Pallas concorre a prêmio de melhor editora

29/2/2016 – 20:51h

A notícia abaixo foi dada por Leonardo Neto, editor do site Publishnews: a Pallas Editora, fundada em 1975, na cidade do Rio de Janeiro, é finalista do Prêmio BOP (Best of Publishing), ou seja, de melhor editora. O prêmio de alcance mundial é concedido pela Feira do Livro de Bolonha que, este ano, será realizada de 4 a 7 de abril, na cidade italiana. Esta é a maior, mais respeitada feira de literatura infantil. A Pallas dedica grande parte de seu catálogo aos temas afrodescendentes e busca a compreensão e valorização das raízes culturais brasileiras.

Com pouco mais de 40 anos, a Pallas tem um catálogo dedicado a temas africanos ou relacionados à cultura afrobrasileira. Casa de importantes nomes da literatura feita na África, como Ondjaki, ou de brasileiros com origens africanas, como Conceição Evaristo, a editora acaba de ser indicada entre os melhores editores de livros infantis da Feira do Livro de Bolonha. Nas Américas Central e do Sul, a Pallas concorre com as mexicanas El Naranjo e Tecolote, com a venezuelana Ekaré e com a colombiana Tragaluz.

Essa é a segunda vez que a Pallas entra no páreo. O Brasil ganhou o prêmio uma única vez. Foi em 2013, quando a Cosac Naify venceu entre os concorrentes das Américas Central e do Sul.

O prêmio, resultado da parceria entre a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha com a Associazione Italiana Editori (AIE), tem como objetivo dar reconhecimento aos editores que se distinguem pelo caráter criativo e pela qualidade de suas escolhas editoriais.

“É um orgulho enorme ter a editora indicada a esta premiação pela segunda vez. É o reconhecimento da seriedade de nosso trabalho. Estamos muito felizes. Já nos sentimos premiados”, disse Mariana Warth, editora da Pallas. Mariana, a propósito, integrou a missão brasileira de editores que esteve na Alemanha na semana passada, a convite do governo alemão. “Foi muito bom voltar e ter essa notícia. Essa indicação do prêmio é feita pelas editoras participantes da Feira de Bolonha do mundo todo. Mostra que o nosso trabalho no mercado internacional é relevante e se destaca no exterior. Esse trabalho de internacionalização é lento. Esse reconhecimento faz a gente querer continuar. Estamos no caminho certo”, completou.

*Os vencedores serão conhecidos na abertura da Feira, no dia 4 de abril.

*Para conhecer as demais editoras finalistas, clique no link http://www.bookfair.bolognafiere.it/la-fiera/bologna-prize-best-childrens-publisher-of-the-year/nominations-2016/2540.html

Dois livros infantis da Pallas Editora

Os vivos, o morto e o peixe-frito, de Ondjaki

Os vivos, o morto e o peixe-frito é uma peça com treze personagens de origem lusófona: Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, todos dentro de um mesmo prédio em Portugal. O premiado escritor angolano Ondjaki trata neste livro de temas cotidianos e de como a vida entrelaça as pessoas, agindo como uma grande teia de relacionamentos, que nos faz constatar a cada dia que passa o quanto esse mundo é pequeno. Os conflitos, as variedades culturais e as especificidades linguísticas deste verdadeiro mosaico de urgências, problemas em comum e afetos que se formam na condição de imigrantes em terras portuguesas. O livro foi ilustrado por Vânia Medeiros e mantém o vocabulário e a linguagem característica de cada país, com expressões estranhas ao português falado no Brasil. Um pequeno glossário foi acrescentado ao final do texto com as traduções de algumas dessas palavras.

Caderno de rimas do João, de Lázaro Ramos

Caderno de rimas do João é o primeiro livro do autor e ator Lázaro Ramos publicado pela Pallas Editora. O menino João encanta os leitores com rimas espontâneas e temáticas diversas. Ele nos apresenta, de um jeito divertido, os assuntos de um modo mais colorido. Além do texto escrito por Lázaro Ramos, o livro conta com as ilustrações de Mauricio Negro. Uma combinação que só podia dar certo!

