Exemplo de uma oficina de texto

28/1/2016 – 17:07h

Em 2015, mais de 84 mil alunos de todo o país escreveram livros em parceria com Ilan Brenman, Luis Fernando Veríssimo e Ziraldo.

2015 não foi só o ano dos livros de colorir. Para mais de 84 mil alunos, foi o ano em que escreveram um livro e, melhor, em coautoria com Ilan Brenman, Luis Fernando Veríssimo e Ziraldo, autores consagrados da literatura brasileira. Eles participaram do projeto Oficinas do Texto, uma das atividades do Educacional, conjunto de soluções para a sala de aula da Positivo Informática Tecnologia Educacional. Com esses 84 mil novos jovens autores, as Oficinas do Texto ultrapassam a marca de 1,2 milhão de livros escritos, impressos e entregues a cada aluno/ autor desde o ano 2000, quando o projeto foi criado para incentivar a leitura e a produção de textos.

Estimulante e desafiadora – como gostam crianças e jovens – as Oficinas do Texto começam com uma sequência de imagens e/ou textos produzidos por escritores e personalidades de renome. A partir daí, cada aluno – individualmente ou em grupo – produz a sua obra, escrevendo os textos e escolhendo os elementos que irão compor seu livro no ambiente virtual do Educacional, com acompanhamento do professor. Finalizada esta fase, as obras seguem para a gráfica, onde são impressas com os nomes dos alunos como coautores. Além de receber os livros impressos, os alunos também têm acesso a recursos como a geração de arquivo PDF e envio da versão virtual para amigos. Ao final do projeto, cada aluno recebe, em sua própria escola, seu livro ou jornal impresso, e também pode consultá-lo e compartilhá-lo com outros estudantes de todo o Brasil por meio da biblioteca virtual do Educacional.

No início do ano letivo de 2015, por exemplo, a Oficina do Texto propôs cinco temas: “O Elevador Mágico” (Ilan Brenman), “O Menino do Sol” e “Escola de Desenho” (Ziraldo) e “Meus Contos com Veríssimo” (Luis Fernando Veríssimo) e “Viagem no Tempo” (com foco no gênero jornalístico). Com diferentes linguagens e estilos de texto, os autores iniciaram as narrativas e cada aluno usou a criatividade para desenvolver sua própria história utilizando computadores, tablets e notebooks. Depois, cada aluno recebeu uma versão impressa na própria escola. Em algumas instituições houve, inclusive, cerimônia de entrega com a presença dos pais e sessão de autógrafos. E no caso dos alunos que participaram da Oficina “O Elevador Mágico” e gravaram o áudio de suas histórias, ainda é possível ouvi-las acessando o QRCode impresso no livro.

Ilan Brenman e Ziraldo numa das Oficinas de Texto da Positivo - Foto: Divulgação

“A Oficina do Texto é uma grande experiência pedagógica para todos os ciclos de ensino, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O objetivo do projeto é fazer com que os alunos conheçam os mais variados gêneros narrativos, pratiquem a escrita e a interpretação de texto e exercitem a criatividade. Alguns alunos gostam tanto do projeto que escrevem vários livros durante sua vida escolar”, explica Patrícia Sprada Barbosa, coordenadora pedagógica da Positivo Informática Tecnologia Educacional

A cada ano a equipe de especialistas da Positivo e os autores parceiros renovam as propostas a fim de proporcionar experiências diferentes a alunos e professores.  “Chegar à marca de mais de um milhão de livros impressos – um recorde em projetos dessa modalidade – é um bom exemplo de como a tecnologia, quando bem aplicada, enriquece o aprendizado”, completa Patrícia.

“João, o menino mais rico do mundo”

26/1/2016 – 20:57h

“João não tinha computador”,

Mas não sentia falta do computador.

Nem de um carro ou uma casa melhor.

Nem mesmo de videogame ou um

Brinquedo maneiro João sentia falta”.

O personagem deste novo livro lançado pela Editora Terceiro Nome é assim. Ele mora com sua mãe numa casa pobre e, de tão pobre, seu estômago ronca alto de tanta fome.

