Brasileiros na Feira de Guadalajara

27/11/2015 – 12:44h

Entre os dias 28 de novembro e 6 de dezembro acontece a Feira Internacional do Livro de Guadalajara – FIL 2015, a maior dentre as nações hispano-americanas e a principal porta de acesso para os mercados estratégicos da América Latina e Estados Unidos. Para esta edição são esperados cerca de dois mil expositores, de mais de 40 países e um público que ultrapassa os 750 mil visitantes.

Em 2015, o estande brasileiro organizado pelo Brazilian Publishers (BP) – uma parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) será composto por 19 editoras. Essa participação superou a edição anterior, quando 11 empresas levaram seus títulos à FIL Guadalajara.

O balanço positivo registrado na Feira do Livro de Frankfurt deste ano, que deve gerar exportações no valor de US$ 500 mil – incluindo os negócios gerados para os próximos doze meses, reforça a expectativa positiva das editoras brasileiras com relação ao sucesso do evento em Guadalajara. “A alta do dólar e a crescente produção de qualidade do Brasil, que vem conquistando os mercados mundiais, mostram um cenário animador”, ressalta o gerente de Relações Internacionais da CBL, Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes.

“Contamos com uma nova identidade visual, que estampa os 90m2 de estande planejados pela brasileira 3A1. Também estamos reforçando nossa atuação como exportadores de conteúdo, que de fato somos, para mostrar ao mundo a riqueza da produção cultural brasileira”, explica Luiz Alvaro. “Além disso, reestruturamos a forma como são realizadas as reuniões de matchmaking, a fim de otimizar o tempo de duração do evento e favorecer encontros que propiciem negócios concretos”.

Dentre as novidades deste ano está o catálogo de rights em EPub, que abrange o conteúdo das editoras associadas ao Brazilian Publishers. “A lista de obras disponíveis sempre  foi impressa e, desde 2012, passamos a disponibilizá-la em PDF. Acreditamos que, com essa inovação, fruto de uma parceria com a editora O Fiel Carteiro, especializada em materiais digitais, abre-se a oportunidade de nos fortalecermos no exterior e profissionalizarmos, cada vez mais, nossa atuação no mercado internacional”, ressalta o presidente da CBL, Luís Antonio Torelli.

A escritora mineira Paula Pimenta é uma das convidadas do projeto brasileiro

Projeto Destinação Brasil e autores convidados

Em sua quarta edição consecutiva, o Projeto Destinação Brasil conta com a participação de autores brasileiros. Antônio Prata e Paula Pimenta irão a convite do evento e do projeto Brazilian Publishers. Eles serão responsáveis por retratar a diversidade do País em debates durante os três primeiros dias de evento.

A escritora Paula Pimenta diz que é uma honra representar o Brasil no México. Segundo ela, que já tem recebido recados das leitoras mexicanas nas redes sociais – todas ansiosas – a feira será muito emocionante. “Fico muito feliz por saber que estou mostrando um pouquinho do Brasil para o mundo. Este foi o ano em que mais lancei livros – quatro ao todo, muito bem recebidos pelo público. Além disso, vários autores brasileiros entraram nas listas de mais vendidos. Acho que as pessoas estão valorizando cada vez mais os autores nacionais. A profissão crescerá no Brasil! ” Os demais escritores foram convidados pelo evento.

Escritor Antônio Prata: oportunidade para saber o que se passa em outros países

Para o escritor Antônio Prata, participar de uma feira como a de Guadalajara representa a oportunidade de falar sobre a literatura brasileira e ouvir muito sobre o que se passa em outros países – principalmente os da América Latina. “Eventos como este servem não só para nós, escritores, nos aproximarmos mais do que está acontecendo lá fora, mas também para pensarmos sobre o nosso trabalho, sobre a nossa escrita”, detalha Prata.

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara foi fundada há 29 anos pela Universidad de Guadalajara. É realizada no Centro de Exposições daquela cidade e sempre conta com um país homenageado. Este ano, o convidado de honra é o Reino Unido. O Brasil também já recebeu a láurea, em 2011. Site da feira:  http://www.fil.com.mx/info/info_fil.asp

“A diferença que fiz”

24/11/2015 – 19:40h

Lançamento da Editora Évora traz uma história que aborda relações humanas e como uma doença terminal pode modificar comportamentos.

Muitos jovens descobrem o poder de contar uma boa história antes dos 30 anos e resolvem desenvolver esse dom. Foi isso que aconteceu com Rogério Mendonça, o Gutti, que está lançando pelo selo Generale, da Editora Évora, “A Diferença que Fiz”, e traz a história de um jovem bem nascido, Arthur Zanichelli, órfão de mãe, que se rebela contra o pai em uma atitude destrutiva.

Depois de se envolver em um acidente, em que ele atropelou um jovem e destruiu mais um carro, o pai de Zanichelli decide “abandoná-lo” em um hospital especializado em tratamento de crianças e jovens com câncer. Lá, Arthur conhece meninos e meninas e se aproxima de pessoas de sua idade, o que provoca uma verdadeira revolução em seu comportamento.