Duas leis e seus benefícios para o leitor

26/2/2016 – 20:48h

Esta semana, a Câmara Brasileira do Livro divulgou duas notícias que têm repercussão direta na vida do cidadão, do leitor. Uma delas explica como está o andamento de uma política nacional de fixação do preço do livro. A outra informa que já está em vigor a lei que garante à pessoa com deficiência o direito à cultura e ao entretenimento em igualdade de oportunidades.

Senadora Fátima Bezerra: mercado livreiro e importante setor para a educação

Com relação ao Projeto Lei do Preço Fixo, felizmente, os esforços continuam em andamento. O senador Lindbergh Farias foi designado relator do Projeto de Lei do Senado (PLS) 49/15, da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. O projeto institui a política nacional de fixação do preço do livro, estabelecendo regras para a comercialização e difusão do livro.

De acordo com a senadora Fátima Bezerra, o mercado livreiro e editorial constitui importante setor para a consolidação da educação, cultura e informação no país. É nesse sentido que o projeto tem como base o estabelecimento da fixação do preço mínimo de venda dos “lançamentos”. Os objetivos do projeto de Lei são:
– Fomentar o livro como bem cultural;

– Garantir que sua oferta seja acessível ao grande público pelo estímulo à leitura, pluralidade de pontos de venda e maior disponibilidade do bem em todo território nacional;

– Garantir igualdade de condições ao empreendedor livreiro;

– Estabelecer a fixação de preços de venda do livro ao consumidor final, visando assegurar ampla oferta de exemplares e pontos de venda, fixando preço único para sua comercialização;

– Permitir o exercício da livre concorrência e coibir o abuso de poder econômico, dominação de mercado, aumento arbitrário de lucros e a proteção ao consumidor.

O projeto uma vez aprovado será analisado pelas Comissões de Assuntos Econômicos e de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta última em decisão terminativa, o que dispensa análise do Plenário do Senado Federal, exceto no caso de apresentação de recurso pelos senadores.

Estações para experimentação dos formatos acessíveis do livro “Sonhos do Dia”

Livro acessível

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência tem por finalidade assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais à pessoa com deficiência, visando sua inclusão social e cidadania. A lei já está em vigor e trata da questão da acessibilidade com grande amplitude e dispõe sobre a oferta de livros em formato acessível.

No que diz respeito ao setor editorial, a lei garante à pessoa com deficiência o direito à cultura e ao entretenimento em igualdade de oportunidades, sendo-lhe garantido o acesso aos bens culturais, como o livro em formato acessível. No parágrafo 1º do art. 42 a lei dispõe que “É vedada a recusa de oferta de obra intelectual em formato acessível à pessoa com deficiência, sob qualquer argumento, inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade intelectual”.

Neste sentido, as solicitações de livro em formato acessível devem ser atendidas. A lei 13.146/2015 considera formatos acessíveis os arquivos digitais que possam ser reconhecidos e acessados por softwares leitores de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los, permitindo leitura com voz sintetizada, ampliação de caracteres, diferentes contrastes e impressão em Braille.

“A Bela e a Fera” no teatro

24/2/2015 – 17:14h

No próximo domingo, 28, é a vez de mais uma sessão do Tietêatrinho. O espetáculo em 2015 teve mais de 7 mil espectadores e continua como um sucesso entre os clientes do Tietê Plaza Shopping. As crianças vão poder assistir à peça “A Bela e a Fera”, no Espaço Cultural, que fica no 2º piso do shopping.

Nesta encenação, os pequenos vão conhecer a clássica história da Bela, que vive em uma pequena aldeia em que todos se conhecem e é cortejada pelo Gaston. Certo dia, o pai de Bela some e a garota começa a procurá-lo desesperadamente, onde acaba entrando em um castelo pra lá de assustador.

Todos os moradores e empregados desse castelo haviam se transformado em objetos com vida por conta de um feitiço. E o príncipe, dono do castelo, agora era uma Fera. O que poderia se transformar em um conto de terror, vai virar uma linda história de amor. Mas será que esse feitiço será quebrado e todos os empregados terão suas vidas de volta?

Vale lembrar que “A Bela e a Fera” é um tradicional conto de fadas francês escrito no século XVI. Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o conto apresenta diversas versões que diferem do original e se adaptam a diferentes culturas e momentos sociais. A melhor de se preparar para assistir a peça é, antes, lendo a história.

