“A caminhada”

18/11/2015 – 18:23h

Obra do norte-americano Grant Maxwell combina teoria e experimentação sobre a forma de contar histórias e induzir o sono pelo modo como as palavras são ditas. Em português, transporta a criança para uma aventura cativante com abordagem delicada e belíssimas ilustrações.


A cena se repete cotidianamente na casa de grande parte das famílias com crianças pequenas. À noite, mesmo depois de colocar o pijama, escovar os dentes e ir para cama, elas continuam com a “corda toda”, cheias de energia para brincar e conversar. O sono não vem e a paciência dos pais se vai.

Com o norte-americano Grant Maxwell, Ph.D. em Língua Inglesa e pai de um menino muito ativo, não era diferente. Noite após noite, ele se sentava ao lado da cama do pequeno Mason, procurando maneiras de ajudá-lo a se acalmar e adormecer. A partir dessa experiência pessoal e estudos sobre desenvolvimento infantil e psicologia, Maxwell escreveu o livro “A Caminhada”, que desde o lançamento em 2013, foi bem acolhido por pais e filhos e recentemente ganhou enorme popularidade nos Estados Unidos.

A edição brasileira, foi lançada pela Coquetel, 32 páginas,  por R$ 14,90. O livro pode ser adquirido em lojas virtuais, livrarias e bancas de revista.

O livro conta a aventura do garotinho Mason, seus dois cachorrinhos, Rex e Totó, e um novo amigo (a criança que escuta a história) em meio a uma longa jornada por florestas, cavernas, lagos, montanhas, pedras preciosas, que o faz relaxar e embarcar em um mundo de sonhos.

Além da narrativa envolvente, o autor dá dicas aos pais de como fazer a leitura para embalar o sono das crianças, como deitá-las para relaxar o corpo e como pronunciar as palavras de maneira segura e suave, inclusive bocejando de vez em quando. Ao longo do texto, se encontram indicações sobre qual é o melhor momento para se usar diferentes técnicas: quando aparece a indicação “nome” entre parênteses, quem lê deve pronunciar o nome da criança que está ouvindo a história; nos pontos grafados em itálico, a leitura deve ser em um tom de voz baixo e relaxante, e naqueles em que há a indicação “bocejo”, deve-se emitir um leve bocejo para induzir a criança ao sono.

O autor conta que, durante seus estudos, leu muito sobre a análise de sonhos junguiana, e lhe pareceu natural aplicar suas pesquisas para tornar o adormecer uma tarefa mais tranquila. “Eu descobri que induzir um estado de sonho engana o cérebro, fazendo-o pensar que está adormecido e levando o corpo a relaxar. Com base nessa teoria, criei a história de um menino que sai para uma caminhada, que o faz percorrer um mundo de sonhos, tornando, dessa forma, mais fácil para a criança chegar ao inconsciente”, explica Maxwell.

Lançada quase como uma autoprodução, a obra tem ilustrações feitas por Susan Edwards, sogra do autor.