“A Diferença que Fiz” é uma história de redenção e de relacionamento, já que seu personagem central, o jovem e rebelde Arthur, começa a repensar sua vida a partir do sofrimento das pessoas que ele conhece durante sua estada no hospital. Ele vai conhecendo os pacientes e se preocupa com o estado de cada um – Luca, Tiago, a menina Sara e Yasmim, por quem se apaixona.

“Estou falando do futuro. O futuro é capaz de fazer o que você estiver disposto a fazer. Se uma diferença positiva na vida de algumas pessoas é o que você quer fazer, o futuro vai estar lá para que você atinja esse objetivo. Para o futuro, não importa se você tem só mais um dia pela frente ou um século, nunca é tarde demais”. E Arthur refletia cada vez mais em sua vida e na diferença que pode fazer, a partir de então.

O autor Rogério Mendonça (Gutti) é consultor de negócios e começou a escrever por lazer. Publicou seu primeiro livro, “O preço de uma lição”, em 2011. Após o retorno positivo, não parou mais de escrever para o público jovem e adolescente em colunas na internet e nas redes sociais. Lançou seu segundo livro, “Mais uma chance”, em 2013. Acompanhando o amadurecimento de seus leitores, traz agora “A diferença que fiz” com uma temática madura e menos adolescente.

“A Diferença que Fiz” é uma história de relações humanas, comportamento das pessoas diante de uma doença terminal e como tudo isso pode modificar um ser humano é o novo lançamento da Editora Évora, pelo selo Generale e está disponível em todas as livrarias ou pelo www.editoraevora.com.br A editora também conta com uma likestore no Facebook com descontos em livros do Selo Generale. Para conferir as promoções, acesse: https://www.facebook.com/EDgenerale/app_206803572685797

Crianças escrevem junto com Ilan Brenman

23/11/2015 – 18:44h

Olha que legal: turmas da Educação Infantil ao 6º ano do Ensino Fundamental que participaram do projeto Oficinas do Texto, da Positivo Informática Tecnologia Educacional, recebem os pais para celebrar a entrega dos livros em cerimônia realizada pela escola e com presença do autor Ilan Brenman. As oficinas de texto já têm mais 1,2 milhões de livros produzidos por alunos de todo o país e parceria com grandes personalidades.

868 alunos de 34 turmas do Colégio Nossa Senhora do Rosário, em Curitiba – PR, que participaram, em 2015, do projeto Oficinas do Texto, da Positivo Informática Tecnologia Educacional, viveram um dia muito especial. Eles receberam, este mês, das mãos de professores, coordenadores e diretores o livro “O Elevador Mágico”, que escreveram em parceria com Ilan Brenman, um dos mais renomados escritores infantojuvenis do país com mais de 60 obras publicadas e premiado três vezes pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

A proposta de Ilan Brenman para as oficinas desse ano apresenta um mundo permeado de mistérios e aventuras. Tudo se passa em um elevador antigo e misterioso e que guarda uma surpresa em cada andar, como planetas, dinossauros e até navios piratas. As ilustrações são de Sérgio Magno e o texto fica a critério da imaginação e criatividade de cada aluno. Mas, a grande novidade desta edição é que durante as oficinas os alunos tiveram a oportunidade de gravar um áudio contando a história que criaram. O arquivo foi transformado em QRCOde e virá impresso no livro, permitindo que a criança ouça a narração em tablets ou smartphones.

Desde 2000, o projeto Oficinas do Texto estimula crianças e adolescentes a produzirem obras pela internet utilizando como base textos, ilustrações e enredos elaborados por grandes personalidades. Cerca de 1,2 milhões de exemplares já foram produzidos por alunos de todo o país. “A tecnologia é uma ferramenta valiosa também para incentivar a leitura a prática da escrita. Esse é um dos projetos mais bem sucedidos do Educacional. Não é à toa que há quinze anos faz parte da seleção de projetos colaborativos. A cada ano com novas propostas e atividades instigantes e inspiradoras”, afirma Andréa Maia de Santana, gerente de Portais Educacionais da Positivo Informática Tecnologia Educacional. Além de Brenman, em 2015, o projeto conta com a parceria de Ziraldo e Luis Fernando Verissimo.

Os vencedores do Prêmio Jabuti

20/11/2015 – 12:07h

Para muitos autores, ilustradores e editoras, hoje, é dia de comemoração. São os ganhadores do mais importante prêmio brasileiro de literatura: o Jabuti. Ontem, foi divulgada a relação dos vencedores. As três obras de cada uma das 27 categorias receberam a maior pontuação dos jurados e foram premiadas em primeiro, segundo e terceiro lugares.

No caso deste blog, que é dedicado à literatura infantil, estamos divulgando os vencedores nas  categorias “Ilustração de livro infantil ou juvenil”, “Infantil”, “Infantil Digital” e “Juvenil” _ uma referência para os pais e educadores no momento de selecionarem livros para as crianças e jovens.