Afinal, estamos falando do menino mais rico do mundo ou do menino mais pobre do mundo?

Estamos falando de João, o menino mais rico do mundo. João não tinha bens, mas “tinha mesmo vontade de ter um pai”. E cobrava isso de sua mãe, que sempre desconversava e dizia que ele era um menino sem pai.

A negação da mãe não mudava o desejo do menino de encontrar um pai carinhoso, bem bonito e que lhe desse presentes.

“Quero um pai imenso, grande, amplo,

Pra caber nele todos os abraços do mundo”.

Com texto carregado de poesia e ilustrações repletas de lirismo, Francisco Abreu, o autor, e André Coelho, o ilustrador, contam em “João – o menino mais rico do mundo” a encantadora história do menino catador de sucata e sua busca pelo pai.

“João amava a vida que vivia. Era um menino rico! Mas sentia uma enorme falta. Você já sabe do que, não é?”

Nosso pequeno catador tem olhos especiais. O autor deixa isso muito claro durante a história ao explicar que “João tinha a mania de roubar as horas do tempo e enxergar cores onde ninguém enxergava”. Também mostra como ele via a lua diferente das demais pessoas; o jeito de encontrar flores em pleno asfalto; de curtir uma jabuticabeira e até de descobrir um ninho de passarinhos.

Isso é importante, por que o menino também vai enxergar o Céu de uma forma muito decisiva ao ponto de terminar ali sua busca pelo pai.

O livro tem 56 páginas e custa R$ 35,00. Pode ser comprado no site da editora www.terceironome.com.br. Por enquanto, a opção de compra está desativa no site, mas brevemente será ativada.

O autor

Francisco Abreu nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1984. No início dos anos 2000, mudou-se para São Paulo, onde segue a carreira de ator, nas novelas Balacobaco (TV Record), Marissol (SBT) e Chiquititas (SBT). Em 2005, estreia como diretor, compositor e autor de teatro com o infantil “O Cravo e a Rosa”, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem. É presidente da Casa de Cultura Amaramar, no Rio de Janeiro. “João, o menino mais rido do mundo” também é um espetáculo teatral.

Livro traz nome do leitor

24/1/2016 – 18:45h

O blog recebeu o convite de Naira Passoni para conhecer o projeto “O nome da gente” no site http://aprender.digital. Aliás, um site muito artístico, bonito e criativo. De cara, já revela que o projeto deve ser legal.

Super legal. A proposta da Naira, criadora do projeto, é criar livros customizados: com o nome de crianças de 3 a 6 anos de idade, um livro personalizável, formato de 23cm de largura por 20cm de altura, ao preço de R$49,90 mais o frete da entrega.

O projeto “O nome da Gente” incentiva a criança a reconhecer o seu nome escrito, as letras, os sons, a similaridade com outras palavras e propõe a participação da família, por meio da leitura e de forma prazerosa, no processo de alfabetização, explica a idealizadora.

Cada exemplar é produzido a partir do nome da criança. Para a personalização, o livro é totalmente feito sob demanda, por isso não é encontrado em livrarias.

“Nossa proposta parte da ideia de que o nome próprio é um importante elemento no processo da alfabetização infantil e nosso livro traz esse elemento a uma história leve e divertida, na qual uma folha de papel em branco, triste, busca alguém que possa lhe rabiscar, escrever, desenhar. Como cada exemplar é personalizado com o nome da criança que vai recebê-lo, cada uma delas é também personagem do seu próprio livro, o que torna tudo ainda mais legal,” explica Naira.

Vale a pena clicar no site. Este projeto me fez lembrar uma experiência com minha afilhada, Thaís. Quando ela estava para ser alfabetizada, encomendei um livro com o nome dela. Outro dia ela me confessou: guarda o livro até hoje. E ela tem 30 anos de idade.  A criança que ganhar um livro com o nome dela, certamente, vai guardá-lo para sempre. Assim como a Thaís.

