Mauricio 80 (painel acima). No especial, o portal revela as origens e a formação do autor, que é comparado pelo pioneiro das HQs Álvaro de Moya a Pelé e Oscar Niemeyer e pelo amigo e também desenhista Ziraldo a Monteiro Lobato. “A Mônica, hoje, é muito mais famosa que a Narizinho.”

“Nina e o dedo espetado – Dompi”

26/10/2015 – 17:13h

Livro escrito por Sibélia Zanon narra uma aventura capaz de despertar a criança para a natureza.

A personagem Nina e seu cachorrinho decidem dar uma voltinha por um jardim

que tinha um segredo… Ele estava vivo!

Lançamento Gigante Natureza.


Num jardim ensolarado,
com o Cabelinho ao lado,
Nina se aventura
pela gigante  natureza!

Nina experimenta, com o cachorro e amigo Cabelinho, o arrepio de pisar na grama molhada e depois enfrenta o desafio de ficar sozinha com o dedão espetado. Mas… naquele momento de aflição, a joaninha Julinha faz com que Nina se lembre de alguém muito especial: a Dompi!

A aventura dialoga com o nome da nova coleção: “Nem tudo o que existe a gente vê”, propondo uma reflexão sobre o visível e o invisível, que cercam as pequenas e grandes belezas da natureza e resgatando para o presente uma pincelada da relação próxima que os povos antigos tinham com os seres das florestas, das águas, do ar.

Uma celebração infantil por um universo que não se vê, mas que se pode sentir com a ponta dos dedos, ao tocar a hortelã; com o nariz, ao sentir o aroma do alecrim; e com o olhar apreciar a gigante natureza.

As ilustrações de Tátia Tainá foram elaboradas com a técnica do papel recortado e finalizadas no computador. Tudo começou assim: ilustrações em giz pastel e lápis de cor foram recortadas e envernizadas para que o pó de giz se fixasse no papel. Depois foram montadas em cenários, como uma verdadeira maquete. Então foram fotografadas, digitalizadas e, finalmente, editadas para que sombras e cores ganhassem destaque. A equipe deu vida aos personagens e transformou o ato de ilustrar numa aventura particular.

Sibélia Zanon nasceu em 1978 em São Paulo. É jornalista, pós-graduada em jornalismo literário pela Associação Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL). Trabalhou na área de educação e numa agência de notícias alemã. Atualmente atua como freelancer, fazendo trabalhos institucionais para escolas e escrevendo matérias para revistas. Tem interesse especial pela área de educação, pois seus textos são apaixonados por iniciativas que geram transformação. Gosta também de escrever crônicas e passear pela ficção.

Tátia Tainá nasceu em 1985 em Goiânia. É formada em turismo pelo Instituto Federal de Goiás e já trabalhou na área de pesquisas turísticas e também como assistente de produção cinematográfica. Atualmente trabalha como freelancer, fazendo ilustrações. Sua verdadeira paixão é desenhar, passeando pelo universo infantil com a técnica do recorte e colagem.

Book trailer: http://bit.ly/1FzAtQS

Para adquirir o livro, que custa R$ 29,00, acesse o link:
www.gigantenatureza.com.br

Mais uma pesquisa reforça valor da leitura

23/10/2015 – 19:41h

Estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, concluiu que a leitura dá acesso a 70% mais palavras para as crianças do que as conversas que pais e mães costumam ter com elas.

Se você já sabia que ler para o seu filho desde muito cedo é importante, agora, tem mais um motivo para continuar separando um tempo na rotina para essa atividade. Além de todos os benefícios que a leitura traz para o desenvolvimento e para o vínculo, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que a leitura dá acesso a 70% mais palavras do que as conversas que pais e mães costumam ter com a criança.

“O ponto principal é que, claramente, há mais palavras únicas no texto de livros de imagens do que em um discurso direcionado a uma criança. Acho que o principal benefício dos livros é que eles introduzem novos assuntos e novas palavras que, geralmente, ficam de fora do escopo da rotina de uma criança”, explica Jessica Montag, uma das responsáveis pelo estudo.

Silvana Augusto, educadora e pesquisadora em Educação Infantil, concorda. “Apesar de ser a mesma língua, a leitura tem uma linguagem que não é igual a da fala. Ela amplia as possibilidades e possibilita um avanço na capacidade de representação da criança, quando ela quer se expressar”, explica.

Desde cedo

Há quem pense que é bobagem ler para um bebê desde cedo, já que ele “não vai entender nada mesmo”. Nada disso! Ler para uma criança nos primeiros meses de vida faz diferença, sim. “Eles podem não entender o conteúdo da história, mas compreendem o ritmo, a maneira como a mãe e o pai falam quando estão lendo um texto”, diz Silvana. Duvida? Preste atenção no rosto de um bebê enquanto a mãe conversa com ele. Depois, veja como a expressão dele muda quando ela lê um livro. “Eles percebem a mudança, arregalam os olhos, sorriem, tentam…”, descreve a especialista.

