Registros de 2015

30/12/2015 – 17:14h

Fim de ano é o momento de retrospectivas e avaliações.

O Livrômetro, relógio da leitura  lançado pelo Blog do Galeno Amorim, “Brasil que lê”, mostra que em 2015 os brasileiros leram 800 milhões de livros, ou seja, cada brasileiro leu quatro livros. Na realidade, alguns leram mais e no lugar de outros que ainda não se despertaram para a importância da leitura e continuam sem abrir um livro sequer durante o ano.

O site PublishNews afirma que as vendas de livros cresceram 5% em 2015. Matéria assinada por Leonardo Neto informa que o “mercado editorial brasileiro ganhou, em 2015, mais uma importante ferramenta para acompanhamento de suas vendas. É o Painel das Vendas de Livros no Brasil realizado pela Nielsen a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Desde abril, o Painel vem monitorando as vendas de livros no País, apontando tendências e trazendo dados fundamentais para tomadas de decisões mais racionais. O último painel, apresentado no fim de novembro, trouxe a informação de que, no acumulado do ano, houve um crescimento 5,01% no faturamento apurado por livrarias e supermercados brasileiros com a venda de livros. Índice bem abaixo da inflação. Em termos absolutos, nas 44 primeiras semanas de 2015, o varejo de livros no Brasil bateu agora R$ 1,244 bilhão versus R$ 1,185 bilhão no mesmo período do ano passado. O Painel conseguiu mostrar numericamente também a ascensão e queda dos livros de colorir. Se em agosto, de cada 100 livros vendidos nas livrarias brasileiras, 17 eram de colorir, essa relação caiu para 2 em outubro. A participação dos livros de colorir no faturamento bateu 14,5% em agosto e, em outubro, caiu para 1,41%.”

PublishNews fala ainda de “outra pesquisa importante apresentada em 2015: a Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – essa já velha conhecida do mercado editorial – demonstrou a pior queda no faturamento das editoras desde 2002. O faturamento dos editores em 2014 alcançou R$ 5,409 bilhões, o que representa um crescimento nominal de apenas 0,92% em relação aos R$ 5,359 bilhões de 2013. Mas como a inflação ficou muito acima disto no ano passado, houve uma queda brusca em valores reais. Aplicada a taxa do IPCA de 2014, de 6,41%, chega-se aos 5,16%. Trata-se da maior queda do mercado desde 2002, quando o faturamento caiu, em termos reais, 14,51%, agravado pela alta inflação daquele ano. Essa queda se deu graças à diminuição nas compras governamentais que sofreram corte de 15,98% em comparação com 2013.”