Anote em sua agenda:
Tietêatrinho – “A Bela e a Fera”
Data: 28 de fevereiro
Horário: às 14 horas
Local: Espaço Tietê Plaza Cultural – 2º Piso
Endereço: Marginal Tietê, entre as pontes Piqueri e Anhanguera
Mais informações: (11) 3201-9000

Do Jabuti ao Nobel, um tributo para Lygia

21/2/2016 – 20:28h

Luís Antônio Torelli *

Lygia Fagundes Telles é a maior escritora viva do Brasil. Sua indicação ao Prêmio Nobel de Literatura foi iniciativa feliz, lúcida e justa da União Brasileira de Escritores (UBE). Para o nosso país, a concessão do prêmio à autora de obras-primas como Ciranda de pedra, As meninas e As horas nuas seria imensa conquista, à altura da qualidade e importância de nossa literatura, uma das mais ricas, diversificadas e belas do mundo, mas que jamais recebeu reconhecimento de tamanha envergadura.

Por isso, a candidatura é muito importante para o país, para a nossa população, nossa literatura e nosso setor editorial. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) apoia a indicação de Lygia, que, aos 92 anos, é expressão do que há de melhor no Brasil. Independentemente da decisão da Academia Sueca de Letras, a presença de nossa escritora entre os indicados é ótima oportunidade para os brasileiros conhecerem melhor nossa grande autora e o mundo saber quem é Lygia Fagundes Telles. Também constitui estímulo ao hábito da leitura e ao surgimento de escritores.

É importante entender como funciona o processo de indicação e escolha dos candidatos e do vencedor. A Academia Real das Ciências da Suécia, que promove pesquisas científicas, é responsável pelos prêmios de física, química e economia. O Instituto Karolinska, grande universidade de Estocolmo, indica os ganhadores em medicina. A Academia Sueca de Letras escolhe o vencedor em literatura. E o Comitê Nobel Norueguês, formado por pessoas indicadas pelo parlamento da Noruega, é o responsável pela eleição e entrega do prêmio da paz. Essas instituições enviam formulários a cientistas, professores e intelectuais de todo o mundo, solicitando a indicação de candidatos cujo currículo e trajetória são examinados por comitês de especialistas. São eles que, em cada um dos quatro órgãos, elegem os vencedores.

Antes de Lygia, outros brasileiros poderiam ter ganhado o prêmio, como os físicos Mário Schenberg (que explicou a perda de energia nas supernovas) e César Lattes (que comprovou a existência da partícula subatômica méson pi); o médico Carlos Chagas (descobridor da doença que leva o seu nome); os escritores Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado; e o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, indicado ao Nobel da Paz em 1990, quando o vencedor foi o Dalai Lama; Celso Furtado (estudos sobre desenvolvimento econômico); o bioquímico Maurício Rocha e Silva (que descobriu a bradicinina, importante para a controle da pressão arterial); e Otto Gottlieb (que inventou um índice para medir a biodiversidade de ecossistemas).

Tomara que, em outubro, quando costuma ocorrer o anúncio dos ganhadores, em Estocolmo, na Suécia, o Brasil receba, pela primeira vez, um Prêmio Nobel. Vamos torcer. Seria fantástico que a inusitada conquista se desse no universo dos livros e por meio da genialidade de Lygia Fagundes Telles. Nossa menina autora ganhou três vezes o Prêmio Jabuti (1966, 1974 e 2001), promovido pela Câmara Brasileira do Livro, o primeiro que recebeu em sua brilhante trajetória de escritora e o mais importante do setor editorial brasileiro. Agora, tem tudo para conquistar o maior do mundo, o Nobel de Literatura.

Sempre desbravadora, foi uma das primeiras mulheres a se formar na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Integrante da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, pode, mais uma vez, ser pioneira, dando o primeiro Nobel ao Brasil. Saiba, porém, querida Lygia, que, para todos nós, você já é a maior, independentemente do resultado final. Cabe-nos agradecer tudo o que já fez e ainda fará pela literatura e o livro do Brasil.

