“João, o menino mais rico do mundo”

26/1/2016 – 20:57h

“João não tinha computador”,

Mas não sentia falta do computador.

Nem de um carro ou uma casa melhor.

Nem mesmo de videogame ou um

Brinquedo maneiro João sentia falta”.

O personagem deste novo livro lançado pela Editora Terceiro Nome é assim. Ele mora com sua mãe numa casa pobre e, de tão pobre, seu estômago ronca alto de tanta fome.

Afinal, estamos falando do menino mais rico do mundo ou do menino mais pobre do mundo?

Estamos falando de João, o menino mais rico do mundo. João não tinha bens, mas “tinha mesmo vontade de ter um pai”. E cobrava isso de sua mãe, que sempre desconversava e dizia que ele era um menino sem pai.

A negação da mãe não mudava o desejo do menino de encontrar um pai carinhoso, bem bonito e que lhe desse presentes.

“Quero um pai imenso, grande, amplo,

Pra caber nele todos os abraços do mundo”.

Com texto carregado de poesia e ilustrações repletas de lirismo, Francisco Abreu, o autor, e André Coelho, o ilustrador, contam em “João – o menino mais rico do mundo” a encantadora história do menino catador de sucata e sua busca pelo pai.

“João amava a vida que vivia. Era um menino rico! Mas sentia uma enorme falta. Você já sabe do que, não é?”

Nosso pequeno catador tem olhos especiais. O autor deixa isso muito claro durante a história ao explicar que “João tinha a mania de roubar as horas do tempo e enxergar cores onde ninguém enxergava”. Também mostra como ele via a lua diferente das demais pessoas; o jeito de encontrar flores em pleno asfalto; de curtir uma jabuticabeira e até de descobrir um ninho de passarinhos.

Isso é importante, por que o menino também vai enxergar o Céu de uma forma muito decisiva ao ponto de terminar ali sua busca pelo pai.

O livro tem 56 páginas e custa R$ 35,00. Pode ser comprado no site da editora www.terceironome.com.br. Por enquanto, a opção de compra está desativa no site, mas brevemente será ativada.

O autor

Francisco Abreu nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1984. No início dos anos 2000, mudou-se para São Paulo, onde segue a carreira de ator, nas novelas Balacobaco (TV Record), Marissol (SBT) e Chiquititas (SBT). Em 2005, estreia como diretor, compositor e autor de teatro com o infantil “O Cravo e a Rosa”, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem. É presidente da Casa de Cultura Amaramar, no Rio de Janeiro. “João, o menino mais rido do mundo” também é um espetáculo teatral.