O resultado da apuração da segunda e última fase foi validado pelo Conselho Curador do prêmio e também pela Auditoria Ecovis Pemom. Os livros do Ano de Ficção e Não Ficção serão anunciados no dia 3 de dezembro, quando acontece a cerimônia de entrega das estatuetas no Auditório Ibirapuera.

O leitor que desejar conhecer os demais premiados, deve clicar no linkhttp://premiojabuti.com.br/vencedores-2015/todas-categorias-3/

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º Lugar – Título: A Força da Palmeira – Ilustrador(a): Anabella López – Editora: Pallas Míni

2º Lugar – Título: Os Três Ratos de Chantilly – Ilustrador(a): Alexandre Camanho – Editora: Editora Pulo do Gato

3º Lugar – Título: O Livro do Acaso – Ilustrador(a): Nelson Cruz – Editora: Abacatte Editorial

Infantil

1º Lugar – Título: A História Verdadeira do Sapo Luiz – Autor: Luiz Ruffato – Editora: Editora DSOP

2º Lugar – Título: A Roupa Nova do Arco-da-velha – Autor: Flávia Savary – Editora: Editora Cidade Nova

3º Lugar – Título: A Raiva – Autor: Blandina Franco – Editora: Zahar

Infantil Digital

1º Lugar – Título: Meu Aplicativo de Folclore – Autor: Ricardo Azevedo – Editora: Editora Ática

2º Lugar – Título: Via Láctea de Olavo Bilac – Autor: Samira Almeida E Fernando Tangi – Editora: Storymax

3º Lugar – Título: Flicts – Autor: Ziraldo – Editora: Editora Melhoramentos e Engenhoca

Juvenil

1º Lugar – Título: A Linha Negra – Autor: Mario Teixeira – Editora: Editora Scipione

2º Lugar – Título: Os Olhos Cegos dos Cavalos Loucos – Autor: Ignácio de Loyola Brandão – Editora: Editora Moderna

3º Lugar – Título: Memórias Quase Póstumas de Machado de Assis – Autor: Álvaro Cardoso Gomes – Editora: FTD Educação

“A caminhada”

18/11/2015 – 18:23h

Obra do norte-americano Grant Maxwell combina teoria e experimentação sobre a forma de contar histórias e induzir o sono pelo modo como as palavras são ditas. Em português, transporta a criança para uma aventura cativante com abordagem delicada e belíssimas ilustrações.


A cena se repete cotidianamente na casa de grande parte das famílias com crianças pequenas. À noite, mesmo depois de colocar o pijama, escovar os dentes e ir para cama, elas continuam com a “corda toda”, cheias de energia para brincar e conversar. O sono não vem e a paciência dos pais se vai.

Com o norte-americano Grant Maxwell, Ph.D. em Língua Inglesa e pai de um menino muito ativo, não era diferente. Noite após noite, ele se sentava ao lado da cama do pequeno Mason, procurando maneiras de ajudá-lo a se acalmar e adormecer. A partir dessa experiência pessoal e estudos sobre desenvolvimento infantil e psicologia, Maxwell escreveu o livro “A Caminhada”, que desde o lançamento em 2013, foi bem acolhido por pais e filhos e recentemente ganhou enorme popularidade nos Estados Unidos.

A edição brasileira, foi lançada pela Coquetel, 32 páginas,  por R$ 14,90. O livro pode ser adquirido em lojas virtuais, livrarias e bancas de revista.

O livro conta a aventura do garotinho Mason, seus dois cachorrinhos, Rex e Totó, e um novo amigo (a criança que escuta a história) em meio a uma longa jornada por florestas, cavernas, lagos, montanhas, pedras preciosas, que o faz relaxar e embarcar em um mundo de sonhos.

Além da narrativa envolvente, o autor dá dicas aos pais de como fazer a leitura para embalar o sono das crianças, como deitá-las para relaxar o corpo e como pronunciar as palavras de maneira segura e suave, inclusive bocejando de vez em quando. Ao longo do texto, se encontram indicações sobre qual é o melhor momento para se usar diferentes técnicas: quando aparece a indicação “nome” entre parênteses, quem lê deve pronunciar o nome da criança que está ouvindo a história; nos pontos grafados em itálico, a leitura deve ser em um tom de voz baixo e relaxante, e naqueles em que há a indicação “bocejo”, deve-se emitir um leve bocejo para induzir a criança ao sono.

O autor conta que, durante seus estudos, leu muito sobre a análise de sonhos junguiana, e lhe pareceu natural aplicar suas pesquisas para tornar o adormecer uma tarefa mais tranquila. “Eu descobri que induzir um estado de sonho engana o cérebro, fazendo-o pensar que está adormecido e levando o corpo a relaxar. Com base nessa teoria, criei a história de um menino que sai para uma caminhada, que o faz percorrer um mundo de sonhos, tornando, dessa forma, mais fácil para a criança chegar ao inconsciente”, explica Maxwell.

Lançada quase como uma autoprodução, a obra tem ilustrações feitas por Susan Edwards, sogra do autor.