Mágica e curiosidade

Além de ampliar o vocabulário e de favorecer o desenvolvimento, ajudando os bebês a perceberem diferenças no comportamento e na maneira de falar quando alguém lê, o contato com a literatura também conta no desenvolvimento da escolaridade. “Para uma criança, a estabilidade da escrita é quase uma mágica. Eles pensam: ‘Como é que quando a minha mãe pega esse livro, ela conta essa história de um jeito e, aí, minha professora pega o mesmo livro e conta a mesma história, do mesmo jeito?’ Para as crianças, é um mistério – e isso desperta a curiosidade e a vontade de entender como aquilo funciona, ou seja, o desejo de aprender a ler e a escrever, mais tarde”, explica a educadora.

Quando a TV substitui a leitura

Se os livros oferecem o contato com palavras diferentes, que não são tão usadas no cotidiano, a televisão, os smartphones e os tablets também podem cumprir esse papel, certo? Sim e não. Ao assistir a um desenho animado, por exemplo, a criança também pode aprender palavras novas. No entanto, nenhum desses aparelhos substitui a leitura. “Podem até ser complementares, mas o modo de expressão, com os livros, é diferente”, afirma Silvana.

Enquanto com a televisão, as crianças são passivas, apenas espectadoras, com a leitura, há uma interação. Os pequenos ficam em contato com o autor, que é contador daquela história, mas isso é intermediado por alguém, que pode ser o pai, a mãe, o professor… “É um momento de qualidade e contato”, resume a especialista.

De leitor a contador

Outro impacto interessante que a leitura traz para as crianças é que o contato com esse ritmo específico, com um universo maior de palavras e com as narrativas permite que elas se tornem contadoras de histórias mais tarde. “A criança vai de passiva, quando só ouve a leitura, à ativa, quando ela mesma é quem começa a contar o que quiser”, afirma Silvana. Essa atitude, além de ser positiva para a socialização, ainda estimula diversos pontos. “Para contar uma história, é preciso acessar a memória, ativar a representação, encontrar palavras. Tudo isso estimula também a autonomia, desde muito cedo”, diz a especialista.

Questão de vínculo

Ler com os filhos estimula a imaginação, oferece esse contato com palavras incomuns e ainda favorece o vínculo com os pais. A atividade pode ser feita desde que a criança é apenas um bebê, mesmo que ele ainda não compreenda o conteúdo, e não tem idade para acabar. Ainda que seu filho já tenha desenvolvido a habilidade de ler sozinho, muitas vezes, aquele momento de leitura com a mãe ou com o pai pode ser um momento desfrutado em família, com aconchego e contato. As histórias podem aproximar e inspirar diálogos sobre novos assuntos. Ler não tem idade!

Fonte: Portal Revista Crescer – Vanessa Lima

“O que é Patrimônio Cultural?”

22/10/2015 – 15:59h

Livro escrito pela coordenadora do PAC das Cidades Históricas de Mariana, Anna Maria de Grammont, busca sensibilizar crianças sobre a preservação do patrimônio cultural.

A preservação e o reconhecimento da importância do patrimônio cultural passam pela educação e sensibilização da população, a começar pelas crianças. Pensando nisso, a coordenadora do PAC das Cidades Históricas de Mariana, Anna Maria de Grammont, lança o livro “Aninha Pimenta em: O que é Patrimônio Cultural?!”. O volume, com desenhos da ilustradora Luanna de Cristo, é indicado para crianças de seis a 10 anos e busca exemplificar, de maneira lúdica e divertida, o que representa esta questão para a memória coletiva e individual.

O lançamento será realizado no dia 24 de outubro, às 11h, na Livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi), em Belo Horizonte.

“A escassez e, muitas vezes, ausência de instrumentos de apoio para sensibilização a respeito da preservação do patrimônio é um grande entrave para iniciativas de educação patrimonial. Professores, pais e mesmo administradores interessados na preservação e no uso sustentável de bens históricos necessitam de material de formação e sensibilização das comunidades onde estão inseridos”, argumenta a autora.

O livro trata o tema a partir da observação da história pessoal das crianças e os valores dados a bens materiais e imateriais do próprio cotidiano, para depois expandir a percepção destes sentimentos para os bens de importância coletiva. O título é uma homenagem a Anna Pimenta, mãe da autora, uma forma de inserira a própria história no livro e demonstrar o respeito a esta construção simbólica e emocional que coletivamente circunda o Patrimônio Cultural. “Dessa forma, o princípio básico do trabalho é o estimulo a um laço afetivo em que se considera que os significados e os sentimentos associados ao Patrimônio Cultural são construções simbólicas, existenciais e circunstancializadas’, afirma.