“A menina e o segredo da fadinha”

20/1/2016 – 22:02h

Quem está em Belo Horizonte é convidado para o lançamento do livro “A menina e o segredo da fadinha”, de minha autoria, ilustrações de Toninho Hashitomi, com selo da paulista Pingo de Letra/Grupo Editorial Scortecci. Vai ser sábado, dia 23/1, de 10:00 às 12:00 horas, no anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Rua da Bahia, 1889 – Piso 2.

“A menina e o segredo da fadinha” é uma história baseada numa experiência real. As crianças ficam inseguranças e muito ansiosas, quando começam a frequentar as aulas pela primeira vez ou trocam de escola. Também vivem o medo de não fazerem amigos e pior: de serem hostilizadas. A aluna novata, Natália, no entanto, enfrentou a situação de uma forma diferente e, em vez de se assustar, decidiu agir de modo positivo: sempre em favor dos seus colegas.

A decisão da menina impressionou a escritora Rosa Maria Miguel Fontes, que criou uma história para mostrar a importância da sua atitude e o valor de conquistar amigos.  Assim surgiu “A menina e o segredo da fadinha”, um livro ilustrado por Toninho Hashitomi e publicado através da Pingo de Letra, selo do Grupo Editorial Scortecci, com lançamento marcado para o dia 23 de janeiro, às 10:00 horas, no anexo da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, Rua da Bahia, 1889 – Piso 2.

Depois de prometer a si mesma que seria uma aluna simpática para colegas e professores, a menina ganhou uma companhia muito especial:

“Imaginem: era a fada-madrinha das histórias que gostava de ouvir. Uma fada linda, mágica, do bem, e ali do seu lado. Provavelmente, acabara de sair de um  dos seus livros, pois ainda carregava sua varinha brilhante e usava o chapéu na forma de cone, além de calçados bicudos e um vestido típico das princesas!”

A fadinha frequentou a escola com a menina para encorajá-la e tornou o dia a dia da nova aluna uma aventura:

“A menina esperava que a madrinha ficasse todo o tempo ao seu lado, mas a fada fez diferente: começou a subir, subir, subir, até seu chapéu pontudo espetar o teto da sala,  e subir mais ainda para passar por entre as nuvens  e desaparecer das vistas de Natália. Ao mesmo tempo em que galgava as alturas,  a fadinha fazia cair estrelinhas coloridas e brilhantes de sua varinha em cima da menina. Natália adorou! Achou engraçado, por que só ela e a madrinha sabiam o que estava acontecendo. Para disfarçar  a surpresa, sorriu para os colegas de turma.”

A história da menina com sua fadinha, no entanto, tem um segredo. Qual será? Um príncipe? Uma flor encantada? Um reino da felicidade? É preciso ler o livro para descobrir. Só posso adiantar que se trata de um super segredo que vai render felicidade para Natália durante toda a vida.

Sobre a autora

Rosa Maria Miguel Fontes nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde a infância criava personagens e escrevia histórias que eram contadas por suas professoras em salas de aula. Foi até premiada num concurso de redação de âmbito estadual. Mais tarde, tornou-se professora. Durante alguns anos trabalhou como jornalista. Agora, ela voltou a se dedicar à literatura.

Esta autora presta atenção em tudo que as crianças fazem e falam, por isso está sempre aprendendo com elas. Sua inspiração para escrever histórias vem desta observação e das lições que vive com as crianças. Além disso, ela sabe que o mundo está em mudanças. É importante preparar os pequenos para crescerem e se tornarem pessoas dispostas a transformarem o mundo num lugar mais alegre e bonito pra gente viver melhor. Uma forma de contribuir com esta preparação é contar histórias baseadas nos exemplos positivos transmitidos pelas próprias crianças.

Rosa Maria é editora do blog de jornalismo sobre literatura infantil “Conta uma história” e publicou “Hikôki e a mensageira do Sol” pela Editora Miguilim (2011) e “O abraço das cores” (2013) pela mesma editora.