Novidades de Star Wars

16/11/2015 – 16:06h

A um mês do lançamento do próximo filme da saga Star Wars, “O despertar da força”, mercado editorial lança novidades. A  recomendação continua sendo: leiam os livros e aguardem para assistir ao filme.

A biografia de George Lucas

A Editora Évora, pelo selo Generale, já se antecipou e traz ao Brasil amanhã, 17 de novembro, o seu novo lançamento: a biografia “George Lucas – Skywalking a vida e a obra do criador de Star Wars”, de Dale Pollock, que revela os bastidores da vida do mais bem-sucedido diretor de Hollywood, apresenta as origens e o início da carreira, desde os primeiros curtas, o sucesso American Graffiti (Loucuras de Verão) e as franquias Star Wars e Indiana Jones. O posfácio da obra foi escrito pelo jornalista Hamilton Rosa Júnior que traz com exclusividade o universo expandido, com os brinquedos e produtos patenteados e agora a nova série de filmes.

A biografia mostra o cineasta visionário que virou referência para qualquer profissional e que, com Coppola e Spielberg, criou o cinema como o conhecemos hoje. A dificuldade em levantar o dinheiro que precisava para filmar, a gênese dos personagens de Star Wars, curiosidades sobre a seleção do elenco, nada passou em branco no brilhante e minucioso trabalho de pesquisa de Pollock.

George Lucas é também reconhecido como o cineasta que alavancou a indústria de tecnologia digital e efeitos especiais. As câmaras digitais usadas pelo cinema independente hoje não estariam tão evoluídas se Lucas não as tivesse usado e mostrado seu potencial comercial para a indústria. Depois de ler “George Lucas – Skywalking a vida e a obra do criador de Star Wars”, as pessoas vão querer rever todos os filmes e certamente perceberão que cada um conta um trecho da história do diretor, produtor e roteirista mais bem-sucedido de Hollywood.

O livro tem 438 páginas, custa R$ 49,90. Após o lançamento, consulte o site: http://www.editoraevora.com.br/

“Star Wars: estrelas perdidas”

Este é mais um livro que chega a reboque da expectativa de lançamento do próximo filme da saga Star Wars, “O despertar da força”, marcado para ser exibido a partir de 17 de dezembro: a Seguinte Editora lança “Star Wars: estrelas perdidas”, de Cláudia Gray, 448 páginas, está sendo lançado hoje, 16/11.

Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império, cujo poder sobre a galáxia aumentava a cada dia. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém, suas diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?
Esta é a alavanca da história e, através dos pontos de vista de Ciena e Thane, o leitor acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império – como as Batalhas de Yavin, Hoth e Endor – de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, “O retorno de Jedi”, e traz pistas sobre o episódio VII, “O despertar da força”.

O livro custa R$ 39,90 e, após o lançamento, estará nas principais livrarias brasileiras.

Mais três livros recontam a saga

A editora Seguinte também lançou, em setembro, duas séries inéditas que se passam no universo de Star Wars. Voltados aos jovens leitores e a todos os fãs que não aguentam mais esperar pelo próximo filme, os livros apresentam algumas histórias conhecidas de um jeito totalmente novo, assim como aventuras inéditas de Han Solo, Leia e Luke Skywalker.

“A princesa, o cafajeste e o garoto da fazenda”, de Alexandra Bracken
(Novelização do episódio IV, Uma nova esperança)

“Então você quer ser um Jedi?, de Adam Gidwitz
(Novelização do episódio V, O Império contra-ataca)

“Cuidado com o lado sombrio da força!”, de Tom Angleberger
(Novelização do episódio VI, O retorno de Jedi)

Cada um dos três volumes consiste em um episódio da trilogia clássica recontado especialmente para os jovens por um autor de destaque entre o público juvenil. Os interessados devem consultar o site www.editoraseguinte.com.br, que é o selo da Companhia das Letras de livros juvenis.

“A bola do vizinho”

14/11/2015 – 11:09h

Livro de imagem, da Editora Positivo, traz uma colorida história de amizade entre pequenos vizinhos


A Editora Positivo lança neste mês mais um encantador livro só de imagens, ilustrado com fotos, cascas de banana, pétalas de flor e tampas de remédio, transformados em carimbos. Em “A bola do vizinho”, de Raquel Matsushita, uma disputa entre pequenos vizinhos agita as páginas da obra.

Sentada de um lado da cerca e sozinha, a menina vê que o garoto brinca com uma colorida bola, também sem ninguém. Ao perceber que aquele jogo parece mais interessante, ela corre e busca uma bola maior. O menino, não deixando por menos, recorre a outra bola ainda maior e diferente.

Onde será que isso vai parar? No final, uma explosão de cores e uma sensação de alívio fazem com que riam e se divirtam, ao descobrir é que mais interessante brincar juntos.

Designer e autora de livros infantis, Raquel Matsushita constrói livros a partir de cores e formas. Para compor o projeto gráfico ela inventa capas, escolhe tipos de letra, organiza texto e ilustrações. Cria ilustrações de livros de diversos escritores, mas adora elaborar, também, as próprias histórias. Graduada em Publicidade e Propaganda, especializou-se em design gráfico, cor e tipografia pela School of Visual Arts (SVA), de Nova Iorque.