A publicação de “Aninha Pimenta em: O que é Patrimônio Cultural?!” dá início a um projeto ainda mais amplo, que inclui dois outros livros com os temas: “Arquitetura dos Períodos Colonial e Imperial e Planejamento Urbano em Cidades Históricas” e “Cultura e Arte Barroca”, também com foco no público infantil. Todos os títulos foram pensados para funcionar, acima de tudo, como ferramenta pedagógica, de maneira a despertar e conscientizar as crianças e suas famílias a respeito do assunto. “O objetivo é provocar reflexões sobre os principais problemas que as cidades históricas enfrentam como desinformação, falta de cuidado, distanciamento afetivo da comunidade local, entre outras questões. Junto à reflexão, a série pretende apontar experiências e soluções encontradas em outros sítios históricos do Brasil ou do exterior, sempre de forma lúdica e literária”, explica a autora.

A questão da preservação acompanha o trabalho de Anna Maria há bastante tempo. Doutora em Economia Aplicada com o tema Gestão e Desenvolvimento Sustentável Turístico em Cidades Históricas Brasileiras pela Universidade de Málaga, na Espanha, e mestre em Cultura e Turismo, além de especialista em Cultura e Arte Barroca, Anna Maria de Grammont é também autora do livro “Hotel Pilão – um incêndio no coração de Ouro Preto”.

Na obra, a ouro-pretana trata a respeito do acidente ocorrido em 2003, quando o então hotel, localizado na Praça Tiradentes, um dos principais pontos turísticos da cidade, foi consumido pelo fogo, expondo a preocupante situação do município, do ponto de vista da preservação patrimonial, e colocando em risco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, no local, funciona o Centro Cultural da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).


“Leitura melhora a saúde”

20/10/2015 – 18:05h

Entrevista

Eduardo da Silva Vaz – Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria

O médico aposta no incentivo à leitura na primeira infância para o desenvolvimento saudável de todas as crianças. Segundo ele, nas crianças de 0 a 6 anos de idade está aberta uma “janela de oportunidades” para o estímulo neuronal do cérebro, que deve ser aproveitada - Fonte: SBP

R: Nós achamos fundamental. Faz parte do nosso entendimento da consulta de puericultura o pediatra orientar as famílias no sentido de desenvolver esse aspecto de ler para as crianças.

P: De que forma vem sendo incentivada essa prática? Como pode ser incluída essa recomendação na consulta?

R: Enquanto estou pesando, medindo, conversando com as mães, tenho sempre a oportunidade de chamar a atenção para o fato de que elas devem ler para as crianças. A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal fez uma pesquisa com mães, e muitas delas não têm esse entendimento de que o estímulo, o estar junto, faz parte do desenvolvimento. Quando você trabalha essa parte da cognição e da afetividade, você também melhora a qualidade da saúde.

P: Quais crianças mais se beneficiam com a leitura? Por quê?

R: Todas as crianças e também os adolescentes vão se beneficiar com a leitura. Tenho falado, inclusive para as mães que têm crianças com atraso (no desenvolvimento), que elas têm que estimular os filhos. É preciso conversar muito com essas crianças, ler para elas, porque o cérebro se desenvolve bastante. Quando você pega uma foto, uma microscopia, de um cérebro de um recém-nascido, de uma criança de 3 anos, de 5 anos e, depois, de um adulto, vai ver que de 0 a 6 anos existe uma proliferação de sinapses muito grande. Temos janelas de oportunidades no nosso cérebro, e compete a nós, pediatras, orientar sobre isso.

P: Qual é a principal dificuldade dos pediatras para recomendar essa prática às famílias?

R: Hoje, 80% das nossas crianças são do sistema público, no qual, infelizmente, há uma tendência de que elas sejam atendidas por um profissional que não está envolvido nessas questões do desenvolvimento infantil. No Rio de Janeiro, grande parte dos pacientes pediátricos, na verdade, não é vista por seu médico. Às vezes, passam por nós uma vez por ano ou quando estão doentes, em uma emergência. O desafio que temos é chamar a atenção para o fato de que as crianças precisam ser acompanhadas por médico especializado em seu crescimento e em seu desenvolvimento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Pediatras “receitam livros”

20/10/2015 – 17:57h

Pediatras de todo o país estão sendo orientados a “receitar livros” para seus pacientes de zero a seis anos de idade. A medida, anunciada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), visa a estimular o aumento das conexões cerebrais nos pequenos por meio da leitura feita a eles pelos pais ou por pessoas próximas.

A campanha diz o seguinte: os primeiros anos da vida de uma criança são fundamentais para seu desenvolvimento. É nesse período que a formação de conexões cerebrais é mais propícia. Além disso, há cada vez mais evidências de que a arquitetura do cérebro é construída a partir das experiências vivenciadas. Por isso, é muito importante oferecer cuidado, afeto e estímulos o mais cedo possível à criança, até mesmo durante a gestação, para que ela possa desenvolver de forma plena habilidades como pensar, falar e aprender.