Sobre o ilustrador

O contato de Toninho Hashitomi com a ilustração teve início, quando ele ainda era criança e ficava observando o pai durante seus trabalhos em tela. A criança se envolveu com as artes e, mais tarde, na década de 1970, em Londrina, no Paraná, já atuava numa  agência de publicidade como auxiliar de estúdio e posteriormente em um jornal local.

Sempre procurou se espelhar em grandes ilustradores, aprimorando a técnica e procurando a perfeição em cada trabalho. Adquiriu um estilo próprio e suas ilustrações começaram a fazer sucesso. Sempre perseguindo as novidades, nos anos 80, utilizou muito a aerografia. Com a chegada dos computadores, experimentou outras ferramentas e vem se mantendo como ilustrador contemporâneo e atualizado na arte de encantar crianças e adultos.

Hashitomi tem experiência com ilustração para livros infantis e, além do editorial, faz trabalhos de publicidade, arquitetura, criação de storyboards para produtoras de vídeos e caricaturas por encomendas.

“O pinguim que morria de frio”

18/1/2016 – 23:10h

Livro de Clovis Levi, lançado pela Editora Viajante do Tempo, traz cinco histórias bastante criativas para as crianças. “Histórias como estas são uma aventura de risco no mundo da literatura para os mais novos”, avalia Leonor Riscado, doutora em Literatura, professora da Escola Superior de Educação de Coimbra, Portugal.

O texto do autor é uma brincadeira bem humorada. A começar por “O pinguim que morria de frio”, que fala de um pinguim que é o contrário dos outros: onde os demais são pretos, ele é branco; no lugar de branco, ele é preto. Ainda morre de frio e vive gripado, sente-se vazio e solitário; sonha com o sol e o calor etc. E por ser assim tão ao contrário, o seu nome é Guim-Pin.

Outra história “Camelo com tromba de elefante” ressalta uma personagem, a Pri, de muita imaginação e criatividade, sem papa na língua, que sempre cria uma situação engraçada diante da família. E o elefante? Boa pergunta para a Pri responder…

“E voaram um voo deslumbrante” narra a paixão impossível entre uma cadelinha chihuahua e um cão pitbull. Retrata a crueldade de quem abandona os seus animais domésticos, o sofrimento destes bichinhos e a dedicação de quem cuida deles.

“Mãe, quem troca as fraldas de Deus”? Essa pergunta é feita incessantemente por Anabela à sua mãe. A cada resposta, a menina se enrosca mais tentando entender sobre as origens de Deus e sobre quem cuida dele. Muito interessante os diálogos criados pelo autor.

Finalmente, “A bunda que queria andar na frente” é a história de uma palhaça que perde o bumbum no meio da festa da escola, o bumbum saiu para passear…

Clovis Levi nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. É autor do livro juvenil “O beco do pânico” (Globo Livros) e dos infantis “A cadeira que queria ser sofá” e outros contos, contemplado com o Prêmio Nacional de Ilustração de Portugal em 2012 e “Proibido pensar”, ambos publicados pela Viajante do Tempo. É autor, encenador e professor de teatro na CAL – Centro de Artes de Laranjeiras, onde dá aulas para adolescentes e adultos. Escreveu várias peças teatrais, entre elas, “Se chovesse, vocês estragavam todos”, em coautoria com Tania Pacheco, que recebeu o Prêmio Governo Estado de São Paulo/Melhor Texto. Para a televisão, redigiu o seriado O Bem Amado, a minissérie DNA e as novelas Mandacaru e O Todo Poderoso.

Onde comprar: http://www.travessa.com.br/o-pinguim-que-morria-de-frio-e-outras-historias/artigo/7dd048d0-2a5d-4da6-a197-9a2e407ddda7 Preço R$ 28,00

“A bela e a adormecida”

16/1/2016 – 12:31h

Dirigido para o público juvenil, livro reúne os contos de A bela adormecida e Branca de Neve, mas com uma história pouco convencional e de muito suspense.

Este lançamento vem da Editora Rocco e é dirigido para os jovens leitores brasileiros:A bela e a adormecida,” de Neil Gaiman, ilustrado por Chris Riddell. Para entendermos melhor o livro, vamos recorrer ao próprio autor que explica assim sua adaptação dos dois clássicos infantis: “A história de uma quase Branca de Neve e um tipo de Bela Adormecida com um toque de magia negra”.