*Presidente da Câmara Brasileira do Livro

Livro produzido por encomenda

19/2/2016 – 20:34h

Para promover o interesse pela leitura tanto na família como na escola, foi criado o projeto “Conte Já”, cuja proposta é criar histórias personalizadas, ou seja, livros customizados, através da internet: www. conteja.com.br/

Pais ou professores devem fornecer nome , idade e algumas características da criança, que passa a ser personagem principal da história que será criada pelos profissionais do projeto, entre eles, a experiente ilustradora e roteirista Silvana Rando, ganhadora do prêmio Jabuti de Ilustração Livro Infantil.

Com roteiro pré-definido, é possível criar um avatar da criança e a cada etapa da história dá para introduzir elementos que fazem parte da vida dela. Por exemplo: o que come no café da manhã é o que vai aparecer na mesa ilustrada. Seus brinquedos preferidos vão estar na cena do quarto e a página que trata da escola terá uma foto de onde a criança estuda.

Também é possível incluir o endereço da escola onde estuda ou a imagem de um desenho que a criança fez. Essas escolhas permitem que o livro seja feito totalmente sob medida para ela, criando uma identificação que atrai a concentração e facilita sua leitura.
O “ConteJá” possui condições especiais para produção de um livro único para todos os alunos de uma classe ou escola. “Damos total apoio aos projetos pedagógicos especiais criados pelos professores e dependendo do volume, podemos criar páginas específicas com material pedagógico definido pela escola. Converse conosco, teremos prazer em ouvir qual é a sua necessidade e projeto pedagógicos”, afirma Alvaro Novaes, fundador do projeto. Entre em contato através do email: escolas@conteja.com.br

A edição com capa dura custa R$ 45 e o prazo de entrega é de sete dias úteis.

Em abril, tem a Bienal do Livro de Minas

17/2/2016 – 10:55h

A Bienal do Livro de Minas chega a 5ª edição e promete transformar Belo Horizonte na capital nacional da literatura entre 15 e 24 de abril. Quintal de Histórias, atividade para o público infantil, vai homenagear o escritor e poeta Manoel de Barros, (foto abaixo) autor de “Meu quintal é maior do que o mundo”.

A Bienal do Livro de Minas chega a 5ª edição e promete transformar Belo Horizonte na capital nacional da literatura entre 15 e 24 de abril. Com previsão 160 expositores e público esperado de 260 mil pessoas, a Bienal será realizada no Expominas e terá o slogan “Bienal do Livro de Minas 2016: muitas histórias para contar”. Entre as novidades desta edição, está a curadoria do Café Literário que fica a cargo do escritor, jornalista e editor Rogério Pereira. Ele é o fundador e editor do jornal literário Rascunho e também diretor da Biblioteca Pública do Paraná desde 2011. Em 2013 lançou seu primeiro romance pela Editora Cosac Naify, “Na escuridão, amanhã”.
Consolidada como um dos principais eventos de literatura, cultura e entretenimento de Minas, a grande festa do livro recebeu em sua última edição, em 2014, público de 260 mil pessoas, sendo 46 mil estudantes, ao longo de 10 dias. Este sucesso é reflexo de uma das principais marcas da Bienal do Livro de Minas, em especial da programação cultural: a inovação. Por isso, os organizadores desta edição vão ousar mais uma vez, oferecendo aos visitantes novas atividades e uma grade de eventos diversificada e dinâmica, para aproximar ainda mais os leitores do universo dos livros, em todas as faixas etárias e perfis de público.
O objetivo dos organizadores da Bienal é trazer novas experiências ao público e cada espaço contará com uma curadoria própria, de acordo com o conceito da atração. “Nossa intenção é unir o que já temos de consagrado e é sucesso há quatro edições com novidades”, conta a diretora de Negócios da Fagga, Tatiana Zaccaro. As novidades da programação cultural contemplam três novos formatos: Fórum de Educação, Bienal Geek (focada em HQ e livros geek, como ficção científica, sagas e fantasia) e Quintal de Histórias – atividade para o público infantil, que irá homenagear o escritor e poeta Manoel de Barros, autor de “Meu quintal é maior do que o mundo”.
Seguindo o sucesso da literatura para adolescentes, conhecida no mercado como young adult, que vem angariando um número expressivo de  jovens leitores e impulsionando lançamentos de novos autores e livros, o Conexão Jovem retorna à grade da Bienal, com número de sessões ampliado. “Vamos evidenciar a programação voltada para o público jovem, que hoje é um grande consumidor de literatura, incentivado por novos autores e por outros meios de narrativas como games, YouTubers, internet, etc”, afirma Tatiana Zaccaro, destacando o total alinhamento da atração com o esse novo cenário.
Já a programação do Café Literário está sendo pensada levando em consideração a diversidade literária do Brasil. “Teremos uma programação plural, reunindo autores consagrados, best-sellers, escritores da nova geração, discutindo temas relacionados aos livros, à literatura e à atualidade do país”, afirma o curador da edição desse ano, Rogério Pereira. “A Bienal de Minas será um reflexo contundente da riqueza literária e cultural brasileira”, acrescenta.
Na avaliação da presidente da Câmara Mineira do Livro, Rosana Mont´Alverne, a Bienal do Livro de Minas já se consolidou como o mais importante encontro literário da capital mineira. “É o evento mais esperado e o momento de encontro entre todos os participantes do mercado editorial brasileiro”, enfatiza, ressaltando que a Bienal representa uma grande oportunidade para negócios e contato com autores e editores.