Um dos principais estímulos que pais e cuidadores podem oferecer à criança, desde a gestação até os 6 anos, é a leitura. Ela é tão importante que se tornou uma recomendação médica no exterior e no Brasil. O objetivo da campanha “Receite um Livro” é mobilizar os médicos pediatras a estimularem a leitura parental para – e com – as crianças de zero a seis anos como forma de promover o desenvolvimento infantil integral.

Como parte da campanha será distribuída aos pediatras a publicação “Receite um livro: fortalecendo o desenvolvimento e o vínculo”, que traz conteúdo atualizado e baseado em evidências científicas sobre os impactos da leitura no desenvolvimento infantil, bem como orientações de como incluir o estímulo à leitura na prática clínica. Juntamente com a publicação, os pediatras ganharão um kit de livros do Programa Itaú Criança. Essa é uma iniciativa que distribui livros gratuitamente para famílias por meio do site: www.itau.com.br/crianca.

Os pediatras também receberão por um ano newsletters bimestrais “Receite um livro”, com exemplos de profissionais e/ou instituições que já realizam o estímulo à leitura em sua rotina, dicas de acesso a livros, conteúdo científico, entre outras informações relevantes sobre o tema. Essa campanha é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Pediatria, em parceria com a Fundação Itaú Social e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Ler para as crianças em voz alta ativa regiões do lado esquerdo do cérebro associadas, entre outras coisas, à compreensão narrativa. Essa é a conclusão de uma pesquisa recente intitulada “Home reading environment and brain activation in preschool children listening to stories”.

“Apesar de estudos comportamentais já terem demonstrado os benefícios para linguagem oral da leitura para crianças pequenas, os efeitos sobre o cérebro não haviam sido ainda quantificados”, observou o artigo, publicado em agosto de 2015 na Pediatrics, uma das principais revistas sobre pediatria do mundo. A pesquisa quantificou, por meio de ressonância magnética funcional, os efeitos da leitura sobre a atividade cerebral de 19 crianças de 3 a 5 anos de idade. Crianças cujos pais reportaram ler mais para seus filhos e ter mais livros em casa apresentaram uma ativação significativamente maior de áreas do hemisfério esquerdo do cérebro.

O artigo, em inglês, pode ser conhecido no site http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2015/08/05/peds.2015-0359

Duas vezes por dia, uma equipe de voluntários entra na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Instituto Fernandes Figueira (IFF), no Rio de Janeiro, para ler histórias para bebês prematuros. O hospital é referência para doenças infantis crônicas. E a iniciativa faz parte do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (Napec), que desde 2001 desenvolve junto aos pacientes e familiares da instituição oito ações que têm como mola mestra a leitura de histórias. “O livro é a ligação do hospital com a realidade da qual as crianças estão afastadas em virtude do momento de internação”, explica a idealizadora e coordenadora do Napec, a pedagoga Magdalena Oliveira. Fonte: SBP

Para conhecer mais sobre a importância desta campanha, clique na categoria Entrevistas deste blog para ler a opinião do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo da Silva Vaz. Nessa entrevista, ele fala sobre como essa prática vem sendo estimulada nas consultas médicas e quais as maiores dificuldades que os pediatras encontram para incluir essa recomendação no seu dia a dia.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Carinho com as crianças

19/10/2015 – 10:15h

A campanha do Itaú Criança 2015 “Leia para uma criança #isso muda o mundo” está mais criativa ainda que as anteriores. Aliás, é bom frisar, a campanha em si, com a distribuição de livros e incentivo à leitura, já é algo louvável. Mas a cada ano, vem se tornando melhor.

Este ano, além de um comercial super legal, inspirado na saga do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda e a espada Excalibur, com todos os ingredientes que fascinam as crianças, os promotores ainda surpreendem com outros detalhes. Detalhes, porém, importantes, pois demonstram o carinho e desejo de aproximar a campanha cada vez mais das crianças e do universo infantil.

Quem já solicitou os livros no site do Itaú www.itau.com.br/criança/ e está aguardando a remessa, prepare-se para uma boa surpresa. Os livros vêm embalados num envelope criativo que, de cara, já vai envolver as crianças. Em letras enormes e manuscritas, está escrito:

Remetente: Princesa

Endereço: Castelo de Cristal – Alto da Montanha Dourada – Reino Encantado.

Os selos são de um casal de Príncipe e Princesa.

Está bem assim? Tem mais: Junto com os livros, um folheto para a criança recortar, colar e brincar.

São estes detalhes, dignos de registro, que tornam tudo mais significativo e deixam a campanha mais bonita ainda. Parabéns para a equipe do Itaú Criança.