Neil Gaiman é conhecido por roteirizar a história em quadrinhos “Sandman” nas décadas de 1980 e 1990, além de ter escrito bestsellers como “O oceano no fim do caminho” (2013), “O livro do cemitério” (2008) e “Deuses americanos”. (2001). Neste livro, ele mantém o estilo e reúne as protagonistas de A bela Adormecida e de A Branca de Neve numa única história sem príncipe encantado. Cabe à Branca de Neve beijar e despertar a princesa adormecida.

“Não tenho paciência com histórias em que mulheres são resgatadas por homens. Você não precisa ser salvo por um príncipe”, afirmou Gaiman ao jornal britânico The Telegraph.

Já o ilustrador Chris Riddell, também britânico, nomeado o nono Waterstones Children´s Laureate, para o período de 2015 a 2017, prefere definir seu trabalho de outra forma: “Durante o meu mandato quero usar o imediatismo e a universalidade das ilustrações para unir as pessoas e conduzi-las ao maravilhoso mundo dos livros”.

Esse mandato se refere ao papel concedido pela Livraria Waterstones, do Reino Unido, a cada dois anos, a um autor ou ilustrador infantil iminente. Digamos que, neste período, o escolhido pode reinar, ou seja, atuar de diversas formas pela promoção da leitura e dos livros entre as crianças.

Riddell tem extenso trabalho como ilustrador e é conhecido pela trilogia “Otolina no mar” (2010), “Otolina na escola” (2008) e “Otolina e a gata amarela” (2007). Ele é cartunista político do jornal The Observer.

Sinopse

A jornalista e fotógrafa Xandra Stefanel escreveu uma sinopse do livro especialmente para a Rede Brasil Atual, que reproduzimos a seguir:

“Era uma vez uma rainha que estava preparando os detalhes finais de seu casamento quando três anões lhe anunciaram que uma maldição assolava a cada dia uma nova cidade e fazia com que todos, humanos e animais, dormissem para sempre. Como poderia a rainha se casar sabendo que o mundo todo cairia em um sono eterno? Ela decidiu deixar seu belo vestido de lado, munir-se de armadura e espada e partir para uma viagem cheia de aventuras para combater um mal de origem desconhecida. “Ela mandou buscar o noivo, pediu-lhe que não fizesse cena; disse que ainda se casariam, mesmo ele sendo apenas um príncipe, e ela, uma rainha, e fez cócegas no belo queixo dele, e beijou-o até que ele abrisse um sorriso.”

Esta é a história de “A Bela e a Adormecida”, 70 páginas. Neste conto de fadas contemporâneo, as protagonistas são mulheres e não é um príncipe encantado que vai salvar a adormecida de seu sono profundo. Mas nem tudo é o que parece na história de Gaiman: a princesa que a rainha vai salvar não é exatamente quem parece ser. Apesar de a ilustração principal mostrar a rainha beijando a princesa, também não se trata de uma história com viés homoafetivo.

Lançado no Brasil no final de 2015, o livro marca um ano em que a discussão sobre gênero foi intensa e produtiva. O que “A Bela e a Adormecida” faz é desconstruir os tradicionais (e ultrapassados) papéis de mulheres e de homens dos contos de fada. E tudo isso com uma história cativante e encantadora, que mantém leitores os presos na trama do início ao fim.

O livro voltado para jovens tem edição em capa dura, sobrecapa em papel transparente. As imagens, em preto e branco, acompanhadas de pantone dourado, guiam o leitor por reinos e florestas encantadas, repletas de sonâmbulos e teias de aranha. A tradução é de Renata Pettengil.

Não é por acaso que a obra ficou em primeiro lugar na cobiçada lista dos livros mais vendidos do jornal americano The New York Times. Forma e conteúdo têm qualidades indiscutíveis. Só não vale esperar pelo tradicional “E viveram felizes para sempre”. Imprevisível, o final do livro é bem melhor que isso. O autor deixa claro que a rainha tem a coragem e a determinação para decidir seu próprio futuro”.