Site: http://www.bienaldolivrominas.com.br/

Contato: bienaldolivrominas@fagga.com.br

“O ipê a sonhar”

14/2/2016 – 19:16h

Lançamento da Editora Gaivota trabalha a criatividade dos pequenos leitores.

O ipê, chamado Pepê, dormia e sonhava, quando sua amiga Vivi, a bem-te-vi, pousou em seus galhos, trouxe pauzinhos, montou um ninho e cantou bem alto para que o ipê acordasse. De repente, apareceu a pipa Assanhada, que, toda atrapalhada, se enroscou no ninho de Vivi e nas flores amarelas de Pepê.

O susto foi tão grande que Vivi botou um ovinho! Para aumentar a confusão, um vento cheio de rebolado levou o ninho e o ovo de Vivi para bem longe. E agora, será que Vivi vai recuperá-los? E Pepê, vai continuar dormindo?

Em seu primeiro livro infantil, Madza Ednir trabalha com diversos personagens que são trazidos à história de maneira acumulativa, convidando os pequenos leitores a memorizarem cada aparição da trama. Os nomes são divertidos e, somados às ilustrações coloridas e de fácil interpretação, abrem caminho ao universo lúdico.

A leitura poética combina temas como a criatividade, o contato com a natureza e o mundo dos sonhos.

A  autora Madza Ednir é pedagoga, formada pela Universidade de São Paulo e pela PUC-SP e atua na área da Educação, Comunicação e Direitos de Cidadania. Já escreveu e editou muitos livros e artigos para adultos e educadores; este é seu primeiro livro infantil.

A ilustradora Marina Smit é  formada em Arquitetura pela Universidade de São Paulo e trabalha como designer. Dedica seu tempo livre a atividades correlatas, fazendo ilustrações, participando de fanzines e criando outros projetos experimentais.

A virtude de ser universal

11/2/2016 – 21:03h

Ilustrador dá volta ao mundo para descobrir como desenham as crianças.

O blog Catacrinha, versão infantil do Catacra Livre, tem uma notícia legal. O ilustrador argentino Mey Ivanke passou um ano e meio viajando por 32 países e desenhando juntos com crianças no projeto “Pequenos grandes mundos”.

Ivanke pintou com crianças refugiadas em Berlim, Lisboa, fez oficinas em um monastério budista tibetano no Himalaia e compartilhou tudo na página do projeto no Facebook.

O grande objetivo é aproximar a ilustração de meninos e meninas de diferentes culturas, idiomas e religiões, como ferramenta de expressão do que sentem a respeito de si mesmos e do mundo à sua volta. E, além disso, é uma maneira de praticar o direito a brincar e de imaginar.

A experiência será compilada em um livro e um documentário. O projeto foi financiado com aportes de patrocinadores e financiamento coletivo através de Ideame.

“Gigante pouco a pouco”

9/2/2016 – 12:53h

Mais um livro infantil trata das diferenças e preconceitos. Lançamento é da Editora Biruta.

Até os sete anos, Manuel era um menino como todos os outros: ia para a escola, tinha dois olhos e uma boca. No entanto, havia algo nele que o tornava diferente: seus pais eram gigantes. E, sem que ele esperasse, também começou a crescer e crescer até que já não cabia mais na sala de aula. O menino receou que seus colegas de classe ficassem assustados e se afastassem dele, mas, ao contrário, os amigos mantiveram-se ao seu lado, ajudando-o a mostrar ao mundo que suas diferenças não o tornavam menos legal.