O livro custa R$ 35,50 e pode ser adquirido pela internet no site da editora:

http://loja.editorapositivo.com.br/produto/a-bola-do-vizinho-65990

A necessidade da literatura e o papel da biblioteca

12/11/2015 – 19:38h

Silvia Castrillon (*)

Esta reflexão se propõe a pensar a necessidade da literatura e o papel que a biblioteca escolar pode desempenhar nesse reconhecimento. Assim como a necessidade de que a escola garanta às crianças o acesso à literatura, a uma literatura de qualidade; e ao papel que a biblioteca escolar pode desempenhar nessa direção.

Para começar, gostaria de colocar uma pergunta, que não sei se faz justiça à escola, mas que é a preocupação de muitos: O modelo educacional atual excluiu a literatura, não somente como experiência estética, mas também como objeto de estudo?

Com minhas palavras, desejo prestar homenagem a duas pessoas que não estão mais entre nós, mas que, de formas distintas, foram a vanguarda de uma reflexão sobre a leitura – e, em especial, da literatura. Seus textos nos acompanham e esse é, justamente, um dos valores da literatura. São eles: Bartolomeu Campos de Queirós e a escritora argentina Graciela Montes.

A educação atual em nossos países – e temo que nisso também se manifeste a globalização – tornou supérflua a presença da literatura na sua condição de possibilidade de busca de sentido e como forma de conhecimento existencial. E ainda, o ensino da literatura, como objeto de análise e como fato histórico, passou a segundo plano, para deixar os primeiros postos aos saberes de maior prestígio no mundo contemporâneo.

O modelo educacional é pragmático e utilitário, forma para a competitividade e oferece o sucesso como meta. Um sucesso calcado na acumulação de bens materiais e em dar as costas a quem não o consegue, à maioria, portanto.

Por outro lado, esse modelo privilegia um suposto conhecimento – pragmático e utilitário – que se reduz a um acúmulo de informação. Informação que, segundo esse mesmo modelo, caduca, porque se exige de quem se forma uma permanente atualização – a chamada reciclagem – o que não seria negativo, se reconhecesse e partisse de aprendizados anteriores.

Esse conhecimento proposto pela escola não tem nada a ver com um conhecimento existencial, com uma busca de si mesmo, com uma indagação sobre o sentido da vida, do mundo e do papel de cada um em sua construção. Com um “compreender melhor a vida e a morte”, nas palavras de Fernando Bárcena.

Esse modelo não promove a reflexão, a introspecção, o diálogo interior, a contemplação. Tudo o que não pode ser medido por um número está fora de suas preocupações. E só propõe o caminho fácil, negando a dificuldade.

Supostamente, esse modelo tem como propósito a formação da autonomia e da subjetividade, contudo, essa formação não ocorre a partir do reconhecimento do outro nem da responsabilidade que se tem frente a ele. Pelo contrário: se constrói por meio da competição e da formação de pessoas individualistas, egoístas e, de certo modo, autistas.

Esse modelo privilegia a rapidez e a busca pela novidade, rende tributo à velocidade. Nega a memória como patrimônio que pertence a todos e que se forma mediante o acúmulo. Como diz George Steiner: “hoje, nossa escolaridade é amnésia planejada”.

Valoriza-se, de maneira equivocada, o local e o territorial como forma de enfrentar o global; igualmente, reconhece o multiculturalismo, mas como resposta às políticas de identidade e não como um saudável e necessário reconhecimento da diferença, sem estimular o diálogo entre grupos e culturas. Promove uma estima falsa das culturas populares, étnicas e juvenis, negando condições e valores universais.

Por último, com esse modelo, perdeu-se o valor da palavra, tanto a oral como a escrita. Em um enfrentamento com a imagem, onde os únicos que perdem são as crianças e os jovens que ficam privados da palavra. Tudo o que foi dito anteriormente não pode ser generalizado, pois exceções acontecem, especialmente quando professores e bibliotecários são conscientes dessa realidade e fazem algo para transformá-la.

Tampouco se pode atribuir à escola a responsabilidade por esse modelo, pois a sociedade determina as metas; a sociedade entendida como nação, mas também, a sociedade de um mundo globalizado, onde essas metas são cada vez mais homogêneas.

A biblioteca escolar poderia contribuir com a transformação desse modelo, dando à leitura e à escrita uma dimensão que permita a reflexão, o diálogo e o pensamento, associados à presença da literatura, abrindo tempo e espaço para ela. Fazendo, com os professores, um trabalho em primeira mão de leitura e discussão de textos literários de qualidade, que desse aos clássicos um destaque especial.

Por que a literatura

Não é necessário acrescentar mais evidências, além das reconhecidas por todos, sobre a necessidade da literatura. Somente e, em homenagem a Bartolomeu, gostaria de recordar algumas de suas palavras:

A literatura é capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o que ainda está por conhecer; considerando que esse diálogo entre as diferenças – inerente à literatura – nos confirma como participantes de redes de relações; [reconhece] a flexibilidade do pensamento, participa da construção de novos desafios para a sociedade; (…) por sua configuração, acolhe a todos e convoca para o exercício de um pensamento crítico, ágil, imaginativo; (…) a metáfora literária acolhe as experiências do leitor sem ignorar suas singularidades.