No site da editora, você pode ler um trecho exclusivo. Clique em cima das palavras sublinhadas.

O livro custa R$ 49,50 e pode ser comprado nas principais livrarias brasileiras, sites ou lojas, e tem também versão para ebook.

“ABC Futebol Clube”

13/1/2016 – 21:44h

O lançamento que o blog apresenta é para crianças que gostam de futebol. Torcedores apaixonados, que vibram durante os jogos e conhecem as emoções deste esporte. O escritor mineiro Mário Alex Rosa escreveu o livro “ABC Futebol Clube” para homenagear seu pai, que amava o futebol. Normalmente é assim: a paixão pelo time começa cedo, enquanto é criança, graças aos incentivos recebidos pelos pais.

Ele decidiu escrever sobre uma partida de futebol, utilizando cada letra do alfabeto. Melhor ainda: de modo que a criança possa ler em voz alta como se fosse um narrador esportivo. Um exemplo, a começar pela letra A:

“Na área o A arma, avança,

Passa um, passa dois

E lança para o B.

Linda bola”!

Assim prossegue o jogo, quer dizer, o livro:

“A bola volta para o F,

Fera dos gramados,

E ele forma uma bonita jogada para o G!

Grito da torcida! Será gol”?

Gol é o que todo torcedor quer. Mas será que o leitor vai narrar quantos gols nesta partida?

“Ele é rápido, dinamiza o jogo

E passa uma bola incrível para o S,

Que salta por cima do adversário,

Seguindo com ela pelo campo.

S toca para o T,

Que recebe vibração da torcida

E se posiciona para lançar para o U, mas erra o chute

E faz o público gritar UUUUUUUUUUUUUUUU!”

E o gol? Já saiu? Vai sair? Em qual letra do alfabeto?

Isso quem vai contar é o autor juntamente com outro craque, o ilustrador Bruno Nunes, que com sua arte deixou o jogo muito mais vibrante.

O livro “ABC Futebol Clube” pode ser comprado no site da editora www.aletria.com.br por R$ 29,00.

“Guia das séries”

12/1/2016 – 12:45h

Para o público juvenil, o blog apresenta o livro das 100 séries de TV mais comentadas, discutidas e populares dos últimos 25 anos. Em uma curadoria das jornalistas Priscila Harumi e Vana Medeiros, o produto tem resenhas críticas de cada uma das séries selecionadas, com curiosidades e ponto de vistas das profissionais, que também são fãs e consumidoras. Além das resenhas críticas, há conteúdo interativo e engajador sobre o universo das séries no geral, como, por exemplo, como é gravada uma sitcom ou como tudo começou.

Desde que os canais pagos viraram febre no Brasil, a paixão pelas séries americanas aumentou e, ouve-se até, as pessoas falarem que “tal canal vai passar, nesse final de semana, a Maratona com os quatro primeiros episódios da série da moda”. Mas como uma série é produzida? Os pares românticos das séries perduram na vida real? Qual o seriado mais premiado de todos os tempos e qual artista mais bem pago? Como surge um sucesso de TV e quais são os maiores fracassos da história das séries? Como se qualifica um programa para uma premiação?

Para responder a essas perguntas, trazer curiosidades e de olho no crescimento de fãs das séries americanas, a Editora Évora, pelo selo Generale, possui em seu catálogo o “Guia das Séries – tudo que você queria saber sobre as mais importantes dos últimos anos” das especialistas Priscila Harumi e Vana Medeiros. A publicação conta com uma sinopse dos principais seriados em exibição ou que fizeram sucesso e marcaram décadas, com algumas curiosidades. O livro é totalmente ilustrado e conta com mais de 130 séries revisitadas, como –“Mad about you”, “Friends”, “Games of Thrones”, “30 Rock”, “CSI”, “Lost”, “Glee”, “Big Bang Theory”, “Bones”, “Arquivo X”, “ER”, “Gilmore Girls”, “Bates Motel”, “Two and a half men”, “Os Simpsons”, “Baywatch”, “Once upon a time”, entre outras.