De maneira lúdica e original, “Gigante pouco a pouco”, 32 páginas, constrói uma reflexão sobre as diferenças e como é possível enxergá-las principalmente por crianças. O leitor é convidado a se proteger do sol forte na sombra de Manuel e brincar de balanço em seus fios de cabelo. Assim, as diferenças acabam se transformando em vínculo de amizade e companheirismo.

As ilustrações de Aitana Carrasco são muito coloridas e divertidas, harmonizando o texto e os cenários e tornando a leitura fluida e agradável. O autor Pablo Albo nasceu  na Espanha em 1971. Formou-se em Assistência Social na Universidade de Alicante. Paralelamente, estudou recreação sociocultural. É um dos fundadores do Grupo Albo de contação de histórias.

O livro custa R$ 35,50 e  interessado pode saber onde encontrá-lo, acessando o site http://www.editorabiruta.com.br/onde-encontrar/

“Salopão, um jumento do sertão”

7/2/2016 – 21:48h

O jumento Salopão, que já vinha conquistando leitores, por causa da sua história comovente e tão bem narrada na forma de cordel, agora, ficou famoso de vez. Salopão está fazendo sucesso no Nordeste, Brasil afora e no exterior, desde que foi uma das obras escolhidas para compor o Catálogo da Feira de Bolonha,(veja imagem do catálogo à esquerda), a mais importante feira de livros infantis e para jovens, que será realizada na Itália, no período de 4 a 7 de abril deste ano.

“Salopão, um jumento do sertão”, 44 páginas, escrito pelo cordelista pernambucano Fernando Limoeiro, ilustrado com xilogravuras do mineiro Tales Bedeschi e lançado pela Aletria Editora, foi escolhido, na categoria Poesia, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), entidade responsável pela produção do catálogo que apresenta ao mercado mundial uma relação dos melhores livros infantis e juvenis produzidos no Brasil.

Segundo a Aletria, a Feira de Bolonha vem sendo realizada anualmente desde 1963, durante quatro dias, sempre no mês de março ou abril. Reconhecida em todo o mundo, constituiu-se como o evento mais importante do mercado editorial para os públicos infantil e juvenil. É um espaço dedicado para todos os profissionais envolvidos e/ou diretamente interessados no processo de produção editorial, a feira recebe desde autores, editores e ilustradores até professores e bibliotecários. Este ano, a Feira de Bolonha contará com 1.200 expositores representando 98 países.

É muita gente para conhecer Salopão, não é mesmo? Mas o jumento merece:

“Salopão era um jumento

Criado como menino.

Atendia pelo nome,

Era obediente e fino.

Só relinchava baixinho,

Era amigo e genuíno,

Aguentava muito peso,

Mesmo magrinho e franzino”.

Parece que só mesmo Quinzé, que herdou Salopão do avô, não sabia do valor do animal. Ele maltratava o jumento e preferiu vendê-lo para comprar uma moto.

“Mas numa noite de chuva,

Após dançar num forró,

Resolveu voltar pra casa,

Chumbado como ele só.

Com toda a velocidade

De um boy esnobe e coió,

A moto caiu da ponte

E ele quase virou pó”.

O destino pregou uma peça em Quinzé e então ele percebeu que o jumento valia muito mais do que a moderna moto, que havia adquirido e que quase o matou.

“De volta ao Sítio Esperança

Tomou um susto danado.

Viu Salopão forte e gordo,

Solto perto do cercado.

Só não sabia explicar

Como ele tinha voltado.

E pela primeira vez

Ficou emocionado”.

Assim, ele se convenceu e fez até discurso para enaltecer Salopão, destinado a fazer sucesso dentro e fora do sertão.

“Devo tudo que hoje sou

Ao amigo Salopão,

Que salvou minha vida,

Me dando grande lição,

Pagando com seu amor

Toda minha ingratidão.

Lhe dedico meu diploma

Como prova de afeição”.

O livro pode ser adquirido na loja virtual da editora www.aletria.com.br e custa R$ 22,00.