Por tudo isso, Bartolomeu propõe que a leitura literária é um direito de todos, que ainda não está escrito. Direito que também reclamou outro grande brasileiro: Antonio Candido.

Ordenação do caos, forma de conhecimento existencial e humano, reconhecimento do outro, estímulo à reflexão, possibilidade de tomar distância diante do mundo, encontro de uma posição, como disse Sartre, entre “um universalismo dogmático e um relativismo pragmático”, forma de tornar própria uma das heranças mais importantes da humanidade – e de conectar-se com ela – de dotar com palavras o silêncio e a angústia das crianças e jovens. A literatura nos oferece tudo isso e muito mais: um prazer que advém de tudo o que foi dito antes. Não é prazer transcendente o que se propõe quando se oferece como forma de diversão ou recreação, como mercadoria ou bem de consumo.

Por tudo isso, a escola deveria ser a “grande ocasión” como diz Graciela Montes e, para tal, segundo ela, deve:

Garantir um espaço e um tempo, textos, mediadores, condições, desafios e companhia para que o leitor se instale em sua posição de leitor (…) (que é uma postura única, inconfundível, que supõe certo recolhimento e um distanciamento, um por-se à margem para, então, produzir observação, consciência, viagem, pergunta, sentido, crítica, pensamento) (…)
A escola deve incentivar as audácias [de crianças e jovens], acompanhar suas dúvidas, contribuir com a sua poética, fortalecer sua qualidade de sujeitos de uma experiência, ajudá-los a ampliar essa experiência, ouvir as narrações, as intervenções, os registros, facilitar seu ingresso ao universo cultural e dar-lhes possibilidades para misturar-se em sua trama…

E, em certa medida: “enfrentar o aluno com a alteridade, com aquilo que não é ele, para que compreenda melhor a si mesmo”, como disse a professora francesa Cécile Ladjali, em um diálogo com George Steiner. Dando, ao mesmo tempo, sentido às palavras silêncio, escuta e cortesia.

Creio nisso e penso que a melhor maneira de consegui-lo é por meio da biblioteca escolar, que está conclamada a realizar um trabalho em sintonia coma a sala de aula e com todos os professores. E é o bibliotecário, leitor convencido da necessidade da literatura, a quem cabe convocar os professores e diretores para esse propósito, se não quisermos que a maioria de nossas crianças seja excluída desse direito à literatura. E à melhor literatura.

(*) Especialista em políticas públicas de apoio à leitura e escrita, trabalha na concepção e implantação de projetos e campanhas de fomento ao livro e à leitura e bibliotecas públicas e escolares.
Texto apresentado na FLIP 2012, na mesa Biblioteca da Escola, promovida pelo Movimento por um Brasil Literário. Publicado na Revista Emília. Tradução de Thaís Albieri.

O escritor Lázaro Ramos

11/11/2015 – 17:41h

Pouca gente sabe, mas o ator Lázaro Ramos também escreve histórias para crianças e já lançou três livros. O mais recente, da Pallas Editora, é “Caderno de Rimas do João”, 40 páginas, ilustrações de Maurício Negro.

Lázaro Ramos gosta de escrever ressaltando a cultura negra em seus personagens e contextos das histórias. Em entrevista à Folhinha, ele explicou: “Muitas vezes faltam referências de heróis negros. Esse rosto diverso é fundamental para a infância, não só para a criança negra, mas para toda e qualquer criança.” Segundo ele, “um pai que esteja atento, que queira que seu filho conviva com a diversidade, hoje consegue achar um bom catálogo na internet”.

“Caderno de Rimas do João” é um pequeno dicionário que explica palavras com rimas e trocadilhos produzidos a partir da sua experiência com o  filho de 4 anos de idade. Quem desejar adquirir o livro (que custa R$ 35,00)  pode recorrer ao site da editora em http://www.pallaseditora.com.br/produto/Caderno_de_rimas_do_Joao/287/5/

Em 2010, Lázaro Ramos lançou “A Velha Sentada” pela Editora Uirapuru.

A história do primeiro livro, “As Paparutas”, ele adaptou para teatro com muito sucesso.

“Os dois primeiros livros me ensinaram coisas. Acho que o primeiro era muito ‘verdinho’, escrevi com 21 anos de idade. Tem uma inocência ali, era só um pós-adolescente tentando dar uma explicação para uma memória afetiva de infância, não tem uma linguagem. Já a “Velha Sentada” tem uma pesquisa”.