Muita série já virou mania no Brasil e a gente nota isso nos bordões estampados nas camisetas e destacado em publicações. As autoras explicam como se faz medição da audiência e as diferenças entre o Brasil e os EUA, com os comparativos entre tv aberta e canais pagos, analisam as versões brasileiras das séries americanas.

“Guia das Séries – tudo o que você queria saber sobre as mais importantes dos últimos anos” pode ser um compêndio que reúne plots e spoilers nomeados pelas autoras como sendo bizarros; relaciona os seriados que nasceram de livros e traz um glossário especialmente criado para ajudar os viciados em séries, além de apresentar os mais importantes criadores de sucessos como JJ Abrams (Lost), Chuck Lorre (Two and a Half men e The Big Bang Theory), Vince Gilligan (Breaking Bad), Tina Fey (30 Rock), além de muitos outros, com um breve currículo e foto. O livro dá uma passada também pelos realities shows e aponta alguns crossovers que aconteceram durante os episódios – crossovers é quando duas séries diferentes compartilham o mesmo universo ficticio” – explicam as autoras.

“Guia das Séries, tudo que você queria saber sobre as mais importantes dos últimos anos” tem 264 páginas, custa R$ 79,90 e está disponível em todas as livrarias ou pelo site www.editoraevora.com.br.

As autoras

Priscila Harumi é profissional de comunicação e marketing com experiência em diferentes segmentos no mercado de entretenimento. Formada pela Faculdade Cásper Líbero e com curso de extensão em storytelling e transmídia pela ESPM, já ocupou posições nas áreas de publicidade, atendimento e conteúdo de séries de TV e filmes. Com passagem pela agência DM9DBB, Editora Globo e Editora Abril, foi coordenadora de marketing de seriados e atualmente é gerente de filmes em uma distribuidora internacional.

Vana Medeiros é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Desde 2006 trabalha na cobertura de noticiários ligados às séries de TV e já atuou no site Estrelando, nos portais UOL e R7 e na Revista Monet, da Editora Globo. Exerce também a função de dramaturga e roteirista e atualmente escreve para a Cia Trova 8 e para o Grupo Paulada de Drama Musical, em São Paulo.

“O rabo do rato”

8/1/2016 – 23:15h

* O blog esteve inativo por alguns dias, mas estamos retornando às atividades.

* Ainda é tempo de desejar aos visitantes desta página um ano de muitas realizações. Ao mundo da literatura e da criança, espero 2016 movimentado com lançamentos, eventos e novidades.

* Para começar, vamos falar de “O rabo do rato”, um lançamento da Aletria Editora. Aliás, um belo lançamento como é próprio da editora: com todo o cuidado para oferecer literatura de qualidade para as crianças e projetos gráficos impecáveis.

A autora é Balbina Oliveira, que lança seu segundo livro. Quem ilustrou foi Nilcemar Bejar, que diz assim de sua atividade: “Ilustrar é deixar uma janela aberta para nossa imaginação, um jeito muito legal de conhecer novas histórias e uma maneira de participar do mundo encantado de cada um, escritores e leitores”.

A história parece que é mais uma entre as inúmeras brigas entre rato e gato. Engano. Ao começar a leitura, descobrimos outros bichos na aventura de um ratinho “sabido e inteligente que morava numa fazenda” e perdeu o rabo:

“O rato veio por trás e zás!

Quase o agarrou inteiro!

Mas conseguiu pegar

Apenas o seu rabinho”.

O ratinho vai atrás de seu rabo. E nesta busca, a história se movimenta com a participação de outros personagens da fazenda, além do gato: a vaca, o milharal, um rio e até um médico. Não foi fácil recuperar o rabo, mas o ratinho conseguiu.

“Esta história

Entrou pelo bico do pinto

E saiu pelo rabo do rato,

Quem quiser mais

Que conte outras quatro”.

O livro está à venda no site www.aletria.com.br. O exemplar custa R$ 25,00