Mas como o escritor Lázaro Ramos disse, na internet dá para encontrar bons livros que tratam da cultura africana para as crianças. Deixo aqui um link para os interessados baixarem vários contos consagrados: http://oincrivelze.com.br/2015/11/download-arquivo-com-34-contos-africanos/

Prepare-se: esta é a semana das HQ em BH

9/11/2015 – 19:08

De quarta-feira, dia 11/11, a domingo, dia 15, Belo Horizonte vai manter a sua tradição e se transformar na capital dos HQ ao sediar mais uma vez o Festival Internacional dos Quadrinhos, FIQ 2015. A Fundação Municipal de Cultura, realizadora do festival, explica como vai funcionar o evento que é aberto à população.


Em sua nona edição, o Festival Internacional dos Quadrinhos – FIQ 2015 vai promover entre os dias 11 e 15 de novembro, na Serraria Souza Pinto, encontros, exposições, oficinas e um grande número de lançamentos. O evento, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, é pioneiro nas discussões sobre representatividade e continua trabalhando para tornar o universo dos quadrinhos um espaço mais acolhedor, e, por isso, mais rico e diverso. A programação completa do FIQ-BH 2015 está disponível no site www.fiqbh.com.br.

Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira, “as políticas culturais e as artes devem atuar também de forma crítica. A arte tem um papel transformador. Essa edição do FIQ procura ser ousada nesta proposta, ao discutir temas como a questão de gênero e a diversidade, sempre com o objetivo de promover o respeito ao outro e contribuir para a mudança de paradigmas e quebra de preconceitos, sobretudo, no momento crítico em que vive o país. A aposta pelo respeito, proposta pelo festival, é uma forma de expressão cultural no seu mais amplo e contundente sentido”, pondera.

Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da Fundação Municipal de Cultural, assina a coordenação geral do evento, que tem curadoria de Ana Koehler e Daniel Werneck. Ana destaca que o caminho seguido por esta edição no que tange às questões de gênero é orgânico e reflete a produção de quadrinhos no país. “Por ser um festival profundamente conectado e observador do cenário brasileiro de quadrinhos, o FIQ não poderia deixar de acompanhar a mudança que este está passando, ou seja, a presença crescente de mulheres atuantes no meio. Que elas tenham o seu espaço no festival é apenas natural e pela envergadura do evento isso tem uma mensagem muito forte de abertura e respeito à diversidade”, analisa a curadora.

“É um festival multifacetado, que sempre buscou convidados que representem o cenário do Brasil, tanto com nomes já conhecidos quanto com novos talentos, fugindo do eixo RJ-SP. O FIQ também, pela primeira vez, tem uma mulher compondo a curadoria, a Ana Koehler, que é uma das pessoas mais importantes no debate sobre a presença feminina nos quadrinhos”, afirma Afonso Andrade.

Uma das convidadas de destaque internacional é Marguerite Abouet, da Costa do Marfim. Ela se torna a primeira costa-marfinense a participar do festival. “A presença de autoras, pesquisadoras, editoras e leitoras, está criando espaços de visibilidade e criação que, por sua vez, estão gerando mais projetos e criando um público leitor mais diversificado. Tudo isso, por sua vez, também incentiva que outras mulheres possam sentir-se acolhidas no cenário dos quadrinhos”, completa Ana Koehler.

O Festival Internacional dos Quadrinhos, correalizado pela Associação dos Amigos do Centro de Cultura de Belo Horizonte (AMICULT) também entrou de cabeça na campanha “Que diferença faz?” concebida pelo Ministério Público de Minas Gerais em conjunto com movimentos sociais, universidades e sociedade civil com o objetivo de combater todas as formas de preconceito.

Homenagem

Como já é de costume, o FIQ-BH elege uma figura representativa do universo dos quadrinhos como homenageado e, para esta edição, o escolhido foi o baiano Antonio Cedraz. Nascido em 1945, na cidade de Miguel Calmon, Antonio Luiz Ramos Cedraz começou a criar histórias aos 16 anos e conciliou a vida inteira os quadrinhos com a carreira de bancário, produzindo diversas séries de histórias, como “Lúbio”, “Zé Bola”, “Joinha”, “Ana” e “Pipoca”. Sua criação mais popular, a “Turma do Xaxado”, explora a cultura do nordeste, em especial da Bahia em suas histórias. Falecido em setembro de 2014, em Salvador, Cedraz teve seu trabalho reconhecido em vida. Recebeu seis prêmios HQMIX, a principal premiação dos quadrinhos brasileiros e foi consagrado com o título de Mestre Nacional dos Quadrinhos, categoria do Prêmio Angelo Agostini, concedido pela Associação dos quadrinistas e caricaturistas de São Paulo, AQCSP.

“O Cedraz foi convidado como nosso homenageado ainda no ano passado, depois veio a notícia da morte dele”, comenta Andrade. A obra do baiano será celebrada na exposição “Cedraz: Mestre dos Quadrinhos”, que vai reunir dezenas de quadrinistas reinterpretando personagens criados por ele, sob a curadoria de Lucas Pimenta.

Capital dos quadrinhos

Não é exagero dizer que o FIQ-BH chega a sua nona edição colocando Belo Horizonte como a capital dos quadrinhos e como o maior evento de quadrinhos do país, posição já conquistada anteriormente e que agora se expande ainda mais. Os números explicam: serão quatro grandes exposições, além das oficinas e atividades paralelas. Os lançamentos anunciados já mostram, em relação à edição anterior, um aumento considerável de novas publicações.

Toda a programação é gratuita. “Entre convidados e expositores, vamos ter mais de 500 quadrinistas, já são 112 convidados confirmados”, conta Afonso, citando, entre eles Mauricio de Sousa, Jeff Smith (EUA), Gail Simone (EUA), Cameron Stewart (Canadá), Amy Chu (EUA), Howard Chaykin (EUA) e muitos mineiros de destaque nacional e internacional, como Eduardo Pansica, os irmãos Vitor e Lu Caffagi, Laura Athayde, Duke, Lelis. Além dos renomados artistas nacionais como Marcelo D’Salete, Shiko, Fernanda Nia e Bianca Pinheiro.

“As mesas de artistas, nos moldes dos artists’ alleys que acontecem no exterior, pularam de 34 em 2013 para 123 neste ano, sendo que em cada uma delas temos pelo menos dois quadrinistas”, destaca Afonso Andrade. “O festival acompanha o que vem acontecendo no mercado dos quadrinhos. Desde 2006 esse mercado está em crescimento, estimulado por fatores diversos. Uma série de ferramentas online otimizam a capacidade dos artistas de dar visibilidade ao trabalho e ter o contato com o público. A produção gráfica de alta qualidade tornou-se mais acessível e as formas de publicação estão se multiplicando. Além da compra de quadrinhos pelos governos federais, estaduais e municipais, há o surgimento de novas editoras, assim como um aumento nas formas de se publicar. Boa parte dos lançamentos que serão realizados durante o FIQ-BH foram financiadas através de financiamento colaborativo online. Essa forma de publicação vem crescendo muito desde 2011, quando o primeiro quadrinho publicado através de uma plataforma de financiamento colaborativo foi lançado na edição daquele ano do FIQ-BH. “O evento é estimulado por isso tudo e também estimula. Acaba sendo essa grande vitrine,  mas não seria tão grande se não tivéssemos de fato uma farta e boa produção acontecendo”, avalia Andrade.

Destaques

Como já é tradição, a programação do evento apresenta uma série de atividades para públicos diversos. “Temos uma variedade de estilos e podemos destacar que há grande força da produção autoral”, afirma Afonso Andrade. Entre os destaques da vasta programação, ele cita as quatro grandes exposições do evento. Em “Cedraz: Mestre dos Quadrinhos”, o artista baiano é homenageado. A exposição “Alves: Cerrado em Quadrinhos”, apresenta uma reunião da produção do artista mineiro sobre um dos nossos grandes biomas. “Heroica” vai reunir cinco ilustradoras reinterpretando cinco personagens femininas, heroínas e vilãs, do universo da Marvel e da DC Comics. Foram reconstruídas as personalidades e os uniformes das personagens. Com uma proposta de interatividade, essas personagens serão representadas por cosplayers que circularão pelo evento vestidos com os uniformes reimaginados. Na exposição “A Ciência dos Super-Heróis”, cinco desenhistas e uma equipe de cientistas se reúnem para redesenhar os personagens Hulk,  Flash, Homem de Ferro e Mulher Invisível sob a luz do conhecimento científico atual.

“Também teremos pela segunda vez a rodada de negócios em parceria com o SEBRAE/MG, que vai possibilitar o encontro de artistas com representantes de 12 editoras nacionais. Foi um sucesso na edição anterior e por isso trazemos novamente”, conta Andrade. Outros destaques, segundo ele, são a mesa inédita que tem como tema os quadrinhos inclusivos, o Duelo HQ, experiência realizada na Gibicon (Curitiba) e que agora ganha Belo Horizonte, além das oficinas que trazem oportunidades de ampliar conhecimentos tanto para iniciantes quanto para quem já tem experiência em quadrinhos.

Bate-papos, debates e atividades vão acontecer no Auditório Mateus Gandara. A cada edição, o espaço para esses encontros é batizado em homenagem a um artista que deixou sua marca nos quadrinhos. Desta vez, o auditório reverencia Mateus Gandara, que foi artista plástico e coordenador do grupo de estudos de desenho com modelo vivo da Universidade de Brasília, UnB. Mateus faleceu em 2015, aos 28 anos. No auditório Mateus Gandara, vão marcar presença nomes como Ricardo Tokumoto, Luís Felipe Garrocho, Chantal, Birgit Weyhe, Phillippe Ôtié, Cris Peter, entre outros. Haverá também um bate-papo com os curadores Ana Koehler e Daniel Werneck, com mediação de Afonso Andrade, abrindo o processo e os desafios da curadoria.

Destaca-se, ainda, uma programação paralela com dois eventos: O Faísca – Mercado Gráfico, feira que contempla não apenas quadrinhos, mas as artes gráficas de maneira geral, e que vai acontecer sob o Viaduto Santa Tereza no sábado, dia 14, e o Traço – Desenho e Música Ao Vivo, no Sesc Palladium.